Calço os tênis num instante, cato minha bolsa, e eu e o Leo saímos do apartamento. Já tem fumaça no hall do nosso andar. Os elevadores não estão funcionando. Começamos a descer as escadas, com o Leo (que ficou calmo o tempo todo) na frente. Descemos uns quatro andares e a fumaça foi ficando tão grossa que não ava para continuar. Voltamos.
Chegando em casa, o Leo coloca toalhas molhadas no pé das portas, busca o extintor de incêndio, enche baldes d’água e leva garrafas d’água para o quarto de hóspedes, que é o mais distante do foco de fumaça, enquanto eu ligo para o 190 (que diz que o carro dos bombeiro está a caminho e que é pra gente ficar quietinho), retorço as mãos (metaforicamente) e coloco uma roupa de mangas e calças compridas.
Ficamos na janela da área de serviço espiando a rua. Dali a pouco chegam dois carros de bombeiro, o que me deixa bem mais calma. Aí descobrimos vizinhos na janela do andar de baixo. Eles nos contam que foi um carro que pegou fogo. Me acalmo mais ainda, porque um carro na garagem não pode fazer muito estrago.
O foco de fumaça acaba, o que quer dizer que os bombeiros eliminaram o incêndio. Ainda assim, o prédio está cheio de fumaça. Um lado das tolhas que colocamos nas portas ficou preto.
O esposo da vizinha de baixo aparece na rua voltando do trabalho, e dali a alguns minutos ele está em seu apartamento. Ele diz que a fumaça está pior nos andares de cima do que nos debaixo. Um policial também aparece na janela do vizinho. No seu radinho, ele fala que está tudo tranqüilo.
Como os bombeiros não mandaram evacuar o prédio nem nada, concluo que está tudo resolvido. Respiro profundamente, aliviada, e dou um grande abraço no Leo.
No fim das contas, ficamos sabendo que o carro de uma das moradoras do prédio pegou fogo na garagem. Ela havia acabado de estacionar, viu o fogo, e pediu socorro na hora. Veio uma turma ajudar, mas não conseguiram dominar o fogo. Só os bombeiros deram conta.

Foto do jornal "Diário do Aço".
Objetivamente, em nenhum momento estivemos realmente em perigo. Mas não foi uma experiência agradável, não.












- uma linda bolsa Chanel (a partir de 1.200 dólares).
O problema é que