27.2.09

O Caso da Domadora de Sapatos

Já sofri muito com sapatos que machucam o pé. Até sapatilhas, que têm a fama (imerecida) de confortáveis (e que eu insisto em comprar sei lá por que – deve ser síndrome de bailarina, já que eu não tenho nem um metro e sessenta e portanto devia preferir saltinho), produzem bolhas.

A partir de certo momento em minha vida, decidi que não ia mais comprar sapatos que já começassem a incomodar na loja, mesmo que a vendedora jurasse que iam ceder. Foi uma ótima resolução e a partir daí passei a sofrer muito menos. O diabo é que a gente não fica mais do que poucos minutos experimentando os danados, e portanto um par que parece decente no primeiro momento pode mastigar dedinhos sem dó depois de uma tarde no trabalho.

Aí vem o dilema: insistir ou largar mão? O melhor para a saúde é doar o sapato para alguém da família (ou para algum inimigo). Mas se eu acho o sapato bonito, eu insisto, piamente crente que ele vai se ajustar a meu pé depois que eu usá-lo algumas dúzias de vezes.

Às vezes funciona. Se o sapato não é de plástico ou de verniz, alguns passeios podem mostrar pra ele quem é que manda no pedaço. Infelizmente, na outra metade das vezes esse método não funciona, e aí ele fica relegado a jantares sentados e a idas ao cinema.

Ultimamente estou domando dois: sandálias estilo gladiador (sem fivela subindo pela perna e com salto, de modos que não, eu não fico parecendo um soldado romano quando as uso) e um par de sapatilhas pretas (eu sei, eu sei – mas essas têm fivelinha no tornozelo, então a parte de trás não fica cavando um buraco no meu calcanhar de Aquiles).

Estou confiante.

Um comentário:

jéssica disse...

seus posts são simplesmente maravilhosos, narram o cotidiano com um humor único!