Acreditem ou não, a mala para a viagem de Ano-Novo está praticamente pronta. É que eu gosto de fazer as coisas com antecedência.
MUITA antecedência.
Tudo bem que não é uma mala grande. Depois da viagem para São Paulo para tirar o visto, na qual levei um tanto de coisas e acabei usando um terço das roupas, radicalizei. Anunciei para o Leo que vou levar o mesmo tanto de roupas que ele, e pronto. Ele fez uma cara incrédula, mas teve o bom-senso de não fazer objeções em voz alta.
Observem que o Leo é daquelas pessoas que viaja carregando o mínimo necessário e, se puder, menos ainda. Então, trata-se de um grande desafio, principalmente porque eu sou uma daquelas pessoas que acha que toda vez que viaja tem que levar biquíni, para o caso de encontrar uma piscina; vestido chique, para o caso de encontrar uma festa; sapatos variados, para o caso de encontrar... sei lá.
Mas estou contando com:
- o fato de que minhas roupas são menores do que as deles, então vai dar para colocar uma blusinha clandestina aqui e ali;
- o fato de que maquiagem e sapatos NÃO SÃO roupas.
Apesar desses salvaguardas, não estou querendo roubar, juro. Decidi que vou levar só 2 sapatos (vão por mim: é pouco); 5 calças; 5 blusas. E um casaco de frio. E um cachecol. E um gorrinho para a cabeça. E talvez outro cachecol. E a roupa com a qual vou viajar no avião.
Pensei em levar uma roupa especial para o Ano-Novo, mas depois vi que ia ser difícil: vai estar um frio danado, e qualquer roupa desaparece debaixo do casacão; vamos passar a virada do ano no Epcot, e para isso teremos que chegar lá 9 da manhã, porque no Ano-Novo os parques lotam e fecham as portas quando atingem a capacidade máxima, o que acontece bem cedo. Então não rola de passar o dia de vestido de lantejoulas e saltinhos, né? Vou ter que me contentar com uma blusinha de lantejoulas e os saltinhos da bota.
Vocês hão de convir que 5 calças e 5 blusas é uma mala mínima, já que é uma viagem de quase 2 semanas. Mas tem lavador e secador de roupas no hotel, então estou tranqüila.
Ah, e um biquíni.
10.11.05
9.11.05
O Caso do Até que Enfim
Não estou nem acreditando: o Leo acaba de transferir os dinheiros exigidos pela agência de turismo! Confirmado: vamos viajar logo depois do Natal e passaremos o Ano-Novo nos States!
Depois de muito choro e ranger de dentes, deu tudo certo: a cotação do dólar-turismo da agência baixou de 2,32 para 2,28; as taxas de embarque, que tinham pulado de 150 para 200 dólares de maneira algo misteriosa, voltaram a seu devido lugar; vamos comprar travelers cheques na agência que é do lado da nossa casa, eles estão demorando a chegar e enquanto isso o dólar cai, cai, cai!
Agora eu posso relaxar e me dedicar aos estudos para o concurso, que pra começo de conversa foi o motivo da mudança da data da viagem.
Faltam 40 dias. Alguém aí se habilita a aprender Economia, Finanças Públicas, Comércio Internacional, Matemática Financeira, Estatística, Contabilidade nesse prazo? E isso porque eu estou considerando que Direito Internacional Público eu já devo saber um pouco, Direito Constitucional, Administrativo e Tributário eu só vou ter que dar uma olhadinha, Português e Inglês tá dominado e Informática eu vou entregar pra Deus!
Depois de muito choro e ranger de dentes, deu tudo certo: a cotação do dólar-turismo da agência baixou de 2,32 para 2,28; as taxas de embarque, que tinham pulado de 150 para 200 dólares de maneira algo misteriosa, voltaram a seu devido lugar; vamos comprar travelers cheques na agência que é do lado da nossa casa, eles estão demorando a chegar e enquanto isso o dólar cai, cai, cai!
Agora eu posso relaxar e me dedicar aos estudos para o concurso, que pra começo de conversa foi o motivo da mudança da data da viagem.
Faltam 40 dias. Alguém aí se habilita a aprender Economia, Finanças Públicas, Comércio Internacional, Matemática Financeira, Estatística, Contabilidade nesse prazo? E isso porque eu estou considerando que Direito Internacional Público eu já devo saber um pouco, Direito Constitucional, Administrativo e Tributário eu só vou ter que dar uma olhadinha, Português e Inglês tá dominado e Informática eu vou entregar pra Deus!
8.11.05
O Caso das Fotografias
O Leo comentou um dia desses que estou sempre com as mesmas roupas nos nossos álbuns de fotos de viagem. E não é que ele tem razão? É que as viagens grandes, que merecem álbuns, geralmente são aquelas nas quais vamos para lugares diferentes – e frios. Então, não importa o que você está usando por baixo: por fora, tudo que se vê é o casacão – preto – e cachecol – vermelho.
É verdade que eu aposentei o casaco preto antigo, herdado da Dani e muitíssimo útil enquanto durou, e comprei um novo. Mas o novo também é preto! E ganhei cachecóis lindos de cores diferentes da minha tia Bebel, só que eles são de lã acrílica e soltam fiapos! Casacos pretos e fiapos brancos resultam em uma triste figura. Então continuo usando o cachecol vermelho que a avó do Leo emprestou quando fomos a Paris e depois deu de presente.
Pois bem: dessa vez - embora não esteja nada realmente acertado ainda: a agente de viagens diabólica disse que vai passar as reivindicações do post anterior para o gerente e me dá uma resposta hoje – há de ser diferente. Hei de dar um jeito de sair nas fotos com outras roupas, ainda que eu tenha que desafiar o frio e tirar o casaco a cada flash!
É verdade que eu aposentei o casaco preto antigo, herdado da Dani e muitíssimo útil enquanto durou, e comprei um novo. Mas o novo também é preto! E ganhei cachecóis lindos de cores diferentes da minha tia Bebel, só que eles são de lã acrílica e soltam fiapos! Casacos pretos e fiapos brancos resultam em uma triste figura. Então continuo usando o cachecol vermelho que a avó do Leo emprestou quando fomos a Paris e depois deu de presente.
Pois bem: dessa vez - embora não esteja nada realmente acertado ainda: a agente de viagens diabólica disse que vai passar as reivindicações do post anterior para o gerente e me dá uma resposta hoje – há de ser diferente. Hei de dar um jeito de sair nas fotos com outras roupas, ainda que eu tenha que desafiar o frio e tirar o casaco a cada flash!
7.11.05
O Caso da Viagem MDLXXXIII
E não é que parece que a viagem sai? No final da tarde de sexta-feira, a agente de viagens demoníaca mandou o orçamento e a confirmação do Holiday Inn. Que, apesar de eu ter esnobado no post anterior, parece ajeitadinho. Pelo menos o pessoal do TripAdvisor, um site fantástico com milhares de reviews, acha.
Agora a briga vai ser na questão dos acertos de conta. O contrato que eu assinei determina que, em caso de desistência da viagem, posso usar os dinheiros que já paguei para a agência para uma nova viagem deles. Só que eu comentei isso com a agente do demo na semana passada e ela disse que era só a parte terrestre. A parte aérea eu ia ter que pagar de novo e ser reembolsada depois. Bem, o contrato não diz nada disso, não!
Outra é que, quando acertamos a viagem, o dólar turismo estava a 2,36. Hoje está a 2,31. Logo, os reais que paguei hoje compram mais dólares. E pode ter certeza que eu quero a diferença.
O terceiro ponto é que a agência dá 4% de descontos nas compras à vista. Meu dinheiro já está com eles. Logo, sobre o preço desse novo pacote tem que incidir os 4% de desconto!
E o quarto problema é que, em e-mails diversos que recebi da agência, um dizia que o reembolso da passagem seria no valor de 599 dólares. O mais recente, 560. Interroguei a agente satânica e ela disse que “a companhia aérea faz uma média” e que “eu só vou saber o valor certo na época do reembolso.” Isso é resposta de gente séria?
Para completar, a agente do mal ficou de me enviar os valores todos para o acerto (porque ela tá ACHANDO que eu vou pagar de novo a passagem e as taxas) assim que o mercado abrisse hoje (por causa da cotação do dólar turismo). O mercado abriu às 10. São quase meio-dia.
Pode ser ou tá difícil?
Agora a briga vai ser na questão dos acertos de conta. O contrato que eu assinei determina que, em caso de desistência da viagem, posso usar os dinheiros que já paguei para a agência para uma nova viagem deles. Só que eu comentei isso com a agente do demo na semana passada e ela disse que era só a parte terrestre. A parte aérea eu ia ter que pagar de novo e ser reembolsada depois. Bem, o contrato não diz nada disso, não!
Outra é que, quando acertamos a viagem, o dólar turismo estava a 2,36. Hoje está a 2,31. Logo, os reais que paguei hoje compram mais dólares. E pode ter certeza que eu quero a diferença.
O terceiro ponto é que a agência dá 4% de descontos nas compras à vista. Meu dinheiro já está com eles. Logo, sobre o preço desse novo pacote tem que incidir os 4% de desconto!
E o quarto problema é que, em e-mails diversos que recebi da agência, um dizia que o reembolso da passagem seria no valor de 599 dólares. O mais recente, 560. Interroguei a agente satânica e ela disse que “a companhia aérea faz uma média” e que “eu só vou saber o valor certo na época do reembolso.” Isso é resposta de gente séria?
Para completar, a agente do mal ficou de me enviar os valores todos para o acerto (porque ela tá ACHANDO que eu vou pagar de novo a passagem e as taxas) assim que o mercado abrisse hoje (por causa da cotação do dólar turismo). O mercado abriu às 10. São quase meio-dia.
Pode ser ou tá difícil?
4.11.05
O Caso da Ressurreição Milagrosa
(Como se alguma ressurreição não fosse milagrosa, mas vamos lá.)
Ontem perdemos a paciência e cancelamos a viagem. Isso porque a nossa querida agente de viagem, por motivos só conhecidos por aquela cabecinha, quis nos empurrar o pacote de Ano-Novo em um hotel chamado Holiday Inn (não pode ser boa coisa!) por módicos 600 dólares a mais. Por cabeça.
Aí liguei de novo para a mesma agência, conversei com outra pessoa, e pedi todas as informações do pacote de Ano-Novo. Eu e o Leo descobrimos que podíamos voar pela American Airlines (milhas Smiles!) e ficar em um Hilton (Será que a Paris vai estar lá?) pelo mesmo preço da viagem que a gente já tinha acertado (e pago!).
Pois bem: acabo de falar com nossa querida agente de viagens. Ela disse que... vai verificar a disponibilidade. Vocês vêem: o problema dela é que ela não tem agilidade. Eu tenho que saber se tem ou não tem vaga para chorar lágrimas de sangue com a minha chefe e reorganizar as minhas férias, avacalhando as programações de todos os colegas no processo.
Ontem perdemos a paciência e cancelamos a viagem. Isso porque a nossa querida agente de viagem, por motivos só conhecidos por aquela cabecinha, quis nos empurrar o pacote de Ano-Novo em um hotel chamado Holiday Inn (não pode ser boa coisa!) por módicos 600 dólares a mais. Por cabeça.
Aí liguei de novo para a mesma agência, conversei com outra pessoa, e pedi todas as informações do pacote de Ano-Novo. Eu e o Leo descobrimos que podíamos voar pela American Airlines (milhas Smiles!) e ficar em um Hilton (Será que a Paris vai estar lá?) pelo mesmo preço da viagem que a gente já tinha acertado (e pago!).
Pois bem: acabo de falar com nossa querida agente de viagens. Ela disse que... vai verificar a disponibilidade. Vocês vêem: o problema dela é que ela não tem agilidade. Eu tenho que saber se tem ou não tem vaga para chorar lágrimas de sangue com a minha chefe e reorganizar as minhas férias, avacalhando as programações de todos os colegas no processo.
3.11.05
O Caso do Pacote de Viagem
Como já deu pra perceber, nossa agente de viagens NÃO é muito esperta (aliás, se alguém descobrir - ou for - um agente de viagens competente e com iniciativa, me avise, por favor). Ela ficou de me passar as informações que eu pedi na terça-feira, só que não deu notícia, e ontem foi feriado. O problema é que temos que decidir se vamos cancelar ou modificar a viagem hoje, porque amanhã termina o prazo para comunicarmos a decisão à agência e recebermos a parte terrestre de volta sem multa (já que os 100 dólares de multa da passagem emitida vamos ter que pagar mesmo).
O mais engraçado é que, enquanto eu amaldiçoava a moça, o Leo recebeu um e-mail da mesma agência de turismo oferecendo um pacote de Ano-Novo na Disney MAIS BARATO do que a nossa viagem original!
Vai entender.
Então a nossa estratégia agora é: se ela não passar as informações que a gente quer dentro de 6 horas, cancelamos e optamos pelo novo pacote.
E ela que se vire pra arrumar a bagunça.
O mais engraçado é que, enquanto eu amaldiçoava a moça, o Leo recebeu um e-mail da mesma agência de turismo oferecendo um pacote de Ano-Novo na Disney MAIS BARATO do que a nossa viagem original!
Vai entender.
Então a nossa estratégia agora é: se ela não passar as informações que a gente quer dentro de 6 horas, cancelamos e optamos pelo novo pacote.
E ela que se vire pra arrumar a bagunça.
1.11.05
O Caso da Viagem Natimorta
Como você sabem, a gente ia viajar em setembro; saiu a autorização do concurso, desistimos; o edital estava demorando demais; marcamos pra dezembro e pagamos; na segunda-feira da semana seguinte, saiu o edital, marcando a prova bem para o meio da viagem.
Tudo indica que essa viagem está fadada à destruição, mas eu não desisto. Investiguei com a agente de viagens se dava para a gente passar o Ano-Novo lá. Aí daria pra ver as decorações de Natal (por dois dias!, mas tudo bem) e não dizer que a gente não viajou durante o ano de 2005.
Resposta: sim, dá – e estas são as novas e extorsivas tarifas de hospedagem: 300 dólares A MAIS pra ficar no hotel simplesinho; 600 dólares A MAIS para continuar no hotel da Disney. Por cabeça! Isso porque virada de ano é altíssima temporada. E em alguns hotéis é assim: se você entra no último dia da alta temporada, azar o seu: você paga a tarifa de alta temporada até o final da estadia, ainda que quase toda ela seja na baixa.
Mas a agente de viagens não contava com minha astúcia: pedi para ela calcular quanto fica para a gente passar a noite dos dias 30 e 31 no hotel mais barato que ela tiver (e por barato, entenda-se 40 dólares a diária. Pelo quarto!); e, no dia 1º de janeiro, que já é “value season”, nos mudarmos para o hotel da Disney!
Se bobear, ela vai até ter que devolver dinheiro.
O que o Leo diz que não vai acontecer nem se o inferno congelar.
Tudo indica que essa viagem está fadada à destruição, mas eu não desisto. Investiguei com a agente de viagens se dava para a gente passar o Ano-Novo lá. Aí daria pra ver as decorações de Natal (por dois dias!, mas tudo bem) e não dizer que a gente não viajou durante o ano de 2005.
Resposta: sim, dá – e estas são as novas e extorsivas tarifas de hospedagem: 300 dólares A MAIS pra ficar no hotel simplesinho; 600 dólares A MAIS para continuar no hotel da Disney. Por cabeça! Isso porque virada de ano é altíssima temporada. E em alguns hotéis é assim: se você entra no último dia da alta temporada, azar o seu: você paga a tarifa de alta temporada até o final da estadia, ainda que quase toda ela seja na baixa.
Mas a agente de viagens não contava com minha astúcia: pedi para ela calcular quanto fica para a gente passar a noite dos dias 30 e 31 no hotel mais barato que ela tiver (e por barato, entenda-se 40 dólares a diária. Pelo quarto!); e, no dia 1º de janeiro, que já é “value season”, nos mudarmos para o hotel da Disney!
Se bobear, ela vai até ter que devolver dinheiro.
O que o Leo diz que não vai acontecer nem se o inferno congelar.
30.10.05
O Caso da Foto
Já que pediram, aí vai! É uma foto tirada por um fotógrafo profissional da Capricho, quando me entrevistaram a respeito dos nossos 10 (isso mesmo, 10!) anos de namoro.A entrevista foi megapicareta, feita pelo telefone em 10 minutos. Mas o fotógrafo apareceu mesmo e tiramos um bocado de fotos digitais (que depois ele me passou em um cd).
Pronto, agora quem ainda não nos conhecia passou a conhecer!
28.10.05
O Caso dos Correios
Hoje fui colocar 5 kg de originais no correio para participar de um concurso literário. É claro que eu imaginava que teria que pagar uns 100 reais pela brincadeira. Qual não foi minha supresa ao descobrir que o preço foi 13,70! O mais caro foi a bonita caixa Sedex que eu tive que comprar: 5,50. Ou seja, no final das contas, por menos de 20 reais meus manuscritos (maneira de dizer - é claro que estavam impressos) chegarão amanhã de manhã a seu destino em Belo Horizonte.
O concurso se auto-intitula de literatura brasileira, e eu estou mandando um romance água-com-áçucar passado na Inglaterra no início do século XIX. Deixa eu explicar a lógica da coisa: um dos patrocinadores do concurso é a editora Record, e com certeza vai ter um representantes deles entre os jurados. Como no ano passado teve só 305 inscritos, é muito provável que esse representante leia meu livro. E pense: bem, não é um representante ilustre da literatura brasileira, mas bem que a gente podia publicá-lo na nossa linha de romances água-com-açúcar e ganhar uns tostões.
O concurso se auto-intitula de literatura brasileira, e eu estou mandando um romance água-com-áçucar passado na Inglaterra no início do século XIX. Deixa eu explicar a lógica da coisa: um dos patrocinadores do concurso é a editora Record, e com certeza vai ter um representantes deles entre os jurados. Como no ano passado teve só 305 inscritos, é muito provável que esse representante leia meu livro. E pense: bem, não é um representante ilustre da literatura brasileira, mas bem que a gente podia publicá-lo na nossa linha de romances água-com-açúcar e ganhar uns tostões.
27.10.05
O Caso da Tristeza Infinita
Enfim. Como eu nunca iria me perdoar se não fizesse o concurso, tentei mudar a viagem para depois. Tivemos a idéia ótima de viajar um pouco antes do Ano-Novo, enfrentar dois dias lotados e aproveitar uma semana tranqüila em janeiro.
Entrei em contato com a minha agente de viagens, e ela me informou que teríamos que pagar 600 dólares a mais para ficarmos mesmo hotel, e 300 para ficar num outro sem graça. Por cabeça. Isso porque a virada do ano é altíssima temporada.
O que fazer? Desistimos.
Estamos de volta à estaca zero.
Duzentos dólares mais pobres.
Entrei em contato com a minha agente de viagens, e ela me informou que teríamos que pagar 600 dólares a mais para ficarmos mesmo hotel, e 300 para ficar num outro sem graça. Por cabeça. Isso porque a virada do ano é altíssima temporada.
O que fazer? Desistimos.
Estamos de volta à estaca zero.
Duzentos dólares mais pobres.
26.10.05
O Caso dos Donos do Blogue
Como já disse um leitor em um comment, o nome “Lud&Leo” deste blogue está virando a maior fachada, porque o Leo nunca escreve. Desse jeito, o pessoal vai achar que matei o Leo para ficar com a herança e faço umas referências a ele neste blogue só para disfarçar.
É verdade que o Leo visita o blogue com bastante freqüência (provavelmente para checar o que eu ando falando dele), mas, como ele é um dos donos, nunca coloca comments. Então, vocês vêem que nessa eu saí duplamente perdendo: não tenho mais um colocador de comments, e também não tenho um parceiro de posts.
É verdade que o Leo visita o blogue com bastante freqüência (provavelmente para checar o que eu ando falando dele), mas, como ele é um dos donos, nunca coloca comments. Então, vocês vêem que nessa eu saí duplamente perdendo: não tenho mais um colocador de comments, e também não tenho um parceiro de posts.
25.10.05
O Caso dos Exercícios Aeróbicos
Tentei que tentei manter os tais odiosos exercícios aeróbicos na minha ficha de ginástica, mas não rolou. Ainda mais agora, com o calor chegando a Fabriciano a todo vapor (literalmente!).
Cortei fora os 20 minutos de esteira e os 20 de bicicleta e, magicamente, a academia se tornou muito mais agradável. O tempo que eu gastava nela foi drasticamente reduzido.
A grande vantagem desse novo método é que, como gasto menos tempo, estou indo religiosamente à academia três vezes por semana. E faço uns aeróbicos por fora, quando dá.
Então, somando o fato de que estou tão ansiosa com a viagem (or lack thereof) que de vez em quando esqueço de comer, o resultado é que o projeto corpinho de atrizita está indo muito bem, obrigada.
Cortei fora os 20 minutos de esteira e os 20 de bicicleta e, magicamente, a academia se tornou muito mais agradável. O tempo que eu gastava nela foi drasticamente reduzido.
A grande vantagem desse novo método é que, como gasto menos tempo, estou indo religiosamente à academia três vezes por semana. E faço uns aeróbicos por fora, quando dá.
Então, somando o fato de que estou tão ansiosa com a viagem (or lack thereof) que de vez em quando esqueço de comer, o resultado é que o projeto corpinho de atrizita está indo muito bem, obrigada.
24.10.05
O Caso das Datas Desastrosas
Essas coisas só acontecem comigo: planejamos a viagem do ano para setembro. Na sexta-feira véspera do dia de pagar, sai a autorização do concurso. Desistimos de viajar nessa data.
E ficamos esperando o edital. E esperando. E esperando.
E nada do edital sair. Aí resolvemos fechar e pagar, porque os lugares no vôo estão acabando.
Isso foi na quarta-feira. Na segunda-feira seguinte, o que acontece? Sai o edital! E a prova está marcada... adivinhem! Para o MEIO da viagem. Não dá nem pra puxar daqui ou empurrar de lá.
Resultado: vamos ter que cancelar (=150 dólares de multa por cabeça) ou modificar as datas (=150 dólares de multa por cabeça).
Ninguém merece!
E ficamos esperando o edital. E esperando. E esperando.
E nada do edital sair. Aí resolvemos fechar e pagar, porque os lugares no vôo estão acabando.
Isso foi na quarta-feira. Na segunda-feira seguinte, o que acontece? Sai o edital! E a prova está marcada... adivinhem! Para o MEIO da viagem. Não dá nem pra puxar daqui ou empurrar de lá.
Resultado: vamos ter que cancelar (=150 dólares de multa por cabeça) ou modificar as datas (=150 dólares de multa por cabeça).
Ninguém merece!
21.10.05
O Caso do Cabelo II
Estou felicíssima: meu cabelo parou de cair. Não tem nenhum fio no travesseiro quando eu acordo e, quando eu me penteio, ficam só uns 3 ou 4.
Tomei quase 3 meses de suplemento de ferro, a tal ferritina, que tinha gosto de chocolate, aroma de baunilha e grudava nos dentes, e fiz abstinência alcoólica (forçada) durante o processo. E não é que funcionou? Meus fios estão firmemente presos à minha cabeça.
Fui no dermatologista semana passada e agora ele quer que eu aplique, durante o mínimo de um mês, um remédio tópico 3 vezes ao dia.
Na hora não liguei muito, mas depois de ler a bula do tal remédio, a ficha caiu: um mês?!? Três vezes por dia?!? Sem falar que o diabo do remédio custa 80 reais. Se eu tiver que usá-lo por mais de um mês, vou falir.
Vou ligar para ele e tentar convencê-lo que minhas melenas estão em ótimo estado e esse novo remédio é pura perda de tempo. E o remédio, que já foi comprado (longa história – dermatologista diferente), fica para a próxima vítima de ameaça de calvície na família.
Tomei quase 3 meses de suplemento de ferro, a tal ferritina, que tinha gosto de chocolate, aroma de baunilha e grudava nos dentes, e fiz abstinência alcoólica (forçada) durante o processo. E não é que funcionou? Meus fios estão firmemente presos à minha cabeça.
Fui no dermatologista semana passada e agora ele quer que eu aplique, durante o mínimo de um mês, um remédio tópico 3 vezes ao dia.
Na hora não liguei muito, mas depois de ler a bula do tal remédio, a ficha caiu: um mês?!? Três vezes por dia?!? Sem falar que o diabo do remédio custa 80 reais. Se eu tiver que usá-lo por mais de um mês, vou falir.
Vou ligar para ele e tentar convencê-lo que minhas melenas estão em ótimo estado e esse novo remédio é pura perda de tempo. E o remédio, que já foi comprado (longa história – dermatologista diferente), fica para a próxima vítima de ameaça de calvície na família.
20.10.05
O Caso da Viagem 2005
Estamos com a viagem do ano marcada para dezembro, mas o Leo acha que eu não chego viva lá. Explico: fico grudada na internet durante todo o meu tempo livre (e o não-livre também!) descobrindo idéias, descontos e segredos sobre o nosso destino.
Vou dormir todo dia tarde por conta disso. Quando vou para a cama, gasto um bom tempo pensando no assunto antes de dormir. E quando durmo, sonho com a viagem!
Tenho um arquivo de dicas que se pretendia mínimo, e ele já está com 30 páginas. Vou ter que fazer um arquivo de dicas do arquivo de dicas! Já sei converter Fahrenheit pra Celsius de cabeça (tira 32, multiplica por 5/9). Cotação do dólar? Eu sei comercial e turismo, compra e venda. Lugar no vôo? Descobri um site que tem as plantas de todas os aviões, com os assentos recomendados. Mala? Está montada na minha cabeça.
Fica até parece que eu nunca viajei, mas é que essa viagem é a primeira que eu vou fazer sem dinheiros contados e sem ter que dar satisfações à família! Sim, teve a lua-de-mel, mas a licença-matrimônio é de poucos dias e eu estava mais preocupada com o casamento. Dessa vez, posso levar meus delírios de planejamento à décima potência! Ainda mais com a assessoria do Leo, que é a bússola humana.
PS: Dani, estamos querendo ir te visitar na sexta. Rola?
Vou dormir todo dia tarde por conta disso. Quando vou para a cama, gasto um bom tempo pensando no assunto antes de dormir. E quando durmo, sonho com a viagem!
Tenho um arquivo de dicas que se pretendia mínimo, e ele já está com 30 páginas. Vou ter que fazer um arquivo de dicas do arquivo de dicas! Já sei converter Fahrenheit pra Celsius de cabeça (tira 32, multiplica por 5/9). Cotação do dólar? Eu sei comercial e turismo, compra e venda. Lugar no vôo? Descobri um site que tem as plantas de todas os aviões, com os assentos recomendados. Mala? Está montada na minha cabeça.
Fica até parece que eu nunca viajei, mas é que essa viagem é a primeira que eu vou fazer sem dinheiros contados e sem ter que dar satisfações à família! Sim, teve a lua-de-mel, mas a licença-matrimônio é de poucos dias e eu estava mais preocupada com o casamento. Dessa vez, posso levar meus delírios de planejamento à décima potência! Ainda mais com a assessoria do Leo, que é a bússola humana.
PS: Dani, estamos querendo ir te visitar na sexta. Rola?
19.10.05
O Caso dos Superpoderes
Eu e o Leo andamos pensando que, se fôssemos super-heróis, seríamos super-heróis bastante peculiares. O meu superpoder principal é dormir em qualquer lugar, a qualquer hora. Difícil imaginar aplicações práticas, mas e o superpoder do Chefe Apache, que era ficar gigantesco? É a mesma porcaria.
Meu poder secundário seria a capacidade de consumir grandes quantidades de chocolate (muito útil quando fôssemos presos em uma jaula do material) e soletrar palavras com perfeição, além de fazer contas de cabeça (pouco sucesso aqui, mas nos Estados Unidos, onde os alunos do 2º grau são obrigados a usar calculadoras, eu seria um estouro).
Já o superpoder do Leo é se localizar e encontrar qualquer lugar, a qualquer hora. Ele também faz sanduíches capazes de amolecer o mais empedernido vilão, e domina todos os jogos de salão em presente existência.
Ainda não decidimos quais serão os nossos nomes de super-heróis.
Nem se usaremos nossos poderes para o bem.
Meu poder secundário seria a capacidade de consumir grandes quantidades de chocolate (muito útil quando fôssemos presos em uma jaula do material) e soletrar palavras com perfeição, além de fazer contas de cabeça (pouco sucesso aqui, mas nos Estados Unidos, onde os alunos do 2º grau são obrigados a usar calculadoras, eu seria um estouro).
Já o superpoder do Leo é se localizar e encontrar qualquer lugar, a qualquer hora. Ele também faz sanduíches capazes de amolecer o mais empedernido vilão, e domina todos os jogos de salão em presente existência.
Ainda não decidimos quais serão os nossos nomes de super-heróis.
Nem se usaremos nossos poderes para o bem.
18.10.05
O Caso da Fome
Não importa o quanto eu capriche no café-da-manhã: quando chegam as 11 horas, já estou morrendo de fome.
Sim, eu sei que eu deveria trazer um lanchinho, mas volta e meia eu esqueço. E quando trago, prefiro guardá-lo para a tarde, o que, pensando bem, é uma grande bobagem, porque a tarde vem depois de uma refeição mais reforçada, que é o almoço.
Se bem que, almoçando no Pizzarita, acho tudo tão ruim que acabo comendo pouquíssimo.
Em suma: passo fome sempre.
Aí vou pra casa e me encho de chocolates.
Falando em chocolates, aí vai uma idéia para quem está querendo largar: a megasuperoverdose de chocolate. Você ingere a combinação abaixo e fica pelo menos três dias sem querer ver doce pela frente.
Taça “Sugar High”:
Ingredientes:
- sorvete de sua preferência (mas prefira chocolate ou flocos, pra ficar no tema);
- calda quente de capuccino (é uma invenção minha composta puramente de pó de capuccinho, nescau e açúcar);
- bailey’s.
Como diria Machado de Assis, cousa finíssima.
Sim, eu sei que eu deveria trazer um lanchinho, mas volta e meia eu esqueço. E quando trago, prefiro guardá-lo para a tarde, o que, pensando bem, é uma grande bobagem, porque a tarde vem depois de uma refeição mais reforçada, que é o almoço.
Se bem que, almoçando no Pizzarita, acho tudo tão ruim que acabo comendo pouquíssimo.
Em suma: passo fome sempre.
Aí vou pra casa e me encho de chocolates.
Falando em chocolates, aí vai uma idéia para quem está querendo largar: a megasuperoverdose de chocolate. Você ingere a combinação abaixo e fica pelo menos três dias sem querer ver doce pela frente.
Taça “Sugar High”:
Ingredientes:
- sorvete de sua preferência (mas prefira chocolate ou flocos, pra ficar no tema);
- calda quente de capuccino (é uma invenção minha composta puramente de pó de capuccinho, nescau e açúcar);
- bailey’s.
Como diria Machado de Assis, cousa finíssima.
17.10.05
O Caso das Posses
Segundo o meu signo astrológico, eu sou uma pessoa muito ligada às posses materiais. Eu até que concordava, mas andei pensando no assunto e concluí que não sou, não. Eu não tenho casa própria, não tenho carro (o Leo é que tem!) e desde a semana passada também não tenho celular. E tudo bem.
Por outro lado, tenho um emprego que paga bem, e que garante que eu não vou ficar na rua se eu for despejada, nem passar fome. Talvez as posses materiais sejam muito importantes para quem não tenha emprego. Ou para quem tenha, mas corra o risco de ser despedido a qualquer instante.
Como esse não é o meu caso, posso andar pela vida leve, livre e solta, sem carregar nas costas a responsabilidade da posse e da propriedade dos bens materiais.
Mas a minha internet a cabo ninguém tasca!
Por outro lado, tenho um emprego que paga bem, e que garante que eu não vou ficar na rua se eu for despejada, nem passar fome. Talvez as posses materiais sejam muito importantes para quem não tenha emprego. Ou para quem tenha, mas corra o risco de ser despedido a qualquer instante.
Como esse não é o meu caso, posso andar pela vida leve, livre e solta, sem carregar nas costas a responsabilidade da posse e da propriedade dos bens materiais.
Mas a minha internet a cabo ninguém tasca!
14.10.05
O Caso do Atendimento
Ontem trabalhei com o público e foi um sucesso. Apareceram só pessoas boazinhas – fora um contador mala que não sabia nem a diferença entre ano de exercício e ano-calendário. Talvez você, caro leitor, também não saiba, mas você não é um contador!
Tentei reprimir os excessos do Disney training. Não sorri demais, não usei um chapéu de pelúcia e nem cantarolei “Have a magical day!” na despedida. Funcionou – pelo jeito, o povo me levou a sério. Mas a melhor parte foi que no fim do dia todo mundo sumiu e eu pude ir embora mais cedo.
Hoje volto pra lá à tarde, mas na semana que vem vou ficar em regime de sobreaviso. Eu podia até pedir para me transferirem permanentemente, só que com o atendimento ao público não consigo 3 anos de atividade jurídica para fazer concursos maiores & melhores!
Mas se você quer arrumar amigos, fazer uns contatos, atendimento ao público é o que há.
Tentei reprimir os excessos do Disney training. Não sorri demais, não usei um chapéu de pelúcia e nem cantarolei “Have a magical day!” na despedida. Funcionou – pelo jeito, o povo me levou a sério. Mas a melhor parte foi que no fim do dia todo mundo sumiu e eu pude ir embora mais cedo.
Hoje volto pra lá à tarde, mas na semana que vem vou ficar em regime de sobreaviso. Eu podia até pedir para me transferirem permanentemente, só que com o atendimento ao público não consigo 3 anos de atividade jurídica para fazer concursos maiores & melhores!
Mas se você quer arrumar amigos, fazer uns contatos, atendimento ao público é o que há.
13.10.05
O Caso da Esteira
Fiquei 10 dias de férias e tive muitas idéias bizarras – entre elas, a de comprar uma esteira. Já estou cansada da minha bicicleta ergométrica e ela está meio detonada – pra vocês terem uma idéia, um dos lados da base dela rachou na mudança e eu tenho que botar um toquinho de madeira bem nesse lugar pra ela ficar equilibrada. Além disso, caminhar tem uma vantagem sobre pedalar: você sustenta o peso do próprio corpo, o que fortalece os ossos, evitando uma futura e longínqua osteoporose (pouco provável, porque eu bebo leite adoidado, mas de qualquer maneira...).
Fiquem sabendo que uma esteira é uma coisa cara! Custa de 3 a 4 vezes mais que uma bicicleta ergométrica. Mas tudo bem, eu estava decidida, até que descobri que ela não ia caber na minha casa. Quebrei a cabeça, tentei várias posições, mas não deu.
Os dois ou três vendedores que eu atormentei por telefone o dia todo ficaram decepcionados.
Fiquem sabendo que uma esteira é uma coisa cara! Custa de 3 a 4 vezes mais que uma bicicleta ergométrica. Mas tudo bem, eu estava decidida, até que descobri que ela não ia caber na minha casa. Quebrei a cabeça, tentei várias posições, mas não deu.
Os dois ou três vendedores que eu atormentei por telefone o dia todo ficaram decepcionados.
11.10.05
O Caso da Volta ao Trabalho
Ontem fiquei tão ocupada voltando ao trabalho, fazendo treinamento em outra seção e fechando a viagem de fim-de-ano, que nem deu tempo de postar no blogue. Prometo me redimir e fazer um grande post-resposta para todos os comentários que têm aparecido por aqui amanhã.
Enquanto isso, vou contando que estou aprendendo coisas novas. Vou ficar por dois dias num esquema de atendimento ao público. Confesso que hesitei quando me “convidaram”, mas aí me lembrei de que trabalhei na Disney vendendo souvenirs para uma galera de países variados, falando em inglês, entendo sotaques bizarros em inglês e pior, contando em inglês, e que foi tudo muito bem. Ou seja: vai ser moleza.
É claro que o povo da Disney estava bem-humorado e contente por estar “in the happiest place in the world” e aqui só vai aparecer gente reclamando e com problema. Mas vou usar meu Disney training neles, sorrindo radiantemente e oferecendo “bags or boxes” e...
Bem, talvez não seja o caso.
Enquanto isso, vou contando que estou aprendendo coisas novas. Vou ficar por dois dias num esquema de atendimento ao público. Confesso que hesitei quando me “convidaram”, mas aí me lembrei de que trabalhei na Disney vendendo souvenirs para uma galera de países variados, falando em inglês, entendo sotaques bizarros em inglês e pior, contando em inglês, e que foi tudo muito bem. Ou seja: vai ser moleza.
É claro que o povo da Disney estava bem-humorado e contente por estar “in the happiest place in the world” e aqui só vai aparecer gente reclamando e com problema. Mas vou usar meu Disney training neles, sorrindo radiantemente e oferecendo “bags or boxes” e...
Bem, talvez não seja o caso.
7.10.05
O Caso da Corrida
Eu e o Leo descobrimos mais um seriado legal: "The Amazing Race" (A Corrida Fantástica). A idéia é que vários times formados por 2 pessoas disputam quem chega primeiro ao final, sendo que a pista de corrida é... o mundo! Estamos vendo a sexta temporada. Os participantes saíram dos Estados Unidos para a Islândia, deram uma passada na Noruega, foram para Senegal e agora estão na Alemanha. Eles têm que completar provas, descobrir as próximas paradas por meio de pistas, e dirigir, voar e navegar param alcançarem seus destinos!
Finalmente, descobrimos um reality show que não é ridículo, nem humilhante. Em suma: um reality show do qual gostaríamos de participar.
Achamos que faríamos um bom time, porque o Leo é uma bússola humana e eu sou boa para me comunicar (vide verbete "O Portuñol e a Lua-de-Mel"). Além disso, nós gostamos um do outro, ao contrário de alguns dos participantes bizarros, que gritam, reclamam, resmungam e dão empurrões nos parceiros.
Depois de alguns capítulos, contudo, decidimos que não ir rolar: o povo vive pegando avião pra chegar nos países, e como eu enjôo muito, ia ficar o programa inteiro dopada de Dramin; e volta e meia a galera tem que correr para chegar aos pontos finais, e isso o Leo dispensa.
Finalmente, descobrimos um reality show que não é ridículo, nem humilhante. Em suma: um reality show do qual gostaríamos de participar.
Achamos que faríamos um bom time, porque o Leo é uma bússola humana e eu sou boa para me comunicar (vide verbete "O Portuñol e a Lua-de-Mel"). Além disso, nós gostamos um do outro, ao contrário de alguns dos participantes bizarros, que gritam, reclamam, resmungam e dão empurrões nos parceiros.
Depois de alguns capítulos, contudo, decidimos que não ir rolar: o povo vive pegando avião pra chegar nos países, e como eu enjôo muito, ia ficar o programa inteiro dopada de Dramin; e volta e meia a galera tem que correr para chegar aos pontos finais, e isso o Leo dispensa.
6.10.05
O Caso das Atrizitas
Estou adquirindo um recém-descoberto respeito pelas atrizitas malhadas. A verdade é que ser magra não é difícil, mas ser secca como a Débora – sem uma única célula de gordura no quadril ou debaixo do umbigo – aí, meus amigos, já é uma outra história.
Estou desconfiada que, para se ter um corpo de atrizita malhada, é necessário alimentar-se como uma delas. I. e., duas folhas de alface, dez copos de água mineral Evian e uma colher de azeite, que é a gordura saudável. O negócio é que as atrizitas malhadas literalmente vivem de seus corpinhos, ganhando gordos cachês para mostrar seus membros magros na tevê e nas revistas. E eu, o que ganho com isso? Nada, a não ser a satisfação de saber que possuo uma barriga chapada - sendo que não posso exibi-la no trabalho (é uma repartição pública!), nem na rua (eu vou fazer 30 anos e tenho noção!). O grande beneficiário da barriga chapada seria o Leo, mas ele já acha que eu sou perfeita assim como estou, então...
O bom-senso comanda que eu me contente com meu corpinho mezo-sarado atual. Mas o bom-senso não lê a revista Boa Forma.
Estou desconfiada que, para se ter um corpo de atrizita malhada, é necessário alimentar-se como uma delas. I. e., duas folhas de alface, dez copos de água mineral Evian e uma colher de azeite, que é a gordura saudável. O negócio é que as atrizitas malhadas literalmente vivem de seus corpinhos, ganhando gordos cachês para mostrar seus membros magros na tevê e nas revistas. E eu, o que ganho com isso? Nada, a não ser a satisfação de saber que possuo uma barriga chapada - sendo que não posso exibi-la no trabalho (é uma repartição pública!), nem na rua (eu vou fazer 30 anos e tenho noção!). O grande beneficiário da barriga chapada seria o Leo, mas ele já acha que eu sou perfeita assim como estou, então...
O bom-senso comanda que eu me contente com meu corpinho mezo-sarado atual. Mas o bom-senso não lê a revista Boa Forma.
5.10.05
O Caso da... Academia
Acho que vou mudar o nome desse blogue de "Lud&Leo" para "Lud&a academia", porque estou achando que eu uso a maior parte dos posts para choramingar a respeito dela. Também posso abrir uma comunidade no Orkut chamada "Odeio academia... mas vou assim mesmo ". Talvez ela faça sucesso.
Consultei minha agenda e descobri que entrei na academia no dia 10 de maio. Comecei mesmo no dia 19, porque nesse intervalo fui a BH tirar passaporte, mas se considerarmos o dia 10 como emblemático (até porque é nele que eu pago a mensalidade), veremos que vou completar 5 meses de academia em outubro.
5 meses! 5 meses! Aos trancos e barrancos, com férias ocasionais de 2 semanas no início de setembro e um média provável de 2 vezes por semana ao invés de 3, mas ainda assim - 5 meses!
Estou pasma com minha própria persistência.
A verdade é que eu tentei emendar essas 2 semanas com outras 2 e dizer pro povo da academia que eu estava de férias do trabalho (eles deixam você ficar um mês sem pagar e sem ir, nesse caso), mas não colou. Disseram que eu tinha que avisar antes do vencimento.
A idéia era emendar as "férias" com um "adeus", mas já que vou ter que pagar esse mês mesmo, decidi ir lá todos os dias que me restam. Sendo assim, acho que vou continuar por lá até um casamento de família no começo de novembro, porque afinal de contas eu quero estar linda no meu vestido amarelo-ouro. E então, como devo viajar no início de dezembro, porque não ficar mais um mesinho? Aí tem o meu aniversário de 30 anos em abril, e é claro que eu tenho que estar em forma para essa data tão importante... E depois é que eu não posso largar mesmo, porque depois dos 30 anos o metabolismo da mulher vai só ladeira abaixo.
Estou perdida.
Consultei minha agenda e descobri que entrei na academia no dia 10 de maio. Comecei mesmo no dia 19, porque nesse intervalo fui a BH tirar passaporte, mas se considerarmos o dia 10 como emblemático (até porque é nele que eu pago a mensalidade), veremos que vou completar 5 meses de academia em outubro.
5 meses! 5 meses! Aos trancos e barrancos, com férias ocasionais de 2 semanas no início de setembro e um média provável de 2 vezes por semana ao invés de 3, mas ainda assim - 5 meses!
Estou pasma com minha própria persistência.
A verdade é que eu tentei emendar essas 2 semanas com outras 2 e dizer pro povo da academia que eu estava de férias do trabalho (eles deixam você ficar um mês sem pagar e sem ir, nesse caso), mas não colou. Disseram que eu tinha que avisar antes do vencimento.
A idéia era emendar as "férias" com um "adeus", mas já que vou ter que pagar esse mês mesmo, decidi ir lá todos os dias que me restam. Sendo assim, acho que vou continuar por lá até um casamento de família no começo de novembro, porque afinal de contas eu quero estar linda no meu vestido amarelo-ouro. E então, como devo viajar no início de dezembro, porque não ficar mais um mesinho? Aí tem o meu aniversário de 30 anos em abril, e é claro que eu tenho que estar em forma para essa data tão importante... E depois é que eu não posso largar mesmo, porque depois dos 30 anos o metabolismo da mulher vai só ladeira abaixo.
Estou perdida.
4.10.05
O Caso das Caras
Ando lendo muitas revistas Caras (culpa da academia) e estou pasma com as caras que vejo por lá. É incrível a quantidade de pobres mulheres de mais de 50 anos tão esticadas, botocadas e siliconadas que se tornam praticamente irreconhecíveis. O pior é que - será que elas não percebem? - é que elas NÃO estão mais bonitas do que eram antes dos procedimentos cirúrgicos!
Longe de mim dizer que as pessoas não devem buscar uma aparência jovem e saudável. Mas há limites, não é verdade? E há o ridículo.
Sinceramente, esse povo está numa situação perdedora. Elas não são mais atraentes do que as mulheres que são 30 anos mais novas e vão à academia desde que nasceram. E também não têm mais dignidade do que as mulheres que sabem que os anos chegaram.
Tem consciência de que a vida é um ciclo inclui desconfiar que um vestido justo, decotado e brilhante NÃO é adequado para uma mulher de 60 anos, não importa quão conservada ela seja (a não ser que ela seja a Vera Fisher e, mesmo assim, há divergências). E que sapatos forrados da mesma cor do tecido, quando o tecido é azul-bebê ou rosa-pastel, é sempre uma péssima idéia.
Tudo isso não quer dizer que EU pretendo me conformar placidamente com a passagem dos anos. Mas quer dizer que protetor solar, ginástica e uns cremezinhos já está bom demais.
Longe de mim dizer que as pessoas não devem buscar uma aparência jovem e saudável. Mas há limites, não é verdade? E há o ridículo.
Sinceramente, esse povo está numa situação perdedora. Elas não são mais atraentes do que as mulheres que são 30 anos mais novas e vão à academia desde que nasceram. E também não têm mais dignidade do que as mulheres que sabem que os anos chegaram.
Tem consciência de que a vida é um ciclo inclui desconfiar que um vestido justo, decotado e brilhante NÃO é adequado para uma mulher de 60 anos, não importa quão conservada ela seja (a não ser que ela seja a Vera Fisher e, mesmo assim, há divergências). E que sapatos forrados da mesma cor do tecido, quando o tecido é azul-bebê ou rosa-pastel, é sempre uma péssima idéia.
Tudo isso não quer dizer que EU pretendo me conformar placidamente com a passagem dos anos. Mas quer dizer que protetor solar, ginástica e uns cremezinhos já está bom demais.
3.10.05
O Caso dos Planos de Viagem
Eu e o Leo queríamos ir para Nova York em setembro, mas justamente na sexta-feira anterior ao sábado em que íamos fechar a viagem, saiu a autorização do concurso que eu queria fazer.
Cancelamos a viagem, remarcamos as férias, trocamos Washington pela Disney e decidimos viajar antes do Natal.
Só que o edital do concurso não sai. Tenho certeza que assim que eu pagar muitos dólares pela viagem ele vai ser publicado, marcando o dia da prova. Então fico esperando, esperando...
Eis que hoje liguei para uma agência de viagens e eles me avisaram que é necessário decidir logo, porque já está difícil conseguir passagem. Pra completar, se realmente o pior acontecer, é dificílimo mudar a data da viagem: custa 150 dólares pra remarcar o avião e os hotéis geralmente não devolvem o dinheiro, porque é alta temporada.
Em suma: estamos ferrados.
Cancelamos a viagem, remarcamos as férias, trocamos Washington pela Disney e decidimos viajar antes do Natal.
Só que o edital do concurso não sai. Tenho certeza que assim que eu pagar muitos dólares pela viagem ele vai ser publicado, marcando o dia da prova. Então fico esperando, esperando...
Eis que hoje liguei para uma agência de viagens e eles me avisaram que é necessário decidir logo, porque já está difícil conseguir passagem. Pra completar, se realmente o pior acontecer, é dificílimo mudar a data da viagem: custa 150 dólares pra remarcar o avião e os hotéis geralmente não devolvem o dinheiro, porque é alta temporada.
Em suma: estamos ferrados.
1.10.05
O Caso do Casamento da Christina
Deixei para fazer este post depois que a noiva voltasse da lua-de-mel para que ela pudesse apreciá-lo, mas percebi que ela deixou um comment há poucos dias neste blogue, o que significa que:
- a lua-de-mel não começou imediatamente após a cerimônia;
- a lua-de-mel não está deixando minha amiga suficientemente ocupada.
Esperemos que seja a primeira opção.
* * *
Foi o melhor casamento a que eu e o Leo já fomos (tirando o nosso, é claro, mas ele não conta, porque não fomos a ele, nós o fomos). A noiva foi super-pontual, o padre falou durante 15 minutos (se tanto) e a maior parte disso foi a respeito de como os noivos se conheceram. Bênção das alianças, riqueza e pobreza, pode beijar a noiva e que deus vos acompanhe.
* * *
Na saída, fogos de artifício (muito romântico!). Um deles escapou e foi na direção da porta da igreja, o que gerou vários pulinhos e gritinhos.
Os noivos sobreviveram incólumes. O mesmo não pode se dizer do terreno baldio em frente da igreja, que pegou fogo.
* * *
A festa foi no Automóvel Clube e foi ótima. Finalmente conheci o bastião das festas de 15 anos da tradicional família mineira. O lugar é realmente lindo, bem início do século (passado), com elevador trabalhado em ferro e vitrais coloridos.
* * *
Eu e o Leo nos instalamos em um lugar fantástico com um sofá muito confortável e grande presença de garçons. Ele se divertiu muito dando notas para as convidadas (eu teria protestado, se tivesse conseguido parar de rir).
* * *
Em suma, um ótimo evento. Fico esperando o convite para ver as fotos da lua-de-mel e o álbum de casamento!
- a lua-de-mel não começou imediatamente após a cerimônia;
- a lua-de-mel não está deixando minha amiga suficientemente ocupada.
Esperemos que seja a primeira opção.
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Foi o melhor casamento a que eu e o Leo já fomos (tirando o nosso, é claro, mas ele não conta, porque não fomos a ele, nós o fomos). A noiva foi super-pontual, o padre falou durante 15 minutos (se tanto) e a maior parte disso foi a respeito de como os noivos se conheceram. Bênção das alianças, riqueza e pobreza, pode beijar a noiva e que deus vos acompanhe.
* * *
Na saída, fogos de artifício (muito romântico!). Um deles escapou e foi na direção da porta da igreja, o que gerou vários pulinhos e gritinhos.
Os noivos sobreviveram incólumes. O mesmo não pode se dizer do terreno baldio em frente da igreja, que pegou fogo.
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A festa foi no Automóvel Clube e foi ótima. Finalmente conheci o bastião das festas de 15 anos da tradicional família mineira. O lugar é realmente lindo, bem início do século (passado), com elevador trabalhado em ferro e vitrais coloridos.
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Eu e o Leo nos instalamos em um lugar fantástico com um sofá muito confortável e grande presença de garçons. Ele se divertiu muito dando notas para as convidadas (eu teria protestado, se tivesse conseguido parar de rir).
* * *
Em suma, um ótimo evento. Fico esperando o convite para ver as fotos da lua-de-mel e o álbum de casamento!
30.9.05
O Caso do Retorno
Ok, eu confesso: eu odeio academia. É chato, quente, doloroso, cansativo, irritante, repetitivo, demorado e desesperador.
Ontem eu voltei a ela, depois de apenas 2 semanas de folga, e hoje eu estou toda doendo. Meus músculos estão cheios de ácido láctico, e olha que nem deu tempo de fazer todos os aparelhos!
Como disse a minha irmã Isabela, manter-se em forma é como tentar subir uma escada rolante que está descendo: você luta contra a gravidade, contra a natureza, contra o bom-senso e, se bobear, volta à estaca zero em um instante.
Dá vontade de jogar a tolha, não dá?
Mas a verdade é que eu odeio mais gordurinhas localizadas do que odeio academia.
É triste ser mulher.
Ontem eu voltei a ela, depois de apenas 2 semanas de folga, e hoje eu estou toda doendo. Meus músculos estão cheios de ácido láctico, e olha que nem deu tempo de fazer todos os aparelhos!
Como disse a minha irmã Isabela, manter-se em forma é como tentar subir uma escada rolante que está descendo: você luta contra a gravidade, contra a natureza, contra o bom-senso e, se bobear, volta à estaca zero em um instante.
Dá vontade de jogar a tolha, não dá?
Mas a verdade é que eu odeio mais gordurinhas localizadas do que odeio academia.
É triste ser mulher.
29.9.05
O Caso dos Primeiros Dias de Férias
Ontem foi um ótimo primeiro dia de férias: fiz absolutamente nada. Dormi até tarde - li - dormi mais - tomei café-da-manhã que na verdade foi o almoço - li mais - naveguei na net - vi tevê - fiz bicicleta lendo revista - fui em um churrasco de aniversário de um amigo do Leo.
Hoje a coisa vai ser diferente: já dormi - li - comi chocolate - dormi mais. Agora vou ligar para a loja demoníaca que não entrega o meu tampo de mesa sem riscadinho; depois irei na academia, almoçarei de verdade com o Leo, emprestarei meu quimono para a Thaís ir numa festa a fantasia e começarei a escrever um livro para ganhar aquele prêmio de literatura.
Nada mal para o segundo dia de férias.
Hoje a coisa vai ser diferente: já dormi - li - comi chocolate - dormi mais. Agora vou ligar para a loja demoníaca que não entrega o meu tampo de mesa sem riscadinho; depois irei na academia, almoçarei de verdade com o Leo, emprestarei meu quimono para a Thaís ir numa festa a fantasia e começarei a escrever um livro para ganhar aquele prêmio de literatura.
Nada mal para o segundo dia de férias.
28.9.05
O Caso do Sucesso
Acabo de ler uma matéria na Glamour que diz que as mulheres americanas acham que a melhor definição de sucesso é um bom relacionamento amoroso. Em segundo lugar vêm os filhinhos (olá, Susanita!) e só em terceiro o aspecto profissional.
Isso provavelmente acontece porque os Estados Unidos são a terra das oportunidades. Volta e meia eu leio a notícia de uma pessoa que inventou os esmaltes pastéis e ficou milionária; alguém que criou um novo design de bolsa de mão e ficou milionária; outra que estava fazendo mestrado em Nutrição, foi a aulas de auto-maquiagem e virou uma maquiadora das estrelas milionárias.
Inveja? Nah.
Isso provavelmente acontece porque os Estados Unidos são a terra das oportunidades. Volta e meia eu leio a notícia de uma pessoa que inventou os esmaltes pastéis e ficou milionária; alguém que criou um novo design de bolsa de mão e ficou milionária; outra que estava fazendo mestrado em Nutrição, foi a aulas de auto-maquiagem e virou uma maquiadora das estrelas milionárias.
Inveja? Nah.
27.9.05
O Caso das Férias (Minhas)
Amanhã entrarei de férias! Estou animadíssima. É como se fossem minhas primeiras férias desde que comecei a trabalhar em março do ano passado. É verdade que teve a lua-de-mel, mas nela a gente mais cansa do que descansa :-). E 10 dias em maio, mas eu os usei para tirar passaporte, ficando horas e horas na fila da Polícia Federal e tendo que voltar lá para buscá-lo, então não valeu.
Já tenho uma programação completa de férias:
1) dormir;
2) escrever um livro para participar do concurso Record (a editora) de literatura brasileira;
3) escrever uma novela para participar do concurso Record (a emissora) de novelas brasileiras;
4) ir na academia todos os dias (para compensar as duas semanas que fiquei sem dar as caras);
5) estudar no livro do Alexandre de Moraes (Constitucional) atualizado que eu comprei. Já estou discordando dele a respeito do sigilo fiscal, mas vou persistir;
6) dormir.
Vamos ver se os 10 dias de férias vão ser suficientes para todas essas atividades.
Já tenho uma programação completa de férias:
1) dormir;
2) escrever um livro para participar do concurso Record (a editora) de literatura brasileira;
3) escrever uma novela para participar do concurso Record (a emissora) de novelas brasileiras;
4) ir na academia todos os dias (para compensar as duas semanas que fiquei sem dar as caras);
5) estudar no livro do Alexandre de Moraes (Constitucional) atualizado que eu comprei. Já estou discordando dele a respeito do sigilo fiscal, mas vou persistir;
6) dormir.
Vamos ver se os 10 dias de férias vão ser suficientes para todas essas atividades.
26.9.05
O Caso das Descobertas de Fim-de-Semana
- Há grande probabilidade de que fogos de artifício atirados de um terreno baldio ateiem fogo no próprio terreno;
- Meu suplemento de ferritina reage com caipirinhas, mas não com champanhe;
- A sonolência gerada por um Dramin inteiro dura umas 6 horas;
- Os novos Confetti com casquinha sabor fruta têm gosto de sabonete.
- Meu suplemento de ferritina reage com caipirinhas, mas não com champanhe;
- A sonolência gerada por um Dramin inteiro dura umas 6 horas;
- Os novos Confetti com casquinha sabor fruta têm gosto de sabonete.
23.9.05
O Caso dos Livros
Eu e minha irmã compramos quase 40 livros em inglês bem perto do meu aniversário, que é em abril. Eles chegaram no final de julho e... já terminei de ler todos!
Isso é muito triste. Uma das coisas que eu gostava nos livros em inglês é que eu demorava mais para lê-los do que os em português. Agora eu leio tão rápido quanto.
É verdade que as duas semanas sem academia (e os dois dias de greve) ajudaram. Acabou sobrando muito mais tempo para a diversão.
Agora eu tenho para ler a série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. São legais, mas megafinos. Comecei na quarta e já estou na metade do segundo. Isso porque eu e o Leo vimos filmes ontem e hoje. Ah, e aqui em casa tem também uma coleção épica do Stephen King, que parecia muito promissora, mas que até agora está sem pé nem cabeça. Bem que eu disse pro Leo comprar só o primeiro pra ver se ele gostava...
Isso é muito triste. Uma das coisas que eu gostava nos livros em inglês é que eu demorava mais para lê-los do que os em português. Agora eu leio tão rápido quanto.
É verdade que as duas semanas sem academia (e os dois dias de greve) ajudaram. Acabou sobrando muito mais tempo para a diversão.
Agora eu tenho para ler a série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. São legais, mas megafinos. Comecei na quarta e já estou na metade do segundo. Isso porque eu e o Leo vimos filmes ontem e hoje. Ah, e aqui em casa tem também uma coleção épica do Stephen King, que parecia muito promissora, mas que até agora está sem pé nem cabeça. Bem que eu disse pro Leo comprar só o primeiro pra ver se ele gostava...
22.9.05
O Caso da Temperatura
Ontem passei a noite enfrentando ondas de calor e de frio. Acho que meu termostato pessoal quebrou.
Estou muito nova para estar entrando na menopausa, mas aqui faz calor mesmo. E o frio, inexplicável?
Ou eu tive um leve ataque de malária, ou a roupa de cama tem poderes térmicos especiais.
E ela usa seus poderes para o mal.
Estou muito nova para estar entrando na menopausa, mas aqui faz calor mesmo. E o frio, inexplicável?
Ou eu tive um leve ataque de malária, ou a roupa de cama tem poderes térmicos especiais.
E ela usa seus poderes para o mal.
21.9.05
O Caso da Greve (que furou)
Vocês não vão acreditar, mas a greve, programada para durar até 1º de novembro – no mínimo – já acabou. Ou pelo menos acabou no lugar onde eu trabalho. Um resolveu ir trabalhar, o outro também, e quando se viu, babaus – tava o povo de volta à labuta.
Durou 1 dia e foi a greve mais ridícula que eu já vi na minha vida.
Uma coisa tá decidida: até acabar o estágio probatório, não me preocupo mais com greve. Não leio mais boletim, não vou a reunião, nada. É uma perda de tempo.
E não faço greve com essa turma nunca mais na vida.
Durou 1 dia e foi a greve mais ridícula que eu já vi na minha vida.
Uma coisa tá decidida: até acabar o estágio probatório, não me preocupo mais com greve. Não leio mais boletim, não vou a reunião, nada. É uma perda de tempo.
E não faço greve com essa turma nunca mais na vida.
20.9.05
O Caso da Greve (Fictícia)
O negócio é o seguinte: eu estou em greve, mas como sou muito paranóica, vou fingir que eu não estou, tá certo? Imagina se lá no futuro, se cortarem meu ponto e quiserem me exonerar, e eu alegar que faltei ao trabalho não por causa da greve, mas porque estava fazendo um retiro espiritual pós-freudiano interior, e no inquérito administrativo descobrirem meu blogue, e no meu blogue estiver escrito: Woo-hoo! Entrei em greve, galera!?
Pois é: não vai ser nada, nada bom.
Então o papo é esse: eu finjo que não estou de greve, e vocês fingem que acreditam.
Pois é: não vai ser nada, nada bom.
Então o papo é esse: eu finjo que não estou de greve, e vocês fingem que acreditam.
19.9.05
O Caso das Férias (dos outros)
Minha irmã viajadora ligou no fim-de-semana (e a cobrar!) pra dizer que já tinha chegado nos States e que estava tudo muito bem. Fora o fato de o vôo ter atrasado horrores: com todo mundo sentadinho em seus lugares, o comandante avisa que há um pequeno probleminha na aeronave. Ela e meu cunhado ficaram esperando uma hora até que decidissem que realmente não rolava de usar o avião, e que os passageiros tinham que descer e ser transferidos para outro. O legal é que mandaram a galera que ia embarcar no avião no qual instalaram minha irmã para o portão no qual estava o bichado.
A parte boa é que agora ela já conhece Nova York: passou por dois aeroportos por lá, e até foi levada de um para o outro. Mas ela disse que não deu pra ver nada, nem a Estátua da Liberdade, nem o Ground Zero. Só um campo de beisebol. Mas tá valendo: oficialmente, ela foi a Nova York antes de mim.
Perguntei se ela já tinha experimentado o achocolatado Hershey’s, que é um leite que vem na caixinha igual aos nossos aqui, só que temperado com Hershey’s. O negócio é até grossinho de tão cremoso, e deve ter umas 300 calorias por copo, mas é simplesmente fantástico. Existem outros achocolatados prontos por lá que são gostosinhos, mas nenhum chega aos pés do Hershey’s.
Minha boca encheu d’água só de pensar.
Ah, e ela disse que ainda não.
A parte boa é que agora ela já conhece Nova York: passou por dois aeroportos por lá, e até foi levada de um para o outro. Mas ela disse que não deu pra ver nada, nem a Estátua da Liberdade, nem o Ground Zero. Só um campo de beisebol. Mas tá valendo: oficialmente, ela foi a Nova York antes de mim.
Perguntei se ela já tinha experimentado o achocolatado Hershey’s, que é um leite que vem na caixinha igual aos nossos aqui, só que temperado com Hershey’s. O negócio é até grossinho de tão cremoso, e deve ter umas 300 calorias por copo, mas é simplesmente fantástico. Existem outros achocolatados prontos por lá que são gostosinhos, mas nenhum chega aos pés do Hershey’s.
Minha boca encheu d’água só de pensar.
Ah, e ela disse que ainda não.
16.9.05
O Caso das Férias
Ando felicíssima. Resolvi me dar férias da academia por uma semana. Não há coisa melhor do que chegar em casa depois do trabalho e saber que não tenho que colocar uma roupa coloridinha de ginástica e me arrastar até o lugar do sacrifício. Que posso me enrolar no meu quimono vermelho de pseudo-seda, deitar no sofá e assistir a vários capítulos de 24 Horas sem interrupção!
Estou realmente tentada a nunca mais voltar lá. Ou talvez, quem sabe, no inverno do ano que vem. Parece-me muito razoável: todo ano, eu dedico uma estação (a mais fria, porque aqui faz um calor danado e se academia pra mim já é um inferno, imaginem então com a temperatura equivalente) a ajeitar meu corpinho.
No resto do ano, eu me dedico a detoná-lo.
Estou realmente tentada a nunca mais voltar lá. Ou talvez, quem sabe, no inverno do ano que vem. Parece-me muito razoável: todo ano, eu dedico uma estação (a mais fria, porque aqui faz um calor danado e se academia pra mim já é um inferno, imaginem então com a temperatura equivalente) a ajeitar meu corpinho.
No resto do ano, eu me dedico a detoná-lo.
15.9.05
O Caso das Botas
Estou olhando melancolicamente para as minhas botas pretas e pensando se, talvez, quem sabe, seja hora de jogá-las fora. O salto está meio comido de um dos lados e o couro, bem, o couro já deixou sua primeira juventude. O problema é que sou muito afeiçoada a elas.
É verdade que eu já comprei outro par (na última loja em promoção que fui), mas estou querendo guardar esse outro para viagens. Acho que não há sapato melhor para viajar do que botas. Elas são confortáveis, quentinhas, protegem da chuva, da neve e do barro, e ainda te deixam razoavelmente elegante. Essas botas novas que eu comprei tem salto anabela, são forradas e um número maior do que o meu, o que permite que sejam usadas com meias grossas e, mesmo assim, não apertam em lugar nenhum. Ok, confesso que o número maior se deve ao fato de que era o único existente na loja, mas, se pensarmos bem, veremos que é uma boa idéia.
E ainda que não seja boa, sem dúvida é melhor do que comprar botas um número MENOR do que o meu, coisa que eu já fiz diversas vezes, por pura teimosia e espírito econômico. Uma delas era de salto baixo e eu consegui domar, mas a outra é de cano alto, salto alto (e fino) e toda vez que eu a uso eu me arrependo amargamente em pouquíssimo tempo.
Agora que eu sou uma profissional empregada, não faço mais esse tipo de economia ridícula. Mas não joguei fora a bota malvada ainda não.
Comprei meu primeiro par de botas nos idos anos 90. Eu fazia Direito, e estava passeando pela Avenida Afonso Pena, quando vi bonitas botinhas em (o que mais podia ser?) liquidação. Meu avô tinha acabado de me dar 20 reais de presente de aniversário (lembrem-se: eram os anos 90, e 20 reais valiam alguma coisa), e se eu juntasse mais 5, podia adquirir um simpático par de botas pretas. Assim dito, melhor feito.
A partir daí, não houve mais salvação.
É verdade que eu já comprei outro par (na última loja em promoção que fui), mas estou querendo guardar esse outro para viagens. Acho que não há sapato melhor para viajar do que botas. Elas são confortáveis, quentinhas, protegem da chuva, da neve e do barro, e ainda te deixam razoavelmente elegante. Essas botas novas que eu comprei tem salto anabela, são forradas e um número maior do que o meu, o que permite que sejam usadas com meias grossas e, mesmo assim, não apertam em lugar nenhum. Ok, confesso que o número maior se deve ao fato de que era o único existente na loja, mas, se pensarmos bem, veremos que é uma boa idéia.
E ainda que não seja boa, sem dúvida é melhor do que comprar botas um número MENOR do que o meu, coisa que eu já fiz diversas vezes, por pura teimosia e espírito econômico. Uma delas era de salto baixo e eu consegui domar, mas a outra é de cano alto, salto alto (e fino) e toda vez que eu a uso eu me arrependo amargamente em pouquíssimo tempo.
Agora que eu sou uma profissional empregada, não faço mais esse tipo de economia ridícula. Mas não joguei fora a bota malvada ainda não.
Comprei meu primeiro par de botas nos idos anos 90. Eu fazia Direito, e estava passeando pela Avenida Afonso Pena, quando vi bonitas botinhas em (o que mais podia ser?) liquidação. Meu avô tinha acabado de me dar 20 reais de presente de aniversário (lembrem-se: eram os anos 90, e 20 reais valiam alguma coisa), e se eu juntasse mais 5, podia adquirir um simpático par de botas pretas. Assim dito, melhor feito.
A partir daí, não houve mais salvação.
14.9.05
O Caso do Tampo da Mesa
Quando o Leo e eu decidimos comprar vários móveis caríssimos para nossa casa (aproveitando a promoção de 25% de desconto), o pessoal da loja nos tratou com todo amor e atenção durante todo o processo. Aí a gente pagou... e a coisa mudou.
Adquirimos uma linda mesa quadrada com tampo de cristal bisotado. O tampo não coube no elevador e teve que ser transportado no muque por 10 andares de escada. Resultado: um quebradinho de um dos lados, quase invisível – mas que eu já percebi, então ele me incomoda grandemente. Infelizmente, não fui eu que recebi a mesa, se não eu teria reclamado na hora, mas conversei com a gerente da loja e ela me garantiu que claro, sem dúvida, uma troca seria efetuada imediatamente.
Estou esperando até hoje. Além da promessa feita ao vivo, já liguei duas vezes para a loja e nas duas vezes ela jurou de pés juntos que estava mandando entregar no mesmo dia. Ainda bem que eu fiquei esperando sentada (no sofá que eu comprei junto com a mesa).
Não bastasse o quebradinho, os carregadores da loja instalaram o tampo sobre o pedestal de madeira igual os narizes deles. As gotas de silicone não estão muito limpas e dá pra ver uns restos de cola nos cilindros de metal no qual o tampo se apóia. Um horror.
Será que eu vou ter que apelar para o Procom?
Adquirimos uma linda mesa quadrada com tampo de cristal bisotado. O tampo não coube no elevador e teve que ser transportado no muque por 10 andares de escada. Resultado: um quebradinho de um dos lados, quase invisível – mas que eu já percebi, então ele me incomoda grandemente. Infelizmente, não fui eu que recebi a mesa, se não eu teria reclamado na hora, mas conversei com a gerente da loja e ela me garantiu que claro, sem dúvida, uma troca seria efetuada imediatamente.
Estou esperando até hoje. Além da promessa feita ao vivo, já liguei duas vezes para a loja e nas duas vezes ela jurou de pés juntos que estava mandando entregar no mesmo dia. Ainda bem que eu fiquei esperando sentada (no sofá que eu comprei junto com a mesa).
Não bastasse o quebradinho, os carregadores da loja instalaram o tampo sobre o pedestal de madeira igual os narizes deles. As gotas de silicone não estão muito limpas e dá pra ver uns restos de cola nos cilindros de metal no qual o tampo se apóia. Um horror.
Será que eu vou ter que apelar para o Procom?
13.9.05
O Caso da Greve
Primeiro meus colegas de trabalho entraram em greve por aumento e atribuições. Eu não entrei porque estava em estágio probatório. Aí o governo sinalizou que topava negociar. Voltaram da greve. Agora o governo tá fazendo uma proposta bem mixuruca, então é bem possível que o pessoal entre de novo em greve. E eu nisso?
Eu tenho pilhas e pilhas de trabalho para fazer, até porque minha chefe quer mudar as MINHAS atribuições, então tenho que fechar as coisas nas quais estou trabalhando para começar a fazer outras. Além disso, tenho uma novela e um livro para escrever até dia 31 de outubro, para participar de concursos diversos. Até que a greve vinha em boa hora, né?
Mas como eu estou em estágio probatório, só entro em greve se outras pessoas na mesma situação entrarem comigo. A possibilidade de exoneração é mínima, mas e se decidirem me pegar para cristo?
Eu tenho pilhas e pilhas de trabalho para fazer, até porque minha chefe quer mudar as MINHAS atribuições, então tenho que fechar as coisas nas quais estou trabalhando para começar a fazer outras. Além disso, tenho uma novela e um livro para escrever até dia 31 de outubro, para participar de concursos diversos. Até que a greve vinha em boa hora, né?
Mas como eu estou em estágio probatório, só entro em greve se outras pessoas na mesma situação entrarem comigo. A possibilidade de exoneração é mínima, mas e se decidirem me pegar para cristo?
12.9.05
O Caso da Academia XXV
Não estou mais suportando ir à academia. Fico contando os segundos para a aula acabar e eu poder ir para casa. A vontade que eu tenho é de nunca mais voltar.
No sábado fiquei o tempo todo com esse espírito. A cada exercício que eu fazia, eu dizia internamente: “Tchau, aparelho do demo! Até nunca mais!” e saí de lá felicíssima.
O problema é que minhas costelas estão ficando tão bem torneadas...! E, segundo todas as revistas que eu li, quando se chega aos trinta anos o metabolismo vai só ladeira abaixo. O único jeito de combater a queda é aumentando a quantidade de massa magra, isto é, músculos. Sem falar que eu já estou na academia há quatro meses, o que quer dizer que sei como tudo funciona e que minha rotina está organizada.
Mas é tããão chato!
Andei pensando em algumas mudanças que podem ajudar:
1) largar a esteira e a bicicleta, que gastam 40 minutos, e fazer só os aparelhos, que gastam outros 40 minutos. Magicamente, o tempo que perco na academia se reduz à metade!; OU
2) passar a ir 2 vezes por semana ao invés de 3. Magicamente, os dias que vou à academia se reduzem em 33%!; OU
3) ambas as alternativas!
E aí, ao invés de perder 40 minutos de minha vida 3 vezes por semana, passo a nadar no clube, caminhar com o Leo (mesmo contra a vontade dele) e fazer bicicleta ergométrica em casa.
E a jogar tênis. Só que acho que tênis não conta como atividade aeróbica.
No sábado fiquei o tempo todo com esse espírito. A cada exercício que eu fazia, eu dizia internamente: “Tchau, aparelho do demo! Até nunca mais!” e saí de lá felicíssima.
O problema é que minhas costelas estão ficando tão bem torneadas...! E, segundo todas as revistas que eu li, quando se chega aos trinta anos o metabolismo vai só ladeira abaixo. O único jeito de combater a queda é aumentando a quantidade de massa magra, isto é, músculos. Sem falar que eu já estou na academia há quatro meses, o que quer dizer que sei como tudo funciona e que minha rotina está organizada.
Mas é tããão chato!
Andei pensando em algumas mudanças que podem ajudar:
1) largar a esteira e a bicicleta, que gastam 40 minutos, e fazer só os aparelhos, que gastam outros 40 minutos. Magicamente, o tempo que perco na academia se reduz à metade!; OU
2) passar a ir 2 vezes por semana ao invés de 3. Magicamente, os dias que vou à academia se reduzem em 33%!; OU
3) ambas as alternativas!
E aí, ao invés de perder 40 minutos de minha vida 3 vezes por semana, passo a nadar no clube, caminhar com o Leo (mesmo contra a vontade dele) e fazer bicicleta ergométrica em casa.
E a jogar tênis. Só que acho que tênis não conta como atividade aeróbica.
9.9.05
O Caso do Aniversário
Hoje eu e o Leo fazemos 15 meses de casamento! 450 dias de casamento! 10.800 horas de casamento! 648.000 minutos de casamento! 38.880.000 segundos de casamento!
You get the point.
You get the point.
8.9.05
O Caso do Feriado
Feriado no meio da semana é tudo de bom. É lógico que tem aqueles que torcem o nariz, preferindo os feriados nas segundas e sextas, ou pelo menos nas terças e quintas, já que sempre existe a palpitante possibilidade de um emendão, mas esses são os chatos.
Primeiro porque a longa semana de cinco dias vira duas semanas de dois dias, com um fim-de-semana de um dia no meio. Segundo porque se o feriado caiu na quarta este ano, isso quer dizer que cairá na quinta no ano quem vem, ou na sexta, se o ano que vem for bissexto. Ou seja, é uma win-win situation.
Além disso, feriados no meio da semana despertam nas pessoas uma irresistível vontade de festejar, o que sempre se traduz em uma reunião na terça-feira à noite (que, magicamente, se transformou numa sexta) e outra no feriado em si.
O único problema de todas essas diversões é que você sai do feriado mais cansado do que se tivesse trabalhado.
Primeiro porque a longa semana de cinco dias vira duas semanas de dois dias, com um fim-de-semana de um dia no meio. Segundo porque se o feriado caiu na quarta este ano, isso quer dizer que cairá na quinta no ano quem vem, ou na sexta, se o ano que vem for bissexto. Ou seja, é uma win-win situation.
Além disso, feriados no meio da semana despertam nas pessoas uma irresistível vontade de festejar, o que sempre se traduz em uma reunião na terça-feira à noite (que, magicamente, se transformou numa sexta) e outra no feriado em si.
O único problema de todas essas diversões é que você sai do feriado mais cansado do que se tivesse trabalhado.
6.9.05
O Caso dos Gêneros
Na minha humilde opinião, toda vez que uma revista feminina – ou masculina, porque hoje em dia existem as Vips e as Ums, que são iguais à Nova até no número de mulheres pouco vestidas, só que se levam menos a sério – publicam uma daquelas matérias ridículas do tipo “mulheres são de Vênus, homens são de Marte”, ela fazem um grande desserviço à população. Porque insistem em generalizar o ingeneralizável.
Antes de serem portadores de cromossomos XX e XY, mulheres e homens são pessoas, portadoras de todos os outros cromossomos também. As semelhanças são muito maiores do que as diferenças.
Quando uma matéria diz mulher é assim, homem é assado, ela está estabelecendo estereótipos e dificultando a comunicação entre as pessoas. Não existe o menor embasamento científico nas conclusões às quais as revistas chegam, até porque elas adoram fazer pesquisas com duzentas fulanos que moram na cidade de São Paulo e esticar as conclusões para o resto do país e do mundo. Isso sem falar de uma certa revista que pega matérias americanas, traduz os nomes dos entrevistados (de “Mary” e “Paul” para “Ana Lúcia” e “Rodrigo”) e as publica com a maior tranqüilidade.
Pois bem: outro dia uma outra revista prometia responder a dez dúvidas cruciais [mode ironia: on] como “o que a paternidade significa para eles” e “por que eles não demonstram seus sentimentos”. E sabe como eram as respostas? Dez homens foram chamados para escreverem textinhos a respeito. Não, não eram dez respostas para cada pergunta, não (o que pelo menos garantiria uma certa diversidade de pensamento): cada um respondia a uma única pergunta.
E o pior não é que tem gente que paga pra ler essas coisas. É que tem gente que acredita nessas coisas!
Antes de serem portadores de cromossomos XX e XY, mulheres e homens são pessoas, portadoras de todos os outros cromossomos também. As semelhanças são muito maiores do que as diferenças.
Quando uma matéria diz mulher é assim, homem é assado, ela está estabelecendo estereótipos e dificultando a comunicação entre as pessoas. Não existe o menor embasamento científico nas conclusões às quais as revistas chegam, até porque elas adoram fazer pesquisas com duzentas fulanos que moram na cidade de São Paulo e esticar as conclusões para o resto do país e do mundo. Isso sem falar de uma certa revista que pega matérias americanas, traduz os nomes dos entrevistados (de “Mary” e “Paul” para “Ana Lúcia” e “Rodrigo”) e as publica com a maior tranqüilidade.
Pois bem: outro dia uma outra revista prometia responder a dez dúvidas cruciais [mode ironia: on] como “o que a paternidade significa para eles” e “por que eles não demonstram seus sentimentos”. E sabe como eram as respostas? Dez homens foram chamados para escreverem textinhos a respeito. Não, não eram dez respostas para cada pergunta, não (o que pelo menos garantiria uma certa diversidade de pensamento): cada um respondia a uma única pergunta.
E o pior não é que tem gente que paga pra ler essas coisas. É que tem gente que acredita nessas coisas!
5.9.05
2.9.05
O Caso do Chocolate
Acabo de me dar conta de uma coisa bizarra: ontem e antes de ontem eu não comi chocolate. Como assim?!? Chocolate faz parte da minha vida. Eu SEMPRE como chocolate.
Bem, pensando melhor, talvez esse SEMPRE não esteja correto. Ele até que é bem recente.
Explico: desde criança eu sou alucinada por chocolate, mas minha mãe era partidária da alimentação saudável. Conseqüência: guloseimas eram racionadas lá em casa (O que me faz lembrar de um mês de férias no sítio no qual, após as refeições, eu e minha irmã tínhamos direito a ganhar dois Bis. Vocês têm idéia do que sejam dois Bis em termos de chocolate? É praticamente nada! Naquela época, eu desenvolvi uma tecnologia de ponta para destacar as camadas do Bis, de modo que elas pudessem ser apreciadas uma a uma. Mas eu divago).
Depois que comecei a namorar com o Leo, meu consumo de chocolate aumentou. Toda vez que a gente se encontrava, ela trazia um chocolate, fato que sem dúvida foi preponderante na conquista. E com o Leo não tem pão-durice: os chocolates dos quais estamos falando eram grandes e gordos. Isso quando não eram barras ou caixas de bombons. O Leo não é do tipo “dois Bis”, não.
Agora que eu MORO com o Leo, ele se encarrega de manter o estoque de chocolates lá em casa sempre cheio. Ou seja: eu como chocolate todo dia. A vida não é bela?
Ontem e antes de ontem eu não comi. Deve ser porque eu ando tão cansada, com o Leo tirando o meu couro no tênis e os exercícios novos na academia, que eu até esqueci.
Ou então eu fui abduzida e nem percebi.
Bem, pensando melhor, talvez esse SEMPRE não esteja correto. Ele até que é bem recente.
Explico: desde criança eu sou alucinada por chocolate, mas minha mãe era partidária da alimentação saudável. Conseqüência: guloseimas eram racionadas lá em casa (O que me faz lembrar de um mês de férias no sítio no qual, após as refeições, eu e minha irmã tínhamos direito a ganhar dois Bis. Vocês têm idéia do que sejam dois Bis em termos de chocolate? É praticamente nada! Naquela época, eu desenvolvi uma tecnologia de ponta para destacar as camadas do Bis, de modo que elas pudessem ser apreciadas uma a uma. Mas eu divago).
Depois que comecei a namorar com o Leo, meu consumo de chocolate aumentou. Toda vez que a gente se encontrava, ela trazia um chocolate, fato que sem dúvida foi preponderante na conquista. E com o Leo não tem pão-durice: os chocolates dos quais estamos falando eram grandes e gordos. Isso quando não eram barras ou caixas de bombons. O Leo não é do tipo “dois Bis”, não.
Agora que eu MORO com o Leo, ele se encarrega de manter o estoque de chocolates lá em casa sempre cheio. Ou seja: eu como chocolate todo dia. A vida não é bela?
Ontem e antes de ontem eu não comi. Deve ser porque eu ando tão cansada, com o Leo tirando o meu couro no tênis e os exercícios novos na academia, que eu até esqueci.
Ou então eu fui abduzida e nem percebi.
1.9.05
O Caso das Aulas de Tênis II
Como eu já expliquei, o Leo está me ensinando a jogar tênis. São 4 sessões por semana: segunda, quarta, sábado e domingo. Nas terças e quintas eu vou para a academia e na sexta – dá um tempo, né?
Ontem ele disse que se a gente continuar nesse ritmo, daqui a um mês vai ser quase divertido jogar comigo.
Estou muito orgulhosa de mim mesma.
* * *
No clube, há duas quadras: uma de saibro e uma de concreto. Na de concreto os meninos jogam futebol e tem uma cesta de basquete, mas dá pra colocar uma rede de tênis e bater uma bolinha. Isso porque a de saibro está geralmente ocupada por nosso amigo Glebílson e seus pupilos.
O problema é que as placas de concreto aparentemente foram instaladas sem o menor respeito pela dilatação natural dos materiais, porque em vários pontos elas ficam levantadas, fazendo que a bolinha quique das maneiras mais bizarras.
Ah, e também tem uma rachadura em um dos lados da quadra. A construção é meia-boca mesmo, ou aconteceu um terremoto aqui na região e nem ficamos sabendo.
* * *
No sábado e no domingo a gente acaba jogando de dia, mas o calor já deu as caras por aqui e a sensação é que estamos no meio do deserto. Nos dias de semana jogamos à noite, que é quando temos tempo, e aí é muito melhor.
E antes que digam: se está calor, pulem na piscina!, já aviso que o calor chegou por aqui, mas não o suficiente para aquecer a água dos ambientes. Da última vez que mergulhei, a temperatura do meu corpo caiu uns 10 graus em 30 segundos e eu saí da piscina congelada.
Ontem ele disse que se a gente continuar nesse ritmo, daqui a um mês vai ser quase divertido jogar comigo.
Estou muito orgulhosa de mim mesma.
* * *
No clube, há duas quadras: uma de saibro e uma de concreto. Na de concreto os meninos jogam futebol e tem uma cesta de basquete, mas dá pra colocar uma rede de tênis e bater uma bolinha. Isso porque a de saibro está geralmente ocupada por nosso amigo Glebílson e seus pupilos.
O problema é que as placas de concreto aparentemente foram instaladas sem o menor respeito pela dilatação natural dos materiais, porque em vários pontos elas ficam levantadas, fazendo que a bolinha quique das maneiras mais bizarras.
Ah, e também tem uma rachadura em um dos lados da quadra. A construção é meia-boca mesmo, ou aconteceu um terremoto aqui na região e nem ficamos sabendo.
* * *
No sábado e no domingo a gente acaba jogando de dia, mas o calor já deu as caras por aqui e a sensação é que estamos no meio do deserto. Nos dias de semana jogamos à noite, que é quando temos tempo, e aí é muito melhor.
E antes que digam: se está calor, pulem na piscina!, já aviso que o calor chegou por aqui, mas não o suficiente para aquecer a água dos ambientes. Da última vez que mergulhei, a temperatura do meu corpo caiu uns 10 graus em 30 segundos e eu saí da piscina congelada.
31.8.05
O Caso das Medidas e Porcentagens
Ok: recebi um relatório impresso do exame físico que fiz na semana passada e tenho que confessar que fui totalmente injusta com a academia. Não é verdade que minhas medidas continuaram absolutamente iguais: eu perdi 1 cm na cintura, 1 em cada coxa e 1 na panturrilha esquerda. E ganhei 0,5 no braço direito, provavelmente por causa do tênis.
É claro que esses dados seriam muito mais impressionantes se o instrutor não tivesse avisado que 1 cm é margem de erro.
* * *
Investigando tabelas de dados na internet, descobri uma coisa fantástica: a quantidade de gordura corporal ideal para mulheres de 20 a 29 anos é 19%, mas de 30 a 39 é 21%. Ou seja: no dia em que eu fizer aniversário, passo automaticamente de “não-ideal” para “ideal”.
Obs 1: no momento, a minha porcentagem é 22%, mas por certo que até abril do ano estarei com 21%.
Obs 2: se eu continuar na academia, em abril do ano que vem vou estar é com uns 15% de gordura corporal. Ou seja, a descoberta fantástica será inútil (*suspiro*).
É claro que esses dados seriam muito mais impressionantes se o instrutor não tivesse avisado que 1 cm é margem de erro.
* * *
Investigando tabelas de dados na internet, descobri uma coisa fantástica: a quantidade de gordura corporal ideal para mulheres de 20 a 29 anos é 19%, mas de 30 a 39 é 21%. Ou seja: no dia em que eu fizer aniversário, passo automaticamente de “não-ideal” para “ideal”.
Obs 1: no momento, a minha porcentagem é 22%, mas por certo que até abril do ano estarei com 21%.
Obs 2: se eu continuar na academia, em abril do ano que vem vou estar é com uns 15% de gordura corporal. Ou seja, a descoberta fantástica será inútil (*suspiro*).
30.8.05
D. Beth,
Soubemos que você passou por um pequeno contratempo de saúde. Esperamos que você esteja totalmente recuperada e apontamos que não existe tratamento melhor do que passar alguns dias no interior, relaxando. Nossa casa é praticamente um spa! Oferecemos:
- quarto de hóspedes com cama de casal, banheiro privativo, armário, cômoda e aparelho de som;
- vista para as montanhas;
- piscina e sauna (no clube);
- home theatre com muitos filmes novos;
- biblioteca;
- tevê a cabo sem rede Globo (estratégia de diminuição de stress);
- varanda com planta;
- bicicleta ergométrica;
- alimentação saudável (pães integrais e de baixa caloria, requeijão, gelatina e iogurtes light).
E nem é necessário fazer reservas!
Soubemos que você passou por um pequeno contratempo de saúde. Esperamos que você esteja totalmente recuperada e apontamos que não existe tratamento melhor do que passar alguns dias no interior, relaxando. Nossa casa é praticamente um spa! Oferecemos:
- quarto de hóspedes com cama de casal, banheiro privativo, armário, cômoda e aparelho de som;
- vista para as montanhas;
- piscina e sauna (no clube);
- home theatre com muitos filmes novos;
- biblioteca;
- tevê a cabo sem rede Globo (estratégia de diminuição de stress);
- varanda com planta;
- bicicleta ergométrica;
- alimentação saudável (pães integrais e de baixa caloria, requeijão, gelatina e iogurtes light).
E nem é necessário fazer reservas!
29.8.05
O Caso das Aulas de Tênis
Não voltei às aulas com o professor Glebílson (Bill para os íntimos), mas o Leo está me ensinando a jogar tênis.
As primeiras vezes foram terríveis, mas ele persistiu. E não é que eu estou melhorando? Até consigo rebater a bolinha a maior parte do tempo! O que eu nunca consigo é rebater a bolinha com a parte certa da raquete, mas estou trabalhando nisso.
Sharapova, tremei!
As primeiras vezes foram terríveis, mas ele persistiu. E não é que eu estou melhorando? Até consigo rebater a bolinha a maior parte do tempo! O que eu nunca consigo é rebater a bolinha com a parte certa da raquete, mas estou trabalhando nisso.
Sharapova, tremei!
26.8.05
O Caso da Gelatina
Gelatina é provavelmente a receita mais fácil do mundo. Minto: a segunda mais fácil. A primeira é fazer gelo.
É verdade que meus dotes culinários se limitam a brigadeiro, licor de chocolate e calda de capuccino. Ainda assim, gelatina é o tipo da coisa que até uma criança dá conta de fazer. Ou daria, se não envolvesse água fervente. Gelatina em pacote, bem dito, porque parece que para conseguir colocá-la no pacote você tem que extraí-la de maneira bem nojenta de ossos de bovinos. Essa parte eu deixo para os especialistas.
Enfim. Estando eu de posse de um pacote de gelatina, a única coisa a fazer era acrescentar água. Eu juro que segui as medidas direitinho: até usei o copo do liquidificar para ter certeza da quantidade.
Mas a triste verdade é que, depois de pronta e gelada, a gelatina ficou com gosto de... nada. Parecia água com consistência, ou gelo cremoso. Absolutamente incongruente com sua violenta cor vermelha e seu aroma de morangos artificiais.
Hipótese 1: a gelatina estava fora do prazo de validade.
Contra-argumento: tínhamos acabado de comprá-la, e gelatina é provavelmente uma daquelas coisas que duram meses depois de estarem vencidas. Tipo iogurte.
Hipótese 2: coloquei o dobro da água necessária. Contra-argumento: a gelatina teria ficado rala e transparente, não teria? Não estava.
Hipótese 3: a vasilha de alumínio no qual a gelatina foi depositada possui propriedades sugadoras de sabor. Contra-argumento: também pus um pouco em uma vasilha de plástico, e ficou tão sem gosto quanto!
Hipótese 4: eu e o Leo perdemos nossas papilas gustativas.
É verdade que meus dotes culinários se limitam a brigadeiro, licor de chocolate e calda de capuccino. Ainda assim, gelatina é o tipo da coisa que até uma criança dá conta de fazer. Ou daria, se não envolvesse água fervente. Gelatina em pacote, bem dito, porque parece que para conseguir colocá-la no pacote você tem que extraí-la de maneira bem nojenta de ossos de bovinos. Essa parte eu deixo para os especialistas.
Enfim. Estando eu de posse de um pacote de gelatina, a única coisa a fazer era acrescentar água. Eu juro que segui as medidas direitinho: até usei o copo do liquidificar para ter certeza da quantidade.
Mas a triste verdade é que, depois de pronta e gelada, a gelatina ficou com gosto de... nada. Parecia água com consistência, ou gelo cremoso. Absolutamente incongruente com sua violenta cor vermelha e seu aroma de morangos artificiais.
Hipótese 1: a gelatina estava fora do prazo de validade.
Contra-argumento: tínhamos acabado de comprá-la, e gelatina é provavelmente uma daquelas coisas que duram meses depois de estarem vencidas. Tipo iogurte.
Hipótese 2: coloquei o dobro da água necessária. Contra-argumento: a gelatina teria ficado rala e transparente, não teria? Não estava.
Hipótese 3: a vasilha de alumínio no qual a gelatina foi depositada possui propriedades sugadoras de sabor. Contra-argumento: também pus um pouco em uma vasilha de plástico, e ficou tão sem gosto quanto!
Hipótese 4: eu e o Leo perdemos nossas papilas gustativas.
25.8.05
O Caso dos Três Meses
Eu confesso: quando entrei na academia, meu plano ficar três meses, tornar-me o clone de alguma dessa atrizitas malhadas, e cair fora. No ano seguinte, voltava e ficava outros três meses, e aí vai.
Só que esse plano era baseado no fato de que, da última vez que fiz academia, alguns anos atrás, em uma época que eu estava mais perto dos vinte e poucos do que dos quase trinta, três meses foram suficiente para me deixar em forma. Simplesmente ignorei que meu metabolismo era mais rápido, que eu fazia não só musculação como também hidroginástica, que ia de ônibus para a faculdade, o que me obrigava a andar altos quarteirões todo dia. E que não tinha essa vida sedentária de pessoa regularmente empregada, sentadinha na frente no computador durante 8 horas diárias.
Bem, faz três meses que estou na academia e me dou conta que agora é que cheguei à porcentagem de gordura no corpo que eu tinha quando comecei a ir na academia naqueles idos tempos.
Então o plano agora é o seguinte: faço mais três meses de academia, torno-me o clone de uma dessas atrizitas malhadas, e caio fora.
Só que esse plano era baseado no fato de que, da última vez que fiz academia, alguns anos atrás, em uma época que eu estava mais perto dos vinte e poucos do que dos quase trinta, três meses foram suficiente para me deixar em forma. Simplesmente ignorei que meu metabolismo era mais rápido, que eu fazia não só musculação como também hidroginástica, que ia de ônibus para a faculdade, o que me obrigava a andar altos quarteirões todo dia. E que não tinha essa vida sedentária de pessoa regularmente empregada, sentadinha na frente no computador durante 8 horas diárias.
Bem, faz três meses que estou na academia e me dou conta que agora é que cheguei à porcentagem de gordura no corpo que eu tinha quando comecei a ir na academia naqueles idos tempos.
Então o plano agora é o seguinte: faço mais três meses de academia, torno-me o clone de uma dessas atrizitas malhadas, e caio fora.
24.8.05
O Caso do Exame Físico II
Depois de 12 semanas de choro e ranger de dentes na academia, é hora de fazer a reavaliação física. Difícil de acreditar que já fazem 3 meses que eu me lamento sobre o sofrimento dilacerante da musculação, não é?
Pois é. Fiz outro exame físico ontem e os resultados são:
- perdi 2, 2 kg de gordura e ganhei 1,7 kg de massa magra. Na balança, perdi 400 g. Porque não 500 g, que seria a conta certa? Resposta: não faço a mais vaga idéia.
- minha porcentagem de gordura corporal caiu de 26 para 22. Bom.
- minhas medidas ficaram rigorosamente iguais. Ruim.
Enigma da semana: como é que minhas roupas estão mais largas, se as minhas medidas continuam iguais? Resposta: não faço a mais vaga idéia.
Conclusão da semana: a educação física não é uma ciência exata.
Pois é. Fiz outro exame físico ontem e os resultados são:
- perdi 2, 2 kg de gordura e ganhei 1,7 kg de massa magra. Na balança, perdi 400 g. Porque não 500 g, que seria a conta certa? Resposta: não faço a mais vaga idéia.
- minha porcentagem de gordura corporal caiu de 26 para 22. Bom.
- minhas medidas ficaram rigorosamente iguais. Ruim.
Enigma da semana: como é que minhas roupas estão mais largas, se as minhas medidas continuam iguais? Resposta: não faço a mais vaga idéia.
Conclusão da semana: a educação física não é uma ciência exata.
23.8.05
O Caso da Visita
Daninha e Marquinho, estamos querendo visitar vocês antes que viajem! Deixem o Skype ligado hoje à noite que a gente se fala!
(Se vocês deixarem desligado entenderemos que vocês NÃO querem receber visitas. Mas vamos fingir que não percebemos.)
(Se vocês deixarem desligado entenderemos que vocês NÃO querem receber visitas. Mas vamos fingir que não percebemos.)
22.8.05
A Temporada de Verão Está Oficialmente Aberta!
É, eu sei que estamos no meio no inverno, mas as coisas em Fabri não são assim, não. Nesse fim-de-semana, fui um tanto de vezes ao clube, joguei tênis, nadei e tostei alegremente no sol. O dermatologista tinha ordenado que eu ficasse bem longe dele (mesmo eu insistindo que sou intrinsecamente morena), mas esse foi o mesmo dermatologista que me receitou o remédio tópico de 80 reais, enquanto na verdade eu tinha anemia, então resolvi ignorá-lo solenemente. É claro que apliquei meu protetor solar fator 30, mas só na parte de cima do corpo, então meus joelhos estão meio vermelhos. Mas isso passa.
Em sintonia com o clima de verão, hoje estou vestida de Isa. É que da última vez que fui à BH eu e ela fizemos um grande feirão de roupas, trocando um tanto de peças que a gente já estava enjoada de usar. O resultado é que estou usando uma blusinha de alça manchada de azul, uma calça jeans desbotada, e pra completar um colar de pedacinhos de madeira. Pouco adequado para o trabalho, e menos adequado ainda para quem vai avisar para a chefe que entrar em greve.
Ela vai achar que eu estou querendo é sair de férias.
Em sintonia com o clima de verão, hoje estou vestida de Isa. É que da última vez que fui à BH eu e ela fizemos um grande feirão de roupas, trocando um tanto de peças que a gente já estava enjoada de usar. O resultado é que estou usando uma blusinha de alça manchada de azul, uma calça jeans desbotada, e pra completar um colar de pedacinhos de madeira. Pouco adequado para o trabalho, e menos adequado ainda para quem vai avisar para a chefe que entrar em greve.
Ela vai achar que eu estou querendo é sair de férias.
19.8.05
O Caso dos 30 Anos
Não sei por que cargas d’água, mas sempre achei que havia uma ligação misteriosa entre o dia do aniversário da pessoa e a idade correspondente. Isto é, se você nasceu no dia 23, quando você fizesse 23 anos sua vida estaria resolvida.
É por isso que aguardo palpitante meu aniversário de 30 anos. Tenho a certeza que, quando eu completar essa idade, encontrarei meu nirvana pessoal.
Se a gente pensar bem, essa teoria não faz o menor sentido, porque se a pessoa faz aniversário no 2º ou 3º dia do mês, seu 2º ou 3º ano de vida representariam “o ponto P” de seus destinos. Além disso, eu passei em um concurso com 27 anos e me casei com 28, e esses anos poderiam muito facilmente ser considerados os momentos-chave da minha vida. Então... nossa, quando eu fizer 30 anos, no mínimo vou escrever o próximo Nobel de literatura!
É por isso que aguardo palpitante meu aniversário de 30 anos. Tenho a certeza que, quando eu completar essa idade, encontrarei meu nirvana pessoal.
Se a gente pensar bem, essa teoria não faz o menor sentido, porque se a pessoa faz aniversário no 2º ou 3º dia do mês, seu 2º ou 3º ano de vida representariam “o ponto P” de seus destinos. Além disso, eu passei em um concurso com 27 anos e me casei com 28, e esses anos poderiam muito facilmente ser considerados os momentos-chave da minha vida. Então... nossa, quando eu fizer 30 anos, no mínimo vou escrever o próximo Nobel de literatura!
18.8.05
O Caso do Spam
Spam em e-mails todo mundo conhece. Eu mesma tenho um e-mail que só dou para pessoas selecionadíssimas, nunca coloco em sites ou forneço em pesquisas de opinião, e mesmo assim recebi na semana passada um spam tosco feito em Corel Draw oferecendo balas e pirulitos para festas infantis. E ainda tinha a cara-de-pau de afirmar que EU tinha requisitado as informações ou que meu e-mail havia sido encontrado em uma lista aberta.
Mas os spams-comentários que estão surgindo neste blogue são pra lá de bizarros. Pra começar, são em inglês – por que é que esse povo acha que eu e meus leitores dominamos a língua anglo-saxônica? Pra continuar, são sobre assuntos chatíssimos – alguém aí se interessa por educação infantil e árvores de cedro geneticamente modificadas?
Mas os spams-comentários que estão surgindo neste blogue são pra lá de bizarros. Pra começar, são em inglês – por que é que esse povo acha que eu e meus leitores dominamos a língua anglo-saxônica? Pra continuar, são sobre assuntos chatíssimos – alguém aí se interessa por educação infantil e árvores de cedro geneticamente modificadas?
17.8.05
O Caso dos Planos de Viagem
Nossa, como eu gosto de sonhar. Nossa viagem à NY está suspensa por tempo indeterminado, mas mesmo assim volta e meia eu tenho alguma idéia bizarra (e se a gente for 2 semanas antes do Natal?) e vou para internet pesquisar disponibilidade e preços de hotéis. E as vantagens dessa nova data, é claro. NY é uma cidade muito diferente no outono (planejamento inicial), verão (se formos ano que vem) e inverno (última idéia maluca), tanto em termos de atrações quanto de despesas.
No outono, o clima é ótimo, chove pouquíssimo e tem poucos turistas. Em compensação, as tarifas de hotéis estão muito mais altas do que no verão, cujo inconveniente é o calor abafado (30ºC! Mole pra nós de Fabriciano) e as hordas de visitantes. No inverno, os preços são iguais aos do outono, mas a cidade se prepara o Natal (luzes! Árvores! Vitrines! Corais!). O porém é a temperatura, que vai de 6 a –1º C...
A última idéia rocambolesca que tivemos foi trocar Washington (cujos hotéis ficam extorsivos em dezembro) pela cidade mais barata dos States, que é... Orlando! Sim, o plano agora é ficar 1 semana na Disney e 1 semana em Nova York. Parece insensato? Não é! Vejam só: diária de hotel (modesto!) em Washington é 140 dólares. Em Orlando, é 30! Dá para comprar os ingressos para os parques da Disney com a diferença!
Já estamos até sonhando com o leite achocolatado Hershey's...
No outono, o clima é ótimo, chove pouquíssimo e tem poucos turistas. Em compensação, as tarifas de hotéis estão muito mais altas do que no verão, cujo inconveniente é o calor abafado (30ºC! Mole pra nós de Fabriciano) e as hordas de visitantes. No inverno, os preços são iguais aos do outono, mas a cidade se prepara o Natal (luzes! Árvores! Vitrines! Corais!). O porém é a temperatura, que vai de 6 a –1º C...
A última idéia rocambolesca que tivemos foi trocar Washington (cujos hotéis ficam extorsivos em dezembro) pela cidade mais barata dos States, que é... Orlando! Sim, o plano agora é ficar 1 semana na Disney e 1 semana em Nova York. Parece insensato? Não é! Vejam só: diária de hotel (modesto!) em Washington é 140 dólares. Em Orlando, é 30! Dá para comprar os ingressos para os parques da Disney com a diferença!
Já estamos até sonhando com o leite achocolatado Hershey's...
16.8.05
O Caso da Revista
Nesse fim-de-semana tive oportunidade de ler as duas últimas edições da revista Cláudia, que estavam dando bobeira na casa dos meus pais em BH. E elas só reafirmaram uma suspeita que eu ando tendo: revistas femininas são um desserviço à sociedade.
Em uma delas, a “personalidade do mês” era a filha de uma das princesas de Mônaco. A matéria dizia que a fulana era linda, chique e cheia de personalidade, e que há muitos sites a respeito dela.
Detalhe: a menina tem 18 anos. Eu nunca nem tinha ouvido falar da tal. É uma completa nulidade no cenário político-econômico mundial. Na verdade, ela simplesmente deu sorte de ter nascido em uma família real!
O que tal matéria transmite às mulheres brasileiras? Que, se você não nasceu rica e bonita e princesa, você é uma pobre infeliz. Porque, afinal de contas, a tal da menina é a “personalidade do mês”! Alguém digno de admiração e inveja!
Para completar, uma matéria sem o menor embasamento científico sobre “Sincronicidade: quando as coincidências são mais do que parecem”. É óbvio (para uma pessoa que possua 2 neurônios, pelo menos) que, em um universo repleto de variáveis como o nosso, alguns fatos se relacionarão com outros. O que não significa que existe uma “mão invisível” guiando “o destino” das pessoas!
E olha que a revista, em teoria, é voltada para mulheres informadas e inteligentes.
Poupem-me.
Em uma delas, a “personalidade do mês” era a filha de uma das princesas de Mônaco. A matéria dizia que a fulana era linda, chique e cheia de personalidade, e que há muitos sites a respeito dela.
Detalhe: a menina tem 18 anos. Eu nunca nem tinha ouvido falar da tal. É uma completa nulidade no cenário político-econômico mundial. Na verdade, ela simplesmente deu sorte de ter nascido em uma família real!
O que tal matéria transmite às mulheres brasileiras? Que, se você não nasceu rica e bonita e princesa, você é uma pobre infeliz. Porque, afinal de contas, a tal da menina é a “personalidade do mês”! Alguém digno de admiração e inveja!
Para completar, uma matéria sem o menor embasamento científico sobre “Sincronicidade: quando as coincidências são mais do que parecem”. É óbvio (para uma pessoa que possua 2 neurônios, pelo menos) que, em um universo repleto de variáveis como o nosso, alguns fatos se relacionarão com outros. O que não significa que existe uma “mão invisível” guiando “o destino” das pessoas!
E olha que a revista, em teoria, é voltada para mulheres informadas e inteligentes.
Poupem-me.
12.8.05
O Caso do Remédio
Tia Lud avisa: leiam atentamente a bula quando estiverem tomando remédios. E, mais importante ainda, obedeçam à bula quando estiverem tomando remédios! Mesmo quando os remédios parecerem muito inocentes, como suplementos de ferro.
Estou tomando comprimidos mastigáveis de ferritina há quase 3 semanas. Ontem eu e o Leo fomos a um churrasquinho de colegas dele e eu, toda tola, pedi uma caipirinha.
Resultado: passei mal, muito mal.
E nem foi culpa minha (muito): é que a bula do remédio dizia que o consumo EXCESSIVO de álcool pode potencializar os efeitos colaterais, como náusea. Uma caipirinha não é consumo EXCESSIVO de álcool, é?
Bem, talvez originalmente não fosse, mas o que eu tomei ontem não era uma caipirinha, era uma caipirona. Veio nesses copos gigantescos de suco, e eu, que nem lembrava das recomendações da bula (porque eu nunca consumo álcool EXCESSIVAMENTE! Bem, talvez no casamento do Ivan, mas isso já é outra história), mandei ver.
Resumo da ópera: é uma experiência que eu NÃO pretendo repetir.
O pior é que, segundo a bula do remédio, depois que a minha ferritina se normalizar (o que deve ser dar em 1 mês e meio) devo continuar tomando os tais comprimidos por uns 2, 3 meses. Só que eu tenho vários eventos festivos nessa janela de 2, 3 meses!
A seco vai ser danado.
Estou tomando comprimidos mastigáveis de ferritina há quase 3 semanas. Ontem eu e o Leo fomos a um churrasquinho de colegas dele e eu, toda tola, pedi uma caipirinha.
Resultado: passei mal, muito mal.
E nem foi culpa minha (muito): é que a bula do remédio dizia que o consumo EXCESSIVO de álcool pode potencializar os efeitos colaterais, como náusea. Uma caipirinha não é consumo EXCESSIVO de álcool, é?
Bem, talvez originalmente não fosse, mas o que eu tomei ontem não era uma caipirinha, era uma caipirona. Veio nesses copos gigantescos de suco, e eu, que nem lembrava das recomendações da bula (porque eu nunca consumo álcool EXCESSIVAMENTE! Bem, talvez no casamento do Ivan, mas isso já é outra história), mandei ver.
Resumo da ópera: é uma experiência que eu NÃO pretendo repetir.
O pior é que, segundo a bula do remédio, depois que a minha ferritina se normalizar (o que deve ser dar em 1 mês e meio) devo continuar tomando os tais comprimidos por uns 2, 3 meses. Só que eu tenho vários eventos festivos nessa janela de 2, 3 meses!
A seco vai ser danado.
11.8.05
O Caso da Toalhinha
Não sei como é na academia de vocês, mas na minha, levar uma toalhinha de rosto
- é necessário;
- é higiênico;
- é indispensável!
como diz um cartazinho grudado na parede. Ignorem a repetição de idéias (necessário E indispensável?!?) e maravilhem-se com o fato de que existe um novo acessório esportivo. Se a Nike soubesse disso, estaria fabricando toalhinhas “Just Dry It” em dois tempos.
O negócio é as pessoas suam horrivelmente nos aparelhos (estamos nos trópicos!) e você tem duas opções: vai até um canto da academia, pega um spray de álcool e um paninho daqueles laranja de tirar pó e limpar pára-brisa de carro, dirige-se até o aparelho e faz uma limpezinha básica (lembrando que o paninho de tirar pó é o mesmo que vááárias pessoas já usaram) ou leva uma toalhinha e a estende sobre o parelho, evitando o contato da sua cútis sedosa com superfícies não muito anti-sépticas.
Quando comecei a ir na academia, assaltei meu armário de itens de enxoval para arranjar toalhas. Eu levava toalhas lindas, gordas, felpudas e chiques. Elas iam ficar mais usadas do que o resto dos conjuntos de banho, porque é usar e lavar, mas fazer o quê, né? Eu continuaria usando essas toalhas eternamente se não fosse o fato de que felpudidade delas fazia com que enchessem o pobre cidadão de fiapos!
No final das contas, fui a um supermercado e comprei toalhas de rosto em promoção, daquelas finas e não muito absorventes, por 4,99. Elas são ideais para a academia! Deixei meus conjuntos de banho em paz e, melhor de tudo, agora possuo toalhas não têm nem fiapos pra soltar!
- é necessário;
- é higiênico;
- é indispensável!
como diz um cartazinho grudado na parede. Ignorem a repetição de idéias (necessário E indispensável?!?) e maravilhem-se com o fato de que existe um novo acessório esportivo. Se a Nike soubesse disso, estaria fabricando toalhinhas “Just Dry It” em dois tempos.
O negócio é as pessoas suam horrivelmente nos aparelhos (estamos nos trópicos!) e você tem duas opções: vai até um canto da academia, pega um spray de álcool e um paninho daqueles laranja de tirar pó e limpar pára-brisa de carro, dirige-se até o aparelho e faz uma limpezinha básica (lembrando que o paninho de tirar pó é o mesmo que vááárias pessoas já usaram) ou leva uma toalhinha e a estende sobre o parelho, evitando o contato da sua cútis sedosa com superfícies não muito anti-sépticas.
Quando comecei a ir na academia, assaltei meu armário de itens de enxoval para arranjar toalhas. Eu levava toalhas lindas, gordas, felpudas e chiques. Elas iam ficar mais usadas do que o resto dos conjuntos de banho, porque é usar e lavar, mas fazer o quê, né? Eu continuaria usando essas toalhas eternamente se não fosse o fato de que felpudidade delas fazia com que enchessem o pobre cidadão de fiapos!
No final das contas, fui a um supermercado e comprei toalhas de rosto em promoção, daquelas finas e não muito absorventes, por 4,99. Elas são ideais para a academia! Deixei meus conjuntos de banho em paz e, melhor de tudo, agora possuo toalhas não têm nem fiapos pra soltar!
10.8.05
O Caso do Planejamento Frustrado
Ok: o esquemão de acordar todo dia às 6 da manhã para estudar durou uma semana, se isso. Na sexta-feira passada eu não dei conta de levantar porque tinha saído na quinta; à noite não rolou de compensar as horas perdidas porque, afinal de contas, era sexta-feira; no sábado eu fui a uma palestra de técnicas de memorização e contei como o estudo do dia; no domingo não deu pra estudar porque, afinal de contas, ninguém é de ferro. Na segunda, terça e hoje eu até que acordei de madrugada como planejado, mas o material estava no computador e eu, ao invés de dedicar-me a ele, fiquei indo em blogues e checando e-mails.
(Como diz o William Douglas, essa pessoa não tem um horário flexível: essa pessoa não quer passar em concurso.)
Em suma, estou frustrada com os estudos (ou falta de); cansada por causa do excesso de trabalho (colega em férias); irritada com o tempo que perco na academia (continuo odiando: só vou lá porque minhas costelas estão ficando muito bem definidas). Sinto que minha vida é uma sucessão interminável de obrigações.
Ainda bem que segunda-feira é feriado.
(Como diz o William Douglas, essa pessoa não tem um horário flexível: essa pessoa não quer passar em concurso.)
Em suma, estou frustrada com os estudos (ou falta de); cansada por causa do excesso de trabalho (colega em férias); irritada com o tempo que perco na academia (continuo odiando: só vou lá porque minhas costelas estão ficando muito bem definidas). Sinto que minha vida é uma sucessão interminável de obrigações.
Ainda bem que segunda-feira é feriado.
9.8.05
O Caso do Nome
Todos sabem que, quando eu e o Leo tivermos filhos, a primeira dupla de gêmeos se chamará Leomila e Ludnardo, e a seguinte, Ludson e Leoson (observem que o sufixo “son” quer dizer filho).
Salta aos olhos que são todos nomes exclusivos, criados unicamente para nosso particular uso e abuso. Qual não foi minha surpresa, portanto, ao receber o seguinte e-mail encaminhado pela minha irmã Isabela:
Data: 8/5/2005
Assunto: [Controle-l]
Vendo livrosVendo livro de introdução aos Sistemas Digitais (R$25,00)
Fundamentos de Mecânica - Alaor S. Chaves (R$30,00)
Ludson de Xxxxx Xxxx
3º período
Ou seja: algum doido já se apossou do singularíssimo epíteto “Ludson”. E o pior: não foi só de brincadeira, como a gente – algum doido realmente registrou o filho com esse nome!
Desconfiada de que ele não seja o único, resolvi averiguar. Para meu completo pasmo, uma procura Google revelou 425 resultados em português para Ludson! E 12 resultadas em português para Leoson!
Nem ouso pesquisar Leomila e Ludnardo.
Salta aos olhos que são todos nomes exclusivos, criados unicamente para nosso particular uso e abuso. Qual não foi minha surpresa, portanto, ao receber o seguinte e-mail encaminhado pela minha irmã Isabela:
Data: 8/5/2005
Assunto: [Controle-l]
Vendo livrosVendo livro de introdução aos Sistemas Digitais (R$25,00)
Fundamentos de Mecânica - Alaor S. Chaves (R$30,00)
Ludson de Xxxxx Xxxx
3º período
Ou seja: algum doido já se apossou do singularíssimo epíteto “Ludson”. E o pior: não foi só de brincadeira, como a gente – algum doido realmente registrou o filho com esse nome!
Desconfiada de que ele não seja o único, resolvi averiguar. Para meu completo pasmo, uma procura Google revelou 425 resultados em português para Ludson! E 12 resultadas em português para Leoson!
Nem ouso pesquisar Leomila e Ludnardo.
8.8.05
O Caso das Aulas de Tênis
Depois de muito choro e ranger de dentes, convenci o Leo a me ensinar a jogar tênis. Ele andava dizendo que o fato de ter feito alguns anos de tênis quando era criança não o qualificava para instruir ninguém, mas depois que ele viu que eu não ia entrar mesmo na aula e que ele não ia ter ninguém com quem jogar, ele se resignou.
Ele é um ótimo professor: tem a maior paciência com as bolas que eu mando pra tudo quanto é lado (quando acerto) e repete dezenas de vezes as instruções de posicionamento. Com a maior cara boa.
O problema é que minhas habilidades atléticas realmente deixam a desejar. Eu sou esforçada, mas não tenho o menor controle sobre meu corpo. Provavelmente, na época em que eu tinha 8 anos e lia dois livros por dia, eu devia ter guardado um tempinho para o desenvolvimento físico.
Agora é tarde.
(As pessoas que lêem esse blogue e não me conhecem devem imaginar que sou vagemente semelhante a um ET: um corpinho mirrado e raquítico coroado por uma cabeça enorme, eternamente inclinada pelo peso do cérebro.
Estão enganadas.)
Ele é um ótimo professor: tem a maior paciência com as bolas que eu mando pra tudo quanto é lado (quando acerto) e repete dezenas de vezes as instruções de posicionamento. Com a maior cara boa.
O problema é que minhas habilidades atléticas realmente deixam a desejar. Eu sou esforçada, mas não tenho o menor controle sobre meu corpo. Provavelmente, na época em que eu tinha 8 anos e lia dois livros por dia, eu devia ter guardado um tempinho para o desenvolvimento físico.
Agora é tarde.
(As pessoas que lêem esse blogue e não me conhecem devem imaginar que sou vagemente semelhante a um ET: um corpinho mirrado e raquítico coroado por uma cabeça enorme, eternamente inclinada pelo peso do cérebro.
Estão enganadas.)
5.8.05
O Caso da Irmã que Não Lê E-mails
Minha irmã mais velha é assim: ela não lê e-mails.
Até um tempo atrás, a desculpa é que ela não tinha computador em casa. E o computador no trabalho? Ah, nesse o acesso à internet era ruim.
E por qual razão não tinha ela um computador em casa? É porque o pai do marido dela havia prometido dar um computador para o marido dela, mas o marido dela não conseguia decidir que computador ele queria. O pai do marido dela chegou a ligar para o MEU marido pedindo pelo amor de deus para ele comprar um computador para o marido dela, mas o marido dela não deixou.
Quase um ano mais tarde, eles finalmente adquiriram um computador. Aí a desculpa é que o marido dela fica agarrado ao computador como um alien, então ela nunca consegue chegar perto da máquina. Só que eu sei muito bem que o marido dela toma banhos longuíssimos, o que quer dizer que o comp fica pelo menos uma hora por dia disponível.
Pra completar, os dois arrumaram uma conta AOL totalmente lixenta. Se eu mando um e-mail pra ela hoje e ligo à noite, ela ainda não recebeu. Lá pela quarta-feira, chega um e-mail dela falando do domingo. Ou seja: todos os e-mails que ela recebe ou emite ficam numa quarentena bizarra antes de chegarem a seus destinos.
E tudo isso porque eles moram numa cidade longe de todo mundo, e quem quer falar com eles tem que fazer interurbanos caríssimos! Imagina se morassem perto, então? Nem telefone eles iam ter!
Enfim. Quero saber se ela vai ou não para BH no dia dos pais. Mandei um e-mail no sábado passado.
Aguardo resposta.
Até um tempo atrás, a desculpa é que ela não tinha computador em casa. E o computador no trabalho? Ah, nesse o acesso à internet era ruim.
E por qual razão não tinha ela um computador em casa? É porque o pai do marido dela havia prometido dar um computador para o marido dela, mas o marido dela não conseguia decidir que computador ele queria. O pai do marido dela chegou a ligar para o MEU marido pedindo pelo amor de deus para ele comprar um computador para o marido dela, mas o marido dela não deixou.
Quase um ano mais tarde, eles finalmente adquiriram um computador. Aí a desculpa é que o marido dela fica agarrado ao computador como um alien, então ela nunca consegue chegar perto da máquina. Só que eu sei muito bem que o marido dela toma banhos longuíssimos, o que quer dizer que o comp fica pelo menos uma hora por dia disponível.
Pra completar, os dois arrumaram uma conta AOL totalmente lixenta. Se eu mando um e-mail pra ela hoje e ligo à noite, ela ainda não recebeu. Lá pela quarta-feira, chega um e-mail dela falando do domingo. Ou seja: todos os e-mails que ela recebe ou emite ficam numa quarentena bizarra antes de chegarem a seus destinos.
E tudo isso porque eles moram numa cidade longe de todo mundo, e quem quer falar com eles tem que fazer interurbanos caríssimos! Imagina se morassem perto, então? Nem telefone eles iam ter!
Enfim. Quero saber se ela vai ou não para BH no dia dos pais. Mandei um e-mail no sábado passado.
Aguardo resposta.
4.8.05
O Caso da Saída
Ontem o Leo foi direto do trabalho para a casa de um amigo jogar X-Box. E vocês sabem: quando o gato sai de casa, os ratos fazem a festa, né?
Eu tinha prometido ir à academia e estudar, mas já que o Leo não estava à vista, fiquei foi bem à toa. Meu lanche se constituiu de uma vasilha inteira de pipocas e uns 10 boletes (um primo pobre da BigBol, aquela bala com chiclete dentro). E único livro que chegou perto das minhas mãos foi um belo romance em inglês.
Até aí, eu estava toda orgulhosa de mim mesma: afinal, eu não sou uma daquelas esposas grudentas que não deixam o marido nem respirar sem a devida autorização. Ele estava se divertindo, e eu também. Mas deu 8 e meia, 9, 9 e meia da noite, e comecei a me preocupar com a falta de notícias. Afinal, o Leo sai do trabalho às 5 e meia!
Mas agüentei firme. Já pensou o vexame, ele lá com os amigos, bem feliz, e a mulé ligando, para saber o que ele estava fazendo? Credo!
* * *
Dani e Ana, vocês tiraram o romance da coisa. Prefiro imaginar meu bisavô como um visionário a frente de seu tempo que veio para o Novo Mundo em busca de aventuras!
Se bem que, se isso fosse verdade, ele não teria se instalado em Arantina, uma cidade do tamanho de um ovo no sul de Minas Gerais.
* * *
Júlio, aposto que nós somos primos!!! Devia ser tudo parente, o pessoal de Celorico de Basto e de Trás-os-Montes.
Eu tinha prometido ir à academia e estudar, mas já que o Leo não estava à vista, fiquei foi bem à toa. Meu lanche se constituiu de uma vasilha inteira de pipocas e uns 10 boletes (um primo pobre da BigBol, aquela bala com chiclete dentro). E único livro que chegou perto das minhas mãos foi um belo romance em inglês.
Até aí, eu estava toda orgulhosa de mim mesma: afinal, eu não sou uma daquelas esposas grudentas que não deixam o marido nem respirar sem a devida autorização. Ele estava se divertindo, e eu também. Mas deu 8 e meia, 9, 9 e meia da noite, e comecei a me preocupar com a falta de notícias. Afinal, o Leo sai do trabalho às 5 e meia!
Mas agüentei firme. Já pensou o vexame, ele lá com os amigos, bem feliz, e a mulé ligando, para saber o que ele estava fazendo? Credo!
* * *
Dani e Ana, vocês tiraram o romance da coisa. Prefiro imaginar meu bisavô como um visionário a frente de seu tempo que veio para o Novo Mundo em busca de aventuras!
Se bem que, se isso fosse verdade, ele não teria se instalado em Arantina, uma cidade do tamanho de um ovo no sul de Minas Gerais.
* * *
Júlio, aposto que nós somos primos!!! Devia ser tudo parente, o pessoal de Celorico de Basto e de Trás-os-Montes.
3.8.05
O Caso dos Estudos
Vocês se lembram daquela propaganda de banco na qual a Débora Bloch, vestida de mãe, dizia para o filho Luís Fernando: “Esse banco mima você demais, Carlos Alberto!”?
Pois bem: nessa época de estudos, estou me sentindo igual ao Carlos Alberto, só que quem me mima não é o banco, é o Leo. Ele prepara o café-da-manhã, vai no supermercado sozinho para eu poder estudar, acorda às 6 da manhã junto comigo para dar apoio moral, aprende matemática financeira para me ensinar...
Desse jeito eu vou ter que dividir meu novo salário com ele!
* * *
O único método do Leo que não funciona é cantar “Good Morning! Good Morning!” para mim às 6 de madrugada. Eu levanto contrariada, de olhos embaçados, e me arrasto até o quarto de estudos para terminar de despertar em cima do livro. Ele acorda todo serelepe, pula da cama, e fica tentando me animar. Aí eu tenho que me esforçar, pensar e responder! Ah, não!
* * *
Na verdade, meu bisavô português não veio de Trás-os-Montes: veio de Celorico de Basto, distrito de Braga. Mas o Júlio confirmou nos comentários que um bocado de gente veio de Trás-os-Montes. Será que a peste negra grassou por lá, ou foi apenas uma agência de turismo mal-intencionada?
Pois bem: nessa época de estudos, estou me sentindo igual ao Carlos Alberto, só que quem me mima não é o banco, é o Leo. Ele prepara o café-da-manhã, vai no supermercado sozinho para eu poder estudar, acorda às 6 da manhã junto comigo para dar apoio moral, aprende matemática financeira para me ensinar...
Desse jeito eu vou ter que dividir meu novo salário com ele!
* * *
O único método do Leo que não funciona é cantar “Good Morning! Good Morning!” para mim às 6 de madrugada. Eu levanto contrariada, de olhos embaçados, e me arrasto até o quarto de estudos para terminar de despertar em cima do livro. Ele acorda todo serelepe, pula da cama, e fica tentando me animar. Aí eu tenho que me esforçar, pensar e responder! Ah, não!
* * *
Na verdade, meu bisavô português não veio de Trás-os-Montes: veio de Celorico de Basto, distrito de Braga. Mas o Júlio confirmou nos comentários que um bocado de gente veio de Trás-os-Montes. Será que a peste negra grassou por lá, ou foi apenas uma agência de turismo mal-intencionada?
2.8.05
O Caso dos Comentários
Sim, eu recebo visitas de pessoas de Portugal (vejam comentário do post abaixo)! Não estou internacional? A propósito, já contei a minha saga para conseguir a cidadania portuguesa? Sendo que meu bisavô Rodrigo era português de Trás-dos-Montes? E como depois de conseguir milhares de documentos complicados, incluindo a certidão de nascimento do bisa pela internet, a fulana do consulado disse que havia uma pequena diferença entre as certidões e era melhor eu largar mão?
Mas eu divago. Respondendo à pergunta do meu público português, estou estudando para o concurso público de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, que me proporcionará um salário líqüido 4/5 maior do que o atual. A autorização já saiu, o que quer dizer que o concurso provavelmente será daqui a 3 meses, durante os quais eu estudarei como uma louca quando não estiver trabalhando (8 horas por dia), ou almoçando (1 hora por dia), ou na academia (1 hora e meia 3 vezes por semana). Eu adoraria largar a academia pela nobre causa dos estudos, mas o William Douglas, o papa dos concursos, afirma que não podemos abandonar os exercícios físicos.
Diacho.
Mas eu divago. Respondendo à pergunta do meu público português, estou estudando para o concurso público de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, que me proporcionará um salário líqüido 4/5 maior do que o atual. A autorização já saiu, o que quer dizer que o concurso provavelmente será daqui a 3 meses, durante os quais eu estudarei como uma louca quando não estiver trabalhando (8 horas por dia), ou almoçando (1 hora por dia), ou na academia (1 hora e meia 3 vezes por semana). Eu adoraria largar a academia pela nobre causa dos estudos, mas o William Douglas, o papa dos concursos, afirma que não podemos abandonar os exercícios físicos.
Diacho.
1.8.05
O Caso dos Estudos
Fiz um quadro de horários de estudo totalmente megalomaníaco, no qual eu estudaria 4 horas e meia às segundas, quartas e sextas, 3 horas às terças e quintas, e o dia todo nos sábados e domingos.
Já estava aflita só de olhar para ele, quando o Leo veio em meu socorro: ele fez outro quadro de horários no qual eu estudo 1 hora e meia todas os dias, e 3 horas nos fins-de-semana.
Parece contraprodutivo, eu reconheço. Só que não é: saber que eu “tenho” que estudar somente 1 hora e meia por dia me deixa muito mais feliz e animada, e muito mais disposta a estudar. O que passar de 1 hora e meia é lucro (que, segundo o Leo, eu posso usar para compensar com outros dias de estudo!).
Resolvi acordar mais cedo e estudar a tal hora e meia logo no início do dia, com a cabeça fresca e descansada. Isso significa que vou para a cama mais cedo, para acordar de madrugada, mas também significa que, quando eu chegar em casa do trabalho, não terei que esquentar a cabeça com os estudos!
Comecei hoje e está dando muito certo. Desse jeito, conseguirei continuar estudando por muito tempo, como recomenda o William Douglas, o papa dos concursos e meu ídolo pessoal.
Que, por sinal, diria que eu não devo dizer “eu tenho que estudar”, mas sim “eu quero estudar”. Neurolingüística pura. Na minha língua, isso significa "picaretagem pura", mas se funcionou para o William, há de funcionar para mim também.
Já estava aflita só de olhar para ele, quando o Leo veio em meu socorro: ele fez outro quadro de horários no qual eu estudo 1 hora e meia todas os dias, e 3 horas nos fins-de-semana.
Parece contraprodutivo, eu reconheço. Só que não é: saber que eu “tenho” que estudar somente 1 hora e meia por dia me deixa muito mais feliz e animada, e muito mais disposta a estudar. O que passar de 1 hora e meia é lucro (que, segundo o Leo, eu posso usar para compensar com outros dias de estudo!).
Resolvi acordar mais cedo e estudar a tal hora e meia logo no início do dia, com a cabeça fresca e descansada. Isso significa que vou para a cama mais cedo, para acordar de madrugada, mas também significa que, quando eu chegar em casa do trabalho, não terei que esquentar a cabeça com os estudos!
Comecei hoje e está dando muito certo. Desse jeito, conseguirei continuar estudando por muito tempo, como recomenda o William Douglas, o papa dos concursos e meu ídolo pessoal.
Que, por sinal, diria que eu não devo dizer “eu tenho que estudar”, mas sim “eu quero estudar”. Neurolingüística pura. Na minha língua, isso significa "picaretagem pura", mas se funcionou para o William, há de funcionar para mim também.
28.7.05
O Caso do Cansaço
Estou cansadíssima. Precisando de férias urgentemente. Fui olhar na agenda quando foram as últimas férias e, para a minha surpresa, descobri que foram em maio! Não faz nem 3 meses e eu já estou pedindo água. Tudo bem que foram só 10 dias e parte dela foi gasta em BH, tirando passaporte. Mas, ainda assim...
Acho que estou muito pouco acostumada ao mundo adulto do trabalho e seus escassos 30 dias (corridos!) de férias por ano. Quando eu era universitária, tinha quase 3 meses de férias. Sem contar uma grevinha aqui, outra lá... Os estágios eram mais exigentes, é verdade, mas como eram todos de 4 horas, não cansavam tanto assim.
Alguém aí arrisca os números da Mega Sena?
Acho que estou muito pouco acostumada ao mundo adulto do trabalho e seus escassos 30 dias (corridos!) de férias por ano. Quando eu era universitária, tinha quase 3 meses de férias. Sem contar uma grevinha aqui, outra lá... Os estágios eram mais exigentes, é verdade, mas como eram todos de 4 horas, não cansavam tanto assim.
Alguém aí arrisca os números da Mega Sena?
27.7.05
O Caso da Indecisão
Nossa viagem a NY está suspensa até segunda ordem. Saiu a autorização para o concurso que eu quero fazer um dia antes de comprarmos a passagem. Perfect timing.
Cenários possíveis: o concurso sair antes da viagem (duvido, mas nada é impossível); o concurso ser lá por outubro, e aí dá pra gente viajar em novembro. Afinal, temos o visto americano, dinheiro no bolso e muitos dias de férias para tirar!
O problema é que os hotéis que a gente quer estão lotados até não sei mais quando, o inverno em NY é glacial e o dólar disparou.
Cenários possíveis: o concurso sair antes da viagem (duvido, mas nada é impossível); o concurso ser lá por outubro, e aí dá pra gente viajar em novembro. Afinal, temos o visto americano, dinheiro no bolso e muitos dias de férias para tirar!
O problema é que os hotéis que a gente quer estão lotados até não sei mais quando, o inverno em NY é glacial e o dólar disparou.
26.7.05
O Caso dos Comprimidos Mastigáveis
Para minha grande alegria, o outro dermatologista concluiu, pós-exame de sangue, que eu estou com uma anemiazinha mesmo e que dentro de 1 mês, mais ou menos, se eu tomar o remédio direitinho, o cabelo deve começar a se recuperar.
O problema é que o remédio vem em forma de comprimidos mastigáveis sabor chocolate. Só que eles não têm o menor gosto de chocolate, são doces pra caramba, pegajosos e grudentos. Ah, e se eu tiver próteses dentárias, especialmente do tipo “luva light”, devo escover os dentes imediatamente depois de ingerir o remédio, ou elas vão escurecer. Como não tenho a menor idéia do que sejam próteses dentárias do tipo “luva light”, estou confiando que não as possuo.
De qualquer forma, vai ser duro tomar o comprimido sabor chocolate (qualquer semelhança com Oviscos é mera coincidência!) durante meses. Acho que vou ligar para o médico e pedir para ele trocar para a fórmula xarope.
O problema é que o remédio vem em forma de comprimidos mastigáveis sabor chocolate. Só que eles não têm o menor gosto de chocolate, são doces pra caramba, pegajosos e grudentos. Ah, e se eu tiver próteses dentárias, especialmente do tipo “luva light”, devo escover os dentes imediatamente depois de ingerir o remédio, ou elas vão escurecer. Como não tenho a menor idéia do que sejam próteses dentárias do tipo “luva light”, estou confiando que não as possuo.
De qualquer forma, vai ser duro tomar o comprimido sabor chocolate (qualquer semelhança com Oviscos é mera coincidência!) durante meses. Acho que vou ligar para o médico e pedir para ele trocar para a fórmula xarope.
25.7.05
O Caso do Casamento do Ivan
Só digo que tomei apenas uma taça de champanhe – ela nunca ficava vazia. E que dancei tanto que meus pés estão doendo até hoje.
22.7.05
O Caso da Idade
Sempre me acharam mais nova do que eu sou. Isso, em teoria, é bom no momento atual, já que eu tenho 29, mas quando eu tinha os meus 13, 14 anos, é claro que eu odiava. O que talvez explique por que eu sou louca para fazer 30 anos e por que eu acho que mentir a idade para menos é uma babaquice. Vejam só: se você fala que tem 40 e na verdade tem 35, as pessoas vão te achar bonitona e conservada. Se você diz o contrário, grande a chance de te acharem um bagulho.
Digo que me acharem mais nova do que eu sou é bom em teoria porque, no trabalho, é bom impor respeito. Estou cansada de me chamarem de “menina”, “mocinha” e “senhorita”. Afinal, eu sou uma mulher e sou uma senhora. Não foi da noite para o dia: foram necessário muitos anos e alguns momentos difíceis para virar uma mulher. E querem me reduzir a “menininha”? Diabos.
Ontem fui ao médico e, é claro, ele estava atrasado. A secretária olhou para minha cara e recomendou que eu dissesse a ele que eu tinha aula na faculdade para que ele me atendesse logo. Aula na faculdade?!? Por favor. Eu sou formada em dois cursos universitários. Passei dez anos na UFMG. Agora eu sou uma profissional!
Talvez eu deva usar uns tailleurzinhos em cores sóbrias e cortar o cabelo chanel. Segundo a minha dentista, não vai adiantar: ela garante que a causa da minha ilusória juventude são os meus dentes da frente, que ainda têm aquela “serrinha” da infância.
Vamos ver se continua funcionando quando eu tiver uns 80.
Digo que me acharem mais nova do que eu sou é bom em teoria porque, no trabalho, é bom impor respeito. Estou cansada de me chamarem de “menina”, “mocinha” e “senhorita”. Afinal, eu sou uma mulher e sou uma senhora. Não foi da noite para o dia: foram necessário muitos anos e alguns momentos difíceis para virar uma mulher. E querem me reduzir a “menininha”? Diabos.
Ontem fui ao médico e, é claro, ele estava atrasado. A secretária olhou para minha cara e recomendou que eu dissesse a ele que eu tinha aula na faculdade para que ele me atendesse logo. Aula na faculdade?!? Por favor. Eu sou formada em dois cursos universitários. Passei dez anos na UFMG. Agora eu sou uma profissional!
Talvez eu deva usar uns tailleurzinhos em cores sóbrias e cortar o cabelo chanel. Segundo a minha dentista, não vai adiantar: ela garante que a causa da minha ilusória juventude são os meus dentes da frente, que ainda têm aquela “serrinha” da infância.
Vamos ver se continua funcionando quando eu tiver uns 80.
21.7.05
O Caso do Vestido
Fomos convidados para ser padrinhos de casamento em pleno julho. Beleuza. O Leo vai de terno, como sempre, e estará bem abrigado. Quanto a mim, decidi que não ia passar frio de jeito nenhum (longo histórico de congelar em festas usando vestidos lindos e frescos) e me dirigi à única loja que eu conhecia capaz de produzir roupas quentes e elegantes.
Cheguei lá firme: quero um vestido que me proteja do frio. A moça me sugeriu mangas compridas, estolas de rendas, capinhas fechadas no pescoço – essas coisas que fazem com que você pareça ter uns quarenta e cinco anos. A mais. Recusei, recusei e recusei. Aí a moça passou a me mostrar vestidos mais decotados. Me animei. Dali para o vestido lindo e fresco, foi um passo.
É lógico que eu fiz adaptações para o inverno. Ao invés de musseline, tecido de verão, escolhi cetim (muito quente, não é? Aposto que todo mundo tem jaquetas de cetim). Contei que ia usar uma estola de pele emprestada de mamã (só que no dia eu não lembrava que a tal estola era mais uma gola). E meia fina, é claro (todo mundo sabe que os esquimós só sobrevivem no Ártico porque usam meia fina).
Mas, apesar de todas essas modificações para o inverno, o vestido continua lindo... e fresco. Não tem mangas. Tem é um decote gigantesco nas costas e outro pouco menor na frente. A tal estola mal cobre nuca e ombros.
Em suma: serei uma madrinha linda... e congelada.
Cheguei lá firme: quero um vestido que me proteja do frio. A moça me sugeriu mangas compridas, estolas de rendas, capinhas fechadas no pescoço – essas coisas que fazem com que você pareça ter uns quarenta e cinco anos. A mais. Recusei, recusei e recusei. Aí a moça passou a me mostrar vestidos mais decotados. Me animei. Dali para o vestido lindo e fresco, foi um passo.
É lógico que eu fiz adaptações para o inverno. Ao invés de musseline, tecido de verão, escolhi cetim (muito quente, não é? Aposto que todo mundo tem jaquetas de cetim). Contei que ia usar uma estola de pele emprestada de mamã (só que no dia eu não lembrava que a tal estola era mais uma gola). E meia fina, é claro (todo mundo sabe que os esquimós só sobrevivem no Ártico porque usam meia fina).
Mas, apesar de todas essas modificações para o inverno, o vestido continua lindo... e fresco. Não tem mangas. Tem é um decote gigantesco nas costas e outro pouco menor na frente. A tal estola mal cobre nuca e ombros.
Em suma: serei uma madrinha linda... e congelada.
20.7.05
O Caso da Chave
Essas coisas só acontecem comigo.
Costumo colocar a chave da portaria e da porta do apartamento num clipe de papel para levar só as duas para a academia. Quando volto pra casa, encaixo o clipe de volta no chaveiro grande.
Ontem, acabei esquecendo essas chaves na porta. E na hora de voltar pra casa...
Cadê o porteiro? A luz da portaria estava acesa e havia um casaco sobre a cadeira, mas o porteiro não estava lá. Liguei para o Leo para perguntar qual era o apartamento da síndica, ou para implorar que ele chegasse logo em casa, mas justamente ontem ele tinha esquecido o celular em casa!
Liguei para o telefone da empresa. Ninguém atendeu. Toquei aleatoriamente o interfone em alguns apartamentos. Idem.
Aí, num momento de desalento, suspirei e me encostei no portão. Ele estava... aberto!
O detalhe é que, se o portão fica aberto mais de 15 segundos, o alarme toca loucamente. E eu estava com certeza há mais de 5 minutos plantada na frente do prédio.
Pra falar a verdade, nem me importei. Entrei correndo no prédio e fui pra casa, já que eu tinha a chave da porta dos fundos na minha bolsa!
* * *
Acaba de me ocorrer que o porteiro, antes de abandonar seu posto pra fazer não sei o quê, deixou o portão encostado e desligou o alarme. Até que foi esperto da parte dele. Se pelo menos houvesse uma maneira de distinguir visualmente o portão trancado do encostado...!
Costumo colocar a chave da portaria e da porta do apartamento num clipe de papel para levar só as duas para a academia. Quando volto pra casa, encaixo o clipe de volta no chaveiro grande.
Ontem, acabei esquecendo essas chaves na porta. E na hora de voltar pra casa...
Cadê o porteiro? A luz da portaria estava acesa e havia um casaco sobre a cadeira, mas o porteiro não estava lá. Liguei para o Leo para perguntar qual era o apartamento da síndica, ou para implorar que ele chegasse logo em casa, mas justamente ontem ele tinha esquecido o celular em casa!
Liguei para o telefone da empresa. Ninguém atendeu. Toquei aleatoriamente o interfone em alguns apartamentos. Idem.
Aí, num momento de desalento, suspirei e me encostei no portão. Ele estava... aberto!
O detalhe é que, se o portão fica aberto mais de 15 segundos, o alarme toca loucamente. E eu estava com certeza há mais de 5 minutos plantada na frente do prédio.
Pra falar a verdade, nem me importei. Entrei correndo no prédio e fui pra casa, já que eu tinha a chave da porta dos fundos na minha bolsa!
* * *
Acaba de me ocorrer que o porteiro, antes de abandonar seu posto pra fazer não sei o quê, deixou o portão encostado e desligou o alarme. Até que foi esperto da parte dele. Se pelo menos houvesse uma maneira de distinguir visualmente o portão trancado do encostado...!
19.7.05
O Caso do Aniversário
Hoje é aniversário do Leo! Aniversário do Leo! Já é o segundo que ele faz depois de casado, e ele vai sempre estar ganhando de mim, porque eu faço aniversário em abril e a gente se casou em junho.
Tive a paciência de investigar no calendário e descobri que faço aniversário 40 dias antes da data do casamento. E o Leo faz 40 dias depois! Não é fantástico? Não é um sinal que somos almas gêmeas e ficaremos casados 80 anos (sim, sei que aí eu estaria com 119, mas pensem na evolução da ciência!)?
Iremos à BH no fim-de-semana para o Leo receber abraços dos amigos (e beijos das amigas, vá lá). E também porque somos padrinhos de um casamento. Eu e o Leo somos ótimos padrinhos: damos presentes legais, chegamos na hora, ficamos bonitos na foto e ainda somos um excelente exemplo para casais!
Tive a paciência de investigar no calendário e descobri que faço aniversário 40 dias antes da data do casamento. E o Leo faz 40 dias depois! Não é fantástico? Não é um sinal que somos almas gêmeas e ficaremos casados 80 anos (sim, sei que aí eu estaria com 119, mas pensem na evolução da ciência!)?
Iremos à BH no fim-de-semana para o Leo receber abraços dos amigos (e beijos das amigas, vá lá). E também porque somos padrinhos de um casamento. Eu e o Leo somos ótimos padrinhos: damos presentes legais, chegamos na hora, ficamos bonitos na foto e ainda somos um excelente exemplo para casais!
18.7.05
O Caso dos Hotéis
Passei o fim-de-semana grudada como um alien ao computador (e olha que o monitor perdeu o vermelho e tudo fica com cores muito esquisitas) tentando montar uma viagem decente que não nos leve à falência.
O primeiro problema é que “Nova York”, “hotel” e “barato” não pertencem à mesma frase, a não ser que a frase seja “Os hotéis em Nova York não são nada baratos”. Em termos práticos, isso significa que uma diária de 200 dólares é uma pechincha. E ainda não estamos contando os impostos de 13,5% e a taxa de ocupação de US$ 3,50 por noite!
O segundo problema é que os hotéis que eu quero já não têm vagas para daqui a 3 meses, isto é, setembro. O lado bom é que eles realmente devem ser legais. O lado ruim é que tivemos que mudar a viagem para outubro, e aí os hotéis em Washington é que ficam extorsivos...
Depois de fazer todas as combinações possíveis, decidimo-nos por dois hotéis charmosinhos em NY: o Hotel QT (www.hotelqt.com) e o BelleClaire (www.belleclaire.com). Cada um deles fica numa área diferente, o que quer dizer que teremos uma homebase para cada região. E também que nenhum deles tinha oito noites seguidas disponíveis.
Parece simples? Não foi. Quando o negócio é em dólar, você tem que montar a viagem assim: a saída tem que ser de segunda a quarta-feira, porque fica mais barato; os primeiros dias da viagem têm que ser em Washington, porque lá os hotéis são mais em conta no fim-de-semana; os primeiros dias em NY têm que ser no hotel que cobra menos durante os dias de semana, e os últimos no hotel que cobra a mesma coisa durante meio e fim-de-semana, porque aí não dá diferença.
O problema é que você só descobre o detalhe da saída de segunda a quarta depois que já reservou todos os hotéis, e então você tenta adiantar a viagem em um dia para economizar 100 dólares, só que aí os hotéis que você quer não têm mais aquele dia disponível.
The horror.
O primeiro problema é que “Nova York”, “hotel” e “barato” não pertencem à mesma frase, a não ser que a frase seja “Os hotéis em Nova York não são nada baratos”. Em termos práticos, isso significa que uma diária de 200 dólares é uma pechincha. E ainda não estamos contando os impostos de 13,5% e a taxa de ocupação de US$ 3,50 por noite!
O segundo problema é que os hotéis que eu quero já não têm vagas para daqui a 3 meses, isto é, setembro. O lado bom é que eles realmente devem ser legais. O lado ruim é que tivemos que mudar a viagem para outubro, e aí os hotéis em Washington é que ficam extorsivos...
Depois de fazer todas as combinações possíveis, decidimo-nos por dois hotéis charmosinhos em NY: o Hotel QT (www.hotelqt.com) e o BelleClaire (www.belleclaire.com). Cada um deles fica numa área diferente, o que quer dizer que teremos uma homebase para cada região. E também que nenhum deles tinha oito noites seguidas disponíveis.
Parece simples? Não foi. Quando o negócio é em dólar, você tem que montar a viagem assim: a saída tem que ser de segunda a quarta-feira, porque fica mais barato; os primeiros dias da viagem têm que ser em Washington, porque lá os hotéis são mais em conta no fim-de-semana; os primeiros dias em NY têm que ser no hotel que cobra menos durante os dias de semana, e os últimos no hotel que cobra a mesma coisa durante meio e fim-de-semana, porque aí não dá diferença.
O problema é que você só descobre o detalhe da saída de segunda a quarta depois que já reservou todos os hotéis, e então você tenta adiantar a viagem em um dia para economizar 100 dólares, só que aí os hotéis que você quer não têm mais aquele dia disponível.
The horror.
15.7.05
O Caso da Agente de Viagem
Como eu e o Leo estamos pensando em viajar mais para o final do ano, saímos à caça de um agente de viagens. Na minha cabeça, agente de viagens sabe muito mais do que os meros mortais a respeito de vôos, hotéis e localidades, e é capaz de desenterrar ofertas inacreditáveis em datas incríveis.
Acho que se trata de mais uma de minhas ilusões. A agente de viagens que nos foi recomendada, tão chique que cobra uma taxa de 100 dólares caso você acabe não fechando com ela, está nos saindo um desapontamento.
Primeiro ela nos apresenta uma oferta Google: desses que se você for nos sites de linha aérea e de hotéis você mesmo monta. Com a desvantagem de, por não ser pacote, não ter desconto nas diárias, nem seguro, nem transfer aeroporto-hotel.
Aí ela demora dias para responder as perguntas mais básicas, do gênero “quais os nomes dos hotéis que você sugere que a gente fique?”. E dá uns nomes de hotéis hó-rriveis, daqueles que têm 1.600 quartos, milhares de brasileiros, e ficam nos lugares mais óbvios do mundo.
Então eu tive uma das minhas idéias fantásticas (elas são sempre fantásticas, se pouco práticas): vou me tornar uma agente de viagens! Não pode ser tão difícil. Aposto que deve existir um curso técnico que você faz e pronto: fico sabendo de todos os segredos da profissão, ganho uns trocados toda vez que eu reservar um quarto para mim mesmo, e terei descontos fabulosos para voar pelo mundo!
Acho que se trata de mais uma de minhas ilusões. A agente de viagens que nos foi recomendada, tão chique que cobra uma taxa de 100 dólares caso você acabe não fechando com ela, está nos saindo um desapontamento.
Primeiro ela nos apresenta uma oferta Google: desses que se você for nos sites de linha aérea e de hotéis você mesmo monta. Com a desvantagem de, por não ser pacote, não ter desconto nas diárias, nem seguro, nem transfer aeroporto-hotel.
Aí ela demora dias para responder as perguntas mais básicas, do gênero “quais os nomes dos hotéis que você sugere que a gente fique?”. E dá uns nomes de hotéis hó-rriveis, daqueles que têm 1.600 quartos, milhares de brasileiros, e ficam nos lugares mais óbvios do mundo.
Então eu tive uma das minhas idéias fantásticas (elas são sempre fantásticas, se pouco práticas): vou me tornar uma agente de viagens! Não pode ser tão difícil. Aposto que deve existir um curso técnico que você faz e pronto: fico sabendo de todos os segredos da profissão, ganho uns trocados toda vez que eu reservar um quarto para mim mesmo, e terei descontos fabulosos para voar pelo mundo!
14.7.05
O Caso das Donas-de-Casa Desesperadas
Ontem o Leo me contou o primeiro episódio de Desperate Housewifes e eu vi o segundo, para ver se eu gostava. Afinal, é um seriado que faz muito sucesso nos Estados Unidos e aqui, que foi indicado a vários Emmys (o equivalente ao troféu SBT dos States) etc. etc.
Sabe o que eu achei? Chato. Muito chato. As quatro personagens principais são quatro mulheres descontroladas, cujos problemas, pelo menos pra mim, surgem de uma razão muito simples: falta de serviço!
Uma é uma dona-de-casa perfeita. Outra é uma alta executiva que largou o emprego pra tomar conta dos 4 filhos pivetes. Outra é uma ex-modelo que vive sustentada pelo marido rico. A última é a única que tem um emprego: ilustradora de livros infantis. (que, venhamos e convenhamos, não é lá uma profissão de verdade. Pelo menos no seriado, ela passa o dia inteiro em casa, sem encostar em um único lápis-de-cor).
Em suma, são mulheres – pessoas – no seu pior. Sem objetivos, sem planos, sem esperança. Sem um pingo de imaginação. E sem iniciativa, porque se a vida delas, de mulheres atraentes e teoricamente inteligentes de classe-média alta não está boa, por que diabos elas NÃO FAZEM ALGUMA COISA A RESPEITO?
Põe uma enxada na mão de cada uma que resolve o problema.
Sabe o que eu achei? Chato. Muito chato. As quatro personagens principais são quatro mulheres descontroladas, cujos problemas, pelo menos pra mim, surgem de uma razão muito simples: falta de serviço!
Uma é uma dona-de-casa perfeita. Outra é uma alta executiva que largou o emprego pra tomar conta dos 4 filhos pivetes. Outra é uma ex-modelo que vive sustentada pelo marido rico. A última é a única que tem um emprego: ilustradora de livros infantis. (que, venhamos e convenhamos, não é lá uma profissão de verdade. Pelo menos no seriado, ela passa o dia inteiro em casa, sem encostar em um único lápis-de-cor).
Em suma, são mulheres – pessoas – no seu pior. Sem objetivos, sem planos, sem esperança. Sem um pingo de imaginação. E sem iniciativa, porque se a vida delas, de mulheres atraentes e teoricamente inteligentes de classe-média alta não está boa, por que diabos elas NÃO FAZEM ALGUMA COISA A RESPEITO?
Põe uma enxada na mão de cada uma que resolve o problema.
13.7.05
O Caso do Cabelo
Meu cabelo anda caindo horrivelmente, então, antes que eu fique careca, tomei coragem e resolvi ir ao médico.
Ele olhou pra minha cara, cutucou minha cabeça com a ponta do dedo, perguntou se meu pai era calvo e decidiu que a questão era genética, prescrevendo um remédio de 80 reais que deve ser aplicado para o resto da vida.
Decidi arrumar um segunda opinião. O Leo achou que não era uma boa idéia: provavelmente ele ia dar outro diagnóstico, o que, ao invés de resolver o problema, iria complicá-lo. “Aí é melhor de três,” respondi, engraçadinha, mas já imaginando que, se o hipotético terceiro médico tivesse outra teoria, então eu estava ferrada mesmo.
Descobri um derma perto de casa e lá me fui, bem pimpona. A secretária estava sumida atrás de uma porta, examinando biquínis que uma colega queria empurrar nela. Depois de uns 10 minutos, ela deu as caras. Para avisar que o doutor fulano “não vinha não”. “Ele viajou,” disse ela, distraída. “E não pegaram seu telefone quando você marcou a consulta, então não pude avisar.”
Fiquei altamente desconfiada que quem marcou a consulta e, conseqüentemente, devia ter pego meu telefone, era ela, mas, enfim, como eu moro a um quarteirão do médico, nem tive forças para criar caso.
Voltei lá ontem. A secretária estava sumida de novo. Enquanto ela não aparecia, bati papo com uma mulher meio doida, que não demorou dois minutos pra contar que ela fazer botox, preenchimento, tirar as manchas da perna e aproveitar que ela estava no Brasil para colocar dentadura definitiva, porque ela mora na Flórida e é casada com um porto-riquenho de 33 anos. No fim das contas, o médico achou que eu estava meio pálida e me mandou fazer um exame de sangue para ver se eu estou anêmica. Estou torcendo para estar anêmica. Porque com certeza que o tratamento de anemia não é feito com remédios de 80 reais que devem ser aplicados para o resto da vida!
Ele olhou pra minha cara, cutucou minha cabeça com a ponta do dedo, perguntou se meu pai era calvo e decidiu que a questão era genética, prescrevendo um remédio de 80 reais que deve ser aplicado para o resto da vida.
Decidi arrumar um segunda opinião. O Leo achou que não era uma boa idéia: provavelmente ele ia dar outro diagnóstico, o que, ao invés de resolver o problema, iria complicá-lo. “Aí é melhor de três,” respondi, engraçadinha, mas já imaginando que, se o hipotético terceiro médico tivesse outra teoria, então eu estava ferrada mesmo.
Descobri um derma perto de casa e lá me fui, bem pimpona. A secretária estava sumida atrás de uma porta, examinando biquínis que uma colega queria empurrar nela. Depois de uns 10 minutos, ela deu as caras. Para avisar que o doutor fulano “não vinha não”. “Ele viajou,” disse ela, distraída. “E não pegaram seu telefone quando você marcou a consulta, então não pude avisar.”
Fiquei altamente desconfiada que quem marcou a consulta e, conseqüentemente, devia ter pego meu telefone, era ela, mas, enfim, como eu moro a um quarteirão do médico, nem tive forças para criar caso.
Voltei lá ontem. A secretária estava sumida de novo. Enquanto ela não aparecia, bati papo com uma mulher meio doida, que não demorou dois minutos pra contar que ela fazer botox, preenchimento, tirar as manchas da perna e aproveitar que ela estava no Brasil para colocar dentadura definitiva, porque ela mora na Flórida e é casada com um porto-riquenho de 33 anos. No fim das contas, o médico achou que eu estava meio pálida e me mandou fazer um exame de sangue para ver se eu estou anêmica. Estou torcendo para estar anêmica. Porque com certeza que o tratamento de anemia não é feito com remédios de 80 reais que devem ser aplicados para o resto da vida!
12.7.05
O Caso do Café-da-Manhã no Serviço
Ai, ai. Acho que estou me transformando em um pão-de-queijo. Também acho que não vou nem almoçar hoje. Escrever este post está sendo um esforço tremendo, porque todo o meu sangue está ocupado na digestão.
Explico: teve um aniversário hoje em minha seção e nós decidimos fazer um café-da-manhã comemorativo. No cardápio, bolo, chocolate-quente e, claro, pão-de-queijo. Como não gosto de bolo, tive que me contentar com o chocolate-quente e o pão-de-queijo. E como tinha muito de ambos, e estavam ambos muito gostosos... * suspiro*
Aproveito para passar a receita do chocolate-quente, antes que me perguntem:
2 litros de leite (960 calorias)
1 lata de leite condensado (1000 calorias)
1 barra de chocolate meio-amargo (900 calorias)
1 pacote de 200 g de chocolate em pó (1000 calorias)
Grande total: 3860 calorias. Mas não se assustem! A receita dá uns 15 copos. Isso quer dizer que cada copo possui aproximadamente 250 calorias. O que não é tão ruim assim.
Isto é, se você tiver força de vontade suficiente para tomar apenas um copo.
Explico: teve um aniversário hoje em minha seção e nós decidimos fazer um café-da-manhã comemorativo. No cardápio, bolo, chocolate-quente e, claro, pão-de-queijo. Como não gosto de bolo, tive que me contentar com o chocolate-quente e o pão-de-queijo. E como tinha muito de ambos, e estavam ambos muito gostosos... * suspiro*
Aproveito para passar a receita do chocolate-quente, antes que me perguntem:
2 litros de leite (960 calorias)
1 lata de leite condensado (1000 calorias)
1 barra de chocolate meio-amargo (900 calorias)
1 pacote de 200 g de chocolate em pó (1000 calorias)
Grande total: 3860 calorias. Mas não se assustem! A receita dá uns 15 copos. Isso quer dizer que cada copo possui aproximadamente 250 calorias. O que não é tão ruim assim.
Isto é, se você tiver força de vontade suficiente para tomar apenas um copo.
11.7.05
O Caso do Inverno
Aqui nesta cidade está fazendo um frio hó-rrível. Nem parece Fabriciano, sô! E nada de céus azuis e sóis cintilantes: ultimamente, o tempo está fechado, cinzento, feio mesmo. Um hó-rror!
Só é bom para duas coisas: fazer academia, porque é sempre melhor sentir menos calor e porque, por algum motivo misterioso, a freqüência cai muito, então não tenho que disputar aparelhos com ninguém. E fazer fondue! Ontem eu e o Leo comemoramos 13 meses de casamento, que na verdade foi no sábado, com um romântico fondue de queijo só para nós dois.
Enfim, estou sentindo saudade do calorzinho. Não, não era bom caminhar até o restaurante na hora do almoço com o sol a pino sobre a cabeça, mas era tão bom ir no clube nadar depois do expediente!
Só é bom para duas coisas: fazer academia, porque é sempre melhor sentir menos calor e porque, por algum motivo misterioso, a freqüência cai muito, então não tenho que disputar aparelhos com ninguém. E fazer fondue! Ontem eu e o Leo comemoramos 13 meses de casamento, que na verdade foi no sábado, com um romântico fondue de queijo só para nós dois.
Enfim, estou sentindo saudade do calorzinho. Não, não era bom caminhar até o restaurante na hora do almoço com o sol a pino sobre a cabeça, mas era tão bom ir no clube nadar depois do expediente!
8.7.05
O Caso dos Livritos
A saga paulistana finalmente acabou (nossa, como essa viagem de fim-de-semana rendeu posts) e estamos de volta à programação normal.
Meus livros em inglês, aqueles que iam demorar 12 semanas para chegar, deram as caras em apenas 10. Foram entregues aqui na receita na quinta-feira passada, dentro de uma sacola branca gigantesca, parecendo que tinha um defunto dentro. Mas não tinha – eram só 36 pocket books muito bem escolhidos por mim e pela Daninha.
No fim-de-semana fui à Goval para dividirmos o tesouro. Desde então eu já devorei 5 deles, o olha que eu estou tentando economizá-los para durarem mais, e que estou muito ocupada com academia e eventos sociais. Ou seja, só sobra para lê-los o período de 11 da noite (hora em que eu geralmente durmo) às 1 da manhã (hora em que eu capoto). O resultado é que eu fico igual a um zumbi durante o dia.
Mas ontem eu me vinguei. Aproveitei que o Leo tinha um evento na empresa e não fui na academia, não fiz nada, só li livros das 5 da tarde até 11 e meia da noite. Acompanhada de uma bacia inteira de pipoca e uns chocolatinhos.
É, foram livros mesmo. Terminei o que eu estava lendo, comecei e terminei um menorzinho, e comecei outro absolutamente ótimo, que me roubou muitos minutos preciosos de sono!
Meus livros em inglês, aqueles que iam demorar 12 semanas para chegar, deram as caras em apenas 10. Foram entregues aqui na receita na quinta-feira passada, dentro de uma sacola branca gigantesca, parecendo que tinha um defunto dentro. Mas não tinha – eram só 36 pocket books muito bem escolhidos por mim e pela Daninha.
No fim-de-semana fui à Goval para dividirmos o tesouro. Desde então eu já devorei 5 deles, o olha que eu estou tentando economizá-los para durarem mais, e que estou muito ocupada com academia e eventos sociais. Ou seja, só sobra para lê-los o período de 11 da noite (hora em que eu geralmente durmo) às 1 da manhã (hora em que eu capoto). O resultado é que eu fico igual a um zumbi durante o dia.
Mas ontem eu me vinguei. Aproveitei que o Leo tinha um evento na empresa e não fui na academia, não fiz nada, só li livros das 5 da tarde até 11 e meia da noite. Acompanhada de uma bacia inteira de pipoca e uns chocolatinhos.
É, foram livros mesmo. Terminei o que eu estava lendo, comecei e terminei um menorzinho, e comecei outro absolutamente ótimo, que me roubou muitos minutos preciosos de sono!
7.7.05
O Caso do Visto (Dia 3)
Como a entrevista no consulado americano estava marcada para as 10 da manhã de segunda-feira, acordamos às 8, fizemos as malas, deixamos o Marco Antônio vigiando-as e lá nos fomos para a Chácara Santo Antônio, nome bizarro do bairro onde fica o tal consulado.
Pegamos o táxi às 15 para as 9 e isso foi muito bom, porque enfrentamos um engarrafamento bizarro nos Jardins e gastamos quase 1 hora, ao invés dos 20 minutos programados, para chegar ao consulado. A parte boa é que, como o Jardins é o bairro chique de São Paulo, ficamos paradas no trânsito vendo concessionárias de Ferraris, BMWs e Porshes. Ah, e lojas de blindagem.
Chegamos 10 minutos adiantadas, crentes que íamos ser atendidas em um instante. Ledo engano. Primeiro tem a fila para ENTRAR no consulado, que era imensa e se esticava pela calçada. Depois de meia hora, você consegue pagar a taxa do visto (100 dólares! 100 dólares! E a cotação é deles: é 250 reais e não se discute) e passar pelo detector de metais. Tomam seu celular, e deixam que você entre em um grande galpão com muitos e muitos bancos, no qual devia ter umas trezentas pessoas.
Aí você entra na fila de entregar os documentos (mais uma meia hora). Depois você entra na fila de tirar digitais (com certeza para comparar com os arquivos do FBI e ver se você não é um terrorista fichado. Pelo menos não tem que “tocar piano” com essas tintas horrorosas que só saem com ácido sulfúrico: você põe seus dedinhos indicadores em um scanner e pronto. Por que os indicadores, e não os polegares? Faz sentido: para apertar um gatilho de metralhadora ou um botão detonador de bomba você usa o indicar, não usa?). A partir desse momento, você está liberado pra passear na região da lanchonete que fica dentro do consulado, e esperar pela entrevista.
O detalhe é que só quando chegamos no consulado é que nos avisaram que teríamos que pagar mais 22 reais (cada uma!) pelo Sedex para termos nossos passaportes de volta. Como o táxi demorou, custou mais do que o esperado. E precisávamos pegar outro táxi de volta ao hotel. Em suma, o dinheiro estava racionado e só pudemos ficar olhando tristemente para os pães-de-queijo da lanchonete.
Depois de mais hora e meia, fomos chamadas para a entrevista. Eu esperava que ela acontecesse em uma sala privativa, com uma dupla de agentes secretos fazendo a rotina “good cop, bad cop” e tentando te pegar em contradição. Que nada. Um moço, atrás do guichê de vidro à prova de bala, te pergunta, sem nem olhar pra sua cara pra ver se você tem sangue árabe: o que é que você faz? E o seu marido? Já esteve nos Estados Unidos? Qual é a renda familiar? E pronto, seu visto está concedido.
Pegamos o táxi às 15 para as 9 e isso foi muito bom, porque enfrentamos um engarrafamento bizarro nos Jardins e gastamos quase 1 hora, ao invés dos 20 minutos programados, para chegar ao consulado. A parte boa é que, como o Jardins é o bairro chique de São Paulo, ficamos paradas no trânsito vendo concessionárias de Ferraris, BMWs e Porshes. Ah, e lojas de blindagem.
Chegamos 10 minutos adiantadas, crentes que íamos ser atendidas em um instante. Ledo engano. Primeiro tem a fila para ENTRAR no consulado, que era imensa e se esticava pela calçada. Depois de meia hora, você consegue pagar a taxa do visto (100 dólares! 100 dólares! E a cotação é deles: é 250 reais e não se discute) e passar pelo detector de metais. Tomam seu celular, e deixam que você entre em um grande galpão com muitos e muitos bancos, no qual devia ter umas trezentas pessoas.
Aí você entra na fila de entregar os documentos (mais uma meia hora). Depois você entra na fila de tirar digitais (com certeza para comparar com os arquivos do FBI e ver se você não é um terrorista fichado. Pelo menos não tem que “tocar piano” com essas tintas horrorosas que só saem com ácido sulfúrico: você põe seus dedinhos indicadores em um scanner e pronto. Por que os indicadores, e não os polegares? Faz sentido: para apertar um gatilho de metralhadora ou um botão detonador de bomba você usa o indicar, não usa?). A partir desse momento, você está liberado pra passear na região da lanchonete que fica dentro do consulado, e esperar pela entrevista.
O detalhe é que só quando chegamos no consulado é que nos avisaram que teríamos que pagar mais 22 reais (cada uma!) pelo Sedex para termos nossos passaportes de volta. Como o táxi demorou, custou mais do que o esperado. E precisávamos pegar outro táxi de volta ao hotel. Em suma, o dinheiro estava racionado e só pudemos ficar olhando tristemente para os pães-de-queijo da lanchonete.
Depois de mais hora e meia, fomos chamadas para a entrevista. Eu esperava que ela acontecesse em uma sala privativa, com uma dupla de agentes secretos fazendo a rotina “good cop, bad cop” e tentando te pegar em contradição. Que nada. Um moço, atrás do guichê de vidro à prova de bala, te pergunta, sem nem olhar pra sua cara pra ver se você tem sangue árabe: o que é que você faz? E o seu marido? Já esteve nos Estados Unidos? Qual é a renda familiar? E pronto, seu visto está concedido.
6.7.05
O Caso dos Cafés-da-Manhã
Como no economicíssimo Formule 1 o café-da-manhã não está incluído na diária, no domingo caminhamos até a Bella Paulista, uma padaria/confeitaria/restaurante realmente legal para tomar o pequeno almoço, como dizem os portugueses. Descobri que existe uma bebida que se chama chocolate italiano, que tem textura e sabor iguais a Danette, só que quentinho! Além disso, pedi um sanduíche com peito de peru que tinha tanto recheio que eu tive que tirar um pedaço dele, sob pena de não sentir o gosto do pão. E a conta nem ficou estratosférica (considerando que é São Paulo): 10 reais.
Na segunda, resolvemos encarar o café-da-manhã do hotel mesmo. Por módicos 4 reais, você tem direito a torradas, vários tipos de mão, manteiga, cream cheese (em experiência!), geléia e substância sabor mel (é isso mesmo: não é mel de verdade), além de 2 sucos inteiramente artificiais, café e leite.
Dá pra tomar 2,5 cafés-da-manhã no Formule 1 com o preço que paguei no Bella Paulista, mas garanto que o segundo valeu muito mais a pena. Pra começar, o salão de refeições do F1 é a coisa mais sem graça que há, enquanto o BP exala charme. Além disso, no F1 o sistema é “serve-serve”; já no BP tem garçons para carregar pedidos e responder perguntas sobre o cardápio. Sem falar no café-da-manhã em si! Até que o F1 tem alguma variedade, mas toda aquela comida comprimida sobre o centro das mesas redondas faz com que a gente perca o apetite. Acabei comendo só duas torradinhas de pacote com o cream cheese experimental e tomando um gole do assustador suco artificial de tangerina. E depois fiquei com a maior fome!
Na segunda, resolvemos encarar o café-da-manhã do hotel mesmo. Por módicos 4 reais, você tem direito a torradas, vários tipos de mão, manteiga, cream cheese (em experiência!), geléia e substância sabor mel (é isso mesmo: não é mel de verdade), além de 2 sucos inteiramente artificiais, café e leite.
Dá pra tomar 2,5 cafés-da-manhã no Formule 1 com o preço que paguei no Bella Paulista, mas garanto que o segundo valeu muito mais a pena. Pra começar, o salão de refeições do F1 é a coisa mais sem graça que há, enquanto o BP exala charme. Além disso, no F1 o sistema é “serve-serve”; já no BP tem garçons para carregar pedidos e responder perguntas sobre o cardápio. Sem falar no café-da-manhã em si! Até que o F1 tem alguma variedade, mas toda aquela comida comprimida sobre o centro das mesas redondas faz com que a gente perca o apetite. Acabei comendo só duas torradinhas de pacote com o cream cheese experimental e tomando um gole do assustador suco artificial de tangerina. E depois fiquei com a maior fome!
5.7.05
O Caso do Fantasma da Ópera (Dia 2)
Depois de mais alguns movimentos ginásticos (porque colocar meia fina dentro do cubículo que circunda o vaso sanitário deve ser a prova de admissão do Cirque du Soleil), partimos felizes de táxi para O Fantasma da Ópera.
O ingresso é caro, mas o musical é um barato (trocadilho infame, mas eu não resisti). Basicamente, é um triângulo amoroso entre uma cantora lírica, um visconde e um gênio deformado que é arquiteto, químico, compositor e barítono. Sacaram?
É claro que eu e a Dani ficamos torcendo para o segundo, que usava uma capa preta e uma meia-máscara papa fina. E ainda tinha lustrosos cabelos pretos, que a gente só descobre que é uma peruquinha no último ato, quando ela é arrancada e se revela que o fantasma, com seus cabelinhos brancos arrepiados, é a cara do Doc Brown de De Volta para o Futuro.
Mas eu divago. Christine é a cantora lírica bobinha, que fica órfã adolescente. O pai violinista lhe prometera que, quando morresse, lhe enviaria o Anjo da Música, para ensiná-la a cantar maravilhosamente. Quando ela consegue um emprego no coro da Ópera Populaire, o Fantasma da Ópera (o gênio deformado que é arquiteto, químico, compositor e barítono e que mora escondido na construção desde que fugiu do circo, muitos anos atrás), se apaixona loucamente por ela e começa a conversar, escondido, com a moça (além de arquiteto, químico, compositor e barítono, ele também é ventríloquo) e dar-lhe aulas de canto, apresentando-se como o Anjo da Música.
A moça, que como já explicamos é uma bobinha, fica completamente dominada pelo Anjo. Quando ela está pronta para se apresentar, ele afugenta a prima-dona do teatro e Christine consegue o papel. Mas aí (the plot thickens!) o Visconde de Chagny, um coleguinha de infância conhecido na Inglaterra (a Europa é um ovo. Detalhe: Christine e seu papai morto são suecos), a vê e também se apaixona loucamente por ela.
O resto da história só acontece porque Christine não decide a vida: ela fica noiva do Visconde, mas não quer abandonar o teatro; é levada às profundezas da Ópera pelo Fantasma, arranca a máscara dele (a boba! De máscara e peruquinha ele era mó galã) e mesmo assim não foge com o Visconde.
No fim das contas, o Fantasma elimina mais alguns personagens insignificantes e rapta Christine. O Visconde vai atrás, o Fantasma ameaça matá-lo caso Christine não se case com ele, e aí vai a novela mexicana. Christine, que não é tão boba quanto parece (se escapar dessa enrascada ela pode virar uma viscondessa!), diz para o Fantasma que ele não está mais sozinho e dá um beijo nele, e milagrosamente ele fica bonzinho e diz para os dois irem embora e os deixarem em paz.
O que nos leva a concluir que Christine beijava horrivelmente mal.
Ok, o roteiro é fraquinho, mas as músicas são fantásticas (até hoje eu estou cantarolando), os cantores são excelentes e os cenários, espetaculares. As versões em português da música ficaram ótimas. Um único problema: tem horas que, mesmo em português, não dá pra entender uma palavra do que o povo tá cantando!
O ingresso é caro, mas o musical é um barato (trocadilho infame, mas eu não resisti). Basicamente, é um triângulo amoroso entre uma cantora lírica, um visconde e um gênio deformado que é arquiteto, químico, compositor e barítono. Sacaram?
É claro que eu e a Dani ficamos torcendo para o segundo, que usava uma capa preta e uma meia-máscara papa fina. E ainda tinha lustrosos cabelos pretos, que a gente só descobre que é uma peruquinha no último ato, quando ela é arrancada e se revela que o fantasma, com seus cabelinhos brancos arrepiados, é a cara do Doc Brown de De Volta para o Futuro.
Mas eu divago. Christine é a cantora lírica bobinha, que fica órfã adolescente. O pai violinista lhe prometera que, quando morresse, lhe enviaria o Anjo da Música, para ensiná-la a cantar maravilhosamente. Quando ela consegue um emprego no coro da Ópera Populaire, o Fantasma da Ópera (o gênio deformado que é arquiteto, químico, compositor e barítono e que mora escondido na construção desde que fugiu do circo, muitos anos atrás), se apaixona loucamente por ela e começa a conversar, escondido, com a moça (além de arquiteto, químico, compositor e barítono, ele também é ventríloquo) e dar-lhe aulas de canto, apresentando-se como o Anjo da Música.
A moça, que como já explicamos é uma bobinha, fica completamente dominada pelo Anjo. Quando ela está pronta para se apresentar, ele afugenta a prima-dona do teatro e Christine consegue o papel. Mas aí (the plot thickens!) o Visconde de Chagny, um coleguinha de infância conhecido na Inglaterra (a Europa é um ovo. Detalhe: Christine e seu papai morto são suecos), a vê e também se apaixona loucamente por ela.
O resto da história só acontece porque Christine não decide a vida: ela fica noiva do Visconde, mas não quer abandonar o teatro; é levada às profundezas da Ópera pelo Fantasma, arranca a máscara dele (a boba! De máscara e peruquinha ele era mó galã) e mesmo assim não foge com o Visconde.
No fim das contas, o Fantasma elimina mais alguns personagens insignificantes e rapta Christine. O Visconde vai atrás, o Fantasma ameaça matá-lo caso Christine não se case com ele, e aí vai a novela mexicana. Christine, que não é tão boba quanto parece (se escapar dessa enrascada ela pode virar uma viscondessa!), diz para o Fantasma que ele não está mais sozinho e dá um beijo nele, e milagrosamente ele fica bonzinho e diz para os dois irem embora e os deixarem em paz.
O que nos leva a concluir que Christine beijava horrivelmente mal.
Ok, o roteiro é fraquinho, mas as músicas são fantásticas (até hoje eu estou cantarolando), os cantores são excelentes e os cenários, espetaculares. As versões em português da música ficaram ótimas. Um único problema: tem horas que, mesmo em português, não dá pra entender uma palavra do que o povo tá cantando!
4.7.05
O Caso da Liberdade (Dia 2)
No domingo nos abalamos para o bairro da Liberdade para ir à feira. Acabamos pulando as barraquinhas e indo ao mercado de produtos japoneses e na loja de quimonos. No mercado, as etiquetas em japonês fazem você se sentir totalmente analfabeto, uma experiência muito interessante. Não resisti e comprei lindas tigelinhas japonesas de cerâmicas com ideogramas (nem idéia do que significam). Na loja de quimonos, também não teve jeito: eles são caros, mas tão lindos!
E não parou por aí: também adquiri uma capinha de celular de cetim azul-turquesa e uma bolsa-carteira violentamente lilás. Todos com motivos orientais. Em suma, se eu ficasse mais tempo por lá, nem o cartão mágico do Leo dava jeito.
(Pausa para explicar o cartão mágico: há uns anos atrás, quando a gente ainda nem era noivo, o Leo fez um cartão para mim da conta dele no Itaú. É claro que eu nunca usei – não foi à toa que ele me deu o cartão! – mas um dia desses precisei e lá estava ele na minha carteira! E é mágico mesmo: eu uso, mas não pago :)
Usamos o metrô para ir e voltar. Ele é limpo, confortável, e muito organizado. (Momento esnobe horrível: lembra muito o de Paris). Como era domingo, ele também estava vazio. Muito bom, porque estávamos carregando milhares de sacolas.
Depois encontramos a Lili e o André para almoçar. Esqueci o nome do restaurante, mas ele tinha um gnocchi ótimo! Eu queria ir na exposição de Tesouros da Coroa Russa, mas a Dani e o Marco desanimaram e eu a Lili resolvemos ir na Fnac, uma livraria gigantesca e fantástica. Lili me apresentou ao Francino, um café com caramelo e quatro dedos de chantilly. Minha taxa de açúcar no sangue ficou tão alta que quase tive um troço, mas resisti bravamente.
Foi bom porque conversamos loucamente. É engraçado: tem amigos que você reencontra depois de meses e o papo rola como se vocês tivessem se visto ontem!
Aí voltei para o hotel para me preparar para O Fantasma da Ópera. Detalhes no próximo post!
E não parou por aí: também adquiri uma capinha de celular de cetim azul-turquesa e uma bolsa-carteira violentamente lilás. Todos com motivos orientais. Em suma, se eu ficasse mais tempo por lá, nem o cartão mágico do Leo dava jeito.
(Pausa para explicar o cartão mágico: há uns anos atrás, quando a gente ainda nem era noivo, o Leo fez um cartão para mim da conta dele no Itaú. É claro que eu nunca usei – não foi à toa que ele me deu o cartão! – mas um dia desses precisei e lá estava ele na minha carteira! E é mágico mesmo: eu uso, mas não pago :)
Usamos o metrô para ir e voltar. Ele é limpo, confortável, e muito organizado. (Momento esnobe horrível: lembra muito o de Paris). Como era domingo, ele também estava vazio. Muito bom, porque estávamos carregando milhares de sacolas.
Depois encontramos a Lili e o André para almoçar. Esqueci o nome do restaurante, mas ele tinha um gnocchi ótimo! Eu queria ir na exposição de Tesouros da Coroa Russa, mas a Dani e o Marco desanimaram e eu a Lili resolvemos ir na Fnac, uma livraria gigantesca e fantástica. Lili me apresentou ao Francino, um café com caramelo e quatro dedos de chantilly. Minha taxa de açúcar no sangue ficou tão alta que quase tive um troço, mas resisti bravamente.
Foi bom porque conversamos loucamente. É engraçado: tem amigos que você reencontra depois de meses e o papo rola como se vocês tivessem se visto ontem!
Aí voltei para o hotel para me preparar para O Fantasma da Ópera. Detalhes no próximo post!
1.7.05
O Caso da Gripinha
Após a aventura no Santa Luzia, voltamos para o hotel (de táxi, graças a deus!) e nos dedicamos a matar a fome. Estou achando que os paulistas são muito espertos, ou que tem muito mineiro em Sumpaulo, porque a tortinha que eu comprei era de queijo minas e estava deliciosa, sem falar dos ótimos pães-de-queijo do almoço.
O Formule 1 não tem frigobar nem telefone no quarto, mas tem um microondas na recepção. Esquentamos nossos lanchinhos e voltamos para o quarto, bem felizes. Aí o Marco Antonio começou a ter febre.
Ele já estava tomando remédio para a gripe (vários), mas, segundo a Dani, a única coisa que baixa a febre do pimpolho é Novalgina. Adivinhem se tinha Novalgina na farmacinha dos dois? É claro que não! Mas o Formule 1, apesar de não ter restaurante, nem bellboy (aquele povo que faz tudo pra você por módicas gorjetas), tem os tais orelhões em cada andar, com o endereço e o telefone do hotel pregados em cima. Ou seja, tudo arrumado para você pedir o que quiser por telefone.
A drogaria mais próxima era realmente próxima, mas demorou quase 2 horas para entregar o pedido. É claro que, aí, a febre do menino já tinha baixado.
Pelo menos eles trouxeram band-aids para os pés da Daninha.
Que, por sinal, teve uma noite ótima: acordando toda hora pra ver se o Marco estava bem, comigo tossindo loucamente ao fundo.
O Formule 1 não tem frigobar nem telefone no quarto, mas tem um microondas na recepção. Esquentamos nossos lanchinhos e voltamos para o quarto, bem felizes. Aí o Marco Antonio começou a ter febre.
Ele já estava tomando remédio para a gripe (vários), mas, segundo a Dani, a única coisa que baixa a febre do pimpolho é Novalgina. Adivinhem se tinha Novalgina na farmacinha dos dois? É claro que não! Mas o Formule 1, apesar de não ter restaurante, nem bellboy (aquele povo que faz tudo pra você por módicas gorjetas), tem os tais orelhões em cada andar, com o endereço e o telefone do hotel pregados em cima. Ou seja, tudo arrumado para você pedir o que quiser por telefone.
A drogaria mais próxima era realmente próxima, mas demorou quase 2 horas para entregar o pedido. É claro que, aí, a febre do menino já tinha baixado.
Pelo menos eles trouxeram band-aids para os pés da Daninha.
Que, por sinal, teve uma noite ótima: acordando toda hora pra ver se o Marco estava bem, comigo tossindo loucamente ao fundo.
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