Com toda a insistência da mídia para evitar as gorduras, diminuir os carboidratos, combater os anti-oxidantes, maneirar no sal e controlar o açúcar, nada mais normal que a gente comece a substituir os alimentos de sempre por outros que se auto-intitulam saudáveis.
No entusiasmo, releva-se o fato de que o iogurte light seja o dobro do preço do iogurte comum e que o preço do Nutry consegue ser maior do que o do chocolate. O problema é que estou começando a achar que a maioria dos produtos da onda saudável são pura enganação.
Começando pelo Nutry, que a nutricionista do Amyr Klink inventou para a travessia do Atlântico dele só de barquinho, e que portanto era objeto da minha mais alta consideração. Se você ler a embalagem do Nutry de banana, vai ter a ingrata surpresa de descobrir que ele fornece 1 g de fibra, o equivalente a 3% do necessário para sua dieta diária. E que os ingrediente principais são xarope de glicose e flocos de arroz, isto é, ingredientes baratos de valor nutritivo parco.
Os biscoitos integrais Pit Stop, cuja embalagem alardeia “fonte de fibras!”, têm os mesmos ridículos 3% da mesma. E, para completar, 3 g de gordura saturada, o que equivale a 12% do que você “precisa” por dia. Ou seja, para conseguir 3% de fibras, você ingere o quádruplo de gordura saturada, que é o vilão da vez!
Quanto ao iogurte light da Danone, a fórmula mudou para ficar “mais vitamínica”, mas quantidade de pedacinhos de fruta do pote diminuiu.
Em suma: talvez os velhos biscoitos cream cracker façam um estrago menor. No bolso e na saúde.