12.5.08
O Caso do Balanço da Primeira Semana de Dieta
No fim-de-semana rolou pizza, vinho e chocolate, mas tudo em quantidade reduzida e compensado com caminha e corrida. Eu fui um dia só, e meu joelho começou a doer; o Leo foi dois dias, e hoje o corpo todo dele está doendo. Por outro lado, os resultados foram bons.
Nessa mesma época do ano passado, estávamos atléticos e felizes, correndo (trotando) mais de meia hora sem interrupção. Só no segundo semestre largamos mão da corrida. É impressionante como o corpo da gente se desacostuma a fazer esforço.
* * *
Projeto Chocolate
Lud 5, chocolate 3. O chocolate está diminuindo a diferença, mas como a idéia é ceder a ele um dia sim, um dia não, o placar pode até empatar que o Projeto Chocolate estará dando certo.
* * *
A primeira semana de dieta foi tranqüila; hoje estou sofrendo horrivelmente por saber que não tem doce no cardápio. O engraçado é que normalmente eu só como guloseimas à noite; pelo simples fato de estar de dieta, eu já queria um chocolatinho às 10 da manhã. É o paradoxo do regime: pensar muito mais na comida do que antes!
9.5.08
O Caso das Crianças
Os pais perdem todo interesse no mundo exterior. A conversa gira em torno das conquistas dos rebentos. Os encontros viram um momento de exibição do infante, coitadinho. E toca a cantar música do pintinho, do trenzinho, do carrinho e do coelhinho.
Sim, acho que se deve dar atenção e estímulo às crianças. Mas também acho que os pais devem lembrar que aqueles que não têm filhos possuem um limite de tolerância muito inferior àqueles que os têm. E que os amigos são seus, não dos seus filhos, e portanto estão muito mais interessados na sua vida do que na da deles.
Pronto, falei.
* * *
Perdi mais 200 g. O Leo perdeu o dobro. Continuamos animados e alegrinhos.
* * *
Projeto Chocolate (em dias):
Lud 4, chocolate 1. Papei meia trufa ontem, e ela estava óóótima! Resultado: não tive fome à noite, não comi carboidratos após as 18 horas, eles não retiveram 4 vezes seu peso em água, e eu esmagreci.
Lição de hoje: o chocolate é amigo da dieta!
* * *
Obs: o verbo “esmagrecer” é invenção da minha irmã Isabela. É uma mistura de “esmirrar” com “emagrecer” (ou pelo menos eu interpreto assim). Não é legal?
8.5.08
O Caso da Garrafa de Chá Verde
Não garanto que o chá verde aumente o metabolismo como dizem, mas sei que encher a barriguinha de líqüido quente é muito consolador.
Além disso, estou seguindo o exemplo dos japoneses, que tomam um litro de chá verde por dia. Diz a lenda médica que é por isso que a taxa de doenças cardiovasculares é tão baixa por lá.
O único inconveniente da tática é que minha mãe, quando esteve em minha casa, usou a garrafa térmica pra fazer café. Por incrível que pareça, o gosto grudou, e portanto o último copo de chá (que ficou na garrafa o dia todo) é praticamente uma xícara de café.
E não, eu não gosto de café.
* * *
Hoje eu ganhei de volta os 300 g que eu perdi ontem. Acho que deve ser o carboidrato (torradinhas integrais) que eu comi ontem depois das 18 horas. Científico, não? É que li em algum lugar que carboidrato retém quatro vezes seu peso em água. Mas se eu sentir menos fome hoje de manhã, tá valendo.
* * *
O Leo perdeu mais 200 g. Assim não dá pra competir!
* * *
Agora eu entendo porque nas dietas o povo se pesa uma vez por semana ao invés de todo dia. É para não estressar com as flutuações.
* * *
Projeto Chocolate (em dias):
Lud 4, chocolate 0.
O problema é que hoje eu convidei umas amigas a me visitarem para dar cabo de uns chocolates que estão por lá, e acho que não é educado oferecer e não comer. Fica parecendo que a comida tá envenenada, ou fora da validade, sei lá.
7.5.08
O Caso dos Filhos
A resposta generalizada é: “filho é muito bom, MAAAAAS dá muito trabalho.” Fico imaginando se essa resposta é um aviso velado que deve ser descodificado como “Fuja! Enquanto é tempo”. Afinal, pessoas integrantes da grande seita da maternidade foram reprogramadas, e portanto não tem permissão para dar uma resposta negativa direta. O máximo que eles podem fazer é dardejar olhares nervosos para o Pedrinho, que está destruindo os bibelôs da vovó mas não pode ser fisicamente reprimido porque a orientadora educacional proibiu. Dá pra desconfiar que o caso é aquele dos amigos que já pularam na piscina gelada e ficam gritando “Vem! Vem! A água tá ótima!”.
Enfim, o assunto está aberto à discussão.
* * *
Perdi mais 300 g desde ontem; o Leo perdeu o quádruplo. As coisas continuam indo bem.
* * *
Projeto Chocolate (em dias):
Lud 3, Chocolate 0
6.5.08
O Caso da Primeira Semana
A primeira semana de dieta é a pior. O corpo exige chocolates. A barriguinha ronca. A cabeça dói. O humor despenca.
Acho que a melhor maneira de enfrentar a primeira semana é não pensar muito nela. Focar a atenção em outras coisas. Já tenho um programa pra cada dia: psicóloga na segunda, dermatologista na terça, salão na quarta. Para quinta eu não tenho nada, mas arrumo alguma coisa, ainda que seja voltar ao salão.
O Leo, pobrezinho, não tem essa válvula de escape. Ele odeia médico, e também não vai a salão (felizmente!). Nossos livros de ficção-científica vencedores do prêmio Nébula já deviam ter chegado, mas estão parados na alfândega por causa da greve dos auditores. Então o jeito dele se distrair é fazer trabalhos de faculdades sobre a evolução dos computadores e os mecanismos de busca na internet.
Tenho fé que, após a primeira semana, tudo melhora. Se não melhorar, não vai ter dinheiro que chegue para o salão de beleza.
* * *
Perdi 500 g e o Leo, o dobro. As coisas vão bem.
* * *
Update do Projeto Chocolate (em dias):Lud 2, Chocolate 0.
5.5.08
O Caso da Dieta Séria
Então eu e o Leo estamos de dieta até a véspera do aniversário dele, dia 19 de julho. Talvez fosse melhor não falar nada no blogue, e simplesmente aparecermos na festa fagueiros e esbeltos, mas a única coisa divertida numa dieta é reclamar da fome e comemorar cada 100 gramas perdidos (eu diria 50, mas esse pouco a minha balança não registra). Então, aguardem. Só prometo não fazer a lista das comidas do dia, porque aí também é demais.
Nossa dieta séria é séria mesmo. A gente anota tudo que consome numa bonita planilha do excel. Cortamos os doces, sorvetes, chocolates e frituras. Eliminamos as saídas gastronômicas. Quando animados, andamos e corremos. E ainda assistimos com alegria a programas do tipo “Você é o que você come” e “Perder para ganhar”.
Estou animadíssima. Já enchi a geladeira de gelatina light e o armário de chá verde. Além do mais, comemorei tanto meu aniversário (três tipos de brigadeiro! Quatro tipos de champanhe!) que não estou com vontade de comer nada mesmo.
30.4.08
O Caso do Aniversário
Este ano resolvi mudar a tática. Ao invés de um único evento, vou marcar vários encontros com os diversos amigos. Vai ser fantástico, porque: 1) poderei dar toda minha atenção a poucas pessoas de cada vez, ao invés de trocar duas palavras com cada um; 2) poderei conhecer novos e divertidos bares/restaurantes/cafés em Belo Horizonte, cidade na qual, atualmente, tudo é novidade para mim.
28.4.08
25.4.08
O Caso do Equação Dinheiro/Felicidade
Acho que todo mundo concorda que o mínimo para a subsistência é necessário. A partir daí – quando as contas estão pagas e você tem dinheiro pra comprar remédio e ir ao cinema – um aumento de 100% na sua renda faz dobrar a sua felicidade? Ou essa é uma ilusão imposta pelo consumismo da nossa sociedade?
O bom-senso nos diz que a resposta está no meio do caminho. Talvez em alguns momentos não faça diferença – e em outros a grana realmente conte. No blogue www.happiness-project.com, há 8 sugestões de como usar o dinheiro para gerar felicidade. Segundo a autora do blogue, o segredo é gastar para atingir suas metas. Acho que faz muito sentido. Aí vão elas.
1. Fortaleça os laços com a família e amigos. Estudos mostram que ter relacionamentos íntimos é um dos elementos mais importantes de uma vida feliz. Visite sua irmã que mora em outra cidade ou dê uma festa de aniversário.
2. Dê fim aos conflitos conjugais. Se vocês estão sempre brigando porque o chuveiro queimou e o ralo entupiu, por que não contratar alguém para resolver o problema?
3. Faça um upgrade no exercício. Estudos mostram que um dos métodos mais rápidos e garantidos de melhorar o humor é esse exercitar. Se gastar dinheiro num iPod, numa academia mais perto da sua casa ou em tops novos vai te tirar do sofá, este é um bom investimento na felicidade.
4. Pense em diversão. Pergunte a si mesmo – e seja honesto – o que é divertido para você? Pescar, viajar, fazer experimentos culinários, montar álbum de fotografias? Seu calendário deve conter atividades que você faz puramente pela diversão. Em questão de felicidade, você tem melhores resultados usando o dinheiro para ter uma experiência legal do que possuindo objetos.
5. Serenidade e segurança. Paz de espírito é crítica para a felicidade, então use o dinheiro para pagar dívidas ou aumentar economias.
6. Coma melhor. Alimentos saudáveis se pagam a longo prazo, em termos de saúde e energia.
7. Gaste com alguém. Uma das melhores maneiras de se fazer feliz é fazer alguém feliz. Pense em maneira de gastar que façam uma grande diferença para outra pessoa – seja alguém que você conhece, ou uma causa que você apóia.
8. Pense nas SUAS propriedades. Só você sabe o que faz você feliz.
24.4.08
O Caso do Projeto Chocolate
Uma coisa que eu me lembro com saudades da época em que fiz dieta é da sensação de êxtase que eu tinha com um pedacinho de chocolate. Hoje em dia em como um montão, todo dia, e confesso que, estranhamente, a alegria é muito menor. Bem que a nutricionista disse que chocolate era um negócio meio viciante, e se eu o ingerisse diariamente ia logo querer porções maiores e maiores, e portanto o ideal era evitar chocolate com muita freqüência (dia sim, dia não pode. Já não é muita freqüência).
Então decidi que não vou comer chocolate todo dia. Primeiro para mostrar que eu sou maior e mais forte que ele (rárá). Segundo porque aí ele se tornará um capricho especial, um acontecimento exótico, uma alegria diferente, e eu me sentirei muito mais feliz.
Vão vê se eu güento uma semana disso.
22.4.08
O Caso do Runner’s High
Li ontem na revista Veja que para atingir o barato do corredor é necessário fazer exercício durante vários meses e que cada sessão de exercício deve ser intensa e prolongada (aproximadamente uma hora). Tá explicado porque eu nunca senti prazer físico – só psicológico – em correr.
Em compensação, minha bicicletinha ergométrica está de volta da assistência técnica. Ela não é mais silenciosa como era antes, mas pelo menos não faz os barulhos histéricos pré-conserto. Ontem fiz bicicleta alegremente vendo televisão e lendo revistas. E lá pelo minuto quarenta senti uma mega descarga de endorfina no meu corpinho!
Espero que seja muito viciante mesmo, e que eu passe a ter uma necessidade física de me exercitar todos os dias.
18.4.08
O Caso dos Cabelos Novos
Então meus cabelos novos foram lavados e passados duas vezes, e se comportaram muito bem. Isto é, se você os seca com uma escova redonda do tamanho da sua cabeça. Isto é, se você não faz exercícios e molha a raiz. Isto é, se você não dorme, porque aí o travesseiro amassa a parte de trás e...
Enfim, é um cabelo de madame.
17.4.08
O Caso da Dúvida
Eu sou uma pessoa de vastíssimos interesses. O lado bom é que estou sempre descobrindo novidades. A parte lado ruim é que nunca continuo numa mesma área tempo suficiente para me especializar e colher os frutos do trabalho contínuo.
Até quando me decido por uma rota fico saracoteando daqui pra lá. Começo a estudar para magistratura do trabalho, saltito para o concurso de auditor fiscal, alongo os olhos para os cargos no TCU. E acabo não me preparando adequadamente para nenhum.
Já combinei comigo mesma que ia escolher um rumo e ficar firme até o fim. Mas não consigo seguir por uma estrada sem olhar para as paisagens dos lados.
Que preguiça. Tem tanta gente com problema de verdade...
15.4.08
O Caso da Lista
- tampinha de iogurte que rasga
- quem escreve em livros alheios (principalmente os de biblioteca)
- interpretações de novela
- entrevista em revista feminina (sempre termina com “e alguém duvida que ele vai conseguir?”)
- programa dublado
- unha lascada
- vou estar + gerúndio
Aviso: a lista pode ser atualizada a qualquer momento.
14.4.08
O Caso da Garota Fofoqueira
No lugar dos nobres franceses do filme, entram os adolescentes ricos de Nova Iorque. Os conflitos são profundamente existenciais: quem é mais popular e mais gostosão(ona)? Quem vai conseguir o(a) gatinho(a) mais disputado? Quem é se veste melhor?
A história começa com a popular Serena - a loura boazinha - voltando à cidade depois de ter desaparecido misteriosamente por vários meses. Para grande surpresa dela, sua melhor amiga Blair - a morena malvadinha - está danada, porque Serena não deu nem tchau antes de sumir no mundo. Blair ainda tem outro motivo para ficar irritada: é porque seu próprio namoradinho bonitão e inexpressivo, com o qual ela namora desde o primário, Nate (que eu e o Leo chamamos de Gayte, por razões que logo se verá), sempre teve uma queda pela loura cabeluda.
O melhor amigo de Nate, Chuck, um moço pálido de cara amassada que é o John Malkovich da história, sabe porque Serena deu um perdido e quer usar a informação para forçá-la a se dobrar a seus encantos. Só que Serena não quer nada com ele (eu também não quereria). Ela acaba saindo com um colega bonzinho e pobrezinho, o Dan.
Durante os primeiros episódios, Blair, que é virgem, tenta dar para o namorado bonitão e inexpressivo TRÊS VEZES, sem sucesso (tá explicado o Gayte)? Para piorar, ele acaba confessando que Serena sumiu porque os dois ficaram bêbados em uma festa e transaram.
O que me fascina na história e que me obriga a continuar assistindo é que, embora Serena tenha tirado a virgindade do namorado da melhor amiga, abandonado a mesma quando ela passava pelo divórcio dos pais, e só saído com Dan para escapar de um programa pior, é ela a heroína da história. E a Blair, que sobrou igual jiló na janta, é a vilã!
Mal posso esperar para ver o que vai acontecer nos próximos capítulos.
11.4.08
O Caso do Corte
Então eu cortei meus cabeulos e eles ficaram assim:
Vamos ver se depois de lavar e passar eles mantêm sua beleza original.
8.4.08
O Caso da Falta de Posts
A única coisa que me consola é que o Leo prometeu me dar o próprio peso em chocolate e está cumprindo.
31.3.08
O Caso da Razão e da Sensibilidade
Achei o seriado uma ótima adaptação. Nele há diversas cenas que não constam do livro. Eu particularmente acho que, se for pra repetir exatamente o que está impresso, não precisava nem filmar. Minha imaginação dá conta, obrigada. A graça de passar uma história para outra mídia e explorar o que há de legal nela.
Também é uma boa dar uma leve modernizada. No livro não há um único beijo, e não acho que seja porque as pessoas não se beijavam na época. Acho que é porque não ficava bem para a sensibilidade de então descrever beijos nos livros. O seriado resolve o problema.
28.3.08
O Caso do Mistério dos Estudos
Eu sou da corrente que acha que sim. E mais: que tem um momento misterioso, depois que você já estudou muitos dias, quando tudo começa a fazer sentido e você acerta todos os exercícios, que é pura alegria.
É verdade que tem momentos em que até ver “E!True Hollywood Story” repetido parece melhor que enfiar a cara nos livros. Então eu acho que o prazer de estudar depende de:
1) primeiro de tudo, material bom. Em um nível que você entenda. Se os textos forem difíceis demais, e o esforço para compreendê-los demasiado, o freguês desanima e vai ver a história da Lara Flynn Boyle e sua suposta anorexia.
2) lugar adequado. Cadeira confortável, mesa na altura boa e, principalmente, silêncio. Ninguém dá conta de absorver conteúdo com a Lara Flynn Boyle afirmando ao fundo que nunca teve problemas de peso.
3) chocolatinhos. Auto-explicativo. Recomendados para você E para a Lara Flynn Boyle.
27.3.08
O Caso dos Estudos de 2008
Pela primeira vez nessa vida, estou estudando antes de sair o edital do concurso. Ou seja, nada de correria, de afobação e de deixar partes da matéria para trás. A ambição é conseguir chegar ao dia da prova com o programa todo visto. Já passou da hora de parar de ficar fazendo concursos “pra ver se dá”.
É verdade que o concurso no qual eu passei foi feito nesse esquema. Sim, é melhor fazer “pra ver se dá” do que não fazer. Mas melhor ainda é fazer “pra passar”.
Espero que os meus 16 livros de ficção-científica vencedores do prêmio Nébula demorem muito, muito pra chegar.
26.3.08
O Caso dos Enfeites
Não, não estou dizendo que mulheres e homens devem se vestir e se apresentar da mesma maneira. Só estou dizendo que do jeito que está não é justo.
25.3.08
O Caso da Bicicleta Ergométrica
Exceto que da última vez que isso aconteceu ninguém conseguiu resolver o problema. Ela já foi e já voltou da assistência duas vezes, e o barulho esquisito e alto que começa depois de 10 minutos de pedaladas continua lá.
A única explicação pra isso é que bicicletas ergométricas domésticas não são feitas para serem usadas, mas sim para servirem de cabide de roupa.
24.3.08
O Caso dos Livros
O meu problema é que eu leio com muita voracidade. Neste feriado de Páscoa, por exemplo, eu dei cabo de:
- I'll Take Manhattan, da Judith Krantz
- The Reckoning, do Jeff Long (meu novo autor favorito)
- Timeline, do Michael Crichton
- The Secret Pearl, da Mary Balogh (pela segunda vez)
Como consumo livros velozmente, estou sempre à cata de novas (e boas) obras. O que é mais difícil do que parece. A lista dos mais vendidos, por exemplo, é muito pouco confiável.
O jeito, então, é sair perguntando para os amigos o que eles têm lido de bom. E, achando um autor que eu goste, sair correndo atrás de tudo que ele já escreveu.
Ultimamente ando numa ótima fase de livros. Primeiro porque minha irmã me indicou um site americano que vende livros semi-novos, ou gentilmente usados, baratíssimos (sim, porque não dá pra matar a minha sede de leitura com livros novos. Se eu pagar 30 reais para cada volume que liqüido numa tarde ou duas, vou falir). Segundo porque tive a brilhante idéia de consultar a lista dos ganhadores do prêmio Nébula, que anualmente escolhe as melhores obras de ficção-científica. Cruzei a lista com os títulos disponíveis no http://www.betterworld.com/ a 3,48 dólares e saí de lá com 16 livros novinhos e promissores.
Devem durar pelo menos um mês.
20.3.08
O Caso da Tortura
1) eu não ia resistir a mínima. Era encostar um dedo em mim que eu cantava como um passarinho;
2) se eu fosse inocente (como o moço do filme era), eu inventava uma história bem bonita, com muitos nomes fictícios, e pronto (como o moço do filme fez). Só que eu faria isso logo que me encostassem o dedo. O moço do filme passou dias ignorando os conselhos que eu gritava para a tevê.
19.3.08
O Caso do Caso
Lembro-me de um caso de dois colegas de faculdade que tinham uma amizade colorida que eu achava bastante bizarra. Os dois mal conversavam na sala de aula, mas tinham encontros sexuais freqüentes (a parte do “não conversar” é que eu achava esquisito). Segundo uma amiga, nenhum deles queria namorar (com o outro), mas ela garantia que isso era isso era coisa do moço, porque mulher “sempre quer namorar”.
Sempre aceitei a versão anti-feminista dessa amiga, e conseqüentemente ficava um pouco chateada pela moça, mas um dia desses me veio uma iluminação: o cara era bonito, mas bobão. Quem levava vantagem na história, na verdade, era a menina, que se aproveitava do corpinho dele sem ter que agüentar sua conversa péssima.
Um brinde retroativo a ela!
14.3.08
O Caso dos Países Nórdicos
Aí o Leo leu na internet que os países nórdicos são ainda mais caros do que a Inglaterra, um lugar no qual a moeda (libra) vale quase 4 reais.
Ah, não! Se é assim, prefero conhecer Escócia, Irlanda e a própria Inglaterra, um destino que a gente ficava adiando por causa dos preços extorsivos. Até porque agora o Leo já sabe dirigir na mão inglesa!
13.3.08
O Caso do “The Secret”
"Os alimentos não são responsáveis pelo aumento do peso. Seu pensamento de que a comida é responsável pelo aumento do peso é que, na verdade, faz com que a comida engorde." É, eu engordei na viagem porque acreditei que todos aqueles sorvetes e chocolates eram cheios de calorias. Que tola!
"Sim, a dívida está lá. Por quê? Porque você esperava que a dívida estivesse lá. Então ela se apresentou, porque a lei da atração sempre obedece aos seus pensamentos. Faça um favor a si mesmo - espere um cheque." É, as dívidas não tem nada a ver com o fato de você ficar gastando loucamente, mané.
"Einstein conhecia muito do Segredo, e dizia "Obrigado" centenas de vezes por dia”. Porque ele não tinha nada melhor pra fazer, tipo desenvolver a teoria da relatividade.
Fiz comentários porque foi simplesmente impossível me conter.
12.3.08
O Caso do Feminino II
Achei muito obscuro. Como é que eu vou trabalhar um negócio que não sei o que é?
Vou ter que olhar no Google.
11.3.08
O Caso dos Destinos
A questão é que, quando se fala em viajar, há literalmente um mundo de escolhas. Junte-se a isso a disponibilidade das férias, o clima de cada lugar a cada estação, o câmbio de cada moeda, e já viu. Sem falar que eu sou fã da tal da “oportunidade”: é me contarem que tem um pacote ótimo para lugar tal que já fico toda assanhada.
O jeito é a gente se organizar e fazer uma lista de objetivos. Para não ficar pipocando em países de interesse médio e bom custo/benefício e adiando os países que realmente nos interessam. Gosto é gosto, mas eu troco três Chiles por uma Escócia, e várias idas ao Nordeste do Brasil por duas semanas no interior da França.
E, ultimamente, tenho gostado muito da carinha da Dinamarca.
10.3.08
O Caso da Ioga II
Fica a dois quarteirões da minha casa. O lugar é lindo, todo indiano. A professora é supersimpática. A música é uma delícia. A aula é ótima.
Dito isso, ioga não tem nada a ver comigo.
Pra vocês terem uma idéia, a sessão termina com meditação. Todo mundo concentrado, o mantra rolando à toda, e eu morrendo de vontade de dançar.
7.3.08
O Caso do Feminino
Não pode ser lavar, passar e cozinhar: muito superficial. Não é sinônimo de maternidade, porque a mulher que não pode ter filhos continua sendo mulher. E quem disser que a resposta é delicadeza e sensibilidade leva uma botinada.
É usar batom? É ver novela? É colecionar sapatos? É ler romances?
Cara, não é à toa que eu estou precisando trabalhar melhor a minha feminilidade. Eu não sei nem o que ela é!
6.3.08
O Caso dos Sintomas
O principal problema desse quadro é que não existe um House para diagnosticar minha doença auto-imune. Por outro lado, ele adora uma punção lombar, um exame no qual se enfia uma agulha enorme na medula da pessoa pela costas, e que deve ser uma das coisas mais doloridas do mundo.
Então, ao invés de apelar para o Vicodin, troco o sapato e fica tudo bem.
3.3.08
O Caso da Ioga
O pior é que eu ando dura feito uma porta, sem flexibilidade alguma, e pelo que eu sei a ioga tem tudo a ver com posturas corporais elaboradas. Já sei, já sei, vão dizer que com a ioga eu vou ficar mais elástica, mas aposto que isso vai demorar meses, e até lá eu serei a colega coitada que não consegue dar um nó simples no próprio corpo. E eu odeio não ser a melhor aluna da sala.
Talvez a meditação me ensine a parar com essas bobagens.
29.2.08
O Caso do Chilique
Ou seja, continuo uma peste. Mas uma peste com poucas oportunidades para se manifestar.
28.2.08
O Caso das Preferências
- erros de português;
- palavrões desnecessários;
- deformações da língua do tipo “naum”, “kbeça”;
- letras coloridas;
- diagramação excessiva e confusa;
- posts enigmáticos;
- poesia ruim;
- pseudo-literatura.
Ou seja, é dificílimo achar um blogue que eu goste.
Mas quando acho, que alegria.
27.2.08
O Caso do Seriado Médico
Para quem não sabe, o House é inspirado no Sherlock Holmes. Até o nome tem a ver: segundo um site aê, pronuncia-se o sobrenome do detetive como “Homes”. Daí pra “House” fica fácil (apesar de que por essa lógica deveria ser “Houses”, né?). E o amigo oncologista Wilson é, obviamente, a personificação do meu caro Watson.
House, além de inteligentíssimo, é cínico, sarcástico, amargo e malvado. Eu o adoro.
Quero ser igual a ele quando eu crescer.
26.2.08
O Caso das Ações
Só que muita gente não se lembra que o mercado de ações é um sistema fechado. Isto é, para alguém ganhar, alguém tem que perder. E quem vocês acham que vai perder: o profissional do assunto, que fica o dia por conta, ou quem acabou de chegar e checa as cotações no intervalo do almoço?
Eu queria muito um investimento melhor que a renda fixa. Mas ainda acho que ações não são a resposta.
21.2.08
O Caso do Francês
Ainda assim, decidi dar uma turbinada no francês de maneira prática e divertida. Vou assinar uma revista feminina francesa. Custa 48 euros por ano (12 euros é o preço da assinatura, o resto é correio) e vai me expandir meu vocabulário de montão. A idéia é, mesmo ignorando um tanto de palavras, ir lendo alegremente. Depois de ver a mesma palavra duas, três e quatro vezes, a ficha vai acabar caindo e entenderei o que ela significa.
Confesso que pretendo usar o Google para, depois de alguns meses, compreender melhor os tempos verbais. Mas tenho completa fé no meu método. Afinal, os bebês aprendem línguas escutando, não é mesmo? Pois meu sistema é muito superior.
20.2.08
O Caso da Glicose
O problema é que, se os estudos durarem vários meses, o chocolatinho, a balinha e o chicletinho vão se somando e adeus alimentação saudável. Porque, além de serem loucamente calóricos, os doces têm alto índice glicêmico, o que faz com que a fome aumente.
O jeito, como diz minha irmã, é tomar Clight de morango. Só que, como Clight quase não tem calorias, desconfio que a falta de glicose irá prejudicar os estudos...
19.2.08
O Caso da Chuva
De fato, um clima desses é de desanimar. Entretanto, nada melhor do que um pouco de tempo ruim para a gente dar valor às coisas boas: casinha acolhedora, sofá macio, caminha gostosa, chá quentinho, um chocolatinho...
É, eu sou uma pessoa de muita sorte.
18.2.08
O Caso da Nova Perspectiva
Ultimamente tenho pensado se esse jeito de viajar, embora válido, não seja o único possível. Que dá para unir atrações turísticas selecionadíssimas com almoços sossegados e saidinhas à noite. Aí não dá para acordar tão cedo no dia seguinte, nem ser o primeiro na fila da Sainte-Chapelle. Mas dá para descobrir um lado das cidades que a gente não está acostumado a explorar.
Junto com essa perspectiva vem chegando a idéia que talvez a primeira das minhas regras sagradas (que eu só desobedeço para Paris), a que não se deve viajar para lugares repetidos, talvez deva ser desconsiderada. Afinal, se você vai explorar a cidade por outro ângulo, porque não voltar lá? Com a vantagem que você já matou os pontos turísticos principais e só vai voltar nos que você amou.
Se é que vai voltar.
14.2.08
O Caso da Fome
A notícia boa é que já me livrei de um quilo. A notícia ruim é que início de dieta é assim mesmo: a gente perde um monte de água, e o peso diminui que é uma beleza, mas dali a uns dias a coisa estabiliza e passo a eliminar meio quilo por semana, no máximo. O que, se pensarmos bem, é bom, porque é recomendável que as dietas tenham resultado lento e gradual.
Daqui a uns dois meses, volto pra academia, porque dietas detonam massa magra e isso faz o metabolismo cair. Ganhando músculos poderei comer mais e ser mais feliz. Não vai ser agora porque, segundo andei pesquisando, para perder peso você precisa gastar mais calorias do que ingere; para ganhar músculos você precisa ingerir mais calorias do que gasta. Ou seja, levantar peso comendo pouco é um paradoxo.
Além do mais, fazer academia passando fome ninguém merece.
12.2.08
O Caso da Dieta Pós-Viagem
De volta à vida real, o jeito é fazer um regiminho básico para me livrar do excesso de bagagem. Sim, já houve uma época em que eu deixava isso a cargo do meu metabolismo e da comida brasileira, mas nessa época eu estava na casa dos vinte anos e viajava com bem menos freqüência.
Fiz minha primeira dieta no começo do ano passado, mas já me considero uma profissional do assunto: e só baixar o consumo diário para 1.200 calorias (de alimentos muito saudáveis, mas com 100 calorias alocadas para guloseimas, porque também ninguém é de ferro), tomar um monte de chá verde, e dormir com fome durante toda a primeira semana, que eu volto ao peso pré-viagem em menos de dois meses.
O que não é dá é deixar os quilinhos de uma viagem se acumularem até a próxima. Porque se isso acontecer minhas roupas térmicas novas, que são superjustas, não vão servir mais!
7.2.08
O Caso das Rosas na Parede
O negócio é que eu não queria gastar muito mandando enquadrar essas figuras, nem sujar minha sala toda fazendo buracos na parede para pendurar os quadros. Solução: colar as gravuras em em um cartão grosso, que funciona como margem e moldura, e grudá-las na parede usando fita adesiva dupla-face.
Eu sei que soa tosco, mas juro que não é. Esse cartão é o material que usam pra fazer passe-partout de quadros. Ele é bonito e tem uns bons três milímetros de espessura. A idéia é do irmão do Leo: ele montou um monte de fotos sobre cartão preto, e ficou atraente e moderno.
Aí toca a fazer simulações. Grudei as figuras em um papel mais largo que elas para ter uma idéia de como vai ficar, botei quatro, cinco e seis na parede, mudei a ordem, mudei a altura, colori o papel pra ver se ficava mais bonito, fiz margem em preto... e nada ficava realmente bom.
O que me salvou é que minha irmã veio me visitar no carnaval e ela viu de cara qual era o problema: as margens estavam muito pequenas. Fizemos uma nova simulação com mega-margens e aí a coisa deu certo!
Não vai ficar baratinho, porque o tal cartão custa caro e a fita adesiva também, mas vai ficar bonitão. E muito higiênico.
1.2.08
O Caso do Kit Inverno
Portanto, aproveitei a viagem à Nova Zelândia para me profissionalizar no negócio. Finalmente adquiri as famosas roupas de baixo térmicas – blusa de mangas compridas e calça justa que prometem substituir as camadas de camadas. Também adquiri cachecol e luvas de fleece (aquela flanelinha que esquenta pra burro, é leve, fina, e, principalmente, não solta fiapos, como as peças de lã adoram fazer). Some-se a isso as botas de montaria e agora sim, estou equipada.
Falta só a viagem para o lugar frio.
31.1.08
O Caso dos Albergues
Ainda assim, ando intrigada com a idéia dos albergues. Minha irmã vai passar o Carnaval na Europa e vai ficar em albergues pagando 20 euros a noite. A passagem também não saiu tão cara, porque é baixa temporada. O que me fez pensar se, talvez, não fosse o caso de fazer mais viagens gastando menos.
Na Nova Zelândia, vimos famílias inteiras ficando em albergues, cada um com sua própria mochila e mala de mão (até a filhinha de 5 anos). Na Europa a gente sabe que o povo viaja muito e fica nos hostels sem frescura. Será que estou perdendo alguma coisa ao ignorar os albergues?
Sugeri ao Leo que a gente experimentasse o hostel-way-of-life na próxima viagem. Ele geralmente é aberto a novas idéias, mas, dessa vez, morreu de rir. Disse que eu vou estressar total. Que vou ficar aflita com o banheiro comunitário, com a falta de cofre para guardar o passaporte, com o barulho causado pelos hóspedes festeiros. Que eu não tenho o menor perfil de alberguista.
Vou ter que esperar minha irmã voltar de viagem para decidir a discussão.
29.1.08
O Caso da Sala
O novo tema é campestre inglês, inspirado num bule de chá de porcelana redondo que comprei na viagem. Isto é, verde, rosa, listrado e florais. Como sou democrática, antes de começar a transformação perguntei ao Leo se ele importaria caso a sala ficasse muito feminina. E ele respondeu... que não ligava a mínima.
Uma vez que o eleitorado votou a favor da mudança (ou, melhor dizendo, absteve-se), parti para manobras agressivas. Infelizmente, no momento a reforma está sendo obstaculizada pela falta de tecidos para revestir as almofadas. Fui à loja em BH, escolhi os que eu queria e fiquei de confirmar as medidas por telefone. Desde que voltei pra casa, tenho gasto uma fortuna em interurbanos, mas a diaba da vendedora que me atendeu não liga de volta.
Assim fica difícil. O pior é que já mudei os enfeites da sala, então ela está num híbrido de modernoXcampestre inglês, vermelhoXverde que tá danado.
28.1.08
O Caso das Botas de Montaria
Sem contar que eu estava elegantíssima.
Vou guardar essas botas como uma relíquia e só usá-las em viagens internacionais para lugares frios.
Paris, me aguarde!
24.1.08
O Caso do Ex-Iogurte
Comentei com o Leo, que quis me convencer que a diferença era produto da minha imaginação, provocada pelo fato de que os iogurtes neozelandeses serem ultra grossinhos e cremosos. Teimei que eu estava com a razão, e no dia seguinte tive a confirmação: li no rótulo que o Corpus, por razões que a razão desconhece, se transformou em Corpus Mais, deixando de ser iogurte para se tornar “leite fermentado com polpa de fruta”! Já o preço... continua o mesmo.
Não bastava o potinho ter diminuído em 20% algum tempo atrás? Fiquem de olho porque daqui a pouco esse Corpus vira um dedal de água...
23.1.08
O Caso da Volta
Ou seja, um caso de jet-lag dos bravos, prolongado pelas diversas (e ótimas) festas da semana passada. E olha que eu tomei pastilhas homeopáticas (embora o recomendado fosse de duas em duas horas e lá pela terceira vez eu chutei o balde), comi uvas-passas e chupei balas de menta. Segundo a internet, todos remédios infalíveis.
Vamos ver se no final-de-semana consigo acertar meu relógio biológico.
9.1.08
O Caso do Zoo
6.1.08
O Caso do Lago
Botamos a mãozinha na água e descobrimos que estava bem agradável. Voltamos pro hotel, botamos roupas de banho (que a gente trouxe pra nadar nas piscinas termais de Rotorua) e lá nos fomos, empolgadíssimos, porque o dia estava quente como o quê.
Estacionamos o carro ao lado de vários outros que estavam abertos e com a chave na ignição (ah, Primeiro Mundo). A prainha, limpíssima, ofertava mesas e banquinhos. Nos instalamos num e corremos felizes para a água.
Quente ela não estava. Os locais, espertos, chapinhavam em macacões de neoprene. Fomos corajosos e mergulhamos. Congelados não ficamos.
A água é impressionante: claríssima, transparente, verde perto da gente e azul lá longe. O chão é cheio de pedrinhas chatas e areia grossa, e afunda, mas depois que a gente avança um pouco ele fica liso e as pedrinhas quase somem.
Depois de brincar bastante, saímos da água e ficamos nos secando tranqüilamente ao sol forte da Nova Zelândia. Nada de vendedores de pamonha, guardadores de carro, ofertas de saídas-de-praia...
Diabo de país perfeitinho. Dá até vontade de morar aqui.
4.1.08
O Caso dos Passeios
O passeio suspeito de hoje foi ao Deer Park, uma reserva na qual você alimenta animais. O lugar é lindo, os animais ficam soltos, e vêem correndo pra você quando escutam o barulhinho da comida na lata. Para completar, são bichos fofinhos: cavalos em miniatura, lhamas curiosos, veados vermelhos, cabrinhas...
Eu alimentando um mini-cavalinho.
O Leo atacado pelas cabras gulosas.
30.12.07
O Caso do Jet Lag
21.12.07
O Caso da Promessa
Após meditar profundamente sobre o assunto, cheguei à conclusão que existe um meio-termo razoável entre o contar tudo e o falar nada. Então vai ser assim: sempre que for possível, coloco fotinhas e notícias. Podem bater ponto aqui que mais dia menos dia aparecerão novidades de down under (os americanos usam essa expressão pra se referir à Austrália, mas acho que NZ também está na definição – livremente traduzida como “lá embaixo de tudo”).
E vamo que vamo!
20.12.07
O Caso das Férias Psicológicas
19.12.07
O Caso do Emocional
Fico na dúvida se eles angariam clientes um para o outro ou se realmente minha lataria psíquica está precisando de uns retoques. Já fiz terapia antes e achei ótimo, porque durante uma hora da semana eu podia falar incessantemente sobre meu assunto preferido: eu mesma. Na época, a terapia resolveu os problemas que eu queria resolver, mas eram questões internas. Acho difícil fazer a ligação entre minha queda de cabelos e minha labiritinte com conflitos mal-resolvidos de infância (ou fato similar).
Por outro lado, estou cansada de bater ponto nos mesmos médicos e tomar os mesmos remédios a cada semestre. Talvez o psicólogo ajude. Se não ajudar, pelo menos terei passado umas horas agradáveis falando incessantemente sobre meu assunto preferido.
18.12.07
O Caso do Balanço de Fim-de-Ano
Entretanto, como achei 2007 um ano pouco produtivo, talvez umas resoluções firmes sejam justamente o que eu esteja precisando.
O problema é que resoluções de ano-novo são geralmente coisas chatíssimas, do tipo parar de fumar, beber menos, gastar menos, arrumar emprego. Um horror. Acho que pessoas naturalmente melancólicas como eu necessitam é de resoluções legais, como comer mais chocolate, gastar mais dinheiro, sair mais, fazer mais amigos, comprar roupas novas, despreocupar do trabalho, dar mais presentes, comemorar mais, tomar mais sorvete, escutar mais música e falar mais eu te amo.
Então tá combinado.
(2008 começa a parecer promissor.)
17.12.07
O Caso do Flight of The Conchords
O agente dos personagens cumula o cargo com o de cônsul da Nova Zelândia. A piada interna é que existem tão poucos neo-zelandeses no mundo que cada um deles tem de ter mais de uma função.
No meio dos episódios, Bret e Jemaine saem cantando e dançando músicas de sua autoria. Hilário. Uma canção de amor, por exemplo, vai mais ou menos assim: “Você é tão bonita/ com certeza a garota mais bonita do bar/e na rua, dependendo da rua/você é com certeza uma das três garotas mais bonitas do lugar/Você é tão bonita/que podia ser modelo durante parte do dia/não o suficiente para largar o emprego/mas durante parte do dia, ah, durante parte do dia você podia.”
Aproveito pra prestar bastante atenção no sotaque dos personagens. O “e” deles é praticamente um “i”. “Bret” vira “Brit”, “dead” vira “did”.
Já sei como conseguir ovos mexidos no café-da-manhã. É só pedir “iggs”.
14.12.07
O Caso da Dieta Pré-Viagem
Quando estou me alimentando direito é que percebo como a gente come muito mais do que precisa. E como é difícil recusar comida quando te oferecem e você não quer. As pessoas ficam perplexas. Insistem. Como assim, você não vai aceitar este pedaço de pizza gigante/essa coxinha gordurosa/mais um prato de feijoada?
E ai de mim se eu falar que estou de dieta. As pessoas se sentem imediatamente ultrajadas. E dizem: “mas você não precisa de fazer regime, você é magra!”. O que dá vontade de responder: “Vocês não estão entendendo – eu sou magra porque eu faço dieta!”
Talvez a solução seja mentir que meu colesterol é alto e pronto.
13.12.07
O Caso da Labirintite
Ambos os médicos acham que a causa da labirintite é emocional. O Leo tem certeza.
11.12.07
O Caso do Chá de Cadeira
Pensei em passar o vôo para mais tarde e ficar apenas 4 horas e meia de bobeira no Galeão. Entretanto, várias pessoas (inclusive a agente de viagens) acharam arriscado. Vamos viajar no dia 23, os aeroportos devem estar lotados, e no fim de ano sempre chove. O jeito é ir no vôo mais cedo mesmo.
Uma amiga sugeriu que gastássemos o tempo extra deixando as malas no guarda-volumes do aeroporto, pegando um táxi e indo passear no Rio. Mas, como boa mineira desconfiada, acho muito arriscado. Afinal, todo mineiro sabe que o Rio é um lugar muito perigoso, e que pra te assaltarem e levarem seu passaporte não custa nada. Isso se o próprio taxista não te seqüestrar.
Assim sendo, acho que lerei pelo menos um dos três livros de qualidade literária duvidosa que estou levando para os vôos e que experimentarei todos, absolutamente todos os perfumes do free shop.
10.12.07
O Caso do Caderninho
Ultimamente tenho comprado mini-agendas ao invés de caderninhos. A vantagem é que as dicas relativas a cada cidade ficam no dia em que estaremos nelas. E sobram muitos meses para as anotações sobre as comprinhas!
Nesse fim-de-semana comprei uma mini-agenda 2008 (mini mesmo: é quase do tamanho da palma da mão), de capa preta, bonitinha, boa mesmo. Seu único defeito é que não tinha marcador. Então eu mesma criei dois, usando fitas pretas fininhas que extraí de uma blusinha e guardei. Porque, meus amigos, quem guarda tem!
7.12.07
O Caso da Mala Reduzidíssima (mais um)
O dilema é se levo sapatos de salto para a tal da saída à noite ou uso minhas botas de montaria mesmo. Que são lindas e confortáveis, mas ocupam um espaço danado na mala, e portanto devem ir nos pés. O que não sei é se é sábio encarar três vôos (de uma, três e treze horas, respectivamente) usando botas de montaria. Ok, eu sei - não é sábio, mas eu fico tão feliz quando eu estou elegante.
É claro que eu corro o risco de ser obrigada a tirá-las a cada detetor de metais. Mas aí dá uma emoção.
6.12.07
O Caso da Frustração
Por isso mesmo, fico muitíssimo frustrada quando tais bens não correspondem à expectativa. Primeiro foram os óculos escuros que, usados mais do que dez minutos seguidos, deixavam depressões nas maçãs do rosto. Depois foram as botinhas de trekking que me fizeram retornar à loja diversas vezes (incomodava, troquei por uma maior e incomodava, troquei por um tênis e meus dedinhos formigavam. Aí passei o abacaxi para o meu pai).
Só falta eu conseguir o upgrade para a classe executiva que estou planejando e as azafatas das Aerolineas Argentinas me maltratarem.
5.12.07
O Caso da Mudança
Com toda essa boa-vontade na terra dos homens, arrumei uma nova amiga que é muito boazinha e feliz (sinceramente boazinha e felizmente, não forçadamente boazinha e feliz como eu). O resultado é um círculo vicioso: ando mais tolerante ainda.
A coisa tá feia pro meu lado.
4.12.07
O Caso dos Preparativos
Enquanto o dia de embarcar não chega, embarcamos nós numa dieta pré-viagem. A idéia é da Isa, e eu a acho ótima: emagrecer não depois, mas antes de viajar. Aí você fica liberado para comer de tudo nas férias, sem se preocupar. E não precisa fazer dieta quando volta para casa – convenhamos, poucas coisas são mais deprimentes do que retornar ao trabalho passando fome, ainda mais com o armário cheio de chocolates suíços comprados no free shop.
22.11.07
O Caso do Blogue
Abaixo a boa-mocice! Abaixo os posts água-com-açúcar!
Próximo post: por que eu odeio a ecologia.
21.11.07
O Caso do Próximo Destino
É a Nova Zelândia!
Tanto a equipe de comunicação (eu) quanto a equipe de transporte (o Leo) ficarão bastante atarefados. Em NZ se fala inglês, mas o sotaque é carregado (vimos um filme neozelandês para treinar e achei difícil de entender). Já o Leo vai ter que se virar para dirigir na mão inglesa, sentado no lado direito do carro.
Acho que os leitores mais espertos já tinham desconfiado. Também, com esse papo de bungee-jumping virtual, túnel de vento, esportes radicais...
13.11.07
O Caso da Ferritina
Tá explicado por que meu cabelo está caindo igual ao dólar.
O que não está explicado é essa anemia bizarra, já que eu me alimento bem e nem estou tomando chá verde (que o meu dermatologista disse que não tinha nada a ver, por sinal). Mas bem que eu tenho andado fraquinha e cansada de uns tempos pra cá.
O derma receitou de novo o suplemento de ferro sabor chocolate que gruda no dente por quarenta dias.
Vão vê se funciona.
9.11.07
O Caso da Banda
8.11.07
O Caso das Empadas
Ontem os colegas de faculdade do Leo falaram que existiam empadas ainda maiores e melhores: as do Sabor da Empada. Essa loja fica mais longe, mas como estávamos impressionadas com a descoberta original, decidimos ir lá conhecer.
Experimentamos três tipos: a de frango e bacon e a de queijo – para comparar – e a de presunto e queijo, porque a primeira vez que encontramos esse recheio.
Resultado final do embate gastronômico: o Rei das Empadas continua imperando. A empada de frango e bacon do Sabor da Empada era até gostosinha, mas as duas outras usavam como queijo uma mistura de requeijão e maisena (é com “s” mesmo – com “z” é marca registrada) suspeitíssima.
Ei, ei, ei, empadas só do Rei!
7.11.07
O Caso dos Cabelos
Não sei o que eu arrumo com essa ferritina que ela nunca está na dosagem correta. Já ingeri comprimidos de ferritina sabor chocolate durante semanas duas vezes. E eu me alimento bem!
O pior é que eu estou torcendo para a ferritina estar baixa mesmo. Porque, se não for isso, o médico vai ter que ficar levantando outras hipóteses pelas quais o meu cabelo está caindo, e até lá eu fico careca.
6.11.07
O Caso da Mudança para a Europa
Aí o Leo, que é mais sensato (embora talvez menos romântico) responde que na Europa, mesmo se nós dois arrumarmos empregos, vamos ganhar menos – em euros – do que ganhamos aqui e gastaremos mais, porque o custo de vida é mais alto. E que eu gosto tanto da Europa porque vou lá de férias, com tempo livre para passear e dinheiro pra gastar.
Não me convenço, mas me conformo.
Por enquanto.
5.11.07
O Caso de BH
A única coisa ruim é que a gente se diverte tanto que fica com vontade de ir de novo logo.
1.11.07
O Caso das Escolhas
Não que me perguntem com tanta freqüência assim. Mas é só um parente/amigo/conhecido anunciar, dentro da minha zona de audição, que pretende ir à Europa e pronto: eu imediatamente me lanço sobre ele, interrogando-o severamente sobre as línguas que domina, as viagens que já fez e as perspectivas que possui. Se aquele é seu primeiro (e talvez último) contato com o Velho Continente, sinto que é minha missão pessoal garantir que a viagem seja perfeita e inesquecível. Se é seu segundo, também.
Por coincidência, amigos diferentes me contaram que estão querendo fazer sua primeira visita à Europa. Ambos pretendem passar pela Itália. Já eu acho que, para uma primeira viagem, a combinação ideal é Londres, Paris, Amsterdã e Bruge. Itália, Portugal e Espanha são legais, mas a cultura é parecida com o Brasil, e o legal da viagem – pelo menos na minha opinião – é conhecer lugares e costumes diferentes aos que a gente está acostumado.
Estou me contendo.
31.10.07
O Caso das Estratégias de Viagem
1) sorrir, sorrir e sorrir. Quanto mais trash a situação, mais inesperado e importante é o sorriso. Ainda estou para encontrar uma comissária de bordo/garçom/ recepcionista de hotel que a resista a uma exibição de todos os meus dentes.
2) esperar que dê tudo errado: que o vôo atrase, que o check-in demore, que os amendoins acabem. Resultado: você não fica irritado quando os imprevistos acontecem, porque já estava contando com eles, e fica felicíssimo quando tudo dá certo.
3) descobrir o site do aeroporto e ver o que ele tem de interessante, incluindo o tax free shop. Investigar se o cartão de crédito dá direito a alguma sala vip.
4) possuir malas reduzidíssimas, evidentemente de rodinha. Aí fica fácil pegar táxi, entrar no ônibus que liga terminais, tirar a bagagem da esteira. Além do mais, se a sua mala for pequetita, a chance do carregador maltratá-la é menor.
5) ter livros interessantíssimos à mão para ler nos momentos de espera. Meus preferidos: pocket books de qualidade literária duvidosa – porque aí eu não tenho dó de jogá-los fora quando acabam. Também gosto de ter uns petiscos saudáveis na bolsa, porque comida de aeroporto costuma ser cara e ruim.
6) levar protetores de ouvido e máscara para os olhos para tentar dormir no avião. É impossível prever se uma criança vai chorar ou se o moço na fileira do lado vai passar a noite toda com a luz ligada lendo um pocket book de qualidade literária duvidosa.
7) usar aroma de hortelã para combater o jet-lag (acho que pastilhas de hortelã Garoto devem funcionar).
8) tomar Dramim (auto-explicativo). Lembrando que o Dramin deve ser tomado pelo menos 40 minutos antes do vôo, ou seus poderes anti-enjôo ficam severamente comprometidos!
19.10.07
O Caso da Yasmin
Pelo menos não desagradei. A mãe levou a Yasmin e depois contou que ela chorou porque não queria ir embora.
18.10.07
O Caso da Decisão
O problema é que eu não sou naturalmente amigável. Tenho que fazer um trabalho consciente para me aproximar das pessoas. E ainda disfarçar o fato de ser uma esnobe horrível – pelo menos até que me conheçam melhor e passem a gostar de mim.
Nesse processo de fazer amigos e influenciar pessoas, descobri uma coisa ótima: gente interessante é quem se interessa pela gente. Então, é só eu fazer um monte de perguntas pro povo, e prestar bastante atenção nas respostas, que aumentarei exponencialmente meu nível de popularidade.
17.10.07
O Caso do Seriado Brasileiro II
Para completar, num país miscigenado como o nosso, quase todas as meninas são branquinhas, branquinhas. O mercado é preconceituoso ou a produção que é?
16.10.07
O Caso da Tropa de Elite
Enquanto isso, o Leo canta o dia inteiro:
“Tropa de elite
Osso duro de roer
Pega um, pega geral
Também vai pegar você”
11.10.07
O Caso do Milk-Shake
Eu e o Leo fomos lá no domingo. O melhor é que dá pra ver a pessoa fazendo: ela bota no copo um monte de sorvete italiano de baunilha, calda do sabor apropriado e uns pozinhos misteriosíssimos, que ficam dentro de caixinhas com os nomes dos sabores. Depois disso ela usa um aparelho que parece um mixer, só que é quente, para amaciar o sorvete e misturar os ingredientes. Leite mesmo não tem, a não ser que o pozinho misteriosíssimo seja leite em pó com sabores artificiais.
Nós tomamos o milk-shake de ovomaltine e gostamos. Agora quem vier nos visitar tem mais uma atração para conhecer.
10.10.07
O Caso da Amizade
Andei refletindo e cheguei à conclusão que a culpa não é totalmente minha. Eu tive uma infância meio solitária, porque gostava mais de ler livros do que conversar com pessoas, e, portanto, não aprendi direito os mecanismos da amizade.
Mas não seja por isso. Decidi que farei o possível para ser uma amiga top de linha. O primeiro passo é arrumar uma caderneta para anotar endereços e telefones. O segundo é fazer uma lista de aniversários e deixar num lugar bem visível.
Para completar, vou à BH no feriado somente para ver uma amiga. E para a outra, cujo aniversário foi esquecido e estará viajando, deixarei um lindo presente.
Assim que eu descobrir o número do apartamento dela.
9.10.07
O Caso do Mistério
Qualquer redaçãozinha com ambições a humor só pode ser do Luiz Fernando Veríssimo. Tiradas sarcásticas pertencem ao Arnaldo Jabor. Sentimentalismos são atribuídos a Gabriel García Márquez ou a Fernando Pessoa, o que tiver mais azar no dia.
Se fosse um simples caso de confusão entre autores, até que passava. O problema é que a qualidade dos textos é, geralmente, horrenda. Qualquer pessoa com um mínimo de bom-senso devia desconfiar que aquelas banalidades não pertencem a um escritor sequer razoável!
Fico imaginando um Salieri literário enviando textos baratos por e-mail e imputando-os todos ao Mozart.
Só pode ser isso.
8.10.07
O Caso do Dilema
Essas mesmas fontes também dizem que você também tem que lutar para melhorar sua situação e resolver seus problemas – e aí, é lógico, vai alcançar a felicidade.
A coisa é confusa pra caramba. Se você está feliz, por que que vai querer mudar? Mais, onde é que vai arranjar energia para mudança? A mudança não é causada pela dor/incômodo/infelicidade/insatisfação?
Em suma, eu não consigo ser feliz nos dois momentos. Ou estou feliz agora, satisfeita do jeito que estou – e fico assim mesmo, ou estou infeliz e vou buscar uma solução – para tentar resolver o problema.
Esse negócio de felicidade plena é a maior pegadinha.
1.10.07
O Caso do Seriado Brasileiro
O programa americano é legal porque a produção tem muito dinheiro e, portanto, contrata profissionais competentes para treinar as meninas, arruma desafios elaborados e monta sessões fotográficas sensacionais.
Vamos ver se o seriado brasileiro vai ser tão bacana quanto ou se a pobreza fransciscana que costuma assolar as produções nacionais vai atrapalhar o esquema.
26.9.07
O Caso do Estresse
- estou acumulando meu serviço com o serviço de uma pessoa que foi transferida;
- tem uma parte do serviço da pessoa que foi transferida que eu simplesmente não sei, mas tenho que fazer do mesmo jeito;
- estou ensinando a uma funcionária nova a parte que eu sei do serviço da pessoa que foi transferida;
- o chefe está cobrando providências sobre coisas urgentes que cabiam à pessoa que foi transferida;
- os sistemas estão lentos, lentíssimos, quando não param de vez, e não dá para trabalhar sem os sistemas;
- a tecla quatro do telefone não funciona
O resultado é que há nove, NOVE pilhas de processo em minha mesa.
As pilhas estão me deixando uma pilha.
25.9.07
O Caso dos Seriados
Essa era de trevas está acabando. Os seriados logo estarão de volta à vida, e eu terei muito mais ânimo para pedalar na minha bicicletinha ergométrica, sendo que agora eu uso medidor de batimentos cardíacos e fico me matando para mantê-los acima de 134 por minuto.
Ver o McSteamy distrai da dor.
13.9.07
O Caso dos Escorregões
Eis as últimas mancadas que percebi por aí:
1) o cabelo curto da Deborah Secco

Ela caiu numa armadilha clássica: a da mulher que começa a se achar tão bonita que resolve cortar o cabelo. Saiba ela que cabelo curto é só para as starlets dos anos cinqüenta, a Trinity de Matrix e a Natalie Portman.

Ela é alta, linda e magra, e o vestido foi feito pelo Valentino. Mas, no fim das contas, a moça ficou meio... repolhuda. Alguém me explica aqueles babados saindo de debaixo dos quadris?
12.9.07
O Caso dos Simuladores
Essas imitação são ótimas para pessoas medrosas, quer dizer, cautelosas como eu.
5.9.07
O Caso dos Empregos
- Tradutora de legendas para seriados americanos;
- Produtora da revista de produtos Natura;
- Agente de viagens para clientes selecionados;
- Criadora de cores de cosméticos.
Empregos que pareciam ser de sonho, mas na verdade não eram:
- Jornalista em revista de turismo;
- Revisora de textos de Ciência Política;
- Avaliadora de originais literários;
- Vendedora em loja da Disney.
3.9.07
O Caso da Pupila
Da última vez que chegaram funcionários, eu bem que tentei me candidatar para ensiná-los, mas o chefe preferiu outra pessoa, aquela que o pessoal novo ia substituir. O que faz sentido, mas não deu muito certo, por vários fatores. Um deles é que tentaram passar para o povo novo muita coisa em pouco tempo, e eles ficaram perdidinhos, coitados.
Tentarei não cometer o mesmo erro. Vou explicar cada coisa devagar, e só passar para a seguinte depois que a primeira estiver dominada. Vou sorrir muito, dizer muitas palavras de incentivo, falar que trabalhar aqui é ótimo e que ela está indo muito bem. Já fiz um roteiro passo-a-passo no Word e uma planilha no Excel explicando onde está o quê.
Está só faltando uma musiquinha para cada sistema.
24.8.07
O Caso dos Cookies Light
Aí... li o rótulo e descobri que os cookies tem um pouco de gordura saturada e também de gordura trans. Nada saudável. A vantagem é que eles têm metade das calorias do que os cookies integrais. A desvantagem: metade das fibras. Já descobriram o truque, né? Na verdade, eles têm é metade do tamanho dos outros.
Para completar, o cookie de uva é bizarro. Me senti mastigando Fanta Uva. E a cobertura de chocolate é tão fina que mal dá pra sentir.
O cookie de abacaxi já é melhorzinho. Tem gosto de Mirabel de abacaxi, o que, perto da Fanta Uva crocante, é uma grande vantagem.
Agora, vantagem mesmo é fato de que os cookies light são mais ou menos que você come um e nem quer mais.
23.8.07
O Caso das Dúvidas
Descobri que ganhei 5 quilos nos últimos dois meses e comecei uma dieta terça-feira.
Estou sendo sensata e razoável, já que o ganho de peso exagerado é ligado a diversos problemas de saúde, ou superficial e boba, já que meu peso é saudável e 5 quilos não matam ninguém?
Estou tomando conta do meu corpo, que é a minha casa, ou sendo indevidamente influenciada pela mídia e seus modelos de beleza irreais?
Estou buscando a saúde ou sendo excessivamente vaidosa (para variar)?
Estou me tornando uma pessoa consciente de seu corpo e das mudanças trazidas pelo passar do tempo, ou exagerando, já que fiz outra dieta no início do ano?
Aguardo respostas.
21.8.07
20.8.07
O Caso do Almoço
Eu nunca tinha comido lentilha. Portanto, nem percebi que não era feijão na hora de me servir. Até a cor estava parecida. Só quando comecei a levar a primeira garfada em direção à boca que a danada da colega pergunta: “Vocês gostam de lentilha?”
Aí era tarde. Tive que continuar o trajeto da garfada, mastigar e engolir. E comer o que estava no prato, claro.
Ruim, ruim, não é.
Mas detesto que me enganem.
17.8.07
O Caso das Tintas
Da última vez levei uma bolsa preta que eu adoro mas que estava meio gasta e outra dourada cuja alça estava se desfazendo. A bolsa preta foi pintanda e engraxada e ficou quase nova; a dourada ganhou uma alça diferente, de camurça bege, que é mais chique que a original. O sapatinho caramelo que eu estava ameaçando pintar de vermelho-mertiolate também ficou ótimo. A cor é cheguei pra burro, mas combinou tão bem com o bico redondo!
No momento ambiciono transformar uma jaqueta de couro laranja-queimado, que é bonito, mas difícil de combinar. Tenho certeza que marrom-café ou preto vão deixá-la muito mais utilizável.
E a cor escura vai diminuir as ombreiras dela, que são gigantes.
16.8.07
O Caso da Emoção Virtual
Ou não?
Descobri que existe, em um museu na Nova Zelândia, um bungee jump virtual. Você coloca um capacete, te amarram igual a um presente e te fecham em uma cabine. Ao som de um entusiástico “1, 2, 3, bungee!”, a cabine vira de cabeça para baixo, ao mesmo tempo em que imagens de um salto verdadeiro são projetados na sua frente.
Quem faz diz que é tão emocionante quanto o salto real. Estou animada.
Mas como eu enjôo muito, vou tomar meio draminzinho antes.
Só pra garantir.
13.8.07
O Caso dos Quilinhos
Mas também, com uma dieta à base de pratos típicos gordurososo (incluindo batatas fritas em praticamente todas as refeições), toneladas de chocolate suíço (a barra gigante de Lindt custa 3 euros na Espanha!) e montanhas de sorvete (matamos a saudade do Häagen-Dasz. Diariamente) não é de se espantar.
Só acho uma grande injustiça que eu tenha gasto mais de 3 meses para perder 3 quilos e meio e os tenha recuperado em meros 30 dias.
10.8.07
O Caso da Gabriela
Gabriela é paciente, bem-educada, fina e tem sotaque português. Sem Gabriela a viagem não teria sido o sucesso que foi.
Gabriela sabia chegar a qualquer lugar na Península Ibérica. Com toda calma do mundo, Gabriela ensinava que estrada pegar, que saída tomar, que desvio escolher. E, se por acaso o motorista errava, ela dizia, gentilmente, para ele retornar assim que fosse possível.
Gabriela me tirou a posição oficial de navegadora, mas ela é tão superior que cedi o posto sem o menor ressentimento.
O Leo disse que nunca mais viaja sem a Gabriela, e o pior é que eu concordo: não viajo mais sem ela!
Gabriela é nome da voz do GPS que alugamos junto com o carro, e ela é óóóótima!