Ontem o Leo foi direto do trabalho para a casa de um amigo jogar X-Box. E vocês sabem: quando o gato sai de casa, os ratos fazem a festa, né?
Eu tinha prometido ir à academia e estudar, mas já que o Leo não estava à vista, fiquei foi bem à toa. Meu lanche se constituiu de uma vasilha inteira de pipocas e uns 10 boletes (um primo pobre da BigBol, aquela bala com chiclete dentro). E único livro que chegou perto das minhas mãos foi um belo romance em inglês.
Até aí, eu estava toda orgulhosa de mim mesma: afinal, eu não sou uma daquelas esposas grudentas que não deixam o marido nem respirar sem a devida autorização. Ele estava se divertindo, e eu também. Mas deu 8 e meia, 9, 9 e meia da noite, e comecei a me preocupar com a falta de notícias. Afinal, o Leo sai do trabalho às 5 e meia!
Mas agüentei firme. Já pensou o vexame, ele lá com os amigos, bem feliz, e a mulé ligando, para saber o que ele estava fazendo? Credo!
* * *
Dani e Ana, vocês tiraram o romance da coisa. Prefiro imaginar meu bisavô como um visionário a frente de seu tempo que veio para o Novo Mundo em busca de aventuras!
Se bem que, se isso fosse verdade, ele não teria se instalado em Arantina, uma cidade do tamanho de um ovo no sul de Minas Gerais.
* * *
Júlio, aposto que nós somos primos!!! Devia ser tudo parente, o pessoal de Celorico de Basto e de Trás-os-Montes.
4.8.05
3.8.05
O Caso dos Estudos
Vocês se lembram daquela propaganda de banco na qual a Débora Bloch, vestida de mãe, dizia para o filho Luís Fernando: “Esse banco mima você demais, Carlos Alberto!”?
Pois bem: nessa época de estudos, estou me sentindo igual ao Carlos Alberto, só que quem me mima não é o banco, é o Leo. Ele prepara o café-da-manhã, vai no supermercado sozinho para eu poder estudar, acorda às 6 da manhã junto comigo para dar apoio moral, aprende matemática financeira para me ensinar...
Desse jeito eu vou ter que dividir meu novo salário com ele!
* * *
O único método do Leo que não funciona é cantar “Good Morning! Good Morning!” para mim às 6 de madrugada. Eu levanto contrariada, de olhos embaçados, e me arrasto até o quarto de estudos para terminar de despertar em cima do livro. Ele acorda todo serelepe, pula da cama, e fica tentando me animar. Aí eu tenho que me esforçar, pensar e responder! Ah, não!
* * *
Na verdade, meu bisavô português não veio de Trás-os-Montes: veio de Celorico de Basto, distrito de Braga. Mas o Júlio confirmou nos comentários que um bocado de gente veio de Trás-os-Montes. Será que a peste negra grassou por lá, ou foi apenas uma agência de turismo mal-intencionada?
Pois bem: nessa época de estudos, estou me sentindo igual ao Carlos Alberto, só que quem me mima não é o banco, é o Leo. Ele prepara o café-da-manhã, vai no supermercado sozinho para eu poder estudar, acorda às 6 da manhã junto comigo para dar apoio moral, aprende matemática financeira para me ensinar...
Desse jeito eu vou ter que dividir meu novo salário com ele!
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O único método do Leo que não funciona é cantar “Good Morning! Good Morning!” para mim às 6 de madrugada. Eu levanto contrariada, de olhos embaçados, e me arrasto até o quarto de estudos para terminar de despertar em cima do livro. Ele acorda todo serelepe, pula da cama, e fica tentando me animar. Aí eu tenho que me esforçar, pensar e responder! Ah, não!
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Na verdade, meu bisavô português não veio de Trás-os-Montes: veio de Celorico de Basto, distrito de Braga. Mas o Júlio confirmou nos comentários que um bocado de gente veio de Trás-os-Montes. Será que a peste negra grassou por lá, ou foi apenas uma agência de turismo mal-intencionada?
2.8.05
O Caso dos Comentários
Sim, eu recebo visitas de pessoas de Portugal (vejam comentário do post abaixo)! Não estou internacional? A propósito, já contei a minha saga para conseguir a cidadania portuguesa? Sendo que meu bisavô Rodrigo era português de Trás-dos-Montes? E como depois de conseguir milhares de documentos complicados, incluindo a certidão de nascimento do bisa pela internet, a fulana do consulado disse que havia uma pequena diferença entre as certidões e era melhor eu largar mão?
Mas eu divago. Respondendo à pergunta do meu público português, estou estudando para o concurso público de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, que me proporcionará um salário líqüido 4/5 maior do que o atual. A autorização já saiu, o que quer dizer que o concurso provavelmente será daqui a 3 meses, durante os quais eu estudarei como uma louca quando não estiver trabalhando (8 horas por dia), ou almoçando (1 hora por dia), ou na academia (1 hora e meia 3 vezes por semana). Eu adoraria largar a academia pela nobre causa dos estudos, mas o William Douglas, o papa dos concursos, afirma que não podemos abandonar os exercícios físicos.
Diacho.
Mas eu divago. Respondendo à pergunta do meu público português, estou estudando para o concurso público de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, que me proporcionará um salário líqüido 4/5 maior do que o atual. A autorização já saiu, o que quer dizer que o concurso provavelmente será daqui a 3 meses, durante os quais eu estudarei como uma louca quando não estiver trabalhando (8 horas por dia), ou almoçando (1 hora por dia), ou na academia (1 hora e meia 3 vezes por semana). Eu adoraria largar a academia pela nobre causa dos estudos, mas o William Douglas, o papa dos concursos, afirma que não podemos abandonar os exercícios físicos.
Diacho.
1.8.05
O Caso dos Estudos
Fiz um quadro de horários de estudo totalmente megalomaníaco, no qual eu estudaria 4 horas e meia às segundas, quartas e sextas, 3 horas às terças e quintas, e o dia todo nos sábados e domingos.
Já estava aflita só de olhar para ele, quando o Leo veio em meu socorro: ele fez outro quadro de horários no qual eu estudo 1 hora e meia todas os dias, e 3 horas nos fins-de-semana.
Parece contraprodutivo, eu reconheço. Só que não é: saber que eu “tenho” que estudar somente 1 hora e meia por dia me deixa muito mais feliz e animada, e muito mais disposta a estudar. O que passar de 1 hora e meia é lucro (que, segundo o Leo, eu posso usar para compensar com outros dias de estudo!).
Resolvi acordar mais cedo e estudar a tal hora e meia logo no início do dia, com a cabeça fresca e descansada. Isso significa que vou para a cama mais cedo, para acordar de madrugada, mas também significa que, quando eu chegar em casa do trabalho, não terei que esquentar a cabeça com os estudos!
Comecei hoje e está dando muito certo. Desse jeito, conseguirei continuar estudando por muito tempo, como recomenda o William Douglas, o papa dos concursos e meu ídolo pessoal.
Que, por sinal, diria que eu não devo dizer “eu tenho que estudar”, mas sim “eu quero estudar”. Neurolingüística pura. Na minha língua, isso significa "picaretagem pura", mas se funcionou para o William, há de funcionar para mim também.
Já estava aflita só de olhar para ele, quando o Leo veio em meu socorro: ele fez outro quadro de horários no qual eu estudo 1 hora e meia todas os dias, e 3 horas nos fins-de-semana.
Parece contraprodutivo, eu reconheço. Só que não é: saber que eu “tenho” que estudar somente 1 hora e meia por dia me deixa muito mais feliz e animada, e muito mais disposta a estudar. O que passar de 1 hora e meia é lucro (que, segundo o Leo, eu posso usar para compensar com outros dias de estudo!).
Resolvi acordar mais cedo e estudar a tal hora e meia logo no início do dia, com a cabeça fresca e descansada. Isso significa que vou para a cama mais cedo, para acordar de madrugada, mas também significa que, quando eu chegar em casa do trabalho, não terei que esquentar a cabeça com os estudos!
Comecei hoje e está dando muito certo. Desse jeito, conseguirei continuar estudando por muito tempo, como recomenda o William Douglas, o papa dos concursos e meu ídolo pessoal.
Que, por sinal, diria que eu não devo dizer “eu tenho que estudar”, mas sim “eu quero estudar”. Neurolingüística pura. Na minha língua, isso significa "picaretagem pura", mas se funcionou para o William, há de funcionar para mim também.
28.7.05
O Caso do Cansaço
Estou cansadíssima. Precisando de férias urgentemente. Fui olhar na agenda quando foram as últimas férias e, para a minha surpresa, descobri que foram em maio! Não faz nem 3 meses e eu já estou pedindo água. Tudo bem que foram só 10 dias e parte dela foi gasta em BH, tirando passaporte. Mas, ainda assim...
Acho que estou muito pouco acostumada ao mundo adulto do trabalho e seus escassos 30 dias (corridos!) de férias por ano. Quando eu era universitária, tinha quase 3 meses de férias. Sem contar uma grevinha aqui, outra lá... Os estágios eram mais exigentes, é verdade, mas como eram todos de 4 horas, não cansavam tanto assim.
Alguém aí arrisca os números da Mega Sena?
Acho que estou muito pouco acostumada ao mundo adulto do trabalho e seus escassos 30 dias (corridos!) de férias por ano. Quando eu era universitária, tinha quase 3 meses de férias. Sem contar uma grevinha aqui, outra lá... Os estágios eram mais exigentes, é verdade, mas como eram todos de 4 horas, não cansavam tanto assim.
Alguém aí arrisca os números da Mega Sena?
27.7.05
O Caso da Indecisão
Nossa viagem a NY está suspensa até segunda ordem. Saiu a autorização para o concurso que eu quero fazer um dia antes de comprarmos a passagem. Perfect timing.
Cenários possíveis: o concurso sair antes da viagem (duvido, mas nada é impossível); o concurso ser lá por outubro, e aí dá pra gente viajar em novembro. Afinal, temos o visto americano, dinheiro no bolso e muitos dias de férias para tirar!
O problema é que os hotéis que a gente quer estão lotados até não sei mais quando, o inverno em NY é glacial e o dólar disparou.
Cenários possíveis: o concurso sair antes da viagem (duvido, mas nada é impossível); o concurso ser lá por outubro, e aí dá pra gente viajar em novembro. Afinal, temos o visto americano, dinheiro no bolso e muitos dias de férias para tirar!
O problema é que os hotéis que a gente quer estão lotados até não sei mais quando, o inverno em NY é glacial e o dólar disparou.
26.7.05
O Caso dos Comprimidos Mastigáveis
Para minha grande alegria, o outro dermatologista concluiu, pós-exame de sangue, que eu estou com uma anemiazinha mesmo e que dentro de 1 mês, mais ou menos, se eu tomar o remédio direitinho, o cabelo deve começar a se recuperar.
O problema é que o remédio vem em forma de comprimidos mastigáveis sabor chocolate. Só que eles não têm o menor gosto de chocolate, são doces pra caramba, pegajosos e grudentos. Ah, e se eu tiver próteses dentárias, especialmente do tipo “luva light”, devo escover os dentes imediatamente depois de ingerir o remédio, ou elas vão escurecer. Como não tenho a menor idéia do que sejam próteses dentárias do tipo “luva light”, estou confiando que não as possuo.
De qualquer forma, vai ser duro tomar o comprimido sabor chocolate (qualquer semelhança com Oviscos é mera coincidência!) durante meses. Acho que vou ligar para o médico e pedir para ele trocar para a fórmula xarope.
O problema é que o remédio vem em forma de comprimidos mastigáveis sabor chocolate. Só que eles não têm o menor gosto de chocolate, são doces pra caramba, pegajosos e grudentos. Ah, e se eu tiver próteses dentárias, especialmente do tipo “luva light”, devo escover os dentes imediatamente depois de ingerir o remédio, ou elas vão escurecer. Como não tenho a menor idéia do que sejam próteses dentárias do tipo “luva light”, estou confiando que não as possuo.
De qualquer forma, vai ser duro tomar o comprimido sabor chocolate (qualquer semelhança com Oviscos é mera coincidência!) durante meses. Acho que vou ligar para o médico e pedir para ele trocar para a fórmula xarope.
25.7.05
O Caso do Casamento do Ivan
Só digo que tomei apenas uma taça de champanhe – ela nunca ficava vazia. E que dancei tanto que meus pés estão doendo até hoje.
22.7.05
O Caso da Idade
Sempre me acharam mais nova do que eu sou. Isso, em teoria, é bom no momento atual, já que eu tenho 29, mas quando eu tinha os meus 13, 14 anos, é claro que eu odiava. O que talvez explique por que eu sou louca para fazer 30 anos e por que eu acho que mentir a idade para menos é uma babaquice. Vejam só: se você fala que tem 40 e na verdade tem 35, as pessoas vão te achar bonitona e conservada. Se você diz o contrário, grande a chance de te acharem um bagulho.
Digo que me acharem mais nova do que eu sou é bom em teoria porque, no trabalho, é bom impor respeito. Estou cansada de me chamarem de “menina”, “mocinha” e “senhorita”. Afinal, eu sou uma mulher e sou uma senhora. Não foi da noite para o dia: foram necessário muitos anos e alguns momentos difíceis para virar uma mulher. E querem me reduzir a “menininha”? Diabos.
Ontem fui ao médico e, é claro, ele estava atrasado. A secretária olhou para minha cara e recomendou que eu dissesse a ele que eu tinha aula na faculdade para que ele me atendesse logo. Aula na faculdade?!? Por favor. Eu sou formada em dois cursos universitários. Passei dez anos na UFMG. Agora eu sou uma profissional!
Talvez eu deva usar uns tailleurzinhos em cores sóbrias e cortar o cabelo chanel. Segundo a minha dentista, não vai adiantar: ela garante que a causa da minha ilusória juventude são os meus dentes da frente, que ainda têm aquela “serrinha” da infância.
Vamos ver se continua funcionando quando eu tiver uns 80.
Digo que me acharem mais nova do que eu sou é bom em teoria porque, no trabalho, é bom impor respeito. Estou cansada de me chamarem de “menina”, “mocinha” e “senhorita”. Afinal, eu sou uma mulher e sou uma senhora. Não foi da noite para o dia: foram necessário muitos anos e alguns momentos difíceis para virar uma mulher. E querem me reduzir a “menininha”? Diabos.
Ontem fui ao médico e, é claro, ele estava atrasado. A secretária olhou para minha cara e recomendou que eu dissesse a ele que eu tinha aula na faculdade para que ele me atendesse logo. Aula na faculdade?!? Por favor. Eu sou formada em dois cursos universitários. Passei dez anos na UFMG. Agora eu sou uma profissional!
Talvez eu deva usar uns tailleurzinhos em cores sóbrias e cortar o cabelo chanel. Segundo a minha dentista, não vai adiantar: ela garante que a causa da minha ilusória juventude são os meus dentes da frente, que ainda têm aquela “serrinha” da infância.
Vamos ver se continua funcionando quando eu tiver uns 80.
21.7.05
O Caso do Vestido
Fomos convidados para ser padrinhos de casamento em pleno julho. Beleuza. O Leo vai de terno, como sempre, e estará bem abrigado. Quanto a mim, decidi que não ia passar frio de jeito nenhum (longo histórico de congelar em festas usando vestidos lindos e frescos) e me dirigi à única loja que eu conhecia capaz de produzir roupas quentes e elegantes.
Cheguei lá firme: quero um vestido que me proteja do frio. A moça me sugeriu mangas compridas, estolas de rendas, capinhas fechadas no pescoço – essas coisas que fazem com que você pareça ter uns quarenta e cinco anos. A mais. Recusei, recusei e recusei. Aí a moça passou a me mostrar vestidos mais decotados. Me animei. Dali para o vestido lindo e fresco, foi um passo.
É lógico que eu fiz adaptações para o inverno. Ao invés de musseline, tecido de verão, escolhi cetim (muito quente, não é? Aposto que todo mundo tem jaquetas de cetim). Contei que ia usar uma estola de pele emprestada de mamã (só que no dia eu não lembrava que a tal estola era mais uma gola). E meia fina, é claro (todo mundo sabe que os esquimós só sobrevivem no Ártico porque usam meia fina).
Mas, apesar de todas essas modificações para o inverno, o vestido continua lindo... e fresco. Não tem mangas. Tem é um decote gigantesco nas costas e outro pouco menor na frente. A tal estola mal cobre nuca e ombros.
Em suma: serei uma madrinha linda... e congelada.
Cheguei lá firme: quero um vestido que me proteja do frio. A moça me sugeriu mangas compridas, estolas de rendas, capinhas fechadas no pescoço – essas coisas que fazem com que você pareça ter uns quarenta e cinco anos. A mais. Recusei, recusei e recusei. Aí a moça passou a me mostrar vestidos mais decotados. Me animei. Dali para o vestido lindo e fresco, foi um passo.
É lógico que eu fiz adaptações para o inverno. Ao invés de musseline, tecido de verão, escolhi cetim (muito quente, não é? Aposto que todo mundo tem jaquetas de cetim). Contei que ia usar uma estola de pele emprestada de mamã (só que no dia eu não lembrava que a tal estola era mais uma gola). E meia fina, é claro (todo mundo sabe que os esquimós só sobrevivem no Ártico porque usam meia fina).
Mas, apesar de todas essas modificações para o inverno, o vestido continua lindo... e fresco. Não tem mangas. Tem é um decote gigantesco nas costas e outro pouco menor na frente. A tal estola mal cobre nuca e ombros.
Em suma: serei uma madrinha linda... e congelada.
20.7.05
O Caso da Chave
Essas coisas só acontecem comigo.
Costumo colocar a chave da portaria e da porta do apartamento num clipe de papel para levar só as duas para a academia. Quando volto pra casa, encaixo o clipe de volta no chaveiro grande.
Ontem, acabei esquecendo essas chaves na porta. E na hora de voltar pra casa...
Cadê o porteiro? A luz da portaria estava acesa e havia um casaco sobre a cadeira, mas o porteiro não estava lá. Liguei para o Leo para perguntar qual era o apartamento da síndica, ou para implorar que ele chegasse logo em casa, mas justamente ontem ele tinha esquecido o celular em casa!
Liguei para o telefone da empresa. Ninguém atendeu. Toquei aleatoriamente o interfone em alguns apartamentos. Idem.
Aí, num momento de desalento, suspirei e me encostei no portão. Ele estava... aberto!
O detalhe é que, se o portão fica aberto mais de 15 segundos, o alarme toca loucamente. E eu estava com certeza há mais de 5 minutos plantada na frente do prédio.
Pra falar a verdade, nem me importei. Entrei correndo no prédio e fui pra casa, já que eu tinha a chave da porta dos fundos na minha bolsa!
* * *
Acaba de me ocorrer que o porteiro, antes de abandonar seu posto pra fazer não sei o quê, deixou o portão encostado e desligou o alarme. Até que foi esperto da parte dele. Se pelo menos houvesse uma maneira de distinguir visualmente o portão trancado do encostado...!
Costumo colocar a chave da portaria e da porta do apartamento num clipe de papel para levar só as duas para a academia. Quando volto pra casa, encaixo o clipe de volta no chaveiro grande.
Ontem, acabei esquecendo essas chaves na porta. E na hora de voltar pra casa...
Cadê o porteiro? A luz da portaria estava acesa e havia um casaco sobre a cadeira, mas o porteiro não estava lá. Liguei para o Leo para perguntar qual era o apartamento da síndica, ou para implorar que ele chegasse logo em casa, mas justamente ontem ele tinha esquecido o celular em casa!
Liguei para o telefone da empresa. Ninguém atendeu. Toquei aleatoriamente o interfone em alguns apartamentos. Idem.
Aí, num momento de desalento, suspirei e me encostei no portão. Ele estava... aberto!
O detalhe é que, se o portão fica aberto mais de 15 segundos, o alarme toca loucamente. E eu estava com certeza há mais de 5 minutos plantada na frente do prédio.
Pra falar a verdade, nem me importei. Entrei correndo no prédio e fui pra casa, já que eu tinha a chave da porta dos fundos na minha bolsa!
* * *
Acaba de me ocorrer que o porteiro, antes de abandonar seu posto pra fazer não sei o quê, deixou o portão encostado e desligou o alarme. Até que foi esperto da parte dele. Se pelo menos houvesse uma maneira de distinguir visualmente o portão trancado do encostado...!
19.7.05
O Caso do Aniversário
Hoje é aniversário do Leo! Aniversário do Leo! Já é o segundo que ele faz depois de casado, e ele vai sempre estar ganhando de mim, porque eu faço aniversário em abril e a gente se casou em junho.
Tive a paciência de investigar no calendário e descobri que faço aniversário 40 dias antes da data do casamento. E o Leo faz 40 dias depois! Não é fantástico? Não é um sinal que somos almas gêmeas e ficaremos casados 80 anos (sim, sei que aí eu estaria com 119, mas pensem na evolução da ciência!)?
Iremos à BH no fim-de-semana para o Leo receber abraços dos amigos (e beijos das amigas, vá lá). E também porque somos padrinhos de um casamento. Eu e o Leo somos ótimos padrinhos: damos presentes legais, chegamos na hora, ficamos bonitos na foto e ainda somos um excelente exemplo para casais!
Tive a paciência de investigar no calendário e descobri que faço aniversário 40 dias antes da data do casamento. E o Leo faz 40 dias depois! Não é fantástico? Não é um sinal que somos almas gêmeas e ficaremos casados 80 anos (sim, sei que aí eu estaria com 119, mas pensem na evolução da ciência!)?
Iremos à BH no fim-de-semana para o Leo receber abraços dos amigos (e beijos das amigas, vá lá). E também porque somos padrinhos de um casamento. Eu e o Leo somos ótimos padrinhos: damos presentes legais, chegamos na hora, ficamos bonitos na foto e ainda somos um excelente exemplo para casais!
18.7.05
O Caso dos Hotéis
Passei o fim-de-semana grudada como um alien ao computador (e olha que o monitor perdeu o vermelho e tudo fica com cores muito esquisitas) tentando montar uma viagem decente que não nos leve à falência.
O primeiro problema é que “Nova York”, “hotel” e “barato” não pertencem à mesma frase, a não ser que a frase seja “Os hotéis em Nova York não são nada baratos”. Em termos práticos, isso significa que uma diária de 200 dólares é uma pechincha. E ainda não estamos contando os impostos de 13,5% e a taxa de ocupação de US$ 3,50 por noite!
O segundo problema é que os hotéis que eu quero já não têm vagas para daqui a 3 meses, isto é, setembro. O lado bom é que eles realmente devem ser legais. O lado ruim é que tivemos que mudar a viagem para outubro, e aí os hotéis em Washington é que ficam extorsivos...
Depois de fazer todas as combinações possíveis, decidimo-nos por dois hotéis charmosinhos em NY: o Hotel QT (www.hotelqt.com) e o BelleClaire (www.belleclaire.com). Cada um deles fica numa área diferente, o que quer dizer que teremos uma homebase para cada região. E também que nenhum deles tinha oito noites seguidas disponíveis.
Parece simples? Não foi. Quando o negócio é em dólar, você tem que montar a viagem assim: a saída tem que ser de segunda a quarta-feira, porque fica mais barato; os primeiros dias da viagem têm que ser em Washington, porque lá os hotéis são mais em conta no fim-de-semana; os primeiros dias em NY têm que ser no hotel que cobra menos durante os dias de semana, e os últimos no hotel que cobra a mesma coisa durante meio e fim-de-semana, porque aí não dá diferença.
O problema é que você só descobre o detalhe da saída de segunda a quarta depois que já reservou todos os hotéis, e então você tenta adiantar a viagem em um dia para economizar 100 dólares, só que aí os hotéis que você quer não têm mais aquele dia disponível.
The horror.
O primeiro problema é que “Nova York”, “hotel” e “barato” não pertencem à mesma frase, a não ser que a frase seja “Os hotéis em Nova York não são nada baratos”. Em termos práticos, isso significa que uma diária de 200 dólares é uma pechincha. E ainda não estamos contando os impostos de 13,5% e a taxa de ocupação de US$ 3,50 por noite!
O segundo problema é que os hotéis que eu quero já não têm vagas para daqui a 3 meses, isto é, setembro. O lado bom é que eles realmente devem ser legais. O lado ruim é que tivemos que mudar a viagem para outubro, e aí os hotéis em Washington é que ficam extorsivos...
Depois de fazer todas as combinações possíveis, decidimo-nos por dois hotéis charmosinhos em NY: o Hotel QT (www.hotelqt.com) e o BelleClaire (www.belleclaire.com). Cada um deles fica numa área diferente, o que quer dizer que teremos uma homebase para cada região. E também que nenhum deles tinha oito noites seguidas disponíveis.
Parece simples? Não foi. Quando o negócio é em dólar, você tem que montar a viagem assim: a saída tem que ser de segunda a quarta-feira, porque fica mais barato; os primeiros dias da viagem têm que ser em Washington, porque lá os hotéis são mais em conta no fim-de-semana; os primeiros dias em NY têm que ser no hotel que cobra menos durante os dias de semana, e os últimos no hotel que cobra a mesma coisa durante meio e fim-de-semana, porque aí não dá diferença.
O problema é que você só descobre o detalhe da saída de segunda a quarta depois que já reservou todos os hotéis, e então você tenta adiantar a viagem em um dia para economizar 100 dólares, só que aí os hotéis que você quer não têm mais aquele dia disponível.
The horror.
15.7.05
O Caso da Agente de Viagem
Como eu e o Leo estamos pensando em viajar mais para o final do ano, saímos à caça de um agente de viagens. Na minha cabeça, agente de viagens sabe muito mais do que os meros mortais a respeito de vôos, hotéis e localidades, e é capaz de desenterrar ofertas inacreditáveis em datas incríveis.
Acho que se trata de mais uma de minhas ilusões. A agente de viagens que nos foi recomendada, tão chique que cobra uma taxa de 100 dólares caso você acabe não fechando com ela, está nos saindo um desapontamento.
Primeiro ela nos apresenta uma oferta Google: desses que se você for nos sites de linha aérea e de hotéis você mesmo monta. Com a desvantagem de, por não ser pacote, não ter desconto nas diárias, nem seguro, nem transfer aeroporto-hotel.
Aí ela demora dias para responder as perguntas mais básicas, do gênero “quais os nomes dos hotéis que você sugere que a gente fique?”. E dá uns nomes de hotéis hó-rriveis, daqueles que têm 1.600 quartos, milhares de brasileiros, e ficam nos lugares mais óbvios do mundo.
Então eu tive uma das minhas idéias fantásticas (elas são sempre fantásticas, se pouco práticas): vou me tornar uma agente de viagens! Não pode ser tão difícil. Aposto que deve existir um curso técnico que você faz e pronto: fico sabendo de todos os segredos da profissão, ganho uns trocados toda vez que eu reservar um quarto para mim mesmo, e terei descontos fabulosos para voar pelo mundo!
Acho que se trata de mais uma de minhas ilusões. A agente de viagens que nos foi recomendada, tão chique que cobra uma taxa de 100 dólares caso você acabe não fechando com ela, está nos saindo um desapontamento.
Primeiro ela nos apresenta uma oferta Google: desses que se você for nos sites de linha aérea e de hotéis você mesmo monta. Com a desvantagem de, por não ser pacote, não ter desconto nas diárias, nem seguro, nem transfer aeroporto-hotel.
Aí ela demora dias para responder as perguntas mais básicas, do gênero “quais os nomes dos hotéis que você sugere que a gente fique?”. E dá uns nomes de hotéis hó-rriveis, daqueles que têm 1.600 quartos, milhares de brasileiros, e ficam nos lugares mais óbvios do mundo.
Então eu tive uma das minhas idéias fantásticas (elas são sempre fantásticas, se pouco práticas): vou me tornar uma agente de viagens! Não pode ser tão difícil. Aposto que deve existir um curso técnico que você faz e pronto: fico sabendo de todos os segredos da profissão, ganho uns trocados toda vez que eu reservar um quarto para mim mesmo, e terei descontos fabulosos para voar pelo mundo!
14.7.05
O Caso das Donas-de-Casa Desesperadas
Ontem o Leo me contou o primeiro episódio de Desperate Housewifes e eu vi o segundo, para ver se eu gostava. Afinal, é um seriado que faz muito sucesso nos Estados Unidos e aqui, que foi indicado a vários Emmys (o equivalente ao troféu SBT dos States) etc. etc.
Sabe o que eu achei? Chato. Muito chato. As quatro personagens principais são quatro mulheres descontroladas, cujos problemas, pelo menos pra mim, surgem de uma razão muito simples: falta de serviço!
Uma é uma dona-de-casa perfeita. Outra é uma alta executiva que largou o emprego pra tomar conta dos 4 filhos pivetes. Outra é uma ex-modelo que vive sustentada pelo marido rico. A última é a única que tem um emprego: ilustradora de livros infantis. (que, venhamos e convenhamos, não é lá uma profissão de verdade. Pelo menos no seriado, ela passa o dia inteiro em casa, sem encostar em um único lápis-de-cor).
Em suma, são mulheres – pessoas – no seu pior. Sem objetivos, sem planos, sem esperança. Sem um pingo de imaginação. E sem iniciativa, porque se a vida delas, de mulheres atraentes e teoricamente inteligentes de classe-média alta não está boa, por que diabos elas NÃO FAZEM ALGUMA COISA A RESPEITO?
Põe uma enxada na mão de cada uma que resolve o problema.
Sabe o que eu achei? Chato. Muito chato. As quatro personagens principais são quatro mulheres descontroladas, cujos problemas, pelo menos pra mim, surgem de uma razão muito simples: falta de serviço!
Uma é uma dona-de-casa perfeita. Outra é uma alta executiva que largou o emprego pra tomar conta dos 4 filhos pivetes. Outra é uma ex-modelo que vive sustentada pelo marido rico. A última é a única que tem um emprego: ilustradora de livros infantis. (que, venhamos e convenhamos, não é lá uma profissão de verdade. Pelo menos no seriado, ela passa o dia inteiro em casa, sem encostar em um único lápis-de-cor).
Em suma, são mulheres – pessoas – no seu pior. Sem objetivos, sem planos, sem esperança. Sem um pingo de imaginação. E sem iniciativa, porque se a vida delas, de mulheres atraentes e teoricamente inteligentes de classe-média alta não está boa, por que diabos elas NÃO FAZEM ALGUMA COISA A RESPEITO?
Põe uma enxada na mão de cada uma que resolve o problema.
13.7.05
O Caso do Cabelo
Meu cabelo anda caindo horrivelmente, então, antes que eu fique careca, tomei coragem e resolvi ir ao médico.
Ele olhou pra minha cara, cutucou minha cabeça com a ponta do dedo, perguntou se meu pai era calvo e decidiu que a questão era genética, prescrevendo um remédio de 80 reais que deve ser aplicado para o resto da vida.
Decidi arrumar um segunda opinião. O Leo achou que não era uma boa idéia: provavelmente ele ia dar outro diagnóstico, o que, ao invés de resolver o problema, iria complicá-lo. “Aí é melhor de três,” respondi, engraçadinha, mas já imaginando que, se o hipotético terceiro médico tivesse outra teoria, então eu estava ferrada mesmo.
Descobri um derma perto de casa e lá me fui, bem pimpona. A secretária estava sumida atrás de uma porta, examinando biquínis que uma colega queria empurrar nela. Depois de uns 10 minutos, ela deu as caras. Para avisar que o doutor fulano “não vinha não”. “Ele viajou,” disse ela, distraída. “E não pegaram seu telefone quando você marcou a consulta, então não pude avisar.”
Fiquei altamente desconfiada que quem marcou a consulta e, conseqüentemente, devia ter pego meu telefone, era ela, mas, enfim, como eu moro a um quarteirão do médico, nem tive forças para criar caso.
Voltei lá ontem. A secretária estava sumida de novo. Enquanto ela não aparecia, bati papo com uma mulher meio doida, que não demorou dois minutos pra contar que ela fazer botox, preenchimento, tirar as manchas da perna e aproveitar que ela estava no Brasil para colocar dentadura definitiva, porque ela mora na Flórida e é casada com um porto-riquenho de 33 anos. No fim das contas, o médico achou que eu estava meio pálida e me mandou fazer um exame de sangue para ver se eu estou anêmica. Estou torcendo para estar anêmica. Porque com certeza que o tratamento de anemia não é feito com remédios de 80 reais que devem ser aplicados para o resto da vida!
Ele olhou pra minha cara, cutucou minha cabeça com a ponta do dedo, perguntou se meu pai era calvo e decidiu que a questão era genética, prescrevendo um remédio de 80 reais que deve ser aplicado para o resto da vida.
Decidi arrumar um segunda opinião. O Leo achou que não era uma boa idéia: provavelmente ele ia dar outro diagnóstico, o que, ao invés de resolver o problema, iria complicá-lo. “Aí é melhor de três,” respondi, engraçadinha, mas já imaginando que, se o hipotético terceiro médico tivesse outra teoria, então eu estava ferrada mesmo.
Descobri um derma perto de casa e lá me fui, bem pimpona. A secretária estava sumida atrás de uma porta, examinando biquínis que uma colega queria empurrar nela. Depois de uns 10 minutos, ela deu as caras. Para avisar que o doutor fulano “não vinha não”. “Ele viajou,” disse ela, distraída. “E não pegaram seu telefone quando você marcou a consulta, então não pude avisar.”
Fiquei altamente desconfiada que quem marcou a consulta e, conseqüentemente, devia ter pego meu telefone, era ela, mas, enfim, como eu moro a um quarteirão do médico, nem tive forças para criar caso.
Voltei lá ontem. A secretária estava sumida de novo. Enquanto ela não aparecia, bati papo com uma mulher meio doida, que não demorou dois minutos pra contar que ela fazer botox, preenchimento, tirar as manchas da perna e aproveitar que ela estava no Brasil para colocar dentadura definitiva, porque ela mora na Flórida e é casada com um porto-riquenho de 33 anos. No fim das contas, o médico achou que eu estava meio pálida e me mandou fazer um exame de sangue para ver se eu estou anêmica. Estou torcendo para estar anêmica. Porque com certeza que o tratamento de anemia não é feito com remédios de 80 reais que devem ser aplicados para o resto da vida!
12.7.05
O Caso do Café-da-Manhã no Serviço
Ai, ai. Acho que estou me transformando em um pão-de-queijo. Também acho que não vou nem almoçar hoje. Escrever este post está sendo um esforço tremendo, porque todo o meu sangue está ocupado na digestão.
Explico: teve um aniversário hoje em minha seção e nós decidimos fazer um café-da-manhã comemorativo. No cardápio, bolo, chocolate-quente e, claro, pão-de-queijo. Como não gosto de bolo, tive que me contentar com o chocolate-quente e o pão-de-queijo. E como tinha muito de ambos, e estavam ambos muito gostosos... * suspiro*
Aproveito para passar a receita do chocolate-quente, antes que me perguntem:
2 litros de leite (960 calorias)
1 lata de leite condensado (1000 calorias)
1 barra de chocolate meio-amargo (900 calorias)
1 pacote de 200 g de chocolate em pó (1000 calorias)
Grande total: 3860 calorias. Mas não se assustem! A receita dá uns 15 copos. Isso quer dizer que cada copo possui aproximadamente 250 calorias. O que não é tão ruim assim.
Isto é, se você tiver força de vontade suficiente para tomar apenas um copo.
Explico: teve um aniversário hoje em minha seção e nós decidimos fazer um café-da-manhã comemorativo. No cardápio, bolo, chocolate-quente e, claro, pão-de-queijo. Como não gosto de bolo, tive que me contentar com o chocolate-quente e o pão-de-queijo. E como tinha muito de ambos, e estavam ambos muito gostosos... * suspiro*
Aproveito para passar a receita do chocolate-quente, antes que me perguntem:
2 litros de leite (960 calorias)
1 lata de leite condensado (1000 calorias)
1 barra de chocolate meio-amargo (900 calorias)
1 pacote de 200 g de chocolate em pó (1000 calorias)
Grande total: 3860 calorias. Mas não se assustem! A receita dá uns 15 copos. Isso quer dizer que cada copo possui aproximadamente 250 calorias. O que não é tão ruim assim.
Isto é, se você tiver força de vontade suficiente para tomar apenas um copo.
11.7.05
O Caso do Inverno
Aqui nesta cidade está fazendo um frio hó-rrível. Nem parece Fabriciano, sô! E nada de céus azuis e sóis cintilantes: ultimamente, o tempo está fechado, cinzento, feio mesmo. Um hó-rror!
Só é bom para duas coisas: fazer academia, porque é sempre melhor sentir menos calor e porque, por algum motivo misterioso, a freqüência cai muito, então não tenho que disputar aparelhos com ninguém. E fazer fondue! Ontem eu e o Leo comemoramos 13 meses de casamento, que na verdade foi no sábado, com um romântico fondue de queijo só para nós dois.
Enfim, estou sentindo saudade do calorzinho. Não, não era bom caminhar até o restaurante na hora do almoço com o sol a pino sobre a cabeça, mas era tão bom ir no clube nadar depois do expediente!
Só é bom para duas coisas: fazer academia, porque é sempre melhor sentir menos calor e porque, por algum motivo misterioso, a freqüência cai muito, então não tenho que disputar aparelhos com ninguém. E fazer fondue! Ontem eu e o Leo comemoramos 13 meses de casamento, que na verdade foi no sábado, com um romântico fondue de queijo só para nós dois.
Enfim, estou sentindo saudade do calorzinho. Não, não era bom caminhar até o restaurante na hora do almoço com o sol a pino sobre a cabeça, mas era tão bom ir no clube nadar depois do expediente!
8.7.05
O Caso dos Livritos
A saga paulistana finalmente acabou (nossa, como essa viagem de fim-de-semana rendeu posts) e estamos de volta à programação normal.
Meus livros em inglês, aqueles que iam demorar 12 semanas para chegar, deram as caras em apenas 10. Foram entregues aqui na receita na quinta-feira passada, dentro de uma sacola branca gigantesca, parecendo que tinha um defunto dentro. Mas não tinha – eram só 36 pocket books muito bem escolhidos por mim e pela Daninha.
No fim-de-semana fui à Goval para dividirmos o tesouro. Desde então eu já devorei 5 deles, o olha que eu estou tentando economizá-los para durarem mais, e que estou muito ocupada com academia e eventos sociais. Ou seja, só sobra para lê-los o período de 11 da noite (hora em que eu geralmente durmo) às 1 da manhã (hora em que eu capoto). O resultado é que eu fico igual a um zumbi durante o dia.
Mas ontem eu me vinguei. Aproveitei que o Leo tinha um evento na empresa e não fui na academia, não fiz nada, só li livros das 5 da tarde até 11 e meia da noite. Acompanhada de uma bacia inteira de pipoca e uns chocolatinhos.
É, foram livros mesmo. Terminei o que eu estava lendo, comecei e terminei um menorzinho, e comecei outro absolutamente ótimo, que me roubou muitos minutos preciosos de sono!
Meus livros em inglês, aqueles que iam demorar 12 semanas para chegar, deram as caras em apenas 10. Foram entregues aqui na receita na quinta-feira passada, dentro de uma sacola branca gigantesca, parecendo que tinha um defunto dentro. Mas não tinha – eram só 36 pocket books muito bem escolhidos por mim e pela Daninha.
No fim-de-semana fui à Goval para dividirmos o tesouro. Desde então eu já devorei 5 deles, o olha que eu estou tentando economizá-los para durarem mais, e que estou muito ocupada com academia e eventos sociais. Ou seja, só sobra para lê-los o período de 11 da noite (hora em que eu geralmente durmo) às 1 da manhã (hora em que eu capoto). O resultado é que eu fico igual a um zumbi durante o dia.
Mas ontem eu me vinguei. Aproveitei que o Leo tinha um evento na empresa e não fui na academia, não fiz nada, só li livros das 5 da tarde até 11 e meia da noite. Acompanhada de uma bacia inteira de pipoca e uns chocolatinhos.
É, foram livros mesmo. Terminei o que eu estava lendo, comecei e terminei um menorzinho, e comecei outro absolutamente ótimo, que me roubou muitos minutos preciosos de sono!
7.7.05
O Caso do Visto (Dia 3)
Como a entrevista no consulado americano estava marcada para as 10 da manhã de segunda-feira, acordamos às 8, fizemos as malas, deixamos o Marco Antônio vigiando-as e lá nos fomos para a Chácara Santo Antônio, nome bizarro do bairro onde fica o tal consulado.
Pegamos o táxi às 15 para as 9 e isso foi muito bom, porque enfrentamos um engarrafamento bizarro nos Jardins e gastamos quase 1 hora, ao invés dos 20 minutos programados, para chegar ao consulado. A parte boa é que, como o Jardins é o bairro chique de São Paulo, ficamos paradas no trânsito vendo concessionárias de Ferraris, BMWs e Porshes. Ah, e lojas de blindagem.
Chegamos 10 minutos adiantadas, crentes que íamos ser atendidas em um instante. Ledo engano. Primeiro tem a fila para ENTRAR no consulado, que era imensa e se esticava pela calçada. Depois de meia hora, você consegue pagar a taxa do visto (100 dólares! 100 dólares! E a cotação é deles: é 250 reais e não se discute) e passar pelo detector de metais. Tomam seu celular, e deixam que você entre em um grande galpão com muitos e muitos bancos, no qual devia ter umas trezentas pessoas.
Aí você entra na fila de entregar os documentos (mais uma meia hora). Depois você entra na fila de tirar digitais (com certeza para comparar com os arquivos do FBI e ver se você não é um terrorista fichado. Pelo menos não tem que “tocar piano” com essas tintas horrorosas que só saem com ácido sulfúrico: você põe seus dedinhos indicadores em um scanner e pronto. Por que os indicadores, e não os polegares? Faz sentido: para apertar um gatilho de metralhadora ou um botão detonador de bomba você usa o indicar, não usa?). A partir desse momento, você está liberado pra passear na região da lanchonete que fica dentro do consulado, e esperar pela entrevista.
O detalhe é que só quando chegamos no consulado é que nos avisaram que teríamos que pagar mais 22 reais (cada uma!) pelo Sedex para termos nossos passaportes de volta. Como o táxi demorou, custou mais do que o esperado. E precisávamos pegar outro táxi de volta ao hotel. Em suma, o dinheiro estava racionado e só pudemos ficar olhando tristemente para os pães-de-queijo da lanchonete.
Depois de mais hora e meia, fomos chamadas para a entrevista. Eu esperava que ela acontecesse em uma sala privativa, com uma dupla de agentes secretos fazendo a rotina “good cop, bad cop” e tentando te pegar em contradição. Que nada. Um moço, atrás do guichê de vidro à prova de bala, te pergunta, sem nem olhar pra sua cara pra ver se você tem sangue árabe: o que é que você faz? E o seu marido? Já esteve nos Estados Unidos? Qual é a renda familiar? E pronto, seu visto está concedido.
Pegamos o táxi às 15 para as 9 e isso foi muito bom, porque enfrentamos um engarrafamento bizarro nos Jardins e gastamos quase 1 hora, ao invés dos 20 minutos programados, para chegar ao consulado. A parte boa é que, como o Jardins é o bairro chique de São Paulo, ficamos paradas no trânsito vendo concessionárias de Ferraris, BMWs e Porshes. Ah, e lojas de blindagem.
Chegamos 10 minutos adiantadas, crentes que íamos ser atendidas em um instante. Ledo engano. Primeiro tem a fila para ENTRAR no consulado, que era imensa e se esticava pela calçada. Depois de meia hora, você consegue pagar a taxa do visto (100 dólares! 100 dólares! E a cotação é deles: é 250 reais e não se discute) e passar pelo detector de metais. Tomam seu celular, e deixam que você entre em um grande galpão com muitos e muitos bancos, no qual devia ter umas trezentas pessoas.
Aí você entra na fila de entregar os documentos (mais uma meia hora). Depois você entra na fila de tirar digitais (com certeza para comparar com os arquivos do FBI e ver se você não é um terrorista fichado. Pelo menos não tem que “tocar piano” com essas tintas horrorosas que só saem com ácido sulfúrico: você põe seus dedinhos indicadores em um scanner e pronto. Por que os indicadores, e não os polegares? Faz sentido: para apertar um gatilho de metralhadora ou um botão detonador de bomba você usa o indicar, não usa?). A partir desse momento, você está liberado pra passear na região da lanchonete que fica dentro do consulado, e esperar pela entrevista.
O detalhe é que só quando chegamos no consulado é que nos avisaram que teríamos que pagar mais 22 reais (cada uma!) pelo Sedex para termos nossos passaportes de volta. Como o táxi demorou, custou mais do que o esperado. E precisávamos pegar outro táxi de volta ao hotel. Em suma, o dinheiro estava racionado e só pudemos ficar olhando tristemente para os pães-de-queijo da lanchonete.
Depois de mais hora e meia, fomos chamadas para a entrevista. Eu esperava que ela acontecesse em uma sala privativa, com uma dupla de agentes secretos fazendo a rotina “good cop, bad cop” e tentando te pegar em contradição. Que nada. Um moço, atrás do guichê de vidro à prova de bala, te pergunta, sem nem olhar pra sua cara pra ver se você tem sangue árabe: o que é que você faz? E o seu marido? Já esteve nos Estados Unidos? Qual é a renda familiar? E pronto, seu visto está concedido.
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