10.11.08

O Caso do Seguro-Saúde

Toda vez que viajamos para o exterior, compramos diligentemente um seguro de viagem para doenças e acidentes. A idéia é pagar, não usar, e achar bom. Nunca precisamos acioná-lo (minto: em Aruba, tive uma dor de estômago horrível que Pepto-Bismol nenhum - cedido gentilmente pelo hotel - dava jeito. Fui parar no hospital, me lascaram uma injeção, melhorei, e até hoje não sei o que tive. Mas o seguro cobriu a consulta e a espetadela.).


Há algum tempo, quando estávamos indo para a Nova Zelândia, descobrimos que quem tem um cartão de crédito mais metido a besta ganha o seguro de viagem se comprar a passagem com o cartão. Aí fomos investigar como funcionava.


Ah, a novela. Você liga para todos os telefones do site e ninguém sabe nada. Isso quando não duvidam do que você acabou de ler na página deles! E te mandam ligar para outro número. E outro. E mais outro. Aí perdemos a paciência, achamos que se bobear a cobertura não alcançava a Nova Zelândia, compramos diligentemente nosso seguro de viagem Budget (ou "Buguéti", como a moça da agência de viagem aqui gosta de falar) e lá nos fomos.


Este ano começamos o processo de novo. O Leo ligou, foi transferido um tanto de vezes, e finalmente conseguiu falar no internacional do cartão, que prometeu que mandaria um e-mail com o comprovante do seguro.


A moça do cartão disse que o e-mail chegaria uns três dias antes da viagem. Logo percebemos que isso era a maior furada, porque se ela tivesse anotado mal nosso e-mail ou se alguma coisa errada acontecesse, não ia mais dar tempo de comprar o "Buguéti"!


Então hoje cheguei em casa disposta a gastar horas resolvendo o problema. Nem foi: no primeiro número que eu liguei já me passaram para o internacional, que não conseguiu desenterrar o primeiro pedido, mas que se prontificou a fazer outro. Gastei legal o meu inglês, animada pelo sotaque da atendente. O mais difícil foi soletrar meu nome e o do Leo inteiros (eu tendo a misturar o E ("i") e o I ("ai") na hora do vamovê). Me solidarizei com o Leo, que teve que fazer a mesma coisa no pedido anterior. No fim das contas deu tudo certo: o e-mail chegou minutos depois, com os nossos nomes perfeitamente escritos (graças a deus nenhum deles tem acento).

Estou com a sensação de dever cumprido. E, agora que temos o seguro que o Tratado de Schengen exige, estamos prontos para colocar os pés em solo europeu.

Um comentário:

Delilah disse...

eu fui pro hospital, tomei 3 litros de soro, mais um remédio que só podia ser milagroso pelo preço, gastei 6 horas de internação e a brincadeira acabou em quase 1500 dólares. seguro morreu de velho! =)