31.3.09

O Caso da Sala de Visitas

Minha mãe tem uma sala de visitas. Minha avó tem uma sala de visitas. Já eu não tenho uma sala de visitas! Será que é coisa da minha geração?

A sala de visita é um quarto separado, cheio de bibelôs, que só é usado, obviamente, pelas visitas. No resto do tempo, fica lá, vazio, sem serventia nenhuma (fora a exposição dos bibelôs).

Minha casa tem um daqueles ambientes conjugados nos quais ficam a sala de jantar e, supostamente, a sala de visitas. Também tem uns quartos pequenos lá para dentro. Se minha mãe morasse no meu apartamento, ela com certeza instalaria a tevê em um dos quartos pequenos, e deixaria intocada a área das visitas. Já eu, que sou uma pessoa moderrrna, ocupei o espaço com um sofá imenso e confortável e lasquei uma tevê grande de tela plana na parede.

É ótimo porque eu uso minha sala intensivamente, ao invés de deixar o espaço reservado para ocupantes ocasionais. Mas confesso que na minha sala também tem bibelôs.

27.3.09

O Caso do Aniversário Frustrado

Ontem minha irmã mais velha, que mora em outra cidade, fez aniversário. Fiz de tudo para ela passar aqui e almoçar comigo, ou dormir aqui e só ir para BH amanhã, mas ela tinha hora pra chegar lá e não rolou.

Nessas horas é especialmente ruim morar longe das pessoas que você gosta.

25.3.09

O Caso da Programação de Viagem

Eu e o Leo estamos à toda na programação da viagem para os States. Eu gosto de me organizar e deixar anotadinho tudo o que posso esquecer, então faço um roteiro mais ou menos assim:

25/04/09, SÁBADO: vôo BH-NY-Las Vegas. Chegada em Las Vegas: 23:59.
Hotel: Paris. Check-in do hotel pode ser feito no aeroporto enquanto esperam-se as malas no Terminal 1. Fazer o registro e pegar a chave; chegando ao hotel dá pra ir direto para o quarto. Transfer para o hotel: 2 opções. Opção 1, táxi:15 dólares com gorjeta. Perguntar o preço antes. Dizer ao motorista para não pegar a freeway. Opção 2, shuttle: 5 dólares por cabeça, mas pode gastar uma hora para chegar ao hotel.

26/04/09, DOMINGO:
09:00: acordar. Café-da-manhã no hotel. Buffet no La Village de 7 às 11 da manhã (depois passa a ser champagne brunch) ou café normal no Cafe Ile St Louis (24 h). Passear na Strip. Primeira parada: Bellagio. Ver o conservatório de plantas e as fontes musicais (toda meia-hora, começando no início da tarde; a partir de 8 da noite a cada 15 minutos. Não funciona quando está ventando muito). Em seguida, Monte Carlo, New York New York, Excalibur. Parar no Luxor para almoçar (praça de alimentação). Após, Mandalay, Four Seasons, MGM Grand (sobremesa: vulcão de chocolate no Rainforest Café) e Planet Hollywood. Estar de volta ao hotel às 19:00. Saída para o show do Cirque du Soleil: 20:30.

Fico muito feliz de saber direitinho o que fazer. Isso quer dizer que não perco nem um segundo de tempo quebrando a cabeça no meio da viagem. Às vezes, anoto as opções para decidir lá (táxi ou shuttle? Buffet ou café normal?), mas já saio daqui sabendo quais elas são.

E aí a viagem não fica engessada? Não, porque a gente não se importa em mudar os planos se surgir coisa melhor!

24.3.09

O Caso da Meia Década

É incrível como o tempo voa quando você está se divertindo. Os últimos cinco anos passaram rápidos como raios.

Sério, para mim parecem que foram no máximo dois e meio.

23.3.09

O Caso das Reclamações

É engraçado como os sentimentos negativos são contagiosos. Sabe quando você acha uma coisa até legal, mas tanta gente reclama que você começa a achar ruim também? Pois é.

Falar mal das coisas é uma maneira eficaz de confraternizar. As pessoas se sentem unidas quando arrumam um inimigo em comum. O negócio é que entrar na onda das lamentações só pra participar é a maior furada. Você acaba arrumando problemas que não tinha!

Ou seja: melhor resistir e mudar de assunto. Porque tentar convencer a turma que a situação não é tão negra assim não funciona (eu já tentei, mas ficaram me achando a) doida; b) cega e c) chata – nada pior do que uma pessoa satisfeita com uma situação que te deixa miserável).

Pretendo até evitar os reclamões, se não tiver outro jeito.

A felicidade é muito volátil pra gente dar mole assim.

20.3.09

O Caso do Trabalho

Trabalhar é muito bom. Cinco anos atrás, na época que eu tinha me formado na segunda faculdade e estava feito louca atirando pra tudo quanto é lado a procura de um emprego (mandando currículo, fazendo trainee, estudando pra concurso), eu desconfiava que trabalhar era uma boa (a independência financeira! O uso dos neurônios!), mas não tinha idéia que fosse tão legal.

A independência financeira conta milhões de pontos, é claro. Mas também é ótimo usar o cérebro para produzir. A quem acha que o serviço público não apresenta desafios ofereço meu cargo durante uma semana (mais não, que eu vou sentir saudades). Minha função, basicamente, é resolver problemas, e é problema atrás de problema, sendo que eles estão sempre mudando, junto com os sistemas!

Tem dias que eu fico nervosa, confesso. Às vezes junta um monte de abacaxis. Há momentos em que os sistemas se recusam a funcionar. Tem hora que os especialistas também não sabem a solução. Mas é fantástico ir pra casa ruminando uma questão e sonhar com a resposta!

Como é bom ser um membro produtivo da sociedade.

16.3.09

O Caso dos Casinhos

* As aulas que estou dando são para o pessoal que trabalha comigo e que vai fazer um concurso de segundo grau. Não estou ganhando nada por elas, só a simpatia da galera. E a experiência, é claro.

* O Leo se ofereceu para dar aulas de informática, que também cai no concurso. Não precisa nem dizer que a aula dele demorou mais que uma hora, e que ele ainda tinha muitas outras coisas pra falar. Nem que o pessoal adorou.

* Minha dieta está uma palhaçada: todo fim-de-semana tem um evento, e portanto uma razão pra sair da linha. O resultado é que dois meses e meio e muitas idas para a cama com fome depois perdi modestos três quilos (o que é melhor do que nada, eu concordo). O problema é que a Páscoa está chegando e com ela os deliciovos (para quem não sabe, é um “neolugismo” que significa “ovos deliciosos”).

* O Leo já me presenteou com um Talento vermelho novinho em folha. O jeito é comer um pouquinho a cada dia. O negócio é que chocolate é mesmo um vício: depois de algumas doses o efeito não é o mesmo e a gente precisa de quantidades cada vez maiores para atingir a felicidade...

* Ganhei uma Mafaldinha fofa para fazer companhia ao “Toda Mafalda” (coleção completa das tirinhas) que comprei em Buenos Aires na lua-de-mel. O legal é que o Júlio e a Verônica a trouxeram da lua-de-mel deles!

11.3.09

O Caso da Professora

Hoje dei minha primeira aula. Foi a maior emoção.

Sempre achei que eu tinha jeito para professora. Hoje, na prática, vi que a coisa é mais complicada do que parece.

Eu tinha uma hora para falar sobre direito. Depois de trinta minutos, o assunto que eu tinha preparado simplesmente acabou. Perguntei se eu estava falando muito rápido e a resposta foi não. É que planejei mal o tempo, mesmo.

O que me salvou é que ontem eu tinha dado uma olhadinho no clássico “Como passar em provas e concursos”, do Bill Douglas, e portanto deu para lascar na audiência vinte e cinco minutos de técnicas de estudo.

Já vi que tenho que me preparar muito melhor para a próxima aula.

Ficar com cara de tacho na frente dos alunos não dá.

10.3.09

"It is only shallow people who do not judge by appearances."

Oscar Wilde

6.3.09

O Caso das Histórias em Duo

Tenho percebido que eu e o Leo demos para contar histórias em dupla. É assim: quando a gente vai relatar um caso para alguém, vamos alternando as frases, um completando as idéias do outro.

Não sei se isso é bom para a audiência, porque a apresentação fica mais dinâmica, ou ruim, porque é um coisa mega "casalzinho fofo", que pode irritar profundamente pessoas solteiras ou casaizinhos não tão fofos.

Também fico pensando se isso é legal e indica que estamos em sintonia, ou se não é uma boa pois é sinal de que estamos nos fundindo numa entidade só.

4.3.09

O Caso da Academia Gente Boa

Na minha academia antiga, só podia deixar de ir – e ficar sem pagar – durante um mísero mês por ano, e até isso tinha que ser negociado – você tinha que praticamente provar que ia viajar e portanto seria fisicamente impossível continuar a freqüentá-la. A nova academia é muito mais legal: eles deixam você ficar sem ir – e sem pagar – durante o tempo que você quiser. Só tenho que fazer a avaliação física de novo se eu desaparecer por quatro meses, o que achei muito justo. E ainda resolvi tudo por telefone!

Falei com a secretária que eu só ia dar as caras de novo em maio, isto é, depois da viagem aos States. Mas estou sentindo tanta boa-vontade emanando da academia que se o calor melhorar por estas bandas eu volto antes. Juro que volto.

2.3.09

O Caso do Calor Horrível

Fui na academia direitinho até a sexta-feira antes do Carnaval. Voltei disposta a continuar na luta, mas aqui na cidade está fazendo um calor insuportável e na academia só tem uns ventiladores meia-boca. Como só de andar na rua a gente já começa a se sentir mal, semana passada fiquei em casa fazendo bicicleta ergométrica no ar-condicionado.

Aí, o Leo, no papel de diabinho, disse que o calor ia só piorar e que era para eu aproveitar que era fim do mês pra largar a academia de uma vez.

Estou tentadíssima.

Olha só se a idéia não tem seus méritos: mantenho a dieta saudável e daqui a dois meses, quando o tempo estiver mais fresco, volto para academia. Como no meio tempo terei perdido os 4% de gordura que estão sobrando no meu corpinho, poderei iniciar uma alimentação mais generosa e ganhar mais massa magra do que os ridículos 200 g da última vez!

É incrível o nível de racionalização a que eu chego para escapar da musculação.