30.5.06

O Caso dos Bens Materiais

Esse negócio de possuir bens é mais complicado do que se pensa. Porque, vejam bem, você não tem só que possuir: tem que guardar, cuidar, trancar, limpar, fazer seguro e recarregar bateria. E se furtam o bem material você fica danada da vida, mesmo que ele não custe assim tão caro. Principalmente quando te furtam o mesmo bem material pela segunda vez, como aconteceu com o meu celular.

Mas se você é uma pessoa informada, inteligente, culta, você não deixa barato, não. Você sabe que tem direitos. Então, para fazer valê-los, você entra em contato com a companhia aérea, passa uma raiva danada toda vez que liga pra lá, altera a voz com as teleatendentes que não têm nada a ver com isso e espera três semanas feito boba para responderem (negativamente) a sua solicitação.

Aí você pessoa informada, inteligente, culta acessa o seguro-viagem que você fez para essas eventualidades mesmo. Que vai exigir registro de reclamação de furto de bagagem feito na hora, aquele que ninguém faz porque só a gente só percebe que foi furtado depois que abre a mala em casa. Aí você vai sapatear de ódio sobre a cartinha educada que eles vão te enviar falando isso, e nessa lá se vão mais dois meses.

Mas você pessoa informada, inteligente, culta não se abala. Porque você sabe que pode entrar no juizado especial cível e chamar a companhia aérea e a seguradora pro pau.

Você pode até não ganhar nada. Você pode até gastar tempo, dinheiro, paciência e suas poucas horas de folga e levar um "improcedente" pelas fuças. Mas que você vai infernizar a companhia aérea do demo e a seguradora diabólica até não poder mais, ah, isso vai.
(Vocês vêem que os bens materiais têm uma influência muito negativa sobre mim.)

29.5.06

O Caso dos Estabelecimentos Comerciais

Lojas Bahia: péssimo atendimento (cada vendedor dá atenção a dois clientes de uma vez e insiste em que você faça um crediário) e filas imensas (galera pagando as prestações a perder de vista do crediário). Entregam aparelhos de ginástica com atraso, cobertos de poeira, riscados e enferrujados, e com a caixa fechada com uma corda. Quando você vai cancelar a compra, não deixam que você faça isso sem o papelzinho do cartão de crédito, porque é nele que está o “nº da transação”. Quando você explica que perdeu e que eles têm uma cópia, alegam que “já foi para a tesouraria”. Obrigam você a voltar na loja diversas vezes, até que você perde a paciência, liga para o cartão de crédito e pede o nº da transação, e escuta o cartão dizer que quem tem o número é outro fulano, e que só lojista é que pode ligar lá.
Nota: 0

Submarino: diz que os objetos são entregues em 7 sete dias úteis, mas esquece de avisar que a contagem só começa depois que a compra vai para a transportadora e que sábado não é dia útil. Entrega livros do Asterix com as cores erradas e com páginas enrugadas.
Nota: 2
Quando você decide devolver os livros de cores erradas e com páginas enrugadas, manda o carteiro buscar na sua casa no dia seguinte.
Nota: 6

TAM: deixa que violem sua bagagem e furtem seu celular e seus cabos do iPod. Quando você reclama, diz que vai abrir um processo a respeito. Gasta três semanas para enviar um e-mail ridículo dizendo que o resultado do processo é que, como você não viu o furto no aeroporto, ela não pode fazer nada a respeito.
Nota: -10

26.5.06

O Caso do Novo Restaurante

Já faz algum tempo que meus colegas de trabalho e eu abandonamos o restaurante Pizzarita (aquele cujas toalhas de mesa era lavadas de mês em mês, se tanto, e de vez um passarinho passava e levava um fio de macarrão) e mudamos para o Expresso.

O Expresso possui muitas vantagens: fica a um quarteirão de distância, então a gente sofre muito menos caminhando com o sol na cacunda na hora do almoço; o preço é melhor (nos últimos meses o Pizzarita andava extorsivo. Você pagava caro para ser maltratado pela dona e ver o passarinho fugir com o fio de macarrão); de vez em quando tem batata frita (bom!); e, ao invés de toalhas de mesas, ele tem jogos americanos (muito mais fáceis de limpar).

Mas nem tudo são flores (ou deditos de frango, uns tubinhos de peito de frango empanado que na Disney eles chamavam de chicken strips e eu chamo de chicken fingers. E não me digam que frango não tem dedo): o lugar é pequeno e apertado, e volta e meia aparecem uns mosquitos que não foram convidados para a refeição.

E arroz brilha tanto que eu posso ver meu próprio reflexo nele.

25.5.06

O Caso das Lições de Viagem

Aprendi algumas lições muito profundas na minha última viagem:

LIÇÃO 1: Devo parar de carregar dezenas de Nutrys dentro da mala como se eu estivesse indo para um lugar assolado pela fome. Eu levo os Nutrys de lá pra cá, mal como um deles no aeroporto do Brasil, e nunca mais nem ponho a mão, porque em viagens a gente quer é experimentar os quitutes locais. Fica aquele peso morto na mala, e o pior: o Leo tenta jogá-los fora, para não ter que carregá-los de volta, e eu aproveito quando ele não está olhando e enfio tudo na mala de novo. Tudo bem, eu acabando consumindo os Nutrys no horário de trabalho, mas esse passeio todo só serve para deixá-los deixa duros e quebradiços e aumentar o peso da bagagem.

LIÇÃO 2: Não é necessário que eu carregue absolutamente todos os sabõezinhos, xampuzinhos, creminhos e touquinhas dos quartos de hotel. Termino com uma pilha gigastesca de miniaturas que nunca mais vou usar mesmo. O pior é ficar acondicionando as milhares de embalagens em saquinhos plásticos, para garantir que eles não vão vazar na mala. No fim das contas, um conjuntinho de cada hotel é mais do que suficiente para guardar de lembrança. A minha ambição, que é ter uma gaveta repleta de toiletries para oferecer aos hóspedes, acaba frustrada por dois fatos: I - faz meses que eu não recebo hóspedes; II - qualquer sabonetinho Dove é de melhor qualidade que esses sabõezinhos de hotel, e não vamos nem falar no xampu - a não ser que eles sejam do Hilton, mas esses eu não dou para hóspede nenhum. Então essa novela toda só serve encher os meus parcos armários com inutilidades e aumentar o peso da bagagem.
LIÇÃO 3: O peso da bagagem é facilmente aumentável.

24.5.06

O Caso do Aparelho de Tortura, er, Ginástica II

Lá fomos eu e o Leo, animados e felizes, prontos para nos tornamos seres muito atléticos e recuperarmos o dinheiro gasto na máquina elíptica (esse é o nome genérico do aparelho de tortura). Afinal, com a grana dava para pagar 10 meses de academia para cada um (sim, é um número impressionante, mas academia aqui no interior é muito, muito barato).

Colocamos um filme na tevê e começamos. No peso mais baixo. Com os apoios para os braços fixos. Assim, para irmos nos acostumando.

O trem é tão puxado que tivemos que fazer em turnos, porque depois de um tempinho a gente tinha que parar para descansar!

E não fiquem achando que nós somos muito moles, não: o Leo nada centenas de metros na piscina do clube numa boa. E eu... bem, eu fazia bicicleta ergométrica todo dia.

O mais engraçado é que os primeiros 30 segundos dá pra fazer sem problema. É até gostosinho. Aí, de repente, do nada, fica dificílimo, seus músculos ardem, seu coração dispara, e você começa a lutar para respirar.

Estou achando que tem alguma coisa errada. Que parece que o orbitrack está no nível mais fácil, mas só parece. Que na verdade esquecemos de encaixar ou soltar alguma coisa e na verdade ele está no nível hiper-ultra-mega pesado para campeões.

Só pode ser.

23.5.06

O Caso do Aparelho de Tortura, er, Ginástica

Ontem cheguei em casa do serviço e saí correndo para caminhar, porque eu não estava mais agüentando a vida sedentária. Trotei quatro enérgicas voltas de sete minutos e meio, dei-me por satisfeita e voltei para casa, encontrando o Leo que já estava chegando.

Subimos, conversamos, arrumamos o lanche e, quando eu estava indo do quarto de estudos para a cozinha, quase caí em cima de uma caixa gigante que estava na área. O aparelho de ginástica que nós compramos para substituir a bicicleta ergométrica tinha chegado durante a tarde e eu percebi!

Ele se chama orbitrack e, em teoria, simula o movimento de subir escadas. Como ele tem hastes para os braços, parece que você está esquiando, mas infelizmente o calor local impede que eu me sinta em Saint-Moritz.

Fiz cinco minutos e quase morri. O pior é que o medidor de batimentos cardíacos do aparelho não concordou: minha freqüência não passou de míseros 110 batimentos por minuto.

Então é porque eu estou fraquinha mesmo.
Essa é a foto de um orbitrack. Quando estivemos em Amsterdam, não fomos ao Museu da Tortura, mas tenho certeza que esse equipamento está lá, no local de honra.

22.5.06

O Caso da Perdidinha

Como eu já falei aqui, eu e o Leo formamos uma ótima equipe. A viagem funcionou assim: o Leo ficou encarregado da localização, e eu, da comunicação. Ótima divisão de trabalho, porque o Leo é uma bússola humana (enquanto eu me perco indo da sala para o quarto), e eu gosto de falar como uma taramela, além de dominar o inglês, o portunhol e meia dúzia de palavras em francês.

Tudo ia maravilhosamente bem até que eu fui obrigada a ler mapas enquanto o Leo dirigia. Sair de Amsterdam até que foi fácil, porque eu usei meus poderes comunicatícios para perguntar para o motorista de táxi que nos levou à locadora de carros qual era a melhor saída, mas chegando em Haia... descobrir o hotel foi um parto.

Demos voltas e voltas sem conseguir entrar na rua do o hotel. O Leo lia as placas das ruas e perguntava se elas apareciam no mapa, e eu não achava nada. Acabamos conseguindo chegar quando eu desci do carro e fui perguntar onde diabos ficava o tal o hotel.

Depois o Leo pegou o mapa e morreu de rir, porque as ruas todas que ele tinha falado estavam lá. Mas nem me abalei, porque a gente tinha chegado, não tinha?

Pois é. Dali a três dias pegamos a estrada de novo para ir ao Kinderdijk, o patrimônio histórico mundial que tem 19 moinhos originais em funcionamento. Para chegar lá, tínhamos que circular Roterdam e sair na A12.

Então. Pegamos a saída da A12 bem felizes e lá nos fomos. E andamos. E andamos. E andamos. Do lado da estrada, víamos galpões, guindastes e depósitos, mas como Roterdam é o maior porto da Europa, estávamos tranqüilos. O Leo olhava o nome das placas que indicavam cidades do lado da estrada e perguntava se elas estavam no mapa, e eu não achava nenhuma, mas tudo bem – não tinha acontecido a mesma coisa em Haia?

Os depósitos iam ficando cada vez mais gigantes e a estrada, mais deserta. A A12 virou N12 – e eu disse: liga não, Leo, é a mesma coisa!

De repente, num momento de iluminação, virei o mapa e descobri que estávamos indo para o lado errado! Mais 10 quilômetros e a gente caía no mar. Aí é que eu entendi as placas “Europort” que volta e meia apareciam. Ao invés de irmos para a região central da Holanda, tínhamos dado a volta inteira em Roterdam e saído para o outro lado, na direção do mar. Estávamos 40 quilômetros fora da rota!
Não foi um de meus melhores momentos, confesso.

19.5.06

O Caso das Roupinhas

Continuando na minha campanha “30 anos”, no sábado aproveitei que eu estava em BH e saí com minha mãe para comprar roupas na “capitar”. Fui a umas quatro lojas, achei tudo feio e caro, e finalmente caí na loja mais legal de todas, nas quais as coisas eram bonitas e só medianamente caras. O bom de sair com minha mãe para fazer compras é que ela explora a loja toda enquanto eu estou no provador, e traz tudo de interessante na minha mãozinha.

Pois bem. Comprei uma calça, três blusas, um obi e saí de lá me achando vestida para o outono/inverno. Eu costumo misturar umas peças novas com as roupas que eu já tenho – e eu tenho muitas roupas, porque eu nunca jogo nada fora – e pronto, tá resolvido.

Como toque final, descobri uma bolsa dourada bonita e baratésima numa loja sensacional. Estou até achando o povo lava dinheiro lá. Mas whatever, o importante é que eu estou na moda.

E estou mesmo. Já me falaram: “nossa, a Rebeca da Belíssima tem uma bolsa igual à sua!” e “a Júlia da novela das oito também uma faixa assim!”. E eu, que nem vejo novela e não tenho a mais vaga idéia do que as pessoas estão falando, fico me achando.

* * *
Respostas atrasadas aos comentários passados:
Ana: Eu tenho 28 anos e visto-me como se tivesse 18!!!! E acho que quando tiver 30 ou 40 vou continuar a vertir-me da mesma maneira. Nao estou a imaginar-me vestida "como uma senhora" porque nao tem nada a ver comigo. Vai ser bonito quando eu chegar a velha... ninguem me vai levar a sério!!!

Ana, entendo perfeitamente. Eu sofro (ou sofria) da mesma enfermidade. Mas como fiquei cansada de me perguntarem: “que faculdade você faz?” e “você tem namoradinho?”, resolvi mudar. Quem sabe o que acontecerá com você quando fizer trinta? Mantenha-nos informados!
PS: Adoro o português de Açores da Ana. Eu queria falar assim!
Anonymous: Seria esta uma frase real ou tem um certo sentido pejorativo? Ludmila, você é religiosa, ou segue alguma filosofia? Achei muito cômico! =D Boa semana.
Anonymous, juro que não estou usando a frase "Isso não estava nos planos de Jesus para mim!" pejorativamente; é só para brincar mesmo. Quanto a mim, não sou nada religiosa – estou mais para sou agnóstica. Prefiro ter a ciência como religião... Mas depois de tantas pesquisas científicas mostrando que as pessoas que tem uma fé recuperam-se melhor de doenças e sentem-se menos sozinhas no mundo, estou pensando seriamente em adotar uma... =)

18.5.06

O Caso da Dieta do Tipo Sangüíneo

Como eu adoro uma novidade, arrumei o livro acima emprestado. E olha que já não é tão novidade assim, porque eu me lembro de ter escutado algo a respeito a algum tempo. Mas enfim.

Juro que me esforcei para levar o livro a sério. Porém, vejam bem, o autor é um médico naturopata. Vitrola? É, eu também fiquei com cara de interrogação. Mas logo descobri do que se tratava: médico naturopata é o cara que se formou em medicina natural. E o autor do livro foi da primeira turma de medicina natural da primeira faculdade de medicina natural dos Estados Unidos! Então tá então.

O argumento do moço é que dietas que são para todo mundo não funcionam, porque cada um é cada um. Então, para resolver esse problema, ele apresenta a dieta do tipo sangüíneo, que são tipos quatro de dieta para todo mundo!

A idéia é que, se você adotar os alimentos adequados, vai viver mais, com mais qualidade, e ficar menos doente. E acabar esbelto, também, porque seu metabolismo vai ficar jóia. Só que, como os alimentos adequados são todos do tipo saudável, é claro que qualquer um emagrece!

A única pessoa que gostou desse livro é o Leo, porque o sangue dele é tipo O e a dieta recomendada inclui carne, muita carne. Eu detestei a minha: tipo A, que deve evitar carnes e laticínios e comer folha, muita folha, junto com tofu. E também deve eliminar exercícios vigorosos, preferindo ioga e meditação.
Ai, meus sais!

17.5.06

O Caso do Armário Minúsculo

Quando eu morava com meus pais, eu tinha um quarto gigantesco com cinco portas de armário. Gigantes.

Depois que me casei e mudei, tive que me conformar com três portinhas de armário, sendo que cada uma é praticamente metade daquelas a que eu estava acostumada. E sendo que uma delas é de prateleiras e duas prateleiras são usadas para guardar roupa de cama. E isso porque o Leo é bonzinho e usa o armário do outro quarto.

É muito difícil espremer minhas roupinhas no armário minúsculo. Mas ele realmente apresenta uma grande vantagem: toda vez que eu compro/ganho uma roupa, uma das velhas sai, porque senão a nova não cabe.

Então o armário está me curando da minha síndrome do guarda tudo. Porque vocês sabem, eu sou muito apegada às coisas. Então eu ainda tenho calças de dez anos atrás, bermudas da época da faculdade de direito, blusinhas do tempo do onça. Que eu ainda uso de vez em quando!
Mas com o armário microscópico, não tem negócio. Para entrar uma, outra tem de partir.

Resultado: as antiguidades estão perdendo terreno com uma velocidade espantosa.

A moda agradece.

16.5.06

O Caso da Estante

Lembram-se dos bonitos móveis Todeschinni? Pois é. Depois de devolvermos as mãos francesas inúteis na loja e ganharmos 75 reais de crédito (dinheiro vivo, nem pensar), surgiu outro porém: descobrimos que a estante era horrivelmente profunda e alta, e os livros que a gente punha ficavam perdidos em todo aquele espaço, coitados.

Mas o Leo logo arranjou uma solução: colocar coisas na frente dos livros. Então agora nossa estante contém itens como uma ovelhinha de Bariloche, um navio que ganhamos de presente e um gatinho sentado numa poltrona. Com a última viagem, entraram na dança um globo terrestre vindo de Amsterdam, uma armadura em escala reduzida comprada em Brugge e um tamanquinho holandês de cerâmica de Delft.

Para completar, na última ida a BH eu trouxe um bonequinho do Mickey clássico com uma cabeça que balança de cá pra lá igual aqueles cachorrinhos de camelô, e que eu comprei com 40% desconto na época em que eu trabalhava na Disney.

Então o quarto do computador ficou sendo o lugar das lembranças de viagem. De Paris temos o mousepad da Monalisa. Só ficou faltando um souvenir de Aruba!

Acho que a gente devia voltar lá para arrumar um.

15.5.06

O Caso da Descoberta

Descobri uma coisa ótima e vou usar sempre: sempre que algo der errado, olhe longamente para o infinito e diga

- Não era o plano de Jesus para mim.

Comecei a usar de brincadeira, porque achei muito engraçado, mas estou descobrindo que é bizarramente reconfortante. O aparelho de ginástica chegou detonado? Não era o plano de Jesus para mim fazer ginástica. Perdi a inscrição no concurso? Não era o plano de Jesus para mim ser auditora do trabalho.

Às vezes fica mais difícil, quando como você gasta oitenta reais em material para o concurso cuja inscrição você perdeu. Mas aí você usa a criatividade: não era o plano de Jesus para mim economizar esses oitenta reais. Porque eram os oitenta reais... do diabo!

E durma Jesus com um barulho desses.

12.5.06

O Caso da Decisão

Decidi que, agora que tenho trinta anos, não posso mais andar por aí vestida como uma pivete. Nem como uma menina de vinte.

Revirei meu guarda-roupa e mandei descer um tanto de saias-secretária e calças de tecido. Não dá para continuar trabalhando de calça jeans. A minha chefe usa, mas ela é chefe.

E tem outra: não quero ser aquela pessoa que começa a se vestir melhor só depois de passar num concurso importante. Aí todo mundo fica achando que você mudou, que está metida etc. etc. Não vai ser verdade, porque eu já sou metida.

11.5.06

O Caso dos Estudos

Os estudo realmente sugam toda a criatividade da gente. Daqui a pouco eu vou ter que começar a falar dos princípios probatórios no processo do trabalho só para ter assunto e a audiência do blogue vai cair horrivelmente.

Mas fala sério: ninguém merece trabalhar oito horas por dia fazendo coisas chatas e ainda ter que passar os fins-de-semana assistindo a aulas de direito. E gastar as noites fazendo fichamentos e estudando sobre as últimas tendências da nova lei de execução e seus reflexos na área trabalhista.

O Leo acha que eu estou mal-humorada porque voltamos de uma viagem fantástica e a realidade do dia-a-dia realmente sofre em comparação.

EU acho que eu estou mal-humorada porque deu para fazer frio nessa cidade, então nem posso mais usar minhas recém-adquiridas habilidades natatórias na piscina do clube. E porque furtaram meu celular pela segunda vez e ninguém se responsabiliza. E porque entregaram o aparelho de ginástica que compramos em péssimas condições, e cancelar o pagamento está sendo uma novela daquelas mexicanas.

Tá bom ou quer mais?

9.5.06

O Caso da Casa

Nossa casinha tá uma bagunça. Lembram o vazamento de água quente que gerou uma bolha gigante? Pois é, veio um pintor arrumar o estrago, que foi grande e em dois quartos. No primeiro dia ele passou massa. No segundo dia ele ia pintar mas teve de passar massa de novo. No terceiro dia... vamos ver o que vai acontecer.

O problema é que o pintor só pode vir quando a minha faxineira está em casa, e isso torna o processo muito lento. E o resultado é que os móveis dos dois cômodos estão empilhados em um terceiro cômodo há uma semana, e isso me incomoda muito, principalmente agora que estamos nos livrando de todas as coisas inúteis para deixar a casinha arrumada. Dei a bicicleta ergométrica, doei um sonzinho encostado para uma instituição beneficente, vou mandar uma mesa e quatro cadeiras embora...

Para completar o quadro, meu humor não está dos melhores, porque tive aula da pós no sábado E no domingo de manhã E à tarde. E não faço exercícios desde o episódio das escadas, porque não tive tempo, nem bicicletinha ergométrica.

Ai, a falta que ela me faz.

8.5.06

O Caso da Ergométrica

O instrutor da academia já tinha falado que minha bicicletinha ergométrica não estava ajudando em nada, já que meu condicionamento físico estava só no “regular”, embora eu pedalasse quase todo dia. Na hora eu fiquei indignada, mas lentamente fui me convencendo que ele tinha razão.

Tendo me convencido, resolvi tomar uma medida drástica: dar a bicicleta para outra pessoa, porque se não eu ia continuar usando, lendo minhas revistas e vendo tevê ao mesmo tempo, e me acreditando superatlética.

Foram buscar a bicicleta e eu me despedi dela com dor no coração. Acho que faz uns dez anos que eu a possuo (ou possuía). O lado bom é que a sala ficou bem mais bonita, porque, afinal, bicicleta ergométrica não é adorno decorativo.

No dia mesmo comprovei que a bicicleta realmente não estava fazendo mais efeito. Para não ficar sem me exercitar, o que me deixa de mau-humor, resolvi subir e descer energicamente as escadas do meu prédio.

Em cinco minutos eu já estava bufando. Em dez eu parei porque me coração estava batendo loucamente e eu estava me desmanchando de calor.

O que comprova que subir e descer escadas é um ótimo exercício, mas que talvez eu não esteja preparada para ele.

Amanhã vou tentar uma enérgica caminhada.

5.5.06

O Caso do(s) Celular(es) Furtado(s)

É, definitivamente eu e celular realmente não combinamos. Pela segunda vez meu celular foi furtado, dessa vez no vôo Guarulhos-Confins. A mala chegou violada, sem o celular que estava lá dentro e, pior, sem os cabos do leoPod. O aparelho está em outro lugar e, portanto, ficou a salvo, mas, quando ele terminar de descarregar, acabou!

Fiquei borbulhando de ódio, mas depois passou. Depois da reclamação oficial na TAM, da consulta ao seguro-viagem e do boletim de ocorrência (com policiais tão toscos que se não fosse uma delegacia eu tinha saído correndo, de medo. E gastamos uma hora e meia para preencher um BO eletrônico, porque o moço que estava operando o computador era tão ruim de serviço que parecia que nunca tinha usado o programa!).

A preguiça agora é arrumar outro celular. Quero um de 1 real, de cartão. Existe? Eu uso pouco mesmo, e até agora celular bonitinho e novinho só me deu dor de cabeça. Quando eu tinha o meu 5120 ninguém o cobiçava.

4.5.06

O Caso da Mulher de Recursos

Eu realmente acho que tenho meus momentos de gênio. Além de transformar a bota marrom em preta com ajuda de um pouco de graxa (que foi saindo durante a viagem, de forma que no final elas eram mais marrons do que pretas, mas aí eu já estava tão turbinada de chocolate belga, sorvete de caramelo e cerveja de framboesa que nem liguei), reformei meu próprio sobretudo preto 12 horas antes do embarque.

Porque, vejam bem, eu sou uma nulidade em assuntos domésticos. Minha mãe costumava dizer a respeito, com um longo suspiro desolado, que “tinha tanta dó do Leo! Quando vocês se casarem, como é que vai ser?”, ao que eu respondia, “mãe, eu sou uma intelectual. Eu vou trabalhar com o meu cérebro e pagar alguém para fazer os serviços domésticos!”. O que não a convencia, mas foi o que aconteceu, no final das contas.

Mas voltando ao sobretudo: ele estava largo, e não havia a menor chance de comprar algo parecido em Belo Horizonte (esse veio de Bariloche). Então, cheguei a brilhante conclusão que, se eu pregasse três botões iguais aos que já existiam meio palmo mais para a esquerda, fechando mais o casaco, ele ia ficar ótimo!

E ficou. O que nos leva ao segundo ponto das minhas discussões com minha mãe: “mãe, se eu precisar de fazer algum serviço doméstico, eu descubro como!”
E descobri. O avesso do sobretudo não ficou bonito, mas a parte de fora está chuchu.

3.5.06

O Caso das Tulipas

Não tinha tulipas abertas pelo Keukenhof, só nas estufas, mas eu que sou uma menina esperta interroguei sem pena dois pobres funcionários e cheguei às seguintes respostas:

- Sim, geralmente há tulipas no Keukenhof nesta época do ano (metade de abril);
- Não, elas não abriram porque está fazendo um frio atípico.

Quer dizer, os campos de tulipa estavam lá, só que elas ainda não havia desabrochado (urgha).

Também consegui arrancar dos funcionários que as tulipas abrem quando o termômetro bate em 15º C. Então, pelo resto da viagem fiquei vigiando o clima da região. Porque ir à Holanda e não ver tulipas, ora! É como ir a Roma e não ver o papam.

Mas vocês vêem, faz total sentido que as tulipas abram quando o clima esquenta. Porque, à medida que a temperatura passava dos 7 para os 10, 11 e 12 graus, eu passei usar menos camadas de roupa (que inicialmente eram cinco). E o Leo, que romanticamente comparava eu e minhas camadas a um bulbo (a cebola da qual nasce a tulipa), disse que as tulipas provavelmente estavam fazendo igualzinho.


Ele estava certíssimo.

2.5.06

O Caso das Best Friends Ever!


Chego em casa e dali a pouco o interfone toca... é uma entrega de flores!

E de quem podia ser, a não ser das minhas melhores amigas? Com um cartãozinho megafofo?

Amigas, adoro vocês!!!

O Caso das So-Called Friends

Eu tenho duas melhores amigas. Tudo bem, elas moram em BH e São Paulo, e eu moro em Fabri há dois anos, mas nós somos melhores amigas, entende?

Neste domingo eu fiz aniversário e não rolou nem um telefonema. Nem um e-mailzinho. Nem um desses cartões barangos de internet feitos para quem não quer ter trabalho. Sendo que eu havia mandado um e-mail para as duas na QUARTA-FEIRA convidando para a minha festinha!

À qual elas não foram, claro (senão eu não estaria aqui reclamando).

Então eu devo:
Opção A: arrumar melhores amigas melhores?
Opção B: ser a melhor melhor amiga e deixar passar batido?

26.4.06

O Caso do Fim da Viagem



Infelizmente está acabando. Próximas notícias só do Brasil na sexta-feira.
E já adiantando, dia 30 é aniversário da Lud. Podem ir começando a colocarem comments de parabéns.
Segue uma foto nossa quando lembramos que a viagem está acabando.

25.4.06

O Caso da Bicicletinha


Eu estava toda animada para alugar uma bicicleta e passear nos campos de tulipas. Até achei um site na internet que dizia o preço (5 euros por dia). Qual não foi minha decepção ao chegar no Keukenhoff (o superparque das tulipas) e ficar sabendo que não se podia andar de bicicleta lá dentro (depois tive outra decepção, maior, quando descobri que por causa do tempo anormalmente frio as tulipas não tinham desabrochado. Mas aí é outra história).

Fiquei toda feliz quando chegamos no Kinderdijk (o lugar que tem 19 moinhos e é patrimônio mundial da humanidade) e vi o aviso de que se podia alugar bicicletas para passear entre os moinhos. Cheguei nas bicicletas e descobri que elas eram GRANDES. Aí me lembrei que fazia uns 15 anos a última vez que eu tinha andado de bicicletas e que provavelmente eu tinha crescido desde então.

Peguei desconfiada uma das tais bicicletas grandes (menor, só de criança, me garantiram) e lá me fui. Com o lugar estava cheio, quase atropelei uns 5 pedestres inocentes. Desisti. Fui ver os moinhos a pé.

Mas eu não estava vencida. Hoje, quando fui ao Hoge Veluwe, fiquei agitada ao saber que o parque tem 1.700 bicicletas brancas que empresta, de graça, aos visitantes. Ora – entre 1.700 bicicletas, eu havia de encontrar uma que desse certo para mim!

E achei.

É verdade que, uns 500 metros adiante, tinha um menino de 10 anos andando numa bicicletinha do mesmo tamanho que a minha.

Mas nem liguei.

22.4.06

O Caso das Alegrias




Ok, para não acharem que a Lud está infeliz, é só dar chocolates belgas e cerveja de framboesa, isso mesmo, framboesa que ela fica feliz. As fotos não mentem.

21.4.06

O Caso das Coisas Esquisitas


Foi engraçadíssimo: estive em Brugge, um lugar que eu achava que me lembrava bem, e não reconheci nem um pedacinho dela. Achei bonita, romântica, pitoresca, tudo - menos familiar.

Hoje chegamos a Bruxelas e lá nos fomos para Grand-Place, outro lugar que tinha ficado marcado na minha memória. Cheguei, olhei, olhei - e afirmei categoricamente para o Leo que não estávamos na Grand-Place. Devia ser uma outra praça qualquer da cidade - até bonitinha, eu admitia - mas com certeza absoluta NÃO tinha tamanho suficiente para ser a Grand-Place.

O Leo olhou pra mim, olhou para o mapa, e me informou tristemente que aquela era, sem a menor sombra de dúvida, a Grand-Place.

É muito bizarro. O Leo tentou me consolar me dizendo que, afinal, faz quase 15 anos que eu estive na Bélgica. Que com certeza eu tinha crescido desde então. Que provavelmente a praça era mais limpa naquela época.

Ainda bem que eu não comi o tal bolinho que me recomendaram. Porque se eu tivesse, estaria certa de que ele tinha estragado uns neurônios meus.

20.4.06

O Caso de Brugge

Queridos leitores. Estamos em Brugge, cidade teoricamente medieval e conservada da Belgica. Antes de qualquer coisa, o bizarro teclado e feito para Belgas. Louco! So para achar a ! foram alguns segundos. O Q no lugar do A irrita profundamente. Mas nao tanto quanto o M. Totalmente fora de lugar.
Mas voltando a discussoes dos posts:
- Na foto das cervejas existe uma Brahma. Alguem viu?
- Tirei uma foto de um predio em Antuerpia que pertence ao Sr. Ernest Von Duck. Quer melhor que isso Marco?
- Nao estamos no quarto chocolate. Nem no hotel deste quarto. Longa historia feito curta, acabamos ficando em outro. E tenho certeza melhor que o original. Alem disso aqui tem tanto chocolate que o quarto literalmente eh de chocolate. Se der explicamos depois o que aconteceu.
Nao tem como colocar fotos pois estou usando o computador do hotel. Deixo para Bruxelas que eh nosso destino de amanha. Antes, uma passadinha em Guent. Mais canais e cidade medieval.
Ah, soh para nao passar em branco, subimos 366 degraus para chegar ao alto da torre dos sinos de Brugge. Foi uma aventura e tanto. Fotos lindissimas do alto.

18.4.06

O Caso da Bélgica


A Holanda é ótima, ótima mesmo. Tem canais, tulipas (dizem) e moinhos. Mas a Bélgica é tudo!
Na Bélgica:
- muita gente fala francês, que é muitíssimo mais inteligível do que holandês!
- a arquitetura é muito mais barroca, exagerada e curvilínea, o que dá ótimas fotos!
- faz sol! (pode ser coincidência, mas whatever!)
- os chocolates são os melhores do mundo!
- é tudo mais barato! (o que enche o coraçãozinho da Lud de alegria)

O Caso do Aniversário


Para nós já estamos no dia 18 de abril. Portando, pai, feliz aniversário!!!!
Segue um caminhão de cervejas belgas de presente. Veja se acha algo interessante nesta foto.

17.4.06

O Caso das Diabas das Tulipas


Na Holanda, fim de março já é alta temporada, sabe? Porque é a partir daí que as flores começam a desabrochar. Então, meio de abril é uma ótima época para visitar os campos de bulbos, porque eles estão naquele estado tapete-de-cores-que-se-estende-até-o-horizonte- típico-de-cartões-postais.
Ou assim dizem. Eu e o Leo chegamos no Keukenhof, que é um jardim planejado cheio de flores, no dia 14 de abril, pagamos uma baba para estacionar e entrar e...
Cadê as tulipas?
Não tinha tulipas. Essas flores amarelas que vocês vêem aí em cima são narcisos. Só tinha narciso e hiacinto. Quem liga para narcisos e hiacintos?
Perguntei lá e me falaram que, GERALMENTE, essa é uma ótima época para ver tulipas mas, como está incomumente frio (10 graus centígrados), as diabas das tulipas ainda não se abriram. É só fazer 15 graus que elas abrem, me garantiram.
Como se eu pudesse ficar e esperar.
Mas não seja por isso. Dia 26 de abril eu volto a Amsterdam para pegar o avião e, antes de ir para o aeroporto, dou uma passada nos campos de tulipa pra ver se elas abriram.
Se não tiverem, eu tenho um chilique!
(Outro, porque o primeiro eu já dei no dia 14.)

15.4.06

O Caso dos Comments

Para a Isa: A Lud está na foto sim. Não temos culpa do moinho ser enorme e do dia estar para variar nublado e chuvoso. E não, eu não deixei ela em museu nenhum.
Para Setembro: Sim a Lili é a Liliane Prata. Mas como você mesmo disse: Lili, se é para fazer comments deste tipo é melhor nem comentar. E apostamos que ela está morrendo de inveja! Estamos roubando suas leitoras!!! Hahaha! (Lógico que quem anda postando é o Leo).
Viajar com o salário da Lud é mole. Some o dela e o meu e faça milhares de pesquisas pela Internet. Não fica caro. Além disso moramos agora no Interior de Minas Gerais onde não em nem onde gastar dinheiro.
Mas sobre a viagem, já estamos em Haia. E o sol saiu! O dia ontem foi lindo e hoje também seria se eu não estivesse passando mal igual a Isa nos EUA. A Lud vai ter que ir em um museu legal sem mim, se não ela perde o dia.
Quero comments desejando melhoras!!!

12.4.06

O Caso do Protesto


Já que nem vindo para Amsterdam conseguimos comments, nada de post!
Só uma foto.

O Caso do Museu

Ontem no final do dia nos arriscamos novamente no vento e na chuva e fomos no museu da Anna Frank. Finalmente entendi como eles conseguiram se esconder durante tantos anos sem ninguém descobrir. Compramos um postal que mostra o esquema do prédio para mostrar para quem quiser entender. A Lud adorou ainda mais a sacolinha do museu que veio junto com o postal.
O museu é super interessante e mostra bem como deve ter sido a vida da familía dela e das outras 4 pessoas que lá se esconderam durante a segunda guerra mundial.
Na volta para o hotel tome mais chuva e vento. Dormimos cedo pois estávamos mortos de sono. Agora vamos para um city tour seguido de um passeio pelos canais principais da cidade de barco. Se der tempo postamos quando voltarmos.

Você sabe que está em Amsterdam quando...

Está numa loja de livros e filmes comprando um dicionário e vê duas loirinhas discutindo calmamente na porta da loja da rua mais movimentada do centro da cidade qual filme pornô vão comprar. Logico que todos os filmes pornôs ficam na entrada na loja em um local de destaque. Nada de ficar escondido em um cantinho escuro da loja.

11.4.06

O Caso do Primeiro Dia


O Caso do Primeiro Dia

A KLM (Linhas Aéreas Reais) prosseguiu ganhando muitos pontos na competição companhia aérea-boazinha: cada assento tem uma telinha individual, com opção de uns 50 filmes, 15 seriados, programas de política e de turismo. E os filmes são bons – só tem lançamentos e clássicos.
O que acabou atrapalhando meu sono, porque fiquei vendo “O Homem do Tempo” e “Memórias de uma Gueixa”, e embora eu desse umas pescadinhas eu acabava acordando, voltando o filme (é, tinha jeito) e continuava assistindo. Para completar, a tripulação passava toda hora oferecendo bebidas e, às quatro da madrugada, até sorvete de Bariloche!
Outra coisa dez é o apoio de cabeça, que tem abas que você pode levantar para apoiar a cabeça dos lados. Então, nada de dormir sentado e acordar assustado com a cabeça caindo!
No final das contas, dormi direto só umas duas horas, mas me diverti tanto durante o vôo que nem registrei (muito) o desconforto de 11 horas dentro de um avião.
Desambarcamos, mostramos nosso passaporte para ser carimbado e pegamos a bagagem rapinho. Nada daquelas neuras de americano de raio-X pra galera, conferência de bagagem e escaneamento do dedinho.
Fomos ao centro de informações turísticas (facílimo de achar, porque eu já tinha pesquisado e anotado onde era no meu caderninho mágico), também conhecido como VVV (iniciais em holandês) e pronunciado fei-fei-fei. Uma moça simpática, embora algo lenta, nos atendeu. Acabando comprando vários ingressos de museu adiantados, city tour, passeio de barco e, mais importante, passagem de van para o hotel. Demos a maior sorte: junto conosco veio uma família de seis que ia ficar hospedada no mesmo hotel, então viemos direto para o NH City Centre!
Que também ganhou pontos de hotel-bonzinho: front desk sorridente e eficiente, mais ovinhos de chocolate para os hóspedes! Pedi tesoura, adaptador de tomada e cartão de internet wireless e me arranjaram tudo na hora (o cartão custou 15 euros, é verdade). Para completar, sabonete e gel de banho deliciosos, com o maior cheiro de tangerina, e um quarto estiloso, embora minúsculo. Com vista para o Singelgracht (o canal Singel, seus analfabetos em holandês!).
Tudo estava caminhando maravilhosamente bem, até o tempo (que estava frio, mas claro), decidir parar de cooperar e começar a chover e ventar de maneira muito irritante. Não nos deixamos deter, é claro, mas conseguimos molhar vários casacos e alguns sapatos.
Passeamos à pé pelo centro todo (o hotel é muitíssimo bem-localizado), comigo me perdendo cada vez mais. Sim, todo mundo sabe que eu não tenho a menor capacidade de me localizar, mas costumo confiar na minha memória visual, que é razoável. Só que em Amsterdam a uniformidade arquitetônica de prédios e canais é assustadora! Então eu sigo o Leo igual a um cachorrinho, com muito cuidado para não me separar dele e nunca mais ser encontrada! – Comentário do Leo – Mais uma vez minha capacidade de localização geográfica se mostra indispensável em viagens. Junto com o poder de comunicação da Lud formamos uma dupla perfeita e imbatível para o Amazing Race.
Almoçamos em um lugar aconchegante e simpático (http://www.de-passage.com/). Demos 15% de gorjeta, o que nos valeu muitos sorrisos e nos deixou extremamente populares. Mas estávamos com muita fome e a comida, tão boa e farta, que achamos que valeu a pena.

10.4.06

O Caso do Vôo

Chegamos em Guarulhos por volta das 08:00 AM. E isso porque o vôo atrasou um pouco porque não tinha teto e ficamos rodando em cima da cidade esperando para ver se ia dar para pousar. Foi legal escutar o comando:"Infelizmente estamos com problemas" - pausa para respirar do piloto. Passageiros já ajoelhando e rezando - "Estamos sem teto por causa de neblina e pode ser que demore para pousar." Não é à toa que a Varig tá falindo.

Temos que esperar apenas até 18:30 para embarcar. O que fazer durante mais de 10 horas no aeroporto? Logicamente se conectar à internet e postar no blog é uma opção. Mas também conversei via msn com meu irmão, mandei e recebi e-mails, verifiquei o tempo em Amsterdam, o status do vôo, a cotação de dólar e euro, baixei um programa de pôquer e joguei pela internet. Enquanto isso a Lud lia um livro intercalado com algumas dormidinhas. Também tomamos café (que para nós foi almoço) e almoçamos (que para nós foi jantar). Sim, já estamos no horário de Amsterdam: cinco horas de diferença, porque lá eles também têm horário de verão.

Outra parte divertida foi procurar Salas Vip para ficar. Achamos uma do American Express e fomos ver o cartaz para ver se podíamos ficar lá. Para nossa surpresa lá estava meu cartão Amex Verde. Depois de 4 horas em cadeiras horríveis a visão de uma sala Vip nos encheu de alegria. Mas, ao tentarmos entrar, fomos gentilmente barrados. Na verdade o cartão do cartaz era preto e não verde! Lógico que no cartaz estava mais para verde do que para preto. Não sei para quem foi mais constrangedor: para nós ou para a moça que teve que nos contar isso.

Mas tivemos bons momentos também: 15 minutos antes do check-in abrir estávamos na fila, felizes por sermos os primeiros. Talvez chegar às 08:00 para um vôo das 18:30 tenha lá suas vantagens. Na fila, lembramos que existia um plano de milhagem - no qual não tínhamos nos cadastrado! Sacamos o notebook e em pé na fila acessamos o site da KLM e resolvemos o problema. Recebemos por e-mail os números e confirmações e um minuto depois o check-in foi aberto. Foi realmente sensacional.

Ah, e a KLM por enquanto está ganhando muitos pontos de Companhia Aérea-Boazinha (alusão à competição de Amor-Bonzinho da Dani e do Marco). Fomos muito bem tratados, remarcaram nossos assentos e ainda nos passaram o número 0800 (para a qual a Lud já ligou) para remarcamos o assentos do vôo de volta. Tudo isso nos tratando pelo primeiro nome e com um sorriso no rosto. Não sei se é por quê éramos os primeiros clientes do dia ou por que eles são assim.

A troca de dólares por euros também foi legal: o corretor da American Express disse que a gente estava fazendo mau negócio, porque primeiro ele compraria os dólares em reais (numa cotação ridícula), e depois usaria os reais para nos vender euros (numa cotação absurda). Então a manha seria trocar o dinheiro na Holanda mesmo.

Estamos achando que ele deu a dica de pura pena de termos sido barrados na sala vip.

Próximo post: Amsterdam.

6.4.06

O Caso das Pessoas

As pessoas sempre acham que o meu nome se escreve com dois Ls (ou melhor, com 3). Assim: Ludmilla. Não entendo porquê. Será que é porque tem o i antes do l, aí as pessoas confundem?

As pessoas sempre acham que estou na faculdade. Tudo bem, eu fiquei 10 anos lá, fazendo dois cursos diferentes, mas pera lá, né? Já faz 3 anos que eu me formei. No segundo curso.

As pessoas sempre acham que eu tenho vinte e poucos anos. Ok, eu não sou alta, e talvez eu tenha muitas calçsa jeans, mas eu vou fazer trinta! Talvez eu precise de um cabelo à la Odete Roittman para me impor.

As pessoas sempre acham que eu sou quietinha e boazinha.

Que bobas.

5.4.06

O Caso dos Cabelos XXXIV

Confesso: ando em conflito com meu cabelo novo. A cor não combina direito com as minhas roupas, e o corte tem uns fiapos do lado direito que me deixam doente. Tentei até escova num salão metido a besta em BH, que me cobrou os olhos da cara, mas foi levantar da cadeira e os fiapos se agitarem.

O jeito que eu encontrei é andar de rabo-de-cavalo de lá pra cá. O que é até legal, mas meio limitante, concordam?

Acho que vou voltar ao salão original, mas nem sei o que o cabeleireiro pode fazer. A solução que me ocorre é cortar os fiapos fora, e aí os cabelos dos lados do rosto, que já estão muito curtos para o meu gosto, vão ficar mais curtos ainda!

A única vantagem que eu vejo no meu novo cabelo é que as fotos da viagem vão ficar diferentes (mesmo casaco preto, mesmo cachecol vermelho, mas o cabelo vai ser amarelo). Fora isso, estou doida para voltar a ser morena como deus me fez.

4.4.06

O Caso do Fuso Horário

A diferença entre o Brasil e a Holanda e a Bélgica é de 4 horas, sendo que lá é mais cedo do que aqui. Isso quer dizer que, quando eu acordar às 7 da manhã lá (horário muito razoável para quem quer aproveitar as férias), vou estar na verdade despertando às 3 da madrugada. Horror total para quem dormir oito horas por noites é o básico simplíssimo. Porque, com a diferença de fuso, as 11 da noite lá vão ser 7 da noite aqui, e nem eu, com meus superpoderes do sono, vou conseguir dormir nesse horário.

Para resolver esse pequeno problema, o Leo teve uma ótima idéia: irmos nos adaptando ao novo fuso horário de uma vez. Começamos ontem, dormindo às 10 da noite e acordando às 6 da manhã. Quinta-feira e sexta-feira devemos dormir às 9 e acordar às 5, e aí vai.

Temos um casamento no sábado que deve avacalhar nossa programação, mas tudo bem: quem sabe eu consigo apagar a tarde inteira e deixar meu fuso horário tão adiantado que quando eu chegar à Europa vou ter é horas sobrando, ao invés de faltando, para dormir?

3.4.06

O Caso do Quarto-Chocolate

Um dos lugares nos quais a gente vai passar na viagem é Brugge, a cidade medieval mais bem-preservada da Europa. Brugge tem dezenas de Bed&Breakfasts charmosos, mas é claro que quando fomos fazer a reserva estavam todos lotados, porque a maioria deles tem um quarto ou dois.

E-mail vai, e-mail vem, e depois de gastar muitas e várias horas na internet, descobri o hotel mais fofolucho de todos: o Alegria Hotel.

Ele tem quartos temáticos, incluindo o Quarto-Chocolate, decorado em tons de caramelo e marrom, com lustre de cristal no teto e vista para as torres da cidade!

Às pessoas que me conhecem, eu pergunto: por acaso eu poderia ficar em algum OUTRO hotel?

31.3.06

O Caso da Cucaracha

Na semana passada vi um capítulo fantástico do programa que junta meninas feiosinhas e tira uma supermodel, o America’s Next Top Model. Todos os dias as garotas participam de desafios, e o último foi totalmente assustador: desfilar para um estilista modernete usando roupas absurdas e, como acessório...

Uma barata gigante com a cabeça coberta de strass coloridos e uma coleirinha no pescoço!

A barata tinha uns sete centímetros, juro. E a coleirinha ficava presa na roupa das meninas, como se a barata fosse um broche.

Uma das concorrentes teve um chilique e teve que ser empurrada para a passarela pelo estilista modernete. Outra botou a barata na manga do vestido e desfilou com o braço lá longe, como se tivesse nojo do próprio braço.

A mais legal de todas foi a menina que entrou na passarela com a barata na mão e, quando chegou na hora da viradinha, deu um beijo na barata!

Ela ganhou o desafio, é claro.

* * *
Aí ontem entrou uma barata imensa lá em casa e eu, para a minha surpresa:

- nem pensei em pregar strass coloridos na cabeça dela;

- pulei para cima do pufe numa reação totalmente mulherzinha;

- emprestei meu chinelinho para o Leo esmagar o bicho e depois fiquei meio com nojo do meu próprio chinelinho.

Então vocês vêem, eu tenho mais em comum com as candidatas a top model do que eu pensava.

30.3.06

O Caso dos Móveis de Escritório

Comprar móveis para mim é sempre uma aventura. Por mais que a gente olhe, meça, compare, vá à loja boa e esteja disposto a pagar caro, o móvel na sua casa é sempre diferente do que você imaginava.

Principalmente quando você só vê o móvel em uma tela de um computador.

Decidimos que precisávamos de uma bancada no escritório e de mais uma estante para os livros. Fomos parar na representante local da Todeschinni, que em teoria é uma boa marca. Mandaram-nos um projetista muito animado, que fez um projetinho lindo no laptop e tentou nos empurrar cadeiras de mil reais (cada!). Sem sucesso, diga-se a propósito.

Pois bem: ontem os móveis foram instalados, e:
- a mesa ficou mais alta do que o combinado e, portanto, se eu quero usá-la confortavelmente preciso de uma almofada na cadeira;
- a idéia era que a bancada fosse uma mesa que pudesse ser colocada em qualquer lugar, mas ela teve que ser aparafusada na parede;
- o projetista feliz nos vendeu 3 mãos francesas para a estante que simplesmente não são necessárias.

Fora isso, estamos felizes.

29.3.06

O Caso da Sobremesa Virtual

Minha irmã Isabela trouxe para mim dos Estados Unidos, entre diversos outros presentes, um dos quais é um calendário de insultos shakespearianos – mas esse merece um post só para si – um gloss da Victoria’s Secret que tem cor de gelatina de morango, cheiro de gelatina de morango e gosto de gelatina de morango.

Sério, é incrível o realismo do negócio. Almocei, escovei os dentes e passei o brilho, e nem preciso de sobremesa.

28.3.06

O Caso dos Comentários

Não tem jeito: mãe nunca está satisfeita. A última da minha é que eu estou “muito magra”. Acrescido de “a sua tia também acha”.

Como a tia em questão é ligeiramente gorducha, vou considerar os comentários como elogio e não esquentar a cabeça.

Até porque, segundo o instrutor da academia, o peso ideal é 49 kg e ainda faltam algumas gramas até lá.

24.3.06

O Caso do Cartão

Compramos uma máquina digital nova, porque a antiguinha não ia dar conta de capturar de maneira adequada os campos de tulipas. Quer dizer, essa foi a razão do Leo: eu queria outra câmera porque estava achando a nossa imensa de gorda.

No fim das contas, quem comprou foi o irmão do Leo, que entende de fotografia, e ele se recusa a comprar outra marca além de Canon e Pentax. Então, a nossa máquina nova não é tão esbelta como eu gostaria, mas já é um progresso em relação à outra, e as fotos que ela produz realmente são boas.

Um pequeno problema com o qual não contávamos é que a nova máquina, que é da mesma marca e apenas 3 anos mais nova do que a antiga, usa um cartão de memória diferente! Resultado: não vamos poder usar nosso cartão bonito e gordo. E temos que comprar outro urgentemente, porque o que veio com a câmera dá para tirar umas cinco fotos!

No free shop do Brasil o cartão de memória está absurdo de caro (tipo 200 dólares). No free shop da Holanda ele custa baratinho (tipo 200 reais), só que a gente só pode passar lá na volta!
Conclusão óbvia: se o cartão de memória custa tão barato no free shop, ele deve custar um preço razoável no país. E toca a procurar na internet uma loja em Amsterdam que venda os tais cartões.

Desafio qualquer um a localizar uma loja dessas em menos de 2 horas. Acontece que os sites todos são todos em holandês, meu amigo! Uma língua tão difícil que os guias de viagem dizem que mesmo aprender “eu não falo holandês” em holandês é impossível! Então, mesmo quando você joga umas palavrinhas-chave no google com ajuda de um tradutor inglês-holandês, você termina caindo em sites escritos em... grego!

Já nem sei mais como achei o site que eu achei, mas eu achei. Não entendi nada, só as figuras e os números. Vocês não imaginam como é agradável sentir-se analfabeta de novo! É uma volta à infância, sem ter que pagar a conta da regressão.

O único problema é que não há um endereço óbvio no site (alguma coisa “straat”, ou alguma coisa “plein”), então não sei se ele existe como loja não-virtual. Mandei um e-mail perguntativo em inglês e eles responderam rapidinho... em holandês.

Assim não dá!

21.3.06

O Caso das Cores

Estou precisando de botas pretas para viajar, já que meu casaco de viagem é preto e minha bolsa de viagem também. Só que joguei as minhas botas pretas confortáveis fora (ela estava além da esperança de recuperação) e no momento as que tenho são de salto alto e bico fino, além de serem número 34 (que eu comprei por pura teimosia, porque ia viajar no dia seguinte e precisava delas. E também, claro, porque elas estavam em promoção).
Enfim. Possuo dois pares de botas com as quais é possível andar mais de duzentos metros sem querer jogar os pés fora, só que as duas são marrons. Até tentei adquirir botas novas e pretas, mas os lançamentos de inverno não chegaram às lojas ainda e vai ser impossível amaciá-las em tão pouco tempo.
Aí tive uma das minhas idéias brilhantes: engraxar uma das minhas botas marrons com graxa preta! Sim, porque um dos meus talentos ocultos é engraxar coisas. Se eu não fosse advogada e jornalista, eu seria uma ótima engraxate.
E o pior é que funcionou. As botas eram cor de chocolate, e ficaram cor de café expresso. Mais uma engraxadinha e elas chegarão ao tom ideal.
Principalmente a bota esquerda, que ficou ligeiramente mais marrom do que a outra.

17.3.06

O Caso das Chaves

Meu molho de chaves era assustador: parecia um monstro marinho, cheio de tentáculos. Ele começou modesto, com as chaves da porta da frente, de trás e a tetrachave da minha antiga casa (que hoje é casa dos meus, mas que eu ainda chamo de minha, de vez em quando). A elas se juntaram a chave da portaria, da porta da frente, da porta de trás e as tetrachaves correspodentes da minha nova casa. Aí veio a chave da porta da sala no serviço e da gaveteiro. E logo depois a chave da famosa gaveta trancada. E as chaves da casa da minha irmã.

O mais legal é que, para eu conseguir diferenciá-las, eu colocava cada uma dessas coleções em uma argola diferente, ou, quando faltava argola, num clipe de papel mesmo. O negócio ficou tão feio que, se eu fosse parar numa ilha deserta só com minha bolsa e a missão de recriar a sociedade, o suprimento de metal já estava garantido. Isso, é claro, se esse peso todo não me puxasse para o fundo do mar enquanto eu estivesse tentando nadar até a tal ilha deserta.

Para completar o retrato de perfeição estética, todas as chaves estavam acopladas a um chaveiro imenso da Disney que tem o Pateta, o Mickey, a Minnie e o Donald se equilibrando uns em cima dos outros. A Minnie perdeu o braço e a mão há tempos, mas isso é quase imperceptível: pior é o fato de que todos os personagens estavam meio encardidos.

Mas aí veio em minha salvação o presente mais legal que eu ganhei no fim-do-ano: um chaveiro inteligente! Ele é um quadradinho metálico com várias argolinhas. Você pode dividir suas chaves da maneira que quiser entre as argolinhas e, melhor de tudo, você tira e põe as argolinhas a seu bel-prazer no chaveiro apertando um botãozinho! Ou seja: hoje em dia eu carrego comigo só as chaves estritamente necessárias. As outras todas ficam nas suas argolinhas, guardadas dentro da famosa gaveta trancada. Todas as outras, menos a da gaveta trancada, é claro.

16.3.06

O Caso do Cabelo Novo

Sim, fui ao salão, mas não vou contar nada, para ser surpresa. Só adianto que a conta foi ainda maior do que a da outra vez, mas dessa vez eu nem vou choramingar, porque eu estava preparada (e também porque paguei com um cheque do Leo).

O que não quer dizer nada, porque somos uma única entidade financeira. Mas enfim. O legal é que o Leo também foi cortar o cabelo (em outro lugar), e a conta dele deu um décimo da minha. Se somarmos as duas e dividirmos por dois dá uma média ótima de gastos capilares.

15.3.06

O Caso dos 30

Hoje começam os eventos comemorativos do meu grande aniversário de 30 anos. Vocês já conhecem a minha teoria a respeito da obscura e profunda ligação entre o dia do mês em que você nasce e o aniversário correspondente àquele mês. Sim, eu sei que não tem pé nem cabeça, mas admitam: é legal fazer 30 anos no dia 30 de abril.

Os eventos comemorativos vão ser vários, mas de qualquer maneira incluirão uma viagem boa e, espero mas ainda nem comecei a pensar em planejar, uma festinha com os amigos (30 amigos! 30 amigos!).

Hoje eu vou ao salão de beleza mais metido a besta da cidade (com preços comparáveis aos de Belo Horizonte!) providenciar o cabelo especial de aniversário. Sim, com essa antecedência toda, porque antes do meu aniversário eu vou viajar, e tenho um casamento chique neste fim-de-semana, então vou unir o útil ao agradável.

Só espero que a tendência temática não vá longe demais e que o cabelo especial de aniversário não termine sendo um corte moicano com 30 fios de cabelo.

14.3.06

O Caso das Águas de Março

Deu vazamento no apartamento de cima, e o resultado é que o banheiro do quarto conversível e a janela do quarto conversível (que seria o de empregada, mas a gente não tem empregada, então ele é o meu quarto de estudos, que serve para empilhar livros – e os estudos, nada) estão encharcados. Até aí tudo bem, se não fosse o fato de que tem sanca de gesso em todos os lugares da casa – inclusive no quarto conversível e no banheiro do quarto conversível – e a água não só está fazendo focos de mofo como também ameaçando derreter o gesso. O mais legal é que o vazamento é no aquecedor solar do apartamento de cima, então a água invasora é quente, o que aumenta seu poder destruidor. Um pedacinho do reboco já caiu.

Mais legal ainda é que no quarto de hóspedes a água quente fez uma imensa bolha na pintura. É uma bolha mesmo, cheia de água, da largura dos meus braços abertos. E eu não tenho a menor idéia de como lidar com ela.

Ontem o vazamento atingiu uma parede da cozinha e uns quatro azulejos começaram a estufar.

Agora legal, legal mesmo, é que o apartamento é alugado e eu não estou nem aí.

3.3.06

O Caso das Ocupações

Eu e o Leo andamos muito ocupados ultimamente: a gente trabalha, faz hora-extra (ele), faz pós-graduação (eu), nada no clube (todo dia) e encomenda móveis. Nas horas vagas, a gente pesquisa viagens, investiga pacotes, escolhe passagens, seleciona hotéis, analisa cidades, descobre rotas de carro internacionais (ele) e reaprende francês (eu).

Estamos precisando de férias para nos recuperarmos do planejamento das férias.

2.3.06

O Caso do Carnaval

Meu carnaval foi ótimo: redescobri que eu sei nadar! É que eu fiz uns seis meses de natação quando eu tinha uns doze anos, mas desde então a piscina só serve para propósitos refrescatórios. (É verdade que há uns meses o Leo estava me ensinando a dar cambalhotas debaixo d’água, mas eu ficava tão enjoada que desisti.)

Também redescobri que nadar é muito bom. É como voar, com a diferença que você tem que levantar a cabeça para respirar.

E aí jaz o motivo pelo qual eu tinha me esquecido que sabia nadar: é impossível tirar a cabeça d’água para respirar com todo aquele cabelo molhado no rosto. Então eu tinha me convencido que não tinha mais a manha.

Mas no carnaval, armada de um maiô que não sai do lugar como os biquínis bonitinhos mas ordinários, e de uma faixa de cabelos para mantê-los fora da jogada, dei-me conta que ainda sei nadar.

Não muito bem, e minhas pernas ficam doendo depois, mas não importa. Estou trabalhando nisso.

23.2.06

O Caso da Arrumação


Ontem tive um ataque de organização e finalmente dei um jeito no quarto de estudo, local da casa que servia para empilhar livros (estudo que é bom, nada). Deixei a mesa limpa, guardando todos os livros na estante. Mas antes disso tive que desocupar a estante. Acho que joguei uns dez quilos de papel fora.

Eu sou muito apegada às coisas. A estante estava cheia de bizarrices inúteis, como uma apostila de Page Maker que serviu para eu passar em uma seleção de estágio no Departamento de Ciência Política da UFMG, quatro pastas de papéis utilizados no programa universitário da Disney, dois bloquinhos do estágio na editora Abril, vários cadernos do primeiro grau com anotações aleatórias...

Me livrei de tudo. Menos das pastas da Disney (fofinhas!) e dos cadernos do primeiro grau.

22.2.06

O Caso da Casa

Uma amiga comentou que está querendo se mudar do apartamento para uma casa, e eu e o Leo nos empolgamos também (o Leo principalmente por causa da possibilidade de ter um cachorro). Passeamos de carro na região próxima ao nosso prédio e descobrimos uma casinha linda, vermelha, com muita madeira e detalhes fofos, como uma bay-window na parte da frente.

Lá fomos nós visitar a casa, bem animados apesar do aluguel extorsivo. Porque se a gente gostasse, quem sabe dava para negociar?

Mas a casinha linda era na verdade um elefante branco. Quatro quartos, cinco salas, mezzanino, muitos banheiros. Dois dos quais não foram finalizados – estão na alvenaria! Não há divisão entre as salas no andar de baixo, e na frente dos quartos do andar de cima ficam duas salas bobas, totalmente abertas. Resultado: além da falta de privacidade, não há quantidade de móveis que dê conta de encher a tal casa!

Nem os moradores atuais conseguiram. Então, além de meio inacabada, a casa está toda meio vazia.

O que nos fez voltarmos para nosso apartamento, que é funcional, bem-dividido, com móveis e banheiros, felizes da vida.

21.2.06

O Caso dos Esquecimentos

Ando muito esquecidinha ultimamente. Primeiro eu perdi um molho de chaves da casa – justamente o da minha irmã, com o chaveiro do Boca RRRRRúniors – e passei o fim-de-semana revirando a casa e quebrando a cabeça imaginando onde eu podia ter deixado. No final, tudo deu certo: estava em cima da minha mesa no serviço.

Isso foi ontem. Hoje eu não consegui achar meu celular na hora de sair de casa. Até voltei no apartamento para procurar e nada.

Fiquei pensando se os celulares do plano empresa do Leo são amaldiçoados ou sublimam sozinhos depois de um tempo, porque o primeiro celular, igualzinho a esse, também sumiu (ou caiu na rua, ou foi furtado. Não se sabe).

Enfim. Cheguei no trabalho e lá estava o celular sumido, em cima da mesa. Conclusão: minha mesa tem um campo magnético que atrai serviço e pequenos objetos.

20.2.06

O Caso dos Casinhos

- a parte de cima do meu piercing desatarraxou sozinha e caiu no mundo. Só fui descobrir na hora do banho. No dia seguinte, sexta-feira, achei a danada no serviço. Depois de deixá-la horas desinfetando, tentei colocar o piercing de volta no domingo. Acreditam que o buraco já tinha começado a fechar? 2 dias e meio sem piercing e o buraco já tinha começado a fechar! Resultado: não consegui colocar o piercing, e agora estou procurando um profissional do assunto que fure meu umbigo de novo. Agora, enquanto ele está semi-aberto. Se fechar tudo eu perco a coragem.

- ontem vi uma maratona de Grey’s Anatomy e achei ótimo. Dei conta da primeira temporada quase toda, que é pequenininha. Só espero que a segunda temporada não seja ridícula e enrolona como a de Lost, um seriado que começou maravilhosamente bem e depois perdeu o rumo, a noção, e as cenas do Sawyer sem camisa.

- terminei as 10 sessões de fisioterapia e tomei o remédio anti-inflamatório de 30 reais, mas meu braço ainda não está bom. Na verdade, acho que está pior do que antes. E a minha coluna começou a doer. Vocês vêem que nem sempre ir ao médico é um bom negócio.

- não vamos viajar no Carnaval porque o Leo tem plantão, mas a gente nunca viaja mesmo, porque não gostamos de lugares lotados, nem de música baiana, nem de hotéis que enfiam a faca com gosto nas diárias de feriado. Mas vai ser bom, porque vou ter a segunda temporada de Grey’s Anatomy e três livros jurídicos novinhos e cheirosos.

17.2.06

O Caso do Materialismo Histórico

Percebi que os posts andam muito materialistas. Mas não é culpa minha: é culpa da eterna natureza humana. Quanto mais se tem, mais se quer. E para ter mais é necessário mais dinheiro. E para conseguir mais dinheiro é preciso fazer uns bicos por fora ou estudar para passar em outro concurso, o que em suma quer dizer que se trabalha mais e se diverte menos. Ou seja, em teoria você passa a ter mais grana, mais muito menos tempo para aproveitar.

Vocês vêem que a filosofia hippie tinha lá seus méritos.

16.2.06

O Caso dos Descontos

As maravilhosas promoções de Fabri estão acabando comigo (ou com minha conta-corrente, mais exatamente). Na terça-feira caí numa loja afastada de deus, com vestidos de festa nada de mais custando 400 reais, e quase saí correndo, mas aí me mostraram o bazar com a coleção de inverno e descontos de até 70 por cento!

Revirei tudo, e confesso que havia muita coisa feia, mas salvei um sobretudo jeans da Alphorria clássico e lindo custando apenas 40% do preço original!

Não deu para resistir. O dinheiro já tinha acabado com a compra da blusinha milionária, porque assim que eu recebo eu aplico tudo e só deixo poucos dinheiros na conta, mas o povo bonzinho da loja deixou eu dar um cheque para o começo do mês que vem.

Coisa que eu nunca fiz. Minha filosofia é: se você não tem dinheiro para comprar à vista, então você não tem dinheiro para comprar.

Mas o sobretudo era tão lindo que eu decidi ignorar minha própria filosofia e fazer o cheque.

14.2.06

O Caso da Escolha a Contragosto

Como eu fico toda cheia de dedos de levar o leoPod (é um iPod que só o Leo pode usar, a Lud não pode não) para a academia, resolvi arrumar um tocador de MP3 modesto e bobinho que sirva para essas funções menos nobres. Aí o Leo descobriu um que se chama Wolverine, é umas 4 vezes mais barato que o leoPod, cabe 600 músicas e é também gravador. Não passa filme nem foto, mas com esse preço, o que é que vocês queriam?

O problema é que, lendo as minhas revistas americanas, descobri o MP3 player mais fofinho do mundo: o Sony Bean. Ele tem formato de feijão, cor rosa algodão-doce, custa o dobro do preço do Wolverine e faz metade das coisas. Mas é tããão lindo!

Como eu estou numa fase menos pão-dura de minha vida, pensei em trocar o Wolvie (é, eu já estou íntima) pelo Bean. Só que o gravador do Wolvie vai ser uma mão na roda nas aulas de pós-graduação. Gravo tudo e escuto os arquivos depois, até eles serem totalmente dowloadados na minha memória.

Resumo da ópera: a utilidade triunfou sobre a beleza. Mas, depois do próximo concurso que eu passar, compro 4 Sony Beans. Um de cada cor!

13.2.06

O Caso da Blusinha Milionária

Todo mundo sabe que eu sou supereconômica, né? Pois bem. Nesse fim-de-semana, entrei em uma loja chique e cara do shopping (só porque ela estava em megapromoção, claro) e inocentemente perguntei para o moço mais perto quais eram os preços. Porque vocês acham que a loja chique e cara escreve os descontos nas etiquetas das roupas? Não, meus amigos, não! Eles grudam em todas as etiquetas das roupas papeizinhos coloridos, e cada cor significa um preço diferente.

Então. O moço me respondeu que os papeizinhos coloridos queriam dizer 3 parcelas de 10 reais, 3 de 15, 3 de 20 e 3 de 25. 75 reais a peça mais cara? Razoável, penso eu com meus botões. Meio fora da minha faixa de aquisições, mas ainda assim dava para encarar. Afinal, era uma loja chique e cara com roupas de marca.

E lá fui eu alegremente passeando pela loja lotada, com as pessoas se acotovelando atrás das melhores peças com 50% de desconto. Escolhi umas blusinhas, experimentei, não achei a mais bonita de todas do meu tamanho, e para me consolar resolvi levar outras duas, que eu acreditava custarem 60 reais (cada – vocês vêem que eu estava valente). Uma delas era uma batinha turquesa linda, com um acabamento de tira bordada, bem boa para trabalhar.

Qual não foi minha surpresa, meu desapontamento e meu desconsolo quando descobri que a tal batinha – muito boa para trabalhar – custava 120 reais! Fiquei sem fala e sem reação. E nisso o moço catou o cartão pendente dos meus dedos trêmulos e vapt-vupt, era uma vez.

Saí da loja em estado de choque. Pelo menos a outra blusa custava realmente 60 reais.

Eu nem ia confessar para o Leo a minha extravagância, mas como ele faz o controle de todas as nossas despesas em uma bonita planilha, ele ia acabar descobrindo mesmo. Então contei. Resultado: ele se divertindo a valer com pérolas do tipo “essa blusa deve ser bordada a ouro, né?” e “ainda bem que eu comprei bastante comida hoje, porque se você continuar desse jeito vamos passar fome, hein?”, entre risadinhas.

10.2.06

O Caso do Dan Brown II

Ontem eu li “Fortaleza Digital”. Conclusão: quando o Dan Brown resolveu se tornar um escritor, foi porque tinha caído nas mãos dele o “Grande Guia Para Escrever Best-Sellers De Qualidade Literária Duvidosa”, e ele segue a receitinha sem mudar uma vírgula.

Se você também quer se tornar um autor milionário, aí vai o “Grande Guia Para Escrever Best-Sellers De Qualidade Literária Duvidosa”:

- inicie o livro com uma cena empolgante, i.e., uma morte terrível e misteriosa;

- crie um personagem principal com credenciais de inteligência (professor universitário, por exemplo), mas burro o suficiente para que o americano médio se identifique com ele (ele não pode saber o que é NSA ou CERN);

- faça outro personagem de sexo oposto ao principal, para que um romance tosco e constrangedor se desenvolva;

- use um assunto empolgante como pano de fundo (criptografia, arte, vida extraterrestre), mas de maneira superficial e pouco esclarecedora. Distorça os fatos para eles se adequarem à sua narrativa;

- tempere o livro com reviravoltas, mas vá deixando pistas gritantes por toda narrativa, de maneira que qualquer leitor moderadamente inteligente já sabe o que vai acontecer com cinco páginas de antecedência.

8.2.06

O Caso dos Descontos

Uma das coisas que eu gosto aqui da região é que, quando as lojas fazem liqüidação, elas fazem liqüidação para valer. 50% de desconto, gente! Os preços caem pela metade!

Sim, eu sei que existe um inconveniente em liqüidações: as peças são sempre da estação passada. Mas como aqui em Fabri só tem uma estação, o verão, isso não é problema!

4.2.06

O Caso da Pós

Acho que concurso vicia mesmo. Ou pelo menos vicia pessoas como eu, que não usam drogas pesadas (a não ser que se considere que o meu livro atualizado de civil, que tem quase mil páginas e é uma droga, seja uma delas).

Pois é. Depois da pancada na prova de Auditor da Receita Federal (se eu tivesse feito para o Rio de Janeiro e feito mais um mísero ponto em Contabilidade, eu passava! Eu passava!), resolvi encarar e levar essa porcaria a sério. Porque depois que você passa em um concurso você fica mal-acostumado e quer passar em todos! E como passei no de TRF há 2 anos (atenção: é cargo de nível SUPERIOR, viram? Tem uma lei tramitando no Senado que deve mudar o nome de técnico para analista da receita federal, aí as pessoas vão me respeitar mais) já estou precisando de outra dose de adrenalina de aprovação.

Com isso em mente, hoje acordei às 6 da manhã e me abalei até um cursinho em Ipatinga para assistir a duas primeiras aulas diferentes. É um curso de ensino a distância, o que quer dizer que você fica vendo os professores no telão, mas tudo bem. Pelo menos a aula não fica sendo interrompida por aqueles alunos malas!

As aulas foram surpreendentemente boas. E eu descobri que, se fizer o extensivo de Direito do Trabalho que dura um ano, posso pagar uns reais a mais, fazer uns fichamentos, umas provas, uma monografia, e aí o curso vira uma especialização!

O que é uma coisa fantástica. Primeiro porque pós-graduação, mesmo lato sensu, dá uns pontinhos na prova de título de concurso. E segundo porque, quando você faz cursinho e não passa logo no primeiro concurso, fica arrasado, achando que jogou fora todas aquelas horas de estudo etc etc. Nesse caso, não vou sentir que disperdicei todas aquelas horas de estudo : terei um canudo para me consolar!

Nossa, isso soou meio pornográfico.

3.2.06

O Caso da Bolha Gigante

Ontem saí correndo de casa para trabalhar e caí na besteira de colocar aquele sapato bonitinho mas ordinário do qual já reclamei aqui. Resultado: 10 minutos de caminhada e ganhei um tendão de Aquiles parte carne viva, parte bolhas decorativas. Duas são pequenas, mas a mais à esquerda, que ficou mais submetida à costura do sapato, é gigantesca. Do tamanho de uma unha da mão, juro.

O que me salvou é que eu vim com minha sacolinha de apetrechos para fisioterapia e nela tinha um par de chinelinhos.

31.1.06

O Caso das Coisas Difíceis

Coisas que eu acho difíceis, mas faço mesmo assim:
- Acordar cedo, mesmo dormindo cedo;
- Encarar a comida do Pizzarita dia sim, dia sim;

Coisas que eu acho difíceis e que faço quando dá:
- Ir na academia religiosamente;
- Estudar depois de ter trabalhado o dia todo;

Coisas que eu acho difíceis e não faço:
- Tirar o carro da garagem;
- Largar o chocolate!

30.1.06

O Caso das Vitaminas

Todas as revistas femininas que eu leio mandam que a gente, além de ter uma alimentação saudável, tome um multivitamínico para garantir. Como a minha alimentação já não é das melhores, cheguei à conclusão que era uma boa idéia.

Aproveitamos a viagem e compramos um vidro gigante de vitaminas (500 comprimidos!) por 21 dólares. Ele é igualzinho ao Centrum, só que a marca é da loja, a Vitamin World. E como eu tinha investigado com antecedência, fui lá bem no dia da promoção “compre 1, leve 2”. Isso quer dizer que eu e o Leo somos os felizes proprietários de mil cápsulas multivitamínicas.

Começamos no dia 4 de janeiro, e por enquanto eu acho que está fazendo efeito, porque eu estou bem-disposta e animada.

Ou são as vitaminas ou são as duas semanas de férias. Isso saberemos após dois ou três meses de trabalho exaustivo.

27.1.06

O Caso da Fisio II

Ontem fiz exercícios dentro da piscina. A água estava fervendo! De ter que botar metade do corpo para fora entre as séries de exercícios para dar uma refrescadinha.

É que aqui faz um calor danado, um sol danado e a piscina é pequenininha. E aposto que eles trocam a água tipo de mês em mês.

Mais quente que a piscininha, só a ducha que fica do lado dela.

* Adjunto aleatório:

Ontem à noite eu abri um pacote de manteiga novo e coloquei na manteigueira. Ela ficou fora da geladeira, e hoje de manhã, quando fui espiar, ela havia colapsado sobre si mesmo.

Agora eu entendo como é que baleias encalhadas podem morrer sufocadas pelo próprio peso.

26.1.06

O Caso da Fisio

Acho que todas as pessoas mais próximas, inclusive o Leo quando quebrou a perna em dois lugares no dia do aniversário de 15 anos dele, já fizeram fisioterapia. Já eu nunca tinha passado por essa interessante experiência até ontem.

Foi ótimo. Primeiro a fisioterapeuta colocou uns eletrodos no meu ombro e me deu altos choquinhos gostosos por 20 minutos, para relaxar a musculatura. Depois passou uma maquininha de ultrassom, para desinflamar. Aí eu fiz uns alongamentos bestas, tomei mais choquinhos legais, e fui liberada.

Estou toda animada porque hoje vou fazer exercícios na piscina. E também vi por lá aquelas bolas gigantes legais.

Outra coisa boa é que são só 10 sessões, e o ortopedista disse que eu podia fazer todo dia, então em duas semanas vou estar liberada!

25.1.06

O Caso dos Dez Mais (e Menos)

Top Ten da Viagem:
1) Soaring (o brinquedo no qual a gente voa);
2) Phillarmagic (filme 3D com o Donald e muitos efeitos especiais);
3) Osborne Family Spectacle of Lights (5 milhões de luzes colocados na NY cenográfica da MGM);
4) show do Rei Leão;
5) fogos de Ano-Novo no Epcot;
6) upgrade do carro;
7) geladeira de graça;
8) sorvete de English Toffee (que é um caramelo meio salgadinho. Bizarro, mas bom!);
9) Kahlua Mudslide do TGI’s Friday (acaba de cair a ficha:TGI’s Friday significa Thank God it’s Friday!);
10) ótimas compras a ótimos preços!

Top Menos Ten da Viagem:
1) agente de viagens do demo (que fez com que todo processo de escolher e adquirir a viagem se transformasse em uma longa e dolorosa novela mexicana);
2) avião 767 sem rádio e sem filme;
3) lugares absurdos em que a agente de viagens satânica nos colocou nos vôos, provavelmente por vingança (volta e meia tinha um caixote metálico debaixo do assento da frente e eu ou o Leo não conseguíamos esticar a perna);
4) atrasos nos vôos da American Airlines (sendo que um deles foi de 4 horas);
5) hotel errado reservado pela agente de viagens demoníaca;
6) quantidade absurda de gente no Epcot no Ano-Novo;
7) fato de que os hóspedes do hotel aparentemente nunca saíam dele, porque, não importava a hora em que a gente chegasse ou saísse, o estacionamento estava sempre cheio;
8) menos compras do que devíamos;
9) menos fotos do que gostaríamos;
10) férias terem acabado!

24.1.06

O Caso do Ombro

Vai completar uns três meses que meu ombro direito está me incomodando, principalmente quando eu durmo em cima dele. A princípio, achei que fosse o tênis ou a academia, mas larguei todos eles em novembro passado e o danado continuou doendo. Nem uma viagem à Disney para distrair o pobrezinho resolveu.

Cansei de doer e fui a um médico. Por coincidência, o consultório é do lado de casa, no mesmo prédio do dermatologista. Ele também atrasou um bocado, igual ao derma, mas eu fico tão feliz que ir no médico a pé que nem liguei. Fiquei lendo umas revistas Caras velhas e me maravilhando com a quantidade de namoros/noivados/casamentos de celebridade que foram pelo ralo.

Resumo da ópera: tenho um início de tendinite que deve ser tratado com um remédio anti-inflamatório e dez sessões de fisioterapia. Aí já viu a preguiça, né? E também não estou a fim de tomar o remédio, porque é uma única caixa que vem com quatro comprimidos, o que geralmente significa que é uma bomba de medicamento.

Minha esperança é que o ombro melhore sozinho, mas por enquanto ele não está dando o menor sinal de que isso vai acontecer.

23.1.06

O Caso das Sandálias

Bem que eu tentei ceder à moda e comprar uma sandália rasteirinha. Fui em várias lojas e experimentei vários modelos. Só que não tem jeito: rasteira é para quem é alta e/ou tem perna fina. De preferência os dois. Os simples mortais, como eu, ficam parecendo participantes da Turma da Mônica.

Outra coisa que eu já desisti de usar são os tais vestido hippie. Já tive dois, um colorido e outro vermelho, lindos, longos, fresquinhos, confortáveis, o diabo, mas eles sempre me deixavam parecendo personagens do Maurício de Souza.

Larguei mão. Se bem que eu devia experimentar o vestido hippie com a sandália baixa. Quem sabe o poder de um não neutralizava o do outro?

Enfim. No final, consegui chegar ao meio-termo razoável: sandálias de salto, mas bem baixinho. Elas são quase rasteiras, mas os dois centímetros de elevação me deixam um pouco mais longe das calçadas de Fabriciano, e um pouco mais altinha. E parecendo menos o Cebolinha!

A outra coisa boa é que eu vi a minha sandália no site da revista Estilo, então quer dizer que eu estou na moda!!!

19.1.06

O Caso da Carreira

Hoje, enquanto eu esperava alguém chegar para a abrir a minha sala – já que eu esqueci todas as minhas chaves em BH -, tive um momento de iluminação.

O que é que eu estava pensando quando me formei em Direito E Comunicação? Dois cursos de Humanas?

Eu nem gosto tanto assim de pessoas. Acho que elas são ambientes muito complexos de reações imprevisíveis. Eu gosto é de ordem no caos e padrões lindamente ordenados.

Cara, eu quero ser cientista.

18.1.06

O Caso do Dan Brown

No ano passado, ganhei O Código Da Vinci e li bufando e revirando os olhos. Achei os enigmas ridículos e todos copiados de O Pêndulo de Foucault (Umberto Eco) e O Último Teorema de Fermat (Simon Singh). Já sabia o que ia acontecer a capítulos de distância. E fiquei danada com o final, porque tudo fica na mesma.

Pois bem. Na viagem, comprei Angels & Demons no WalMart para distrair o Leo enquanto eu fazia compras. É o primeiro livro com o protagonista d’O Código Da Vinci. Eu li depois que a gente chegou, e não é que achei bom?

É verdade que eu prometi ao Leo que não ia bufar em parte alguma, mas não teve jeito de evitar no começo do livro. O personagem principal é professor de simbologia em Harvard (ou Hahvahd, com o sotaque bostoniano apropriado, como eu li numa camiseta na viagem) e não sabe as coisas mais ridículas, como o que é um acelerador de partículas. Mas depois o negócio engrena e a coisa fica interessante.

Um dos fatos que me agradaram no livro é que ele fala de um tanto de coisas que eu não sabia (gosto de leituras que instruem e divertem). Outra é que adivinhei quem era o vilão secreto antes de chegar na metade da história. Não é óbvio, não: é que eu gosto de identificar padrões narrativos e o padrão narrativo do Dan Brown apontava para esse personagem como uma lanterna acesa num brinquedo no escuro da Disney.

Ontem comecei a ler Ponto de Impacto, do mesmo autor, que o Leo ganhou de Natal. Não tem nada a ver com símbolos, nem com o personagem principal dos outros dois livros. E é bem legal. Principalmente porque eu também já desconfiava o que ia acontecer. Estou no meio do livro, mas algumas revelações já foram feitas e eu estava certíssima.

Estou achando que eu leio os livros do Dan Brown não para saber o que acontece no final, mas para confirmar o que eu já sabia.

17.1.06

O Caso dos Casos

O Caso das Compras da Viagem
Eu e o Leo estamos achando que, se a gente pegar as compras que a gente fez, comparar com os preços das coisas aqui no Brasil e somar a diferença, já pagamos a viagem. Só o meu Nike Shox vermelho-sangue custou 49 dólares e aqui um similar sai por mais de 500 reais.
O problema desse raciocínio é que eu jamais compraria as coisas que eu comprei na viagem aqui no Brasil, devido aos preços extorsivos.

O Caso da Faxineira
Temos uma faxineira realmente ótima que é possuidora de um senso estético incomum. Ela combina a roupa de cama com a colcha, rearruma gavetas e ainda guarda a roupa passada no armário.
Mas ontem a moça exagerou: ela trocou as fotos que estavam nos porta-retratos! Para fazer isso, ela obviamente teve que procurar um álbum com as NOSSAS fotos, folheá-lo, escolher as que ELA achava bonitas e substituir pelas que já estavam enfeitando a casa.
É assustador ou não é?

O Caso da Roupa de Ginástica
Ontem fui à academia com a roupa mais fofa de todas: uma calça roxa com três listrinhas rosas do lado e um top de um lilás parecido com o rosa das listrinhas, mas possuidor de uma pequena porcentagem de azul para dar contraste.
A calça é de um material metido a besta chamado “Clima Cool”, que em teoria deixa as pessoas fresquinhas quando fazem ginástica. E é claro que estava horrivelmente barata, ou eu jamais teria comprado uma calça roxa (tudo bem que é tão escuro que é quase preto) com listrinhas rosas.
Só que a diaba da calça “Clima Cool” não deu conta no clima infernal de Fabriciano. Antes de sair para a ginástica eu já estava sentindo calor. E na academia mesmo eu quase derreti.
Ou será que a culpa é do top?

16.1.06

O Caso da Reclamação

Os leitores deste blogue estão muito insolentes: reclamam que o último post só teve dois brinquedos, que isso, que aquilo...

Pois bem: revoltei! Agora falo da viagem em posts intermitentes. Tipo quando eu não tiver pauta. Então segue...

O Caso das Anulações

Saíram as correções e anulações do concurso e eu fiquei muito mais feliz. Fiz muito mais pontos e teria passado em outras regiões (não na minha) se não fosse por uma questãozinha de Contabilidade Geral. Eles anularam uma questão e mudaram um gabarito nessa prova e ainda assim não ganhei o ponto que eu precisava. Poxa, eu tinha errado tantas questões - não dava pra correção ser de uma delas, não?

Por um momento, enquanto eu fazia os acertos, tive até umas palpitações de esperança, mas elas pouco.

Mas não tem nada não. Agora vou estudar para Advogado-Geral da União, que acho que ganha até mais. A prova é a menos de 2 meses, mas vou estudando daqui, estudando dali, e uma hora eu passo.

13.1.06

O Caso da Viagem – Dia 02

Acordamos cedíssimo e nos mandamos para o Epcot. Gastei horas de minha vida fazendo uma programação dos melhores dias para ir a cada parque, baseada na freqüência histórica, nos dias de semana tradicionalmente preferidos pelo público e horas-extras mágicas, que são só para quem está em hotel da Disney. Então, no dia 27 a manha era ir no Epcot, o parque da parte do futuro e dos países.

Devido à excelente programação, encontramos o Epcot não tão cheio quanto esperado (afinal, era a semana entre Natal e Ano-Novo). Mas confesso que chegar na hora da abertura também ajudou.

Corremos para dentro do parque e demos de cara com a bolota gigante. Todos os meus planos de pegar um fastpass para uma atração concorrida e ir em outra foram pelos ares e corri para dentro da bolota aos pulinhos.

Confesso: é um brinquedo chatíssimo. “A evolução da comunicação através dos tempos” só interessa a jornalistas como eu, e mesmo assim lá pelo meio eu estava arrancando os cabelos. O carrinho é lento, não tem emoção nenhuma, e as cenas montadas com bonecos estão meio ultrapassadas. Ainda assim, o final, quando você cai em uma sala imensa imitando o céu estrelado, valeu os 10 minutinhos que gastamos.

Dali fomos correndo para o Soaring, que é o brinquedo novo do Epcot. A idéia é voar pelos céus da Califórnia como se você estivesse em uma asa-delta. Só pode ser bom, certo?

Não é bom, é ótimo. Você se senta em uma fila de cadeirinhas, ela sobe a uns 2 metros do chão (essa parte me deu medinho, admito) e você é posicionado praticamente dentro de uma tela imensa e côncava no qual são projetadas imagens da Califórnia. A cadeirinha se movimenta e sopra um ventão no seu rosto, e a sensação é realmente que você está voando (eu sei do que estou falando: já sonhei que eu estava voando vááárias vezes)! Além disso, quando você passa por um laranjal sente cheiro de laranja; sobre uma floresta de pinheiro, de pinho, e aí vai!

12.1.06

O Caso da Viagem – Dia 01

26 de dezembro, 2ª feira. Acordamos no dia depois do natal cedíssimo. Afinal, eu ainda tinha que fechar as malas, lavar o cabelo (para viajar bonitinha. Coisas de Lud) e o Leo queria passar na casa dele.
A parte das malas foi fácil porque, conforme prometido, eu fui superbásica e levei só meia-dúzia de roupinhas. Difícil foi recusar as mil ofertas da minha mãe, que queria que eu levasse itens como cachecóis verdes e vermelhos ou casacos de pele.
No final das contas, tanta praticidade acabou se virando contra nós: os únicos remédios que carreguei na mala foram Dramin e Neosaldina, e lá pelo meio da viagem pegamos um dor de garganta e um resfriado horrorosos. Culpa da minha mãe, que ficou mandando a gente levar Fornegin. E como toda a vez que a gente desobedece mãe coisas ruins acontecem...
Tomei meu Draminzinho uma hora antes de entrar no carro para ir a Confins, mas não teve jeito: tive que mexer nuns papéis no começo do translado e enjoei o resto todo. Fiquei pensando que os vôos iam ser horrorosos e que eu ia morrer no meio da viagem , mas não é que foi tudo tranqüilo?
Como íamos tomar chá de aeroporto (BH-Rio, Rio-Miami, Miami-Tampa), o Leo sugeriu que a gente comprasse uns livros na livraria do aeroporto. É lógico que eu fiquei numa pão-duragem danada, porque os livros lá são bem mais caros e a gente tinha ganho livros de natal (que esquecemos de levar), mas acabei me conformando. Dinheiro a gente tem é para gastar nas horas de necessidade, né?
Foi uma ótima decisão. Comprei “Breve História de Quase Tudo”, um livro legalíssimo de divulgação científica que conta como diversas descobertas (como a criação do universo, o peso da Terra e a existência dos dinossauros) foram feitas, e decidi que quero ser cientista quando crescer.
Eu e o Leo costumamos fazer disputas bizarras para o tempo passar rápido, e a competição da viagem foi “quem vê mais celebridades?”. É um jogo com regras complexas, e que inclui a definição de celebridade (o lateral-esquerdo do Flecha Verde de Pará de Minas vale?) e o que fazer se só um dos dois reconhece uma delas (não vale, porque pode ser invenção).
Achei que ia ser uma disputa acirrada porque, afinal, íamos viajar pelo Galeão (estrelas globais!) e passar o fim de ano em Orlando (meca das estrelas globais!). E logo no primeiro vôo, não é que o Leo me vê... o Wando?
É, ele mesmo, autor da obra-prima fonográfica “Ui-Wando de Amor”. Quando o Leo me contou, na saída do avião, não acreditei, até porque o Leo não parava de rir. E, como não vi o fulano, me recusei a considerá-lo na competição.
Pois bem: estava eu lá na minha, esperando minha mala surgir na esteira do Galeão, quando... não é que o Wando me aparece em pessoa? E ainda tentando pegar nossa mala?
O Leo recuperou a mala e ganhou um tapinha do ombro do Wando. E eu fiquei arrasada. Era o Wando mesmo, gente!
Mas tudo bem. 1 a zero para o Leo, mas só no momento. Com certeza eu ainda ia tomar a dianteira, até porque tenho uma memória boa para rostos. Sem falar que aeroportos são ótimos lugares para ver celebridades. E que a Disney é um lugar melhor ainda para ver celebridades!
Pois é: acreditem ou não, mas nem uma mísera celebridade foi avistada durante todo o restante a viagem. Nenhuma, nenhuminha, nem o lateral-esquerdo do Flecha Verde de Pará de Minas. Resultado: vitória maiúscula do Leo. Com o Wando. Com o Wando!

11.1.06

O Caso das Porcentagens

Para quem acompanha palpitante minhas aventuras na academia, vamos lá: voltei lá ontem, depois de quase 2 meses de ausência. O resultado é que hoje tudo dói. Básico.

Tive que fazer novo exame físico e tive notícias que ainda não decidi se são boas ou ruins. Vocês se lembram que, no segundo exame que eu fiz (depois dos primeiros três meses de malhação), o peso ficou igual, as medidas ficaram iguais, só que as roupas estavam mais largas? Pois é: nesse terceiro exame, que se distancia do segundo por 2 meses de academia e depois 2 meses de férias, eu:

- perdi 2 kg - ueba!
- perdi medidas - ueba!
- perdi músculo - blé!

É, os 2 kg que eu perdi são basicamente massa magra. Injusto, não é? 2 mesinhos sem puxar ferro e pronto, lá se vai todo esforço acumulado. Pelo menos não ganhei a massa gorda de volta. E nem tudo está perdido: se compararmos as medidas desse último exame com o do primeiro, há uma grande melhoria, inclusive de porcentagem de gordura (de 26 para 22).

Moral da história: não há nada que incentive mais a volta à academia do que uma roupinha nova.

9.1.06

O Caso das Compras Esportivas

Voltei mega-atlética dos States. Comprei um short e uma calça de ginástica clima cool (!), um monitor cardíaco (!!) e um Nike Shox para correr (!!!). Isso sem falar do maiô preto clássico com as três listrinhas brancas do lado. Esse foi a barganha do século: 6,53 dólares!

É verdade que o Nike Shox era um dos únicos dois do meu tamanho que tinha no outlet, e portanto ele é vermelho. Sangue. Mas não tem problema: comprei um boné da mesma cor para combinar. E confesso que até fiquei tentada a comprar o outro Shox que era do meu tamanho, mas a parte da frente era realmente quadrada e horrorosa. Dava até desgosto de olhar. Então deixei ele lá.

Enfim: equipada eu estou. Principalmente porque descobri, quando cheguei em casa, que o meu monitor cardíaco é para triatletas. Não me falta nem a bicicleta: eu tenho a ergométrica! :-)

Pois bem: amanhã volto na academia, depois de uma ausência de 2 meses, e verei como o meu corpinho se comportou nesse intervalo. De qualquer forma, estou animada para voltar à musculação com força total. Uma das minhas resoluções de ano-novo é chegar aos malditos 19% de gordura corporal, nem que isso me mate!

3.1.06

O Caso das Aventuras no Estacionamento

Os estacionamentos dos parques da Disney são, como eles mesmo dizem, giganormes. Uma vez que se avalia que o Magic Kingdom consegue suportar 100 mil visitantes, e o Epcot mais ainda, em cada estacionamento tem que caber no mínimo 30 mil carros.

O negócio é tão feio que existe um carrinho com vagões que te leva do lugar do estacionamento no qual você conseguiu parar o carro até a entrada do parque, sendo que o estacionamento em si é dividido em seções e números de fila (lembrando que em cada fila deve caber uns 200 carros).

Pois bem. A cada dia eu e o Leo nos metemos em alguma confusão com o estacionamento. Uma vez ele que esqueceu a carteira no carro bem quando estávamos na porta do parque e teve que voltar para buscar (e eu fui junto, é claro). Gastamos uns 20 minutos. Outro dia ele anunciou errado a localização do carro (que eu sempre anoto no caderninho, pra não esquecer) e lá ficamos nós no fim do dia em busca do veículo perdido, camelando a pé no imenso estacionamento. A única coisa que a gente lembrava é que o carro estava na primeira fila, de frente para as árvores. O detalhe é que todas as seções do estacionamento começavam em árvores! No final tudo terminou bem, porque tínhamos chegado muito cedo e conseguimos localizar a seção na qual os primeiros carros foram estacionados. Mas até chegar lá...

Hoje estávamos no Magic Kingdom, e nele não se vai direto do estacionamento para o parque. Não, não: no MK você estaciona o carro, pega o tram (o carrinho com vagões) até o Ticket and Transportation Center, decide se vai de Monorail (trenzinho) ou Ferryboat (barquinho), embarca no veículo selecionado e aí você chega na entrada do parque.

Na hora da volta para casa, pegamos o Monorail sem problemas para chegar no TTC, mas chegando lá vimos que a fila dos trams estava enorme. Decidimos andar até o carro (que não estava tão longe assim: seção Dunga, fila 109) e logo eu achei melhor "pegar um atalho". Na prática, isso significou que tivemos que atravessar uma rodovia movimentada sem faixa de pedestre, que caímos numa área de grama pantanosa (pensei em cobras, mas nem falei nada na hora para não dar azar. O Leo pensou em crocodilos) e que acabamos dando de cara com uma cerca do meu tamanho. A sorte é que a cerca terminava num murinho que dava para encarar.

Ao fim e ao cabo, chegamos sãos e salvos ao hotel. Se não considerarmos que, assim que chegamos, demos de cara com o aviso que os 3 elevadores estavam estragados. E como o nosso quarto é no décimo andar... mas nem deu para ficar aflito: o pessoal da recepção logo avisou que havia outro.

2.1.06