Eu disse para o Leo que nas nossas férias de um mês em junho eu ia viajar com uma mala tão pequena que ele não ia nem acreditar, e ele disse que ia esperar pra ver. Eu até que não sou das mais bagulhentas, mas tenho o péssimo hábito de levar roupas para “eventualidades”: biquíni (se surgir uma piscina), quimono (se eu tiver que sair do quarto de pijama), vestido (se aparecer uma festa) e tênis de corrida (se rolar um evento esportivo). Dessa vez não levarei nada para eventualidade alguma, e seja o que deus quiser.
Eu também costumo levar o tanto de roupas que acho adequado para o número de dias de viagem e acabo usando só as minhas preferidas. Dessa vez levarei só essas, e se precisar passo em uma lavanderia.
Outra coisa que vai me ajudar é no destino será verão. Então, os casacões, luvas, meias, gorros e cachecóis, reis do volume na mala, vão ficar em casa.
Estou levando o assunto tão a sério que aproveitei o carnaval para fazer uma simulação. Peguei a menor mala da casa e lasquei lá dentro as roupas que eu e o Leo vamos levar, mais sapatos, pijamas e artigos de toalete. Enquanto eu fazia isso, decidi que era bobagem carregar duas calças jeans e duas bermudas, e tirei uma de cada. No final das contas, coube tudo e ainda sobrou espaço – que será utilizado para os artigos de toalete do Leo, que tem que levar equipamentos para fazer a barba e gerenciar as lentes de contato.
Cheguei a pesar a mala: deu 9 kg e meio. No final das contas, ela deve ficar com uns 12, que ainda assim é um ótimo peso, principalmente considerando que é uma mala só para nós dois!
O Leo ficou impressionadíssimo, mas já avisou que treino é treino e jogo é jogo.
Ele só acredita mesmo na lenda da mala reduzidíssima quando estivermos dentro do avião.