22.6.06

O Caso das Caminhadas

Quem lê esse blogue deve achar que o Leo e eu somos muito esportivos, porque tem muitos posts nos quais a gente joga tênis, nada, caminha e adquire aparelhos de ginástica novos. Entretanto, a verdade é que o esforço físico não é uma constante: a gente passa for fases, que terminam quando eu arrumo uma tendinite no ombro, a água da piscina gela e os aparelhos de ginástica se estragam sozinhos. Aí a gente volta para a frente da tevê a cabo.

Devido a todos esses problemas, acabamos apelando para as caminhadas, que são uma atividade realmente tediosa, mas que, devido a um conjunto de fatores, acabaram se tornando mais suportáveis.

Fator 1: está fazendo frio;

Fator 2: arrumamos tocadores de música;

Fator 3: temos um marcador de batimentos cardíacos.

Escutando música e sem sentir muito calor, tudo fica mais razoável. O freqüencímetro também é legal, e está gerando uma bonita planilha no Excel com os dados da caminhada. Amanhã vou descobrir quantas calorias eu gasto por dia no nosso exercício físico de preferência. Segundo um sítio na internet, são 150, que é uma quantidade ridiculamente pequena. Mas essa informação é para uma pessoa do meu tamanho que caminha a 5 km por hora, e ultimamente a gente tem dado umas corridinhas bem legais.

21.6.06

O Caso da Copa do Mundo

Como a Copa está detonando a audiência do blogue, vou dar um jeito de fazer uns posts temáticos para segurar a clientela.

Observação 1: o Ronaldo está gordo, sim!

Observação 2: o Ronaldinho Gaúcho é muito feio, coitado. E, dependendo do ângulo, fica parecendo o Felipe, aquele personagem da Mafalda cujo perfil podia ser desenhado usando-se como modelo uma cenoura dentro de um sapato.

Observação 3: por que o uniforme do Dida é de um horrendo cinza-sujeira? Ajuda aê, Nike. Observação 3.1: se eu fosse goleiro, só usava uniforme verde, para me misturar com a grama e confundir o adversário.

Observação 4: é incrível como o futebol dá empregos. Alguém já contou o nº de jornalistas, comentaristas, apresentadores, analistas e críticos esportivos que estão tirando o pé da lama?
Observação 5: sacanagem a Fifa ter tomado a bola do Fred.

20.6.06

O Caso da Esfera do Aniversário

Como todo mundo sabe, o Leo faz aniversário em 19 de julho. Hoje eu me lembrei de que estamos a um mês da data e ele, mais que depressa, declarou que, então, ele não pode ser contrariado e todas as suas vontades têm de ser satisfeitas. E não é só até o próximo dia 19, não: é até o dia 20 de agosto, porque o mês anterior E o mês posterior ao dia 19 de julho estão sob a “esfera do aniversário”.

O máximo que eu já tinha ouvido falar sobre influências transbordantes do dia do aniversário é o inferno astral que, salvo engano, começa 30 dias antes da data e termina nela. Mas, enfim, embora dure o dobro do tempo e provavelmente vá gerar algumas exigências extraordinárias, “esfera do aniversário” parece muito mais legal e promissor do que um troço chamado inferno astral.
Mal posso esperar parar chegar a minha vez para eu pedir coisas do tipo "hoje eu só quero comer coisas vermelhas" e "dá para ajeitar essa almofada que está debaixo da minha cabeça?"

16.6.06

Os Casos das Conversas de Casal

A gente vai a uns blogues de casais que têm muitos diálogos dramáticos e conflitos emocionantes, mas infelizmente (ou felizmente) o nosso não é assim. Eu sou até briguentinha, mas o Leo é tão tranqüilo que não há como haver discussões. Acho que o ápice de discordância que a gente chega é em situações do tipo:

Lud: a gente podia pegar o hábito de apagar a luz do quarto quando a gente sair de lá, né? Para economizar energia.
Leo: tá, sem problema.
Uma semana depois:
Leo (olhando as luzes da cozinha, do corredor e do quarto acesas): você pediu para a gente não deixar as luzes acesas à toa, mas acho que de vez em quando você esquece.
Lud: não é que eu esqueça. Eu deixo a luz ligada porque eu pretendo voltar naquele lugar.
Leo: entendi.
Lud: mas às vezes eu não volto.
Leo: hummmm, sei.
Lud: é, você tem razão. Pode deixar que eu vou prestar mais atenção.
Leo: obrigado, meu amor.
Lud: de nada, meu amor.

Sem emoção, concordo. Mas garanto que é muito mais saudável para o casamento (embora talvez menos divertido para os leitores do blogue) do que o seguinte diálogo:

Ela (falando alto): você SEMPRE esquece a luz acesa quando sai do quarto! Você é dono da Cemig, por acaso?
Ele (falando mais alto ainda): e você adora pegar no meu pé, hein? Tá bom, eu apago a luz, criatura!
Uma semana depois:
Ele (falando alto): você me encheu o saco por causa da luz, mas nunca lembra de apagar!
Ela (na defensiva): claro que lembro! É você que sempre esquece!
Ele (saltando do sofá e apontando): não é, não! Olha lá, você acabou de sair da cozinha e a luz tá acesa!
Ela (com raiva): é porque eu vou voltar na cozinha, meu filho!
Ele (com desprezo): ah, sei. Vai voltar na cozinha, sei. Não sei pra quê, já que você não sabe cozinhar mesmo!
Ela (com mais desprezo ainda): não sei cozinhar, é? Pelo menos eu não empresto uma dinheirama para os meus amigos e depois não tenho coragem de cobrar!
Ele (furioso): pelo menos eu empresto meu dinheiro para os meus amigos, ao invés de gastar tudo comprando uma bota ridícula de astronauta!
Ela (aos prantos): mas você disse que tinha gostado da bota!
Etc. etc.

14.6.06

O Caso do Quem é Você

Sabe aqueles testes do tipo “Que personagem de Friends é você?”? Pois é, quando eu faço eu nunca sou o personagem mimoso e simpático. No caso de Friends, não tenho dúvida nenhuma que eu seria o Ross: caxias, certinho, e chegado numa tese científica. Vi há pouco tempo um episódio no qual os personagens se reuniam para jogar na loteria, e o Ross não queria participar de jeito nenhum, porque é mais fácil cair um raio na cabeça de uma pessoa do que ela ganhar na loteria (é o que eu costumo dizer); e depois, quando o convencem a jogar, ele diz que vai aplicar o prêmio em investimentos de baixo risco (é o que eu costumo dizer!!!).

Se eu fosse um personagem de Asterix & Obelix, eu seria o Asterix: baixinho, briguento e metido. Se eu fosse um personagem de Mafalda, eu seria o Miguelito: baixinho, briguento e obcecado por dinheiro. Se eu fosse um personagem da turma da Mônica, eu seria o Cebolinha: baixinho, briguento e não fala o R. Se eu fosse um personagem da Disney, eu seria o Mickey (e olha que é com muita tristeza que eu digo isso, porque acho o Mickey muito antipático, e ter trabalhado na loja dele como um pequeno engenheiro - pequeno escravo, digo eu - não melhorou minha opinião dele nem um pouquinho): metido a besta, sabe-tudo e cheio de lições de moral.

E baixinho.

12.6.06

O Caso do Dia dos Namorados

Desde que eu arrumei emprego e nos casamos (o que aconteceu quase que simultaneamente), eu e o Leo meio que paramos de nos dar presentes em ocasiões festivas. Ok, não foi meio que paramos: foi paramos mesmo.

Explico: na época em que éramos adolescentes duros, os presentes eram muito importantes para a gente adquirir bens de consumo. Hoje em dia, que ganhamos bem, quando queremos alguma coisa, a gente sai e compra. Então nunca estamos precisando de nada.

Não consigo decidir se estamos sendo práticos ou preguiçosos. Porque, por um lado, somos partidários da teoria que ficar comprando coisas só para ocupar espaço em nossa pequena casa não vale a pena. Por outro, sempre achei que símbolos têm o seu valor.

Para não dizer que o romantismo morreu, no Natal passado a gente se deu a viagem à Disney. E quando eu fiz trinta anos, fomos à Europa. Mas, para falar a verdade, são coisas que a gente faria de qualquer jeito. Sem falar que em julho o Leo faz aniversário mas não temos mais férias – e aí, ele fica sem viagem e sem presente?

Hoje é dia dos namorados e neca de troca de presentes. Isso é bom – estamos além da fase de tentar conseguir favores do outro em troca de bens materiais – ou é ruim – estamos tão confiantes no nosso relacionamento que achamos que não precisamos nos esforçar mais?

9.6.06

O Caso do Aniversário de Casamento

Hoje eu e o Leo fazemos dois anos de casados. Quer dizer, eu acho que é hoje, que foi o dia da festa; ele acha que é ontem, que foi o dia do casamento civil.

Eu argumento que só depois da festa é que a gente começou a morar juntos; ele responde que a gente já morava juntos antes disso. Mas não é bem assim: eu passei no concurso e vim para o interior e ele vinha me visitar, mas não morava comigo. Se bem que na época a minha mãe ligou para a mãe dele, muito preocupada que a gente estava “antecipando o casamento” e “vivendo em pecado” porque o Leo veio ficar comigo uma semana antes do casório, para procurar emprego aqui (e achou no dia em que ele chegou mesmo). Porque, vejam bem, depois de dez anos de namoro e um de noivado, é claro que o Leo só estava esperando a oportunidade de ficarmos uns dias sozinhos para ele se aproveitar de mim e cancelar o casamento, né?
Enfim. Foram dois anos ótimos e passaram voando. Feliz bodas de algodão, meu amor!

7.6.06

O Caso dos Problemas das Compras On-line

Raramente eu faço um post. Mas hoje não resisti. Tenho que compartilhar com todos o que nos acaba de acontecer.
Como devem saber, compramos on-line numa grande loja um novo aparelho de ginástica. Depois de uns 2 dias de uso o ruído chato que ele fazia passou a ruído insuportável. Tentamos várias vezes ligar na garantia e suporte do fabricante (que, logicamente sem sucesso, tentou pelo telefone escutar, diagnosticar e ainda me ensinar a consertar o problema). Na última tentativa a atendente do fabricante pediu para entramos em contato com o site que nos vendeu e solicitar a troca. Podíamos até falar que foi ela quem mandou.
Primeiramente tentamos direto na página. O link de devoluções não levava a lugar nenhum. O mesmo para o link para produtos com defeito. Será que eles teriam no site um local para devolver os links com defeitos?
Partimos para o atendimento on-line. Foi cômico. Lá para o meio perdi a paciência e tive que zoar. Vejam só a conversa:
Sistema pergunta: Para entrar no atendimento on-line, favor informar seu nome e o numero do pedido.
Atendente: Olá Leonardo, em que posso ajudar?
Leonardo: Olá, Atendente!
Leonardo: Comprei um orbidream com vocês.
Leonardo: É um aparelho de ginástica.
Leonardo: Eu o recebi há 2 semanas e ele está fazendo um barulho muito estranho.
Leonardo: Não é o ruído normal do aparelho.
Leonardo: O que fazer?
Atendente: Poderia, por gentileza, informar o número de seu pedido para que possa consultá-lo em meu sistema?
Leonardo: XXXXX. Já tinha passado ele antes...
Atendente: Por favor, aguarde um instante, pois irei verificar.
Leonardo (5 min depois): Atendente, vc ainda está aí?
Leonardo (1 min depois para o sistema não cair como da última tentativa): sldkjfg
Atendente: Mais um momento por favor...
Atendente: Coletaremos o(s) produto(s) no endereço {RUA XXX n X} em até 7(SETE) dias úteis. Leonardo: Vc sabe que é um aparelho grande, não sabe?
Leonardo: acho que pesa uns 40 kgs.
Leonardo: Ah, e eu não tenho mais a caixa na qual ele veio.
Leonardo: Era uma caixa gigante, nem cabia no apartamento.
Leonardo: E obviamente eu não imaginava que o aparelho fosse dar defeito!
Atendente: Leonardo, correto, poderá acondicionar o produto em outra embalagem
Leonardo: Atendente, eu não tenho outra embalagem para acondicionar o produto.
Leonardo: Como eu disse, ele é muito grande!
Atendente: Leonardo, peço que acondicione o produto em outra caixa, poderá utilizar outras caixas junto
Leonardo: Não entendi.
Atendente: Leonardo, o senhor poderá embalar o produto em outras caixas, não é necessário que seje apenas uma.
Leonardo: O produto não desmonta, Atendente.
Leonardo: Nem tenho como comprar uma caixa daquele tamanho.
Leonardo: Não é a transportadora que vem pegar o produto? Se eles trouxerem uma caixa, eu pago por ela, não tem problema.
Atendente: Leonardo, o senhor poderá utilizar mais de uma caixa para acondicionar o produto, peço que desmonte e realize um só pacote
Leonardo: Atendente, não tem jeito!!!
Atendente: Leonardo, repetindo, o senhor poderá utilizar mais de uma caixa para acondicionar o produto, peço que desmonte e realize um só pacote
Leonardo: O unico jeito é eu comprar uma moto-serra e cortar o produto em quatro partes. Vocês vendem moto-serras aí?
Atendente: Leonardo, o senhor desmonta as caixas de papelão e realiza um só pacote, não sendo necessário que seja uma mesma caixa
(como é que será que se realiza um só pacote?)
Atendente: não é necessário que desmonte o produto
Leonardo: Vocês vendem kits "faça você mesmo sua caixa gigante"?
Atendente: Leonardo, sim, será coletado no prazo : Coletaremos o(s) produto(s) no endereço {RUA XXX n X} em até 7(SETE) dias úteis.
Leonardo: O endereço está errado, é XXX número Y .
Atendente: O endereço que consta no cadastro é
Atendente: Endereço: RUA XXX n X
Leonardo: Já pedi para mudar mais de 5 vezes. Está errado. XXX número Y.
Atendente: Mas não é esse que está no cadastro.
Leonardo: Eu sei onde moro. Tenho certeza que é no número Y. Mas se quiserem tentar buscar no número X fiquem a vontade...
É fogo ou querem mais??? Estou rindo até agora. Pior é que daqui a sete dias meu vizinho vai receber a visita de uma transportadora que vai insistir em recolher algo que ele não tem.
Resultado final: se algum dia alguém aparecer aqui tentando buscar o produto, vai ter que levar fora da caixa. E ainda digo que foi o combinado com o site.

O Caso dos Livros

Existem muitos inconvenientes em estudar para concursos quando você já trabalha oito horas por dia: o tempo para estudos é escasso, você já está com a cabeça quente de resolver problemas no serviço, e quando tem tempo livre quer mais é descansar.

Mas existe uma grande conveniência: trabalhando, você tem dinheiro para comprar os livros que você quiser! Não precisa ficar pedindo para os seus pais, nem usando os livros que a sua irmã mais velha escolheu. Ou de ficar economizando mesada para comprar coleções a prestações (e aí eles mudam a capa de um ano para outro, ou passam a só editar a capa dura, e você fica com aqueles livros mais desencontrados).

Acabo de comprar três livros novinhos e cheirosos de Processo Civil. Estudar para concursos não tem muitos pontos altos (tirando a aprovação, só que essa nunca é garantida), mas esse é um deles.

6.6.06

O Caso do Frio

Começou a fazer frio nesta cidade há duas semanas. Estou sentindo frio há duas semanas. Porque, vejam bem, eu nunca acredito que realmente vai fazer frio, e de manhã costuma fazer um solão enganador. Como minha casa é muito mais quente do que o trabalho, eu ponho uma blusinha de mangas curtas e lá me vou, feliz e serelepe, morrer congelada no serviço – e isso antes de ligarem o ar-condicionado.

É verdade que eu tenho um casaquinho guardado na gaveta para essas ocasiões, mas ele não está sendo suficiente. Então funciona assim: eu sinto frio todo dia, juro que no dia seguinte vou vir mais agasalhada, acordo no dia seguinte e vejo o céu azulíssimo e o sol rachando, ponho uma blusinha de mangas curtas e...

O lado bom é que fica muito mais agradável fazer exercícios no frio. O lado ruim é que o frio dá fome, então a gente acaba comendo muito mais do que gastou nos tais exercícios.

5.6.06

O Caso das Encomendas

Minha irmã voltou de uma viagem aos States e trouxe um tanto de encomendas e presentes. Os mais divertidos foram:

1) um tocador de MP3/gravador para eu gravar as aulas da pós. Ele é muitas vezes mais barato do que um iPod, e também não é lá um ganhador de prêmios de design, mas é muito leve e prático. A vantagem é que eu não vou ter dó de jogá-lo dentro da bolsa, nem de fazer exercícios com ele. Acho que vou colar nele um adesivo da Hello Kitty, igual eu fiz com a raquete de tênis do Federer, para ver se o quesito beleza aumenta. E é claro que ele já foi rebatizado de ludPod (porque esse a Lud pode ouvir).

2) um hidrante/auto-bronzeador. Depois de escutar de vários dermatologistas que eu devo evitar o sol, e que minha morenice instrínseca é uma ilusão, desisti de ficar torrando no clube (até porque estamos no inverno e está fazendo um frio danado). O problema é que aqui faz muito calor, e é inevitável andar na rua com os braços de fora. Resultado: braços bronzeados e pernas claras, o que fica muito engraçado quando eu uso vestido. Mas agora, com meu hidratante/auto-bronzeador, minhas pernas vão ficar da mesma cor dos meus bracinhos, sem nenhum risco para a minha saúde, nem para as minhas costas, porque ficar no clube com a parte de cima do corpo na sombra e a debaixo no sol exigia um certo malabarismo.

2.6.06

O Caso da Maquiagem

Minha mãe nunca usou maquiagem e sempre foi uma mulher sem vaidade. Ela se horrorizava com a perspectiva de uma das filhas fazer a sobrancelha e sempre tentou nos convencer que pintar o cabelo (ainda que fosse com um daqueles tonalizantes que saem em 2 meses!) ia estragar o dito-cujo e nos deixar carecas a longo prazo.

Talvez por isso mesmo, eu adoro maquiagem. Acho que é a mesma coisa de pintar e colorir, só que no rosto da gente (mas não se assustem, eu não tenho Picasso uma inspiração nessa área).

Como diz a Elizabeth Hurley, aquela atriz inglesa maravilhosa que foi casada com o Hugh Grant: “eu poderia não usar maquiagem, mas por que eu faria isso, se qualquer mulher fica tão mais bonita com a ajuda de produtos de beleza?”.

Se a Elizabeth Hurley diz isso, eu, pobre mortal, vou discordar?

1.6.06

O Caso do Aparelho de Tortura, er, Ginástica III

Estamos indo muito bem com nosso aparelho de tortura particular. Cada dia a gente consegue fazer um pouco mais de tempo, e o frio que está fazendo por aqui também ajuda.

Só que surgiu um novo problema: o aparelho fazia um barulhinho básico, inteiramente suportável, de nhénhénhénhén. De uns dias pra cá, deu pra fazer um rrrec-rrrec-rrec muito alto e irritante, do tipo que até afasta as pessoas do quarto.

Fui investigar o telefone do fabricante para me fazer valer dos 3 meses de garantia. Aí é que descobri que ele é de Porto Alegre. Não quero nem pensar em como a assistência técnica vai ser prestada.

E o pior é que a gente liga, liga, liga, e só dá ocupado. Acho que eles devem colocar um telefone fantasma nas encomendas entregues nos lugares longe.

31.5.06

O Caso dos Fichamentos

Ok, confesso: sempre fui caxias. Mas mesmo eu, que adorava dia de pegar boletim, preferia fica à toa a fazer dever de casa e férias a aula.

Então, como todo mundo, eu achava que ia estudar, fazer faculdade, me formar, e aí tava resolvido. Adeus, madrugadas estudando para prova! Tchauzinho, tardes gastas fazendo trabalhos! Até nunca mais, dever de casa!

Ledo engano. Pra começar, eu não fiz uma faculdade só, fiz duas, o que prolongou minha vida estudantil por 4 anos e meio (devia ser 4, mas eu tranquei um semestre pra trabalhar na Disney. Outra história – e outro blogue). Pra continuar, fui fazer um curso preparatório para concursos e descobri que se eu pagasse mais uns reais, o curso virava uma pós-graduação.

O que eu não contava é que, além dos reais a mais, a especialização demanda pilhas de fichamento, provas com 80 questões retiradas de concursos e uma monografia no final do ano.

Olá, madrugadas estudando para prova! Bem-vindas, tardes gastas fazendo trabalho! Aqui de novo, dever de casa?

30.5.06

O Caso dos Bens Materiais

Esse negócio de possuir bens é mais complicado do que se pensa. Porque, vejam bem, você não tem só que possuir: tem que guardar, cuidar, trancar, limpar, fazer seguro e recarregar bateria. E se furtam o bem material você fica danada da vida, mesmo que ele não custe assim tão caro. Principalmente quando te furtam o mesmo bem material pela segunda vez, como aconteceu com o meu celular.

Mas se você é uma pessoa informada, inteligente, culta, você não deixa barato, não. Você sabe que tem direitos. Então, para fazer valê-los, você entra em contato com a companhia aérea, passa uma raiva danada toda vez que liga pra lá, altera a voz com as teleatendentes que não têm nada a ver com isso e espera três semanas feito boba para responderem (negativamente) a sua solicitação.

Aí você pessoa informada, inteligente, culta acessa o seguro-viagem que você fez para essas eventualidades mesmo. Que vai exigir registro de reclamação de furto de bagagem feito na hora, aquele que ninguém faz porque só a gente só percebe que foi furtado depois que abre a mala em casa. Aí você vai sapatear de ódio sobre a cartinha educada que eles vão te enviar falando isso, e nessa lá se vão mais dois meses.

Mas você pessoa informada, inteligente, culta não se abala. Porque você sabe que pode entrar no juizado especial cível e chamar a companhia aérea e a seguradora pro pau.

Você pode até não ganhar nada. Você pode até gastar tempo, dinheiro, paciência e suas poucas horas de folga e levar um "improcedente" pelas fuças. Mas que você vai infernizar a companhia aérea do demo e a seguradora diabólica até não poder mais, ah, isso vai.
(Vocês vêem que os bens materiais têm uma influência muito negativa sobre mim.)

29.5.06

O Caso dos Estabelecimentos Comerciais

Lojas Bahia: péssimo atendimento (cada vendedor dá atenção a dois clientes de uma vez e insiste em que você faça um crediário) e filas imensas (galera pagando as prestações a perder de vista do crediário). Entregam aparelhos de ginástica com atraso, cobertos de poeira, riscados e enferrujados, e com a caixa fechada com uma corda. Quando você vai cancelar a compra, não deixam que você faça isso sem o papelzinho do cartão de crédito, porque é nele que está o “nº da transação”. Quando você explica que perdeu e que eles têm uma cópia, alegam que “já foi para a tesouraria”. Obrigam você a voltar na loja diversas vezes, até que você perde a paciência, liga para o cartão de crédito e pede o nº da transação, e escuta o cartão dizer que quem tem o número é outro fulano, e que só lojista é que pode ligar lá.
Nota: 0

Submarino: diz que os objetos são entregues em 7 sete dias úteis, mas esquece de avisar que a contagem só começa depois que a compra vai para a transportadora e que sábado não é dia útil. Entrega livros do Asterix com as cores erradas e com páginas enrugadas.
Nota: 2
Quando você decide devolver os livros de cores erradas e com páginas enrugadas, manda o carteiro buscar na sua casa no dia seguinte.
Nota: 6

TAM: deixa que violem sua bagagem e furtem seu celular e seus cabos do iPod. Quando você reclama, diz que vai abrir um processo a respeito. Gasta três semanas para enviar um e-mail ridículo dizendo que o resultado do processo é que, como você não viu o furto no aeroporto, ela não pode fazer nada a respeito.
Nota: -10

26.5.06

O Caso do Novo Restaurante

Já faz algum tempo que meus colegas de trabalho e eu abandonamos o restaurante Pizzarita (aquele cujas toalhas de mesa era lavadas de mês em mês, se tanto, e de vez um passarinho passava e levava um fio de macarrão) e mudamos para o Expresso.

O Expresso possui muitas vantagens: fica a um quarteirão de distância, então a gente sofre muito menos caminhando com o sol na cacunda na hora do almoço; o preço é melhor (nos últimos meses o Pizzarita andava extorsivo. Você pagava caro para ser maltratado pela dona e ver o passarinho fugir com o fio de macarrão); de vez em quando tem batata frita (bom!); e, ao invés de toalhas de mesas, ele tem jogos americanos (muito mais fáceis de limpar).

Mas nem tudo são flores (ou deditos de frango, uns tubinhos de peito de frango empanado que na Disney eles chamavam de chicken strips e eu chamo de chicken fingers. E não me digam que frango não tem dedo): o lugar é pequeno e apertado, e volta e meia aparecem uns mosquitos que não foram convidados para a refeição.

E arroz brilha tanto que eu posso ver meu próprio reflexo nele.

25.5.06

O Caso das Lições de Viagem

Aprendi algumas lições muito profundas na minha última viagem:

LIÇÃO 1: Devo parar de carregar dezenas de Nutrys dentro da mala como se eu estivesse indo para um lugar assolado pela fome. Eu levo os Nutrys de lá pra cá, mal como um deles no aeroporto do Brasil, e nunca mais nem ponho a mão, porque em viagens a gente quer é experimentar os quitutes locais. Fica aquele peso morto na mala, e o pior: o Leo tenta jogá-los fora, para não ter que carregá-los de volta, e eu aproveito quando ele não está olhando e enfio tudo na mala de novo. Tudo bem, eu acabando consumindo os Nutrys no horário de trabalho, mas esse passeio todo só serve para deixá-los deixa duros e quebradiços e aumentar o peso da bagagem.

LIÇÃO 2: Não é necessário que eu carregue absolutamente todos os sabõezinhos, xampuzinhos, creminhos e touquinhas dos quartos de hotel. Termino com uma pilha gigastesca de miniaturas que nunca mais vou usar mesmo. O pior é ficar acondicionando as milhares de embalagens em saquinhos plásticos, para garantir que eles não vão vazar na mala. No fim das contas, um conjuntinho de cada hotel é mais do que suficiente para guardar de lembrança. A minha ambição, que é ter uma gaveta repleta de toiletries para oferecer aos hóspedes, acaba frustrada por dois fatos: I - faz meses que eu não recebo hóspedes; II - qualquer sabonetinho Dove é de melhor qualidade que esses sabõezinhos de hotel, e não vamos nem falar no xampu - a não ser que eles sejam do Hilton, mas esses eu não dou para hóspede nenhum. Então essa novela toda só serve encher os meus parcos armários com inutilidades e aumentar o peso da bagagem.
LIÇÃO 3: O peso da bagagem é facilmente aumentável.

24.5.06

O Caso do Aparelho de Tortura, er, Ginástica II

Lá fomos eu e o Leo, animados e felizes, prontos para nos tornamos seres muito atléticos e recuperarmos o dinheiro gasto na máquina elíptica (esse é o nome genérico do aparelho de tortura). Afinal, com a grana dava para pagar 10 meses de academia para cada um (sim, é um número impressionante, mas academia aqui no interior é muito, muito barato).

Colocamos um filme na tevê e começamos. No peso mais baixo. Com os apoios para os braços fixos. Assim, para irmos nos acostumando.

O trem é tão puxado que tivemos que fazer em turnos, porque depois de um tempinho a gente tinha que parar para descansar!

E não fiquem achando que nós somos muito moles, não: o Leo nada centenas de metros na piscina do clube numa boa. E eu... bem, eu fazia bicicleta ergométrica todo dia.

O mais engraçado é que os primeiros 30 segundos dá pra fazer sem problema. É até gostosinho. Aí, de repente, do nada, fica dificílimo, seus músculos ardem, seu coração dispara, e você começa a lutar para respirar.

Estou achando que tem alguma coisa errada. Que parece que o orbitrack está no nível mais fácil, mas só parece. Que na verdade esquecemos de encaixar ou soltar alguma coisa e na verdade ele está no nível hiper-ultra-mega pesado para campeões.

Só pode ser.

23.5.06

O Caso do Aparelho de Tortura, er, Ginástica

Ontem cheguei em casa do serviço e saí correndo para caminhar, porque eu não estava mais agüentando a vida sedentária. Trotei quatro enérgicas voltas de sete minutos e meio, dei-me por satisfeita e voltei para casa, encontrando o Leo que já estava chegando.

Subimos, conversamos, arrumamos o lanche e, quando eu estava indo do quarto de estudos para a cozinha, quase caí em cima de uma caixa gigante que estava na área. O aparelho de ginástica que nós compramos para substituir a bicicleta ergométrica tinha chegado durante a tarde e eu percebi!

Ele se chama orbitrack e, em teoria, simula o movimento de subir escadas. Como ele tem hastes para os braços, parece que você está esquiando, mas infelizmente o calor local impede que eu me sinta em Saint-Moritz.

Fiz cinco minutos e quase morri. O pior é que o medidor de batimentos cardíacos do aparelho não concordou: minha freqüência não passou de míseros 110 batimentos por minuto.

Então é porque eu estou fraquinha mesmo.
Essa é a foto de um orbitrack. Quando estivemos em Amsterdam, não fomos ao Museu da Tortura, mas tenho certeza que esse equipamento está lá, no local de honra.