31.3.06

O Caso da Cucaracha

Na semana passada vi um capítulo fantástico do programa que junta meninas feiosinhas e tira uma supermodel, o America’s Next Top Model. Todos os dias as garotas participam de desafios, e o último foi totalmente assustador: desfilar para um estilista modernete usando roupas absurdas e, como acessório...

Uma barata gigante com a cabeça coberta de strass coloridos e uma coleirinha no pescoço!

A barata tinha uns sete centímetros, juro. E a coleirinha ficava presa na roupa das meninas, como se a barata fosse um broche.

Uma das concorrentes teve um chilique e teve que ser empurrada para a passarela pelo estilista modernete. Outra botou a barata na manga do vestido e desfilou com o braço lá longe, como se tivesse nojo do próprio braço.

A mais legal de todas foi a menina que entrou na passarela com a barata na mão e, quando chegou na hora da viradinha, deu um beijo na barata!

Ela ganhou o desafio, é claro.

* * *
Aí ontem entrou uma barata imensa lá em casa e eu, para a minha surpresa:

- nem pensei em pregar strass coloridos na cabeça dela;

- pulei para cima do pufe numa reação totalmente mulherzinha;

- emprestei meu chinelinho para o Leo esmagar o bicho e depois fiquei meio com nojo do meu próprio chinelinho.

Então vocês vêem, eu tenho mais em comum com as candidatas a top model do que eu pensava.

30.3.06

O Caso dos Móveis de Escritório

Comprar móveis para mim é sempre uma aventura. Por mais que a gente olhe, meça, compare, vá à loja boa e esteja disposto a pagar caro, o móvel na sua casa é sempre diferente do que você imaginava.

Principalmente quando você só vê o móvel em uma tela de um computador.

Decidimos que precisávamos de uma bancada no escritório e de mais uma estante para os livros. Fomos parar na representante local da Todeschinni, que em teoria é uma boa marca. Mandaram-nos um projetista muito animado, que fez um projetinho lindo no laptop e tentou nos empurrar cadeiras de mil reais (cada!). Sem sucesso, diga-se a propósito.

Pois bem: ontem os móveis foram instalados, e:
- a mesa ficou mais alta do que o combinado e, portanto, se eu quero usá-la confortavelmente preciso de uma almofada na cadeira;
- a idéia era que a bancada fosse uma mesa que pudesse ser colocada em qualquer lugar, mas ela teve que ser aparafusada na parede;
- o projetista feliz nos vendeu 3 mãos francesas para a estante que simplesmente não são necessárias.

Fora isso, estamos felizes.

29.3.06

O Caso da Sobremesa Virtual

Minha irmã Isabela trouxe para mim dos Estados Unidos, entre diversos outros presentes, um dos quais é um calendário de insultos shakespearianos – mas esse merece um post só para si – um gloss da Victoria’s Secret que tem cor de gelatina de morango, cheiro de gelatina de morango e gosto de gelatina de morango.

Sério, é incrível o realismo do negócio. Almocei, escovei os dentes e passei o brilho, e nem preciso de sobremesa.

28.3.06

O Caso dos Comentários

Não tem jeito: mãe nunca está satisfeita. A última da minha é que eu estou “muito magra”. Acrescido de “a sua tia também acha”.

Como a tia em questão é ligeiramente gorducha, vou considerar os comentários como elogio e não esquentar a cabeça.

Até porque, segundo o instrutor da academia, o peso ideal é 49 kg e ainda faltam algumas gramas até lá.

24.3.06

O Caso do Cartão

Compramos uma máquina digital nova, porque a antiguinha não ia dar conta de capturar de maneira adequada os campos de tulipas. Quer dizer, essa foi a razão do Leo: eu queria outra câmera porque estava achando a nossa imensa de gorda.

No fim das contas, quem comprou foi o irmão do Leo, que entende de fotografia, e ele se recusa a comprar outra marca além de Canon e Pentax. Então, a nossa máquina nova não é tão esbelta como eu gostaria, mas já é um progresso em relação à outra, e as fotos que ela produz realmente são boas.

Um pequeno problema com o qual não contávamos é que a nova máquina, que é da mesma marca e apenas 3 anos mais nova do que a antiga, usa um cartão de memória diferente! Resultado: não vamos poder usar nosso cartão bonito e gordo. E temos que comprar outro urgentemente, porque o que veio com a câmera dá para tirar umas cinco fotos!

No free shop do Brasil o cartão de memória está absurdo de caro (tipo 200 dólares). No free shop da Holanda ele custa baratinho (tipo 200 reais), só que a gente só pode passar lá na volta!
Conclusão óbvia: se o cartão de memória custa tão barato no free shop, ele deve custar um preço razoável no país. E toca a procurar na internet uma loja em Amsterdam que venda os tais cartões.

Desafio qualquer um a localizar uma loja dessas em menos de 2 horas. Acontece que os sites todos são todos em holandês, meu amigo! Uma língua tão difícil que os guias de viagem dizem que mesmo aprender “eu não falo holandês” em holandês é impossível! Então, mesmo quando você joga umas palavrinhas-chave no google com ajuda de um tradutor inglês-holandês, você termina caindo em sites escritos em... grego!

Já nem sei mais como achei o site que eu achei, mas eu achei. Não entendi nada, só as figuras e os números. Vocês não imaginam como é agradável sentir-se analfabeta de novo! É uma volta à infância, sem ter que pagar a conta da regressão.

O único problema é que não há um endereço óbvio no site (alguma coisa “straat”, ou alguma coisa “plein”), então não sei se ele existe como loja não-virtual. Mandei um e-mail perguntativo em inglês e eles responderam rapidinho... em holandês.

Assim não dá!

21.3.06

O Caso das Cores

Estou precisando de botas pretas para viajar, já que meu casaco de viagem é preto e minha bolsa de viagem também. Só que joguei as minhas botas pretas confortáveis fora (ela estava além da esperança de recuperação) e no momento as que tenho são de salto alto e bico fino, além de serem número 34 (que eu comprei por pura teimosia, porque ia viajar no dia seguinte e precisava delas. E também, claro, porque elas estavam em promoção).
Enfim. Possuo dois pares de botas com as quais é possível andar mais de duzentos metros sem querer jogar os pés fora, só que as duas são marrons. Até tentei adquirir botas novas e pretas, mas os lançamentos de inverno não chegaram às lojas ainda e vai ser impossível amaciá-las em tão pouco tempo.
Aí tive uma das minhas idéias brilhantes: engraxar uma das minhas botas marrons com graxa preta! Sim, porque um dos meus talentos ocultos é engraxar coisas. Se eu não fosse advogada e jornalista, eu seria uma ótima engraxate.
E o pior é que funcionou. As botas eram cor de chocolate, e ficaram cor de café expresso. Mais uma engraxadinha e elas chegarão ao tom ideal.
Principalmente a bota esquerda, que ficou ligeiramente mais marrom do que a outra.

17.3.06

O Caso das Chaves

Meu molho de chaves era assustador: parecia um monstro marinho, cheio de tentáculos. Ele começou modesto, com as chaves da porta da frente, de trás e a tetrachave da minha antiga casa (que hoje é casa dos meus, mas que eu ainda chamo de minha, de vez em quando). A elas se juntaram a chave da portaria, da porta da frente, da porta de trás e as tetrachaves correspodentes da minha nova casa. Aí veio a chave da porta da sala no serviço e da gaveteiro. E logo depois a chave da famosa gaveta trancada. E as chaves da casa da minha irmã.

O mais legal é que, para eu conseguir diferenciá-las, eu colocava cada uma dessas coleções em uma argola diferente, ou, quando faltava argola, num clipe de papel mesmo. O negócio ficou tão feio que, se eu fosse parar numa ilha deserta só com minha bolsa e a missão de recriar a sociedade, o suprimento de metal já estava garantido. Isso, é claro, se esse peso todo não me puxasse para o fundo do mar enquanto eu estivesse tentando nadar até a tal ilha deserta.

Para completar o retrato de perfeição estética, todas as chaves estavam acopladas a um chaveiro imenso da Disney que tem o Pateta, o Mickey, a Minnie e o Donald se equilibrando uns em cima dos outros. A Minnie perdeu o braço e a mão há tempos, mas isso é quase imperceptível: pior é o fato de que todos os personagens estavam meio encardidos.

Mas aí veio em minha salvação o presente mais legal que eu ganhei no fim-do-ano: um chaveiro inteligente! Ele é um quadradinho metálico com várias argolinhas. Você pode dividir suas chaves da maneira que quiser entre as argolinhas e, melhor de tudo, você tira e põe as argolinhas a seu bel-prazer no chaveiro apertando um botãozinho! Ou seja: hoje em dia eu carrego comigo só as chaves estritamente necessárias. As outras todas ficam nas suas argolinhas, guardadas dentro da famosa gaveta trancada. Todas as outras, menos a da gaveta trancada, é claro.

16.3.06

O Caso do Cabelo Novo

Sim, fui ao salão, mas não vou contar nada, para ser surpresa. Só adianto que a conta foi ainda maior do que a da outra vez, mas dessa vez eu nem vou choramingar, porque eu estava preparada (e também porque paguei com um cheque do Leo).

O que não quer dizer nada, porque somos uma única entidade financeira. Mas enfim. O legal é que o Leo também foi cortar o cabelo (em outro lugar), e a conta dele deu um décimo da minha. Se somarmos as duas e dividirmos por dois dá uma média ótima de gastos capilares.

15.3.06

O Caso dos 30

Hoje começam os eventos comemorativos do meu grande aniversário de 30 anos. Vocês já conhecem a minha teoria a respeito da obscura e profunda ligação entre o dia do mês em que você nasce e o aniversário correspondente àquele mês. Sim, eu sei que não tem pé nem cabeça, mas admitam: é legal fazer 30 anos no dia 30 de abril.

Os eventos comemorativos vão ser vários, mas de qualquer maneira incluirão uma viagem boa e, espero mas ainda nem comecei a pensar em planejar, uma festinha com os amigos (30 amigos! 30 amigos!).

Hoje eu vou ao salão de beleza mais metido a besta da cidade (com preços comparáveis aos de Belo Horizonte!) providenciar o cabelo especial de aniversário. Sim, com essa antecedência toda, porque antes do meu aniversário eu vou viajar, e tenho um casamento chique neste fim-de-semana, então vou unir o útil ao agradável.

Só espero que a tendência temática não vá longe demais e que o cabelo especial de aniversário não termine sendo um corte moicano com 30 fios de cabelo.

14.3.06

O Caso das Águas de Março

Deu vazamento no apartamento de cima, e o resultado é que o banheiro do quarto conversível e a janela do quarto conversível (que seria o de empregada, mas a gente não tem empregada, então ele é o meu quarto de estudos, que serve para empilhar livros – e os estudos, nada) estão encharcados. Até aí tudo bem, se não fosse o fato de que tem sanca de gesso em todos os lugares da casa – inclusive no quarto conversível e no banheiro do quarto conversível – e a água não só está fazendo focos de mofo como também ameaçando derreter o gesso. O mais legal é que o vazamento é no aquecedor solar do apartamento de cima, então a água invasora é quente, o que aumenta seu poder destruidor. Um pedacinho do reboco já caiu.

Mais legal ainda é que no quarto de hóspedes a água quente fez uma imensa bolha na pintura. É uma bolha mesmo, cheia de água, da largura dos meus braços abertos. E eu não tenho a menor idéia de como lidar com ela.

Ontem o vazamento atingiu uma parede da cozinha e uns quatro azulejos começaram a estufar.

Agora legal, legal mesmo, é que o apartamento é alugado e eu não estou nem aí.

3.3.06

O Caso das Ocupações

Eu e o Leo andamos muito ocupados ultimamente: a gente trabalha, faz hora-extra (ele), faz pós-graduação (eu), nada no clube (todo dia) e encomenda móveis. Nas horas vagas, a gente pesquisa viagens, investiga pacotes, escolhe passagens, seleciona hotéis, analisa cidades, descobre rotas de carro internacionais (ele) e reaprende francês (eu).

Estamos precisando de férias para nos recuperarmos do planejamento das férias.

2.3.06

O Caso do Carnaval

Meu carnaval foi ótimo: redescobri que eu sei nadar! É que eu fiz uns seis meses de natação quando eu tinha uns doze anos, mas desde então a piscina só serve para propósitos refrescatórios. (É verdade que há uns meses o Leo estava me ensinando a dar cambalhotas debaixo d’água, mas eu ficava tão enjoada que desisti.)

Também redescobri que nadar é muito bom. É como voar, com a diferença que você tem que levantar a cabeça para respirar.

E aí jaz o motivo pelo qual eu tinha me esquecido que sabia nadar: é impossível tirar a cabeça d’água para respirar com todo aquele cabelo molhado no rosto. Então eu tinha me convencido que não tinha mais a manha.

Mas no carnaval, armada de um maiô que não sai do lugar como os biquínis bonitinhos mas ordinários, e de uma faixa de cabelos para mantê-los fora da jogada, dei-me conta que ainda sei nadar.

Não muito bem, e minhas pernas ficam doendo depois, mas não importa. Estou trabalhando nisso.

23.2.06

O Caso da Arrumação


Ontem tive um ataque de organização e finalmente dei um jeito no quarto de estudo, local da casa que servia para empilhar livros (estudo que é bom, nada). Deixei a mesa limpa, guardando todos os livros na estante. Mas antes disso tive que desocupar a estante. Acho que joguei uns dez quilos de papel fora.

Eu sou muito apegada às coisas. A estante estava cheia de bizarrices inúteis, como uma apostila de Page Maker que serviu para eu passar em uma seleção de estágio no Departamento de Ciência Política da UFMG, quatro pastas de papéis utilizados no programa universitário da Disney, dois bloquinhos do estágio na editora Abril, vários cadernos do primeiro grau com anotações aleatórias...

Me livrei de tudo. Menos das pastas da Disney (fofinhas!) e dos cadernos do primeiro grau.

22.2.06

O Caso da Casa

Uma amiga comentou que está querendo se mudar do apartamento para uma casa, e eu e o Leo nos empolgamos também (o Leo principalmente por causa da possibilidade de ter um cachorro). Passeamos de carro na região próxima ao nosso prédio e descobrimos uma casinha linda, vermelha, com muita madeira e detalhes fofos, como uma bay-window na parte da frente.

Lá fomos nós visitar a casa, bem animados apesar do aluguel extorsivo. Porque se a gente gostasse, quem sabe dava para negociar?

Mas a casinha linda era na verdade um elefante branco. Quatro quartos, cinco salas, mezzanino, muitos banheiros. Dois dos quais não foram finalizados – estão na alvenaria! Não há divisão entre as salas no andar de baixo, e na frente dos quartos do andar de cima ficam duas salas bobas, totalmente abertas. Resultado: além da falta de privacidade, não há quantidade de móveis que dê conta de encher a tal casa!

Nem os moradores atuais conseguiram. Então, além de meio inacabada, a casa está toda meio vazia.

O que nos fez voltarmos para nosso apartamento, que é funcional, bem-dividido, com móveis e banheiros, felizes da vida.

21.2.06

O Caso dos Esquecimentos

Ando muito esquecidinha ultimamente. Primeiro eu perdi um molho de chaves da casa – justamente o da minha irmã, com o chaveiro do Boca RRRRRúniors – e passei o fim-de-semana revirando a casa e quebrando a cabeça imaginando onde eu podia ter deixado. No final, tudo deu certo: estava em cima da minha mesa no serviço.

Isso foi ontem. Hoje eu não consegui achar meu celular na hora de sair de casa. Até voltei no apartamento para procurar e nada.

Fiquei pensando se os celulares do plano empresa do Leo são amaldiçoados ou sublimam sozinhos depois de um tempo, porque o primeiro celular, igualzinho a esse, também sumiu (ou caiu na rua, ou foi furtado. Não se sabe).

Enfim. Cheguei no trabalho e lá estava o celular sumido, em cima da mesa. Conclusão: minha mesa tem um campo magnético que atrai serviço e pequenos objetos.

20.2.06

O Caso dos Casinhos

- a parte de cima do meu piercing desatarraxou sozinha e caiu no mundo. Só fui descobrir na hora do banho. No dia seguinte, sexta-feira, achei a danada no serviço. Depois de deixá-la horas desinfetando, tentei colocar o piercing de volta no domingo. Acreditam que o buraco já tinha começado a fechar? 2 dias e meio sem piercing e o buraco já tinha começado a fechar! Resultado: não consegui colocar o piercing, e agora estou procurando um profissional do assunto que fure meu umbigo de novo. Agora, enquanto ele está semi-aberto. Se fechar tudo eu perco a coragem.

- ontem vi uma maratona de Grey’s Anatomy e achei ótimo. Dei conta da primeira temporada quase toda, que é pequenininha. Só espero que a segunda temporada não seja ridícula e enrolona como a de Lost, um seriado que começou maravilhosamente bem e depois perdeu o rumo, a noção, e as cenas do Sawyer sem camisa.

- terminei as 10 sessões de fisioterapia e tomei o remédio anti-inflamatório de 30 reais, mas meu braço ainda não está bom. Na verdade, acho que está pior do que antes. E a minha coluna começou a doer. Vocês vêem que nem sempre ir ao médico é um bom negócio.

- não vamos viajar no Carnaval porque o Leo tem plantão, mas a gente nunca viaja mesmo, porque não gostamos de lugares lotados, nem de música baiana, nem de hotéis que enfiam a faca com gosto nas diárias de feriado. Mas vai ser bom, porque vou ter a segunda temporada de Grey’s Anatomy e três livros jurídicos novinhos e cheirosos.

17.2.06

O Caso do Materialismo Histórico

Percebi que os posts andam muito materialistas. Mas não é culpa minha: é culpa da eterna natureza humana. Quanto mais se tem, mais se quer. E para ter mais é necessário mais dinheiro. E para conseguir mais dinheiro é preciso fazer uns bicos por fora ou estudar para passar em outro concurso, o que em suma quer dizer que se trabalha mais e se diverte menos. Ou seja, em teoria você passa a ter mais grana, mais muito menos tempo para aproveitar.

Vocês vêem que a filosofia hippie tinha lá seus méritos.

16.2.06

O Caso dos Descontos

As maravilhosas promoções de Fabri estão acabando comigo (ou com minha conta-corrente, mais exatamente). Na terça-feira caí numa loja afastada de deus, com vestidos de festa nada de mais custando 400 reais, e quase saí correndo, mas aí me mostraram o bazar com a coleção de inverno e descontos de até 70 por cento!

Revirei tudo, e confesso que havia muita coisa feia, mas salvei um sobretudo jeans da Alphorria clássico e lindo custando apenas 40% do preço original!

Não deu para resistir. O dinheiro já tinha acabado com a compra da blusinha milionária, porque assim que eu recebo eu aplico tudo e só deixo poucos dinheiros na conta, mas o povo bonzinho da loja deixou eu dar um cheque para o começo do mês que vem.

Coisa que eu nunca fiz. Minha filosofia é: se você não tem dinheiro para comprar à vista, então você não tem dinheiro para comprar.

Mas o sobretudo era tão lindo que eu decidi ignorar minha própria filosofia e fazer o cheque.

14.2.06

O Caso da Escolha a Contragosto

Como eu fico toda cheia de dedos de levar o leoPod (é um iPod que só o Leo pode usar, a Lud não pode não) para a academia, resolvi arrumar um tocador de MP3 modesto e bobinho que sirva para essas funções menos nobres. Aí o Leo descobriu um que se chama Wolverine, é umas 4 vezes mais barato que o leoPod, cabe 600 músicas e é também gravador. Não passa filme nem foto, mas com esse preço, o que é que vocês queriam?

O problema é que, lendo as minhas revistas americanas, descobri o MP3 player mais fofinho do mundo: o Sony Bean. Ele tem formato de feijão, cor rosa algodão-doce, custa o dobro do preço do Wolverine e faz metade das coisas. Mas é tããão lindo!

Como eu estou numa fase menos pão-dura de minha vida, pensei em trocar o Wolvie (é, eu já estou íntima) pelo Bean. Só que o gravador do Wolvie vai ser uma mão na roda nas aulas de pós-graduação. Gravo tudo e escuto os arquivos depois, até eles serem totalmente dowloadados na minha memória.

Resumo da ópera: a utilidade triunfou sobre a beleza. Mas, depois do próximo concurso que eu passar, compro 4 Sony Beans. Um de cada cor!

13.2.06

O Caso da Blusinha Milionária

Todo mundo sabe que eu sou supereconômica, né? Pois bem. Nesse fim-de-semana, entrei em uma loja chique e cara do shopping (só porque ela estava em megapromoção, claro) e inocentemente perguntei para o moço mais perto quais eram os preços. Porque vocês acham que a loja chique e cara escreve os descontos nas etiquetas das roupas? Não, meus amigos, não! Eles grudam em todas as etiquetas das roupas papeizinhos coloridos, e cada cor significa um preço diferente.

Então. O moço me respondeu que os papeizinhos coloridos queriam dizer 3 parcelas de 10 reais, 3 de 15, 3 de 20 e 3 de 25. 75 reais a peça mais cara? Razoável, penso eu com meus botões. Meio fora da minha faixa de aquisições, mas ainda assim dava para encarar. Afinal, era uma loja chique e cara com roupas de marca.

E lá fui eu alegremente passeando pela loja lotada, com as pessoas se acotovelando atrás das melhores peças com 50% de desconto. Escolhi umas blusinhas, experimentei, não achei a mais bonita de todas do meu tamanho, e para me consolar resolvi levar outras duas, que eu acreditava custarem 60 reais (cada – vocês vêem que eu estava valente). Uma delas era uma batinha turquesa linda, com um acabamento de tira bordada, bem boa para trabalhar.

Qual não foi minha surpresa, meu desapontamento e meu desconsolo quando descobri que a tal batinha – muito boa para trabalhar – custava 120 reais! Fiquei sem fala e sem reação. E nisso o moço catou o cartão pendente dos meus dedos trêmulos e vapt-vupt, era uma vez.

Saí da loja em estado de choque. Pelo menos a outra blusa custava realmente 60 reais.

Eu nem ia confessar para o Leo a minha extravagância, mas como ele faz o controle de todas as nossas despesas em uma bonita planilha, ele ia acabar descobrindo mesmo. Então contei. Resultado: ele se divertindo a valer com pérolas do tipo “essa blusa deve ser bordada a ouro, né?” e “ainda bem que eu comprei bastante comida hoje, porque se você continuar desse jeito vamos passar fome, hein?”, entre risadinhas.