15.3.07

O Caso da Monografia

Foram três meses de descobertas metodológicas, de pesquisa de jurisprudência, de exame de doutrina e de apreciação de leis. Doze semanas de arquivos com material de pesquisa, fichamentos e textos em três computadores diferentes. Noventa dias de investigação, análise, e eventuais momentos de iluminação.



A monografia da pós-graduação está pronta. Agora é só entregar. Mas quem disse que eu tenho coragem de apertar a tecla de “enviar” do e-mail? Tenho certeza que, no milésimo de segundo posterior ao envio, vou ter um insight fantástico que modifica inteiramente as conclusões a que cheguei, ou que esclarece que toda a minha construção teórica está baseada em uma premissa vazia.



A triste verdade é que não tenho muita escolha. O prazo para a entrega termina amanhã.



Pensando bem, isso é bom. Ou vocês acham que o direito pode sobreviver mais um dia sem uma monografia sobre o bem de família em arrolamento no processo fiscal federal?

13.3.07

O Caso da Viagem 2007

Se tem uma coisa que o Leo e eu gostamos é viajar. A gente não sai muito e somos bem pouco consumistas (fora eu com os sapatos, mas acho que é só uma fase. E não se esqueçam de que eles estavam em promoção. Promoção!), mas falou em viajar e não nos importamos em gastar uma grana que muita gente prefere usar trocando o celular, o carro ou a bolsa de grife. Questão de gosto.

Este ano vamos passar um mês conhecendo Portugal e Espanha, com uma passadinha em Paris no final. O que essa viagem tem de inédita é que junto conosco irão meus pais (que são ótimos, menos quando estão juntos. É que um gosta muito de implicar com o outro. Mas quem sabe eles não vêem como eu e o Leo somos um casal feliz e pacífico e se inspiram?).

Vamos fazer um roteiro circular de carro: chegando de avião em Lisboa no meio de junho, descendo para Évora, passando pelo sul da Espanha, subindo para Madrid, passando por Toledo, chegando a Porto, descendo por Coimbra, Batalha e Sintra para alcançar Lisboa de novo. De lá, avião até Paris.
Se alguém conhece a Península Ibérica (eu acho que a Ana conhece!) e tem dicas e/ou sugestões a dar, favor manifestar-se!

12.3.07

O Caso do Comentário

O Anônimo deixou no último post um comentário a respeito de como este blogue tinha se tornado fútil e superficial.

Reação nº 1: e este blogue NÃO foi fútil e superficial quando, mesmo?

Reação nº 2: olha, ele me chamou de inteligente! Obrigada!

Reação nº 3: oba! Polêmica! O número de acessos vai aumentar!

De qualquer maneira, espero que o amiguinho não se despeça deste blogue para sempre, como ameaçou. Ou ele vai perder os posts (com fotos!) sobre a viagem a Portugal e Espanha que farei com minha mala reduzidíssima, meus sapatinhos de viagem e meu corpinho pós-dieta!

9.3.07

O Caso da Madame

Agora finalmente eu posso ser uma mulher elegante: o Leo está me deixando no trabalho, buscando do trabalho, e ainda me levando para almoçar. Isso significa que eu posso usar sapatos lindíssimos, muito pouco práticos, que não vou estragar nem o pé nem o salto nos paralelepípedos nas ruas.

Minhas duas últimas aquisições foram:

- um modelo de onça com salto altíssimo, fivelinha bem baixa na frente (os americanos chamam de Mary Jane) e bico redondo;

- um peep toe de couro preto e salto doze (minha mãe tinha um igual, de verniz, que eu sempre ambicionei mas nunca pude usar, porque o pé dela é um número menor do que o meu).

Percebo que eu já fui uma pessoa de sapatos simples e sensatos, mas que ultimamente não acho coisa melhor do que um modelo diferente e legal. Espio com mal-disfarçada piedade pessoas que usam sapatos caretas e chinelinhas rasteiras.

Aposto que elas olham meus saltos e também têm pena de mim.

8.3.07

O Caso do Dia da Mulher

Dizem as más línguas que esse negócio de dia é coisa de minoria (vide o dia do índio e da secretária) e que existir um dia para a mulher significa que todos os outros dias são do homem. A Lya Luft meteu o pau na data no programa da Marília Gabriela, e aproveitou para detonar uma associação de mulheres poderosas (empresárias, médicas) para a qual ela foi dar uma palestra. As mulheres se vestem de rosa da cabeça aos pés quando se reúnem, e a Luft disse que, se fosse uma associação de homens, nem passaria pela cabeça deles se vestir de azul, por exemplo.

Primeiro eu concordei com a Lya. Depois eu fiquei pensando que feminismo quer dizer direitos iguais aos homens, e não fazer tudo igual aos homens. Que se as mulheres querem se vestir de rosa – bem , que se vistam.

Ninguém tem respostas prontas para a condição da mulher, mas, como disse sabiamente minha amiga Lili, isso é porque o feminismo – assim como a democracia, acrescento eu – é muito recente, se o colocarmos numa perspectiva histórica. Não há soluções consolidadas, nem decisões mágicas que agradem a todos.

Eu acho que uma maneira sensata e lógica de enxergar a situação é considerar as pessoas, primeiramente, pessoas. O fato de elas serem homens ou mulheres é somente uma faceta delas, como tantas outras facetas. Partir do pressuposto que fulana dirige mal porque é mulher ou que fulano não sabe cozinhar porque é homem não tem o menor embasamento científico.
Além do mais, a gente nem ganha presente no dia da mulher.

7.3.07

O Caso da Correria

Então é isso: eu e o Leo estamos na maior ralação. Ele está fazendo dois períodos em um semestre só, indo à faculdade de manhã e à noite. De tarde ele estuda. Eu trabalho o dia inteiro e estou no sprint final da monografia. Nos intervalos a gente faz dieta, exercício e prepara a viagem do meio do ano. Ufa!

E o esquemão deve continuar por algum tempo. O Leo vai ficar nesse ritmo até se formar. Eu vou entregar a monografia na próxima sexta-feira e pegar sério nos estudos para concurso toda noite.

Em suma, 2007 e 2008 serão anos de muita dedicação acadêmica (com umas viagenzinhas ao exterior no meio para alegrar).

Vai ser ótimo!

6.3.07

O Caso das Lições da Dieta

Aproveitando a deixa da Lílian, que deixou nos comentários um pedido de dicas, vou registrar aqui o que aprendi nos últimos três meses:

- a fazer dieta, faça-o cientificamente. Saiba que um quilo equivale a 7.000 calorias. Se você cortar 250 calorias do seu cardápio diário e perder outras 250 por meio de exercício, perderá 1 quilo por semana.

- para aplicar esse método, você tem que saber direitinho as calorias do que come e o quanto gasta se exercitando. Geralmente as pessoas acham que uma caminhadinha queima quinhentas calorias e um sundae com calda de chocolate adiciona duzentas. Depois não emagrecem e não sabem por quê. A internet é cheia de listas de calorias e eu tenho a planilha mágica, que eu posso mandar pra quem quiser.

- o que nos leva à conclusão que sim, você pode continuar comendo o que gosta, porque nessa fase o importante é o número de calorias, mas aí provavelmente passará fome, porque geralmente gostamos de coisas gordurosas e açucaradas. Quando se faz restrição de calorias, o jeito é procurar alimentos menos calóricos, e eles acabam sendo os mais saudáveis. É 2 por 1: além de perder peso você fica com a saúde em dia.

- o básico: faça várias refeições por dia; sempre tome café-da-manhã; expurgue seus armários dos doces, biscoitos, salgadinhos e afins. Deixe só uma de suas comidas preferidas, em quantidades reduzidas, para, de vez em quando, comer um pedacinho (dentro da sua cota diária de calorias!).

- encare a realidade: quando se faz dieta se passa vontade e fome. Não fique achando que o sacrifício vai ser uma loucura insuportável, mas também não acredite que seus novos hábitos alimentares serão a coisas mais fácil do mundo. Se você está comendo menos do que comia antes (tanto em volume quanto em calorias), é claro que vai sentir fome. Abrace a fome. Não é ela que manda em você, é você que manda nela.

- vá experimentando o que funciona pra você. Eu descobri que chá (sem açúcar, porque senão não vale!) tira a minha vontade comer doce. E o verde ainda acelera o metabolismo.
Em suma:
- Não é difícil perder peso. É só se exercitar muito e comer pouco.
- O difícil é se exercitar muito e comer pouco.

5.3.07

O Caso da Manutenção

Perdi quatro quilos e encerrei a dieta. Jóia. Agora estou na chatíssima fase da manutenção, tentando descobrir quanto devo comer e me exercitar para manter o peso mais ou menos estável.
Consumo uns chocolatinhos e o peso sobe muito. Volto ao número de calorias da dieta e o peso cai muito. É o ponto de equilíbrio, cadê?
Já percebi que as variações de peso são maiores do que o número de calorias ingeridas ou cortadas, porque aparentemente o metabolismo é uma porcaria de um processo complexo e intrincado. Carboidratos retém três vezes seu peso em água. Fibras diminuem a absorção de gorduras. Alimentos de alto índice glicêmico disparam a produção de insulina.
E durma-se com um barulho desses.

2.3.07

O Caso dos Sapatos Enganadores

Mais uma vez caí na esparrela do sapato confortável. Comprei um sapato de bico redondo e saltinho grosso achando que ia ser a maior vantagem; ontem fui trabalhar a pé (800 metros!) e ele detonou meus pezinhos em vários lugares.

Minha desculpa para ter caído no conto do vigário, isto é, do sapato, é que eu tinha outro da mesma marca e de modelo parecido que era agradabilíssimo de usar. Mas eu devia ter desconfiado. Na loja, o sapato enganador não era dos mais confortáveis. Iludida, achei que ele precisava apenas de ser amaciado.

Meu pé é que foi.

O que mais me deixa danada é que o sapato em questão não é nenhuma maravilha. Feio ele não é, mas sua cor caramelo e seu salto reduzido estão longe de impressionar os passantes. O que ele perdia no quesito magnificência ele tinha que compensar com o quesito conforto.

Porque arrebentar o pé por um sapato fantástico é uma coisa – como dizem as parisienses, “é preciso sofrer para ser bela”. Arrebentar o pé por um sapato meia-boca, aí já é desaforo.

1.3.07

O Caso da Alta Indagação

O que as pessoas fazem depois que realizam seus sonhos? Depois que tiram carteira, viajam para o exterior, casam e arrumam emprego?
Alternativa A) separam, pedem demissão, arrumam muitos pontos na carteira para perdê-la, casam de novo e procuram um novo emprego?
Alternativa B) passam as horas livres comendo Ruffles e vendo tevê a cabo?
Alternativa C) nenhuma das acima?

28.2.07

O Caso dos Sapatinhos de Viagem II

Sou a feliz possuidora de um par de tênis All Star.

Eu sei, eu sei: eles são completamente opostos aos sapatos de salto alto e bico fino que passei a usar quando fiz trinta anos. E sim, eles deixam a gente com pés de pato. E sim, os modelos de cano alto são horrendos. Mas o meu All Star:

- é de cano baixo, então é bonitinho;

- é preto, então combina com tudo;

- é confortável (principalmente quando usado com uma palmilha de silicone que vai custar mais caro que ele);

- tem uma costurinha vermelha supersimpática e o tamanho é 33.
Então eu posso até ter pés de pato, mas são pés de um patinho muito delicado e fashion.

27.2.07

O Caso da Páscoa

Falta a Quaresma quase inteira para a Páscoa chegar, mas eu já estou pensando nos ovos que eu vou ganhar e no chocolate que eu vou comer. Passei semanas sem ele, por causa da dieta, mas já faz um tempo que eu o reintroduzi no meu cardápio e voltei a ser a chocólatra de sempre. O problema é que eu não fico satisfeita com só um pouquinho. Ou eu não como nada – e aí até esqueço como é que é e não ligo mais – ou eu como todo dia, e não tem conversa.

Ainda assim tenho tentado lidar com o chocolate de maneira racional e saudável. Até comprei uma caixa de tabletinhos de Talento vermelho – pois avelãs são funcionais, sua gordura é boa, e elas ainda diminuem o índice glicêmico do chocolate. Só que elas impedem que o chocolate derreta na boca. Ficam aqueles pedacinhos espetando a lígua da gente!

Acho que na Páscoa eu vou tirar umas férias dessa bobagem de ser saudável. Aumento minha quota para até 50 g de chocolate por dia, durante uma semana inteira!

Vai ser fantástico.

26.2.07

O Caso da Blusinha

Hoje irei a QUARTA vez a uma loja perto do meu serviço trocar uma blusinha. Espero que seja a última.

Explico: entrei pela primeira vez na loja seduzida pelo anúncio de “promoção” na vitrine (como vocês sabem, “promoção” e “oportunidade” são minhas palavras favoritas). Comprei uma blusinha linda, listrada de azul e branco, com quase 50% de desconto, achando que tinha feito um ótimo negócio. Quando cheguei em casa é que percebi que 1) ela tinha diversas costuras que espetavam; 2) o azul da faixa era diferente do azul das listras.

Voltei à loja no sábado e experimentei praticamente todas as blusas que lá existiam. Fui para casa levando uma frente-única preta-e-branca que custava cinco reais a mais do que a blusinha original.

Chegando em casa, percebi que 1) a frente-única era muito comprida, e 2) a malha era muito vagabunda e não ia resistir a duas lavagens.

Fui mais uma vez à loja e provei de novo todas as blusas que lá existiam. Dessa vez descobri duas camisetinhas básicas de malha que vinham dentro de uma latinha. É verdade que elas custavam dez reais a mais do que a frente única, e o ótimo negócio deixou de sê-lo. Não consegui convencer a vendedora que eu deixava a latinha se ela me desse um desconto, e a tal latinha, apesar de bonita, vem com o nome da marca, que, acreditem ou não, é Dyfteria. Dyfteria! Quando eu for estilista, vou batizar meu negócio de Catapora ou Coqueluche.

Mas eu divago. Voltando ao caso da blusinha: escolhi uma preta e uma verde, porque achei que a vermelha ficava transparente. Chegando em casa... descobri que a verde era transparente também.

Então, hoje volto mais uma vez à loja para trocar a camisetinha verde pela vermelha, que é muito mais bonita. E nunca mais ponho o pé na loja mais mal-iluminada do mundo!

23.2.07

O Caso da Mala Reduzidíssima

Eu disse para o Leo que nas nossas férias de um mês em junho eu ia viajar com uma mala tão pequena que ele não ia nem acreditar, e ele disse que ia esperar pra ver. Eu até que não sou das mais bagulhentas, mas tenho o péssimo hábito de levar roupas para “eventualidades”: biquíni (se surgir uma piscina), quimono (se eu tiver que sair do quarto de pijama), vestido (se aparecer uma festa) e tênis de corrida (se rolar um evento esportivo). Dessa vez não levarei nada para eventualidade alguma, e seja o que deus quiser.

Eu também costumo levar o tanto de roupas que acho adequado para o número de dias de viagem e acabo usando só as minhas preferidas. Dessa vez levarei só essas, e se precisar passo em uma lavanderia.

Outra coisa que vai me ajudar é no destino será verão. Então, os casacões, luvas, meias, gorros e cachecóis, reis do volume na mala, vão ficar em casa.

Estou levando o assunto tão a sério que aproveitei o carnaval para fazer uma simulação. Peguei a menor mala da casa e lasquei lá dentro as roupas que eu e o Leo vamos levar, mais sapatos, pijamas e artigos de toalete. Enquanto eu fazia isso, decidi que era bobagem carregar duas calças jeans e duas bermudas, e tirei uma de cada. No final das contas, coube tudo e ainda sobrou espaço – que será utilizado para os artigos de toalete do Leo, que tem que levar equipamentos para fazer a barba e gerenciar as lentes de contato.

Cheguei a pesar a mala: deu 9 kg e meio. No final das contas, ela deve ficar com uns 12, que ainda assim é um ótimo peso, principalmente considerando que é uma mala só para nós dois!

O Leo ficou impressionadíssimo, mas já avisou que treino é treino e jogo é jogo.

Ele só acredita mesmo na lenda da mala reduzidíssima quando estivermos dentro do avião.

22.2.07

O Caso do Balanço do Feriado

Atividades típicas: darmos várias dormidinhas durante o dia; virmos filmes; lermos livros; assistirmos a meia hora do compacto do desfile das escolas de samba, acharmos todas feias e desligarmos a tevê.

Atividades atípicas: acordarmos cedo para ir correr; fazermos refeições regulares e saudáveis; comermos pouquíssimo chocolate.

Acabo de perceber que eu e o Leo estamos ficando horrivelmente saudáveis e atléticos.

16.2.07

O Caso do Carnaval

Não, dessa vez não vou viajar muitas horas para ir a praias feias tomar chuva na cacunda. Dessa vez vou ficar em casa, quietinha e satisfeita, descansando, encontrando os amigos, planejando atividades para a Grande Viagem do Ano, imaginando maneiras de reduzir ainda mais a mala reduzidíssima, comendo uns chocolates da Lalka que descobri no fundo do armário, correndo muitos minutos seguidos (no domingo passado foram 32!), vendo filmes fofuchos e namorando bastante.

Meu próprio marido, é claro.

15.2.07

O Caso do Fim da Dieta

Minha dieta está na reta final. Nos últimos suspiros. Nos estertores derradeiros. Eu só queria eliminar uns míseros últimos gramas para:

- chegar num número redondo;
- ter uma margem de segurança para não estressar quando voltar a me alimentar normalmente.

Só que faz mais de uma semana que não perco um grama. Nada. Nadica. Aliás, nos últimos dias eu ganhei 100 gramas!
Explicações:

- as rações de M&M enlouqueceram meu organismo;
- dessa vez alcancei um platô de verdade;
- meu corpo chegou no peso ideal e não sai dele nem a pau.

Acho que vou ficar com a última explicação e encerrar a dieta por aqui. Aí provavelmente decidirei entrar na academia, para ficar malhadinha.

Vamos ver o que aborrece mais vocês leitores, o papo de dieta ou o papo de ginástica.

14.2.07

O Caso do Cabelo Bicolor

Estava eu matutando o que fazer com o meu cabelo de duas cores quando ligo a tevê no canal GNT e vejo o programa “Superbonita” alardeando que tem gente que paga para ficar com o cabelo assim.

Fiquem sabendo que a última tendência é ter as raízes de cor diferente das pontas. Cabelo bicolor tá na moda!

Justo agora que eu tinha dado um jeito de me livrar do meu cabeleireiro de três dígitos!
Explico: quando fui lá reclamar que o tonalizante castanho que ele passara em cima das minhas luzes estava saindo (e conseqüentemente meu cabelo estava ficando bicolor) e ele disse que tonalizante era assim mesmo, boba!, e que se eu quisesse algo mais duradouro deveria ter usado tinta (coisa que ele não se deu ao trabalho de me explicar na época), ele me mostrou a cartela de produtos, e fiquei sabendo que ele tinha aplicado a tonalidade tabaco da Alfaparf.

Aí, quando fui à capital e achei a tinta por uma fração do preço que ele tinha me cobrado, comprei a danada mais que depressa, e já arrumei um salão que vai aplicá-la no meu cabelo por dois dígitos bem baixinhos.

O único problema é que, na empolgação de fazer tanta economia, acabei comprando a tinta errada. Ao invés de levar a tinta tabaco (que é marrom como o meu cabelo), acabei levando a chocolate (que é marrom-avermelhada e portanto provavelmente deixará raízes).
Passo ou não passo?

13.2.07

O Caso da Implicância

Não dá pra ser feliz: você engorda, e suas roupas ficam apertadas; você emagrece, e as pessoas começam a te acusar de estar muito magra.

E nem estou: já pesei menos que agora. Só que, na época, ser magra não estava com nada. Justamente agora, que a esbelteza está na moda, estão tentando me impedir?

Mas estou desconfiada de que parte da culpa da implicância é minha mesmo. Caí na bobagem de continuar usando as mesmas roupas, e é claro que elas ficaram largas - o que dá impressão de criança famélica ou de resgatado de campo de concentração. Preciso desencavar do guarda-roupa uns outfits justésimos, e aí as pessoas vão ver que eu não tenho nada de famélica.

Pelo contrário [risada maquiavélica].

12.2.07

O Caso do Guarda-Roupa de Viagem

Sim, eu sei que tem gente que acha que o importante é estar confortável e à vontade, e que minha preocupação com a roupa a levar em viagens é superficial, irritante e desnecessária. Afinal, quando você viaja você encontra pessoas que não te conhecem e que provavelmente nunca mais vão te ver de novo e, portanto, quem se importa que elas te achem deselegante?
Bem, dá licença – eu me importo. Acho que quem está bem-vestido é mais bem-tratado e mais bem-recebido (a não ser na Disneylândia, mas lá é a terra da fantasia). E desafio a me provarem o contrário!
Vou ilustrar minha tese com um exemplo real: em Amsterdã, o Leo comprou um sobretudo preto. A partir daí:
- um barco de turistas orientais nos confundiu com a realeza;
- os moradores de Brugge perguntavam se ele era inglês;
- na hora de embarcar, a aeromoça queria botá-lo à força na primeira classe (ele teve que recusar para não me deixar para trás).

Acho que não preciso dizer mais nada.

9.2.07

O Caso do Drama da Passagem

Não sei o que eu arrumo, mas eu não consigo marcar uma passagem sem drama e ranger de dentes.

Aliás, eu sei o que eu arrumo, sim: eu não acredito no que o agente de viagens diz, e fico buscando tarifas melhores na internet e pelo telefone das companhias aéreas, atormentando uma grande quantidade de pessoas na minha busca pela passagem mais barata possível.

Talvez o problema é que eu não saiba muito bem onde o “possível” acaba. Que eu tenha fé absoluta na possibilidade de conseguir um vôo por 800 dólares para a Europa na alta temporada. Que eu acredite piamente que os operadores têm preços melhores, sim, só que eles estão escondendo de mim.

Um pouco de ceticismo e pesquisa é bom: conseguimos reduzir o preço da passagem em quase 20% mudando a data em alguns dias. Muito ceticismo e pesquisa é péssimo: quando você decide marcar a passagem, descobre que o último vôo, aquele vôozinho interno e bobo de curta duração, aquele que era a última das suas preocupações porque, afinal, você está fazendo sua reserva com QUATRO MESES de antecedência, não tem passagem disponível a não ser que você esteja disposta a pagar 300 paus por ela.

A culpa é da Varig, claro. A culpa é sempre da Varig.

8.2.07

O Caso dos Sapatinhos de Viagem

Estou programando uma viagem para o exterior em junho. Em conseqüência, o drama dos sapatos de viagem (no mááááximo dois pares, porque eu continuo com ambições de mala reduzidíssima) ressurgiu.

No meu destino, vai ser verão, e portanto botas, meus calçados preferidos para passeios, porque são confortáveis E elegantes, estão descartadas. A segunda opção, tênis, que são confortáveis mas não elegantes, também, porque embora um tênis preto meio escondido sob uma calça comprida até que engane, tênis com bermuda e saia é o horror.

Já me sugeriram sandálias, mas eu torci o nariz. Primeiro porque não conheço nenhuma que não estraçalhe os pés se você é obrigado a caminhar com elas durante horas. Segundo porque, se houver alguma, provavelmente ela terá tiras largas e salto grosso – em suma, será horrenda.

Estou vagamente atraída pelos sapatênis, e considerando um All Star preto de cano baixo. Ele não é lá muito bonito, e faz com que a gente pareça ter pés de pato, mas pelo menos ele é fashion.
Se alguém tiver sugestões, favor se manifestar, rápido!!

7.2.07

O Caso das Modas

Lembro-me muitíssimo bem de ter reclamado com minha amiga Lili, no ano passado, que eu não entendia a nova moda das bermudas. E a Lili me respondeu que ela, ao contrário, estava adorando.
Pois é: agora eu sou a orgulhosa proprietária de duas bermudas que eu uso para trabalhar e passear. E eu também adoro.
Diga-se de passagem que as peças em questão não são shortinhos bufantes super-crescidos, nem bermudas ciclistas mega-justas e curtas. Não, não. São bermudas de tecido encorpado e corte reto que chegam abaixo dos joelhos. Elas são mais frescas do que calças e tão compostas quanto.
A verdade é que eu tenho uma relação conflituosa com a moda. Toda vez que vejo um lançamento, torço o nariz. Aí, umas semanas depois, após eu ter visto a novidade em diversas cores, modelos e variações, começo a me acostumar. Ás vezes até gosto. E de vez em quando até compro.
Mas tem coisa que não dá para engolir. A revista Estilo do mês passado trouxe um especial sobre macacões. Ah, os macacões. Difíceis de vestir, difíceis de combinar, difíceis de assentarem bem. Fáceis de lembrar que você os usou uns dias atrás. Escondem a cintura, achatam o peito, realçam os quadris.
Espero permanecer imune aos macacões.
É só a minha amiga Lili não falar que ela está adorando.

6.2.07

O Caso da Sobremesa

Meu cardápio ganhou uma novidade: rações de M&M.

Mas não fiquem achando que estou falando de meio pacote, não. Cada ração corresponde a 12 confeitos de chocolate.

Se você comer um por um, até que dura bastante.

5.2.07

O Caso do Vestido

No último final de semana, fui procurar um vestido para ir ao baile de formatura do meu pai (a segunda; sim, na minha família nós gostamos de uma faculdadezinha) e descobri que o vestido que eu usei na minha primeira formatura servia perfeitamente.

O vestido estava praticamente novo, embora tenha sido feito para um evento que ocorreu nove anos atrás. É que ele é um tomara-que-caia prata e, portanto, não pôde ser usado nem em casamentos e festas de quinze anos (a cor não deixa), nem em ocasiões mais modestas (o modelo não deixa).

A conclusão é que é possível, sim, manter o mesmo peso durante a vida. É só comer menos. Ou, pensando bem, talvez o truque seja simplesmente não comer mais. O que é bem difícil depois que a gente casa, e fica achando que tem direito ao mesmo tanto de guloseimas do que o marido da gente, que tem trinta centímetros a mais de altura...

1.2.07

O Caso do Filme

Ontem vimos um filme fofinho: O Amor Não Tira Férias. É com a Kate Winslet, o Jude Law, a Cameron Diaz e o Jack Black. É um daqueles longas em que todos os personagens são bonitos, todas as casas são maravilhosas, todos os diálogos são interessantes e tudo se resolve no final.
Impressionante como um filme fofinho deixa a gente feliz.

* * *

Sim, eu gostei do filme, mas

- sempre acho crianças em filmes algo constrangedor. Hollywood tem uma batelada de pirralhos feios e sem talento que ela adora escalar. Devem ser todos filhos de produtores (todos menos o garoto de “O Sexto Sentido”).

- Cameron Diaz não me convenceu muito no papel da mulher viciada em trabalho com problemas de relacionamento. Ela tinha que ser mais feia. Ou melhor atriz.

31.1.07

O Caso do Platô Imaginário

Há duas semanas dias minha balança não mostra a menor diferença. E isso contando calorias religiosamente e fazendo exercício todos os dias.

Fiquei imaginando que eu havia chegado ao temido platô – aquele momento que é o terror das pessoas que fazem dieta, porque nele o peso se mantém inexoravelmente igual, não importa o que se faça. O que, coonvenhamos, desanima qualquer cristão.

O Leo veio em meu socorro argumentando que eu não estava no platô – estava era me pesando em uma balança vagabunda. De fato, minha balança apresenta vários problemas. Para começar, ela sempre marca três quilos a menos. Vocês imaginam a surpresa que eu tive a primeira vez que fui à academia, me achando esbeltíssima com 49 kg, e escutando do instrutor que, na verdade, eu pesava 52. Um horror.

Para continuar, como ela é uma balança de ponteiro, realmente fica difícil enxergar o que ela está marcando. Diferenças de menos de meio quilo ela simplesmente não registra.

Antes de ontem chegou a balança digital nova e linda que compramos pela internet. Ela marca o peso de 100 em 100 g. Já me pesei nela três vezes, em momentos diferentes do dia, com e sem roupa, e ela mostrou diferenças de 800 g.

Enquanto isso, na balança antiga, o ponteiro nem se mexe.

30.1.07

O Caso do Novo Estilo

Na terceira temporada de Project Runaway, havia uma estilista elegantérrima, que tinha cabelo vermelho-fogo e só vestia preto e branco.

Na semana passada, pintei as unhas de vermelho-fogo. Inspirada pela estilista, faz quatro dias que eu só visto preto e branco. E estou me sentindo elegantérrima.
O único problema é que o esmalte vermelho-fogo não durou muito. Para compensar, estou usando minhas roupas preto-e-brancas com sapatos roxos.

29.1.07

O Caso do Sistema Cardiovascular II

Reclamei com uma colega de trabalho – que nada muitos mil metros por dia e completou a volta da Pampulha sem treinar – da minha incapacidade de correr (isto é, trotar) mais de um minuto seguido e ela respondeu, enigmaticamente:

“Isso muitas vezes é coisa da cabeça.”

Eu disse que um cardiologista já tinha diagnosticado o meu excesso de batimentos cardíacos como uma característica do meu organismo e ela deu outra resposta ao estilo Oráculo de Delfos:

“Sempre desconfiei que você não respira direito.”

Indignada e disposta a provar que ela estava errada, totalmente errada, que o meu corpinho é frágil e que eu possuo limitações orgânicas, fui correr com o Leo no sábado de manhã.

Corri 30 minutos, com um único intervalo de dois minutos de caminhada entre dois períodos de 15.
Estou chocada até agora.

26.1.07

O Caso do Sistema Cardiovascular

O Leo disse que pessoas magras não têm direito de reclamar, mas eu acho uma grande injustiça o fato de eu fazer bicicleta ergométrica, caminhar ou trotar praticamente todo dia e ter um sistema cardiovascular ridículo.

É assim: basta eu fazer um exercício um pouquinho mais puxado (como trotar por 500 metros) que meu coração dispara, meus pulmões se revoltam e eu fico roxa de esforço.

Um cardiologista já me disse que sou assim mesmo, não tem jeito. Que com muito, muitíssimo exercício é capaz de eu melhorar um pouquinho.

Mas isso não me revolta. O que me revolta é ir caminhar com o Leo e, enquanto eu me mato para fazer o meu treino de intervalo (um minuto andando, um minuto trotando), ele, que odeia exercício, sair correndo na frente. E, quando a gente se encontra de novo, ele ainda esnobar: se eu fizesse bicicleta todo dia e tivesse este Nike Shox eu estava voando baixo nesta pista.
É muito injusto.

25.1.07

O Caso do Programa

Aaaaaaaaaah eu quero ser estilista!

Estou vendo Project Runaway e adorando. No programa, 15 estilistas enfrentam desafios fashion (do tipo “modernize um ícone da moda”) e são descartados um a um. Os três últimos têm a oportunidade de fazer uma coleção inteira, e deles sai o grande ganhador. Eu tenho certeza que, se eu participasse, eu seria a grande ganhadora!

Confesso: eu já quis ser um dos decoradores de Changing Rooms (Minha Casa, Sua Casa). Mas só porque eu estava meio cega pelo casaco de pedaços de couro do Lawrence. Agora, vendo Project Runaway, eu acho que eu realmente encontrei minha vocação!

Porque, vejam bem, eu gostava de Changing Rooms, mas não tinha idéia do que cada decorador ia fazer. Em Project Runaway, eu olho para as roupas que os designers bolam e deduzo o que o júri (formado pelo Michael Kors, pela diretora da moda da revista Elle e da supermodel Heidi Klum) vai dizer sem a menor dificuldade. Eu sei o que eles querem!
O único obstáculo entre mim e uma brilhante carreira de estilista é que eu não sei costurar.

24.1.07

O Caso da Ilusão

Meses atrás, eu estava organizando uns álbuns de fotos e me deparei com umas fotinhas minhas de adolescente. E concluí, muito satisfeita, que, embora na época eu fosse mais magra e tivesse mais cabelo (o que pode muito bem ser uma impressão falsa causada pelo corte Chitãozinho e do Xororó que se usava então), aos trinta eu sou muito mais bonita.

Pois é: essa bela ilusão está se desfazendo. Agora que eu emagreci três quilos, o meu rosto voltou a ficar anguloso. O meu queixo está mais pontudinho do que nunca e as minhas maçãs do rosto estão tão definidas que chegam a ser ameaçadoras. A verdade é esta: a beleza do meu rosto depende das gordurinhas do meu corpo!

Mas não quero nem saber. Recuso-me a ter pneuzinhos. O jeito é passar bastante blush, para fazer as pessoas acreditarem que eu tenho bochechas.

23.1.07

O Caso da Lindíssima Planilha

Para ajudar na minha dieta, o Leo fez uma planilha lindíssima no Excel. Em uma aba, você põe peso, altura e nível de atividade física, e ela calcula quantas calorias você precisa por dia para se manter. Em outra, você põe a quantidade de comidas que você consumiu, e ela te dá o nº de calorias ingeridas. A terceira cruza todas essas informações e te conta quanto peso você perdeu (ou ganhou).

De posse dessa planilha lindíssima, dá pra fazer uma dieta científica. E quando chega o final do dia e fico abaixo da meta diária, incluo umas rações reduzidas de chocolate (tipo 10 gramas) sem avacalhar meu programa de emagrecimento.

Sim, porque eu ainda ambiciono perder dois quilos. Embora o Leo diga que linda mesmo eu estava quando voltei dos Estados Unidos, pesando uns 55 quilos e com as bochechas gordinhas.

22.1.07

O Caso das Calorias

Fazer dieta NÃO é uma coisa fácil, operacionalmente falando. A primeira impressão que você tem é que basta diminuir a comida para perder peso. Mas o negócio é muito mais complicado do que isso. Quanto de comida diminuir? Assim é muito? Assim é pouco? Esse tanto de fome é pouco? Esse tanto de fome é muito? Estou emagrecendo de maneira saudável? Ou ficando desnutrida e com as unhas fracas?

Como eu gosto de fazer as coisas de maneira científica, pesquisei aqui e acolá e acabei descobrindo a uma fórmula que calcula quantas calorias por dia são necessárias para você manter o seu corpinho como está. Aí, ao invés de navegar no escuro, você tem uma idéia melhor do que precisa cortar. Sem jamais ficar abaixo do limiar sagrado de 1.200 calorias (o que poderia frear o seu metabolismo por anos!).

O que a fórmula tem de chocante é que a gente precisa, na verdade, de muito poucas calorias para viver. Eu, por exemplo, que nem chego a um metro e sessenta e agora peso quarenta e nove quilos e meio (iupi!), preciso de míseras 1.600 calorias por dia para não diminuir nem aumentar. E isso levando em consideração que eu faço pelo menos 50 minutos de exercício aeróbico cinco vezes por semana! Sem o exercício, o nº de calorias cai para ridículas 1.400.
Leiam e chorem.

19.1.07

O Caso dos Temas de Post

Eu achava que postar sobre dieta não fazia o menor sucesso, porque:

a) as pessoas que não fazem dieta não ligam a mínima;

b) as pessoas que fazem dieta precisam tirar a cabeça da comida, ao invés de ler posts sobre dieta;

c) não tem nada que diga mais “falta de assunto!” do que fazer uma lista das comidas ingeridas durante o dia.

Além disso, não quero que me acusem de promover uma visão distorcida do corpo humano, gerando baixa-estima nos meus leitores e conseqüentemente aumentando o risco de que eles eventualmente desenvolvam distúrbios alimentares.

Mas enfim. Descobri um blogue chamado “Meu Emagrecimento”. É de uma moça que perdeu quase 50 kg, e ele tem centenas de acessos diários.

Por que o MEU blogue não tem centenas de acessos diários?!?
(Talvez porque quase 50 kg já seja o meu peso inicial.)

18.1.07

O Caso das Resoluções

Resoluções para o Ano de 2007:
- Ser menos impaciente, menos crítica, menos sarcástica, mais sociável;
- Parar de inventar desculpas (como a pós-graduação) para não ir a eventos;
- Lembrar-me de ligar para as amigas em seus aniversários;
- Conseguir correr (isto é, trotar) por mais de 1 minuto seguido;
- Continuar tomando chá verde e me beneficiando de sua cafeína e seus antioxidantes;
- Usar a pilha de cosméticos guardados no armário do banheiro ao invés de comprar novos;
- Viajar com uma mala realmente reduzida;
- Trabalhar com mais afinco para ser uma funcionária pública ainda melhor.

21.12.06

O Caso da Comida

A melhor coisa de fazer dieta é que, quando você sai dela, toda comida fica di-vi-na. Além da fome subliminar que está subjacente a toda dieta, e que aumenta o poder de atração de qualquer prato, acho que a falta de gorduras e açúcares purificar o paladar, porque eu ando sentindo sabores antes insuspeitados.

Hoje a turma do trabalho foi a um almoço especial de Natal, e eu juro que nunca comi um escalopinho ao molho madeira, um purê de batata e um arroz branco mais maravilhosos. Até a musse de maracujá, que é uma sobremesa boa mas sem nada de mais, me deixou nas nuvens. Confesso: eu já nem me lembrava mais que o leite condensado tinha uma textura tão sedosa e um sabor tão acetinado.

Meu paladar está tão afiado que até o meu cereal sem graça (que eu chamo carinhosamente de alpiste) tem ficado com um gostinho final açucarado.

Isso, ou a falta de comida está me dando alucinações.

19.12.06

O Caso das Descobertas

Descobri mais coisas interessantes na internet no fim-de-semana (nenhuma delas animadora):
1) Não é possível perder peso e ganhar músculos ao mesmo tempo. Para perder peso, você precisa diminuir a ingestão de calorias; para ganhar músculo, você precisa aumentar a ingestão de calorias. Ou seja: é um ou outro. O que dá pra fazer é perder peso perdendo um mínimo de músculos.
2) Quanto mais se emagrece, mais difícil fica continuar emagrecendo. Para começar, um corpinho menor precisa de menos calorias pra se manter. Para continuar, os mesmos exercícios começam a queimar menos calorias, não só porque o corpinho está menor, mas também porque ele fica mais eficiente.
Conclusão: como diz minha irmã Isabela, ficar em forma é a mesma coisa do que tentar subir uma escada rolante que está descendo. Você está sempre fazendo esforço, e, se ficar parado, volta para onde veio!
Depois eu começo a ter pesadelos com escadas rolantes e não sei a razão.

18.12.06

O Caso do Sapato Maravilhoso

Sim, eu jurei que nunca mais iria comprar sapatos desconfortáveis. Mas, há duas semanas, fui há uma loja à qual há muito tempo eu não ia (culpa da pós aos sábados) e me encantei com um par de sapatos fantástico.

Ele é feito de pele de cobra, tem o bico mais fino do mundo e um salto dourado altíssimo. É um sapato, assim, de juíza usar na cerimônia da posse. Para completar, o preço era tão bonito quanto o sapato (sim, ele estava na superliqüidação). Resultado: não resisti e comprei o danado.

Vejam bem, não é que tenha sido um compra ruim. O sapato tem vários aspectos positivos. E um só negativo: o salto 15, que não ajuda. Sabem a história da sereiazinha, que trocou a voz por um par de pernas, e cada passo que dava era como se tivesse pisando em milhares de alfinetes?
Pois é, ontem usei o sapato e me senti a própria sereiazinha.

15.12.06

O Caso dos Ovos Mexidos Bizarros

Minha faxineira é uma fofura. Ela está sempre descobrindo maneiras de maximizar os utensílios domésticos. Volta e meia ela desenterra alguma coisa esquecida e põe para usar, o que eu acho ótimo.

Ontem cheguei em casa e me deparei com um vidrinho para queijo ralado transformado em saleiro. Normalmente, a gente guarda o sal numa grande vasilha com tampa, e toda vez que precisamos salgar alguma coisa temos que resgatá-la do armário que fica debaixo da pia. Então, achei o saleiro uma idéia excelente.

Hoje de manhã o Leo fez ovos mexidos para mim. Como eu gosto das coisas salgadinhas, levei meu novo saleiro para a mesa toda satisfeita. Joga sal daqui, joga sal de lá, e nada do gosto dos ovos mudar. Ao contrário – eles estavam ficando cada vez menos salgados. Fiquei olhando para o saleiro com cara de brava, e então tive um momento de iluminação: ele não estava cheio de sal, mas de açúcar! Como agora eu estou tomando chá, minha faxineira deve ter achado que eu precisava de um açucareiro por perto.

Corri para a cozinha e enchi o prato de sal verdadeiro, mas já era tarde. Foram os ovos mexidos mais bizarros que eu comi.

13.12.06

O Caso da Amarga Verdade sobre Tratamentos de Beleza para o Verão

A meta: ficar esbelta com uma atrizita de Malhação.

O método: tomar chá verde, eliminar os chocolates, e ralar uma hora em cima da bicicleta ergométrica todo dia.

O resultado: peso perdido onde ele faz falta (no rosto) e gordurinhas localizadas ressaltadas (porque o resto do corpo está mais magro).

A esperança: que mais dez dias dessa programação espartana comecem a fazer efeito sobre as diabas das gordurinhas localizadas.

A conclusão: agora eu sei porque as atrizitas de Malhação fazem lipo.

12.12.06

O Caso da Dentista

Inspirada pela Lili e pelo fato de que fui ao dentista ontem, farei um post odontológico:

Dentista antiga:
Consultório lá longe. No mínimo 20 minutos de carro.

Dentista nova:
Consultório aqui perto. No máximo 2 minutos a pé.

Dentista antiga:
Guardanapo no pescoço.

Dentista nova:
Cadeira que faz massagem.

Dentista antiga:
“Tire esses vinte raios X e volte na semana que vem.”

Dentista nova:
“Não precisa tirar raio X, não!”

Dentista antiga:
80 reais pela limpeza.

Dentista nova:
0 reais pela limpeza (aceita plano de saúde).

Dentista antiga:
“Desse jeito a sua gengiva vai se retrair e seus dentes vão cair!”

Dentista nova:
“Sua gengiva está ótima. Nem está sangrando depois da limpeza!”

Dentista antiga:
“Essas suas raízes estão muito superficiais! Fica de olho!”

Dentista nova:
“Raízes? Não, elas estão jóia.”

Dentista antiga:
“Fique pelo menos uma hora sem comer após a aplicação do flúor.”

Dentista nova:
“...”

Em suma: a dentista nova é muito mais agradável. Mas, se eu continuar com ela, daqui a uns anos não vou ter mais todos os dentes.

11.12.06

O Caso dos Chá de Morango

Como eu estou gostando de chá verde sem açúcar e todo mundo fala que ele é amargo e ruim, imaginei que eu fosse achar os outros tipos de chá simplesmente deliciosos. Ontem fui ao mercado e comprei oito tipos diferentes (não, eu não sou louca: foram duas caixinhas com sabores sortidos).
Cheguei em casa sem saber qual deles eu ia experimentar primeiro: o de hortelã ou o de camomila? O de morango ou de maçã vermelha com canela?
Decidi-me pelo de morango e lá fiquei, toda feliz, vendo a água da xícara virar um vermelho lindíssimo. Na hora de tomar... que decepção. O chá de morango tem gosto de... chá. E como eu já disse, acho que chá tem gosto de água suja. Com um leve toque de grama ao fundo.

Como explicar, então, que eu goste justamente de chá verde? Tenho algumas suposições:

1) sabe aquela teoria de que os bebês vão preferir para sempre as primeiras comidas que experimentam? Pois é: como o primeiro chá que eu tomei de verdade foi o verde, meus neurônios e minhas papilas gustativas gostam é dele.
2) o gosto do chá verde é bem forte. Ou seja, não me traz à mente nem água suja, nem água de coco (que eu não gosto pelas mesmas razões), nem melancia (idem), nem... chá.
3) o chá verde que eu ando tomando é falsificado: ele é amarelo (ao invés de verde) e gostosinho (pelo menos eu acho). Como chá preto e chá verde vêm da mesma planta, como bem disse a Gaúcha Estudiosa, talvez eu esteja bebendo chá preto enganada.

Mas não temam, porque a epopéia do chá ainda não terminou. Ainda tenho sete sabores diferentes de chá para provar.

8.12.06

O Caso das Conseqüências da Idéia Retardada nº 2

Continuo firme e forte nas 5 xícaras de chá verde por dia. Tô até me acostumando com o gosto e desconfiando que vou virar fã de chá. Essa é a conseqüência boa, porque parece que até placa bacteriana ele combate. Então, se eu incorporar chazinhos no meu dia-a-dia, a experiência terá sido válida.
A conseqüência ruim é que é a segunda noite que acordo às 3 da manhã e fico olhando para o teto sem conseguir dormir. E olha que falta de sono nunca foi o meu problema - ao contrário! Tô desconfiada que chá verde é cheio de cafeína e, como nunca tomo café, meu organismo não está acostumado à substância. Resultado: tô ficando ligadona.
Hoje à noite vou deixar um livro de direito do trabalho ao lado da cama. Vamovê se a insônia resiste à prosa imortal do Godinho Delgado.

7.12.06

O Caso de Vestibular

O Leo fez vestibular pra computação, ficou em 2º lugar, e ainda tirou 10 na redação.
Agora começa a luta para ele fazer 2 períodos por semestre, estudando de manhã e à noite.
O argumento mais forte que apresentaram até agora para impedirem é que “isso nunca foi feito antes”. Só que nós não temos culpa se os calouros até agora era burrinhos, sem ambição, ou ambos.
Ele conseguiu se matricular no 1º período. O coordenador do curso disse que é assim mesmo: depois que examinaram o pedido de eliminação de matérias que ele protocolou vão chamá-lo para acertar o horário, e aí ele pode pedir as matérias do 2º período.
O pior é que só vão chamá-lo lá pelo meio de janeiro.
E a minha ansiedade, como é que fica enquanto isso?

6.12.06

O Caso da Idéia Retardada nº 2

Li no site da revista Boa Forma que o chá verde é a oitava maravilha do mundo: é cheio de antioxidantes, faz bem para a pele, acelera o metabolismo e queima gorduras. E que você, leitor inocente, pode perder 5 kg em 15 dias com a dieta do chá verde!
A dieta do chá, em si, é tosca: um cardápio diário de 1.300 calorias acompanhado de 5 xícaras de chá verde.
(Não, eu não pretendo fazer a dieta do chá verde. Primeiro porque dieta de revista é o fim da picada: uma só para todas os leitores, ignorando solenemente as diferenças de altura, peso, composição corporal e idade. Segundo porque 1.300 calorias por dia é coisa de monge tibetano jejuador, e eu não cheguei nesse nível. Ainda.)
Mas a idéia do chá verde me agradou, porque eu detesto verduras e legumes e o tal chá, como eu já disse, é cheio de antioxidantes. E ainda acelera o metabolismo! Logo imaginei (é incrível como as idéias retardadas se formam rapidamente) que, cortando os chocolates e balas e bebendo 5 xícaras de chá verde por dia, em 15 dias eu ia ficar, como diz minha irmã Isabela, um chuchu.
É verdade que, pelo site, já dava para desconfiar que chá verde é uma bela de uma gororoba, porque havia uma matéria especial só para ensinar os leitores a deixá-lo menos amargo e mais bebível. Além disso:
- eu não sou fã de chá. Acho que tem gosto de água suja;
- o fogão da minha casa não funciona faz um mês.
Mas as idéias retardadas não conhecem obstáculos. Raciocinei que, por mais amargo que o tal chá fosse, não podia ser pior que o chá de boldo que eu tomei na última viagem à praia; além disso, tampar o nariz e virar uma xícara de chá é bem melhor do que mastigar verduras e legumes de texturas pegajosas. E eu tinha o forno de microondas para ferver a água.
Fui ao supermercado, comprei o tal chá, e ontem mesmo tomei duas xícaras da poção milagrosa. Conclusões:
1) o gosto não é tão ruim assim. É muito melhor que um prato de xicória afogada. Esses leitores da Boa Forma são uns fracotes!
2) qualquer fulano emagrece com o tal do chá verde acompanhando as refeições. Uma xícara são 200 mililitros (praticamente um copo). Enchendo a barriga de água quente, não sobra muito espaço pra comida mesmo!
Vamos ver por quanto tempo eu agüento tomar um litro de chá verde por dia.

5.12.06

O Caso da Idéia Retardada

Ok, confesso: sempre malhei pessoas que acham que jejuar o dia inteiro vai deixá-las esbeltas para uma festa à noite, ou que passar uma semana comendo só abacaxi é a melhor maneira de se livrar dos quilinhos em excessos causados pelas comemorações de fim de ano. Mas o mundo dá voltas, e eis que tive minha própria idéia retardada: acordar todos os dias mais cedo para fazer vinte minutos de bicicleta antes do café-da-manhã, para estimular o metabolismo.

Eu explico: vocês sabem que faz um tempo que ando paquerando a academia, querendo e não querendo voltar para os braços dela. Há uns dias, decidi que ia começar assim que eu saísse de férias em janeiro, porque aí poderia ir todos os dias, e no horário mais vazio, de maneira a fazer a transição da maneira menos dolorosa possível.

Só que de repente surgiu a chance de passar o Ano-Novo na praia. E aí, aquelas gordurinhas que são invisíveis quando você está vestida passam a ser uma grande preocupação.

(Parêntese para esclarecimentos: sim, eu sei que existem preocupações mais graves nessa vida. Prometo que daqui a pouco me preocuparei com a paz mundial. Assim que eu estiver em forma.)

Minha primeira idéia retardada foi entrar imediatamente na academia e bater ponto nela diariamente. Mas, considerando que eu tenho apenas 17 dias, concluí que não ia adiantar muito, já que músculo algum se desenvolve em tão pouco tempo. Então, resolvi utilizar os 17 dias fazendo muitos, muitos exercícios aeróbicos, que são os que eliminam as gordurinhas mesmo.

Como eu trabalho o dia inteiro, só tenho a noite para me dedicar à boa forma. A noite... e a madrugada. Hoje acordei as 6:20 da matina para pedalar.

Sim, eu sei que é uma idéia retardada. O problema é que as idéias retardadas sempre parecem brilhantes.

4.12.06

O Caso do Vestido Infinito

Na minha busca incessante pela mala perfeita, descobri outra coisa legal: o Vestido Infinito. Ele é uma única peça de roupa, mas vira vários modelos: o cumprimento da saia e o tipo de decote é você que escolhe.

Na verdade, o Vestido Infinito é um tubo de pano com duas tiras longuíssimas saindo da parte de cima. Dobrando e enrolando, você transforma as tiras em alças, mangas e decotes, e o vestido fica do jeito que você quer.

Resumindo, ao invés de levar na mala três ou quatro vestidos, e o mesmo número de blusas e saias, você leva só o Vestido Infinito. Igreja italiana na qual alcinha não entra? Manga e a saia midi. Passeio em praia do Caribe? Ombro só e minissaia. Noite de gala em Paris? Tomara-que-caia e saia longa.

Mesmo se a viagem for longa, você não precisa se preocupar: em teoria o Vestido Infinito não amassa e seca rápido. Então, dá pra lavá-lo à noite no quarto de hotel, e ele vai estar pronto para usar no dia seguinte.

Você pode comprar essa maravilha pós-moderna pela internet. Custa 200 dólares (sem o frete). Ou você pode infernizar sua própria mãe para ela fazer o Vestido Infinito pra você (plano B).

Assim que ficar pronto eu aviso se deu certo.

1.12.06

O Caso da Ansiedade

Descobri que sou ansiosa, muito ansiosa. Quero resolver minha vida toda, agora, e rápido. Quero ter certeza do clima do fim do mês, da cotação do dólar no fim do ano que vem e do salário com que vou me aposentar. Quero um calendário mágico que me diga quanto tempo vou ter que estudar para passar em outro concurso, quanto tempo vou ter que ficar na academia para entrar em forma, e quanto tempo vou precisar para dominar essa ansiedade e virar uma pessoa calma e contente.

O pior é que, não satisfeita de me afligir com os rumos de minha própria vida (e sem muito motivo, eu reconheço), me aflijo com os rumos da vida do Leo também. Já tenho os próximos três anos de vida dele traçados. Numa planilha.

Já ele não esquenta a respeito de um futuro incerto sobre o qual não temos controle. Mas também, para que se preocupar, se eu me preocupo por nós dois?

30.11.06

O Caso da Remoção Cirúrgica

Eu tenho umas verruguinhas na testa e no queixo (igual a uma bruxa, rárárá) e na última vez que fui ao dermatologista perguntei se ele podia dar jeito nelas. Ele prometeu carbonizá-las e disse para eu encontrá-lo no hospital na semana seguinte.

A palavra “hospital” devia ter-me feito desconfiar. Mas não fez, e lá fui eu, toda boba, porque outra dermatologista já tinha queimado minhas verruguinhas antes, e, embora o processo tenha sido um pouquinho dolorido, não foi nada de mais (embora seja verdade que também não adiantou nada e as verruguinhas voltaram).

Pois bem. Chego lá, entro numa sala ameaçadoramente chamada de “Procedimentos”, e o dermatologista, armado de uma enfermeira, põe luvas, passa álcool iodado nas verruguinhas, e saca uma injeção de todo tamanho.

E a injeção era só para anestesiar. A eliminação das verruguinhas se deu depois, com um bisturi elétrico e o inevitável cheiro de carne queimada.

Na verdade, a anestesia doeu mais do que a queimadura (porque aí eu já estava anestesiada, claro), mas achei a dor bem danada, e não tenho a menor ambição de repeti-la.

De qualquer maneira, foi tudo bem rapidinho, e em dez minutos eu estava liberada. Chegando em casa, observei que as verruguinhas haviam sido substituídas por baixo-relevos. Acho que o bisturi elétrico chegou na derme. Agora estou passando uma pomada cicatrizante três vezes por dia, e acredito que me livrei para sempre das verruguinhas teimosas.

Só tem um problema: eu tinha três verruguinhas bem pequenas no queixo. Elas continuam lá. Junto com uma cratera que parece estar se recusando a cicatrizar.

Estou muito desconfiada de que, na empolgação, meu dermatologista carbonizou uma espinha.

29.11.06

O Caso do Protesto

Concordo em gênero e número (porque em grau não tem jeito de concordar) com o protesto que a Isa fez no post anterior. Sim, devemos dizer não à ditadura da magreza.

É um plano ótimo, que economiza tempo (gasto na academia) e dinheiro (gasto na academia, no nutricionista e nas comidinhas especiais que o nutricionista vai me mandar comprar). O plano só enfrenta um pequeno obstáculo: a ambição.

Eu estou sempre ambicionando alguma coisa. Algumas ambições, como fazer uma pós-graduação e ver as tulipas na Holanda, dão certo. Outras, como virar uma estrela do tênis, dão errado (e eu tenho a tendinite para provar). E outras mais, como ficar loura e correr quatro vezes por semana, funcionam somente durante algum tempo.

No momento ambiciono entrar em forma. Porque, quando não estou urdindo planos, eu não sou uma pessoa feliz.

E nemo venham me dizer que eu devia ter ambições mais nobres, como ser a primeira mulher astronauta do Brasil ou dominar o chinês mandarim. Eu não mando na ambição, é ela que manda em mim.

28.11.06

O Caso do Retorno

Pois é. Como tem um povo que trabalha comigo que está acordando cinco e meia da manhã todo dia para ir à academia, estou ficando com a consciência pesada. Ainda mais porque a dita academia fica do lado da minha casa.

É verdade que eu larguei porque o ortopedista que diagnosticou meu início de tendinite falou para eu parar na época. Então eu parei para tratar da tendinite, mas logo a fisioterapia encheu o saco, e aí eu nem continuei o tratamento, nem voltei à academia.

Estou com vontade de voltar, e para levar a sério. Porque suar, xingar e perder o precioso tempo que eu gosto de usar lendo romances em inglês e vendo programas trash na tevê a cabo E não ver resultado não dá.

Estou até pensando em ir a um nutricionista para seguir uma alimentação que me ajude a ganhar massa magra. O problema é que eu sou muito enjoada pra comer, e ele provavelmente vai querer que eu adicione brócolis e bolinhos de soja às minhas refeições, e aí, meus amigos, não vai rolar.

22.11.06

O Caso da Mala Perfeita

Cada vez que viajo, tento levar menos coisas. Ou melhor: cada vez que faço viagens longas, tento levar menos coisas. Nas viagens curtas eu levo roupas para cada ocasião e pelo menos três pares de sapatos.

Na verdade, a questão não é a duração da viagem, mas sim a sua mobilidade durante ela. Se você viaja de carro e vai ficar o tempo todo em uma única pousada, dá para carregar o guarda-roupa inteiro. Se você viaja de avião, pega metrô e vai pipocar entre vários hotéis, o melhor é levar uma mala compacta e leve.

Navegando na internet – nas horas de folga, viu, Marco Antônio? – descobri um tipo de mala chamado travelpack. Ele é uma mochila com rodas. Ou seja: você tanto pode carregá-lo nas costas, quando estiver subindo e descendo de ônibus, quanto puxá-lo com a mão, quando estiver indo de um lado para outro do aeroporto. Se você comprá-lo na cor preta, vai ter a agilidade de um mochileiro, mas é só esconder as alças que vão te tratar bem nos hotéis.
Um travelpack do tamanho de uma bagagem de mão tem a vantagem não precisar ser despachado: você simplesmente o leva para o avião, evitando a fila na esteira de malas na hora do desembarque e as violações de bagagem. Por outro lado, o tamanho não é dos maiores. Aí não tem escolha: é reduzir o número de roupas ou reduzir o número de roupas. O que era a idéia mesmo.

Só não descobri exatamente como fazer isso. Acho que a solução vai ser levar uma barra de sabão de coco para uma lavadinha básica nas roupas usadas. Enquanto eu uso a outra blusa e a outra calça que estão limpas.

17.11.06

O Caso do Cabelo LXXXVIII – 2ª parte

A notícia boa é que o tonalizante continua saindo, e o resultado é que as luzes estão perdendo a cor laranja e ficando caramelo. A notícia ruim é que eu fui cortar o cabelo, decidi variar um pouco, pedi uma franja, e o resultado é que eu estou parecendo mais nova do que normalmente pareço.

Sei que tem muita gente que acha que ter cara de nova é maior vantagem, mas eu peço permissão para discordar. Tenta fazer alguém te levar a sério parecendo uma paquita, tenta.

16.11.06

O Caso da Verdade

Eu sempre fui partidária da teoria que, ao conversar com estranhos ou conhecidos poucos, a gente deve concordar com tudo que eles dizem, para ser agradável e não criar polêmica vazia. E, mesmo com amigos, pra quê dar palpite se não pediram sua opinião?
Mas, de uns tempos para cá, ando achando que, se não for pra dizer a verdade – ainda que a concordância seja tão mais agradável – para que se dar a trabalho de conversar?

Pôr em prática essa nova decisão, no entanto, está-se mostrando difícil. Acabei não dizendo a um amigo que NÃO ERA UMA BOA IDÉIA ele alugar um apartamento longérrimo do trabalho. Também me segurei e não disse a uma grávida de três meses que NÃO ERA UMA BOA IDÉIA ela ter tomado um revolucionário preparado multivitamínico que ela mesma estava vendendo.
Talvez seja mais fácil dizer minha opinião antes da pessoa ter feito a coisa não tão brilhante. Porque aí já é tarde demais.

14.11.06

O Caso do Cabelo LXXXVIII

Então o meu cabelo está laranja.

Explico: eu freqüento o cabeleireiro dos três dígitos justamente para evitar esse tipo de situação. Da última vez que fui lá, há dois meses, ele usou um tonalizante castanho para apagar minhas luzes. 4 semanas depois, o tonalizante começou a sair e as luzes ressurgiram. Só que, ao invés de voltarem à vida em seu lindo tom dourado original, elas apareceram em uma nada bonita cor... laranja.

Um cabeleireiro tão chique – e caro! – devia dar um jeito na situação, certo? O diabo é que eu não consigo falar com ele. Antes do feriado, passei no salão, que estava tão cheio de gente que mal consegui conversar com a assistente. Hoje liguei lá e o moço viaja hoje, e a partir de quinta-feira vai estar organizando uma festa (sim, sim, porque o moço é cabeleireiro, estilista e decorador).

Então, até terça-feira da semana que vem, quando finalmente consegui marcar uma hora com ele, meu cabelo continuará... laranja.

13.11.06

O Caso da Santa Ludamila

Eu sou bem atéia (ou agnóstica, dependendo da época), mas não resisti: quando minha irmã foi à República Tcheca, pedi para que ela me trouxesse uma medalhinha da Santa Ludamila.
Para quem não sabe, Santa Ludamila foi uma santa católica, avó do Imperador Venceslau, e ficava convertendo o menino para o cristianismo até que a mãe dele perdeu a paciência e estrangulou a minha xará com o próprio véu da coitada.
Tô achando que ser santo na igreja católica é geralmente um negócio bem desagradável.

10.11.06

O Caso das Religiões

Já que as pessoas que têm fé vivem mais e melhor, com menos doenças físicas e psicológicas, a lógica científica não me deixa opção: tenho que arrumar uma religião.
Sim, eu sei que eu não preciso me filiar a uma religião constituída. Posso simplesmente passar a acreditar na mãe-terra e no sentido místico do universo, mas como eu sou uma pessoa muito racional, estou atrás de uma crença que tenha um mínimo de organização.
Comecei minhas pesquisas pelo judaísmo. De cara, ele já ganhou muitos pontos. Primeiro, porque não acham que só os judeus vão para o paraíso, mas todos os homens (e mulheres) justos. Segundo porque, justamente por causa da primeira razão, não ficam perturbando ninguém para se converterem à sua fé.
Aí a coisa complica um pouco. Os mais liberais aceitam os convertidos, mas os ortodoxos torcem o nariz para os judeus-novos. Para eles, só é judeu quem é filho de mãe judia. E tem mais: judeu de verdade só pode se casar dentro de sua fé. Ou seja – não basta que a minha conversão. O Leo tem que vir a reboque.
Mas problema mesmo é achar um rabino aqui na região para que ele possa me recusar três vezes, como manda a tradição, para ver se estou mesmo decidida.

9.11.06

O Caso dos Sorvetes

Há três sorvetes novos no mercado: Sonho de Valsa, Laka e Diamante Negro. Eles vêm com o letreiro “série especial”, que é para fazer você comprar rápido, antes que acabe. Só que faz uns dois meses que eu ando vendo esses sorvetes, então:
- eles estão fazendo tanto sucesso que a fábrica está fazendo mais;
- eles estão fazendo tão pouco sucesso que o primeiro lote ainda não acabou.
No final das contas, não resisti e comprei. Todos os três.

O sorvete de Sonho de Valsa é gostoso, se você gosta de amendoim. MUITO amendoim. Ele só tem gosto de amendoim. Eu diria maldosamente que sobrou muito sorvete de paçoca da época das festas juninas, então para aproveitar o fabricante pôs calda de chocolate e passou a vender com o nome de Sonho de Valsa, mas eu realmente não sei se existiu o sorvete de paçoca (só o de pamonha).
O sorvete de Laka é gostoso, se você gosta do gosto de nada com bastante açúcar. Deu até choque nas minhas papilas gustativas. Achei que eu tivesse perdido o paladar, mas depois comecei a achar que estava comendo chantilly gelado. O que é bom, se você de chantilly. PURO. E doce.
O sorvete de Diamante Negro é gostoso, se você gosta de chocolate e de pedacinhos de chocolate. Em suma, é o meu favorito.

7.11.06

O Caso dos Vôos

Descobri uma coisa fantástica, dessas que você só descobre quando fica vagando à toa pela internet durante várias horas. É o seguinte: os vôos do oeste para o leste são mais rápidos do que os do leste para o oeste.

É claro que estamos falando de vôos longos e altos, inter ou intracontinentais. E antes que algum mané grite “eu sei! É por causa da rotação da Terra!”, é bom lembrar que o avião está sob o campo gravitacional do planeta, então o fenômeno não tem nada a ver com a gravidade. Não é como se o avião se afastasse da Terra o suficiente para plainar no espaço enquanto o planeta roda debaixo dele.

A causa do fato é o tal do jet stream ou “corrente a jato”, uma corrente de ar muito veloz que ocorre na estratosfera no sentido oeste-leste. Os avião de alto curso aproveitam e pegam carona (ou vão contra a corrente. Literalmente) no ventinho.

Para vocês terem uma idéia, um vôo Los Angeles – Nova Iorque demora 30 minutos a mais do que um vôo Nova Iorque – Los Angeles. Nos vôos intercontinentais, a diferença é ainda maior.
Infelizmente, para quem viaja no sentido sul-norte (do Brasil para a Europa ou para os States e vice-versa), essa informação não é muito útil. Mas que é legal, é.

3.11.06

O Caso do Feriado

Não tem nada melhor do que feriado no meio da semana para ficar à toa. Sim, pois quando o feriado é prolongado, você fica na obrigação de fazer uma megaviagem ou um programa superlegal. Mas, se o seu dia de folga é uma modesta quinta-feira, você fica livre, leve e solta para passar o dia dormindo, vendo programas ruins da tevê, lendo livros repetidos e batendo papo dentro da piscina do clube, o que te faz perder a noção da hora e ganhar lindos ombros vermelhos, porque nem SPF30 não protege minha morenidão intrínseca (que cada vez mais percebo ser uma lenda) do sol das 11 da manhã.

O mais legal é estou um patchwork de bronzeados, porque andei tomando sol com biquínis e maiôs diferentes. Tá engraçadíssimo.

Mas não há de ser nada. No sábado, como não vou ter aula da pós (aleluia!), vou colocar um biquíni reduzido e largatear ao sol. Melhor ser um pimentãozinho uniforme do que uma colcha de retalhos bronzeada.

É só meu dermatologista não escutar isso.

31.10.06

O Caso da Amiga Marromeno

Pois é: quando as minhas melhores amigas esqueceram meu aniversário, meti o pau. E, claro, como deus pune os presunçosos, chegou o aniversário da minha melhor amiga Lili e eu... esqueci.

O pior é que anotei na agenda, em letras garrafais. Mas, chegado o dia... me esqueci de olhar a agenda.

Aí, muito envergonhada, resolvi dar parabéns atrasado... por e-mail.

Sim, eu virei uma amiga muito marromeno. Não, eu não tenho desculpas para esse comportamento. Sim, eu tenho que dar um jeito de me emendar.

Feliz aniversário, amigaaaaa!!!

Prometo que isso não vai acontecer mais.

30.10.06

O Caso do Livro do Pi

Li um livro ótimo ontem: “The Life of Pi” (A Vida de Pi), do Yann Martel. Em suma, é a história de um jovem indiano que, após um naufrágio, se vê em um bote salva-vida com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de Bengala muito carnívoro chamado Richard Parker. Pi sobrevive 227 dias em alto-mar até dar na costa do México. Aí ele tem duas versões da história para contar.

O final do livro tem uma reviravolta louca à la “Sexto Sentido”, do M. Night Shyamalan. E bem que ele foi consultado para dirigir a versão no cinema.

26.10.06

O Caso dos Bebês

Ontem vi um programa interessantíssimo mostrando que sim, somos mais inteligentes que nossos pais e avós. O recém-nascido precisa de uma dieta rica em gordura para encapar os neurônios, e também precisa de estimulação constante para garantir a formação das conexões neurológicas. Nas gerações passadas, ninguém sabia disso, e geralmente o pessoal tinha um bocado de filhos, de maneira que era difícil dar a cada um atenção devida. O resultado é que o bebê podia ser um pequeno Einstein, mas, mal-alimentado e mal-estimulado nos primeiros anos de vida, provavelmente não ia conseguir desenvolver uma única teoria física que prestasse.

Em tese, nossa geração alcançou o potencial máximo de desenvolvimento cerebral. Fomos bem-alimentados na primeira infância e submetidos a todo tipo de experiência. A princípio nossos filhos não vão ser assim tão mais espertos que a gente. O que será possível para eles é alcançar o mesmo potencial máximo de desenvolvimento. E aí tudo vai depender da qualidade dos genes que eles herdarem.

O problema é que não há como saber quais genes a gente passa para os bebês. Espero que nossos filhos nasçam com a habilidade do Leo nos esportes e seu senso de direção, assim como meu gosto por literatura e minha facilidade com cores. O que significa que provavelmente vamos ter filhinhos desajeitados que enjoam até no carrinho de bebê, detestam ler e são virtualmente daltônicos.

Se eles tiverem o bom gênio do Leo já tá bom.

24.10.06

O Caso do Natal

Quando eu era criança, há muitos e muitos anos, o natal era o ponto alto do ano. O mês de dezembro todo era pura alegria: eram férias começando, primos vindo para a cidade, montagem da árvore na casa da minha avó, sessões intermináveis para embrulhar presentes. Dois dias antes do natal eu já nem estava dormindo direito; no dia vinte e quatro, minha mãe tinha que forçar a gente a tirar uma sonequinha depois do almoço, senão ninguém agüentava ficar acordado até meia-noite. E olha que na minha família as crianças botavam o sapatinho na janela e ganhavam uns presentes lá pelas dez da noite, porque senão a gente morria de ansiedade.

Os anos passam, a gente cresce, e um belo dia você percebe que o natal é uma festa como outra qualquer. Talvez pior, porque você tem que entrar no amigo oculto, e sempre te dão um presente que não é bem aquele que você tinha pedido; você tenta colaborar com o cardápio do evento e ninguém concorda com suas opiniões; e depois que você casa você quer passar em várias casas pelo menos para dar oi, então você corre muito, come pouco e não consegue terminar as conversas que iniciou.

Acho que estou ficando, além de velha, amarga.

23.10.06

O Caso da Cama

Ok, confesso: nunca fui muito de sair. Mesmo assim, quando nos mudamos para cá, eu e o Leo saímos direto, explorando a noite local. Íamos a restaurantes, pizzarias, barzinhos, churrascarias, e de vez em quando à casa dos amigos novos.

Depois que eu comecei a fazer a pós, entretanto, tudo mudou. Não quero mais sair, não quero mais ver amigos, quero só ficar em casa descansando, vendo filmes e lendo livros não-jurídicos. De preferência na cama. Enrolada nos lençóis. E de pijama.

Ontem eu iniciei um processo interessantíssimo de fusão com a cama, mas ele foi interrompido pela necessidade de almoçar. Uma pena.

O melhor de tudo é que, quando me convidam para um evento ao qual eu não estou com a menor vontade de ir, posso fazer cara de sacrificada e dizer que não dá porque tenho que estudar. Embora, na verdade, esteja planejando passar a noite toda na minha caminha querida, junto a um empolgante romance em inglês.
Uma hora as pessoas vão começar a perguntar que diabo de concurso é esse, que eu tanto estudo e não faço.
Mas até lá, tô na boa.

20.10.06

O Caso do Teste de Inglês

A empresa do Leo resolveu submeter os funcionários a um teste de inglês chamado Toeic, que é um primo do Toefl e serve "para medir as habilidades diárias de comunicação de pessoas que trabalham em um ambiente internacional".
O Leo trabalha em um ambiente internacional e eu nem sabia. Pois então: o Leo abafou no teste. Fechou a parte de listening e fez 90% da parte de leitura.
O povo da empresa ficou pasmo com tanta habilidade. Perguntaram para ele que curso de inglês ele tinha feito. Ao que ele respondeu: nenhum, só aqueles aulas de inglês no colégio. E é verdade. O inglês do Leo foi absorvido de livros, revistas, internet e, principalmente, tevê a cabo. Ou seja: ele é um gênio lingüístico!
Já perguntei se eu posso delegar a ele tarefas de comunicação em viagens. Mas, modestamente, o gênio lingüístico disse que acha que o transporte e a localização ainda são seus pontos fortes.

18.10.06

O Caso da Viagem do Feriado Com Mais Detalhes


Pois é: como eu disse, meu biquíni estava meio desbotado e era rosa, e rosa nem está muito na moda, né? Então eu fui à uma loja e mandei descer. O horário de fechamento chegou, passou e eu lá. No fim das contas, comprei um maiô com estampa de camuflagem, com as costas de fora e tomara-que-caia, saído diretamente de um clipe da Beyoncé. Para combinar, adquiri também um par de havaianas brancas, e quinze minutos depois cheguei à conclusão que elas eram falsificadas, porque as tiras eram de um material diferente do solado; aí mandei um e-mail para a Alpargatas e eles pediram para eu enviar fotos, para eles avaliarem, mas eu não fiz isso até hoje, então provavelmente os falsificadores continuarão impunes por aí. Na quarta-feira 11 saímos de casa às 6 horas da tarde rumo a Goval. A idéia era sair da cidade às 5, mas o Leo ficou agarrado no trabalho, então atrasamos, menina, um horror! Como sempre gastamos mais de 1 hora na estrada, mas na chegada o Leo pegou um caminho alternativo mais próximo e economizamos uns minutos. Uns 6, eu acho. Chegando à casa da Dani, o Leo ficou brincando no computador com um simulador de vôo enquanto eu e ela passávamos no supermercado e íamos buscar o meu cunhado. Quando chegamos, os calzones encomendados para o lanche (sabores calabresa, bacon e frango) já tinha chegado. O de bacon tinha um pedacinho de bacon em cima dele, e o de calabresa, um pedacinho de calabresa, mas o de frango não tinha identificador algum!

Será que esse nível de detalhe tá bom?

O Caso da Viagem do Feriado Com Mais Detalhes


Pois é: como eu disse, meu biquíni estava meio desbotado e era rosa, e rosa nem está muito na moda, né? Então eu fui à uma loja e mandei descer. O horário de fechamento chegou, passou e eu lá. No fim das contas, comprei um maiô com estampa de camuflagem, com as costas de fora e tomara-que-caia, saído diretamente de um clipe da Beyoncé. Para combinar, adquiri também um par de havaianas brancas, e quinze minutos depois cheguei à conclusão que elas eram falsificadas, porque as tiras eram de um material diferente do solado; aí mandei um e-mail para a Alpargatas e eles pediram para eu enviar fotos, para eles avaliarem, mas eu não fiz isso até hoje, então provavelmente os falsificadores continuarão impunes por aí. Na quarta-feira 11 saímos de casa às 6 horas da tarde rumo a Goval. A idéia era sair da cidade às 5, mas o Leo ficou agarrado no trabalho, então atrasamos, menina, um horror! Como sempre gastamos mais de 1 hora na estrada, mas na chegada o Leo pegou um caminho alternativo mais próximo e economizamos uns minutos. Uns 6, eu acho. Chegando à casa da Dani, o Leo ficou brincando no computador com um simulador de vôo enquanto eu e ela passávamos no supermercado e íamos buscar o meu cunhado. Quando chegamos, os calzones encomendados para o lanche (sabores calabresa, bacon e frango) já tinha chegado. O de bacon tinha um pedacinho de bacon em cima dele, e o de calabresa, um pedacinho de calabresa, mas o de frango não tinha identificador algum!

Será que esse nível de detalhe tá bom?

17.10.06

O Caso da Viagem do Feriado

Estrada. Quilômetros. Parada. Planícies. Palmeiras. Areia. Pousada. Chuva. Frio. Sinuca. Mau-jeito no ombro. Tênis. Peixe frito. Caipvodka. Piscina. Música baiana. Forró. Passeio na praia. Mais chuva.

Enquanto isso, o moço de sunga verde dançava, dançava.

11.10.06

O Caso dos Blogueiros Picaretas

Eu não dou conta desse povo que faz um blogue todo legal e bonitinho, daqueles que você cria o hábito de freqüentar, e de repente, do nada, param de postar. Durante dias. Semanas.

Aliás, nem sei o que é pior: os que param de vez ou os hebdomadários. É, aqueles que postam uma vez a cada quinze dias.

E depois, quando você praticamente se esqueceu deles, eles vão e deixam um recado para você, de maneira que você lembra que eles existem e volta a ir aos blogues deles. E quando você chega lá, não tem nenhuma notícia impactante do tipo “acabo de voltar do exterior” ou “casei, mudei e nem te convidei” ou “fui abduzida!”. Não, não. Geralmente é um post do tipo “tenho observado com muita atenção a velocidade com a qual minhas unhas crescem” ou “estou tendo uma crise de soluços”.

Pois bem: eu ia fazer um post bastante picante sobre a minha última ida ao salão e a depilação da Flávia Alessandra na última edição de Playboy, mas, em protesto, calo-me.
Ou melhor: estou tendo uma crise de soluços.

10.10.06

O Caso da Pregui

Quando comecei a fazer pós-graduação aos sábados, no começo do ano, eu acordava com a maior empolgação, arrumava minha pastinha, pegava minha carona, gastava meia hora para chegar, e assistia a 9 horas de aula sem piscar, gravando tudo. E ainda torcia o nariz para um povo que ia a uma aula sim, uma aula não, e sempre saía mais cedo.

Corta para o final do ano. Aos sábados, eu acordo de muita má-vontade, me arrasto até o carro, mastigo chiclete o tempo todo para não dormir, deixo o gravador em casa porque não tenho mais paciência de escutar as aulas de novo, racho fora quando começam as perguntas de fim de aula, e quando marcam uma aula extra para um domingo, eu não vou MEESMO.

Demorou um pouco, mas fui vencida.

9.10.06

O Caso da Praia II

Na sexta-feira fui comprar umas roupinhas para A Grande Viagem à Praia. Como eu tinha pouco tempo, vini, vidi, vici, isto é, fui, experimentei e comprei.

Ó arrependimento Quando cheguei em casa, percebi que a bermuda branca (ajustada, dois dedos acima do joelho) era meio transparente e a blusinha vermelha (com lavagem estonada e desenhos) era uma regressão aos meus tempos de faculdade de comunicação, época em que eu fazia a linha skatista-intelectual (Meu consolo é que pelo menos eu não fazia a linha hippie que não toma banho.).

Então, hoje, na hora do almoço, além de camelar atrás de um biquíni bonito e confortável (porque enfrentar ondas ajeitando o biquíni ninguém merece), ainda tenho que voltar à loja de roupas e trocar as que eu comprei por alguma coisa diferente (isto é, uma bermuda não-transparente e uma blusinha bem náutica).

6.10.06

O Caso da Praia

Faz muito, muito tempo que eu não vou à praia. Coisa assim de cinco anos. Se não me engano, ela é composta de uma imensa massa de água salgada que arde o olho e outra imensa massa de areia que gruda na pele. E de cheiro de peixe. Mas, salvo engano, praia também é um troço muito divertido, onde você pode andar de short o dia inteiro e não precisa pentear o cabelo.

Se tudo der certo, irei à praia no próximo feriado. Eu e meu bloqueador solar 30, porque mais de um dermatologista já me avisou que a morenidão intrínseca que eu alego possuir não é nada mais que uma ilusão. Mas não tem problema: chapinhar na água salgada já deve me deixar satisfeita.

O problema é que meus biquínis todos são da época que eu ainda ia à praia. Hoje em dia eu vou ao clube com meu maiô atlético, no qual eu nado vigorosamente (e fico enjoada).
Acho que vou comprar um biquíni novo. O que é que está na moda? Bolinha, listrinha, florzinha ou todas as opções acima?

5.10.06

O Caso do Cabelo do Herói

Estava eu assistindo ao programa mais inútil de todos os tempos (“Os ... Mais Sexies”, sendo que os pontinhos podem ser substituídos por “personalidades louras”, “cantores de hip-hop” ou “mocinhos de seriado”), da rede de televisão mais inútil de todos os tempo (o canal “E!ntertainment”, cuja produção inteira se resume a edições de imagens de celebridades e comentários hilários – mas não de propósito – sobre os mesmos), quando um comentário do Leo me levou a uma revelação.

O programa era “Os Atores de Ação Mais Sexies”; o Leo chegou no meio do programa, assistiu um pouco e perguntou se o tema era “Os Morenos Mais Sexies”. Aí me dei conta de que praticamente todos os heróis têm cabelo escuro.

O Super-homem tem cabelo preto. O Batman tem cabelo preto. O Homem-Aranha tem cabelo castanho. A Mulher-Maravilha tem cabelo preto. O Neo de Matrix – e a Trinity também! – tem cabelo preto. O Wolverine tem cabelo preto!

Porque cabelo escuro, vejam bem, demonstra determinação, firmeza de caráter e pouca frescura. Você quer que um lourinho venha te salvar? Então fica esperando. Os heróis louros – os poucos que existem – são absolutamente paia:

- O Thor. A arma do cara é um martelo. E uns preguinhos, não vai não?

- O Anjo dos X-Men. Seu único poder é voar com aquelas asas penuginosas.
- O Aquaman. O cara fala com os golfinhos (!!!).

Então é isso. Agora que sou morena de novo, não quero mais ser presidenta. Vou partir pra carreira de herói.

4.10.06

O Caso dos Casamentos Múltiplos

Ontem assisti ao primeiro capítulo do seriado “Amor Imenso”, produzido pelo Tom Hanks e exibido pela HBO. É sobre uma grande família: um marido, três esposas e sete filhos, todos morando num complexo de casinhas grudadas. Eles são vagamente mórmons e moram em Salt Lake City. O seriado não é bom nem ruim, mas eu estou com preguiça de ver os capítulos seguintes, então não esperem novidades a respeito por aqui.

Meu ponto é: como é que uma pessoa em sã consciência arruma mais de um cônjuge? Na boa, eu mal dou conta de um único marido, quem dirá de mais de um. E o moço do seriado ainda é dono de uma loja em expansão, o quer dizer que ele trabalha muitas horas por dia. Não é à toa que no final do capítulo ele já estava apelando para o viagra.

3.10.06

O Caso da Bicicletinha Nova

Estou felicíssima. A bicicleta ergométrica finalmente chegou. Foi ontem, bem na hora em que eu punha o pé no prédio e o serviço de entregas se preparava para puxar o carro.

Ela é ótima. Tem visor com várias funções, freqüencímetro, apoio para revista e, melhor de tudo – não faz barulho! É inacreditável. A bicicleta antiga era megabaescandalosa, e o orbitrek era praticamente uma orquestra de ruídos metálicos. A bicicleta nova é magnética e virtualmente não emite sons.

Acho que vou fazer uma bonita planilha de treinamento, com objetivos periódicos. Aí eu garanto que estou melhorando minha capacidade cardiovascular. Porque a bicicleta nova é tão silenciosa, e tão confortável, que se bobear eu passo meia hora lendo revista, vendo tevê, ouvindo música, e pedalar com energia mesmo, nada.

2.10.06

O Caso das Eleições II

Bem, depois que Fernando Collor, Paulo Maluf e ACM Neto foram eleitos, o que é que eu posso dizer?

Só isso: cada povo tem o governo que merece!

29.9.06

O Caso das Eleições

Consideração 1:
O brasileiro é um povo que sonega imposto, que compra recibo, que desobedece aos limites de velocidade e depois tenta subornar o policial para não levar multa. Políticos são brasileiros. Então, como querer que os representantes de um povo desonesto sejam honestos?

Consideração 2:
O brasileiro é um povo que justifica seus erros botando a culpa em cima dos outros. Que diz que não paga imposto porque o dinheiro é desviado pelos políticos. Ora, os políticos desviam dinheiro porque estavam acostumar a agir incorretamente – por exemplo, não pagando impostos.
Consideração 3:
Alguém dê jeito nesse círculo vicioso, pelo amor de deus!

28.9.06

O Caso da Revista

Como andar na moda atualmente:

- faça superposições, muitas superposições. De preferência aleatórias;

- não combine as cores de nada, nunca;

- tenha uma legging preta, daquela que deixam perna fina mais fina e perna grossa mais grossa;

- compre uma saia balonê, de preferência de uma cor que não combine com nada, nunca, tipo laranja-abóbora ou verde-alface;

- saia para passear usando sua saia balonê com sua legging preta;

- complete o visual com sandálias plataforma de verniz com tiras que amarram no tornozelo, POR CIMA da legging.

Pronto, você já pode sair na revista Estilo.

27.9.06

O Caso da Mulher Elegante

Continuo na minha luta diária para ser uma mulher de trinta anos elegante. O diabo é que a cidade aqui não ajuda. Consegui comprar dois pares de sapatos lindíssimos e confortáveis (os dois na casa dos três dígitos, mas sapato bonito, macio e BARATO nem eu consegui descobrir) e estou tentando usá-los, só que choveu horrivelmente na sexta-feira passada e as ruas da cidade, que já são de paralelepídos (sim, daquele tipo que agarra e arranha saltos) estão cobertas de barro, para completar.

Como colocar meus sapatos novos de couro claro e bico extra-fino nessas ruas? Por outro lado, como NÃO usá-los antes que o calor do inferno que faz por aqui no verão chegue para se instalar de vez?

Repito a conclusão a que já cheguei muitos posts atrás: a mulher elegante de verdade só anda de carro com ar-condicionado.

26.9.06

O Caso do Dedo II

Estou com uma mancha escura horrorosa na unha. É lembrancinha do incidente com a porta do carro duas semanas atrás.

O médico tinha falado para eu colocar o dedo na água gelada o dia todo para conter a hemorragia; e, dois dias depois, botar na água morna para o sangue ser absorvido. A primeira parte da recomendação eu cumpri, até porque a água gelada anestesiava o dedo que era uma beleza. Mas, quando chegou na segunda parte, eu tinha feito as unhas e não queria estragar o esmalte. Ó, vaidade.

O resultado é a tal mancha horrorosa que parece que fica mais preta a cada dia. Espero que ela não fique assim para sempre, como prognosticou sombriamente uma amiga.
Nem que o dedo caia.

25.9.06

O Caso dos Presidentes

Quando bloqueiam a internet no seu serviço, e o único site com acesso permitido é o da presidência da república, você descobre as coisas mais fascinantes.

O Brasil já teve 42 presidentes em 50 mandatos (alguns repetiram a dose) desde 1889. Vocês sabiam que TRINTA E SETE deles eram ou advogados ou militares? Exceções, só JK (médico), Collor (jornalista), Itamar Franco (engenheiro), FHC (sociológo) e Lula (metalúrgico). Míseros 11, 9%.

Então eu, que sou advogada, estou com meio caminho andado na direção da presidência.

22.9.06

O Caso do Encontro

Acho que desde a minha lua-de-mel não acesso a internet num cyber café ou similar. Quando eu viajo, boto posts pelo laptop do Leo, que é chique e tecnológico.
Pois bem - eis-me aqui, esperando uma das minhas melhores amigas, que veio de São Paulo só para me ver. Bem, talvez ela tenha vindo de São Paulo E esteja aproveitando para me ver, mas me deixem com as minhas ilusões!
O problema é que o encontro foi combinado por e-mail e a correspondência nunca chegou a ser concluída. E é claro que eu não tenho o número do celular dela, porque o meu aparelho foi furtado e o número dela mudou - não necessariamente nessa ordem.
Mas não tem pó. O lugar é uma fofucho, e tem revistas.
Se ela não chegar em trinta minutos, ou depois de eu ter lido umas três revistas, começo a me preocupar.

20.9.06

O Caso do Curso

Estou fazendo um curso em BH a trabalho e só volto no sábado. O melhor de tudo é que a ida e a volta são de avião. Tudo bem que o avião é meio teco-teco, e faz tanto barulho que você se pergunta se não entrou por engano na turbina, mas os caramelos que eles servem na decolagem são muito bons.
Estou me divertindo às pampas no comércio local. Tenho uma hora e meia de almoço, e gasto toda ela entrando e saindo de lojas, shoppings e galerias. Devo ser a cliente que as vendedoras mais odeiam: entro toda simpática e bem-vestida (afinal, eu estou fazendo um curso a trabalho!), reviro a loja toda, experimento um tanto de coisa, e aí digo que o verde-musgo/roxo-beterraba/vermelho-tomate da roupa me deixam amarela e vou embora. E nem faço por mal: é que eu sou enjoada mesmo.
Ontem finalmente descobri uma loja que eu gostei. É a Gregory, e as roupas são todas fofoluchas e distintas. Só que ainda não chegou o dia em que eu vou dar 155 reais numa camisa.
Quem sabe depois do próximo concurso.

14.9.06

O Caso dos Novos Cabelos Novos

Cansei das minhas luzes e resolvi apagá-las.

Voltei ao salão metido a besta no qual as adquiri. O cabeleireiro queria continuar fazendo as luzes, só que escuras, para ir uniformizando a cor aos poucos.

Desconfiada que se tratava de um plano para continuar me cobrando três dígitos, eu disse a ele que preferia pintar o cabelo todo logo de uma vez. Aí tive uma das minhas idéias brilhantes: ao invés de passar tinta marrom, usar um tonalizante um tom mais claro, para as luzes aparecerem sutilmente por baixo.

Então agora eu estou morena como deus me fez, só que ao invés de ter o cabelo marrom- acinzentado, ele é marrom-dourado com luzes aparecendo (se você souber que elas existem e prestar muita atenção).

Na hora da conta, a surpresa de sempre: os habituais três dígitos.

Não volto mais lá.

13.9.06

O Caso do Dedinho

Em mais uma espetacular prova da minha falta de coordenação motora, consegui prender o dedo na porta do carro ontem, quando o Leo me deixava no serviço.

Doeu tanto que a pressão baixou e eu chorei igual criança. Coloquei gelo por meia hora, mas continuou doendo horrores . Aí não agüentei e chamei o Leo.

Você sabe que está adulta e independente quando você se machuca ou fica doente mas não liga para sua mãe. Não, não. Você corre para o hospital.

Estou ficando figurinha carimbada no pronto-atendimento do hospital que fica perto da minha casa. Nesses dois anos e meio que me mudei para esta cidade, baixei lá por causa de um vírus galopante, uma rinite, uma crise de labirintite e agora o dedo.

O médico mandou tirar uma radiografia, verificou que o osso estava intacto, me passou um daqueles remédios cuja bula diz que você não deve dirigir nem operar máquinas pesadas, e falou para eu passar o dia com o dedo dentro de um copo de água com gelo e com o braço para cima.

No final do dia o remédio fez efeito, o dedo passou a doer só um pouquinho e o hematoma, que agora está ocupando quase metade da unha, parou de crescer.

Ainda bem. O médico disse que, se ele aumentasse muito, ia ser necessário fazer um furo na unha e drenar.

Urgha!

11.9.06

O Caso dos Exercícios Nocivos

No sábado fui ao clube nadar e fiquei muito enjoada. Acho que é porque tenho que ficar tirando a cabeça da água para respirar.

O que levou o Leo a concluir que eu não sirvo para atividades atléticas mesmo, porque elas diminuem meu bem-estar físico, ao invés de aumentá-lo. Vejam só: comecei a jogar tênis e arrumei uma tendinite. Fui aprender a fazer cambalhotas na água e tive náuseas. Decidi andar de bicicleta e só consegui na menorzinha de todas. Achei que natação era a solução, já que é um exercício sem impacto, e deu no que deu.

O Leo acha que eu só posso fazer atividades controladas, do tipo bicicleta ergométrica ou no máximo academia. E que eu devo me dedicar aos empreendimentos intelectuais, já que esse é o meu forte.
Estou arrasada.

8.9.06

O Caso dos Pássaros

Hoje cheguei no serviço e fui saudada por três andorinhas voando loucamente dentro da sala. Apaguei todas as lâmpadas e abri todas as janelas, para ver se elas voavam para a luz. A mais espertinha entendeu a dica e se mandou na hora. As outras duas continuaram esvoaçando pela sala e insistindo em bater as cabecinhas nos vidros, num exercício de futilidade.

Uma das andorinhas ficou escondida num canto baixo, tentando inutilmente bicar seu caminho para a liberdade. Precisei de uns cinco minutos e dois processos (um para colocar por debaixo dela, outro para não deixar que ela escorresse para os lados, como ela insistia em fazer) para botar a danada pra fora.

A última andorinha outra voou pra cá, voou pra lá e pousou em lugares altos, fora do alcance dos meus processos. Andar pela sala balançando os braços e abanando papéis que nem uma louca para tentar conduzi-la para a área das janelas não adiantou lhufas. Aí, do nada, ela deu uma embicada no vôo e conseguiu escapar.

Não sei como três andorinhas entraram na minha sala. Tudo indica que elas aproveitaram que a espuma que circunda o aparelho de ar-condicionado saiu do lugar devido aos fortes ventos do feriado para dar uma espiadinha no meu local de trabalho. O engraçado é que elas conseguiram entrar, mas não conseguiram sair por onde vieram.
Não é à toa que “cérebro de passarinho” não é elogio.