30.11.06

O Caso da Remoção Cirúrgica

Eu tenho umas verruguinhas na testa e no queixo (igual a uma bruxa, rárárá) e na última vez que fui ao dermatologista perguntei se ele podia dar jeito nelas. Ele prometeu carbonizá-las e disse para eu encontrá-lo no hospital na semana seguinte.

A palavra “hospital” devia ter-me feito desconfiar. Mas não fez, e lá fui eu, toda boba, porque outra dermatologista já tinha queimado minhas verruguinhas antes, e, embora o processo tenha sido um pouquinho dolorido, não foi nada de mais (embora seja verdade que também não adiantou nada e as verruguinhas voltaram).

Pois bem. Chego lá, entro numa sala ameaçadoramente chamada de “Procedimentos”, e o dermatologista, armado de uma enfermeira, põe luvas, passa álcool iodado nas verruguinhas, e saca uma injeção de todo tamanho.

E a injeção era só para anestesiar. A eliminação das verruguinhas se deu depois, com um bisturi elétrico e o inevitável cheiro de carne queimada.

Na verdade, a anestesia doeu mais do que a queimadura (porque aí eu já estava anestesiada, claro), mas achei a dor bem danada, e não tenho a menor ambição de repeti-la.

De qualquer maneira, foi tudo bem rapidinho, e em dez minutos eu estava liberada. Chegando em casa, observei que as verruguinhas haviam sido substituídas por baixo-relevos. Acho que o bisturi elétrico chegou na derme. Agora estou passando uma pomada cicatrizante três vezes por dia, e acredito que me livrei para sempre das verruguinhas teimosas.

Só tem um problema: eu tinha três verruguinhas bem pequenas no queixo. Elas continuam lá. Junto com uma cratera que parece estar se recusando a cicatrizar.

Estou muito desconfiada de que, na empolgação, meu dermatologista carbonizou uma espinha.

29.11.06

O Caso do Protesto

Concordo em gênero e número (porque em grau não tem jeito de concordar) com o protesto que a Isa fez no post anterior. Sim, devemos dizer não à ditadura da magreza.

É um plano ótimo, que economiza tempo (gasto na academia) e dinheiro (gasto na academia, no nutricionista e nas comidinhas especiais que o nutricionista vai me mandar comprar). O plano só enfrenta um pequeno obstáculo: a ambição.

Eu estou sempre ambicionando alguma coisa. Algumas ambições, como fazer uma pós-graduação e ver as tulipas na Holanda, dão certo. Outras, como virar uma estrela do tênis, dão errado (e eu tenho a tendinite para provar). E outras mais, como ficar loura e correr quatro vezes por semana, funcionam somente durante algum tempo.

No momento ambiciono entrar em forma. Porque, quando não estou urdindo planos, eu não sou uma pessoa feliz.

E nemo venham me dizer que eu devia ter ambições mais nobres, como ser a primeira mulher astronauta do Brasil ou dominar o chinês mandarim. Eu não mando na ambição, é ela que manda em mim.

28.11.06

O Caso do Retorno

Pois é. Como tem um povo que trabalha comigo que está acordando cinco e meia da manhã todo dia para ir à academia, estou ficando com a consciência pesada. Ainda mais porque a dita academia fica do lado da minha casa.

É verdade que eu larguei porque o ortopedista que diagnosticou meu início de tendinite falou para eu parar na época. Então eu parei para tratar da tendinite, mas logo a fisioterapia encheu o saco, e aí eu nem continuei o tratamento, nem voltei à academia.

Estou com vontade de voltar, e para levar a sério. Porque suar, xingar e perder o precioso tempo que eu gosto de usar lendo romances em inglês e vendo programas trash na tevê a cabo E não ver resultado não dá.

Estou até pensando em ir a um nutricionista para seguir uma alimentação que me ajude a ganhar massa magra. O problema é que eu sou muito enjoada pra comer, e ele provavelmente vai querer que eu adicione brócolis e bolinhos de soja às minhas refeições, e aí, meus amigos, não vai rolar.

22.11.06

O Caso da Mala Perfeita

Cada vez que viajo, tento levar menos coisas. Ou melhor: cada vez que faço viagens longas, tento levar menos coisas. Nas viagens curtas eu levo roupas para cada ocasião e pelo menos três pares de sapatos.

Na verdade, a questão não é a duração da viagem, mas sim a sua mobilidade durante ela. Se você viaja de carro e vai ficar o tempo todo em uma única pousada, dá para carregar o guarda-roupa inteiro. Se você viaja de avião, pega metrô e vai pipocar entre vários hotéis, o melhor é levar uma mala compacta e leve.

Navegando na internet – nas horas de folga, viu, Marco Antônio? – descobri um tipo de mala chamado travelpack. Ele é uma mochila com rodas. Ou seja: você tanto pode carregá-lo nas costas, quando estiver subindo e descendo de ônibus, quanto puxá-lo com a mão, quando estiver indo de um lado para outro do aeroporto. Se você comprá-lo na cor preta, vai ter a agilidade de um mochileiro, mas é só esconder as alças que vão te tratar bem nos hotéis.
Um travelpack do tamanho de uma bagagem de mão tem a vantagem não precisar ser despachado: você simplesmente o leva para o avião, evitando a fila na esteira de malas na hora do desembarque e as violações de bagagem. Por outro lado, o tamanho não é dos maiores. Aí não tem escolha: é reduzir o número de roupas ou reduzir o número de roupas. O que era a idéia mesmo.

Só não descobri exatamente como fazer isso. Acho que a solução vai ser levar uma barra de sabão de coco para uma lavadinha básica nas roupas usadas. Enquanto eu uso a outra blusa e a outra calça que estão limpas.

17.11.06

O Caso do Cabelo LXXXVIII – 2ª parte

A notícia boa é que o tonalizante continua saindo, e o resultado é que as luzes estão perdendo a cor laranja e ficando caramelo. A notícia ruim é que eu fui cortar o cabelo, decidi variar um pouco, pedi uma franja, e o resultado é que eu estou parecendo mais nova do que normalmente pareço.

Sei que tem muita gente que acha que ter cara de nova é maior vantagem, mas eu peço permissão para discordar. Tenta fazer alguém te levar a sério parecendo uma paquita, tenta.

16.11.06

O Caso da Verdade

Eu sempre fui partidária da teoria que, ao conversar com estranhos ou conhecidos poucos, a gente deve concordar com tudo que eles dizem, para ser agradável e não criar polêmica vazia. E, mesmo com amigos, pra quê dar palpite se não pediram sua opinião?
Mas, de uns tempos para cá, ando achando que, se não for pra dizer a verdade – ainda que a concordância seja tão mais agradável – para que se dar a trabalho de conversar?

Pôr em prática essa nova decisão, no entanto, está-se mostrando difícil. Acabei não dizendo a um amigo que NÃO ERA UMA BOA IDÉIA ele alugar um apartamento longérrimo do trabalho. Também me segurei e não disse a uma grávida de três meses que NÃO ERA UMA BOA IDÉIA ela ter tomado um revolucionário preparado multivitamínico que ela mesma estava vendendo.
Talvez seja mais fácil dizer minha opinião antes da pessoa ter feito a coisa não tão brilhante. Porque aí já é tarde demais.

14.11.06

O Caso do Cabelo LXXXVIII

Então o meu cabelo está laranja.

Explico: eu freqüento o cabeleireiro dos três dígitos justamente para evitar esse tipo de situação. Da última vez que fui lá, há dois meses, ele usou um tonalizante castanho para apagar minhas luzes. 4 semanas depois, o tonalizante começou a sair e as luzes ressurgiram. Só que, ao invés de voltarem à vida em seu lindo tom dourado original, elas apareceram em uma nada bonita cor... laranja.

Um cabeleireiro tão chique – e caro! – devia dar um jeito na situação, certo? O diabo é que eu não consigo falar com ele. Antes do feriado, passei no salão, que estava tão cheio de gente que mal consegui conversar com a assistente. Hoje liguei lá e o moço viaja hoje, e a partir de quinta-feira vai estar organizando uma festa (sim, sim, porque o moço é cabeleireiro, estilista e decorador).

Então, até terça-feira da semana que vem, quando finalmente consegui marcar uma hora com ele, meu cabelo continuará... laranja.

13.11.06

O Caso da Santa Ludamila

Eu sou bem atéia (ou agnóstica, dependendo da época), mas não resisti: quando minha irmã foi à República Tcheca, pedi para que ela me trouxesse uma medalhinha da Santa Ludamila.
Para quem não sabe, Santa Ludamila foi uma santa católica, avó do Imperador Venceslau, e ficava convertendo o menino para o cristianismo até que a mãe dele perdeu a paciência e estrangulou a minha xará com o próprio véu da coitada.
Tô achando que ser santo na igreja católica é geralmente um negócio bem desagradável.

10.11.06

O Caso das Religiões

Já que as pessoas que têm fé vivem mais e melhor, com menos doenças físicas e psicológicas, a lógica científica não me deixa opção: tenho que arrumar uma religião.
Sim, eu sei que eu não preciso me filiar a uma religião constituída. Posso simplesmente passar a acreditar na mãe-terra e no sentido místico do universo, mas como eu sou uma pessoa muito racional, estou atrás de uma crença que tenha um mínimo de organização.
Comecei minhas pesquisas pelo judaísmo. De cara, ele já ganhou muitos pontos. Primeiro, porque não acham que só os judeus vão para o paraíso, mas todos os homens (e mulheres) justos. Segundo porque, justamente por causa da primeira razão, não ficam perturbando ninguém para se converterem à sua fé.
Aí a coisa complica um pouco. Os mais liberais aceitam os convertidos, mas os ortodoxos torcem o nariz para os judeus-novos. Para eles, só é judeu quem é filho de mãe judia. E tem mais: judeu de verdade só pode se casar dentro de sua fé. Ou seja – não basta que a minha conversão. O Leo tem que vir a reboque.
Mas problema mesmo é achar um rabino aqui na região para que ele possa me recusar três vezes, como manda a tradição, para ver se estou mesmo decidida.

9.11.06

O Caso dos Sorvetes

Há três sorvetes novos no mercado: Sonho de Valsa, Laka e Diamante Negro. Eles vêm com o letreiro “série especial”, que é para fazer você comprar rápido, antes que acabe. Só que faz uns dois meses que eu ando vendo esses sorvetes, então:
- eles estão fazendo tanto sucesso que a fábrica está fazendo mais;
- eles estão fazendo tão pouco sucesso que o primeiro lote ainda não acabou.
No final das contas, não resisti e comprei. Todos os três.

O sorvete de Sonho de Valsa é gostoso, se você gosta de amendoim. MUITO amendoim. Ele só tem gosto de amendoim. Eu diria maldosamente que sobrou muito sorvete de paçoca da época das festas juninas, então para aproveitar o fabricante pôs calda de chocolate e passou a vender com o nome de Sonho de Valsa, mas eu realmente não sei se existiu o sorvete de paçoca (só o de pamonha).
O sorvete de Laka é gostoso, se você gosta do gosto de nada com bastante açúcar. Deu até choque nas minhas papilas gustativas. Achei que eu tivesse perdido o paladar, mas depois comecei a achar que estava comendo chantilly gelado. O que é bom, se você de chantilly. PURO. E doce.
O sorvete de Diamante Negro é gostoso, se você gosta de chocolate e de pedacinhos de chocolate. Em suma, é o meu favorito.

7.11.06

O Caso dos Vôos

Descobri uma coisa fantástica, dessas que você só descobre quando fica vagando à toa pela internet durante várias horas. É o seguinte: os vôos do oeste para o leste são mais rápidos do que os do leste para o oeste.

É claro que estamos falando de vôos longos e altos, inter ou intracontinentais. E antes que algum mané grite “eu sei! É por causa da rotação da Terra!”, é bom lembrar que o avião está sob o campo gravitacional do planeta, então o fenômeno não tem nada a ver com a gravidade. Não é como se o avião se afastasse da Terra o suficiente para plainar no espaço enquanto o planeta roda debaixo dele.

A causa do fato é o tal do jet stream ou “corrente a jato”, uma corrente de ar muito veloz que ocorre na estratosfera no sentido oeste-leste. Os avião de alto curso aproveitam e pegam carona (ou vão contra a corrente. Literalmente) no ventinho.

Para vocês terem uma idéia, um vôo Los Angeles – Nova Iorque demora 30 minutos a mais do que um vôo Nova Iorque – Los Angeles. Nos vôos intercontinentais, a diferença é ainda maior.
Infelizmente, para quem viaja no sentido sul-norte (do Brasil para a Europa ou para os States e vice-versa), essa informação não é muito útil. Mas que é legal, é.

3.11.06

O Caso do Feriado

Não tem nada melhor do que feriado no meio da semana para ficar à toa. Sim, pois quando o feriado é prolongado, você fica na obrigação de fazer uma megaviagem ou um programa superlegal. Mas, se o seu dia de folga é uma modesta quinta-feira, você fica livre, leve e solta para passar o dia dormindo, vendo programas ruins da tevê, lendo livros repetidos e batendo papo dentro da piscina do clube, o que te faz perder a noção da hora e ganhar lindos ombros vermelhos, porque nem SPF30 não protege minha morenidão intrínseca (que cada vez mais percebo ser uma lenda) do sol das 11 da manhã.

O mais legal é estou um patchwork de bronzeados, porque andei tomando sol com biquínis e maiôs diferentes. Tá engraçadíssimo.

Mas não há de ser nada. No sábado, como não vou ter aula da pós (aleluia!), vou colocar um biquíni reduzido e largatear ao sol. Melhor ser um pimentãozinho uniforme do que uma colcha de retalhos bronzeada.

É só meu dermatologista não escutar isso.

31.10.06

O Caso da Amiga Marromeno

Pois é: quando as minhas melhores amigas esqueceram meu aniversário, meti o pau. E, claro, como deus pune os presunçosos, chegou o aniversário da minha melhor amiga Lili e eu... esqueci.

O pior é que anotei na agenda, em letras garrafais. Mas, chegado o dia... me esqueci de olhar a agenda.

Aí, muito envergonhada, resolvi dar parabéns atrasado... por e-mail.

Sim, eu virei uma amiga muito marromeno. Não, eu não tenho desculpas para esse comportamento. Sim, eu tenho que dar um jeito de me emendar.

Feliz aniversário, amigaaaaa!!!

Prometo que isso não vai acontecer mais.

30.10.06

O Caso do Livro do Pi

Li um livro ótimo ontem: “The Life of Pi” (A Vida de Pi), do Yann Martel. Em suma, é a história de um jovem indiano que, após um naufrágio, se vê em um bote salva-vida com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de Bengala muito carnívoro chamado Richard Parker. Pi sobrevive 227 dias em alto-mar até dar na costa do México. Aí ele tem duas versões da história para contar.

O final do livro tem uma reviravolta louca à la “Sexto Sentido”, do M. Night Shyamalan. E bem que ele foi consultado para dirigir a versão no cinema.

26.10.06

O Caso dos Bebês

Ontem vi um programa interessantíssimo mostrando que sim, somos mais inteligentes que nossos pais e avós. O recém-nascido precisa de uma dieta rica em gordura para encapar os neurônios, e também precisa de estimulação constante para garantir a formação das conexões neurológicas. Nas gerações passadas, ninguém sabia disso, e geralmente o pessoal tinha um bocado de filhos, de maneira que era difícil dar a cada um atenção devida. O resultado é que o bebê podia ser um pequeno Einstein, mas, mal-alimentado e mal-estimulado nos primeiros anos de vida, provavelmente não ia conseguir desenvolver uma única teoria física que prestasse.

Em tese, nossa geração alcançou o potencial máximo de desenvolvimento cerebral. Fomos bem-alimentados na primeira infância e submetidos a todo tipo de experiência. A princípio nossos filhos não vão ser assim tão mais espertos que a gente. O que será possível para eles é alcançar o mesmo potencial máximo de desenvolvimento. E aí tudo vai depender da qualidade dos genes que eles herdarem.

O problema é que não há como saber quais genes a gente passa para os bebês. Espero que nossos filhos nasçam com a habilidade do Leo nos esportes e seu senso de direção, assim como meu gosto por literatura e minha facilidade com cores. O que significa que provavelmente vamos ter filhinhos desajeitados que enjoam até no carrinho de bebê, detestam ler e são virtualmente daltônicos.

Se eles tiverem o bom gênio do Leo já tá bom.

24.10.06

O Caso do Natal

Quando eu era criança, há muitos e muitos anos, o natal era o ponto alto do ano. O mês de dezembro todo era pura alegria: eram férias começando, primos vindo para a cidade, montagem da árvore na casa da minha avó, sessões intermináveis para embrulhar presentes. Dois dias antes do natal eu já nem estava dormindo direito; no dia vinte e quatro, minha mãe tinha que forçar a gente a tirar uma sonequinha depois do almoço, senão ninguém agüentava ficar acordado até meia-noite. E olha que na minha família as crianças botavam o sapatinho na janela e ganhavam uns presentes lá pelas dez da noite, porque senão a gente morria de ansiedade.

Os anos passam, a gente cresce, e um belo dia você percebe que o natal é uma festa como outra qualquer. Talvez pior, porque você tem que entrar no amigo oculto, e sempre te dão um presente que não é bem aquele que você tinha pedido; você tenta colaborar com o cardápio do evento e ninguém concorda com suas opiniões; e depois que você casa você quer passar em várias casas pelo menos para dar oi, então você corre muito, come pouco e não consegue terminar as conversas que iniciou.

Acho que estou ficando, além de velha, amarga.

23.10.06

O Caso da Cama

Ok, confesso: nunca fui muito de sair. Mesmo assim, quando nos mudamos para cá, eu e o Leo saímos direto, explorando a noite local. Íamos a restaurantes, pizzarias, barzinhos, churrascarias, e de vez em quando à casa dos amigos novos.

Depois que eu comecei a fazer a pós, entretanto, tudo mudou. Não quero mais sair, não quero mais ver amigos, quero só ficar em casa descansando, vendo filmes e lendo livros não-jurídicos. De preferência na cama. Enrolada nos lençóis. E de pijama.

Ontem eu iniciei um processo interessantíssimo de fusão com a cama, mas ele foi interrompido pela necessidade de almoçar. Uma pena.

O melhor de tudo é que, quando me convidam para um evento ao qual eu não estou com a menor vontade de ir, posso fazer cara de sacrificada e dizer que não dá porque tenho que estudar. Embora, na verdade, esteja planejando passar a noite toda na minha caminha querida, junto a um empolgante romance em inglês.
Uma hora as pessoas vão começar a perguntar que diabo de concurso é esse, que eu tanto estudo e não faço.
Mas até lá, tô na boa.

20.10.06

O Caso do Teste de Inglês

A empresa do Leo resolveu submeter os funcionários a um teste de inglês chamado Toeic, que é um primo do Toefl e serve "para medir as habilidades diárias de comunicação de pessoas que trabalham em um ambiente internacional".
O Leo trabalha em um ambiente internacional e eu nem sabia. Pois então: o Leo abafou no teste. Fechou a parte de listening e fez 90% da parte de leitura.
O povo da empresa ficou pasmo com tanta habilidade. Perguntaram para ele que curso de inglês ele tinha feito. Ao que ele respondeu: nenhum, só aqueles aulas de inglês no colégio. E é verdade. O inglês do Leo foi absorvido de livros, revistas, internet e, principalmente, tevê a cabo. Ou seja: ele é um gênio lingüístico!
Já perguntei se eu posso delegar a ele tarefas de comunicação em viagens. Mas, modestamente, o gênio lingüístico disse que acha que o transporte e a localização ainda são seus pontos fortes.

18.10.06

O Caso da Viagem do Feriado Com Mais Detalhes


Pois é: como eu disse, meu biquíni estava meio desbotado e era rosa, e rosa nem está muito na moda, né? Então eu fui à uma loja e mandei descer. O horário de fechamento chegou, passou e eu lá. No fim das contas, comprei um maiô com estampa de camuflagem, com as costas de fora e tomara-que-caia, saído diretamente de um clipe da Beyoncé. Para combinar, adquiri também um par de havaianas brancas, e quinze minutos depois cheguei à conclusão que elas eram falsificadas, porque as tiras eram de um material diferente do solado; aí mandei um e-mail para a Alpargatas e eles pediram para eu enviar fotos, para eles avaliarem, mas eu não fiz isso até hoje, então provavelmente os falsificadores continuarão impunes por aí. Na quarta-feira 11 saímos de casa às 6 horas da tarde rumo a Goval. A idéia era sair da cidade às 5, mas o Leo ficou agarrado no trabalho, então atrasamos, menina, um horror! Como sempre gastamos mais de 1 hora na estrada, mas na chegada o Leo pegou um caminho alternativo mais próximo e economizamos uns minutos. Uns 6, eu acho. Chegando à casa da Dani, o Leo ficou brincando no computador com um simulador de vôo enquanto eu e ela passávamos no supermercado e íamos buscar o meu cunhado. Quando chegamos, os calzones encomendados para o lanche (sabores calabresa, bacon e frango) já tinha chegado. O de bacon tinha um pedacinho de bacon em cima dele, e o de calabresa, um pedacinho de calabresa, mas o de frango não tinha identificador algum!

Será que esse nível de detalhe tá bom?

O Caso da Viagem do Feriado Com Mais Detalhes


Pois é: como eu disse, meu biquíni estava meio desbotado e era rosa, e rosa nem está muito na moda, né? Então eu fui à uma loja e mandei descer. O horário de fechamento chegou, passou e eu lá. No fim das contas, comprei um maiô com estampa de camuflagem, com as costas de fora e tomara-que-caia, saído diretamente de um clipe da Beyoncé. Para combinar, adquiri também um par de havaianas brancas, e quinze minutos depois cheguei à conclusão que elas eram falsificadas, porque as tiras eram de um material diferente do solado; aí mandei um e-mail para a Alpargatas e eles pediram para eu enviar fotos, para eles avaliarem, mas eu não fiz isso até hoje, então provavelmente os falsificadores continuarão impunes por aí. Na quarta-feira 11 saímos de casa às 6 horas da tarde rumo a Goval. A idéia era sair da cidade às 5, mas o Leo ficou agarrado no trabalho, então atrasamos, menina, um horror! Como sempre gastamos mais de 1 hora na estrada, mas na chegada o Leo pegou um caminho alternativo mais próximo e economizamos uns minutos. Uns 6, eu acho. Chegando à casa da Dani, o Leo ficou brincando no computador com um simulador de vôo enquanto eu e ela passávamos no supermercado e íamos buscar o meu cunhado. Quando chegamos, os calzones encomendados para o lanche (sabores calabresa, bacon e frango) já tinha chegado. O de bacon tinha um pedacinho de bacon em cima dele, e o de calabresa, um pedacinho de calabresa, mas o de frango não tinha identificador algum!

Será que esse nível de detalhe tá bom?