11.10.06

O Caso dos Blogueiros Picaretas

Eu não dou conta desse povo que faz um blogue todo legal e bonitinho, daqueles que você cria o hábito de freqüentar, e de repente, do nada, param de postar. Durante dias. Semanas.

Aliás, nem sei o que é pior: os que param de vez ou os hebdomadários. É, aqueles que postam uma vez a cada quinze dias.

E depois, quando você praticamente se esqueceu deles, eles vão e deixam um recado para você, de maneira que você lembra que eles existem e volta a ir aos blogues deles. E quando você chega lá, não tem nenhuma notícia impactante do tipo “acabo de voltar do exterior” ou “casei, mudei e nem te convidei” ou “fui abduzida!”. Não, não. Geralmente é um post do tipo “tenho observado com muita atenção a velocidade com a qual minhas unhas crescem” ou “estou tendo uma crise de soluços”.

Pois bem: eu ia fazer um post bastante picante sobre a minha última ida ao salão e a depilação da Flávia Alessandra na última edição de Playboy, mas, em protesto, calo-me.
Ou melhor: estou tendo uma crise de soluços.

10.10.06

O Caso da Pregui

Quando comecei a fazer pós-graduação aos sábados, no começo do ano, eu acordava com a maior empolgação, arrumava minha pastinha, pegava minha carona, gastava meia hora para chegar, e assistia a 9 horas de aula sem piscar, gravando tudo. E ainda torcia o nariz para um povo que ia a uma aula sim, uma aula não, e sempre saía mais cedo.

Corta para o final do ano. Aos sábados, eu acordo de muita má-vontade, me arrasto até o carro, mastigo chiclete o tempo todo para não dormir, deixo o gravador em casa porque não tenho mais paciência de escutar as aulas de novo, racho fora quando começam as perguntas de fim de aula, e quando marcam uma aula extra para um domingo, eu não vou MEESMO.

Demorou um pouco, mas fui vencida.

9.10.06

O Caso da Praia II

Na sexta-feira fui comprar umas roupinhas para A Grande Viagem à Praia. Como eu tinha pouco tempo, vini, vidi, vici, isto é, fui, experimentei e comprei.

Ó arrependimento Quando cheguei em casa, percebi que a bermuda branca (ajustada, dois dedos acima do joelho) era meio transparente e a blusinha vermelha (com lavagem estonada e desenhos) era uma regressão aos meus tempos de faculdade de comunicação, época em que eu fazia a linha skatista-intelectual (Meu consolo é que pelo menos eu não fazia a linha hippie que não toma banho.).

Então, hoje, na hora do almoço, além de camelar atrás de um biquíni bonito e confortável (porque enfrentar ondas ajeitando o biquíni ninguém merece), ainda tenho que voltar à loja de roupas e trocar as que eu comprei por alguma coisa diferente (isto é, uma bermuda não-transparente e uma blusinha bem náutica).

6.10.06

O Caso da Praia

Faz muito, muito tempo que eu não vou à praia. Coisa assim de cinco anos. Se não me engano, ela é composta de uma imensa massa de água salgada que arde o olho e outra imensa massa de areia que gruda na pele. E de cheiro de peixe. Mas, salvo engano, praia também é um troço muito divertido, onde você pode andar de short o dia inteiro e não precisa pentear o cabelo.

Se tudo der certo, irei à praia no próximo feriado. Eu e meu bloqueador solar 30, porque mais de um dermatologista já me avisou que a morenidão intrínseca que eu alego possuir não é nada mais que uma ilusão. Mas não tem problema: chapinhar na água salgada já deve me deixar satisfeita.

O problema é que meus biquínis todos são da época que eu ainda ia à praia. Hoje em dia eu vou ao clube com meu maiô atlético, no qual eu nado vigorosamente (e fico enjoada).
Acho que vou comprar um biquíni novo. O que é que está na moda? Bolinha, listrinha, florzinha ou todas as opções acima?

5.10.06

O Caso do Cabelo do Herói

Estava eu assistindo ao programa mais inútil de todos os tempos (“Os ... Mais Sexies”, sendo que os pontinhos podem ser substituídos por “personalidades louras”, “cantores de hip-hop” ou “mocinhos de seriado”), da rede de televisão mais inútil de todos os tempo (o canal “E!ntertainment”, cuja produção inteira se resume a edições de imagens de celebridades e comentários hilários – mas não de propósito – sobre os mesmos), quando um comentário do Leo me levou a uma revelação.

O programa era “Os Atores de Ação Mais Sexies”; o Leo chegou no meio do programa, assistiu um pouco e perguntou se o tema era “Os Morenos Mais Sexies”. Aí me dei conta de que praticamente todos os heróis têm cabelo escuro.

O Super-homem tem cabelo preto. O Batman tem cabelo preto. O Homem-Aranha tem cabelo castanho. A Mulher-Maravilha tem cabelo preto. O Neo de Matrix – e a Trinity também! – tem cabelo preto. O Wolverine tem cabelo preto!

Porque cabelo escuro, vejam bem, demonstra determinação, firmeza de caráter e pouca frescura. Você quer que um lourinho venha te salvar? Então fica esperando. Os heróis louros – os poucos que existem – são absolutamente paia:

- O Thor. A arma do cara é um martelo. E uns preguinhos, não vai não?

- O Anjo dos X-Men. Seu único poder é voar com aquelas asas penuginosas.
- O Aquaman. O cara fala com os golfinhos (!!!).

Então é isso. Agora que sou morena de novo, não quero mais ser presidenta. Vou partir pra carreira de herói.

4.10.06

O Caso dos Casamentos Múltiplos

Ontem assisti ao primeiro capítulo do seriado “Amor Imenso”, produzido pelo Tom Hanks e exibido pela HBO. É sobre uma grande família: um marido, três esposas e sete filhos, todos morando num complexo de casinhas grudadas. Eles são vagamente mórmons e moram em Salt Lake City. O seriado não é bom nem ruim, mas eu estou com preguiça de ver os capítulos seguintes, então não esperem novidades a respeito por aqui.

Meu ponto é: como é que uma pessoa em sã consciência arruma mais de um cônjuge? Na boa, eu mal dou conta de um único marido, quem dirá de mais de um. E o moço do seriado ainda é dono de uma loja em expansão, o quer dizer que ele trabalha muitas horas por dia. Não é à toa que no final do capítulo ele já estava apelando para o viagra.

3.10.06

O Caso da Bicicletinha Nova

Estou felicíssima. A bicicleta ergométrica finalmente chegou. Foi ontem, bem na hora em que eu punha o pé no prédio e o serviço de entregas se preparava para puxar o carro.

Ela é ótima. Tem visor com várias funções, freqüencímetro, apoio para revista e, melhor de tudo – não faz barulho! É inacreditável. A bicicleta antiga era megabaescandalosa, e o orbitrek era praticamente uma orquestra de ruídos metálicos. A bicicleta nova é magnética e virtualmente não emite sons.

Acho que vou fazer uma bonita planilha de treinamento, com objetivos periódicos. Aí eu garanto que estou melhorando minha capacidade cardiovascular. Porque a bicicleta nova é tão silenciosa, e tão confortável, que se bobear eu passo meia hora lendo revista, vendo tevê, ouvindo música, e pedalar com energia mesmo, nada.

2.10.06

O Caso das Eleições II

Bem, depois que Fernando Collor, Paulo Maluf e ACM Neto foram eleitos, o que é que eu posso dizer?

Só isso: cada povo tem o governo que merece!

29.9.06

O Caso das Eleições

Consideração 1:
O brasileiro é um povo que sonega imposto, que compra recibo, que desobedece aos limites de velocidade e depois tenta subornar o policial para não levar multa. Políticos são brasileiros. Então, como querer que os representantes de um povo desonesto sejam honestos?

Consideração 2:
O brasileiro é um povo que justifica seus erros botando a culpa em cima dos outros. Que diz que não paga imposto porque o dinheiro é desviado pelos políticos. Ora, os políticos desviam dinheiro porque estavam acostumar a agir incorretamente – por exemplo, não pagando impostos.
Consideração 3:
Alguém dê jeito nesse círculo vicioso, pelo amor de deus!

28.9.06

O Caso da Revista

Como andar na moda atualmente:

- faça superposições, muitas superposições. De preferência aleatórias;

- não combine as cores de nada, nunca;

- tenha uma legging preta, daquela que deixam perna fina mais fina e perna grossa mais grossa;

- compre uma saia balonê, de preferência de uma cor que não combine com nada, nunca, tipo laranja-abóbora ou verde-alface;

- saia para passear usando sua saia balonê com sua legging preta;

- complete o visual com sandálias plataforma de verniz com tiras que amarram no tornozelo, POR CIMA da legging.

Pronto, você já pode sair na revista Estilo.

27.9.06

O Caso da Mulher Elegante

Continuo na minha luta diária para ser uma mulher de trinta anos elegante. O diabo é que a cidade aqui não ajuda. Consegui comprar dois pares de sapatos lindíssimos e confortáveis (os dois na casa dos três dígitos, mas sapato bonito, macio e BARATO nem eu consegui descobrir) e estou tentando usá-los, só que choveu horrivelmente na sexta-feira passada e as ruas da cidade, que já são de paralelepídos (sim, daquele tipo que agarra e arranha saltos) estão cobertas de barro, para completar.

Como colocar meus sapatos novos de couro claro e bico extra-fino nessas ruas? Por outro lado, como NÃO usá-los antes que o calor do inferno que faz por aqui no verão chegue para se instalar de vez?

Repito a conclusão a que já cheguei muitos posts atrás: a mulher elegante de verdade só anda de carro com ar-condicionado.

26.9.06

O Caso do Dedo II

Estou com uma mancha escura horrorosa na unha. É lembrancinha do incidente com a porta do carro duas semanas atrás.

O médico tinha falado para eu colocar o dedo na água gelada o dia todo para conter a hemorragia; e, dois dias depois, botar na água morna para o sangue ser absorvido. A primeira parte da recomendação eu cumpri, até porque a água gelada anestesiava o dedo que era uma beleza. Mas, quando chegou na segunda parte, eu tinha feito as unhas e não queria estragar o esmalte. Ó, vaidade.

O resultado é a tal mancha horrorosa que parece que fica mais preta a cada dia. Espero que ela não fique assim para sempre, como prognosticou sombriamente uma amiga.
Nem que o dedo caia.

25.9.06

O Caso dos Presidentes

Quando bloqueiam a internet no seu serviço, e o único site com acesso permitido é o da presidência da república, você descobre as coisas mais fascinantes.

O Brasil já teve 42 presidentes em 50 mandatos (alguns repetiram a dose) desde 1889. Vocês sabiam que TRINTA E SETE deles eram ou advogados ou militares? Exceções, só JK (médico), Collor (jornalista), Itamar Franco (engenheiro), FHC (sociológo) e Lula (metalúrgico). Míseros 11, 9%.

Então eu, que sou advogada, estou com meio caminho andado na direção da presidência.

22.9.06

O Caso do Encontro

Acho que desde a minha lua-de-mel não acesso a internet num cyber café ou similar. Quando eu viajo, boto posts pelo laptop do Leo, que é chique e tecnológico.
Pois bem - eis-me aqui, esperando uma das minhas melhores amigas, que veio de São Paulo só para me ver. Bem, talvez ela tenha vindo de São Paulo E esteja aproveitando para me ver, mas me deixem com as minhas ilusões!
O problema é que o encontro foi combinado por e-mail e a correspondência nunca chegou a ser concluída. E é claro que eu não tenho o número do celular dela, porque o meu aparelho foi furtado e o número dela mudou - não necessariamente nessa ordem.
Mas não tem pó. O lugar é uma fofucho, e tem revistas.
Se ela não chegar em trinta minutos, ou depois de eu ter lido umas três revistas, começo a me preocupar.

20.9.06

O Caso do Curso

Estou fazendo um curso em BH a trabalho e só volto no sábado. O melhor de tudo é que a ida e a volta são de avião. Tudo bem que o avião é meio teco-teco, e faz tanto barulho que você se pergunta se não entrou por engano na turbina, mas os caramelos que eles servem na decolagem são muito bons.
Estou me divertindo às pampas no comércio local. Tenho uma hora e meia de almoço, e gasto toda ela entrando e saindo de lojas, shoppings e galerias. Devo ser a cliente que as vendedoras mais odeiam: entro toda simpática e bem-vestida (afinal, eu estou fazendo um curso a trabalho!), reviro a loja toda, experimento um tanto de coisa, e aí digo que o verde-musgo/roxo-beterraba/vermelho-tomate da roupa me deixam amarela e vou embora. E nem faço por mal: é que eu sou enjoada mesmo.
Ontem finalmente descobri uma loja que eu gostei. É a Gregory, e as roupas são todas fofoluchas e distintas. Só que ainda não chegou o dia em que eu vou dar 155 reais numa camisa.
Quem sabe depois do próximo concurso.

14.9.06

O Caso dos Novos Cabelos Novos

Cansei das minhas luzes e resolvi apagá-las.

Voltei ao salão metido a besta no qual as adquiri. O cabeleireiro queria continuar fazendo as luzes, só que escuras, para ir uniformizando a cor aos poucos.

Desconfiada que se tratava de um plano para continuar me cobrando três dígitos, eu disse a ele que preferia pintar o cabelo todo logo de uma vez. Aí tive uma das minhas idéias brilhantes: ao invés de passar tinta marrom, usar um tonalizante um tom mais claro, para as luzes aparecerem sutilmente por baixo.

Então agora eu estou morena como deus me fez, só que ao invés de ter o cabelo marrom- acinzentado, ele é marrom-dourado com luzes aparecendo (se você souber que elas existem e prestar muita atenção).

Na hora da conta, a surpresa de sempre: os habituais três dígitos.

Não volto mais lá.

13.9.06

O Caso do Dedinho

Em mais uma espetacular prova da minha falta de coordenação motora, consegui prender o dedo na porta do carro ontem, quando o Leo me deixava no serviço.

Doeu tanto que a pressão baixou e eu chorei igual criança. Coloquei gelo por meia hora, mas continuou doendo horrores . Aí não agüentei e chamei o Leo.

Você sabe que está adulta e independente quando você se machuca ou fica doente mas não liga para sua mãe. Não, não. Você corre para o hospital.

Estou ficando figurinha carimbada no pronto-atendimento do hospital que fica perto da minha casa. Nesses dois anos e meio que me mudei para esta cidade, baixei lá por causa de um vírus galopante, uma rinite, uma crise de labirintite e agora o dedo.

O médico mandou tirar uma radiografia, verificou que o osso estava intacto, me passou um daqueles remédios cuja bula diz que você não deve dirigir nem operar máquinas pesadas, e falou para eu passar o dia com o dedo dentro de um copo de água com gelo e com o braço para cima.

No final do dia o remédio fez efeito, o dedo passou a doer só um pouquinho e o hematoma, que agora está ocupando quase metade da unha, parou de crescer.

Ainda bem. O médico disse que, se ele aumentasse muito, ia ser necessário fazer um furo na unha e drenar.

Urgha!

11.9.06

O Caso dos Exercícios Nocivos

No sábado fui ao clube nadar e fiquei muito enjoada. Acho que é porque tenho que ficar tirando a cabeça da água para respirar.

O que levou o Leo a concluir que eu não sirvo para atividades atléticas mesmo, porque elas diminuem meu bem-estar físico, ao invés de aumentá-lo. Vejam só: comecei a jogar tênis e arrumei uma tendinite. Fui aprender a fazer cambalhotas na água e tive náuseas. Decidi andar de bicicleta e só consegui na menorzinha de todas. Achei que natação era a solução, já que é um exercício sem impacto, e deu no que deu.

O Leo acha que eu só posso fazer atividades controladas, do tipo bicicleta ergométrica ou no máximo academia. E que eu devo me dedicar aos empreendimentos intelectuais, já que esse é o meu forte.
Estou arrasada.

8.9.06

O Caso dos Pássaros

Hoje cheguei no serviço e fui saudada por três andorinhas voando loucamente dentro da sala. Apaguei todas as lâmpadas e abri todas as janelas, para ver se elas voavam para a luz. A mais espertinha entendeu a dica e se mandou na hora. As outras duas continuaram esvoaçando pela sala e insistindo em bater as cabecinhas nos vidros, num exercício de futilidade.

Uma das andorinhas ficou escondida num canto baixo, tentando inutilmente bicar seu caminho para a liberdade. Precisei de uns cinco minutos e dois processos (um para colocar por debaixo dela, outro para não deixar que ela escorresse para os lados, como ela insistia em fazer) para botar a danada pra fora.

A última andorinha outra voou pra cá, voou pra lá e pousou em lugares altos, fora do alcance dos meus processos. Andar pela sala balançando os braços e abanando papéis que nem uma louca para tentar conduzi-la para a área das janelas não adiantou lhufas. Aí, do nada, ela deu uma embicada no vôo e conseguiu escapar.

Não sei como três andorinhas entraram na minha sala. Tudo indica que elas aproveitaram que a espuma que circunda o aparelho de ar-condicionado saiu do lugar devido aos fortes ventos do feriado para dar uma espiadinha no meu local de trabalho. O engraçado é que elas conseguiram entrar, mas não conseguiram sair por onde vieram.
Não é à toa que “cérebro de passarinho” não é elogio.

6.9.06

O Caso do Frete

Sempre achei que lojas na internet eram modernas, práticas e legais, mas elas estão começando a me irritar.

Caso 1) Submarino. Recebem a mercadoria com defeito (+), te dão um vale no valor da mercadoria ao invés de devolver o dinheiro como determina o Código de Defesa do Consumidor (-), e quando você usa o vale para comprar outra mercadoria, descobre que você não tem direito ao frete grátis, porque o frete grátis não é para o bico de quem usa vale (- - -).

Caso 2) Americanas. Tem lista de casamento mal-arrumada e confusa (-), tem coragem de cobra o frete, embora provavelmente deixem os presentes se empilharem antes de entregá-los (- -) e aí quando você vai à página inicial você descobre exatamente o produto que você comprou para o seu amigo casadoiro com frete grátis (- - -).