8.4.08

O Caso da Falta de Posts

Porque eu estou trabalhando muito, estudando um pouco, sem livros divertidos pra ler porque já dei cabo dos últimos que chegaram e os próximos só daqui a 15 dias, detestando tudo que passa na tevê a cabo, com limpeza marcada porque um dente começou a doer e a minha amiga dentista disse que não era nada, mas que estava na hora de uma revisão, com uma psicóloga cujos preços aumentaram 50%, com uma bicicleta ergométrica que já foi e voltou da assistência técnica duas vezes e continua fazendo barulho.

A única coisa que me consola é que o Leo prometeu me dar o próprio peso em chocolate e está cumprindo.

31.3.08

O Caso da Razão e da Sensibilidade

Esse final de semana quase tive uma overdose de uma das minhas histórias preferidas da Jane Austen: Sense anda Sensibility. Reli o livro e assisti ao seriado da BBC. Só ficou faltando o filme, mas eu me lembro dele bem – tão bem que, no meio da leitura , cheguei a recordar que quem fazia o Mr. Palmer, um personagem muito secundário e bastante mal-humorado, era o Dr. House. Tudo a ver.

Achei o seriado uma ótima adaptação. Nele há diversas cenas que não constam do livro. Eu particularmente acho que, se for pra repetir exatamente o que está impresso, não precisava nem filmar. Minha imaginação dá conta, obrigada. A graça de passar uma história para outra mídia e explorar o que há de legal nela.

Também é uma boa dar uma leve modernizada. No livro não há um único beijo, e não acho que seja porque as pessoas não se beijavam na época. Acho que é porque não ficava bem para a sensibilidade de então descrever beijos nos livros. O seriado resolve o problema.

28.3.08

O Caso do Mistério dos Estudos

Uma discussão intensa na hora do almoço motivou a seguinte pergunta: dá para ter prazer estudando?


Eu sou da corrente que acha que sim. E mais: que tem um momento misterioso, depois que você já estudou muitos dias, quando tudo começa a fazer sentido e você acerta todos os exercícios, que é pura alegria.


É verdade que tem momentos em que até ver “E!True Hollywood Story” repetido parece melhor que enfiar a cara nos livros. Então eu acho que o prazer de estudar depende de:


1) primeiro de tudo, material bom. Em um nível que você entenda. Se os textos forem difíceis demais, e o esforço para compreendê-los demasiado, o freguês desanima e vai ver a história da Lara Flynn Boyle e sua suposta anorexia.


2) lugar adequado. Cadeira confortável, mesa na altura boa e, principalmente, silêncio. Ninguém dá conta de absorver conteúdo com a Lara Flynn Boyle afirmando ao fundo que nunca teve problemas de peso.


3) chocolatinhos. Auto-explicativo. Recomendados para você E para a Lara Flynn Boyle.

27.3.08

O Caso dos Estudos de 2008

Estou estudando de novo. Dessa vez, a idéia é ir devagar e sempre, ao invés de estudar quatro horas por dia e largar mão depois de duas semanas. Vou estudar umas duas horas só, ou uma e meia, só nos dias de semana, sem estresse. O objetivo é parar enquanto eu ainda estiver com vontade, o que garante o início dos estudos do dia seguinte com um mínimo de empolgação.

Pela primeira vez nessa vida, estou estudando antes de sair o edital do concurso. Ou seja, nada de correria, de afobação e de deixar partes da matéria para trás. A ambição é conseguir chegar ao dia da prova com o programa todo visto. Já passou da hora de parar de ficar fazendo concursos “pra ver se dá”.

É verdade que o concurso no qual eu passei foi feito nesse esquema. Sim, é melhor fazer “pra ver se dá” do que não fazer. Mas melhor ainda é fazer “pra passar”.

Espero que os meus 16 livros de ficção-científica vencedores do prêmio Nébula demorem muito, muito pra chegar.

26.3.08

O Caso dos Enfeites

Minha teoria sempre foi que as diferenças entre mulheres e homens não são fundamentalmente biológicas, mas sociais. Até hoje não conseguiram me convencer muito do contrário. Como minha psicanalista insiste que é mulheres e homens são, sim, diferentes, eu só tenho uma pergunta a fazer: por que o jeito das mulheres se fazerem diferentes (cabelo comprido, maquiagem, depilação, salto) é muito mais trabalhoso, mais dispendioso e mais restritivo (tenta correr de salto alto e saia justa, tenta)?

Não, não estou dizendo que mulheres e homens devem se vestir e se apresentar da mesma maneira. Só estou dizendo que do jeito que está não é justo.

25.3.08

O Caso da Bicicleta Ergométrica

Eu tenho uma bicicleta ergométrica há três anos. Ela é pequena, confortável e silenciosa, e eu a uso com freqüência. Seu único inconveniente é que todo ano ela dá defeito. Aí eu a mando para a assistência técnica e ela volta uns dias depois, recuperada.

Exceto que da última vez que isso aconteceu ninguém conseguiu resolver o problema. Ela já foi e já voltou da assistência duas vezes, e o barulho esquisito e alto que começa depois de 10 minutos de pedaladas continua lá.

A única explicação pra isso é que bicicletas ergométricas domésticas não são feitas para serem usadas, mas sim para servirem de cabide de roupa.

24.3.08

O Caso dos Livros

Adoro ler. Encaro qualquer fila de banco, qualquer espera de carona, qualquer demora de médico se tiver um livrinho nas mãos.

O meu problema é que eu leio com muita voracidade. Neste feriado de Páscoa, por exemplo, eu dei cabo de:
- I'll Take Manhattan, da Judith Krantz
- The Reckoning, do Jeff Long (meu novo autor favorito)
- Timeline, do Michael Crichton
- The Secret Pearl, da Mary Balogh (pela segunda vez)

Como consumo livros velozmente, estou sempre à cata de novas (e boas) obras. O que é mais difícil do que parece. A lista dos mais vendidos, por exemplo, é muito pouco confiável.

O jeito, então, é sair perguntando para os amigos o que eles têm lido de bom. E, achando um autor que eu goste, sair correndo atrás de tudo que ele já escreveu.

Ultimamente ando numa ótima fase de livros. Primeiro porque minha irmã me indicou um site americano que vende livros semi-novos, ou gentilmente usados, baratíssimos (sim, porque não dá pra matar a minha sede de leitura com livros novos. Se eu pagar 30 reais para cada volume que liqüido numa tarde ou duas, vou falir). Segundo porque tive a brilhante idéia de consultar a lista dos ganhadores do prêmio Nébula, que anualmente escolhe as melhores obras de ficção-científica. Cruzei a lista com os títulos disponíveis no http://www.betterworld.com/ a 3,48 dólares e saí de lá com 16 livros novinhos e promissores.

Devem durar pelo menos um mês.

20.3.08

O Caso da Tortura

Eu e o Leo vimos um filme no qual o personagem principal é acusado de terrorismo, preso, levado para o Egito e torturado. Como sempre, imaginei o que eu faria na mesma situação e cheguei às seguintes conclusões:

1) eu não ia resistir a mínima. Era encostar um dedo em mim que eu cantava como um passarinho;

2) se eu fosse inocente (como o moço do filme era), eu inventava uma história bem bonita, com muitos nomes fictícios, e pronto (como o moço do filme fez). Só que eu faria isso logo que me encostassem o dedo. O moço do filme passou dias ignorando os conselhos que eu gritava para a tevê.

19.3.08

O Caso do Caso

Embora eu seja eu seja uma feminista ferrenha, e pregue incessantemente a igualdade de direitos entre homens e mulheres, de vez em quando até mesmo eu dou umas escorregadas.

Lembro-me de um caso de dois colegas de faculdade que tinham uma amizade colorida que eu achava bastante bizarra. Os dois mal conversavam na sala de aula, mas tinham encontros sexuais freqüentes (a parte do “não conversar” é que eu achava esquisito). Segundo uma amiga, nenhum deles queria namorar (com o outro), mas ela garantia que isso era isso era coisa do moço, porque mulher “sempre quer namorar”.

Sempre aceitei a versão anti-feminista dessa amiga, e conseqüentemente ficava um pouco chateada pela moça, mas um dia desses me veio uma iluminação: o cara era bonito, mas bobão. Quem levava vantagem na história, na verdade, era a menina, que se aproveitava do corpinho dele sem ter que agüentar sua conversa péssima.

Um brinde retroativo a ela!

14.3.08

O Caso dos Países Nórdicos

Da Dinamarca pulei para Suécia, Noruega e Finlândia, e descobri muitas novidades encorajadoras: quase todo mundo fala inglês, o que facilita loucamente a nossa vida; os invernos não são tão rigorosos, por causa da corrente do golfo; os países são realmente pequenos, o que permite que a gente não perca tempo nos deslocamentos.

Aí o Leo leu na internet que os países nórdicos são ainda mais caros do que a Inglaterra, um lugar no qual a moeda (libra) vale quase 4 reais.

Ah, não! Se é assim, prefero conhecer Escócia, Irlanda e a própria Inglaterra, um destino que a gente ficava adiando por causa dos preços extorsivos. Até porque agora o Leo já sabe dirigir na mão inglesa!

13.3.08

O Caso do “The Secret”

Eu ia fazer um post longo e ácido sobre o livro "O Segredo", mas achei melhor deixar que ele falasse por si mesmo:

"Os alimentos não são responsáveis pelo aumento do peso. Seu pensamento de que a comida é responsável pelo aumento do peso é que, na verdade, faz com que a comida engorde." É, eu engordei na viagem porque acreditei que todos aqueles sorvetes e chocolates eram cheios de calorias. Que tola!

"Sim, a dívida está lá. Por quê? Porque você esperava que a dívida estivesse lá. Então ela se apresentou, porque a lei da atração sempre obedece aos seus pensamentos. Faça um favor a si mesmo - espere um cheque." É, as dívidas não tem nada a ver com o fato de você ficar gastando loucamente, mané.

"Einstein conhecia muito do Segredo, e dizia "Obrigado" centenas de vezes por dia”. Porque ele não tinha nada melhor pra fazer, tipo desenvolver a teoria da relatividade.

Fiz comentários porque foi simplesmente impossível me conter.

12.3.08

O Caso do Feminino II

Não, a psicanalista não me contou o que é a feminilidade. Só disse que ela é construída por cada um (ou uma, no caso).

Achei muito obscuro. Como é que eu vou trabalhar um negócio que não sei o que é?

Vou ter que olhar no Google.

11.3.08

O Caso dos Destinos

Quando vamos viajar, o que mais acontece é começarmos querendo ir para um lugar e terminarmos em outro. Já planejamos uma viagem para Nova York e acabamos na Disney. Já compramos os guias da Itália, trocamos por uma viagem de volta ao mundo, e por fim fomos à Nova Zelândia.

A questão é que, quando se fala em viajar, há literalmente um mundo de escolhas. Junte-se a isso a disponibilidade das férias, o clima de cada lugar a cada estação, o câmbio de cada moeda, e já viu. Sem falar que eu sou fã da tal da “oportunidade”: é me contarem que tem um pacote ótimo para lugar tal que já fico toda assanhada.

O jeito é a gente se organizar e fazer uma lista de objetivos. Para não ficar pipocando em países de interesse médio e bom custo/benefício e adiando os países que realmente nos interessam. Gosto é gosto, mas eu troco três Chiles por uma Escócia, e várias idas ao Nordeste do Brasil por duas semanas no interior da França.

E, ultimamente, tenho gostado muito da carinha da Dinamarca.

10.3.08

O Caso da Ioga II

Finalmente criei vergonha na cara e fui assistir a uma aula de ioga.

Fica a dois quarteirões da minha casa. O lugar é lindo, todo indiano. A professora é supersimpática. A música é uma delícia. A aula é ótima.

Dito isso, ioga não tem nada a ver comigo.

Pra vocês terem uma idéia, a sessão termina com meditação. Todo mundo concentrado, o mantra rolando à toda, e eu morrendo de vontade de dançar.

7.3.08

O Caso do Feminino

A psicanalista disse que eu tinha que trabalhar melhor a minha feminilidade, mas a sessão acabou antes que ela me contasse como. Então, até semana que vem, vou ficar divagando sobre que diabos feminilidade significa.

Não pode ser lavar, passar e cozinhar: muito superficial. Não é sinônimo de maternidade, porque a mulher que não pode ter filhos continua sendo mulher. E quem disser que a resposta é delicadeza e sensibilidade leva uma botinada.

É usar batom? É ver novela? É colecionar sapatos? É ler romances?

Cara, não é à toa que eu estou precisando trabalhar melhor a minha feminilidade. Eu não sei nem o que ela é!

6.3.08

O Caso dos Sintomas

Um efeito colateral de assistir a muitos episódios de House, M. D., é que eu fico mega hipocondríaca. É o dedão do pé doer para eu ter certeza que estou com um problema neurológico. Ou sarcoidose.

O principal problema desse quadro é que não existe um House para diagnosticar minha doença auto-imune. Por outro lado, ele adora uma punção lombar, um exame no qual se enfia uma agulha enorme na medula da pessoa pela costas, e que deve ser uma das coisas mais doloridas do mundo.

Então, ao invés de apelar para o Vicodin, troco o sapato e fica tudo bem.

3.3.08

O Caso da Ioga

Li na revista Veja que um dos remédios comprovados para sintomas psicossomáticos (isto é, os problemas de saúde que eu ando tendo e os médicos dizem que é emocional) é a meditação. Perto da minha casa tem uma moça que dá aulas de ioga, e me contaram que parte da aula se dedica justamente a esse objetivo. Então o jeito é encarar, embora minha personalidade cética ocidental nunca tenha botado muita fé em ensinamentos transcendentais.

O pior é que eu ando dura feito uma porta, sem flexibilidade alguma, e pelo que eu sei a ioga tem tudo a ver com posturas corporais elaboradas. Já sei, já sei, vão dizer que com a ioga eu vou ficar mais elástica, mas aposto que isso vai demorar meses, e até lá eu serei a colega coitada que não consegue dar um nó simples no próprio corpo. E eu odeio não ser a melhor aluna da sala.

Talvez a meditação me ensine a parar com essas bobagens.

29.2.08

O Caso do Chilique

Eu achava que a convivência com o Leo estava me tornando uma pessoa melhor. Hoje cheguei à conclusão que meu gênio continua ruim como sempre, só que conviver com o Leo elimina a maior parte dos aborrecimentos dessa vida. Essa manhã tive um (caiu maquiagem no tapete branco) e eu bufei, fui lavar o tapete para não manchar, joguei o sabão longe, espirrei água, e guinchei tão indignadamente que o Leo veio ver se tinha acontecido algum acidente.

Ou seja, continuo uma peste. Mas uma peste com poucas oportunidades para se manifestar.

28.2.08

O Caso das Preferências

Gosto muito de passear por blogues alheios. Entretanto, há coisas que me irritam profundamente:

- erros de português;
- palavrões desnecessários;
- deformações da língua do tipo “naum”, “kbeça”;
- letras coloridas;
- diagramação excessiva e confusa;
- posts enigmáticos;
- poesia ruim;
- pseudo-literatura.

Ou seja, é dificílimo achar um blogue que eu goste.

Mas quando acho, que alegria.

27.2.08

O Caso do Seriado Médico

Então estamos vendo House. Como conseguimos os DVDs das primeiras temporadas, estamos numa orgia de episódios. Garanto que a série é muito mais legal quando se acompanha os capítulos: quando eu via só de vez em quando na tevê, não conseguia achar muita graça.

Para quem não sabe, o House é inspirado no Sherlock Holmes. Até o nome tem a ver: segundo um site aê, pronuncia-se o sobrenome do detetive como “Homes”. Daí pra “House” fica fácil (apesar de que por essa lógica deveria ser “Houses”, né?). E o amigo oncologista Wilson é, obviamente, a personificação do meu caro Watson.

House, além de inteligentíssimo, é cínico, sarcástico, amargo e malvado. Eu o adoro.

Quero ser igual a ele quando eu crescer.

26.2.08

O Caso das Ações

Agora todo mundo põe dinheiro em ações. Tem gente que se associa a um homebroker e aplica sozinho; tem os que fazem grupos e deixam uma corretora decidir os investimentos. E volta e meia sai uma capa de revista mostrando um fulano que ficou milionário da noite para o dia.

Só que muita gente não se lembra que o mercado de ações é um sistema fechado. Isto é, para alguém ganhar, alguém tem que perder. E quem vocês acham que vai perder: o profissional do assunto, que fica o dia por conta, ou quem acabou de chegar e checa as cotações no intervalo do almoço?

Eu queria muito um investimento melhor que a renda fixa. Mas ainda acho que ações não são a resposta.

21.2.08

O Caso do Francês

Acho francês a língua mais linda do mundo. Já fiz um ano de aulas e portanto sei o básico, mas é o básico mesmo (o único tempo verbal que eu domino é o presente). Até tentei voltar às aulas, só que aqui no interior tá difícil. Além do mais, estou precisando gastar meu tempo livre é com Direito do Trabalho, não com línguas estrangeiras.

Ainda assim, decidi dar uma turbinada no francês de maneira prática e divertida. Vou assinar uma revista feminina francesa. Custa 48 euros por ano (12 euros é o preço da assinatura, o resto é correio) e vai me expandir meu vocabulário de montão. A idéia é, mesmo ignorando um tanto de palavras, ir lendo alegremente. Depois de ver a mesma palavra duas, três e quatro vezes, a ficha vai acabar caindo e entenderei o que ela significa.

Confesso que pretendo usar o Google para, depois de alguns meses, compreender melhor os tempos verbais. Mas tenho completa fé no meu método. Afinal, os bebês aprendem línguas escutando, não é mesmo? Pois meu sistema é muito superior.

20.2.08

O Caso da Glicose

Sempre achei que a melhor maneira de estudar era mastigando uns chocolates, chupando umas balas ou mascando uns chicletes. Eis que minha teoria tem comprovação científica: descobri que o cérebro se alimenta exclusivamente de glicose. Ora, doce é uma fonte rápida e direta de glicose. Logo, doces e estudos são a combinação ideal.

O problema é que, se os estudos durarem vários meses, o chocolatinho, a balinha e o chicletinho vão se somando e adeus alimentação saudável. Porque, além de serem loucamente calóricos, os doces têm alto índice glicêmico, o que faz com que a fome aumente.

O jeito, como diz minha irmã, é tomar Clight de morango. Só que, como Clight quase não tem calorias, desconfio que a falta de glicose irá prejudicar os estudos...

19.2.08

O Caso da Chuva

De quando em quando, o sol daqui some e no lugar dele aparece uma chuva que começa, pára um pouco e continua. O céu fica fechado o dia inteiro, a temperatura cai e a luminosidade baixa. As ruas empoçam, o cabelo arrepia e as pessoas reclamam.

De fato, um clima desses é de desanimar. Entretanto, nada melhor do que um pouco de tempo ruim para a gente dar valor às coisas boas: casinha acolhedora, sofá macio, caminha gostosa, chá quentinho, um chocolatinho...

É, eu sou uma pessoa de muita sorte.

18.2.08

O Caso da Nova Perspectiva

Até hoje, eu sempre viajei de maneira séria e profissional, indo a todas as atrações, castelos, museus, torres e pontos turísticos em geral, vendo o máximo possível no pouco (sempre é pouco) tempo disponível. E chegando ao hotel no fim do dia cansadésima, louca para tomar banho, botar as pernas pra cima e dormir até o dia seguinte.

Ultimamente tenho pensado se esse jeito de viajar, embora válido, não seja o único possível. Que dá para unir atrações turísticas selecionadíssimas com almoços sossegados e saidinhas à noite. Aí não dá para acordar tão cedo no dia seguinte, nem ser o primeiro na fila da Sainte-Chapelle. Mas dá para descobrir um lado das cidades que a gente não está acostumado a explorar.

Junto com essa perspectiva vem chegando a idéia que talvez a primeira das minhas regras sagradas (que eu só desobedeço para Paris), a que não se deve viajar para lugares repetidos, talvez deva ser desconsiderada. Afinal, se você vai explorar a cidade por outro ângulo, porque não voltar lá? Com a vantagem que você já matou os pontos turísticos principais e só vai voltar nos que você amou.

Se é que vai voltar.

14.2.08

O Caso da Fome

Estou no quarto dia de dieta e a fome tá brava. Tanto que tenho usado as 100 calorias que seriam alocadas a guloseimas para consumir comida de verdade. Como me alimento de três em três horas, não chego a ficar fraca, mas que a barriguinha ronca, ronca.

A notícia boa é que já me livrei de um quilo. A notícia ruim é que início de dieta é assim mesmo: a gente perde um monte de água, e o peso diminui que é uma beleza, mas dali a uns dias a coisa estabiliza e passo a eliminar meio quilo por semana, no máximo. O que, se pensarmos bem, é bom, porque é recomendável que as dietas tenham resultado lento e gradual.

Daqui a uns dois meses, volto pra academia, porque dietas detonam massa magra e isso faz o metabolismo cair. Ganhando músculos poderei comer mais e ser mais feliz. Não vai ser agora porque, segundo andei pesquisando, para perder peso você precisa gastar mais calorias do que ingere; para ganhar músculos você precisa ingerir mais calorias do que gasta. Ou seja, levantar peso comendo pouco é um paradoxo.

Além do mais, fazer academia passando fome ninguém merece.

12.2.08

O Caso da Dieta Pós-Viagem

Não tem jeito: é só eu viajar que eu deixo para trás toda a minha filosofia da alimentação saudável e consumo uma quantidade impressionante de sorvete, chocolate e batatas fritas (até agora, o único prato realmente universal). Desse pulo à Nova Zelândia, trago gratíssimas recordaçõs do Mars (um Milkybar com muito caramelo), do sorvete da Lick (sorveteria chique de Queenstown) e do fish and chips (filé de peixe branquinho e sem espinhos e batatinhas, ambos profundamente fritos).

De volta à vida real, o jeito é fazer um regiminho básico para me livrar do excesso de bagagem. Sim, já houve uma época em que eu deixava isso a cargo do meu metabolismo e da comida brasileira, mas nessa época eu estava na casa dos vinte anos e viajava com bem menos freqüência.

Fiz minha primeira dieta no começo do ano passado, mas já me considero uma profissional do assunto: e só baixar o consumo diário para 1.200 calorias (de alimentos muito saudáveis, mas com 100 calorias alocadas para guloseimas, porque também ninguém é de ferro), tomar um monte de chá verde, e dormir com fome durante toda a primeira semana, que eu volto ao peso pré-viagem em menos de dois meses.

O que não é dá é deixar os quilinhos de uma viagem se acumularem até a próxima. Porque se isso acontecer minhas roupas térmicas novas, que são superjustas, não vão servir mais!

7.2.08

O Caso das Rosas na Parede

Eu tenho um monte de gravuras de flores, bem bonitas, que eu resolvi colocar para enfeitar minha sala. De uma lado, só rosas, combinando com o futuro campestre inglês. No outro, flores do campo.

O negócio é que eu não queria gastar muito mandando enquadrar essas figuras, nem sujar minha sala toda fazendo buracos na parede para pendurar os quadros. Solução: colar as gravuras em em um cartão grosso, que funciona como margem e moldura, e grudá-las na parede usando fita adesiva dupla-face.

Eu sei que soa tosco, mas juro que não é. Esse cartão é o material que usam pra fazer passe-partout de quadros. Ele é bonito e tem uns bons três milímetros de espessura. A idéia é do irmão do Leo: ele montou um monte de fotos sobre cartão preto, e ficou atraente e moderno.

Aí toca a fazer simulações. Grudei as figuras em um papel mais largo que elas para ter uma idéia de como vai ficar, botei quatro, cinco e seis na parede, mudei a ordem, mudei a altura, colori o papel pra ver se ficava mais bonito, fiz margem em preto... e nada ficava realmente bom.

O que me salvou é que minha irmã veio me visitar no carnaval e ela viu de cara qual era o problema: as margens estavam muito pequenas. Fizemos uma nova simulação com mega-margens e aí a coisa deu certo!

Não vai ficar baratinho, porque o tal cartão custa caro e a fita adesiva também, mas vai ficar bonitão. E muito higiênico.

1.2.08

O Caso do Kit Inverno

Já viajei para diversos lugares frios, com temperaturas próximas ou abaixo de zero, e sempre me defendi bem. A técnica: camadas e camadas de roupas, duas meias-finas, cachecol tricotado pela vovó do Leo, chapeuzinho de pele da mamãe. Funciona, mas você precisa de vários minutos a mais de manhã para organizar a ordem dos níveis de tecido. E, toda vez que você entra em um ambiente aquecido, precisa de um tempinho para se livrar do excesso de pano.

Portanto, aproveitei a viagem à Nova Zelândia para me profissionalizar no negócio. Finalmente adquiri as famosas roupas de baixo térmicas – blusa de mangas compridas e calça justa que prometem substituir as camadas de camadas. Também adquiri cachecol e luvas de fleece (aquela flanelinha que esquenta pra burro, é leve, fina, e, principalmente, não solta fiapos, como as peças de lã adoram fazer). Some-se a isso as botas de montaria e agora sim, estou equipada.

Falta só a viagem para o lugar frio.

31.1.08

O Caso dos Albergues

Toda vez que viajo, fico em hotéis. Com a ajuda do ótimo site www.tripadvisor.com , Leo e eu pesquisamos à exaustão as melhores opções custo/benefício em hotéis bem-localizados. Às vezes pagamos um pouco mais para ter um luxinho (como ficar no Hilton à sombra da Catedral em Antuérpia); às vezes caímos na armadilha de reservar acomodações na capital com o mesmo preço das acomodações no interior, e aí acabamos em hotéis piorzinhos (como em Lisboa, Madrid e Wellington). Mas mesmo os hotéis menos memoráveis têm as vantagens da limpeza, segurança e privacidade.

Ainda assim, ando intrigada com a idéia dos albergues. Minha irmã vai passar o Carnaval na Europa e vai ficar em albergues pagando 20 euros a noite. A passagem também não saiu tão cara, porque é baixa temporada. O que me fez pensar se, talvez, não fosse o caso de fazer mais viagens gastando menos.

Na Nova Zelândia, vimos famílias inteiras ficando em albergues, cada um com sua própria mochila e mala de mão (até a filhinha de 5 anos). Na Europa a gente sabe que o povo viaja muito e fica nos hostels sem frescura. Será que estou perdendo alguma coisa ao ignorar os albergues?

Sugeri ao Leo que a gente experimentasse o hostel-way-of-life na próxima viagem. Ele geralmente é aberto a novas idéias, mas, dessa vez, morreu de rir. Disse que eu vou estressar total. Que vou ficar aflita com o banheiro comunitário, com a falta de cofre para guardar o passaporte, com o barulho causado pelos hóspedes festeiros. Que eu não tenho o menor perfil de alberguista.

Vou ter que esperar minha irmã voltar de viagem para decidir a discussão.

29.1.08

O Caso da Sala

Resolvi mudar a decoração da sala. De maneira econômica, é claro. Isso significa que vou trocar as almofadas e alguns objetos de decoração. Acho que vai funcionar porque meus móveis são neutros e modernos. E porque vou pedir umas peças emprestadas para minha mãe.

O novo tema é campestre inglês, inspirado num bule de chá de porcelana redondo que comprei na viagem. Isto é, verde, rosa, listrado e florais. Como sou democrática, antes de começar a transformação perguntei ao Leo se ele importaria caso a sala ficasse muito feminina. E ele respondeu... que não ligava a mínima.

Uma vez que o eleitorado votou a favor da mudança (ou, melhor dizendo, absteve-se), parti para manobras agressivas. Infelizmente, no momento a reforma está sendo obstaculizada pela falta de tecidos para revestir as almofadas. Fui à loja em BH, escolhi os que eu queria e fiquei de confirmar as medidas por telefone. Desde que voltei pra casa, tenho gasto uma fortuna em interurbanos, mas a diaba da vendedora que me atendeu não liga de volta.

Assim fica difícil. O pior é que já mudei os enfeites da sala, então ela está num híbrido de modernoXcampestre inglês, vermelhoXverde que tá danado.

28.1.08

O Caso das Botas de Montaria

Arrisquei e fiz os três vôos até a Nova Zelândia usando minhas botas de montaria. Deu muitíssimo certo: ninguém da checagem de segurança mandou que eu as tirasse, e elas se mostraram confortáveis e quentinhas. Nem precisei fazer malabarismo nos estreitos dominínios do avião para tirá-las para dormir. Dormi com elas mesmo, e não senti frio nos pés, nem nas pernas.

Sem contar que eu estava elegantíssima.

Vou guardar essas botas como uma relíquia e só usá-las em viagens internacionais para lugares frios.

Paris, me aguarde!

24.1.08

O Caso do Ex-Iogurte

O Leo e eu compramos diversos iogurtes light e gostamos de todos, mas sempre achei o Corpus da Danone especialmente bom. Qual não foi minha surpresa ao experimentá-lo após quase um mês de férias e descobrir que ele tinha virado um líqüido ralo.

Comentei com o Leo, que quis me convencer que a diferença era produto da minha imaginação, provocada pelo fato de que os iogurtes neozelandeses serem ultra grossinhos e cremosos. Teimei que eu estava com a razão, e no dia seguinte tive a confirmação: li no rótulo que o Corpus, por razões que a razão desconhece, se transformou em Corpus Mais, deixando de ser iogurte para se tornar “leite fermentado com polpa de fruta”! Já o preço... continua o mesmo.

Não bastava o potinho ter diminuído em 20% algum tempo atrás? Fiquem de olho porque daqui a pouco esse Corpus vira um dedal de água...

23.1.08

O Caso da Volta

Meu fuso horário está completamente desregulado: nos primeiros dias de volta da viagem, simplesmente não senti sono à noite (o que foi ótimo, por causa das festividades de formatura da minha irmã mais nova). Agora que estou me forçando a dormir razoavelmente cedo por causa do trabalho, acordo toda noite às duas da manhã, acesíssima. Aí levanto, vejo tevê, como pipoca, organizo fotos, e vou dormir de novo lá pelas quatro. Resultado: quando é seis da tarde, estou caindo de sono, de dormir sentada no sofá. Depois, o sono acaba às duas da manhã...

Ou seja, um caso de jet-lag dos bravos, prolongado pelas diversas (e ótimas) festas da semana passada. E olha que eu tomei pastilhas homeopáticas (embora o recomendado fosse de duas em duas horas e lá pela terceira vez eu chutei o balde), comi uvas-passas e chupei balas de menta. Segundo a internet, todos remédios infalíveis.

Vamos ver se no final-de-semana consigo acertar meu relógio biológico.

9.1.08

O Caso do Zoo

Ontem fomos ao zoológico de Wellington. Vimos o urso solar, o panda vermelho, o tigre, o leão, os cangurus (muito preguiçosos e estirados na grama o tempo todo, ao invés de pululando energeticamente como se espera), mas o mais legal foi o kiwi.

O kiwi é um dos símbolos da Nova Zelândia (o pássaro, não a fruta). Tem hábitos noturnos e, devido à falta de predadores naturais, perdeu a capacidade de voar. Imaginei que ele fosse um passarinho pequetito, mas, na verdade, trata-se de um passarão do tamanho de um cachorro pequeno.


6.1.08

O Caso do Lago

Hoje, depois de algumas atividades turístico-radicais, fomos passear no Lago Manapouri, que fica a 20 km de Te Anau, a cidade/lago em que estamos hospedados. É um lagão lindo, azul e cercado de montanhas. Para nossa surpresa, chegamos e descobrimos não só uma prainha como também uns banhistas muito à vontade nela.

Botamos a mãozinha na água e descobrimos que estava bem agradável. Voltamos pro hotel, botamos roupas de banho (que a gente trouxe pra nadar nas piscinas termais de Rotorua) e lá nos fomos, empolgadíssimos, porque o dia estava quente como o quê.

Estacionamos o carro ao lado de vários outros que estavam abertos e com a chave na ignição (ah, Primeiro Mundo). A prainha, limpíssima, ofertava mesas e banquinhos. Nos instalamos num e corremos felizes para a água.

Quente ela não estava. Os locais, espertos, chapinhavam em macacões de neoprene. Fomos corajosos e mergulhamos. Congelados não ficamos.

A água é impressionante: claríssima, transparente, verde perto da gente e azul lá longe. O chão é cheio de pedrinhas chatas e areia grossa, e afunda, mas depois que a gente avança um pouco ele fica liso e as pedrinhas quase somem.

Depois de brincar bastante, saímos da água e ficamos nos secando tranqüilamente ao sol forte da Nova Zelândia. Nada de vendedores de pamonha, guardadores de carro, ofertas de saídas-de-praia...

Diabo de país perfeitinho. Dá até vontade de morar aqui.

4.1.08

O Caso dos Passeios

O Leo tem descoberto uns passeios ótimos pra gente fazer. Eu desconfio primeiro, mas depois me divertio a valer.

O passeio suspeito de hoje foi ao Deer Park, uma reserva na qual você alimenta animais. O lugar é lindo, os animais ficam soltos, e vêem correndo pra você quando escutam o barulhinho da comida na lata. Para completar, são bichos fofinhos: cavalos em miniatura, lhamas curiosos, veados vermelhos, cabrinhas...


Eu alimentando um mini-cavalinho.









O Leo atacado pelas cabras gulosas.









30.12.07

O Caso do Jet Lag

Chegamos sãos e salvos às terras austrais. Meio grogues, é verdade. O tal do jet-lag existe mesmo: não é lenda urbana! Nos 3 primeiros dias, fomos dormir 7 da noite e acordamos 4 da manhã. Aí a gente olhava o relógio, suspirava e tentava dormir de novo.

Agora já estamos aclimatados. Ontem fomos dormir às 11 da noite!


Os hotéis não têm internet, então está difícil postar. Mas aí vai um foto no glacier Fox, para alegria da galera!

Aproveitando a ocasião, feliz 2008 pra todo mundo!!! Nós passaremos nosso Reveillon na cidade do glaciar, que tem 200 habitantes. 202 com a gente.

21.12.07

O Caso da Promessa

Dei o bolo nos meus leitores em relação à viagem Portugal/Espanha: prometi que ia postar tudo, e no fim não pus uma mísera foto. As razões foram duas: não tive muito tempo durante a viagem, e o Leo disse que se contamos as aventuras no blogue faltam novidades para dar ao vivo para a família e os amigos.

Após meditar profundamente sobre o assunto, cheguei à conclusão que existe um meio-termo razoável entre o contar tudo e o falar nada. Então vai ser assim: sempre que for possível, coloco fotinhas e notícias. Podem bater ponto aqui que mais dia menos dia aparecerão novidades de down under (os americanos usam essa expressão pra se referir à Austrália, mas acho que NZ também está na definição – livremente traduzida como “lá embaixo de tudo”).

E vamo que vamo!

20.12.07

O Caso das Férias Psicológicas

O Leo se mandou para BH na quarta-feira, e eu fico aqui até sexta porque estou trabalhando. Como ele foi de carro e eu irei de trem, fechamos as malas da viagem para NZ na terça à noite e ele levou tudo. O resultado é que psicologicamente já me sinto de férias, mas na prática continuo no lerê nosso de cada dia. Isso quer dizer que o trabalho está se arrastando, que os dias não passam e que parece que esta semana vai durar para sempre.

19.12.07

O Caso do Emocional

Hoje fui a outro médico resolver outro problema e, de novo, ele me falou que é emocional. Mas esse médico não se contentou com isso: ele também insistiu que eu fosse a um psicólogo, indicou um colega de prédio e me lascou o cartãozinho dele.

Fico na dúvida se eles angariam clientes um para o outro ou se realmente minha lataria psíquica está precisando de uns retoques. Já fiz terapia antes e achei ótimo, porque durante uma hora da semana eu podia falar incessantemente sobre meu assunto preferido: eu mesma. Na época, a terapia resolveu os problemas que eu queria resolver, mas eram questões internas. Acho difícil fazer a ligação entre minha queda de cabelos e minha labiritinte com conflitos mal-resolvidos de infância (ou fato similar).

Por outro lado, estou cansada de bater ponto nos mesmos médicos e tomar os mesmos remédios a cada semestre. Talvez o psicólogo ajude. Se não ajudar, pelo menos terei passado umas horas agradáveis falando incessantemente sobre meu assunto preferido.

18.12.07

O Caso do Balanço de Fim-de-Ano

É verdade que de vez em quando eu finjo que faço umas resoluções de ano-novo, mas garanto a vocês que nunca as levo a sério. Acho bizarro decidir o que vai ser feito nos próximos 365 dias. Convenhamos, é tempo pra caramba, e muita coisa pode acontecer.

Entretanto, como achei 2007 um ano pouco produtivo, talvez umas resoluções firmes sejam justamente o que eu esteja precisando.

O problema é que resoluções de ano-novo são geralmente coisas chatíssimas, do tipo parar de fumar, beber menos, gastar menos, arrumar emprego. Um horror. Acho que pessoas naturalmente melancólicas como eu necessitam é de resoluções legais, como comer mais chocolate, gastar mais dinheiro, sair mais, fazer mais amigos, comprar roupas novas, despreocupar do trabalho, dar mais presentes, comemorar mais, tomar mais sorvete, escutar mais música e falar mais eu te amo.

Então tá combinado.

(2008 começa a parecer promissor.)

17.12.07

O Caso do Flight of The Conchords

Ultimamente tudo que provém da Nova Zelândia tem nos interessado. Sendo assim, estamos interessadíssimos em um seriado da HBO chamado The Flight of The Conchords. Trata-se da história de uma banda, formada por dois neo-zelandeses, Bret and Jemaine, que tenta a sorte em Nova York.

O agente dos personagens cumula o cargo com o de cônsul da Nova Zelândia. A piada interna é que existem tão poucos neo-zelandeses no mundo que cada um deles tem de ter mais de uma função.

No meio dos episódios, Bret e Jemaine saem cantando e dançando músicas de sua autoria. Hilário. Uma canção de amor, por exemplo, vai mais ou menos assim: “Você é tão bonita/ com certeza a garota mais bonita do bar/e na rua, dependendo da rua/você é com certeza uma das três garotas mais bonitas do lugar/Você é tão bonita/que podia ser modelo durante parte do dia/não o suficiente para largar o emprego/mas durante parte do dia, ah, durante parte do dia você podia.”

Aproveito pra prestar bastante atenção no sotaque dos personagens. O “e” deles é praticamente um “i”. “Bret” vira “Brit”, “dead” vira “did”.

Já sei como conseguir ovos mexidos no café-da-manhã. É só pedir “iggs”.

14.12.07

O Caso da Dieta Pré-Viagem

Completei um mês de dieta. Perdi dois quilos e trezentos gramas e já estou cabendo nas roupas justas de novo. Ninguém precisa se preocupar: a minha alimentação é supersaudável, com cinco porções diárias de frutas e verduras, cereais integrais, derivados do leite, arroz, feijão e carne vermelha. Eu nem passo (muita) fome – só vontade. E nem é tanta vontade, porque volta e meia eu como um chocolatinho. Pequetito.

Quando estou me alimentando direito é que percebo como a gente come muito mais do que precisa. E como é difícil recusar comida quando te oferecem e você não quer. As pessoas ficam perplexas. Insistem. Como assim, você não vai aceitar este pedaço de pizza gigante/essa coxinha gordurosa/mais um prato de feijoada?

E ai de mim se eu falar que estou de dieta. As pessoas se sentem imediatamente ultrajadas. E dizem: “mas você não precisa de fazer regime, você é magra!”. O que dá vontade de responder: “Vocês não estão entendendo – eu sou magra porque eu faço dieta!”

Talvez a solução seja mentir que meu colesterol é alto e pronto.

13.12.07

O Caso da Labirintite

Agora virou moda: é só chegar perto de uma viagem que eu tenho um ataque de labirintite. O de ontem foi feio: acordei às 5 da manhã com o quarto rodando loucamente. Tentei ficar de pé, sentada, deitada, tomei Labirin, tomei Dramin, e às 6 e meia fui parar no pronto-atendimento do hospital porque não estava mais me agüentando de náusea. O médico me pôs no soro com uma ampola de Dramin na veia, e aí eu melhorei. No fim do dia bati na porta do meu otorrino, que me receitou o Vertizine D de sempre durante 20 dias e, perguntado se eu poderia pelo menos EXPERIMENTAR os famosos vinhos brancos da Nova Zelândia durante o tratamento, respondeu que, em pequenas doses, o vinho teria o mesmo efeito do remédio, mas que “a diferença entre remédio e veneno é a dosagem”. No fim das contas, consegui arrancar dele a informação de que a pior conseqüência da mistura seria outro ataque de labirintite - morrer dela eu não ia. Works for me.

Ambos os médicos acham que a causa da labirintite é emocional. O Leo tem certeza.

11.12.07

O Caso do Chá de Cadeira

Íamos ficar 6 horas de bobeira no Galeão entre um vôo e outro e eu já não estava achando bom. Agora o vôo BH-Rio mudou para mais cedo ainda e vamos ficar 7 horas e meia de bobeira no Galeão.

Pensei em passar o vôo para mais tarde e ficar apenas 4 horas e meia de bobeira no Galeão. Entretanto, várias pessoas (inclusive a agente de viagens) acharam arriscado. Vamos viajar no dia 23, os aeroportos devem estar lotados, e no fim de ano sempre chove. O jeito é ir no vôo mais cedo mesmo.

Uma amiga sugeriu que gastássemos o tempo extra deixando as malas no guarda-volumes do aeroporto, pegando um táxi e indo passear no Rio. Mas, como boa mineira desconfiada, acho muito arriscado. Afinal, todo mineiro sabe que o Rio é um lugar muito perigoso, e que pra te assaltarem e levarem seu passaporte não custa nada. Isso se o próprio taxista não te seqüestrar.

Assim sendo, acho que lerei pelo menos um dos três livros de qualidade literária duvidosa que estou levando para os vôos e que experimentarei todos, absolutamente todos os perfumes do free shop.

10.12.07

O Caso do Caderninho

Toda vez que eu viajo para fora compro um caderno pequetito para anotar dicas e lembretes. Ele fica morando dentro da bolsa, junto com uma caneta, e carrega a lista dos endereços, encomendas e presentes, sendo especialmente útil para registrar preços de free shops diferentes.

Ultimamente tenho comprado mini-agendas ao invés de caderninhos. A vantagem é que as dicas relativas a cada cidade ficam no dia em que estaremos nelas. E sobram muitos meses para as anotações sobre as comprinhas!

Nesse fim-de-semana comprei uma mini-agenda 2008 (mini mesmo: é quase do tamanho da palma da mão), de capa preta, bonitinha, boa mesmo. Seu único defeito é que não tinha marcador. Então eu mesma criei dois, usando fitas pretas fininhas que extraí de uma blusinha e guardei. Porque, meus amigos, quem guarda tem!

7.12.07

O Caso da Mala Reduzidíssima (mais um)

Eis-me mais uma vez perante o dilema da mala reduzidíssima. Estou botando fé que dessa vez não vai ser tão difícil. Primeiro porque a Nova Zelândia me parece um país esportivo. Segundo porque acabei de comprar o vestidinho preto perfeito, que pode ser usado tanto para sair à noite quanto para almoçar de dia.

O dilema é se levo sapatos de salto para a tal da saída à noite ou uso minhas botas de montaria mesmo. Que são lindas e confortáveis, mas ocupam um espaço danado na mala, e portanto devem ir nos pés. O que não sei é se é sábio encarar três vôos (de uma, três e treze horas, respectivamente) usando botas de montaria. Ok, eu sei - não é sábio, mas eu fico tão feliz quando eu estou elegante.

É claro que eu corro o risco de ser obrigada a tirá-las a cada detetor de metais. Mas aí dá uma emoção.

6.12.07

O Caso da Frustração

Todo mundo já sabe que sou possuidora de uma pão-durice legendária. Ainda assim, de vez em quando me convenço a investir rico dinheirinho em bens caros, “de marca”, acreditando piamente que receberei em troca possessões de qualidade superior.

Por isso mesmo, fico muitíssimo frustrada quando tais bens não correspondem à expectativa. Primeiro foram os óculos escuros que, usados mais do que dez minutos seguidos, deixavam depressões nas maçãs do rosto. Depois foram as botinhas de trekking que me fizeram retornar à loja diversas vezes (incomodava, troquei por uma maior e incomodava, troquei por um tênis e meus dedinhos formigavam. Aí passei o abacaxi para o meu pai).

Só falta eu conseguir o upgrade para a classe executiva que estou planejando e as azafatas das Aerolineas Argentinas me maltratarem.

5.12.07

O Caso da Mudança

Ando superboazinha e amigável ultimamente. Sorrio para as pessoas, sou simpática, e é até perigoso eu arrumar mais uns amigos no processo. O problema é que temo grandemente que meu lado sarcástico e mau esteja desaparecendo. Um dia desses fiquei olhando uma pessoa que estava trabalhando usando uma vestimenta que era igualzinha a uma camisola sexy, e ao invés de externar o pensamento, só suspirei. Ouvi outra contando o tanto de dinheiro que gasta em roupas, e nem tive que fazer força para não comentar “Mas não tá adiantando muito, né?”.

Com toda essa boa-vontade na terra dos homens, arrumei uma nova amiga que é muito boazinha e feliz (sinceramente boazinha e felizmente, não forçadamente boazinha e feliz como eu). O resultado é um círculo vicioso: ando mais tolerante ainda.

A coisa tá feia pro meu lado.

4.12.07

O Caso dos Preparativos

A viagem à Nova Zelândia se aproxima. Tá tudo certinho, menos os últimos detalhes do que fazer quando estivermos lá. Geralmente eu faço uma lista de atividades hora a hora, para que não percamos nem um minuto do escasso e precioso tempo que temos em terras estrangeiras, mas estou achando que NZ acata uma programação mais light. Até porque é um país novíssimo, mais jovem do que o Brasil, e que portanto não oferece castelos/fortalezas/catedrais imperdíveis a cada esquina.

Enquanto o dia de embarcar não chega, embarcamos nós numa dieta pré-viagem. A idéia é da Isa, e eu a acho ótima: emagrecer não depois, mas antes de viajar. Aí você fica liberado para comer de tudo nas férias, sem se preocupar. E não precisa fazer dieta quando volta para casa – convenhamos, poucas coisas são mais deprimentes do que retornar ao trabalho passando fome, ainda mais com o armário cheio de chocolates suíços comprados no free shop.

22.11.07

O Caso do Blogue

Ontem percebi que este blogue está muito antisséptico, muito politicamente correto, muito vanilla. Como se eu estivesse escrevendo para a minha mãe (ou para a madre superiora). Não tem comentários maldosos, não tem palavras em outra língua, não tem nenhuma das minhas indignações (e como eu fico indignada toda vez que presencio ataques à estética e à lógica – a estética primeiro, observem –, eu fico indignada o tempo todo).

Abaixo a boa-mocice! Abaixo os posts água-com-açúcar!

Próximo post: por que eu odeio a ecologia.

21.11.07

O Caso do Próximo Destino

Nossa próxima viagem será a mais ambiciosa de todas: quase um mês em um lugar a 16 horas de avião (partindo do Rio de Janeiro), no qual se fala uma língua quase ininteligível e se dirige à esquerda.

É a Nova Zelândia!

Tanto a equipe de comunicação (eu) quanto a equipe de transporte (o Leo) ficarão bastante atarefados. Em NZ se fala inglês, mas o sotaque é carregado (vimos um filme neozelandês para treinar e achei difícil de entender). Já o Leo vai ter que se virar para dirigir na mão inglesa, sentado no lado direito do carro.

Acho que os leitores mais espertos já tinham desconfiado. Também, com esse papo de bungee-jumping virtual, túnel de vento, esportes radicais...

13.11.07

O Caso da Ferritina

Então ontem eu voltei ao dermatologista levando o exame de sangue, que por sua vez revelou que minha ferritina continua baixa – 25 –, embora eu tenha tomado um suplemento de ferro por dois meses, terminando no meio de setembro.

Tá explicado por que meu cabelo está caindo igual ao dólar.

O que não está explicado é essa anemia bizarra, já que eu me alimento bem e nem estou tomando chá verde (que o meu dermatologista disse que não tinha nada a ver, por sinal). Mas bem que eu tenho andado fraquinha e cansada de uns tempos pra cá.

O derma receitou de novo o suplemento de ferro sabor chocolate que gruda no dente por quarenta dias.

Vão vê se funciona.

9.11.07

O Caso da Banda

Ontem eu estava em casa à toa vendo uns clipes na tevê e cheguei à conclusão de que, como eu vivo mudando de profissão e de idéia, o jeito é montar uma banda chamada The Quitters e cair na estrada.

8.11.07

O Caso das Empadas

O Leo descobriu mais uma iguaria regional: empadas gigantes do Rei das Empadas, uma loja que fica semi-perto de casa. As empadas de frango com bacon e de queijo são deliciosas, grandes e baratas (1 real a unidade). E eles ainda entregam em casa.

Ontem os colegas de faculdade do Leo falaram que existiam empadas ainda maiores e melhores: as do Sabor da Empada. Essa loja fica mais longe, mas como estávamos impressionadas com a descoberta original, decidimos ir lá conhecer.

Experimentamos três tipos: a de frango e bacon e a de queijo – para comparar – e a de presunto e queijo, porque a primeira vez que encontramos esse recheio.

Resultado final do embate gastronômico: o Rei das Empadas continua imperando. A empada de frango e bacon do Sabor da Empada era até gostosinha, mas as duas outras usavam como queijo uma mistura de requeijão e maisena (é com “s” mesmo – com “z” é marca registrada) suspeitíssima.

Ei, ei, ei, empadas só do Rei!

7.11.07

O Caso dos Cabelos

Meu cabelo voltou a cair – de novo –, fui ao dermatologista – de novo – e ele mandou eu fazer um exame de sangue – de novo –, para ver se a minha ferritina está baixa – de novo.

Não sei o que eu arrumo com essa ferritina que ela nunca está na dosagem correta. Já ingeri comprimidos de ferritina sabor chocolate durante semanas duas vezes. E eu me alimento bem!

O pior é que eu estou torcendo para a ferritina estar baixa mesmo. Porque, se não for isso, o médico vai ter que ficar levantando outras hipóteses pelas quais o meu cabelo está caindo, e até lá eu fico careca.

6.11.07

O Caso da Mudança para a Europa

Volta e meia eu descubro um blogue de brasileiros que moram na Europa e passam os fins-de-semana pipocando entre capitais. Fico toda empolgada e tento convencer o Leo de que é uma ótima idéia nos mudarmos para lá (essa parte é essencial porque ele é o único casal que tem habilidades profissionais que valem fora do país. Eu, com meu direito e comunicação, tô n’água).

Aí o Leo, que é mais sensato (embora talvez menos romântico) responde que na Europa, mesmo se nós dois arrumarmos empregos, vamos ganhar menos – em euros – do que ganhamos aqui e gastaremos mais, porque o custo de vida é mais alto. E que eu gosto tanto da Europa porque vou lá de férias, com tempo livre para passear e dinheiro pra gastar.

Não me convenço, mas me conformo.

Por enquanto.

5.11.07

O Caso de BH

Eu e o Leo acabamos de chegar de um fim-de-semana prolongado frenético em BH. Estamos mais cansados depois do que antes dele. Mas não tem problema, não: chegamos à conclusão que vale a pena a gente se acabar quando vai lá, visitando família/encontrando amigos/indo a festas/testando restaurantes/procurando coisas que não se acha aqui. Dá a sensação de que fomos muito produtivos.

A única coisa ruim é que a gente se diverte tanto que fica com vontade de ir de novo logo.

1.11.07

O Caso das Escolhas

O primeiro – e talvez o mais difícil – passo da viagem é escolher onde ir (e, conseqüentemente, eliminar dos planos diversos outros destinos maravilhosos). Pior do que escolher para si mesmo, entretanto, é escolher para os outros.

Não que me perguntem com tanta freqüência assim. Mas é só um parente/amigo/conhecido anunciar, dentro da minha zona de audição, que pretende ir à Europa e pronto: eu imediatamente me lanço sobre ele, interrogando-o severamente sobre as línguas que domina, as viagens que já fez e as perspectivas que possui. Se aquele é seu primeiro (e talvez último) contato com o Velho Continente, sinto que é minha missão pessoal garantir que a viagem seja perfeita e inesquecível. Se é seu segundo, também.

Por coincidência, amigos diferentes me contaram que estão querendo fazer sua primeira visita à Europa. Ambos pretendem passar pela Itália. Já eu acho que, para uma primeira viagem, a combinação ideal é Londres, Paris, Amsterdã e Bruge. Itália, Portugal e Espanha são legais, mas a cultura é parecida com o Brasil, e o legal da viagem – pelo menos na minha opinião – é conhecer lugares e costumes diferentes aos que a gente está acostumado.

Estou me contendo.

31.10.07

O Caso das Estratégias de Viagem

Eu acho que viajar é pura diversão. O que estraga um pouco são as burocracias: esperar no aeroporto, passar horas dentro do avião, ficar na fila da alfândega. Para tentar deixar essa parte tão legal quanto o resto, tenho desenvolvido estratégias, inclusive algumas que experimentarei na próxima viagem e contarei se funcionam:

1) sorrir, sorrir e sorrir. Quanto mais trash a situação, mais inesperado e importante é o sorriso. Ainda estou para encontrar uma comissária de bordo/garçom/ recepcionista de hotel que a resista a uma exibição de todos os meus dentes.

2) esperar que dê tudo errado: que o vôo atrase, que o check-in demore, que os amendoins acabem. Resultado: você não fica irritado quando os imprevistos acontecem, porque já estava contando com eles, e fica felicíssimo quando tudo dá certo.

3) descobrir o site do aeroporto e ver o que ele tem de interessante, incluindo o tax free shop. Investigar se o cartão de crédito dá direito a alguma sala vip.

4) possuir malas reduzidíssimas, evidentemente de rodinha. Aí fica fácil pegar táxi, entrar no ônibus que liga terminais, tirar a bagagem da esteira. Além do mais, se a sua mala for pequetita, a chance do carregador maltratá-la é menor.

5) ter livros interessantíssimos à mão para ler nos momentos de espera. Meus preferidos: pocket books de qualidade literária duvidosa – porque aí eu não tenho dó de jogá-los fora quando acabam. Também gosto de ter uns petiscos saudáveis na bolsa, porque comida de aeroporto costuma ser cara e ruim.

6) levar protetores de ouvido e máscara para os olhos para tentar dormir no avião. É impossível prever se uma criança vai chorar ou se o moço na fileira do lado vai passar a noite toda com a luz ligada lendo um pocket book de qualidade literária duvidosa.

7) usar aroma de hortelã para combater o jet-lag (acho que pastilhas de hortelã Garoto devem funcionar).

8) tomar Dramim (auto-explicativo). Lembrando que o Dramin deve ser tomado pelo menos 40 minutos antes do vôo, ou seus poderes anti-enjôo ficam severamente comprometidos!

19.10.07

O Caso da Yasmin

Hoje uma colega de trabalho trouxe a filhinha para a gente conhecer. Ela tem 2 anos, chama-se Yasmin, é linda, fofucha e usa maria-chiquinhas. Ela deu beijos, falou quantos anos tem, repetiu o nome (a pedidos) à exaustão e sentou no colo de todo mundo, inclusive no meu, que mais que depressa fiz uns bonitos desenhos para agradá-la.

Pelo menos não desagradei. A mãe levou a Yasmin e depois contou que ela chorou porque não queria ir embora.

18.10.07

O Caso da Decisão

Então eu decidi que ia ser mais sociável. Esse negócio de ficar só estudando, sem vida social, estava me deixando irritada e desanimada. E o Bill Douglas bem fala: não adianta passar em concurso se não tem ninguém pra comemorar com você.

O problema é que eu não sou naturalmente amigável. Tenho que fazer um trabalho consciente para me aproximar das pessoas. E ainda disfarçar o fato de ser uma esnobe horrível – pelo menos até que me conheçam melhor e passem a gostar de mim.

Nesse processo de fazer amigos e influenciar pessoas, descobri uma coisa ótima: gente interessante é quem se interessa pela gente. Então, é só eu fazer um monte de perguntas pro povo, e prestar bastante atenção nas respostas, que aumentarei exponencialmente meu nível de popularidade.

17.10.07

O Caso do Seriado Brasileiro II

Vi o Brazil’s Next Top Model e achei péssimo. Os jurados parecem ter inveja das modelos; o organizador (um tipo parecido com o Buzz Lightyear – só queixo e testa, mas muito menos simpático), que devia ser um terceiro desinteressado, também é jurado; a apresentadora, a modelo Fernanda Motta, tem um sobrancelhão assustador e precisa trabalhar muito nas aulas de voz e expressão corporal.

Para completar, num país miscigenado como o nosso, quase todas as meninas são branquinhas, branquinhas. O mercado é preconceituoso ou a produção que é?

16.10.07

O Caso da Tropa de Elite

Finalmente vi o filme mais comentado dos últimos tempos. Gostei muito. Sempre achei que o usuário é que financiava o tráfico mesmo. Vamos ver se o filme abre um debate sobre o assunto e os consumidores de droga percebem que seus atos têm conseqüências sociais nefastas.

Enquanto isso, o Leo canta o dia inteiro:

“Tropa de elite
Osso duro de roer
Pega um, pega geral
Também vai pegar você”

11.10.07

O Caso do Milk-Shake

Descobrimos aqui na cidade um lugar fantástico chamado 1.000k-Shakes. Ele não tem mil sabores de milk-shake, como o nome autorizaria a supor, mas tem um monte – pelo menos uns 30. Sem contar os sabores especiais, como ovomaltine e amarula.

Eu e o Leo fomos lá no domingo. O melhor é que dá pra ver a pessoa fazendo: ela bota no copo um monte de sorvete italiano de baunilha, calda do sabor apropriado e uns pozinhos misteriosíssimos, que ficam dentro de caixinhas com os nomes dos sabores. Depois disso ela usa um aparelho que parece um mixer, só que é quente, para amaciar o sorvete e misturar os ingredientes. Leite mesmo não tem, a não ser que o pozinho misteriosíssimo seja leite em pó com sabores artificiais.

Nós tomamos o milk-shake de ovomaltine e gostamos. Agora quem vier nos visitar tem mais uma atração para conhecer.

10.10.07

O Caso da Amizade

Ando desconfiada de que sou uma amiga mais ou menos. Eu esqueço aniversários (né, Fê?), prefiro mandar mails a telefonar, e sempre perco números de celulares e endereços. Se eu pensar bem, se não fosse a internet eu não teria amigos.

Andei refletindo e cheguei à conclusão que a culpa não é totalmente minha. Eu tive uma infância meio solitária, porque gostava mais de ler livros do que conversar com pessoas, e, portanto, não aprendi direito os mecanismos da amizade.

Mas não seja por isso. Decidi que farei o possível para ser uma amiga top de linha. O primeiro passo é arrumar uma caderneta para anotar endereços e telefones. O segundo é fazer uma lista de aniversários e deixar num lugar bem visível.

Para completar, vou à BH no feriado somente para ver uma amiga. E para a outra, cujo aniversário foi esquecido e estará viajando, deixarei um lindo presente.

Assim que eu descobrir o número do apartamento dela.

9.10.07

O Caso do Mistério

Eu realmente queria saber por que, nas correntes transmitidas pela internet, as pessoas insistem em impingir aos mais diversos escritores textos que obviamente não são de sua autoria.

Qualquer redaçãozinha com ambições a humor só pode ser do Luiz Fernando Veríssimo. Tiradas sarcásticas pertencem ao Arnaldo Jabor. Sentimentalismos são atribuídos a Gabriel García Márquez ou a Fernando Pessoa, o que tiver mais azar no dia.

Se fosse um simples caso de confusão entre autores, até que passava. O problema é que a qualidade dos textos é, geralmente, horrenda. Qualquer pessoa com um mínimo de bom-senso devia desconfiar que aquelas banalidades não pertencem a um escritor sequer razoável!

Fico imaginando um Salieri literário enviando textos baratos por e-mail e imputando-os todos ao Mozart.

Só pode ser isso.

8.10.07

O Caso do Dilema

Dizem (as novelas, os filmes, os livros de auto-ajuda) que você precisa buscar a felicidade interior. Aí, não importa quão complicada/difícil/sofrida esteja a sua vida, você será uma pessoa feliz.

Essas mesmas fontes também dizem que você também tem que lutar para melhorar sua situação e resolver seus problemas – e aí, é lógico, vai alcançar a felicidade.

A coisa é confusa pra caramba. Se você está feliz, por que que vai querer mudar? Mais, onde é que vai arranjar energia para mudança? A mudança não é causada pela dor/incômodo/infelicidade/insatisfação?

Em suma, eu não consigo ser feliz nos dois momentos. Ou estou feliz agora, satisfeita do jeito que estou – e fico assim mesmo, ou estou infeliz e vou buscar uma solução – para tentar resolver o problema.

Esse negócio de felicidade plena é a maior pegadinha.

1.10.07

O Caso do Seriado Brasileiro

Na quarta-feira estréia a versão nacional de um dos meus reality shows preferidos (o outro é Project Runaway): America’s Next Top Model.

O programa americano é legal porque a produção tem muito dinheiro e, portanto, contrata profissionais competentes para treinar as meninas, arruma desafios elaborados e monta sessões fotográficas sensacionais.

Vamos ver se o seriado brasileiro vai ser tão bacana quanto ou se a pobreza fransciscana que costuma assolar as produções nacionais vai atrapalhar o esquema.

26.9.07

O Caso do Estresse

Nunca achei que seria uma vítima do estresse, mas, nas últimas semanas:

- estou acumulando meu serviço com o serviço de uma pessoa que foi transferida;
- tem uma parte do serviço da pessoa que foi transferida que eu simplesmente não sei, mas tenho que fazer do mesmo jeito;
- estou ensinando a uma funcionária nova a parte que eu sei do serviço da pessoa que foi transferida;
- o chefe está cobrando providências sobre coisas urgentes que cabiam à pessoa que foi transferida;
- os sistemas estão lentos, lentíssimos, quando não param de vez, e não dá para trabalhar sem os sistemas;
- a tecla quatro do telefone não funciona

O resultado é que há nove, NOVE pilhas de processo em minha mesa.

As pilhas estão me deixando uma pilha.

25.9.07

O Caso dos Seriados

Eu estava me sentindo meio melancólica e sem rumo, mas já descobri a razão: é que os seriados estavam em mid-season, e a única coisa que sobrava para ver era os especiais “Child Star” na E!, que além de ruins são repetidos à exaustão.

Essa era de trevas está acabando. Os seriados logo estarão de volta à vida, e eu terei muito mais ânimo para pedalar na minha bicicletinha ergométrica, sendo que agora eu uso medidor de batimentos cardíacos e fico me matando para mantê-los acima de 134 por minuto.

Ver o McSteamy distrai da dor.

13.9.07

O Caso dos Escorregões

Falem a verdade: não é ótimo quando alguma celebridade, que vive disso, tem tempo, dinheiro e personal stylist, dá uma derrapada? É porque aí a gente se consola de algumas decisões de moda não muito brilhantes, como a franja repicada e a meia-calça com desenhos.

Eis as últimas mancadas que percebi por aí:

1) o cabelo curto da Deborah Secco
Ela caiu numa armadilha clássica: a da mulher que começa a se achar tão bonita que resolve cortar o cabelo. Saiba ela que cabelo curto é só para as starlets dos anos cinqüenta, a Trinity de Matrix e a Natalie Portman.

E o pior é que, na hora de cortar, ela foi se mirar na Posh Spice, que tem um rosto triangular igualzinho a um louva-deus. Fala sério.


2) o vestido de casamento da Daniela Sarayba
Ela é alta, linda e magra, e o vestido foi feito pelo Valentino. Mas, no fim das contas, a moça ficou meio... repolhuda. Alguém me explica aqueles babados saindo de debaixo dos quadris?

12.9.07

O Caso dos Simuladores

Lembram o bungy jump virtual? Pois é, descobri que existe um túnel de vento vertical que simula um salto de pára-quedas. Mais barato, e muito mais seguro.

Essas imitação são ótimas para pessoas medrosas, quer dizer, cautelosas como eu.

5.9.07

O Caso dos Empregos

Empregos de sonho:
- Tradutora de legendas para seriados americanos;
- Produtora da revista de produtos Natura;
- Agente de viagens para clientes selecionados;
- Criadora de cores de cosméticos.

Empregos que pareciam ser de sonho, mas na verdade não eram:
- Jornalista em revista de turismo;
- Revisora de textos de Ciência Política;
- Avaliadora de originais literários;
- Vendedora em loja da Disney.

3.9.07

O Caso da Pupila

Vai chegar uma funcionária nova aqui no trabalho e fui encarregada de treiná-la. Estou animadíssima. Eu sempre quis ser professora (para moldar cerebrozinhos inocentes, hohoho) e esta é a minha grande chance de ver se dou para a coisa mesmo ou é só garganta.

Da última vez que chegaram funcionários, eu bem que tentei me candidatar para ensiná-los, mas o chefe preferiu outra pessoa, aquela que o pessoal novo ia substituir. O que faz sentido, mas não deu muito certo, por vários fatores. Um deles é que tentaram passar para o povo novo muita coisa em pouco tempo, e eles ficaram perdidinhos, coitados.

Tentarei não cometer o mesmo erro. Vou explicar cada coisa devagar, e só passar para a seguinte depois que a primeira estiver dominada. Vou sorrir muito, dizer muitas palavras de incentivo, falar que trabalhar aqui é ótimo e que ela está indo muito bem. Já fiz um roteiro passo-a-passo no Word e uma planilha no Excel explicando onde está o quê.

Está só faltando uma musiquinha para cada sistema.

24.8.07

O Caso dos Cookies Light

Com essa minha nova mania de experimentar coisas novas, às vezes me dou mal. Semana passada vi no mercado um lançamento de cookies light. Eu já tinha comprado o integral de laranja da mesma marca, que é muito gostosinho e tem fibras. Me animei com os lights porque os sabores pareciam legais: abacaxi com chocolate branco e uva com chocolate ao leite. Imaginem que fossem verdadeiras delícias.

Aí... li o rótulo e descobri que os cookies tem um pouco de gordura saturada e também de gordura trans. Nada saudável. A vantagem é que eles têm metade das calorias do que os cookies integrais. A desvantagem: metade das fibras. Já descobriram o truque, né? Na verdade, eles têm é metade do tamanho dos outros.

Para completar, o cookie de uva é bizarro. Me senti mastigando Fanta Uva. E a cobertura de chocolate é tão fina que mal dá pra sentir.

O cookie de abacaxi já é melhorzinho. Tem gosto de Mirabel de abacaxi, o que, perto da Fanta Uva crocante, é uma grande vantagem.

Agora, vantagem mesmo é fato de que os cookies light são mais ou menos que você come um e nem quer mais.

23.8.07

O Caso das Dúvidas

Estou preocupada.

Descobri que ganhei 5 quilos nos últimos dois meses e comecei uma dieta terça-feira.

Estou sendo sensata e razoável, já que o ganho de peso exagerado é ligado a diversos problemas de saúde, ou superficial e boba, já que meu peso é saudável e 5 quilos não matam ninguém?

Estou tomando conta do meu corpo, que é a minha casa, ou sendo indevidamente influenciada pela mídia e seus modelos de beleza irreais?

Estou buscando a saúde ou sendo excessivamente vaidosa (para variar)?

Estou me tornando uma pessoa consciente de seu corpo e das mudanças trazidas pelo passar do tempo, ou exagerando, já que fiz outra dieta no início do ano?

Aguardo respostas.

21.8.07

O Caso do Chá Diferente

Descoberta de hoje: chá preto tem gosto de água de batata.

20.8.07

O Caso do Almoço

Estou indignada. Fui à casa de uma colega de trabalho no feriado almoçar e, depois de perguntar do que eu o Leo gostávamos – ao que eu respondi “arroz, feijão, carne e salada” – ela vai e me serve... lentilha refogada!

Eu nunca tinha comido lentilha. Portanto, nem percebi que não era feijão na hora de me servir. Até a cor estava parecida. Só quando comecei a levar a primeira garfada em direção à boca que a danada da colega pergunta: “Vocês gostam de lentilha?”

Aí era tarde. Tive que continuar o trajeto da garfada, mastigar e engolir. E comer o que estava no prato, claro.

Ruim, ruim, não é.

Mas detesto que me enganem.

17.8.07

O Caso das Tintas

A descoberta do sapateiro pintor de sapatos abriu novos mundos para mim. E reciclando, eu ainda economizo! Ou seja, passar por lá levando itens que já passaram de sua primeira juventude está se tornando um dos meus passatempos favoritos.

Da última vez levei uma bolsa preta que eu adoro mas que estava meio gasta e outra dourada cuja alça estava se desfazendo. A bolsa preta foi pintanda e engraxada e ficou quase nova; a dourada ganhou uma alça diferente, de camurça bege, que é mais chique que a original. O sapatinho caramelo que eu estava ameaçando pintar de vermelho-mertiolate também ficou ótimo. A cor é cheguei pra burro, mas combinou tão bem com o bico redondo!

No momento ambiciono transformar uma jaqueta de couro laranja-queimado, que é bonito, mas difícil de combinar. Tenho certeza que marrom-café ou preto vão deixá-la muito mais utilizável.

E a cor escura vai diminuir as ombreiras dela, que são gigantes.

16.8.07

O Caso da Emoção Virtual

Uma vez que montanhas-russas me enjoam e esportes radicais me dão medo, parece que estou destinada a passar pela vida sem experimentar um pico de adrenalina que não seja causado por ameaças de assalto.

Ou não?

Descobri que existe, em um museu na Nova Zelândia, um bungee jump virtual. Você coloca um capacete, te amarram igual a um presente e te fecham em uma cabine. Ao som de um entusiástico “1, 2, 3, bungee!”, a cabine vira de cabeça para baixo, ao mesmo tempo em que imagens de um salto verdadeiro são projetados na sua frente.

Quem faz diz que é tão emocionante quanto o salto real. Estou animada.

Mas como eu enjôo muito, vou tomar meio draminzinho antes.

Só pra garantir.

13.8.07

O Caso dos Quilinhos

Eu e o Leo viajamos um mês e voltamos iguais ao conchinillo, o leitão assado que é o prato típico de Toledo: tostados e rechonchudos.

Mas também, com uma dieta à base de pratos típicos gordurososo (incluindo batatas fritas em praticamente todas as refeições), toneladas de chocolate suíço (a barra gigante de Lindt custa 3 euros na Espanha!) e montanhas de sorvete (matamos a saudade do Häagen-Dasz. Diariamente) não é de se espantar.

Só acho uma grande injustiça que eu tenha gasto mais de 3 meses para perder 3 quilos e meio e os tenha recuperado em meros 30 dias.

10.8.07

O Caso da Gabriela

Tenho uma nova melhor amiga: a Gabriela.

Gabriela é paciente, bem-educada, fina e tem sotaque português. Sem Gabriela a viagem não teria sido o sucesso que foi.

Gabriela sabia chegar a qualquer lugar na Península Ibérica. Com toda calma do mundo, Gabriela ensinava que estrada pegar, que saída tomar, que desvio escolher. E, se por acaso o motorista errava, ela dizia, gentilmente, para ele retornar assim que fosse possível.

Gabriela me tirou a posição oficial de navegadora, mas ela é tão superior que cedi o posto sem o menor ressentimento.

O Leo disse que nunca mais viaja sem a Gabriela, e o pior é que eu concordo: não viajo mais sem ela!

Gabriela é nome da voz do GPS que alugamos junto com o carro, e ela é óóóótima!

O Caso das Explicações

Estou postando pouco, mas é por uma boa causa: estou trabalhando e estudando muito, e esse excesso de trabalho e estudo tem secado totalmente a minha criatividade. O engraçado é que quando eu estava na faculdade de direito (e queria fazer jornalismo), era precisar de estudar para uma prova para eu ficar inspiradíssima.

Mas enfim. Quando chego em casa quero mais é morcegar na frente da tevê. Durante esse saudável hábito descobri mais um programa trash interessantíssimo: Dirty Dancing, que passa na GNT às 5 da tarde todo dia. É mais um reality show, mas esse é inspirado no filme e tem dança o tempo todo.

A premissa desse programa de baixo orçamento são cinco dançarinos profissionais bonitões (er) que precisam escolher uma parceira para uma competição de dança. Depois da primeira eliminação, cada um escolheu três e agora, capítulo a capítulo, as três são reduzidas a uma (para cada um, claro).

Dirty Dancing é tosco (para vocês terem uma idéia, o apresentador é um ex da J. Lo), e algumas das candidatas são mais toscas ainda (além de ficarem mais feias depois da "transformação" do que antes). Mas é justamente em sua tosquidão intrínseca é que reside a diversão do programa.

PS: para compensar a falta de posts dos últimos dias, hoje postarei várias vezes.

26.7.07

O Caso do Vestido Infinito e a Vida Real

O vestido infinito foi usado 4 vezes na viagem e ganhou nota 6,5. Ele tem vantagens: não amassa, não mostra sujinhos – já que é preto – e é confortável. A desvantagem é que, já que ele é preto, as diferentes amarrações que fazem o modelo variar praticamente não aparecem. Portanto, levar na mala um pretinho básico ao invés de um vestido infinito faria praticamente o mesmo efeito.

Além disso, o vestido acabou ficando muito longo, então toda vez que eu o colocava achava que estava indo para um baile. Vou mandar cortar um pedaço e talvez a coisa melhore.

Se bem que, pensando bem, numa das vezes em que o usei esfriou e eu consegui transformar o modelo sem mangas no modelo com mangas até os cotovelos (e não pude mais abrir os braços, mas aí já são outros quinhentos).

Acho que vou subir a nota do vestido infinito para 7,5.

25.7.07

O Caso da Megasorte

Embarcamos em BH no dia 16 de junho para fazer a perninha até o Rio pela TAM e de lá para Lisboa pela TAP. Os sistemas das duas companhias aéreas não estão integrados, o que quer dizer que fazer o check-in na TAM não significa nada para a TAP. Aí, como não podia deixar de acontecer, o vôo BH-Rio atrasou quase uma hora.

Chegamos esbaforidos no balcão da TAP, e ainda bem que a gente correu. A aeronave original estava com problema, e havia sido substituída por outra, com 30 lugares a menos. Olha a sorte: havia só mais 5 vagas quando nós 4 fomos fazer o check-in!

Para completar, colocaram meus pais nos excelentes lugares perto da saída de emergência, mas eles pediram para trocar conosco, porque lá é gelado e meu pai estava gripadinho. Vesti duas blusas em cima da que eu já estava usando, peguei emprestado um casaco de minha mãe, enrolei o cobertor nas pernas e tive uma viagem ótima, toda espaçosa.

Mas quem gostou mesmo, já que em toda viagem de avião ele costuma bater os joelhos na cadeira da frente, já que ele tem quase 1,90 de altura, foi o Leo.

24.7.07

O Caso do Alerta do Chá Verde

Interrompemos essa novela para um aviso de utilidade pública: chá verde NÃO deve ser tomado após as refeições.

Sim, o chá verde continua a oitava maravilha do mundo: aumenta as defesas imunológicas, é repleto de antioxidantes. Mas, assim como café, sorvete e chocolate, atrapalha a absorção de ferro pelo organismo.

Portanto, o recomendado é que o chá verde seja tomado:
- pelo menos meia hora antes da refeição que contém ferro
- pelo menos duas horas depois da refeição que contém ferro

Quem me contou foi uma nutricionista, um dia depois de eu ter sido diagnosticada com uma baixa de ferritina que fez meu cabelo cair loucamente. Mas a culpa é minha mesmo, já que tolamente resolvi seguir o exemplo de uma beldade televisiva que disse que toma chá verde depois do almoço para auxiliar a digestão.

Podia se mirar na Madre Teresa de Calcutá ou no Bill Gates, mas não, foi escutar conselho de Solange Frazão.

Só podia dar nisso.

23.7.07

O Caso da Viagem a Espanha e Portugal

Agora a viagem sai, e em capítulos!

Capítulo I: O Caso da Mala Reduzidíssima (e de Outras Nem Tanto)

Sim, eu e o Leo conseguimos embarcar levando:
A) um mala de roupas de tamanho pequeno, do tipo bagagem de mão, tão cheia que não cabia nem mais um alfinete;
B) outra mala pequena, também de rodinhas, que foi como bagagem de mão, com a maleta do laptop (com o dito-cujo) dentro. Sapatos podem ficar para trás, mas o notebook, para acessar internet wireless (ou uí-fí, como dizem os espanhóis), fazer o resumo do dia e anotar as despesas, não.

Para conseguir esse milagre da ocupação do espaço, dobrei as camisetas do Leo exatamente na largura da mala, usando uma régua. E estávamos contando que, lá pelo meio da viagem, íamos mandar lavar umas roupinhas num hotel (já tínhamos até o preço: 2 euros por peça). Além disso, eu estava levando o lendário vestido infinito, que deveria se multiplicar em vários modelos.

Isso éramos nós. Já meus pais, que foram exaustivamente avisados que o porta-malas do carro, ao contrário do vestido, não é infinito, apareceram com:
A) uma mala de rodinhas de tamanho razoável;
B) uma mala SEM rodinhas média;
C) uma mochila;
D) uma bolsa de mão GRANDE.

Isso depois de eu proibi-los de levar mais de um casaco de frio e dar uma esvaziada geral no que eles iam levando. (Pensando bem, é provável que eles tenham se rebelado e pego de volta as roupas que eu descartei.)

Um dia depois de começarmos a viagem as bagagens dos meus pais já haviam se multiplicado, com diversos itens transferidos para sacolas e bolsas que vieram escondidos dentro das diabas das malas sem rodinha.

O pior era carregar a malaria até os hotéis, porque fizemos reservas em lugares ótimos, muito centrais, e esse tipo de hotel pequeno geralmente não tem garagem. A gente estacionava o carro em uma garagem pública próxima e lá se ia.

A distância nunca era superior a 500 metros, mas tenta caminhar 500 metros sem saber direito onde você está indo, em rua de pedrinha, com um sol de mais de 35 graus na cacunda, carregando duas malas, tenta. Eu e o Leo íamos todos serelepes na frente com nossas duas malas de rodinha e o maleta do laptop em cima de uma delas, e meus pais ficavam para trás com suas bagagens jurássicas. Aí é claro que o Leo ia lá ajudar, e no final, depois de toda sua alegria perante a realização fática da mala reduzidíssima, ele tinha que se encarregar de bagagens jurássicas.

Em Salamanca consegui convencer meus pais a adquirir duas malas novas – de rodinha, é claro – no Carrefour, pela bagatela de 49 euros. Também falei para eles jogarem as malas antigas (literalmente) fora, mas tenho certeza que eles ignoraram. Aposto que voltaram para o Brasil dentro das novas.

19.7.07

O Caso das Delícias

Estou de volta!

Diverti-me muitíssimo na minha viagem a Portugal, Espanha e Paris e comi mais ainda! É porque estou numa fase de experimentações culinárias. Provei um tanto de pratos inéditos e descobri que a coragem geralmente é recompensada com sabores interessantíssimos.

Aí vai a lista das coisas que eu nunca havia comido antes:

Gazpacho (sopa de tomate fria típica do sul da Espanha. É gostosinha.)

Natilla (sobremesa espanhola parecida com um flã de baunilha. É muito boa, principalmente a versão limão)

Veado (delícia!)

Creme de cogumelo (junto com a carne de veado. Ótimo)

Cordeiro (muito forte; não gostei)

Ponche toledano (rocambole de massa esponja, recheio de trufa, cobertura de marzipã e calda de limão. Divino)

Ponche segoviano (bolo de massa esponja com recheio de creme e cobertura de marzipã. Médio)

Pastel de Belém (empadinha de massa folhada recheada com creme amarelo. Achei meia-boca)

Mont Blanc (merengue coberto de massa de castanha portuguesa. Razoável)

Chocolate-quente branco (provavelmente a bebida mais doce que jamais existiu)

Macaron (um doce francês maravilhoso, macio e crocante ao mesmo tempo)

Sorbet de framboesa (lindo e gostoso)

Sorvete de pétalas de rosa (lindo e com gosto de sabonete)

Raclette (queijo derretido acompanhado de batatinhas e frios. É bom, mas o queijo raclette é meio sem gosto)

Tartiflette (batata, bacon, cebola, tudo coberto com queijo derretido. Nhão!)

É oficial: não sou mais uma pessoa enjoada para comer.

24.6.07

O Caso das Férias

Estou de férias do blogue.

Não se preocupem que eu volto já, já.

14.6.07

O Caso do Sapateiro

Descobri um negócio fantástico: o sapateiro.

Você leva pra ele os seus calçados gastos e desbotados, pede para pintar e trocar o salto, paga quinze reais e voilà: um par de sapatos novos.

O que eu levei era lilás e virou preto, mas pretendo ser mais criativa das próximas vezes. Se a gente se distrai, começa com um tanto de sapatos coloridos e alegres termina com todos eles escuros e fúnebres. Tenho é que descobrir quão boa é a cobertura da tinta para sapatos. Duvido que ela consiga transformar sapatos marrom-café em branco-gelo, mas quem sabe chocolate em roxo, oncinha em verde, bege em coral?

Minha próxima vítima será um par caramelo novinho que é sem graça que dói. O plano é deixá-lo vermelho como as botas de Supergirl da minha irmã mais nova. E lembram a bota marrom que foi transformada em preta com ajuda de muita graxa e muque? Também tá na fila.

Com a vantagem de não ir perdendo a cor no meio da viagem e terminar em um degradé suspeitíssimo.

13.6.07

O Caso dos Casais

Outro dia vi na tevê uma psicóloga defendendo a teoria de que único jeito de conservar a paixão nos longos relacionamentos era cada um conservar sua liberdade, inclusive sexual. Fiquei matutando. O problema que eu vejo em casamentos abertos é que, se esposa/marido podem se envolver com outras pessoas, nada impede que elas se apaixonem e abandonem o relacionamento original. E aí, de que adianta ter mantido a paixão?

Vão me dizer que esse risco ocorre até com parceiros fidelíssimos. De fato, até parceiros fidelíssimos podem se sentir atraídos por terceiros. A diferença é que o parceiro fidelíssimo vai evitar as situações que alimentem essa atração, e o casal aberto vai se jogar. O primeiro, que ficou na dele, tem baixíssimas chances de se apaixonar por aquela pessoa que sequer chegou a conhecer direito. O segundo vai se envolver e aí, já viu...

Eu não sei não, mas acho o risco maior que o ganho.

12.6.07

O Caso do Labirinto

Nas asas da faringite e da supergripe, veio um desagradável ataque de labirintite – não muito forte, mas persistente. Aconteceu a mesma coisa no ano passado, só que daquela vez um remedinho leve receitado pelo médico reumatologista (?!?) do pronto-atendimento deu conta. Dessa vez o Labirin não deu nem pra começo de conversa: não fez praticamente nenhum efeito, e ontem o otorrino me lascou quase um mês de Vertizine D, um daqueles remédios cuja bula avisa que você não deve dirigir nem operar veículos pesados.

Como eu não dirijo nem opero veículos pesados, tudo bem. O problema é que a bula também diz que não se deve ingerir álcool durante o tratamento, e eu já estava contando com umas tacinhas de vinho nas férias...

Vou ter que ligar para o médico e negociar.

Fora isso, o Vertizine D é muito bom. Depois de dias meio mareada, estou me sentindo bem. Com um sono, que é um dos efeitos colaterais do remédio, absolutamente incrível, mas fora isso muito bem.

6.6.07

O Caso da Triste Constatação

É: em concursos públicos, ninguém quer saber se você entende de vinhos, se se veste bem, se é um viajante internacional, se é um bom amigo, se fala várias línguas, se se alimenta de maneira saudável, se recita Camões de cor, se está em forma, se tem facilidade com cores, se sabe usar o Google. Não – pra isso eles não ligam a mínima. Eles só querem saber se você domina a matéria da prova, e nem para o fato de sua letra ser bonita dão bola.

Ou seja: em concursos públicos, não importa se você é a Miss Universo ou o Quasímodo, o Pinky ou o Cérebro, se é mais bonito ou mais inteligente que a concorrência. O que importa é saber a maldita matéria da prova!

O que significa que certas pessoas devem se preocupar menos em acompanhar os campeonatos de tênis e mais em estudar Direito do Trabalho.

5.6.07

O Caso do Exame de Sangue

Toda vez que faço exame de sangue é um drama: a pressão cai, o ouvido zumbe, e se eu não me deitar rápido desmaio mesmo.

Acabo de fazer um exame de sangue e nenhuma das alternativas acima ocorreu. Pode ser um ótimo e inesperado efeito colateral da minha nova alimentação saudável, que acaba de completar seis meses. Acho que, como o açúcar no meu sangue anda bem estável, o jejum pré-exame não provocou uma queda absurda da glicose, aquela que deixa as pessoas fraquinhas e trêmulas. Saí do laboratório lépida e fagueira e, apesar das 12 horas sem comer, nem fome eu estava sentindo.

4.6.07

O Caso dos Jogadores de Tênis

Estamos na época do torneio de Roland Garros, o aberto de tênis da França. Passa na tevê a cabo e eu e o Leo acompanhamos. Eu não gostava de assistir a jogos de tênis, porque eu não entendia direito o que estava acontecendo. Depois que o Leo me explicou as regras e eu tive umas aulas, passei a entender não só o jogo mas também o grau de dificuldade dos lances. Fiquei fã.

Eu torço para o Nadal, o espanhol que é um dos melhores jogadores em quadra de saibro de todos os tempos (pelo menos é o que o site dele diz), e o Leo torce para o Federer, o suíço que é um dos melhores jogadores em qualquer tipo de quadra de todos os tempos (pelo menos é o que a imprensa especializada diz). Todos os jogadores de tênis são fregueses do Federer – menos o Nadal.

Eu não tenho nada contra o Federer e até torço para ele de vez em quando, mas o Leo odeia o Nadal com todas as forças. Ele acha o Nadal mascarado, convencido, antipático e feioso. Já eu acho o Nadal animado, dinâmico e persistente.

E gosto das calças capri que ele usa.

1.6.07

O Caso dos Piratas

Na quarta-feira eu fui ver Piratas do Caribe 3 e adorei. O primeiro eu tinha achado legal e o segundo eu detestei, e agora sei a razão que: é porque guardaram todas as idéias boas para o último episódio da trilogia.

* SPOILER* Se você não viu o filme e pretende fazê-lo, não continue lendo!

No final todo mundo se dá bem, menos a personagem da Kiera Knightley, a Elizabeth Swan. Ela se casa com o Legolas e ele, para escapar da morte, vira um pirata amaldiçoado que só vai à terra UM dia a cada DEZ anos.

Se ele tivesse morrido, ela ia chorar, se lamentar, e depois de um ano ou dois descolava outro gatinho e se arranjava com ele. Do jeito que foi, ela não pode arrumar outro hômi, nem ir cuidar da vida, mas tem que ficar esperando o mané bater ponto no porto a cada década. E ela ainda vai envelhecer enquanto ele vive para sempre, jovem e lampeiro.

Em suma: sobrou igual chuchu na janta.

31.5.07

O Caso do Paladar

Devido à gripe dos infernos, meu nariz está entupido desde sábado. Desde então, não sinto cheiro de nada, mas estou conseguindo sentir um pouco do gosto das coisas. Só um pouco, e de maneira bastante bizarra:

- chocolate velho fica com gosto de caramelo
- chá de capim-cidreira fica com gosto de taco mexicano
- chá verde fica com gosto de nada, amargo

Estou aproveitando essa fase de pouco paladar para comer muitas verduras, das quais eu não sou fã, e trocar o maravilhoso filé ao alho do restaurante onde eu almoço por soja ou peito de frango.

Posso não ter olfato, mas sou saudável.

29.5.07

O Caso do Tratamento Alternativo

Eu estava há seis meses sem doença alguma, e aí... primeiro veio a fariginte; duas semanas depois, um gripe me derrubou.

Voltei ontem ao otorrino, que quis me lascar outro antibiótico. Mas eu protestei, porque eu mal tinha acabado de tomar o primeiro. Aí ele me propôs um tratamento alternativo: um remédio descongestionamente, outro que fluidifica secreções do sistema respiratório (nojento, né?) e aplicação de soro fisiológico nariz abaixo, dez mililitros em cada narina, quatro vezes por dia NO MÍNIMO.

Já que era pra escapar do antibiótico, lá fui eu. Garanto a vocês, injetar líqüidos pelo nariz é uma experiência única. Primeiro vem a sensação de que você está se afogando. Depois você descobre que, se não inspirar, o soro não desce (ou seja, você passa a se afogar voluntariamente!). Na terceira aplicação, você se dá conta que se você posicionar a seringa em um ângulo reto em relação ao chão (o que significa que o seu pescoço vai ficar em um ângulo inimaginável, só atingível com a ajuda de uma cama e dois travesseiros artisticamente posicionados), ela encontra o ponto certo e aí o soro vai que é uma beleza. Ainda assim, nada de levantar a cabeça imediatamente após a aplicação: tem que dar umas respiradas para ajudar, ou o soro espirra todo pra fora.

Se o auto-afogamento periódico não funcionar e no final das contas eu tiver que tomar antibiótico, vou ficar danada da vida.