27.2.09

O Caso da Domadora de Sapatos

Já sofri muito com sapatos que machucam o pé. Até sapatilhas, que têm a fama (imerecida) de confortáveis (e que eu insisto em comprar sei lá por que – deve ser síndrome de bailarina, já que eu não tenho nem um metro e sessenta e portanto devia preferir saltinho), produzem bolhas.

A partir de certo momento em minha vida, decidi que não ia mais comprar sapatos que já começassem a incomodar na loja, mesmo que a vendedora jurasse que iam ceder. Foi uma ótima resolução e a partir daí passei a sofrer muito menos. O diabo é que a gente não fica mais do que poucos minutos experimentando os danados, e portanto um par que parece decente no primeiro momento pode mastigar dedinhos sem dó depois de uma tarde no trabalho.

Aí vem o dilema: insistir ou largar mão? O melhor para a saúde é doar o sapato para alguém da família (ou para algum inimigo). Mas se eu acho o sapato bonito, eu insisto, piamente crente que ele vai se ajustar a meu pé depois que eu usá-lo algumas dúzias de vezes.

Às vezes funciona. Se o sapato não é de plástico ou de verniz, alguns passeios podem mostrar pra ele quem é que manda no pedaço. Infelizmente, na outra metade das vezes esse método não funciona, e aí ele fica relegado a jantares sentados e a idas ao cinema.

Ultimamente estou domando dois: sandálias estilo gladiador (sem fivela subindo pela perna e com salto, de modos que não, eu não fico parecendo um soldado romano quando as uso) e um par de sapatilhas pretas (eu sei, eu sei – mas essas têm fivelinha no tornozelo, então a parte de trás não fica cavando um buraco no meu calcanhar de Aquiles).

Estou confiante.

26.2.09

O Caso do Dilema

É possível ter glamour como funcionário público? Dá para ser chique morando no interior? Um mês na Europa compensa os outros onze? Adianta ter lido os clássicos se não tem ninguém pra discuti-los?

Dúvidas, dúvidas.

20.2.09

O Caso dos Bons Resultados

Ontem voltei à nutricionista, depois de um mês e meio, para apurar os resultados da dieta e dos exercícios, e eles foram ótimos. Perdi 2,1 kg na balança: 2,3 kg de gordura a menos e 200 g de massa magra a mais.

Nessa meu percentual de gordura corporal caiu de 28% para 25% (o ideal para a minha idade é 21). Não é bizarro que ¼ do meu corpo seja formado por óleos solidificados? Porque meu índice de massa corporal é 20, considerado saudável. Isso quer dizer que sou uma falsa magra, uma magra paraguaia!

Achei o aumento da massa magra uma porcaria (200 g? Fala sério! Eu estou me matando nos aparelhos de tortura da academia!), mas aí me lembrei que estou de dieta, e portanto não ter perdido já é uma vitória.

A nutri ficou surpreendida. Disse que não esperava um resultado tão bom, porque eu já estava na faixa da normalidade. Fiquei toda toda. E achando que eu merecia: tenho me esforçado pra caramba, ido na academia religiosamente e feito a dieta direitinho.

Agora é continuar até a gordura corporal chegar aos 21%.

Aí, é claro, chuto o balde total.

19.2.09

O Caso dos Aparelhos de Tortura

Eu estava bem feliz com a minha ficha de musculação, tendo finalmente aprendido a colocar os aparelhos nas posições certas, e até aumentado o peso em metade deles, quando decidiram mudar os exercícios.

A coisa boa na mudança é que no dia que você faz teste de carga você tem que fazer apenas uma série das três que te prescrevem. O resto é todo ruim.

O novo instrutor (o antigo sumiu, sabe-se lá por quê – e olha que ele tinha me conquistado com suas menções à literatura científica) é todo animadinho e parece decidido a me transformar em uma pessoa em forma. Ele me colocou para fazer um monte de exercícios complexos numas máquinas que eu nunca tinha visto mais gordas (elas, não eu). E já foi avisando que os pesos iam ser puxados mesmo.

O primeiro problema é que cada aparelho tem uma configuração especifíca para o tamanho do usuário. Eu passo uns bons treinos tentando reproduzir a maneira exata em que o instrutor os colocou. O segundo problema é que ele quer que eu corra a sete km/h na esteira por vinte minutos, e eu estava ainda me acostumando a correr a seis sem parar. Ah, e os abdominais que ele me botou fazendo dão a sensação de que os músculos da minha barriguinha vão arrebentar!

Por acaso alguém aí já experimentou aquela cama que faz exercícios para você?

14.2.09

O Caso da Escolha

Depois que me dei conta de que só tenho sombras neutras, decidi adquirir umas maquiagens de olho mais coloridas.

Já descobri que kits são uma ótima escolha: eles têm um monte de cores em pequenas quantidades, então dá para experimentar até resolver quais funcionam melhor em mim.

Só uma dúvida: qual das opções abaixo?

Esse tem sete cores e dois delineadores em pó (verde-escuro e azul-escuro). Os delineadores podem ser usados como sombras; além disso, as sombras podem ser misturadas, conforme instruções que vêm na caixa, para formar novas cores! Sem falar que praticamente todos as críticas que eu li eram elogiosas.

O kit é da Bare Escentuals e custa 48 dólares.Esse tem 64 sombras, 32 batons, sete blushes e um pó. Ou seja, mais opções! E ainda custa mais barato. O problema é que as cores, apesar de muitas, são beeem parecidas. Além disso, as críticas que eu li não era muito boas (sendo a reclamação mais constante a falta de pigmentação).

O kit é da Sephora e custa 30 dólares.

12.2.09

O Caso da Ginástica em Etapas

Aqui tá fazendo um calor daqueles subsaarianos. Na academia tem uns ventiladores na parede, mas eles não dão conta do recado, não. Então, para melhorar minha qualidade de vida, decidi que vou usar a academia só para musculação; o aeróbico faço em casa, na minha bicicleta ergométrica - juntinho do ar-condicionado!

É muito mais legal. Quando eu fazia esteira na academia eu ficava quase roxa de tão vermelha. Eu achava que era o esforço, mas descobri que é o calor, mesmo. Agora que me exercito em um clima mais agradável, fico apenas agradavelmente rosadinha.

E a bicicleta ainda fica do lado de uma cômoda, onde eu instalo diversas revistas, livros, um copo e uma garrafona de água gelada. Um conforto só!

11.2.09

O Caso da Hora-Aula

Resumindo, a escola de idiomas só tem aula de “françês” (vide post anterior) para iniciantes. A mim que já estou mais avançadinha restam aulas particulares ao custo de 55 reais a hora.

Sem condições. Prefiro pegar os 1.900 reais que o tal do Jaider calculou que vai me custar o semestre e comprar uma passagem para Paris. Enquanto isso, vou aprendendo a língua mais lindo do mundo pela internet no http://www.bbc.co.uk/languages/french/ .

Agora, uma vantagem das aulas pagas é que elas são um compromisso ao qual você não falta. Fazer aulas on-line “na hora que der” é receita para o fracasso. Para resolver esse problema, estou pensando em montar um calendário escolar para mim mesma: terças e quintas de cinco às seis da tarde, durante todo o semestre. Vou até fazer uma planilha no Excel.

E todo mês que eu completar o programa sem falhas ganho 440 reais =D.

9.2.09

O Caso da Escola Atrapalhada

Sábado vi um outdoor anunciando que a escola de idiomas a dois quarteirões da minha casa estava oferecendo aulas de francês. Fiquei muito animada, porque não é sempre que a oportunidade aparece aqui no Vale do Aço – costuma ter só inglês e espanhol na região. Liguei, confirmei que era verdade mesmo, fiquei sabendo que as aulas começariam em março, e fiquei de ir lá na segunda-feira me matricular.

Hoje encerrei o bate-papo pós-almoço mais cedo para me dedicar a isso. Cheguei na escola, esperei ser atendida, e não é que não consegui informação NENHUMA? A moça da secretaria disse que só um tal de Jaider sabia sobre as aulas de francês, e tal do Jaider estava no almoço.

Olhei para ela incrédula. Mas ela não tinha nem o horário das aulas? Nem o preço das aulas? Não, ela respondeu. Só o Jaider podia explicar.

Fui ficando brava, é claro. Ir pessoalmente a um curso de idiomas e não encontrar ninguém que possa te informar sobre as aulas é o fim da picada. Não é disso que eles vivem? E o que é que tem para explicar em horário e preço de aula? É daquele jeito e pronto.

Insisti em saber alguma coisa de útil, e aí para me apaziguar a moça me deu um papelzinho para preencher com o curso “que eu tinha intenção de fazer”.

Acho que nessa hora soltei faíscas de raiva. Como assim, o curso que eu tenho intenção de fazer? Isso não tem a menor importância – o importante é o curso que ELES oferecem! Posso querer fazer chinês mandarim o tanto que for – duvido que eles me arrumem uma aula!

Para completar, no papelzinho vinha escrito “Francês” assim: “Françês". Dá para acreditar?

Se eu não quisesse muito mesmo melhorar meu francês, nunca mais aparecia por lá.

6.2.09

O Caso do Fenômeno da Roupa Menos Feia

Por causa dessa minha nova onda consumista, tenho freqüentado mais lojas. Minha última aquisição foram duas blusinhas de tecido. Elas são bem fofas, mas depois de comprá-las eu fiquei meio na dúvida se foi um bom investimento. Tudo bem que elas estavam pela metade do preço, mas o valor inicial era alto, então elas não foram quase de graça. O que me intrigou é que geralmente eu só compro roupas que eu realmente gosto e as duas blusas não são exatamente meu estilo. O que será que aconteceu dessa vez?

Fiquei pensando e concluí que fui vítima de um acontecimento do consumo: o fenômeno da roupa menos feia. Funciona assim: você vai numa lojinha melhor (sim, uma das características da minha nova onda consumista é que eu dei um upgrade nos estabelecimentos que eu freqüento) e vê nos cabides um monte de peças com potencial para agradar. Você carrega um monte para o provador e experimenta todas. Umas ficam largas, outras ficam esquisitas, e aí quando você coloca uma que serve, comparativamente ela é tão melhor do que as outras que você decide comprá-la na hora! E aí termina com duas blusas que talvez não sejam bem sua cara.

Estou achando que a melhor maneira de contornar o problema é sair para fazer compras com uma roupa que eu goste muito. Aí dá pra comparar a peça nova com o que eu estou usando e ter uma idéia boa se a nova aquisição vale a pena... ou se é apenas o fenômeno da roupa menos feia.

5.2.09

O Caso da Alegria com as Temperaturas

Andei checando no http://br.weather.com/ as temperaturas e a duração do dia nas cidades onde estaremos no fim de abril e no começo de maio. Em Las Vegas vai fazer de 28 a 14º C; o sol vai nascer às 5:30 e se pôr às 19:30. Em Washington teremos de 17 a 6ºC; o dia vai começar antes das 7:00 e terminar às 19:30. Em NY fará de 19 a 14º C, o sol vai nascer antes das 6:00 e se pôr às 20:00.
Ou seja: para minha alegria, em todos esses lugares o clima vai estar agradável e os dias vão ser longos. Em Las Vegas rola usar vestido e arriscar um mergulho na piscina do Paris Paris; nas outras duas cidades vai fazer exatamente aquelas temperaturas amenas nas quais você consegue se vestir elegantemente (casaco e botas), mas não tão baixas que você vira uma cebola de tanta camada.
A única exceção vai ser o Grand Canyon, cujas temperaturas vão variar de 18 a (acreditem!) –1º C nos dois dias em que estaremos lá. Mas o Leo já encontrou a solução: roupa térmica! Elas são leves e finas e portanto ocuparão pouquinho espaço na mala reduzidíssima definitiva. Outra vantagem: se fizer um frio atípico na primavera americana (já que o clima anda louco mesmo), estamos garantidos.
Estou satisfeitíssima de escapar do calor exagerado e do frio congelante do meio e do fim do ano. Viajar no meio do semestre é o que há!

4.2.09

O Caso das Compras nos EUA

Então eu vou para os States e, desta vez, realmente pretendo fazer compras por lá. Geralmente quando viajo eu só trago lembrancinhas para os amigos e família e alguma coisinha típica para colocar na minha estante de souvenirs, mas dessa vez estou disposta a abrir a mão (e a carteira). Afinal, todo mundo sabe que os Estados Unidos são o centro mundial do consumo.

Isso não quer dizer que estou preparada para gastar fortunas. Ao contrário: quero aproveitar a crise e os conseqüentes descontos. Aliás, o desafio é não comprar absolutamente nada pelo preço integral, a não ser que custe menos de dez dólares (sim, essa exceção serve para eu me encher de produtinhos de beleza nas farmácias).

Além disso, a idéia não é consumir desenfreadamente, mas adquirir só o que vale a pena o trabalho de carregar na mala. Como tênis, por exemplo (muito mais barato do que aqui, mesmo sem desconto). Ou uma jaqueta de couro clássica. Ou uma bolsa de qualidade que no Brasil vendem por três vezes mais.

Será que voltarei chiquérrima, cheia de roupas de marca, ou o pão-durismo vai fincar o pé e decretar que uma bolsa Marc Jacobs pela metade do preço ainda custa um absurdo?