31.12.08

O Caso do Poder da Bolsa

Ganhei de presente de Natal do maridinho uma bolsa comprada em Viena. Ela é de croco vinho envernizado (sim, o crocodilo original devia ser motivo de galhofa de todos os coleguinhas) e é chique com força.

Não sou só eu que acho. Quando estive em BH precisei ir ao Diamond Mall trocar um outro presente de Natal que não serviu. Lá fui eu alegremente com minha bonita bolsa nova. Toda vez que eu parava na frente de uma vitrine para espiar, uma vendedora corria lá de dentro e vinha me abordar na frente da loja perguntando se eu estava interessada em alguma coisa!

Isso não me acontecia antes. A bolsa faz o povo achar que eu sou uma pessoa de posses.

* * *

Update: descobri o segredo do meu sucesso, quer dizer, do sucesso da bolsa. Ela é uma releitura (não é cópia, não!) da Birkin Bag, uma bolsa da marca francesa Hermès caríssima (e por caríssima quero dizer que custa vários mil dólares).

A minha tem duas alças mais compridas (dá pra pôr no ombro) e um zíper para abrir (a aba é só decorativa). Ou seja, é um aperfeiçoamento da original (por uma fração do preço)!

29.12.08

O Caso da Viagem à Suíça, Áustria e Praga

Foi uma delícia. O trem era fantástico, os hotéis eram perto das estações ferroviárias, as cidades eram fofas, os chuveiros eram quentíssimos, os chocolates eram divinos, o vinho da casa era barato, os restaurantes eram legais, a neve era linda, as feiras de Natal eram muitas e os companheiros de viagem eram ótimos.

Curtimos a valer. Pena que acabou.

Nos próximos posts, mais detalhes.
O Leo e eu na frente do Lago Leman, em Genebra, com a "Plume D'Eau" (o jato d'água).



12.12.08

O Caso da Áustria




Será que faz frio na Áustria no outono?

Basta olhar a vista da janela do nosso quarto em Innsbruck para ter uma idéia.



10.12.08

O Caso dos Chocolates Suíços


O Caso da Suíça

Gastamos mais de 24 horas em trânsito (variados vôos e aeroportos) e chegamos à Suíça. É um país bonito, pontual, organizado e... frio!
Ainda bem que temos nossas roupas térmicas, ou íamos morrer congelados. Eu estou igualzinha ao bonequinho Michelin (as temperaturas são tão baixas que não escapei das camadas). E agradeço à Thaís todo dia por ter descoberto a botinha forrada de lã. Não fosse ela e meus pezinhos teriam virado dois blocos de gelo.
Estamos visitando os belos centros históricos da cada cidade e nos entupindo de chocolate. Já comemos fondue, mas ainda não achei o relógio suíço que eu ambicionava. Só vejo nas vitrines peças extorsivas, em torno de trezentos francos suíços (mais ou menos equivalente ao dólar)!
Aliás, tudo por aqui é extorsivo, incluindo a internet nos hotéis. Então, os posts não serão freqüentes!

4.12.08

O Caso do Upgrade

Toda vez que eu viajo para o exterior, ajeito o cabelo com secador, passo batom, ponho uma roupa arrumadinha e vou pegar o avião toda pimpona.

É que meu sonho doirado é overbooking na classe econônima, com vagas na executiva ou na primeira. Aí o pessoal da companhia aérea vai dar aquela olhada em volta para decidir quem ganha o upgrade, me ver e pensar: essa sim, merece passar para a frente do avião.

Nunca aconteceu. Há uns tempos, me contaram que, na verdade, as chances aumentam proporcionalmente a quão mais velhinho e mais doente você é. Ainda não sou velhinha, mas estou andando com cinco remédios variados dentro da bolsa. Será que se eu despejá-los no balcão do check-in, assim como quem não quer nada, eu ganho pontos?

Também posso fazer uma grande produção ao aplicar Sorine e Afrin no nariz, com gemidos de dor e suspiros sentidíssimos. Melhor ainda: vou usar o Sorine antes de me apresentar no balcão, porque o Amoxil e o Loralerg deixaram meu nariz ótimo, mas depois de pingar Sorine fico fungando uns bons cinco minutos, como uma boa doente que se preze.

Se bem que aí eles podem achar que eu estou com um resfriado contagiosíssimo, e vão querer preservar os passageiros da primeira classe, que pagaram cinco vezes mais do que eu pela passagem.

Talvez o melhor seja dizer a verdade: olha, estou com uma sinusite horrível, tomando todos esses remédios, então se vocês pudessem me deixar mais confortável com um upgrade eu agradeceria muito.

Não é um plano sensato?

Exceto que estou viajando com o marido e dois amigos, e é claro que se me derem upgrade por causa de doença vai ser só pra mim, e eu vou ficar lá na frente sozinha com o champanhe que eu não posso tomar enquanto a galera se diverte às pampas lá atrás.

Humpf.

3.12.08

O Caso da Doencinha

*UPDATE 2

Como a cabeça melhorou, mas o nariz continuou chafarizando, e além disso minha mãe ficou preocupada com o anti-inflamatório que o médico do pronto-atendimento receitou (um tal de Celebra, fortíssimo), fui ao meu fiel otorrino de todo o sempre. Ele diagnosticou uma infecção prestes a se revelar, me lascou um antibiótico e um remédio para resolver o chanariz, mais um Sorine para lavar as vias respiratórias, mais umas gotinhas pra pingar uma hora antes do vôo, para a congestão nasal não me provocar uma dor lancinante nos pousos e decolagens.

Até que ele foi meu amigo, porque pensou no meu conforto durante a viagem, mas eu fiquei muito brava, porque:

1) gastei 60 reais nos remédios do outro médico e não vou poder usá-los. Ok, vou poder usar um deles se durante a viagem o nariz incomodar, mas o Celebra não, e vocês sabem que eu detesto gastar dinheiro. Até quando precisa. Imagina em coisas inúteis!

2) vou precisar de uma planilha computadorizada para controlar os remédios, porque tenho que dar um intervalo de 60 minutos entre os dois, e um tem que ser tomado de estômago vazio, e outro junto com os alimentos, e o Sorine é 3 vezes por dia, e a diferença de fuso horário entre nós e a Suíça vai avacalhar tudo.

3) minha primeira semana de viagem vai ser tomada pela preocupação de tomar tudo a tempo e a hora. E não vou poder beber!

Estou tentando ver o lado bom, que é eu ter ficado doente aqui, e não na Europa, mas no presente momento estou com uma fome danada, esperando passar um tempo após o remédio tomado em jejum, e portanto meu humor está amargo.

*UPDATE

Ao invés de melhorar sozinha, como eu queria, fui piorando cada vez mais. Só nesta manhã gastei uma caixa inteira de lenços de papel. Quando a região em torno dos olhos começou a doer fortemente, entreguei as pontas e baixei no pronto-atendimento.

O médico me lascou um analgésico na veia (que ardeu muito; eu cheguei a pedir pra tirar, porque estava doendo mais do que a cabeça, mas aí melhorou), mandou eu tomar uns comprimidos durante dois ou três dias e usar um spray no nariz (muito aflitivo: odeio líqüidos no meu nariz) até o frasco acabar.

É tanto remédio (labirintite, anti-inflamatório, spray, anticoncepcional, dramin) que vou ter que fazer uma planilha para me organizar.

Mas o importante é que estou me sentindo melhor.

* * *

Como não podia deixar de ser, é véspera de férias e eu estou mal. Arrumei uma alergia que me faz espirrar o tempo todo, e o meu nariz está parecendo um chafariz, como aquela música do Balão Mágico. Os olhos não param de lacrimejar. É a segunda noite que tenho que dormir (muito mal, por sinal) sentada. Um horror.

Sim, eu poderia tomar remédio, mas estou terminando o tratamento da última crise de labiritite e não quero misturar ativos farmacológicos. Amanhã eu tomo a última dose e pronto, posso me entupir de anti-alérgicos.

Isso se eu não me afogar nos meus próprios fluidos até lá.

1.12.08

O Caso da Pré-Mala e o Caso da Carteira

Aproveitamos o fim-de-semana para fazer uma pré-mala, separando tudo que vamos usar na viagem e colocando para lavar o que precisava. Montamos também as bagagens de mão (a minha é uma bolsa; a do Leo, uma mochila) que, como se esperava, ficaram estufadas de tanta coisa (pocket book de qualidade literária duvidosa para ler no vôo e jogar fora; pasta com todas as reservas e o comprovante de seguro para provar à alfândega que somos turistas de verdade e que não queremos ficar por lá; roupas térmicas para vestir quando pousarmos na Europa; gorros, luvas e cachecóis; protetor de ouvido, máscara para os olhos e travesseiro de bordo; escova e pasta de dente; lixa de unha; batom; hidratante; e, claro, chocolates).

Estou frustrada porque não consegui terminar a minha mala. É que os casacos, a meia grossa de lã e a calça preta nova estão em BH. As blusas e cachecóis que vão combinar com a botinha nova, também.

O que quer dizer que ainda vai rolar uma supersessão de experimentação de roupas quando eu chegar lá.

* * *

Eu sou muito certinha para as coisas (meu apelido é “sistema”), mas não é que andei dois meses dirigindo placidamente em Fabri com a carteira de motorista vencidíssima? A cartinha do Detran chegou na casa dos meus pais, eles colocaram no criado-mudo do meu quarto, eu tenho ido pouquíssimo a BH e quando fui nem olhei.

Acho que vou autorizar meus pais a violarem minha correspondência. Isso vai evitar telefones fúnebres do meu pai, que depois de dois meses resolveu abrir a tal cartinha e me ligou dizendo que como a carteira estava vencida há mais de 30 dias eu ter que tirar carteira de novo (pânico total).

A parte boa é que 1) não tem nada disso, é só fazer o exame médico; 2) fui hoje cedo ao Detran de Fabri (dois quarteirões do trabalho), transferiram minha carteira para cá na hora, fiz o exame médico numa clínica daqui na hora do almoço, o Leo foi ao banco pagar a taxa de renovação de carteira e pronto, é só esperar a carteira nova chegar ao meu endereço.