30.10.08

O Caso dos Dois Beijinhos

No lugar onde eu trabalho tem mais ou menos o mesmo número de homens e mulheres. De vez em quando surgem uns eventos institucionais nos quais aparecem chefões e chefonas. A gente aproveita para fazer o meio de campo e perguntar bastante.

A estrutura é bastante informal e dá para abordar todo mundo. Quando eu sou apresentada a uma mulher, a gente se cumprimenta com um aperto de mão e pronto. No entanto, quando é um homem, eles me lascam dois beijinhos. Não tem razão. Afinal, os moços eles não brindam com beijocas.

Sei não, mas isso não é meio sexista?

29.10.08

O Caso dos Dinheiros da Viagem

A Natália (Prazer, Natália!) perguntou nos comentários se a crise não vai afetar a viagem e disse que está aflita. Pode ficar sossegada, Natália: estamos de olho. Você está certa: não vamos usar cartão de crédito, porque a conta pode vir salgada. Estamos atrás de
alternativas.

Primeiro fizemos a rapa nas gavetas da família, implorando por dólares e euros. Deu um dinheirinho bom, mas não o suficiente para cobrir toda a necessidade (estadia + gastos diários). Depois pensamos em apelar para um doleiro. Aí quem ficou aflita fui eu, porque comprar moeda no paralelo sempre me pareceu vagamente ilegal (e é mesmo, embora todo mundo faça e anunciem a taxa na tevê). Sem falar que nunca achei boa idéia ficar carregando cash por aí, com o risco de perda ou furto.

Então nos lembramos de que existe um tal de Visa Travel Money, um cartão que você carrega com os dólares/euros na cotação do dia e usa para sacar dinheiro na moeda local em caixas automáticos Visa no mundo todo. A cotação é pior do que a do doleiro, mas segurança e tranqüilidade não têm preço. Já fizemos o nosso por telefone, com o valor mínimo. Agora vamos ficar de olho no câmbio para colocar mais moeda quando ela estiver mais amigável. Por que dólar? Porque ele está se valorizando em relação ao dinheiro europeu, e a tendência é que os dólares que comprarmos agora comprarão mais euros no futuro.

Também temos a opção de sacar dinheiro lá com o cartão de crédito na função débito. Aí a cotação é a do dia. Essa alternativa só vai ser usada em uma emergência, porque, já que compramos o VTM, o jeito é gastar os dólares embutidos nele. Não adianta ficar economizando dólares comprados a 2,3 reais para gastar dólares mais baratos (se o câmbio cair).

No fim das contas, não vamos precisar dos dinheiros da família. O que é bom, porque moramos no interior e ia dar o maior trabalho repor os dólares e euros emprestados.

28.10.08

O Caso das Arrumações de Mala

Eu monto a minha mala de viagem com alguns meses de antecedência. Isso significa que eu experimento TODAS as roupas que vou levar, para ver se as cores, proporções e volumes combinam entre si. MAIS de uma vez, porque nesse meio tempo costumo comprar peças novas/descobrir roupas no armário/arrumar acessórios emprestados, e aí tenho que checar se a aquisição mais recente compõe um todo harmôrnico com o que já existe. Eu sei, eu sou meio doida e estou muito à toa. Mas eu me divirto.

A última novidade é que mandei pintar de preto minhas botas de montaria. Aí fiquei olhando pra elas e matutando que uma saia preta na altura dos joelhos lhes cairia muito bem. Inconveniente: a meia de lã grossa que eu tinha para usar por baixo era cinza. Experimentei, mas o pedaço de perna cinzenta aparecendo por debaixo da saia não ficou bonito, não. Então tive a idéia de colocar por cima da meia de lã uma meia-fina opaca preta. Deu muito certo. E, como debaixo dessas duas meias ainda vai a roupa térmica, o risco de congelar usando a saia cocota é zero.

Minha outra idéia transformadora foi pegar o gorro preto da Disney que tem na frente uns desenhos coloridos e lascar canetinha preta em cima. O bordado cheguei simplesmente desapareceu. E agora eu tenho um chapéu para usar em Viena!

Se essa viagem de fim-de-ano não chegar logo, nenhuma peça do meu guarda-roupa restará intocada.

23.10.08

O Caso da Foto Artística

Como seria bom ilustrar o casamento fofo do Júlio e da Verônica, e também me pediram foto do meu cabelo novo de mangá, vou aproveitar para, como dizia um amigo de Leomatar dois coelhos com uma caixa d’água só.


Adorei essa foto. Ela tá meio embaçada, o enquadramento tá bizarro, e por isso mesmo que ela é legal. É uma foto impressionista, gente.

22.10.08

O Caso de Onde Comprar Roupas Térmicas

Eu digo maravilhas das roupas térmicas que comprei na Nova Zelândia (blusa e calças justinhas para usar por cima da pele feitas de um tecido sintético que promete manter o calor do corpo), e as pessoas me perguntam onde podem arrumar umas iguais.

Para quem não sabe, as roupas térmicas esquentam mesmo e servem para acabar com o “efeito cebola” ou, mais romanticamente, o “efeito tulipa” (sim, a flor vem de um bulbo), que é a técnica de vestir uma pilha de roupas para não congelar quando em lugares realmente frios . Com a roupa térmica é suficiente colocar só mais uma blusa de lã fininha e um casaco por cima (ou seja, nada de usar uma segunda pele de meia fina, uma blusa de algodão, uma blusa de lã, um moletom e depois o casaco, o que tende a gerar uma grande semelhança com o bonequinho Michelin).

Essa é a teoria. Já usei a roupa térmica em um glaciar e fiquei quentinha, mas vou testá-la de verdade quando encarar o outono/inverno europeu em dezembro.

Enquanto isso, descobri uma loja que vende as tais roupas térmicas no Brasil: é a http://www.sadae.com.br/. O nome da linha é “Conforto Thermo Dry” e cada peça custa em torno de 90 reais. O preço é o mesmo na Nova Zelândia (com a diferença que a loja lá estava em promoção e dava 50% de desconto, então os nossos saíram pela metade disso).

Concordo que não é baratinho, mas acho que “não sentir frio” não tem preço. Além disso, você economiza cacunda carregando a mala, que vai mais leve porque você vai ter que levar menos roupa de frio; economiza tempo vestindo e desvestindo camadas; e ganha no quesito elegância, porque o bonequinho Michelin é um fofo, mas Cary Grant he ain’t.

Crédito: http://www.michelin.com/

20.10.08

O Caso do Evento

Lembram que eu estava eu resmungando que meus talentos estavam sendo desperdiçados no trabalho? Pois é: os céus escutaram e resolveram tomar providências. Fui convocada para participar da comissão da festa de comemoração de dez anos do escritório, para escrever e apresentar o histórico do mesmo na celebração e, para completar, ser a cerimonialista do evento.

Estou otimista. Comigo na jogada, a chance da cerimônia ser uma chatice insuportável diminui um bocadito.

15.10.08

O Caso do Casamento

No fim-de-semana fomos padrinhos do casamento fofo do Júlio e da Verônica. Tinha rosas vermelhas colombianas na decoração, espumante rosé com morangos para beber, e eu dancei até na pista estilo aquário (em um espaço separado para a música alta não atrapalhar a conversa, mas com uma grande janela de vidro integrando os ambientes).

Eu e o Leo fomos os primeiros a chegar, levando a noiva do hotel para o local do evento (foi ótimo, porque aí eu a vi antes de todo mundo) e os últimos a sair, levando os noivos do local de evento para o hotel quando a festa acabou (como bons padrinhos que se prezem). E curtimos o tempo todo.

Quando a festa é boa, meu lado camisolão desaparece.

9.10.08

O Caso da Viagem em Perigo

A economia mundial está em crise. O dólar e o euro dispararam e ninguém sabe onde eles vão parar. Por isso, nossa tão cuidadosamente planejada viagem para Suíça, Áustria e Praga está em sério risco. Afinal, não rola de pagar alegremente hotéis e refeições com cartão de crédito para um mês depois descobrir que o euro bateu em 4 reais.

Apesar disso, o Leo está animado. Ele acha que até o começo de dezembro o mercado já se estabilizou e o dólar terá voltado para um precinho mais razoável.

Hoje um casal de amigos, a quem convidamos para ir conosco em uma época em que a passagem estava barata e a cotação, amigável, disse que topa. Por um lado, fico superfeliz de ter a companhia deles. Por outro, e se o euro subir mais ainda, e eles, ao invés da oferecida viagem em conta, terminarem gastando uma fortuna?

7.10.08

O Caso das Decisões

A gente percebe que virou adulto quando enfrenta decisões importantes, do tipo que alteram a vida, e não corre para a mamãe ou o papai para eles palpitarem/ponderarem/decidirem.

Não, a gente corre é pros amigos.

Mas a decisão final é nossa mesmo.

* * *

Ando achando meu trabalho um bocado chato. Estou me sentindo disperdiçada, sem oportunidade de usar meus superpoderes,e isso tem me deixado triste, já que passo oito horas do meu dia no batente.

Hoje uma colega que veio na iniciativa privada me lembrou que, nesses tempos de crise, o povo das empresas particulares está arrancando os cabelos e sofrendo antecipadamente com a possibilidade de demissão. Aposto que esse pessoal não está se preocupando se seus trabalhos são chatos ou não. Estão se preocupando em manterem seus empregos.

Nada como um pouco de perspectiva.

6.10.08

O Caso da Mamma Mia

Ganhamos dois ingressos de cinema do cartão de crédito e eu votei para gastá-los assistindo a Mamma Mia, o musical baseado na obra do ABBA e estrelado pela Meryl Streep. Minha irmã e uma amiga já tinham visto e adorado. A amiga gostou tanto que falou que vai ver a peça na Broadway nas próximas férias! (Ok, talvez não tanto assim. Ela já estava indo para Nova York mesmo.)

O que eu achei? Médio. Estou tão acostumada a ver a Meryl em papéis profundos e sofridos que não consegui ser convencida por sua alegre e dinâmica dona de hotel na Grécia e seu macacão jeans. Acho que ela tem uma carinha triste (digna, mas triste). Além disso, o roteiro resolve vários problemas com soluções sem pé nem cabeça – coisa que me irrita sobremaneira em um filme. Eu sei, eu sei, é ficção, mas sou uma ferrenha defensora da lógica.

Não vou dizer que não me diverti. Mas o que me deixou mais feliz foi não ter gasto dinheiro no ingresso.

3.10.08

O Caso do Cabelo de Mangá 2 + O Caso da Reabilitação Manual

Eu e meu cabelo novo estamos nos dando superbem. O cabelo chanel antigo tinha que ser secado com uma escova gigante e ia se achatando toda vez que eu dormia, o que me obrigava a lavagens e secagens constantes. Com o cabelo novo é o contrário: quanto mais dias passam, mais bonito ele fica. Ao invés de amassar, ele reafirma sua forma arredondada!

Dormi com o cabelo meio molhado um dia desses e um lado ficou diferente do outro. Eu ia lavar de novo para corrigir, mas fiquei com preguiça e deixei pra lá. Dois dias depois ele estava totalmente recuperado!

Nunca mais quero ter outro corte de cabelo.

* * *

Achei que passar do estado “unhas feitas” para o estado “unhas não-feitas, mas bonitinhas e limpas” ia ser moleza, já que bastava fugir da manicure e pronto.

Ledo engano.

Ocorre que as manicures adoram cortar a pele dos lados das unhas, e quando você deixa de freqüentar as primeiras as segundas crescem de maneira desordenada e caótica e ficam te espetando. As cutículas também decidem te recordar da existência delas. Sem falar que todas as sujeirinhas do mundo resolvem se enfiar debaixo das suas unhas (principalmente porque agora, sem esmalte pra descascar, você pode usá-las como instrumentos e utensílios) e ficam aparecendo.

O jeito é passar por uma transição lenta e gradual até se libertar inteiramente dos efeitos colaterais das unhas feitas.

Passo 1) passar muito hidrantante nas mãos, para deixar peles e cutículas macias;
Passo 2) usar o alicate de maneira muito moderada, eliminando só os excessos;
Passo 3) usar o cortador/tesourinha com intensidade. Unha sem esmalte tem que ser curtinha mesmo.

Resolvido! Depois de umas duas semanas nesse esquema você estará pronta para deixar de fazer as unhas e começar a conquistar o mundo.

1.10.08

O Caso do Fim-de-Semana

Passamos um fim-de-semana de reis em Uberlândia, para onde fomos para o casamento do primo do Leo que é anestesista e conta ótimas histórias médicas de horror. Fomos levados para cima e para baixo de carro pelo noivo, pelo irmão do noivo e pela namorada do irmão do noivo (os quais estou tentando convencer a se mudar para o Canadá ou para a Austrália, já que eles são da área de informática, para que eu possa visitá-los). Todos foram superfofos e se mostraram felizes pela nossa presença, o que compensou a maratona Fabriciano-BH, BH-Uberlândia, Uberlândia-BH e BH-Fabriciano, os atrasos do avião e as horas de estrada.

A cerimônia foi curta, a festa foi chique e os noivos estavam lindos. Em suma, o fim-de-semana foi um sucesso total.

O único problema é que gostamos tanto da cidade e da companhia que agora a gente quer se mudar para Uberlândia.