25.1.06

O Caso dos Dez Mais (e Menos)

Top Ten da Viagem:
1) Soaring (o brinquedo no qual a gente voa);
2) Phillarmagic (filme 3D com o Donald e muitos efeitos especiais);
3) Osborne Family Spectacle of Lights (5 milhões de luzes colocados na NY cenográfica da MGM);
4) show do Rei Leão;
5) fogos de Ano-Novo no Epcot;
6) upgrade do carro;
7) geladeira de graça;
8) sorvete de English Toffee (que é um caramelo meio salgadinho. Bizarro, mas bom!);
9) Kahlua Mudslide do TGI’s Friday (acaba de cair a ficha:TGI’s Friday significa Thank God it’s Friday!);
10) ótimas compras a ótimos preços!

Top Menos Ten da Viagem:
1) agente de viagens do demo (que fez com que todo processo de escolher e adquirir a viagem se transformasse em uma longa e dolorosa novela mexicana);
2) avião 767 sem rádio e sem filme;
3) lugares absurdos em que a agente de viagens satânica nos colocou nos vôos, provavelmente por vingança (volta e meia tinha um caixote metálico debaixo do assento da frente e eu ou o Leo não conseguíamos esticar a perna);
4) atrasos nos vôos da American Airlines (sendo que um deles foi de 4 horas);
5) hotel errado reservado pela agente de viagens demoníaca;
6) quantidade absurda de gente no Epcot no Ano-Novo;
7) fato de que os hóspedes do hotel aparentemente nunca saíam dele, porque, não importava a hora em que a gente chegasse ou saísse, o estacionamento estava sempre cheio;
8) menos compras do que devíamos;
9) menos fotos do que gostaríamos;
10) férias terem acabado!

24.1.06

O Caso do Ombro

Vai completar uns três meses que meu ombro direito está me incomodando, principalmente quando eu durmo em cima dele. A princípio, achei que fosse o tênis ou a academia, mas larguei todos eles em novembro passado e o danado continuou doendo. Nem uma viagem à Disney para distrair o pobrezinho resolveu.

Cansei de doer e fui a um médico. Por coincidência, o consultório é do lado de casa, no mesmo prédio do dermatologista. Ele também atrasou um bocado, igual ao derma, mas eu fico tão feliz que ir no médico a pé que nem liguei. Fiquei lendo umas revistas Caras velhas e me maravilhando com a quantidade de namoros/noivados/casamentos de celebridade que foram pelo ralo.

Resumo da ópera: tenho um início de tendinite que deve ser tratado com um remédio anti-inflamatório e dez sessões de fisioterapia. Aí já viu a preguiça, né? E também não estou a fim de tomar o remédio, porque é uma única caixa que vem com quatro comprimidos, o que geralmente significa que é uma bomba de medicamento.

Minha esperança é que o ombro melhore sozinho, mas por enquanto ele não está dando o menor sinal de que isso vai acontecer.

23.1.06

O Caso das Sandálias

Bem que eu tentei ceder à moda e comprar uma sandália rasteirinha. Fui em várias lojas e experimentei vários modelos. Só que não tem jeito: rasteira é para quem é alta e/ou tem perna fina. De preferência os dois. Os simples mortais, como eu, ficam parecendo participantes da Turma da Mônica.

Outra coisa que eu já desisti de usar são os tais vestido hippie. Já tive dois, um colorido e outro vermelho, lindos, longos, fresquinhos, confortáveis, o diabo, mas eles sempre me deixavam parecendo personagens do Maurício de Souza.

Larguei mão. Se bem que eu devia experimentar o vestido hippie com a sandália baixa. Quem sabe o poder de um não neutralizava o do outro?

Enfim. No final, consegui chegar ao meio-termo razoável: sandálias de salto, mas bem baixinho. Elas são quase rasteiras, mas os dois centímetros de elevação me deixam um pouco mais longe das calçadas de Fabriciano, e um pouco mais altinha. E parecendo menos o Cebolinha!

A outra coisa boa é que eu vi a minha sandália no site da revista Estilo, então quer dizer que eu estou na moda!!!

19.1.06

O Caso da Carreira

Hoje, enquanto eu esperava alguém chegar para a abrir a minha sala – já que eu esqueci todas as minhas chaves em BH -, tive um momento de iluminação.

O que é que eu estava pensando quando me formei em Direito E Comunicação? Dois cursos de Humanas?

Eu nem gosto tanto assim de pessoas. Acho que elas são ambientes muito complexos de reações imprevisíveis. Eu gosto é de ordem no caos e padrões lindamente ordenados.

Cara, eu quero ser cientista.

18.1.06

O Caso do Dan Brown

No ano passado, ganhei O Código Da Vinci e li bufando e revirando os olhos. Achei os enigmas ridículos e todos copiados de O Pêndulo de Foucault (Umberto Eco) e O Último Teorema de Fermat (Simon Singh). Já sabia o que ia acontecer a capítulos de distância. E fiquei danada com o final, porque tudo fica na mesma.

Pois bem. Na viagem, comprei Angels & Demons no WalMart para distrair o Leo enquanto eu fazia compras. É o primeiro livro com o protagonista d’O Código Da Vinci. Eu li depois que a gente chegou, e não é que achei bom?

É verdade que eu prometi ao Leo que não ia bufar em parte alguma, mas não teve jeito de evitar no começo do livro. O personagem principal é professor de simbologia em Harvard (ou Hahvahd, com o sotaque bostoniano apropriado, como eu li numa camiseta na viagem) e não sabe as coisas mais ridículas, como o que é um acelerador de partículas. Mas depois o negócio engrena e a coisa fica interessante.

Um dos fatos que me agradaram no livro é que ele fala de um tanto de coisas que eu não sabia (gosto de leituras que instruem e divertem). Outra é que adivinhei quem era o vilão secreto antes de chegar na metade da história. Não é óbvio, não: é que eu gosto de identificar padrões narrativos e o padrão narrativo do Dan Brown apontava para esse personagem como uma lanterna acesa num brinquedo no escuro da Disney.

Ontem comecei a ler Ponto de Impacto, do mesmo autor, que o Leo ganhou de Natal. Não tem nada a ver com símbolos, nem com o personagem principal dos outros dois livros. E é bem legal. Principalmente porque eu também já desconfiava o que ia acontecer. Estou no meio do livro, mas algumas revelações já foram feitas e eu estava certíssima.

Estou achando que eu leio os livros do Dan Brown não para saber o que acontece no final, mas para confirmar o que eu já sabia.

17.1.06

O Caso dos Casos

O Caso das Compras da Viagem
Eu e o Leo estamos achando que, se a gente pegar as compras que a gente fez, comparar com os preços das coisas aqui no Brasil e somar a diferença, já pagamos a viagem. Só o meu Nike Shox vermelho-sangue custou 49 dólares e aqui um similar sai por mais de 500 reais.
O problema desse raciocínio é que eu jamais compraria as coisas que eu comprei na viagem aqui no Brasil, devido aos preços extorsivos.

O Caso da Faxineira
Temos uma faxineira realmente ótima que é possuidora de um senso estético incomum. Ela combina a roupa de cama com a colcha, rearruma gavetas e ainda guarda a roupa passada no armário.
Mas ontem a moça exagerou: ela trocou as fotos que estavam nos porta-retratos! Para fazer isso, ela obviamente teve que procurar um álbum com as NOSSAS fotos, folheá-lo, escolher as que ELA achava bonitas e substituir pelas que já estavam enfeitando a casa.
É assustador ou não é?

O Caso da Roupa de Ginástica
Ontem fui à academia com a roupa mais fofa de todas: uma calça roxa com três listrinhas rosas do lado e um top de um lilás parecido com o rosa das listrinhas, mas possuidor de uma pequena porcentagem de azul para dar contraste.
A calça é de um material metido a besta chamado “Clima Cool”, que em teoria deixa as pessoas fresquinhas quando fazem ginástica. E é claro que estava horrivelmente barata, ou eu jamais teria comprado uma calça roxa (tudo bem que é tão escuro que é quase preto) com listrinhas rosas.
Só que a diaba da calça “Clima Cool” não deu conta no clima infernal de Fabriciano. Antes de sair para a ginástica eu já estava sentindo calor. E na academia mesmo eu quase derreti.
Ou será que a culpa é do top?

16.1.06

O Caso da Reclamação

Os leitores deste blogue estão muito insolentes: reclamam que o último post só teve dois brinquedos, que isso, que aquilo...

Pois bem: revoltei! Agora falo da viagem em posts intermitentes. Tipo quando eu não tiver pauta. Então segue...

O Caso das Anulações

Saíram as correções e anulações do concurso e eu fiquei muito mais feliz. Fiz muito mais pontos e teria passado em outras regiões (não na minha) se não fosse por uma questãozinha de Contabilidade Geral. Eles anularam uma questão e mudaram um gabarito nessa prova e ainda assim não ganhei o ponto que eu precisava. Poxa, eu tinha errado tantas questões - não dava pra correção ser de uma delas, não?

Por um momento, enquanto eu fazia os acertos, tive até umas palpitações de esperança, mas elas pouco.

Mas não tem nada não. Agora vou estudar para Advogado-Geral da União, que acho que ganha até mais. A prova é a menos de 2 meses, mas vou estudando daqui, estudando dali, e uma hora eu passo.

13.1.06

O Caso da Viagem – Dia 02

Acordamos cedíssimo e nos mandamos para o Epcot. Gastei horas de minha vida fazendo uma programação dos melhores dias para ir a cada parque, baseada na freqüência histórica, nos dias de semana tradicionalmente preferidos pelo público e horas-extras mágicas, que são só para quem está em hotel da Disney. Então, no dia 27 a manha era ir no Epcot, o parque da parte do futuro e dos países.

Devido à excelente programação, encontramos o Epcot não tão cheio quanto esperado (afinal, era a semana entre Natal e Ano-Novo). Mas confesso que chegar na hora da abertura também ajudou.

Corremos para dentro do parque e demos de cara com a bolota gigante. Todos os meus planos de pegar um fastpass para uma atração concorrida e ir em outra foram pelos ares e corri para dentro da bolota aos pulinhos.

Confesso: é um brinquedo chatíssimo. “A evolução da comunicação através dos tempos” só interessa a jornalistas como eu, e mesmo assim lá pelo meio eu estava arrancando os cabelos. O carrinho é lento, não tem emoção nenhuma, e as cenas montadas com bonecos estão meio ultrapassadas. Ainda assim, o final, quando você cai em uma sala imensa imitando o céu estrelado, valeu os 10 minutinhos que gastamos.

Dali fomos correndo para o Soaring, que é o brinquedo novo do Epcot. A idéia é voar pelos céus da Califórnia como se você estivesse em uma asa-delta. Só pode ser bom, certo?

Não é bom, é ótimo. Você se senta em uma fila de cadeirinhas, ela sobe a uns 2 metros do chão (essa parte me deu medinho, admito) e você é posicionado praticamente dentro de uma tela imensa e côncava no qual são projetadas imagens da Califórnia. A cadeirinha se movimenta e sopra um ventão no seu rosto, e a sensação é realmente que você está voando (eu sei do que estou falando: já sonhei que eu estava voando vááárias vezes)! Além disso, quando você passa por um laranjal sente cheiro de laranja; sobre uma floresta de pinheiro, de pinho, e aí vai!

12.1.06

O Caso da Viagem – Dia 01

26 de dezembro, 2ª feira. Acordamos no dia depois do natal cedíssimo. Afinal, eu ainda tinha que fechar as malas, lavar o cabelo (para viajar bonitinha. Coisas de Lud) e o Leo queria passar na casa dele.
A parte das malas foi fácil porque, conforme prometido, eu fui superbásica e levei só meia-dúzia de roupinhas. Difícil foi recusar as mil ofertas da minha mãe, que queria que eu levasse itens como cachecóis verdes e vermelhos ou casacos de pele.
No final das contas, tanta praticidade acabou se virando contra nós: os únicos remédios que carreguei na mala foram Dramin e Neosaldina, e lá pelo meio da viagem pegamos um dor de garganta e um resfriado horrorosos. Culpa da minha mãe, que ficou mandando a gente levar Fornegin. E como toda a vez que a gente desobedece mãe coisas ruins acontecem...
Tomei meu Draminzinho uma hora antes de entrar no carro para ir a Confins, mas não teve jeito: tive que mexer nuns papéis no começo do translado e enjoei o resto todo. Fiquei pensando que os vôos iam ser horrorosos e que eu ia morrer no meio da viagem , mas não é que foi tudo tranqüilo?
Como íamos tomar chá de aeroporto (BH-Rio, Rio-Miami, Miami-Tampa), o Leo sugeriu que a gente comprasse uns livros na livraria do aeroporto. É lógico que eu fiquei numa pão-duragem danada, porque os livros lá são bem mais caros e a gente tinha ganho livros de natal (que esquecemos de levar), mas acabei me conformando. Dinheiro a gente tem é para gastar nas horas de necessidade, né?
Foi uma ótima decisão. Comprei “Breve História de Quase Tudo”, um livro legalíssimo de divulgação científica que conta como diversas descobertas (como a criação do universo, o peso da Terra e a existência dos dinossauros) foram feitas, e decidi que quero ser cientista quando crescer.
Eu e o Leo costumamos fazer disputas bizarras para o tempo passar rápido, e a competição da viagem foi “quem vê mais celebridades?”. É um jogo com regras complexas, e que inclui a definição de celebridade (o lateral-esquerdo do Flecha Verde de Pará de Minas vale?) e o que fazer se só um dos dois reconhece uma delas (não vale, porque pode ser invenção).
Achei que ia ser uma disputa acirrada porque, afinal, íamos viajar pelo Galeão (estrelas globais!) e passar o fim de ano em Orlando (meca das estrelas globais!). E logo no primeiro vôo, não é que o Leo me vê... o Wando?
É, ele mesmo, autor da obra-prima fonográfica “Ui-Wando de Amor”. Quando o Leo me contou, na saída do avião, não acreditei, até porque o Leo não parava de rir. E, como não vi o fulano, me recusei a considerá-lo na competição.
Pois bem: estava eu lá na minha, esperando minha mala surgir na esteira do Galeão, quando... não é que o Wando me aparece em pessoa? E ainda tentando pegar nossa mala?
O Leo recuperou a mala e ganhou um tapinha do ombro do Wando. E eu fiquei arrasada. Era o Wando mesmo, gente!
Mas tudo bem. 1 a zero para o Leo, mas só no momento. Com certeza eu ainda ia tomar a dianteira, até porque tenho uma memória boa para rostos. Sem falar que aeroportos são ótimos lugares para ver celebridades. E que a Disney é um lugar melhor ainda para ver celebridades!
Pois é: acreditem ou não, mas nem uma mísera celebridade foi avistada durante todo o restante a viagem. Nenhuma, nenhuminha, nem o lateral-esquerdo do Flecha Verde de Pará de Minas. Resultado: vitória maiúscula do Leo. Com o Wando. Com o Wando!

11.1.06

O Caso das Porcentagens

Para quem acompanha palpitante minhas aventuras na academia, vamos lá: voltei lá ontem, depois de quase 2 meses de ausência. O resultado é que hoje tudo dói. Básico.

Tive que fazer novo exame físico e tive notícias que ainda não decidi se são boas ou ruins. Vocês se lembram que, no segundo exame que eu fiz (depois dos primeiros três meses de malhação), o peso ficou igual, as medidas ficaram iguais, só que as roupas estavam mais largas? Pois é: nesse terceiro exame, que se distancia do segundo por 2 meses de academia e depois 2 meses de férias, eu:

- perdi 2 kg - ueba!
- perdi medidas - ueba!
- perdi músculo - blé!

É, os 2 kg que eu perdi são basicamente massa magra. Injusto, não é? 2 mesinhos sem puxar ferro e pronto, lá se vai todo esforço acumulado. Pelo menos não ganhei a massa gorda de volta. E nem tudo está perdido: se compararmos as medidas desse último exame com o do primeiro, há uma grande melhoria, inclusive de porcentagem de gordura (de 26 para 22).

Moral da história: não há nada que incentive mais a volta à academia do que uma roupinha nova.

9.1.06

O Caso das Compras Esportivas

Voltei mega-atlética dos States. Comprei um short e uma calça de ginástica clima cool (!), um monitor cardíaco (!!) e um Nike Shox para correr (!!!). Isso sem falar do maiô preto clássico com as três listrinhas brancas do lado. Esse foi a barganha do século: 6,53 dólares!

É verdade que o Nike Shox era um dos únicos dois do meu tamanho que tinha no outlet, e portanto ele é vermelho. Sangue. Mas não tem problema: comprei um boné da mesma cor para combinar. E confesso que até fiquei tentada a comprar o outro Shox que era do meu tamanho, mas a parte da frente era realmente quadrada e horrorosa. Dava até desgosto de olhar. Então deixei ele lá.

Enfim: equipada eu estou. Principalmente porque descobri, quando cheguei em casa, que o meu monitor cardíaco é para triatletas. Não me falta nem a bicicleta: eu tenho a ergométrica! :-)

Pois bem: amanhã volto na academia, depois de uma ausência de 2 meses, e verei como o meu corpinho se comportou nesse intervalo. De qualquer forma, estou animada para voltar à musculação com força total. Uma das minhas resoluções de ano-novo é chegar aos malditos 19% de gordura corporal, nem que isso me mate!

3.1.06

O Caso das Aventuras no Estacionamento

Os estacionamentos dos parques da Disney são, como eles mesmo dizem, giganormes. Uma vez que se avalia que o Magic Kingdom consegue suportar 100 mil visitantes, e o Epcot mais ainda, em cada estacionamento tem que caber no mínimo 30 mil carros.

O negócio é tão feio que existe um carrinho com vagões que te leva do lugar do estacionamento no qual você conseguiu parar o carro até a entrada do parque, sendo que o estacionamento em si é dividido em seções e números de fila (lembrando que em cada fila deve caber uns 200 carros).

Pois bem. A cada dia eu e o Leo nos metemos em alguma confusão com o estacionamento. Uma vez ele que esqueceu a carteira no carro bem quando estávamos na porta do parque e teve que voltar para buscar (e eu fui junto, é claro). Gastamos uns 20 minutos. Outro dia ele anunciou errado a localização do carro (que eu sempre anoto no caderninho, pra não esquecer) e lá ficamos nós no fim do dia em busca do veículo perdido, camelando a pé no imenso estacionamento. A única coisa que a gente lembrava é que o carro estava na primeira fila, de frente para as árvores. O detalhe é que todas as seções do estacionamento começavam em árvores! No final tudo terminou bem, porque tínhamos chegado muito cedo e conseguimos localizar a seção na qual os primeiros carros foram estacionados. Mas até chegar lá...

Hoje estávamos no Magic Kingdom, e nele não se vai direto do estacionamento para o parque. Não, não: no MK você estaciona o carro, pega o tram (o carrinho com vagões) até o Ticket and Transportation Center, decide se vai de Monorail (trenzinho) ou Ferryboat (barquinho), embarca no veículo selecionado e aí você chega na entrada do parque.

Na hora da volta para casa, pegamos o Monorail sem problemas para chegar no TTC, mas chegando lá vimos que a fila dos trams estava enorme. Decidimos andar até o carro (que não estava tão longe assim: seção Dunga, fila 109) e logo eu achei melhor "pegar um atalho". Na prática, isso significou que tivemos que atravessar uma rodovia movimentada sem faixa de pedestre, que caímos numa área de grama pantanosa (pensei em cobras, mas nem falei nada na hora para não dar azar. O Leo pensou em crocodilos) e que acabamos dando de cara com uma cerca do meu tamanho. A sorte é que a cerca terminava num murinho que dava para encarar.

Ao fim e ao cabo, chegamos sãos e salvos ao hotel. Se não considerarmos que, assim que chegamos, demos de cara com o aviso que os 3 elevadores estavam estragados. E como o nosso quarto é no décimo andar... mas nem deu para ficar aflito: o pessoal da recepção logo avisou que havia outro.

2.1.06

31.12.05

O Caso da Viagem até Orlando


Olá, fiéis leitores! Olha a gente aqui de novo! O quarto do hotel tem internet banda larga e acabamos de comprar um laptop - estou on-line de novo!

Então vamos às notícias. Essa viagem vai render muitos posts porque, convenhamos, a pauta do blogue estava meio chata - só resmungos sobre a academia, a falta da academia, o excesso de trabalho...

Então. Como o Leo contou, passamos quase dois dias viajando. Para a nossa alegria, o vôo maior (Rio - Miami) não só era num 767, meio apertado e sem telinhas de tevê individuais (esse seria o 777), como o único filme que ia passar era "A Maravilhosa Fábrica de Chocolates", que já tínhamos visto e nem achamos bom. Para completar, as diversas estações de rádio, que geralmente oferecem alguma diversão, não estavam funcionando. Dá pra vocês? Quero meu dinheiro de volta!

A parte boa é que o jantar foi gostoso e o vôo foi bem tranqüilo. Não enjoei nada - claro que com ajuda de doses massivas do meu amigo Dramin. Enjoei foi na ida de casa para Confins, de carro! Só eu mesmo!

Nosso chá de cadeira em diversos aeroportos foi minimizado pelos livros que eu e o Leo compramos no aeroporto de BH. Ainda assim, a parada em Miami foi danada. A programação era embarque às 8 da manhã (sendo que tínhamos chegado às 4). Houve um problema elétrico e acabamos embarcando às 9 e meia. Eu tinha certeza que era só uma manobra diversionista, e tinha razão, porque não conseguiram resolver o problema e tivemos que desambarcar de novo, bem na hora que a pessoa que estava na fila de cadeiras com a gente mudou de lugar e pude deitar no colo do Leo para uma sonequinha.

No final, arrumaram um outro avião e decolamos com 4 horas de atraso. A coisa boa é que o vôo foi feito em 37 minutos, ao invés de 56 (toda vez que o horário de uma companhia aérea está atrasado eles botam os aviões voando baixo, er, voando alto, o que aumenta a velocidade, embora gaste mais combustível).

Outra coisa legal é que, com o atraso no vôo, chegamos na Alamo e não havia nenhum carro subcompacto (ou econômico. Vocês conseguem imaginar um carro "subcompacto"? Eu consigo imaginar um compacto, mas subcompacto já é demais). Nem compacto. Aí tivemos que pegar um médio - um Chrysler prata bonitão e espaçoso, que perdemos ontem no estacionamento da Disney, mas isso já é outra história.

As estradas dos Estados Unidos são ótimas: largas, planas, novas, muito bem-sinalizadas. Junte isso com o carro que só tinha rodado 13 mil km e fizemos uma viagem Miami-Tampa muito boa. Exceto por um engarrafamento incrível, que durou uns 20 minutos, causado por obras na pista. Nisso estávamos com uma fome danada, já que a mochila com provisões tinha ficado no porta-malas e a última vez que tínhamos comido foi no Pizza Hut do aeroporto de Miami, às 11 da manhã.

Mas tudo bem. Seguimos o mapa e chegamos no nosso hotel bem felizes, 5 e meia da tarde, para descobrir... que aquele não era nosso hotel! Mais uma mancada da nossa agente de viagens diabólica. A indicação que ela nos passou era daquele, mas a reserva que ela fez foi em outro da mesma rede. Outro que era mais longe, menos novo e que, no nosso estado de fome e cansaço, parecia estar do outro lado do mundo.

Fazer o quê? Voltamos para o carro e fomos para o outro hotel. Detalhe: saímos do Brasil com altos mapas e rotas dos lugares que queríamos ir - todos baseados, obviamente, no hotel em que achávamos que iríamos ficar. Resultado: tudo teve que ser adaptado...

Chegamos no hotel novo e a boa notícia do momento é não acharam a nossa reserva. Mas, como provavalmente estávamos com uma cara de desespero total, deixaram a gente subir para o quarto. Chegando lá, outra surpresa: nada de geladeira, nem microondas!

Uma viagem na qual você possui pelo menos uma geladeira é inteiramente diferente de uma viagem na qual você não possui uma geladeira. Se você a tem, você pode ir ao supermercado e comprar água, refrigerante, leite, e uns recheios de sanduíche para fazer uns lanchinhos quando chega no quarto. Ninguém agüenta - ok, eu não agüento - comer na rua o tempo todo, ainda mais quando estamos falando das gordurosíssimas opções americanas.

Então fui chorar na recepção. Me prometeram uma geladeira imediatamente, e de graça! Achei que as coisas tinham começado a melhorar. Mas ficou só na promessa, porque nada da geladeira chegar. No supermercado, tivemos que nos contentar com coisas não geladas, tipo água, batatinhas fritas, cereal (igual ao que eu como no Brasil, mas numa caixa gigantesca e gosto um pouco diferente, mais doce) e umas bananas da Guatemala.

Depois de muito choro e ranger de dentes (e uma palavrinha na recepção toda vez que a gente saía e entrava do hotel), no segundo dia de estadia chegamos à noite ao quarto e lá estava nossa geladeirinha! Ficamos felicíssimos, até porque tínhamos comprado 2 litros de leite com chocolate Hershey's no WalMart e estávamos achando que íamos ter que beber tudo até a manhã seguinte!

Com isso encerramos a parte burocrática da viagem. No post de amanhã, não percam: primeiro dia na Disney e as palpitantes compras no supermercado!

News! Finalmente


Para não passar o ano-novo em branco, notícias dos states.
Estamos muito bem apesar de termos passado praticamente 38 horas acordados e viajando. Sem exageros: acordamos no dia 26 às 08:00 am; saímos de BH para o Rio; depois Rio para Orlando (sem dormir nada no apertadíssimo avião); mais de 4 horas de atraso para pegar o vôo de Orlando para Tampa, e mais umas 3 horas para sair do aeroporto, achar bagagens, achar locadora de carros, achar um carro (parte boa: não tinha o nosso carro e ganhamos 2 upgrades), ir para Orlando e achar o hotel. Depois a Lud conta com detalhes tudo. Esta viagem vai gerar posts para o ano que vem inteiro.

Agora são 10:50 pm aqui na flórida. Vamos dormir para termos forças para passar o ano-novo em algum parque.
Aproveitando, feliz 2006 para todos. Que o ano que vem seja o mais perfeito possível.

E segue uma fotinho!

23.12.05

O Caso da Viagem que se Aproxima

De ontem pra hoje o Leo nem dormiu direito com a excitação da viagem. Parece criança :-).

Acordou às 4 da manhã, virou na cama de lá pra cá, roubou o lençol, ligou o ar-condicionado, desistiu de tentar dormir de novo e levantou para começar a arrumar a mala.

Quando eu acordei, ele já estava pronto para sair (anunciando que só tinha que trabalhar mais 8 horas antes das férias), com os olhinhos brilhando e cantando musiquinhas de Natal.

A nossa preferida é uma que a gente aprendeu com a Fernanda: “It’s the most wonderful time of the year... (É a época mais maravilhosa do ano)!” Tocava na Disney e ela vivia cantando. Acho que nunca nem ouvi a versão original, só na voz da Fê, e eu só sei essa parte, mas é uma música tããão adequada que a gente canta assim mesmo.

A segunda preferida é do filme “Love Actually” (Simplesmente Amor). A música original, “Love is all around us” (O amor nos rodeia), é regravada por uns dos personagens como “Christmas is all around us” (O Natal nos rodeia).

“I feel it in my fingers/ I feel it in my toes…”

22.12.05

O Caso dos Preparativos

Finalmente estou entrando no espírito de fim-de-ano (e férias). Me livrei de umas obrigações chatas (tipo academia) e agora posso dedicar todo meu tempo a fazer malas e me preparar para o Natal.

Ontem fiz uma mala enorme só com os presentes, as embalagens dos presentes e as fitas correspondentes. Ainda assim, não são todos: alguns foram encomendados e chegaram hoje pelo correio em BH, e outros eu pedi para a Dani comprar, tadinha.

São os do amigo oculto da família. Sabem quando foi o sorteio? Terça-feira à noite! Esse povo esquece que eu e o Leo trabalhamos o dia inteiro, moramos em cidade do interior e precisamos de tempo para arrumar presentes legais. Os comprados pela internet, por exemplo, gastam dias para chegar!

Então o resultado é que a Dani foi coroada compradora-oficial-de-presentes e está lá em BH camelando atrás de produtos simpáticos que possam ser trocados se não forem do tamanho/estilo/gosto da pessoa.

Mas que dá vontade de comprar por aqui pra esse povo deixar de ser bobo, isso dá.

21.12.05

O Caso dos Obrigados

Agradeço aos comentários consoladores que deixaram aqui. Hoje eu já estou me sentindo melhor.

É verdade que ontem eu cheguei em casa e me enfiei na cama para ficar bem emburrada durante algumas horas, mas estava um calor insuportável e aí não rolou de ficar enrolada nos lençóis. Levantei e fui cuidar da vida. Quando o Leo chegou, tive uma recaída, mas o Leo cumpriu seu papel de “amor bonzinho” (essa a gente aprendeu com a Dani e o Marco – finalmente alguma coisa educativa, porque antes o Leo só tinha aprendido a “fazer bololô” com as roupas que ele tinha acabado de usar) e eu fiquei mais alegrinha.

Quanto aos juros compostos, Marco, é cousa facílima. Te ensino em dois segundos. A manha é ter uma bonita tabela pronta com os resultados de (1+taxa) elevado ao nº de meses.

Pronto, já sei o que dar ao Marco Antonio no Natal!

20.12.05

O Caso da Decepção.

Saiu o gabarito do concurso e eu não passei. Estou arrasada. Eu sei, eu sei, eu mesma disse que não tinha estudado o suficiente, mas a esperança é a última que morre. E, embora eu não tenha estudado o suficiente, estudei um bocado.

Então é isso. Estou deprimida. Tentando me concentrar no fato de que o Natal e as férias estão muito próximos, mas achando difícil. Para completar, estou cheia de trabalho e tarefas.

Ainda bem que eu já comprei os presentes de Natal. Senão era bem possível que ninguém ganhasse nada neste ano : - (.

19.12.05

O Caso do Concurso do Demo

Tomei uma paulada nas provas que até perdi o rumo de casa!

Fui bem nas de português e inglês, e o resto nem quero ver. As provas mudaram completamente em relação às passadas, então caíram cousas doudas que ninguém esperava.

O gabarito deve sair hoje à tarde e eu não estou nem um pouco otimista. E olha que eu costumo ser otimista quando se trata de provas!

Pelo menos todo mundo aqui que fez também acha que não foi bem, o que faz com que eu não me sinta estúpida sozinha. Menos mal!

O lado bom é que agora tenho tempo livre disponível para voltar à academia. Burrinha E fora de forma não dá!

16.12.05

O Caso da Viagenzinha

Estou indo hoje para BH porque amanhã e depois tem concurso!

O pessoal aqui diz que eu vou passar, ao que eu respondo “passar vergonha?”. Farei o possível, mas não estou otimista. Não deu tempo de estudar a matéria toda. Ou seja, já estou indo disputar menos de 100% dos pontos. Mas tudo bem. Depois tem Natal, férias, viagem, Ano-Novo, vida nova, concursos novos...

Estou indo de avião porque o Leo vai ter que ficar por causa do trabalho. A notícia boa é que choveu a semana inteira, mas hoje deu sol, o que significa que provavelmente não terei problemas de teto!

Outra coisa boa é que vou aproveitar para me despedir da minha irmã Isabela, que embarca no sábado para o Colorado para ser explorada pelos americanos, ganhar muito dinheiro e aprender a esquiar, e só volta daqui a uns 3 meses (com muitos presentes, esperamos).

A terceira coisa boa é que, passado o concurso, a pauta do blogue muda, porque nem eu agüento mais esse assunto!

Isto é, muda depois de eu contar com detalhes como foi a prova, o local, os candidatos, as questões, o gabarito, a minha porcentagem, a porcentagem dos meus colegas de trabalho, e todos esses pontos infinitamente fascinantes somente para a pequena parcela da população que são os concurseiros...

15.12.05

O Caso do Adicional de Insalubridade

A gente trabalha em um prédio novo e bonito, com elevador panorâmico e tudo, mas ele tem lá os seus problemas. Um dele é ter goteiras quando chove, e aqui chove muito.

No ano passado a goteira da sala era em cima da minha mesa, e ela encharcou um processo durante um fim-de-semana, enquanto não tinha ninguém olhando. Tivemos que desmontar o processo e esticá-lo em uma mesa para secar, e mesmo assim muitas páginas ficaram meio violetas (porque essa tinta de impressora que todo mundo acha que é preta borra lilás).

No final das contas, consertaram as goteiras e aparentemente ficou tudo muito bem - pelo menos durante a estação seca. Contudo, desde a semana passada, umas goteiras traiçoeiras tem surgido pela sala.

Eu estava bem metida achando que minha mesa estava a salvo. Aí, hoje, chego de descubro que:
1) uma cachoeira decidiu cair sobre a minha estação de trabalho;
2) todos os meus bonitos materiais de estudo estavam sobre a mesa e foram afogados.

Se isso não é um mau presságio para o concurso, eu não sei o que é.

14.12.05

O Caso da Falta de Tempo

Não se aflijam, eu não morri: eu só tô estudando tanto que ontem nem lembrei de postar. Fiz um mega-resumo lindíssimo de Direito Previdenciário, com direito a palavras coloridas (empregado é verde, doméstico é vermelho, trabalhador avulso é azul, segurado especial é marrom, contribuinte individual é roxo, e um dia se alguém me perguntar eu explico as relações entre os termos). Estou fazendo a minha parte. Se eu não passar, não é por falta de tentar (será por falta de estudar, mesmo.)

Vejam bem: tem uns 4.200 candidatos inscritos para a minha região, e 50 vagas. Eu só preciso ser melhor do que 4.150 deles! Moleza, né?

O negócio é que estou pensando que passar nesse concurso vai desarrumar minha vida. 1) vou comemorar meus 30 anos fazendo curso de formação, o que não é nada romântico; 2) vou estar fazendo curso de formação enquanto outros concursos melhores acontecem; 3) se a vaga disponível para mim não for aqui em Fabri, o negócio complica, porque o Leo está muito bem empregado e nós estamos muito bem instalados!

Ou seja, é uma situação vencedora: eu vou ficar feliz se eu passar no concurso e vou ficar feliz se eu não passar no concurso!

12.12.05

O Caso do Mistério Resolvido

As pessoas deram os chutes mais loucos a respeito do mistério:
- o Leo iria comprar um cachorro em BH;
- o Leo iria fazer uma entrevista de emprego em BH;
- se não fosse o Leo, mas a Lud, ela iria fazer um ultrassom em BH.

Não foi nada disso: na verdade, o Leo foi a BH trocar de carro!

A idéia inicial era trocar o Focus Mulder (sim, o carro tem nome) por um outro Focus “gentilmente usado” ou “semi-novo”, só que mais recente do que o nosso. No final das contas, descobrimos uma promoção em uma concessionária em BH e vimos que era mais negócio... comprar um novo!

Então o Leo teve que ir correndo aproveitar a promoção, e a Lud ficou para estudar. O melhor de tudo é que tinha três carros na promoção: um “Prata Athenas” (que é um bege metálico horrendo); um “Preto Ebony” (que é bonito, mas é quente e qualquer arranhãozinho na pintura aparece) e um “Prata Geada”, que é o prateado de verdade, lindo e fácil de vender depois, e que foi o que nós escolhemos, já que chegamos primeiro!

Observem: as coisas todas que eu escrevi no post anterior foram totalmente verdadeiras, mas o objetivo era mesmo confundir os inocentes. O “talvez mude a minha vida” é porque eu quase nunca dirigia o carro antigo, mas o novo eu vou querer dirigir. O “já fiz a minha parte” foi transferir o dinheiro para a conta da concessionária.

E a música em inglês não tinha nada a ver mesmo!

9.12.05

O Caso do Mistério

Eu tô doida pra contar o que o Leo foi fazer em BH hoje, mas ele pediu para ser supresa, então eu vou ser igual a essas pessoas totalmente irritantes dos blogues que eu costumo freqüentar e não vou falar nada, só pra todo mundo ficar coçando a cabeça e se perguntando “será? será?”.

A vontade que eu tinha era de fazer um post assim, bem barango:
“Vai acontecer uma coisa ótima mas eu não vou contar aqui antes de estar resolvido para não dar azar nem atrapalhar nem nada. Só posso dizer que é muito, muito bom, e que talvez mude a minha vida, mas... não sei. Só sei que estou torcendo para dar tudo certo, e no que depender de mim vai dar. Já fiz a minha parte e agora é só esperar!”

Ah, sim, e o título tem que ser o nome de uma música em inglês nada a ver (tipo “Sweet Home Alabama”), mas que as pessoas vão achar que é uma pista da coisa ótima e misteriosa.

Bem, a vontade era essa, mas os leitores do blogue não iam entender a fina ironia do post e iam achar que eu estava ficando baranga, então é melhor explicar.

Explicar o post, não o mistério, é claro.

8.12.05

O Caso da Falta que Ela me Faz

Sim, eu sei que eu chorava todo dia aqui por “ter que” ir na academia. (Uma psicóloga já me disse que não se deve usar o “ter que”, mas o “querer”, porque na verdade não se “tem que” estudar, fazer ginástica, aprender a dirigir etc. Ninguém está te coagindo com uma arma na cabeça: você faz porque quer, ainda que na realidade você “queira” os resultados, não a ação em si.)

Pois bem: fazem três míseras semanas que eu deixei a academia e, quando tive que fazer um exercício mínimo (subir e descer escadas aceleradamente por 10 minutos), fiquei com as pernas doendo. Por dois dias. (Ou mais, porque hoje ainda é o segundo dia. Veremos.)

Explico o exercício: meio da tarde, trabalho, sono danado, o jeito foi escalar degraus pra ver se passava. Passou. O que ficou foi a dor.

Em suma: você se sacrifica meses e meses na maldita academia, sai uns diazinhos e fica toda fraquinha de novo. É uma porcaria mesmo.

Então, na parca semana entre a prova e o natal vou ter que – não, não, nada de vou ter: quero – fazer um mega pot-pourri de atividades físicas para me preparar para a viagem do dia 26, na qual pretendo ficar horas e horas de pé e andar como um camelo.

7.12.05

O Caso do Corte do Cabelo

Ontem eu fui cortar meu cabelo. Ele foi lavado, cortado e secado pela módica quantia de... 15 reais! Isso porque era corte de moça. O do Leo custou 12. E também a cabelereira nem se ofereceu para secar depois.
Parece que ficou bom. Não sei com certeza porque essas coisas a gente só sabe depois que lava em casa e deixa o cabelo secar sozinho, ou a gente mesmo seca. Geralmente eu faço isso logo depois do corte, mas dessa vez não vai rolar. Não vai dar tempo. Eu estou ESTUDANDO! Então talvez sábado eu me dedique a isso.
Vocês vêem que eu estou me aproximando perigosamente de Sócrates. Mas banho todo dia eu ainda tomo, tá?

5.12.05

O Caso do Concurso Que se Aproxima

Estou completamente desesperançada em relação ao próximo concurso. Quanto mais eu estudo, mais percebo como a matéria é gigantesca. São 14 diferentes, sem nenhuma relação entre si, como estatística e comércio internacional. E você tem que fazer o mínimo em todas elas para passar. E faltam 12 dias.

Para completar, estou fazendo uns cursos on-line e nem todas as aulas chegaram ainda. Algumas estão marcadas para estarem disponíveis 3 dias antes da prova. Bom, né? E o Leo não vai poder ir para BH comigo, porque tem parada mensal na empresa. Ou seja: nem apoio moral eu vou ter.

Se eu tivesse estudado estatística (não estudei nem vou estudar: ela cai junto com matemática financeira, então estou contando em fazer meu mínimo com a outra), minha capacidade de chutar a resposta certa provavelmente aumentaria.

Mas, enfim, quem não arrisca não petisca.

2.12.05

O Caso do Soninho

Saí da academia e voltei a comer doces – em prol dos estudos, esclareça-se! Nas duas primeiras semanas, não notei nenhuma diferença, mas da última segunda-feira para cá:
1) tenho andado com um sono danado, principalmente no fim do dia, lá pelas 4 da tarde;
2) meu corpo todo dói de um jeito esquisito.

Então parece que boa alimentação e exercícios físicos REALMENTE aumentam o bem-estar das pessoas.

É isso, ou então estudar tem mais impacto físico do que parece.

1.12.05

O Caso do Canadá

Eu e o Leo estamos pensando em nos mudar para o Canadá.

Explico: não temos filhos, o dólar canadense tá baixo e daqui a uns meses eu consigo estabilidade e posso tirar uma licença não-remunerada de até 2 anos. Como o Leo é um gênio da informática, não vai ser difícil pra ele já sair daqui com um emprego arranjado. Eu posso fazer um mestrado em uma universidade canadense e dar aulas de português.

E tem mais uma: não vou ter a menor dificuldade de me misturar com os locais, já que a maquiadora que me arrumou para o casamento disse que eu lembrava a Celine "Dijon". Na hora eu fiquei brava, porque a Celine Dion é horrorosa (e eu não sou!), mas hoje vejo que se trata de uma grande vantagem (e a maquiadora depois se redimiu dizendo que eu parecia a Malu Mader).

Mas a verdade é que só posso começar a me preocupar com isso depois do concurso. Se eu passar, vou ter que ficar mais 2 anos até ter estabilidade e poder tirar a licença. E, se eu não passar, devo continuar estudando até passar, porque se eu ficar 2 anos no Canadá vou esquecer tudo que um dia eu soube.

Então vocês vêem, é um projeto a longo, longuíssimo prazo.

30.11.05

O Caso da Palestra Motivadora 2

Para não falarem que eu nunca faço um post, aqui estou.
Não resisti ao caso de hoje e vim completá-lo. O melhor deste caso do Marco Antônio são as palavras sábias ditas pelo palestrante:
"Se todo mundo fizesse apenas o que gosta, o mundo seria uma b..."
A exceção desta regra deve ser o próprio palestrante. Já pensou? Ganhar para dizer isto para as pessoas? Isso é que é emprego.

O Caso da Palestra Motivadora

Da última vez que me encontrei com o Marco Antônio, ele disse que assistiu a uma palestra muito interessante, na qual finalmente alguém falou algo que prestasse. Segundo o palestrante, a idéia de que devemos construir carreiras baseadas nas coisas que gostamos é uma bobagem, porque não necessariamente temos talento nessas coisas. O que devemos fazer é construir nossas carreiras sobre as coisas que fazemos bem. Essa é que é a garantia do sucesso.

Vejam o Ronaldinho Gaúcho, por exemplo. É possível que a paixão da vida dele seja cantar. Como é provável que ele seja um péssimo cantor (imaginem as ondas sonoras batendo naqueles dentões), se ele se dedicasse à música por certo já teria morrido de fome. Mas como o Ronaldinho Gaúcho faz aquilo no que é bom – jogar futebol –, ele é milionário e mora na Europa.

Fiquei pensando o que é que eu faço bem. É óbvio: o que eu faço bem é estudar. Não é à-toa que eu fiquei 10 anos da faculdade (em 2 cursos diferentes, tá? E me formei em todos eles). Eu sou boa para aprender, decorar, escrever e explicar. Então o que eu tenho que fazer? Maiores e melhores concursos, é claro. Ou um mestrado seguido de doutorado.

Mas a primeira hipótese vai dar muito mais dinheiro.

29.11.05

O Caso da Mousse

Geralmente, o Leo e eu funcionamos como uma ótima equipe. Entretanto, no fim-de-semana, fomos fazer uma mousse de chocolate juntos e entramos em conflito.
A verdade é que tudo dá certo quando usamos nossos diferentes talentos em tarefas diferentes. Mas, quando os dois querem fazer a mesma coisa... sai de baixo.
No caso, o problema foi o fato que temos visões opostas das artes gastronômicas: ele é adepto do “vai na manha”; eu sou partidária do “siga à risca”. Tudo bem que a mãe dele é um gênio culinário, mas isso não quer dizer que ele herdou todo o talento dela. Por outro lado, eu entendo que minha mania de contar cada grama de ingrediente pode ser excruciante para algumas pessoas.
No final das contas, a mousse ficou pronta e ficou boa. As instruções mandavam usar a batedeira em duas velocidades, e como a gente não tem batedeira, batemos na mão e no liquidificador mesmo (idéia do Leo). E, embora tenhamos feito só parte da receita, as quantidades ficaram todas certinhas, porque eu usei o medidor mágico e a calculadora cerebral para garantir. Uma ótima união de forças, certo?
Sim, se descontarmos que eu reclamei que o Leo jogou a embalagem com a receita fora, que ele resmungou porque eu insisti que um grão de chocolate dava diferença no resultado final, que eu protestei contra usar leite desnatado ao invés de integral...

28.11.05

O Caso dos Estudos II

Há algum tempo atrás, uma amiga me disse que você conhece o concursando legítimo pelo cabelo sem corte, unha por fazer, corpinho fora de forma e completo desconhecimento do mundo a seu redor. Na época, não concordei, mas hoje sou forçada a dar o braço a torcer.

Se você estuda a sério, não sobra muito tempo pra mais nada mesmo. Se você trabalha e estuda, nem se fala. E se você trabalha, estuda e tenta se manter saudável... esquece.

Dei-me conta de que a maior parte de minha dificuldade para estudar simplesmente desparece quando eu ingiro uma grande quantidade de açúcar não-saudável. Meu cérebro realmente precisa de glicose pura para trabalhar. Só que, considerando que eu larguei a academia (para ter tempo de estudar!), o açúcar em formato de guloseimas realmente não ajuda a minha beleza.
Aí fica o dilema: devo privilegiar a forma física ou a forma acadêmica?

Os gregos recomendavam mens sana in corpore sano (mente saudável no corpo saudável), mas, como todo mundo sabe, os gregos não tinham emprego. O máximo que eles faziam era participar das olimpíadas e dar umas filosofadas eventuais.

Consta que Sócrates nem banho tomava, mas esse é um sacrifício que eu ainda não estou disposta a fazer.

25.11.05

O Caso do Cinema

Eu e o Leo decidimos assistir à pré-estréia do Harry Potter na sessão maldita, isto é, à meia-noite e um minuto. A idéia parecia ótima até descobrirmos que o filme ia ser dublado. E que, apesar da sessão ser de madrugada em um dia de semana, havia um grande número de pirralhos presentes. Quando eu tinha 12 anos – que é a censura do filme – , meus pais não me deixavam sair tarde “em época de escola”, não!

Enfim. Apagam-se as luzes e a garotada vai ao delírio. No filme errado! A sessão começou com o thrailler de “Crônicas de Nárnia”, não HP. Mas quem se importa?

O som estava péssimo. Apesar de toda a minha boa-vontade, não dava para escutar mais do 20% das falas. Outros 20% dava pra deduzir. E os 60% que sobraram... simplesmente não deu para entender!

A única coisa boa da dublagem tosca é que a pivetada teve que calar a boca.

24.11.05

O Caso do Encontro Integrador II

Ao contrário das minhas perspectivas lúgubres, o encontro integrador foi ótimo! Diverti-me às pampas. Rolaram várias competições com equipes, nas quais pude utilizar meu lado mandão, e diversos enigmas, nos quais pude empregar meu intelecto superior.

A comida estava boa, excetuando-se o episódio do pudim de pão, que se disfarçou de pudim de leite condensado e fez várias pessoas encherem suas cumbuquinhas e depois fazerem cara feia e empurrarem as cumbuquinhas pra lá.

O encontro terminou com uma atividade na qual todo mundo colocava nos outros tirinhas de papel colorido para simbolizar como você as vê. Achei ótimo porque metade das tirinhas que recebi foram azuis, que significa que sou uma pessoa planejadora, organizada, observadora, que dá atenção a detalhes, tem capacidade de síntese e facilidade de administrar.

É isso mesmo. Qualquer pessoa que está acompanhando a saga da viagem há de concordar.

22.11.05

O Caso do Encontro Integrador

Amanhã todo mundo do trabalho vai entrar em um ônibus especialmente contratado e ser alegremente transportado até um hotel-fazenda, onde seremos submetidos a empolgantes dinâmicas de grupo para aumentar a integração entre as pessoas.

Odeio essas coisas. Detesto me integrar com as pessoas. Prefiro ficar quietinha no meu canto, obrigada. Tenho horror das pérolas de auto-ajuda que são inevitavelmente derramadas sobre as vítimas nesses eventos. E como não estou com muita paciência ultimamente, é certo que não vou conseguir evitar os comentários mordazes, o que só vai me fazer parecer mal-humorada e anti-social.

Que é a pura verdade, claro.

Outra coisa legal é que o chefe, que é justamente quem requisitou o dia de integração, não vai. Muito esperto, ele.

A única coisa boa é que, pelo jeito, vai ter muita comida.

21.11.05

O Caso do Concurso

Só pode ser brincadeira.

Como todo mundo sabe, marcamos a viagem de férias para setembro; na véspera de pagarmos, saiu a autorização do concurso. Abortamos a viagem e ficamos esperando o edital.

Como o edital não saía, marcamos e pagamos a viagem. Na segunda-feira da semana seguinte, lá veio o edital, marcando o concurso para o meio da viagem. Cancelamos a viagem (200 dólares de multa) e remarcamos para o Ano-Novo.

Sexta-feira, o que acontece? Cai a medida provisória da Super-Receita, e o concurso, que era para o novo órgão, tem grandes chances de ser modificado. Inclusive a data. Inclusive para a 1ª semana de janeiro.

Deve ser olho-gordo, macumba, sei lá.

18.11.05

O Caso dos Estudos

Acabo de sair da academia para ter mais tempo de estudar. Justo agora que eu estava indo tão bem!, com meus exercícios aeróbicos por fora e tudo mais. Mas a gente tem que ter prioridades, né? Além do mais, é só 1 mês. Acho que não dá pra ficar totalmente fora de forma em 1 mês. Ou dá?

O problema é que estudar dá uma vontade tremenda de comer doce. O cérebro se alimenta puramente de glicose, então faz total sentido ter muito açúcar disponível no sangue na hora de estudo.

Faz sentido, mas não faz bem para o meu corpinho.

Para completar, o concurso é logo antes do Natal, e o Natal será seguido por uma viagem de 2 semanas aos States, o paraíso da comilança. Ou seja, o 1 mês vira quase 2 em condições extraordinárias de ingestão de calorias.

É verdade que vou poder voltar à academia na semana entre o concurso e o Natal. Será que 5 dias são suficientes para perder os excessos do período de estudos e me preparar para as férias?

17.11.05

O Caso do Mês Interminável

Finalmente está tudo acertado! Estivemos em BH e pegamos todos os vouchers e passagens da viagem. Na verdade, a agente satânica disse que eles só liberam essas coisas 2 dias antes do embarque (o que levou o Leo a perguntar sarcasticamente se ela ia abrir a agência na véspera de Natal para nos atender), mas que, no nosso caso especial, ela ia entregar de uma vez. E ainda mandou levar de graça na nossa casa! Acho que ela estava com tanto medo de eu aparecer lá e encher mais ainda o saco dela que pagou os 3 reais da taxa de entrega com a maior satisfação.

Pois é: agora a parte chata é esperar a viagem chegar! Já pesquisei, já comprei roupa, já fiz a mala (metaforicamente!). Não há mais nada a fazer. O que não deixa de ser bom, porque aí posso me dedicar ao concurso, que vai ser no fim-de-semana anterior ao Natal.

Contabilidade? Estatística? Vocês vêem, vai ser mesmo um mês interminável.

11.11.05

O Caso dos Presentes de Natal

Estou quase acabando de comprar meus presentes de Natal. Sim, sei que estou MUITO adiantada, mas é que não vou ter tempo de comprar todos entre o final de semana 17/18 de dezembro (dias do concurso) e o Natal. E nem é uma boa idéia ficar aflita com isso na véspera das provas.
Uma pessoa mais maldosa diria que a mala feita com tanta antecedência e os presentes de Natal idem não passam de desculpas meia-boca para não estudar.
E até que ela não estaria totalmente errada, não.

10.11.05

O Caso da Mala

Acreditem ou não, a mala para a viagem de Ano-Novo está praticamente pronta. É que eu gosto de fazer as coisas com antecedência.

MUITA antecedência.

Tudo bem que não é uma mala grande. Depois da viagem para São Paulo para tirar o visto, na qual levei um tanto de coisas e acabei usando um terço das roupas, radicalizei. Anunciei para o Leo que vou levar o mesmo tanto de roupas que ele, e pronto. Ele fez uma cara incrédula, mas teve o bom-senso de não fazer objeções em voz alta.

Observem que o Leo é daquelas pessoas que viaja carregando o mínimo necessário e, se puder, menos ainda. Então, trata-se de um grande desafio, principalmente porque eu sou uma daquelas pessoas que acha que toda vez que viaja tem que levar biquíni, para o caso de encontrar uma piscina; vestido chique, para o caso de encontrar uma festa; sapatos variados, para o caso de encontrar... sei lá.

Mas estou contando com:
- o fato de que minhas roupas são menores do que as deles, então vai dar para colocar uma blusinha clandestina aqui e ali;
- o fato de que maquiagem e sapatos NÃO SÃO roupas.

Apesar desses salvaguardas, não estou querendo roubar, juro. Decidi que vou levar só 2 sapatos (vão por mim: é pouco); 5 calças; 5 blusas. E um casaco de frio. E um cachecol. E um gorrinho para a cabeça. E talvez outro cachecol. E a roupa com a qual vou viajar no avião.

Pensei em levar uma roupa especial para o Ano-Novo, mas depois vi que ia ser difícil: vai estar um frio danado, e qualquer roupa desaparece debaixo do casacão; vamos passar a virada do ano no Epcot, e para isso teremos que chegar lá 9 da manhã, porque no Ano-Novo os parques lotam e fecham as portas quando atingem a capacidade máxima, o que acontece bem cedo. Então não rola de passar o dia de vestido de lantejoulas e saltinhos, né? Vou ter que me contentar com uma blusinha de lantejoulas e os saltinhos da bota.

Vocês hão de convir que 5 calças e 5 blusas é uma mala mínima, já que é uma viagem de quase 2 semanas. Mas tem lavador e secador de roupas no hotel, então estou tranqüila.

Ah, e um biquíni.

9.11.05

O Caso do Até que Enfim

Não estou nem acreditando: o Leo acaba de transferir os dinheiros exigidos pela agência de turismo! Confirmado: vamos viajar logo depois do Natal e passaremos o Ano-Novo nos States!

Depois de muito choro e ranger de dentes, deu tudo certo: a cotação do dólar-turismo da agência baixou de 2,32 para 2,28; as taxas de embarque, que tinham pulado de 150 para 200 dólares de maneira algo misteriosa, voltaram a seu devido lugar; vamos comprar travelers cheques na agência que é do lado da nossa casa, eles estão demorando a chegar e enquanto isso o dólar cai, cai, cai!

Agora eu posso relaxar e me dedicar aos estudos para o concurso, que pra começo de conversa foi o motivo da mudança da data da viagem.

Faltam 40 dias. Alguém aí se habilita a aprender Economia, Finanças Públicas, Comércio Internacional, Matemática Financeira, Estatística, Contabilidade nesse prazo? E isso porque eu estou considerando que Direito Internacional Público eu já devo saber um pouco, Direito Constitucional, Administrativo e Tributário eu só vou ter que dar uma olhadinha, Português e Inglês tá dominado e Informática eu vou entregar pra Deus!

8.11.05

O Caso das Fotografias

O Leo comentou um dia desses que estou sempre com as mesmas roupas nos nossos álbuns de fotos de viagem. E não é que ele tem razão? É que as viagens grandes, que merecem álbuns, geralmente são aquelas nas quais vamos para lugares diferentes – e frios. Então, não importa o que você está usando por baixo: por fora, tudo que se vê é o casacão – preto – e cachecol – vermelho.

É verdade que eu aposentei o casaco preto antigo, herdado da Dani e muitíssimo útil enquanto durou, e comprei um novo. Mas o novo também é preto! E ganhei cachecóis lindos de cores diferentes da minha tia Bebel, só que eles são de lã acrílica e soltam fiapos! Casacos pretos e fiapos brancos resultam em uma triste figura. Então continuo usando o cachecol vermelho que a avó do Leo emprestou quando fomos a Paris e depois deu de presente.

Pois bem: dessa vez - embora não esteja nada realmente acertado ainda: a agente de viagens diabólica disse que vai passar as reivindicações do post anterior para o gerente e me dá uma resposta hoje – há de ser diferente. Hei de dar um jeito de sair nas fotos com outras roupas, ainda que eu tenha que desafiar o frio e tirar o casaco a cada flash!

7.11.05

O Caso da Viagem MDLXXXIII

E não é que parece que a viagem sai? No final da tarde de sexta-feira, a agente de viagens demoníaca mandou o orçamento e a confirmação do Holiday Inn. Que, apesar de eu ter esnobado no post anterior, parece ajeitadinho. Pelo menos o pessoal do TripAdvisor, um site fantástico com milhares de reviews, acha.

Agora a briga vai ser na questão dos acertos de conta. O contrato que eu assinei determina que, em caso de desistência da viagem, posso usar os dinheiros que já paguei para a agência para uma nova viagem deles. Só que eu comentei isso com a agente do demo na semana passada e ela disse que era só a parte terrestre. A parte aérea eu ia ter que pagar de novo e ser reembolsada depois. Bem, o contrato não diz nada disso, não!

Outra é que, quando acertamos a viagem, o dólar turismo estava a 2,36. Hoje está a 2,31. Logo, os reais que paguei hoje compram mais dólares. E pode ter certeza que eu quero a diferença.

O terceiro ponto é que a agência dá 4% de descontos nas compras à vista. Meu dinheiro já está com eles. Logo, sobre o preço desse novo pacote tem que incidir os 4% de desconto!

E o quarto problema é que, em e-mails diversos que recebi da agência, um dizia que o reembolso da passagem seria no valor de 599 dólares. O mais recente, 560. Interroguei a agente satânica e ela disse que “a companhia aérea faz uma média” e que “eu só vou saber o valor certo na época do reembolso.” Isso é resposta de gente séria?

Para completar, a agente do mal ficou de me enviar os valores todos para o acerto (porque ela tá ACHANDO que eu vou pagar de novo a passagem e as taxas) assim que o mercado abrisse hoje (por causa da cotação do dólar turismo). O mercado abriu às 10. São quase meio-dia.

Pode ser ou tá difícil?

4.11.05

O Caso da Ressurreição Milagrosa

(Como se alguma ressurreição não fosse milagrosa, mas vamos lá.)

Ontem perdemos a paciência e cancelamos a viagem. Isso porque a nossa querida agente de viagem, por motivos só conhecidos por aquela cabecinha, quis nos empurrar o pacote de Ano-Novo em um hotel chamado Holiday Inn (não pode ser boa coisa!) por módicos 600 dólares a mais. Por cabeça.

Aí liguei de novo para a mesma agência, conversei com outra pessoa, e pedi todas as informações do pacote de Ano-Novo. Eu e o Leo descobrimos que podíamos voar pela American Airlines (milhas Smiles!) e ficar em um Hilton (Será que a Paris vai estar lá?) pelo mesmo preço da viagem que a gente já tinha acertado (e pago!).

Pois bem: acabo de falar com nossa querida agente de viagens. Ela disse que... vai verificar a disponibilidade. Vocês vêem: o problema dela é que ela não tem agilidade. Eu tenho que saber se tem ou não tem vaga para chorar lágrimas de sangue com a minha chefe e reorganizar as minhas férias, avacalhando as programações de todos os colegas no processo.

3.11.05

O Caso do Pacote de Viagem

Como já deu pra perceber, nossa agente de viagens NÃO é muito esperta (aliás, se alguém descobrir - ou for - um agente de viagens competente e com iniciativa, me avise, por favor). Ela ficou de me passar as informações que eu pedi na terça-feira, só que não deu notícia, e ontem foi feriado. O problema é que temos que decidir se vamos cancelar ou modificar a viagem hoje, porque amanhã termina o prazo para comunicarmos a decisão à agência e recebermos a parte terrestre de volta sem multa (já que os 100 dólares de multa da passagem emitida vamos ter que pagar mesmo).

O mais engraçado é que, enquanto eu amaldiçoava a moça, o Leo recebeu um e-mail da mesma agência de turismo oferecendo um pacote de Ano-Novo na Disney MAIS BARATO do que a nossa viagem original!

Vai entender.

Então a nossa estratégia agora é: se ela não passar as informações que a gente quer dentro de 6 horas, cancelamos e optamos pelo novo pacote.

E ela que se vire pra arrumar a bagunça.

1.11.05

O Caso da Viagem Natimorta

Como você sabem, a gente ia viajar em setembro; saiu a autorização do concurso, desistimos; o edital estava demorando demais; marcamos pra dezembro e pagamos; na segunda-feira da semana seguinte, saiu o edital, marcando a prova bem para o meio da viagem.

Tudo indica que essa viagem está fadada à destruição, mas eu não desisto. Investiguei com a agente de viagens se dava para a gente passar o Ano-Novo lá. Aí daria pra ver as decorações de Natal (por dois dias!, mas tudo bem) e não dizer que a gente não viajou durante o ano de 2005.

Resposta: sim, dá – e estas são as novas e extorsivas tarifas de hospedagem: 300 dólares A MAIS pra ficar no hotel simplesinho; 600 dólares A MAIS para continuar no hotel da Disney. Por cabeça! Isso porque virada de ano é altíssima temporada. E em alguns hotéis é assim: se você entra no último dia da alta temporada, azar o seu: você paga a tarifa de alta temporada até o final da estadia, ainda que quase toda ela seja na baixa.

Mas a agente de viagens não contava com minha astúcia: pedi para ela calcular quanto fica para a gente passar a noite dos dias 30 e 31 no hotel mais barato que ela tiver (e por barato, entenda-se 40 dólares a diária. Pelo quarto!); e, no dia 1º de janeiro, que já é “value season”, nos mudarmos para o hotel da Disney!

Se bobear, ela vai até ter que devolver dinheiro.

O que o Leo diz que não vai acontecer nem se o inferno congelar.

30.10.05

O Caso da Foto

Já que pediram, aí vai! É uma foto tirada por um fotógrafo profissional da Capricho, quando me entrevistaram a respeito dos nossos 10 (isso mesmo, 10!) anos de namoro.

A entrevista foi megapicareta, feita pelo telefone em 10 minutos. Mas o fotógrafo apareceu mesmo e tiramos um bocado de fotos digitais (que depois ele me passou em um cd).

Pronto, agora quem ainda não nos conhecia passou a conhecer!

28.10.05

O Caso dos Correios

Hoje fui colocar 5 kg de originais no correio para participar de um concurso literário. É claro que eu imaginava que teria que pagar uns 100 reais pela brincadeira. Qual não foi minha supresa ao descobrir que o preço foi 13,70! O mais caro foi a bonita caixa Sedex que eu tive que comprar: 5,50. Ou seja, no final das contas, por menos de 20 reais meus manuscritos (maneira de dizer - é claro que estavam impressos) chegarão amanhã de manhã a seu destino em Belo Horizonte.

O concurso se auto-intitula de literatura brasileira, e eu estou mandando um romance água-com-áçucar passado na Inglaterra no início do século XIX. Deixa eu explicar a lógica da coisa: um dos patrocinadores do concurso é a editora Record, e com certeza vai ter um representantes deles entre os jurados. Como no ano passado teve só 305 inscritos, é muito provável que esse representante leia meu livro. E pense: bem, não é um representante ilustre da literatura brasileira, mas bem que a gente podia publicá-lo na nossa linha de romances água-com-açúcar e ganhar uns tostões.

27.10.05

O Caso da Tristeza Infinita

Enfim. Como eu nunca iria me perdoar se não fizesse o concurso, tentei mudar a viagem para depois. Tivemos a idéia ótima de viajar um pouco antes do Ano-Novo, enfrentar dois dias lotados e aproveitar uma semana tranqüila em janeiro.
Entrei em contato com a minha agente de viagens, e ela me informou que teríamos que pagar 600 dólares a mais para ficarmos mesmo hotel, e 300 para ficar num outro sem graça. Por cabeça. Isso porque a virada do ano é altíssima temporada.
O que fazer? Desistimos.
Estamos de volta à estaca zero.
Duzentos dólares mais pobres.

26.10.05

O Caso dos Donos do Blogue

Como já disse um leitor em um comment, o nome “Lud&Leo” deste blogue está virando a maior fachada, porque o Leo nunca escreve. Desse jeito, o pessoal vai achar que matei o Leo para ficar com a herança e faço umas referências a ele neste blogue só para disfarçar.

É verdade que o Leo visita o blogue com bastante freqüência (provavelmente para checar o que eu ando falando dele), mas, como ele é um dos donos, nunca coloca comments. Então, vocês vêem que nessa eu saí duplamente perdendo: não tenho mais um colocador de comments, e também não tenho um parceiro de posts.

25.10.05

O Caso dos Exercícios Aeróbicos

Tentei que tentei manter os tais odiosos exercícios aeróbicos na minha ficha de ginástica, mas não rolou. Ainda mais agora, com o calor chegando a Fabriciano a todo vapor (literalmente!).

Cortei fora os 20 minutos de esteira e os 20 de bicicleta e, magicamente, a academia se tornou muito mais agradável. O tempo que eu gastava nela foi drasticamente reduzido.

A grande vantagem desse novo método é que, como gasto menos tempo, estou indo religiosamente à academia três vezes por semana. E faço uns aeróbicos por fora, quando dá.

Então, somando o fato de que estou tão ansiosa com a viagem (or lack thereof) que de vez em quando esqueço de comer, o resultado é que o projeto corpinho de atrizita está indo muito bem, obrigada.

24.10.05

O Caso das Datas Desastrosas

Essas coisas só acontecem comigo: planejamos a viagem do ano para setembro. Na sexta-feira véspera do dia de pagar, sai a autorização do concurso. Desistimos de viajar nessa data.

E ficamos esperando o edital. E esperando. E esperando.

E nada do edital sair. Aí resolvemos fechar e pagar, porque os lugares no vôo estão acabando.

Isso foi na quarta-feira. Na segunda-feira seguinte, o que acontece? Sai o edital! E a prova está marcada... adivinhem! Para o MEIO da viagem. Não dá nem pra puxar daqui ou empurrar de lá.

Resultado: vamos ter que cancelar (=150 dólares de multa por cabeça) ou modificar as datas (=150 dólares de multa por cabeça).

Ninguém merece!

21.10.05

O Caso do Cabelo II

Estou felicíssima: meu cabelo parou de cair. Não tem nenhum fio no travesseiro quando eu acordo e, quando eu me penteio, ficam só uns 3 ou 4.

Tomei quase 3 meses de suplemento de ferro, a tal ferritina, que tinha gosto de chocolate, aroma de baunilha e grudava nos dentes, e fiz abstinência alcoólica (forçada) durante o processo. E não é que funcionou? Meus fios estão firmemente presos à minha cabeça.

Fui no dermatologista semana passada e agora ele quer que eu aplique, durante o mínimo de um mês, um remédio tópico 3 vezes ao dia.

Na hora não liguei muito, mas depois de ler a bula do tal remédio, a ficha caiu: um mês?!? Três vezes por dia?!? Sem falar que o diabo do remédio custa 80 reais. Se eu tiver que usá-lo por mais de um mês, vou falir.

Vou ligar para ele e tentar convencê-lo que minhas melenas estão em ótimo estado e esse novo remédio é pura perda de tempo. E o remédio, que já foi comprado (longa história – dermatologista diferente), fica para a próxima vítima de ameaça de calvície na família.

20.10.05

O Caso da Viagem 2005

Estamos com a viagem do ano marcada para dezembro, mas o Leo acha que eu não chego viva lá. Explico: fico grudada na internet durante todo o meu tempo livre (e o não-livre também!) descobrindo idéias, descontos e segredos sobre o nosso destino.
Vou dormir todo dia tarde por conta disso. Quando vou para a cama, gasto um bom tempo pensando no assunto antes de dormir. E quando durmo, sonho com a viagem!
Tenho um arquivo de dicas que se pretendia mínimo, e ele já está com 30 páginas. Vou ter que fazer um arquivo de dicas do arquivo de dicas! Já sei converter Fahrenheit pra Celsius de cabeça (tira 32, multiplica por 5/9). Cotação do dólar? Eu sei comercial e turismo, compra e venda. Lugar no vôo? Descobri um site que tem as plantas de todas os aviões, com os assentos recomendados. Mala? Está montada na minha cabeça.
Fica até parece que eu nunca viajei, mas é que essa viagem é a primeira que eu vou fazer sem dinheiros contados e sem ter que dar satisfações à família! Sim, teve a lua-de-mel, mas a licença-matrimônio é de poucos dias e eu estava mais preocupada com o casamento. Dessa vez, posso levar meus delírios de planejamento à décima potência! Ainda mais com a assessoria do Leo, que é a bússola humana.
PS: Dani, estamos querendo ir te visitar na sexta. Rola?

19.10.05

O Caso dos Superpoderes

Eu e o Leo andamos pensando que, se fôssemos super-heróis, seríamos super-heróis bastante peculiares. O meu superpoder principal é dormir em qualquer lugar, a qualquer hora. Difícil imaginar aplicações práticas, mas e o superpoder do Chefe Apache, que era ficar gigantesco? É a mesma porcaria.

Meu poder secundário seria a capacidade de consumir grandes quantidades de chocolate (muito útil quando fôssemos presos em uma jaula do material) e soletrar palavras com perfeição, além de fazer contas de cabeça (pouco sucesso aqui, mas nos Estados Unidos, onde os alunos do 2º grau são obrigados a usar calculadoras, eu seria um estouro).

Já o superpoder do Leo é se localizar e encontrar qualquer lugar, a qualquer hora. Ele também faz sanduíches capazes de amolecer o mais empedernido vilão, e domina todos os jogos de salão em presente existência.

Ainda não decidimos quais serão os nossos nomes de super-heróis.

Nem se usaremos nossos poderes para o bem.

18.10.05

O Caso da Fome

Não importa o quanto eu capriche no café-da-manhã: quando chegam as 11 horas, já estou morrendo de fome.
Sim, eu sei que eu deveria trazer um lanchinho, mas volta e meia eu esqueço. E quando trago, prefiro guardá-lo para a tarde, o que, pensando bem, é uma grande bobagem, porque a tarde vem depois de uma refeição mais reforçada, que é o almoço.
Se bem que, almoçando no Pizzarita, acho tudo tão ruim que acabo comendo pouquíssimo.
Em suma: passo fome sempre.
Aí vou pra casa e me encho de chocolates.
Falando em chocolates, aí vai uma idéia para quem está querendo largar: a megasuperoverdose de chocolate. Você ingere a combinação abaixo e fica pelo menos três dias sem querer ver doce pela frente.
Taça “Sugar High”:
Ingredientes:
- sorvete de sua preferência (mas prefira chocolate ou flocos, pra ficar no tema);
- calda quente de capuccino (é uma invenção minha composta puramente de pó de capuccinho, nescau e açúcar);
- bailey’s.
Como diria Machado de Assis, cousa finíssima.

17.10.05

O Caso das Posses

Segundo o meu signo astrológico, eu sou uma pessoa muito ligada às posses materiais. Eu até que concordava, mas andei pensando no assunto e concluí que não sou, não. Eu não tenho casa própria, não tenho carro (o Leo é que tem!) e desde a semana passada também não tenho celular. E tudo bem.

Por outro lado, tenho um emprego que paga bem, e que garante que eu não vou ficar na rua se eu for despejada, nem passar fome. Talvez as posses materiais sejam muito importantes para quem não tenha emprego. Ou para quem tenha, mas corra o risco de ser despedido a qualquer instante.

Como esse não é o meu caso, posso andar pela vida leve, livre e solta, sem carregar nas costas a responsabilidade da posse e da propriedade dos bens materiais.

Mas a minha internet a cabo ninguém tasca!

14.10.05

O Caso do Atendimento

Ontem trabalhei com o público e foi um sucesso. Apareceram só pessoas boazinhas – fora um contador mala que não sabia nem a diferença entre ano de exercício e ano-calendário. Talvez você, caro leitor, também não saiba, mas você não é um contador!

Tentei reprimir os excessos do Disney training. Não sorri demais, não usei um chapéu de pelúcia e nem cantarolei “Have a magical day!” na despedida. Funcionou – pelo jeito, o povo me levou a sério. Mas a melhor parte foi que no fim do dia todo mundo sumiu e eu pude ir embora mais cedo.

Hoje volto pra lá à tarde, mas na semana que vem vou ficar em regime de sobreaviso. Eu podia até pedir para me transferirem permanentemente, só que com o atendimento ao público não consigo 3 anos de atividade jurídica para fazer concursos maiores & melhores!

Mas se você quer arrumar amigos, fazer uns contatos, atendimento ao público é o que há.

13.10.05

O Caso da Esteira

Fiquei 10 dias de férias e tive muitas idéias bizarras – entre elas, a de comprar uma esteira. Já estou cansada da minha bicicleta ergométrica e ela está meio detonada – pra vocês terem uma idéia, um dos lados da base dela rachou na mudança e eu tenho que botar um toquinho de madeira bem nesse lugar pra ela ficar equilibrada. Além disso, caminhar tem uma vantagem sobre pedalar: você sustenta o peso do próprio corpo, o que fortalece os ossos, evitando uma futura e longínqua osteoporose (pouco provável, porque eu bebo leite adoidado, mas de qualquer maneira...).

Fiquem sabendo que uma esteira é uma coisa cara! Custa de 3 a 4 vezes mais que uma bicicleta ergométrica. Mas tudo bem, eu estava decidida, até que descobri que ela não ia caber na minha casa. Quebrei a cabeça, tentei várias posições, mas não deu.

Os dois ou três vendedores que eu atormentei por telefone o dia todo ficaram decepcionados.

11.10.05

O Caso da Volta ao Trabalho

Ontem fiquei tão ocupada voltando ao trabalho, fazendo treinamento em outra seção e fechando a viagem de fim-de-ano, que nem deu tempo de postar no blogue. Prometo me redimir e fazer um grande post-resposta para todos os comentários que têm aparecido por aqui amanhã.

Enquanto isso, vou contando que estou aprendendo coisas novas. Vou ficar por dois dias num esquema de atendimento ao público. Confesso que hesitei quando me “convidaram”, mas aí me lembrei de que trabalhei na Disney vendendo souvenirs para uma galera de países variados, falando em inglês, entendo sotaques bizarros em inglês e pior, contando em inglês, e que foi tudo muito bem. Ou seja: vai ser moleza.

É claro que o povo da Disney estava bem-humorado e contente por estar “in the happiest place in the world” e aqui só vai aparecer gente reclamando e com problema. Mas vou usar meu Disney training neles, sorrindo radiantemente e oferecendo “bags or boxes” e...

Bem, talvez não seja o caso.

7.10.05

O Caso da Corrida

Eu e o Leo descobrimos mais um seriado legal: "The Amazing Race" (A Corrida Fantástica). A idéia é que vários times formados por 2 pessoas disputam quem chega primeiro ao final, sendo que a pista de corrida é... o mundo! Estamos vendo a sexta temporada. Os participantes saíram dos Estados Unidos para a Islândia, deram uma passada na Noruega, foram para Senegal e agora estão na Alemanha. Eles têm que completar provas, descobrir as próximas paradas por meio de pistas, e dirigir, voar e navegar param alcançarem seus destinos!

Finalmente, descobrimos um reality show que não é ridículo, nem humilhante. Em suma: um reality show do qual gostaríamos de participar.

Achamos que faríamos um bom time, porque o Leo é uma bússola humana e eu sou boa para me comunicar (vide verbete "O Portuñol e a Lua-de-Mel"). Além disso, nós gostamos um do outro, ao contrário de alguns dos participantes bizarros, que gritam, reclamam, resmungam e dão empurrões nos parceiros.

Depois de alguns capítulos, contudo, decidimos que não ir rolar: o povo vive pegando avião pra chegar nos países, e como eu enjôo muito, ia ficar o programa inteiro dopada de Dramin; e volta e meia a galera tem que correr para chegar aos pontos finais, e isso o Leo dispensa.

6.10.05

O Caso das Atrizitas

Estou adquirindo um recém-descoberto respeito pelas atrizitas malhadas. A verdade é que ser magra não é difícil, mas ser secca como a Débora – sem uma única célula de gordura no quadril ou debaixo do umbigo – aí, meus amigos, já é uma outra história.

Estou desconfiada que, para se ter um corpo de atrizita malhada, é necessário alimentar-se como uma delas. I. e., duas folhas de alface, dez copos de água mineral Evian e uma colher de azeite, que é a gordura saudável. O negócio é que as atrizitas malhadas literalmente vivem de seus corpinhos, ganhando gordos cachês para mostrar seus membros magros na tevê e nas revistas. E eu, o que ganho com isso? Nada, a não ser a satisfação de saber que possuo uma barriga chapada - sendo que não posso exibi-la no trabalho (é uma repartição pública!), nem na rua (eu vou fazer 30 anos e tenho noção!). O grande beneficiário da barriga chapada seria o Leo, mas ele já acha que eu sou perfeita assim como estou, então...

O bom-senso comanda que eu me contente com meu corpinho mezo-sarado atual. Mas o bom-senso não lê a revista Boa Forma.

5.10.05

O Caso da... Academia

Acho que vou mudar o nome desse blogue de "Lud&Leo" para "Lud&a academia", porque estou achando que eu uso a maior parte dos posts para choramingar a respeito dela. Também posso abrir uma comunidade no Orkut chamada "Odeio academia... mas vou assim mesmo ". Talvez ela faça sucesso.

Consultei minha agenda e descobri que entrei na academia no dia 10 de maio. Comecei mesmo no dia 19, porque nesse intervalo fui a BH tirar passaporte, mas se considerarmos o dia 10 como emblemático (até porque é nele que eu pago a mensalidade), veremos que vou completar 5 meses de academia em outubro.

5 meses! 5 meses! Aos trancos e barrancos, com férias ocasionais de 2 semanas no início de setembro e um média provável de 2 vezes por semana ao invés de 3, mas ainda assim - 5 meses!
Estou pasma com minha própria persistência.

A verdade é que eu tentei emendar essas 2 semanas com outras 2 e dizer pro povo da academia que eu estava de férias do trabalho (eles deixam você ficar um mês sem pagar e sem ir, nesse caso), mas não colou. Disseram que eu tinha que avisar antes do vencimento.

A idéia era emendar as "férias" com um "adeus", mas já que vou ter que pagar esse mês mesmo, decidi ir lá todos os dias que me restam. Sendo assim, acho que vou continuar por lá até um casamento de família no começo de novembro, porque afinal de contas eu quero estar linda no meu vestido amarelo-ouro. E então, como devo viajar no início de dezembro, porque não ficar mais um mesinho? Aí tem o meu aniversário de 30 anos em abril, e é claro que eu tenho que estar em forma para essa data tão importante... E depois é que eu não posso largar mesmo, porque depois dos 30 anos o metabolismo da mulher vai só ladeira abaixo.

Estou perdida.

4.10.05

O Caso das Caras

Ando lendo muitas revistas Caras (culpa da academia) e estou pasma com as caras que vejo por lá. É incrível a quantidade de pobres mulheres de mais de 50 anos tão esticadas, botocadas e siliconadas que se tornam praticamente irreconhecíveis. O pior é que - será que elas não percebem? - é que elas NÃO estão mais bonitas do que eram antes dos procedimentos cirúrgicos!
Longe de mim dizer que as pessoas não devem buscar uma aparência jovem e saudável. Mas há limites, não é verdade? E há o ridículo.
Sinceramente, esse povo está numa situação perdedora. Elas não são mais atraentes do que as mulheres que são 30 anos mais novas e vão à academia desde que nasceram. E também não têm mais dignidade do que as mulheres que sabem que os anos chegaram.
Tem consciência de que a vida é um ciclo inclui desconfiar que um vestido justo, decotado e brilhante NÃO é adequado para uma mulher de 60 anos, não importa quão conservada ela seja (a não ser que ela seja a Vera Fisher e, mesmo assim, há divergências). E que sapatos forrados da mesma cor do tecido, quando o tecido é azul-bebê ou rosa-pastel, é sempre uma péssima idéia.
Tudo isso não quer dizer que EU pretendo me conformar placidamente com a passagem dos anos. Mas quer dizer que protetor solar, ginástica e uns cremezinhos já está bom demais.

3.10.05

O Caso dos Planos de Viagem

Eu e o Leo queríamos ir para Nova York em setembro, mas justamente na sexta-feira anterior ao sábado em que íamos fechar a viagem, saiu a autorização do concurso que eu queria fazer.
Cancelamos a viagem, remarcamos as férias, trocamos Washington pela Disney e decidimos viajar antes do Natal.
Só que o edital do concurso não sai. Tenho certeza que assim que eu pagar muitos dólares pela viagem ele vai ser publicado, marcando o dia da prova. Então fico esperando, esperando...
Eis que hoje liguei para uma agência de viagens e eles me avisaram que é necessário decidir logo, porque já está difícil conseguir passagem. Pra completar, se realmente o pior acontecer, é dificílimo mudar a data da viagem: custa 150 dólares pra remarcar o avião e os hotéis geralmente não devolvem o dinheiro, porque é alta temporada.
Em suma: estamos ferrados.

1.10.05

O Caso do Casamento da Christina

Deixei para fazer este post depois que a noiva voltasse da lua-de-mel para que ela pudesse apreciá-lo, mas percebi que ela deixou um comment há poucos dias neste blogue, o que significa que:
- a lua-de-mel não começou imediatamente após a cerimônia;
- a lua-de-mel não está deixando minha amiga suficientemente ocupada.
Esperemos que seja a primeira opção.
* * *
Foi o melhor casamento a que eu e o Leo já fomos (tirando o nosso, é claro, mas ele não conta, porque não fomos a ele, nós o fomos). A noiva foi super-pontual, o padre falou durante 15 minutos (se tanto) e a maior parte disso foi a respeito de como os noivos se conheceram. Bênção das alianças, riqueza e pobreza, pode beijar a noiva e que deus vos acompanhe.
* * *
Na saída, fogos de artifício (muito romântico!). Um deles escapou e foi na direção da porta da igreja, o que gerou vários pulinhos e gritinhos.
Os noivos sobreviveram incólumes. O mesmo não pode se dizer do terreno baldio em frente da igreja, que pegou fogo.
* * *
A festa foi no Automóvel Clube e foi ótima. Finalmente conheci o bastião das festas de 15 anos da tradicional família mineira. O lugar é realmente lindo, bem início do século (passado), com elevador trabalhado em ferro e vitrais coloridos.
* * *
Eu e o Leo nos instalamos em um lugar fantástico com um sofá muito confortável e grande presença de garçons. Ele se divertiu muito dando notas para as convidadas (eu teria protestado, se tivesse conseguido parar de rir).
* * *
Em suma, um ótimo evento. Fico esperando o convite para ver as fotos da lua-de-mel e o álbum de casamento!

30.9.05

O Caso do Retorno

Ok, eu confesso: eu odeio academia. É chato, quente, doloroso, cansativo, irritante, repetitivo, demorado e desesperador.
Ontem eu voltei a ela, depois de apenas 2 semanas de folga, e hoje eu estou toda doendo. Meus músculos estão cheios de ácido láctico, e olha que nem deu tempo de fazer todos os aparelhos!
Como disse a minha irmã Isabela, manter-se em forma é como tentar subir uma escada rolante que está descendo: você luta contra a gravidade, contra a natureza, contra o bom-senso e, se bobear, volta à estaca zero em um instante.
Dá vontade de jogar a tolha, não dá?
Mas a verdade é que eu odeio mais gordurinhas localizadas do que odeio academia.
É triste ser mulher.

29.9.05

O Caso dos Primeiros Dias de Férias

Ontem foi um ótimo primeiro dia de férias: fiz absolutamente nada. Dormi até tarde - li - dormi mais - tomei café-da-manhã que na verdade foi o almoço - li mais - naveguei na net - vi tevê - fiz bicicleta lendo revista - fui em um churrasco de aniversário de um amigo do Leo.
Hoje a coisa vai ser diferente: já dormi - li - comi chocolate - dormi mais. Agora vou ligar para a loja demoníaca que não entrega o meu tampo de mesa sem riscadinho; depois irei na academia, almoçarei de verdade com o Leo, emprestarei meu quimono para a Thaís ir numa festa a fantasia e começarei a escrever um livro para ganhar aquele prêmio de literatura.
Nada mal para o segundo dia de férias.

28.9.05

O Caso do Sucesso

Acabo de ler uma matéria na Glamour que diz que as mulheres americanas acham que a melhor definição de sucesso é um bom relacionamento amoroso. Em segundo lugar vêm os filhinhos (olá, Susanita!) e só em terceiro o aspecto profissional.
Isso provavelmente acontece porque os Estados Unidos são a terra das oportunidades. Volta e meia eu leio a notícia de uma pessoa que inventou os esmaltes pastéis e ficou milionária; alguém que criou um novo design de bolsa de mão e ficou milionária; outra que estava fazendo mestrado em Nutrição, foi a aulas de auto-maquiagem e virou uma maquiadora das estrelas milionárias.
Inveja? Nah.

27.9.05

O Caso das Férias (Minhas)

Amanhã entrarei de férias! Estou animadíssima. É como se fossem minhas primeiras férias desde que comecei a trabalhar em março do ano passado. É verdade que teve a lua-de-mel, mas nela a gente mais cansa do que descansa :-). E 10 dias em maio, mas eu os usei para tirar passaporte, ficando horas e horas na fila da Polícia Federal e tendo que voltar lá para buscá-lo, então não valeu.
Já tenho uma programação completa de férias:
1) dormir;
2) escrever um livro para participar do concurso Record (a editora) de literatura brasileira;
3) escrever uma novela para participar do concurso Record (a emissora) de novelas brasileiras;
4) ir na academia todos os dias (para compensar as duas semanas que fiquei sem dar as caras);
5) estudar no livro do Alexandre de Moraes (Constitucional) atualizado que eu comprei. Já estou discordando dele a respeito do sigilo fiscal, mas vou persistir;
6) dormir.
Vamos ver se os 10 dias de férias vão ser suficientes para todas essas atividades.

26.9.05

O Caso das Descobertas de Fim-de-Semana

- Há grande probabilidade de que fogos de artifício atirados de um terreno baldio ateiem fogo no próprio terreno;
- Meu suplemento de ferritina reage com caipirinhas, mas não com champanhe;
- A sonolência gerada por um Dramin inteiro dura umas 6 horas;
- Os novos Confetti com casquinha sabor fruta têm gosto de sabonete.

23.9.05

O Caso dos Livros

Eu e minha irmã compramos quase 40 livros em inglês bem perto do meu aniversário, que é em abril. Eles chegaram no final de julho e... já terminei de ler todos!
Isso é muito triste. Uma das coisas que eu gostava nos livros em inglês é que eu demorava mais para lê-los do que os em português. Agora eu leio tão rápido quanto.
É verdade que as duas semanas sem academia (e os dois dias de greve) ajudaram. Acabou sobrando muito mais tempo para a diversão.
Agora eu tenho para ler a série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. São legais, mas megafinos. Comecei na quarta e já estou na metade do segundo. Isso porque eu e o Leo vimos filmes ontem e hoje. Ah, e aqui em casa tem também uma coleção épica do Stephen King, que parecia muito promissora, mas que até agora está sem pé nem cabeça. Bem que eu disse pro Leo comprar só o primeiro pra ver se ele gostava...

22.9.05

O Caso da Temperatura

Ontem passei a noite enfrentando ondas de calor e de frio. Acho que meu termostato pessoal quebrou.

Estou muito nova para estar entrando na menopausa, mas aqui faz calor mesmo. E o frio, inexplicável?

Ou eu tive um leve ataque de malária, ou a roupa de cama tem poderes térmicos especiais.

E ela usa seus poderes para o mal.

21.9.05

O Caso da Greve (que furou)

Vocês não vão acreditar, mas a greve, programada para durar até 1º de novembro – no mínimo – já acabou. Ou pelo menos acabou no lugar onde eu trabalho. Um resolveu ir trabalhar, o outro também, e quando se viu, babaus – tava o povo de volta à labuta.

Durou 1 dia e foi a greve mais ridícula que eu já vi na minha vida.

Uma coisa tá decidida: até acabar o estágio probatório, não me preocupo mais com greve. Não leio mais boletim, não vou a reunião, nada. É uma perda de tempo.

E não faço greve com essa turma nunca mais na vida.

20.9.05

O Caso da Greve (Fictícia)

O negócio é o seguinte: eu estou em greve, mas como sou muito paranóica, vou fingir que eu não estou, tá certo? Imagina se lá no futuro, se cortarem meu ponto e quiserem me exonerar, e eu alegar que faltei ao trabalho não por causa da greve, mas porque estava fazendo um retiro espiritual pós-freudiano interior, e no inquérito administrativo descobrirem meu blogue, e no meu blogue estiver escrito: Woo-hoo! Entrei em greve, galera!?
Pois é: não vai ser nada, nada bom.
Então o papo é esse: eu finjo que não estou de greve, e vocês fingem que acreditam.

19.9.05

O Caso das Férias (dos outros)

Minha irmã viajadora ligou no fim-de-semana (e a cobrar!) pra dizer que já tinha chegado nos States e que estava tudo muito bem. Fora o fato de o vôo ter atrasado horrores: com todo mundo sentadinho em seus lugares, o comandante avisa que há um pequeno probleminha na aeronave. Ela e meu cunhado ficaram esperando uma hora até que decidissem que realmente não rolava de usar o avião, e que os passageiros tinham que descer e ser transferidos para outro. O legal é que mandaram a galera que ia embarcar no avião no qual instalaram minha irmã para o portão no qual estava o bichado.

A parte boa é que agora ela já conhece Nova York: passou por dois aeroportos por lá, e até foi levada de um para o outro. Mas ela disse que não deu pra ver nada, nem a Estátua da Liberdade, nem o Ground Zero. Só um campo de beisebol. Mas tá valendo: oficialmente, ela foi a Nova York antes de mim.

Perguntei se ela já tinha experimentado o achocolatado Hershey’s, que é um leite que vem na caixinha igual aos nossos aqui, só que temperado com Hershey’s. O negócio é até grossinho de tão cremoso, e deve ter umas 300 calorias por copo, mas é simplesmente fantástico. Existem outros achocolatados prontos por lá que são gostosinhos, mas nenhum chega aos pés do Hershey’s.

Minha boca encheu d’água só de pensar.

Ah, e ela disse que ainda não.

16.9.05

O Caso das Férias

Ando felicíssima. Resolvi me dar férias da academia por uma semana. Não há coisa melhor do que chegar em casa depois do trabalho e saber que não tenho que colocar uma roupa coloridinha de ginástica e me arrastar até o lugar do sacrifício. Que posso me enrolar no meu quimono vermelho de pseudo-seda, deitar no sofá e assistir a vários capítulos de 24 Horas sem interrupção!

Estou realmente tentada a nunca mais voltar lá. Ou talvez, quem sabe, no inverno do ano que vem. Parece-me muito razoável: todo ano, eu dedico uma estação (a mais fria, porque aqui faz um calor danado e se academia pra mim já é um inferno, imaginem então com a temperatura equivalente) a ajeitar meu corpinho.

No resto do ano, eu me dedico a detoná-lo.

15.9.05

O Caso das Botas

Estou olhando melancolicamente para as minhas botas pretas e pensando se, talvez, quem sabe, seja hora de jogá-las fora. O salto está meio comido de um dos lados e o couro, bem, o couro já deixou sua primeira juventude. O problema é que sou muito afeiçoada a elas.
É verdade que eu já comprei outro par (na última loja em promoção que fui), mas estou querendo guardar esse outro para viagens. Acho que não há sapato melhor para viajar do que botas. Elas são confortáveis, quentinhas, protegem da chuva, da neve e do barro, e ainda te deixam razoavelmente elegante. Essas botas novas que eu comprei tem salto anabela, são forradas e um número maior do que o meu, o que permite que sejam usadas com meias grossas e, mesmo assim, não apertam em lugar nenhum. Ok, confesso que o número maior se deve ao fato de que era o único existente na loja, mas, se pensarmos bem, veremos que é uma boa idéia.
E ainda que não seja boa, sem dúvida é melhor do que comprar botas um número MENOR do que o meu, coisa que eu já fiz diversas vezes, por pura teimosia e espírito econômico. Uma delas era de salto baixo e eu consegui domar, mas a outra é de cano alto, salto alto (e fino) e toda vez que eu a uso eu me arrependo amargamente em pouquíssimo tempo.
Agora que eu sou uma profissional empregada, não faço mais esse tipo de economia ridícula. Mas não joguei fora a bota malvada ainda não.
Comprei meu primeiro par de botas nos idos anos 90. Eu fazia Direito, e estava passeando pela Avenida Afonso Pena, quando vi bonitas botinhas em (o que mais podia ser?) liquidação. Meu avô tinha acabado de me dar 20 reais de presente de aniversário (lembrem-se: eram os anos 90, e 20 reais valiam alguma coisa), e se eu juntasse mais 5, podia adquirir um simpático par de botas pretas. Assim dito, melhor feito.
A partir daí, não houve mais salvação.

14.9.05

O Caso do Tampo da Mesa

Quando o Leo e eu decidimos comprar vários móveis caríssimos para nossa casa (aproveitando a promoção de 25% de desconto), o pessoal da loja nos tratou com todo amor e atenção durante todo o processo. Aí a gente pagou... e a coisa mudou.

Adquirimos uma linda mesa quadrada com tampo de cristal bisotado. O tampo não coube no elevador e teve que ser transportado no muque por 10 andares de escada. Resultado: um quebradinho de um dos lados, quase invisível – mas que eu já percebi, então ele me incomoda grandemente. Infelizmente, não fui eu que recebi a mesa, se não eu teria reclamado na hora, mas conversei com a gerente da loja e ela me garantiu que claro, sem dúvida, uma troca seria efetuada imediatamente.

Estou esperando até hoje. Além da promessa feita ao vivo, já liguei duas vezes para a loja e nas duas vezes ela jurou de pés juntos que estava mandando entregar no mesmo dia. Ainda bem que eu fiquei esperando sentada (no sofá que eu comprei junto com a mesa).

Não bastasse o quebradinho, os carregadores da loja instalaram o tampo sobre o pedestal de madeira igual os narizes deles. As gotas de silicone não estão muito limpas e dá pra ver uns restos de cola nos cilindros de metal no qual o tampo se apóia. Um horror.

Será que eu vou ter que apelar para o Procom?

13.9.05

O Caso da Greve

Primeiro meus colegas de trabalho entraram em greve por aumento e atribuições. Eu não entrei porque estava em estágio probatório. Aí o governo sinalizou que topava negociar. Voltaram da greve. Agora o governo tá fazendo uma proposta bem mixuruca, então é bem possível que o pessoal entre de novo em greve. E eu nisso?
Eu tenho pilhas e pilhas de trabalho para fazer, até porque minha chefe quer mudar as MINHAS atribuições, então tenho que fechar as coisas nas quais estou trabalhando para começar a fazer outras. Além disso, tenho uma novela e um livro para escrever até dia 31 de outubro, para participar de concursos diversos. Até que a greve vinha em boa hora, né?
Mas como eu estou em estágio probatório, só entro em greve se outras pessoas na mesma situação entrarem comigo. A possibilidade de exoneração é mínima, mas e se decidirem me pegar para cristo?

12.9.05

O Caso da Academia XXV

Não estou mais suportando ir à academia. Fico contando os segundos para a aula acabar e eu poder ir para casa. A vontade que eu tenho é de nunca mais voltar.
No sábado fiquei o tempo todo com esse espírito. A cada exercício que eu fazia, eu dizia internamente: “Tchau, aparelho do demo! Até nunca mais!” e saí de lá felicíssima.
O problema é que minhas costelas estão ficando tão bem torneadas...! E, segundo todas as revistas que eu li, quando se chega aos trinta anos o metabolismo vai só ladeira abaixo. O único jeito de combater a queda é aumentando a quantidade de massa magra, isto é, músculos. Sem falar que eu já estou na academia há quatro meses, o que quer dizer que sei como tudo funciona e que minha rotina está organizada.
Mas é tããão chato!
Andei pensando em algumas mudanças que podem ajudar:
1) largar a esteira e a bicicleta, que gastam 40 minutos, e fazer só os aparelhos, que gastam outros 40 minutos. Magicamente, o tempo que perco na academia se reduz à metade!; OU
2) passar a ir 2 vezes por semana ao invés de 3. Magicamente, os dias que vou à academia se reduzem em 33%!; OU
3) ambas as alternativas!
E aí, ao invés de perder 40 minutos de minha vida 3 vezes por semana, passo a nadar no clube, caminhar com o Leo (mesmo contra a vontade dele) e fazer bicicleta ergométrica em casa.
E a jogar tênis. Só que acho que tênis não conta como atividade aeróbica.

9.9.05

O Caso do Aniversário

Hoje eu e o Leo fazemos 15 meses de casamento! 450 dias de casamento! 10.800 horas de casamento! 648.000 minutos de casamento! 38.880.000 segundos de casamento!

You get the point.

8.9.05

O Caso do Feriado

Feriado no meio da semana é tudo de bom. É lógico que tem aqueles que torcem o nariz, preferindo os feriados nas segundas e sextas, ou pelo menos nas terças e quintas, já que sempre existe a palpitante possibilidade de um emendão, mas esses são os chatos.
Primeiro porque a longa semana de cinco dias vira duas semanas de dois dias, com um fim-de-semana de um dia no meio. Segundo porque se o feriado caiu na quarta este ano, isso quer dizer que cairá na quinta no ano quem vem, ou na sexta, se o ano que vem for bissexto. Ou seja, é uma win-win situation.
Além disso, feriados no meio da semana despertam nas pessoas uma irresistível vontade de festejar, o que sempre se traduz em uma reunião na terça-feira à noite (que, magicamente, se transformou numa sexta) e outra no feriado em si.
O único problema de todas essas diversões é que você sai do feriado mais cansado do que se tivesse trabalhado.

6.9.05

O Caso dos Gêneros

Na minha humilde opinião, toda vez que uma revista feminina – ou masculina, porque hoje em dia existem as Vips e as Ums, que são iguais à Nova até no número de mulheres pouco vestidas, só que se levam menos a sério – publicam uma daquelas matérias ridículas do tipo “mulheres são de Vênus, homens são de Marte”, ela fazem um grande desserviço à população. Porque insistem em generalizar o ingeneralizável.

Antes de serem portadores de cromossomos XX e XY, mulheres e homens são pessoas, portadoras de todos os outros cromossomos também. As semelhanças são muito maiores do que as diferenças.

Quando uma matéria diz mulher é assim, homem é assado, ela está estabelecendo estereótipos e dificultando a comunicação entre as pessoas. Não existe o menor embasamento científico nas conclusões às quais as revistas chegam, até porque elas adoram fazer pesquisas com duzentas fulanos que moram na cidade de São Paulo e esticar as conclusões para o resto do país e do mundo. Isso sem falar de uma certa revista que pega matérias americanas, traduz os nomes dos entrevistados (de “Mary” e “Paul” para “Ana Lúcia” e “Rodrigo”) e as publica com a maior tranqüilidade.

Pois bem: outro dia uma outra revista prometia responder a dez dúvidas cruciais [mode ironia: on] como “o que a paternidade significa para eles” e “por que eles não demonstram seus sentimentos”. E sabe como eram as respostas? Dez homens foram chamados para escreverem textinhos a respeito. Não, não eram dez respostas para cada pergunta, não (o que pelo menos garantiria uma certa diversidade de pensamento): cada um respondia a uma única pergunta.

E o pior não é que tem gente que paga pra ler essas coisas. É que tem gente que acredita nessas coisas!

5.9.05

O Caso da Falta de Assunto

Não tenho a menor idéia sobre o que escrever hoje.
Té amanhã.

2.9.05

O Caso do Chocolate

Acabo de me dar conta de uma coisa bizarra: ontem e antes de ontem eu não comi chocolate. Como assim?!? Chocolate faz parte da minha vida. Eu SEMPRE como chocolate.

Bem, pensando melhor, talvez esse SEMPRE não esteja correto. Ele até que é bem recente.

Explico: desde criança eu sou alucinada por chocolate, mas minha mãe era partidária da alimentação saudável. Conseqüência: guloseimas eram racionadas lá em casa (O que me faz lembrar de um mês de férias no sítio no qual, após as refeições, eu e minha irmã tínhamos direito a ganhar dois Bis. Vocês têm idéia do que sejam dois Bis em termos de chocolate? É praticamente nada! Naquela época, eu desenvolvi uma tecnologia de ponta para destacar as camadas do Bis, de modo que elas pudessem ser apreciadas uma a uma. Mas eu divago).

Depois que comecei a namorar com o Leo, meu consumo de chocolate aumentou. Toda vez que a gente se encontrava, ela trazia um chocolate, fato que sem dúvida foi preponderante na conquista. E com o Leo não tem pão-durice: os chocolates dos quais estamos falando eram grandes e gordos. Isso quando não eram barras ou caixas de bombons. O Leo não é do tipo “dois Bis”, não.

Agora que eu MORO com o Leo, ele se encarrega de manter o estoque de chocolates lá em casa sempre cheio. Ou seja: eu como chocolate todo dia. A vida não é bela?

Ontem e antes de ontem eu não comi. Deve ser porque eu ando tão cansada, com o Leo tirando o meu couro no tênis e os exercícios novos na academia, que eu até esqueci.

Ou então eu fui abduzida e nem percebi.

1.9.05

O Caso das Aulas de Tênis II

Como eu já expliquei, o Leo está me ensinando a jogar tênis. São 4 sessões por semana: segunda, quarta, sábado e domingo. Nas terças e quintas eu vou para a academia e na sexta – dá um tempo, né?
Ontem ele disse que se a gente continuar nesse ritmo, daqui a um mês vai ser quase divertido jogar comigo.
Estou muito orgulhosa de mim mesma.
* * *
No clube, há duas quadras: uma de saibro e uma de concreto. Na de concreto os meninos jogam futebol e tem uma cesta de basquete, mas dá pra colocar uma rede de tênis e bater uma bolinha. Isso porque a de saibro está geralmente ocupada por nosso amigo Glebílson e seus pupilos.
O problema é que as placas de concreto aparentemente foram instaladas sem o menor respeito pela dilatação natural dos materiais, porque em vários pontos elas ficam levantadas, fazendo que a bolinha quique das maneiras mais bizarras.
Ah, e também tem uma rachadura em um dos lados da quadra. A construção é meia-boca mesmo, ou aconteceu um terremoto aqui na região e nem ficamos sabendo.
* * *
No sábado e no domingo a gente acaba jogando de dia, mas o calor já deu as caras por aqui e a sensação é que estamos no meio do deserto. Nos dias de semana jogamos à noite, que é quando temos tempo, e aí é muito melhor.
E antes que digam: se está calor, pulem na piscina!, já aviso que o calor chegou por aqui, mas não o suficiente para aquecer a água dos ambientes. Da última vez que mergulhei, a temperatura do meu corpo caiu uns 10 graus em 30 segundos e eu saí da piscina congelada.