6.8.08

Fire (exclamation mark) Fire (exclamation mark) Fire (exclamation mark)

Ontem estávamos eu e o Leo placidamente assistindo à tevê lá pelas cinco e pouco da tarde quando escutamos uma gritaria do lado de fora. Dali a pouco alguém toca o interfone. O Leo vai antender e volta dizendo que tocaram em todos os andares. A gritaria continua, o interfone toca de novo, insistentemente, e dessa vez falam lá de baixo que o prédio está pegando fogo. Corremos para a janela e, de fato, tem uma fumaceira preta horrorosa saindo de um andar baixo. O povo que está se aglomerando na rua vê a gente lá no oitavo andar e grita: “Desce! Desce!”. Aí me assustei de verdade, porque se o povo está gritando “Desce!” é porque a coisa deve estar muito feia (pra falar a verdade, imaginei metade do prédio em chamas).

Calço os tênis num instante, cato minha bolsa, e eu e o Leo saímos do apartamento. Já tem fumaça no hall do nosso andar. Os elevadores não estão funcionando. Começamos a descer as escadas, com o Leo (que ficou calmo o tempo todo) na frente. Descemos uns quatro andares e a fumaça foi ficando tão grossa que não ava para continuar. Voltamos.

Chegando em casa, o Leo coloca toalhas molhadas no pé das portas, busca o extintor de incêndio, enche baldes d’água e leva garrafas d’água para o quarto de hóspedes, que é o mais distante do foco de fumaça, enquanto eu ligo para o 190 (que diz que o carro dos bombeiro está a caminho e que é pra gente ficar quietinho), retorço as mãos (metaforicamente) e coloco uma roupa de mangas e calças compridas.

Ficamos na janela da área de serviço espiando a rua. Dali a pouco chegam dois carros de bombeiro, o que me deixa bem mais calma. Aí descobrimos vizinhos na janela do andar de baixo. Eles nos contam que foi um carro que pegou fogo. Me acalmo mais ainda, porque um carro na garagem não pode fazer muito estrago.

O foco de fumaça acaba, o que quer dizer que os bombeiros eliminaram o incêndio. Ainda assim, o prédio está cheio de fumaça. Um lado das tolhas que colocamos nas portas ficou preto.
O esposo da vizinha de baixo aparece na rua voltando do trabalho, e dali a alguns minutos ele está em seu apartamento. Ele diz que a fumaça está pior nos andares de cima do que nos debaixo. Um policial também aparece na janela do vizinho. No seu radinho, ele fala que está tudo tranqüilo.

Como os bombeiros não mandaram evacuar o prédio nem nada, concluo que está tudo resolvido. Respiro profundamente, aliviada, e dou um grande abraço no Leo.

No fim das contas, ficamos sabendo que o carro de uma das moradoras do prédio pegou fogo na garagem. Ela havia acabado de estacionar, viu o fogo, e pediu socorro na hora. Veio uma turma ajudar, mas não conseguiram dominar o fogo. Só os bombeiros deram conta.

Foto do jornal "Diário do Aço".

Objetivamente, em nenhum momento estivemos realmente em perigo. Mas não foi uma experiência agradável, não.

5.8.08

O Caso da (Im)paciência

Eu sempre gostei muito de livros e filmes, mas ultimamente não tido muita paciência. Ando achando os roteiros batidos e os personagens repetitivos. Aí largo sem dó. Antes eu ainda fazia uma leitura dinâmica ou avançava a imagem para ver como ia terminar. Hoje nem isso.

A verdade é que quase tudo está parecendo variação sobre o mesmo tema. Não dizem que só existem sete histórias? Pois é, parece que é verdade.

Em suma: sem livros e filmes, não sei mais o que fazer com meu tempo livre. Será que devo arrumar um trabalho manual?

4.8.08

O Caso dos Blogues de Viagem

Eu sempre quis ter um blogue oficial de viagens, com muitas dicas, dados e fotos, mas nunca tive tempo para fazê-lo durante as viagens (e sempre tive preguiça de fazê-los depois delas).

Ultimamente, tenho ido a muitos blogues de viagem úteis e legais. Então, finalmente resolvi fazer a minha parte e jogar na rede as informações que eu tenho.

Cada viagem vai ser um blogue, para simplificar a vida de quem lê (e de quem faz também). Comecei com a viagem a Holanda e Bélgica e o link está ali, à direita no alto. Um dia ela estará completa e ainda teremos Disney, Portugal, Espanha, Paris e Nova Zelândia, além de Suíça, Áustria e Praga (que ainda vai acontecer).

Espero dar uma mão para quem quer conhecer esses destinos.

1.8.08

O Caso do Chá Chique

Sempre achei que infusões em geral tinham gosto de água suja, mas depois que me tornei adepta do chá verde, passei a imaginar que eu havia me enganado e que na verdade existia um mundo de sabores à minha espera. Assim como há os enófilos, eu me tornaria uma connoisseur de chás, experimentando buquês e dando notas a aromas. Assim, imaginem quão grande foi minha decepção ao comprar um caixa de chás sortidos no mercado e descobrir que todos tinham gosto de água de batata.

A esperança renasceu quando minha irmã mais nova me trouxe de Londres chás ingleses legítimos. Coisa de profissional, pensei. E fiquei esperando uma ocasião especial para experimentá-los.

A descrição na caixinha elegante prometia: “chás selecionados do Ceilão e da Índia, aromatizados com essência de bergamota”. Segui as instruções à risca. Fervi a água e deixei o saquinho por exatos três minutos. Deitei o chá numa linda xícara com estampa de rosas estilo inglês e tchan, tchan, tchan, tchan....

Água de batata com aroma de bergamota. (Desculpa aê, Isa.)

Pelo lado positivo, o chá inglês me tirou toda e qualquer fome. Vou usar tudo da próxima vez que estiver de dieta.

31.7.08

O Caso da Mala Seriamente Reduzida

Um dos prazeres de planejar uma viagem com antecedência é que você pode planejar tudo nos mínimos detalhes. Ontem mesmo fiz um protótipo da mala. Dessa vez não tem conversa: como vamos nos locomover de trem, a mala tem mesmo que ser reduzida. E por reduzida entenda-se uma mala de cabine. E nem quero embarcar com ela, não: é pra ter mobilidade na hora de pular
de um hotel para o outro.
Estou moderadamente otimista. Se eu abandonar os chinelos, levar um pijama pequetito (partindo do pressuposto que os quartos de hotel estarão aquecidos) e deixar pra trás a nécessaire (que só por si ocupa muito espaço), é possível que eu consiga enfiar duas calças, várias blusas de lã, dois casaquinhos, um cachecol, um gorrinho, um par de tênis de couro preto e um sobretudo longo na malinha. Além das meias, dos acessórios e das toiletries em geral. Isso porque eu já viajo com outra calça, as botas, duas blusas e um casacão recheado de penas de ganso e que as roupas térmicas vão na mala de mão, prontas para serem vestidas assim que eu chegar no aeroporto em Geneva (porque não tenho a menor ilusão que vai dar para colocá-las debaixo da roupa dentro dos estreitos domínios do banheiro do avião).
A malinha do Leo vai ser ainda mais difícil, porque as roupas dele são grandes. Por outro lado, ele não tem a minha frescura de ter várias trocas de roupas pra parecer diferente nas fotos a cada dia.

30.7.08

O Caso do Alemão

Eu tinha aquela vaga impressão, que todo mundo tem, de que Alemão é uma língua difícil. Entretanto, depois que descobri que eu podia aprender on-line o básico em 12 semanas, fiquei achando que era preconceito da galera. A língua é parente do inglês e inglês eu sei. Além disso, eu tenho a teoria que, absorvido o primeiro idioma estrangeiro, os outros são mais fáceis, porque você já pegou a manha de aprender. Ou seja, moleza, né?
Ontem fiz minha primeira aula de alemão on-line. Já sei me apresentar (Ich bin Ludmila!) e perguntar se você é alguém (Sind Sie Claus Neddermeyer?). Também sei que aeroporto é Flughafen, que “muito prazer” é Freut mich e que “também” é auch.
Tudo muito fácil até eu chegar na parte de “sons do alemão”. Existem trinta, TRINTA regras de pronúncia! E algumas são mega obscuras, do tipo “quando o ‘d’ aparece no fim da palavra, soa como ‘t’” e “quando o ‘s’ aparece no começo da palavra antes do ‘t’ e do ‘p’, soa como ‘ch’”.
Até que eu fixei, né?

29.7.08

O Caso do Outuno

Por causa dos filmes hollywoodianos, sempre achei que natal no hemisfério norte e neve eram sinônimos. Como vamos para a Europa em dezembro, eu estava crente que ia chegar lá no meio do inverno. Só que parei para ver direito e percebi que, na verdade, estamos indo no outono! Fim do outono, é vero, mas outono mesmo assim.

Então, se tudo correr bem, a paisagem estará assim:



28.7.08

O Caso da Dieta Interrompida

Pois é: fiz aquele esquema todo, perdi dois quilos, estava feliz da vida. Aí o Leo entrou de férias, comprou doces, fomos a vários eventos e comemorações, papei muitos chocolates e sorvetes e os dois quilos já voltaram quase todos.

Agora eu entendo porque as pessoas dizem que o difícil não é perder peso, é manter o peso novo.

A verdade é que meu corpinho quer pesar 53 kg, não 48. Tenho que convencê-lo que 48 é que é
o canal.

24.7.08

O Caso do Alemão

Eu fico adiando minha viagem ao interior da França para polir meu francês capenga, e agora decidi me meter na Áustria, onde se fala alemão. Diz a lenda que todo mundo tem inglês como segunda língua na escola, mas a verdade é que quem foi lá diz que o povo não fala assim um inglês fluente. Então o jeito é aprender um pouco da língua germânica.

Aqui no interior não tem aula. Resolvi ser autodidata e apelar para o bbc.co.uk/languages. Em teoria, vou dominar o alemão básico em apenas doze semanas.

Tendo decidido que vou aprender Deutsch, não é que ontem encontro uma alemã legítima na hora do almoço? Ela está fazendo intercâmbio e vai ficar um ano por aqui.

Chegou bem na hora de treinar os meus Guten Tags.

23.7.08

O Caso do Pulinho em Londres

Então a nova passagem é legal: é pela Tam, que é melhor do que a Ibéria (que alegava ter “azafatas que le atenderán muy gustosamente”, mas que na verdade tinha as aeromoças mais mal-humoradas del mondo) e cujas milhas podem ser transformadas em uma viagem a Salvador. Além disso, a volta é por Londres, onde ficaremos de uma da tarde às nove da noite aguardando a conexão.

Isso é bom? É ótimo! Vamos aproveitar para dar um pulinho em Londres. De metrô, ir do aeroporto Heathrow até o centro da cidade demora uma hora (e custa quatro libras), mas de Heathrow Express, um trem rápido sem paradas, demora só 15 minutos (e custa 13,50 libras, mas tudo bem). Se não conseguirmos despachar a bagagem logo que chegarmos do vôo, podemos levá-la conosco e guardá-la na Paddington Station, que é onde o Heathrow Express chega. Libras a gente saca no caixa rápido do aeroporto.

Mesmo sendo bem prudentes com os horários e voltando cedo, vamos conseguir umas quatro horas líqüidas no centro de Londres. E vai estar até quentinho comparado com as outras temperaturas que vamos enfrentar: 9 a 3º C. Anoitece às 4 da tarde, mas é bom, porque aí veremos as iluminações de Natal.

Agora, se tudo der errado, se o vôo atrasar, se não deixarem a gente sair da área de embarque, não tem problema: o Heathrow é um aeroporto bonitão e moderno. Pelo menos comer fish and chips a gente vai.

22.7.08

O Caso da Passagem

Comprar a passagem de uma viagem internacional é sempre um momento de tensão. Por alguma razão misteriosa, o que a gente encontra na internet é diferente do que o agente de viagens oferece. Eu achava que com o http://matrix.itasoftware.com/cvg/dispatch esse problema estaria resolvido, mas era mera ilusão. A passagem que eu e o Leo escolhemos com muitíssimo carinho e cuja referência passamos para nossa agente de viagens não foi localizada por ela.

Pelo menos a moça arrumou outra passagem com o mesmo preço. A parte ruim é que vamos chegar mais tarde no destino, então o primeiro dia será perdido; a parte boa é que a companhia aérea dela é melhor.

Então o jeito é ficar mais um dia, né?

18.7.08

O Caso do Dilema

Sou totalmente a favor de viagens independentes. Acho que todo mundo que fala um tanto razoável de inglês é capaz de se virar no mundo todo. Acredito que ficar prisioneiro de uma de excursão é coisa para velhinhos e viajantes inexperientes. Entretanto…


Entretanto, vamos ficar alguns dias em Viena e faremos uns passeios de um dia a Bratislava, capital da Eslováquia e Budapeste, capital da Hungria. Temos a opção de pegarmos o trem na estação e irmos por conta própria, ou contratarmos umas excursõezinhas em ônibus de dois andares. A primeira opção proporciona mais liberdade e custa metade do preço da segunda. No entanto, está me parecendo um conforto tão grande o guia me pegar no hotel… e me levar pela mão a essas cidades em que o povo fala eslovaco e húngaro… e me contar tudo que eu preciso saber em inglês fluente… e me carregar de ônibus a todos os lugares importantes…



Eu sei, excursão é para os fracos. Mas vai estar fazendo tanto frio em dezembro que eu acho que vou estar me sentindo meio fraquinha.

17.7.08

O Caso da Sola de Borracha

Fui toda alegrinha mostrar minhas botas de montaria, que agora são meus sapatos oficiais para viagens a lugares frios, a uma amiga. Ela mais que depressa pediu para ver a sola e sentenciou que não dava, porque na neve elas iam escorregar igual sabão, e falou que segundo outra amiga sapato para lugar congelado tem que ter sola de borracha.

A sola da bota é de couro e, realmente, ela é bem lisinha. Eu já tinha começado a arrancar os cabelos, imaginando onde eu ia arrumar uma bota com sola de borracha nessa cidade que só faz calor, quando me ocorreu a brilhante idéia de levar as minhas ao sapateiro, que providenciaria uma bonita sola anti-derrapante.

Dito e feito. O sapateiro disse que faz, sim, e me mostrou o material, que é uma folha de borracha grossa com textura craquelê. Diz ele que põe por cima da sola normal, que não dá nem pra ver o retoque, e que vai custar a módica quantia de 15 reais.

Fiquei feliz da vida. Acho que a bota vai ficar até mais confortável, porque a sola dela não é grossa e quando eu piso em um chão muito irregular sinto cada ângulo. Sem falar que, não comprando uma bota nova, estou economizando no mínimo uns 200 reais.

15.7.08

O Caso da Correria e do Puxadinho

Estávamos bem animados bolando o tour pela Suíça e Áustria de trem quando descobrimos que as cidades austríacas e suíças, embora lindas, não são lá recheadas de atrações. Ou seja: um noite em cada uma delas (exceto Viena, que exige três) é suficiente.


Isso significa que vou desobedecer a uma das minhas regras de ouro de viagem, que é “não pipocarás de uma cidade para outra” (ou seja, ficarás pelo menos 2 noites em cada lugar). Porque, cada vez que se troca de quarto, tem a novela de fechar as malas, fazer o check-out, localizar o novo hotel, fazer o check-in e abrir as malas. Entretanto, dessa vez o Leo me convenceu que é melhor gastar um tempinho com isso do que ficar sem ter o que fazer na mesma cidade.


Uma facilidade é que os nossos hotéis ficam nos centros históricos, pertinho das estações de trem. Outra é que as malas vão ser pequetitas, e portanto fáceis de carregar, de arrumar e de desarrumar.

Vamos ver como vai funcionar.


* * *


Diminuindo o número de noites que vamos ficar em cada cidade na Suíça e na Áustria, sobrou um tempinho de férias. Mais que depressa tivemos a brilhante idéia de incluir Praga no roteiro, fazendo um puxadinho para a República Tcheca. Afinal, Praga fica a 4 horas de trem de Viena, que é onde termina o passeio.

Praga é chamada de Paris do leste, então esperamos que seja cousa muito boa.


14.7.08

O Caso do Inverno

Quem chutou que o próximo destino será Suíça e Áustria acertou. Como iremos no inverno, na verdade a paisagem vai estar assim:

Para determinar o que iremos enfrentar no frio europeu, usei o http://br.weather.com/ e fiz uma bonita tabela. O resultado é:
1) Temperaturas (em º C): de 3 a – 3, em média. Menos Zurique e Lucerna, que oscilam de 9 (bom!) a –11 (ruim)!
2) Precipitação (em ml): de 43 a 81. Como base de comparação, em BH chove 15 ml por mês no inverno (meses secos) e 200 ml no verão (meses molhados). Então estou achando que é só o suficiente para uma nevezinha básica. Em Bariloche, por exemplo, em julho, que é a alta temporada de esqui, a pluviosidade é 130 ml!
3) Nascer e por-do-sol: de 07:30 a 08:15 e de 16:00 a 16:52. Ou seja: menos de 12 horas de sol por dia. Parece pouco, e é, mas mesmo no verão os museus só abrem às 10:00 mesmo. E a noite conduz aos sonhos, ao fondue, ao vinho e ao amor.
Resumo da ópera: qualquer época é boa para viajar, se você sabe e vai preparado para o que te espera.
Isto é, menos a estação de monções no sudeste asiático.

11.7.08

O Caso da Próxima Viagem

Hohoho, estamos tramando mais uma viagem. Essa vai ser para dezembro, única época do ano em que eu e o Leo temos férias juntos. Sim, eu sei, vai ser inverno no hemisfério norte, com seus diazinhos curtos e temperaturas abaixo de zero, mas para quem mora em Fabriciano frio é atração turística. Além do mais, será época de natal e tudo vai estar enfeitado e lindo.

Estamos planejado viagens com cada vez mais antecedência. Dessa vez, serão seis meses. Pode parecer muito para quem é ansioso, mas na verdade é ótimo, porque a) a gente fica alegre desde o momento em que decide a viagem; b) dá para pesquisar tudo nos mínimos detalhes; e c) vamos conseguir os melhores preços na passagem e nos hotéis.

Além disso, vou ter seis meses para arrumar a mala reduzidíssima. Estou confiante que essa será a menor de todos os tempos. Primeiro porque vamos ficar só 15 noites, e as duas últimas malas foram para 30 dias; segundo porque no frio ninguém vê a roupa que você usa por baixo, só o casaco, então não adianta fazer desfile; terceiro porque, apesar de roupas de inverno serem volumosas, agora temos roupas de baixo térmicas, que irão me economizar pelo menos duas camadas; e quarto porque, como temos roupas de baixo térmicas, podemos lavar só elas, e portanto não preciso ficar levando um monte de trocas de roupa!

Além disso, como estamos planejando fazer toda a viagem toda de trem, é bom mesmo que a mala seja reduzida.

Aí vai uma pista do próximo destino:


10.7.08

O Caso dos Doces

Está decidido: a próxima viagem a Paris (em 2009, se tudo correr como planejado) será uma epopéia gastronômica.


Mas como eu e o Leo não somos fã de ostras, caviar ou miúdos, vamos pular os restaurantes e desbravar o maravilhoso caminho das confeitarias francesas.



Já tenho o mapa da mina: a seleção do guia de viagem Frommer’s das melhores patisseries de Paris - http://www.frommers.com/destinations/paris/0062024034.html.


Na última viagem, fomos à Angelina para tomar o melhor chocolate-quente do mundo e a Ladurée para experimentar os melhores macarons. Foram dois pontos altos no passeio. O Leo nunca há de se esquecer do chocolate-quente de chocolate branco que o venceu. Ele não deu conta de tomar tudo!


Desde então ele vem planejando sua revanche.

9.7.08

O Caso dos Palpites 2

O Leo tinha razão. As pessoas não querem escutar conselhos sábios. As pessoas querem dar tiradas malcriadas para mostrar como são espertas (vide post e comentário abaixo).

Então, nas palavras imortais de meu papai, “que se lasquem”. Fico com minhas idéias construtivas para mim mesmo, e daqui a vinte anos, quando eu tiver vários milhões no banco e aposentada precocemente, vamos ver quem era esperto.

8.7.08

O Casos do Palpites

Eu sei, eu sei, não devo dar opiniões na vida alheia. Afinal, não dão palpite na minha. O que me leva a concluir que: 1) dar pitaco deve ser ruim, e é por isso ninguém me oferece os deles, ou 2) dar pitaco deve ser bom, e aí nesse caso ninguém se preocupa comigo e, portanto, não devo me preocupar com ninguém.

Mas vejam só: como é que eu posso acabar de ler um livro sobre educação financeira e não dividir os insights com a minha irmã que acabou de entrar no mercado de trabalho?

Uma tarde de conversa pode render dividendos por toda uma vida.

7.7.08

O Caso do Livro Econômico

Li um livro ótimo: Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, do Gustavo Cerbasi. A moral da história é que você deve viver abaixo do padrão de vida que seu salário lhe proporciona. Assim, sobra para economizar. É a velha máxima: você não fica rico com o que você ganha, você fica rico com o que você guarda.

O livro ratificou totalmente a minha pão-durice. Às vezes eu acho que não estou aproveitando a vida com deveria, em termos de consumo, mas eis que o Cerbasi diz que eu estou mais do que certa.

É doce ver a glória dos meus princípios.

4.7.08

O Caso do Cogumelo

Ontem voltei ao salão para cortar a franja. Ela estava tão comprida que eu mesmo tive que apará-la com uma tesourinha de unhas antes de um evento.

Eu estava pensando em deixar o cabelo crescer, mas na hora me empolguei e pedi para a cabelereira cortar como estava antes, só que com franjinha de lado. Como sempre, houve um problema de comunicação e, ao invés de sair de lá com um bonito penteado esférico,

saí com a cabeça em formato de cogumelo. Acho que essa foi a inspiração da coiffeuse:
Mas não se desesperem, porque eu ainda não me desesperei: depois que eu lavar e passar vamos ver como fica.

3.7.08

O Caso da Cirurgia Plástica

Uma vez eu estava conversando com umas colegas de trabalho e todas falaram que queriam colocar silicone no peito.

E uma ainda falou que acha lindo o visual plástica, isto é, aquelas meias-esferas perfeitas grudadas no tórax.

Sabe quem costuma pôr silicone?
- atrizes pornô
- a Daniela Winits

Não, eu não estou dizendo que você não deva colocar, mas que talvez deva pensar um pouco sobre a imagem que vai transmitir.

Se tivesse uma cirurgia plástica para botar noção em quem não tem, aí sim, o mundo seria um lugar melhor.

1.7.08

O Caso do Fim da Terapia

Larguei a terapia. A psicanalista disse que não me dava alta, e que a minha resistência era subconsciente e vinha justamente de termos chegado a um ponto importante, mas nem liguei. Estava achando chato, improdutivo e caro. Eu tinha a impressão que ficava sempre discutindo os mesmos assuntos, comigo me auto-analisando e ela fazendo pouquíssimos comentários. Além disso, com o argumento de que ela usava o tempo lógico, e não o cronológico, as sessões iam ficando cada vez mais curtas, até o dia em que quase uma hora de atraso no horário produziu uma consulta de quinze minutas. Fora que tivemos um desentendimento a respeito de recibos que gerou um aumento de 50% no valor da sessão. Péssimo.

Mesmo com esses probleminhas, achei muito válido. Aprendi lições importantíssimas:

1) parar de tentar arrumar a vida dos outros e focar na minha. As pessoas só podem ser ajudadas quando estão prontas pra isso; além disso, mesmo se seguirem os meus conselhos, nunca vão ficar devidamente agradecidas, pois afinal foram elas que agiram para melhorar.

2) deixar de achar que meus pais, que implicam um com o outro de maneira odiosa desde sempre, vão mudar. Essa é a dinâmica que funciona pra eles há trinta anos e, portanto, eu é que devo parar de me incomodar.

3) ser perfeccionista é imobilizante. Melhor largar mão.

4) deixar fluir!

26.6.08

O Caso da Bolsa de Lanche

Todo dia eu trago para o trabalho uma garrafa térmica de chá verde, uma maçã e um iogurte. Tento usar embalagens atraentes para fazê-lo, como a sacola do Museu Marítimo de Amsterdam ou de uma livraria em Auckland. Mas todas elas são de plástico e, depois de um tempo, vão amassando e ficando horrorosas. Sem falar que ninguém nota sua procedência chique.

Agora tenho uma bonita bolsa de pano que minha mamãe fez com os retalhos dos tecidos que eu comprei para as almofadas da sala. Eles eram tão lindos – e tão caros – que eu não tive coragem de jogá-los os restinhos fora.

Aliás, os tais tecidos caríssimos renderam para caramba: cinco almofadas para mim, duas capas para os meus pufes, cinco almofadas para minha irmã, e para finalizar a gloriosa bolsa de lanche. Então no final das contas valeu a pena.

23.6.08

O Caso do Labirinto II

Bem que eu tentei lidar com a crise de labirintite durante o fim-de-semana tomando Dramin de oito em oito horas, mas não funcionou: girar ou sacudir a cabeça continua fazendo o mundo rodar. Eu não queria usar o Vertizine D, que é o que o otorrino recomenda, porque ele me deixa lenta e sonolenta durante vinte dias, mas fiquei sem saída. Depois da terceira noite mal-dormida, na qual a cabeça só podia ser movida lentissimamente no travesseiro, sob pena de um ataque de enjôo, cedi e comprei uma caixa do bendito remédio, que custa cinqüenta reais e deve ser tomada toda. Dessa vez estou inclinada a tomar só metade (dez dias) pra ver o que acontece. Afinal, a última vez que o usei foi durante o mês de abril, e isso não impediu que no início de junho eu tivesse outra crise. E ficar vinte dias babando de sono é danado.

20.6.08

O Caso do Labirinto

Arrumei uma amiguinha que anda me visitando com freqüência demais para o meu gosto: a labirintite. É a terceira vez este ano que eu acordo com cabeça rodando.

Na primeira eu estava em Goval e era sábado. Me auto-mediquei com Dramin e Vertizine D, mas mesmo assim a tontura demorou 24 horas para passar. No começo de junho tive outra crise, dessa vez leve. Tomei Dramin e ele foi suficiente para segurar os sintomas. Mesmo assim foi ao otorrino. Segundo ele, Dramin é um sedativo do labirinto, e por isso realmente pode resolver.

Aproveitei que os sintomas tinham passado rapidinho para começar a fazer exames. Já fiz dois auditivos e eles não revelaram nada. Vamos ver se o próximo me ajuda.

Hoje aconteceu de novo. Dessa vez, nem me afligi. Tomei um Dramin e pronto. Agora acabo de fazer a bobagem de baixar a cabeça para ver se a crise passou. Resultado: rodou tudo. O jeito é manter o pescoço duro pelo resto do dia.

19.6.08

O Caso das Roupas

Eu sou muito apegada às coisas, e principalmente às minhas roupinhas. Para jogar uma peça fora é um custo. Só quando não serve mesmo ou está acabada mesmo. Ter saído de moda não é razão suficiente – a moda volta, meus amigos, ela volta!

Nem por isso meu guarda-roupa é superlotado. Sou chatíssima para comprar roupa, acho tudo feio e caro. Pelo menos paciência para experimentar eu tenho.

O resultado disso é que eu possuo roupas de dez anos atrás e as uso alegremente. Tenho também umas pecinhas que herdei de minha mãe – outra que não gosta de jogar nada fora. Essas devem ter 20, 30 anos.

E não, eu não ando fora de moda. Com certa freqüência eu ganho – ou compro, com um pequeno esforço – alguma peça para me atualizar. Acho até que eu ando bem-vestida, mais do que uma galera que eu conheço que só usa calça jeans e blusinha.

16.6.08

O Caso das 1.000

Fiquei uma semana comendo 800 calorias e fazendo uma hora de caminhada todo dia. Foram-se embora 2,3 kg.

Pode-se dizer que a experiência foi um sucesso, mas achei a perda de peso meio perturbadora. Primeiro porque, se eu consigo perder mais de dois quilos em uma semana, também consigo ganhar. Segundo porque um monte de artigos que eu leio na internet diz que perder mais de meio quilo por semana é a receita certa para vaporizar os músculos. Aí o metabolismo cai e qualquer aumento no número de calorias seria suficiente para engordar.

Talvez a coisa não seja assim tão drástica. Sinceramente, não sei. Existem tantos conselhos contraditórios na internet que fica difícil decidir o que seguir. O que eu sei é que no ano passado, na primeira dieta da minha vida, gastei dois meses para perder quatro quilos e meu corpinho ficou ótimo. Tradução: a dieta lenta funciona, embora seja mais difícil de seguir (eu acho).

A partir de hoje, então, vou aumentar meu número de calorias para 1.000 (para não assustar o organismo) e, na semana que vem, parto para 1.200. Devagar e sempre é a meta.

Mas que esse início dramático foi ótimo, foi. As roupinhas que estavam apertadas não estão mais.

O que nos faz concluir que talvez um bom meio-termo entre os dois métodos seja começar a dieta com uma semana de 800 calorias, para ver resultados rápidos e animar, e depois seguir um esquema menos radical.

13.6.08

O Caso das 800

A dieta das 800 calorias está sendo um sucesso total. Vejo vendo resultados diários na balança, e nem estou sofrendo tanto. Acho mais fácil cortar totalmente o doce do que comer só uns farelinhos.

Dito isso, a irmã recomendadora da dieta disse que ela não faz mais do que duas semanas dela. Que perde três, três quilos e meio em duas semanas e pára. E, realmente, não é mole agüentar muito tempo nessa dieta tão espartana.

O problema (sempre tem um problema) é a ambição. Ora, se eu perco três quilos em duas semanas, porque não continuar por mais duas semanas, perder seis e encerrar o expediente? Ao invés de ficar perdendo meio quilo por semana como qualquer pessoa sã, gastando três meses no total etc. etc.

Estou muito tentada a fazer o experimento. Porque vocês sabem, eu adoro uma idéia retardada.

12.6.08

O Caso dos Livritos

Com um mês e meio e dois meses de atraso, respectivamente, os dois pacotes de livros baratinhos e gentilmente usados em inglês que compramos finalmente chegaram. Acho que eles estavam entalados na alfândega por causa da greve dos auditores da Receita Federal.

Estou felicíssima. São mais de vinte volumes, entre ficção-científica e romance. Uma overdose para quem estava numa seca de leitura tão grande que andava lendo até correspondência de banco.

Fico feliz também porque estava com medo das encomendas nunca chegarem e eu desistir de comprar no betterword.com, perdendo assim uma ótima fonte de livros variados e em conta.

11.6.08

O Caso das Calorias Diárias

Então lá estava eu, fazendo pachorrentamente uma dieta de 1.200 calorias e perdendo peso bem devagar, quando minha irmã mais nova me atropelou, comendo 800 calorias por dia e acelerando loucamente o processo.

Eu sei, eu sou uma grande defensora do limite mínimo de 1.200 calorias, mas ando matutando. Esse limite é o que os artigos de internet recomendam para americanos grandes e gordos. Eu sou magra e pequetita.

Minha preocupação era a possibilidade entrar em starvation mode e desacelerar o metabolismo, além de perder muita massa magra. Minha irmã fez a pesquisa pra mim e esclareceu o esquema: você só entra em starvation mode se come menos de metade do número de calorias necessários para manter seu consumo metabólico em repouso, que é o que você precisa simplesmente para viver. O meu fica em torno de 1.300 calorias. Então, enquanto eu estiver comendo mais do que 650 calorias, estou bem.

Comecei o novo método segunda-feira e está funcionando: depois de três semanas de oba-oba, perdi em dois dias os gramas a mais que eu tinha recuperado. Suponho que a partir de agora as perdas sejam menos drásticas, mas ainda assim animadoras.

O povo diz que peso perdido rápido é ganho de volta rapidamente também – o que obviamente não queremos. Acho que a manha, depois de se chegar ao peso desejado, é passar das 800
calorias diárias para 1.000, depois 1.200, e assim vai.

Nada de encerrar o regime e fazer uma grande orgia alimentar.

10.6.08

O Caso do Sem-graça

Quando a gente está de dieta, a vida fica muito menos divertida e romântica. Acabam os jantares, as idas à churrascaria, aquela taça de vinho à noite, os chocolates que o Leo gosta de me dar. Não há mais pratos especiais no fim-de-semana, nem a diversão que é prepará-los. São findas as aventuras de experimentar uma nova empada, um outro sabor de milk-shake, a pastelaria que acaba de abrir.

No lugar de todas essas delícias, passamos muitas horas de calor e desconforto caminhando e correndo. Arrumamos dores nos pés, nos joelhos e nas costas. Bufamos e transpiramos e nos avermelhamos.

Ainda bem que a gente reveza entre uma fase e outra.

9.6.08

O Caso dos Quatro Anos

Hoje eu e o Leo fazemos quatro anos de casamento (religioso). Ontem foi o civil, devidamente comemorado com Bailey’s.

Fizemos uma lista das conquistas desses quatro anos e decidimos traçar metas para os próximos quatro. Não tivemos nenhuma idéia inovadora e brilhante – só reafirmamos os planos que já tínhamos.

A quem interessar possa, deixamos para decidir sobre o baby depois que o Leo passar em um concurso. E resolvemos que as viagens dos próximos quatro anos têm de ser ainda melhores do que as que já foram.

Vai ser difícil. Mas vamos dar o sangue.

6.6.08

O Caso das Ambições Consumistas

Como indivídua inserida no complexo capitalista, tenho lá minhas vontades de possuir bens materiais que custam muito mais caro do que realmente valem. Esses bens simbolizam para mim (e para o mundo inteiro, espera-se) glamour e elegância. Adquiri-los me transformará, portanto, em uma pessoa chique e sofisticada.

No momento atual, minhas ambições são:

- um lindo lenço de seda Hermès (a partir de 265 euros)

- uma linda bolsa Chanel (a partir de 1.200 dólares).

O problema é que

1) minha pão-durice legendária me impossibilita de gastar tanto dinheiro em coisas tão fúteis;

2) moro no interior. Desconfio que, se alguém reconhecer a elegância e o glamour dos meus bens, será simplesmente para perguntar em que barraquinha da Feira Hippie eu os comprei.

O Caso da Pausa na Dieta

Esta semana foi uma festa de brigadeiros, sorvete e chocolate (adorei!).

No fim-de-semana a mãe do Leo vem nos visitar e vai acabar rolando uma comilança.

Então a dieta está na tecla Pause. Segunda-feira aperto o Play de novo!

3.6.08

O Caso das Boas Coisas da Vida

A internet é uma perdição. Antes dela, a gente só desconfiava que o mundo era lindo, cheio de hotéis fofos e restaurantes deliciosos. As únicas fontes eram ocasionais revistas de turismo e um ou outro programa de tevê.

Hoje em dia, qualquer destino é desvendado em maravilhosas fotos coloridas na tela do computador. E você ainda encontra comentários, críticas, elogios e reclamações sobre o bed&breakfast mais escondido ao café mais obscuro.

O que dá muita, muita, muita vontade de viajar. E o pior: viajar bem. Ficando em hotéis legais e conhecendo restaurantes bacanas.

* * *

Sim, porque existem várias maneiras de viajar.

Super-básica: você vai de mochila nas costas, fica em albergues e come sanduíches feitos com provisões que você comprou no mercado.

Básica : você fica em um hotel de rede longe do centro mas perto do metrô, tem dinheiro para comprar uns souvenirs e o sanduíche que você come é comprado num McDo ou num café.

Peso médio: você escolhe hotéis muitíssimo bem-localizados mas sem luxo, tem recursos para fazer passeio de barco no canal ou assistir ao show típico, e arrisca restaurantes recomendados pelo Guia Michelin (da categoria “em conta”).

Peso pesado: você fica em hotéis luxuosos, compra em lojas de grife e vai a restaurantes três estrelas Michelin.

A vantagem desse sistema é que uma viagem a um mesmo destino (digamos, Paris) será uma experiência diferente toda vez que se mudar de classe (o que permite que eu continue retornando a Paris).

Por outro lado, embora eu ambicione chegar à última categoria, não sei se terei coragem, mesmo se um dia eu tiver dinheiro, de me promover a ela. Porque uma verdadeira viagem peso pesado custa três vezes mais que uma viagem peso médio. O que significa que você poderia ter feito três viagens ao invés de uma!

Talvez a solução seja fazer um mix das duas: viagenzinha peso médio, com um hotel mais legal nas últimas noites, restaurantes estrelados aqui e ali, e uma comprinha chique (um lencinho Hermès!Uma bolsinha Chanel!) para guardar de lembrança.

* * *

Eu e o Leo tivemos essa idéia há meses, mas o Ricardo Freire a colocou em execução primeiro: viajar pela Europa alugando apartamentos em várias capitais. Em http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/viaje-na-viagem.shtml . Como diz meu cunhado, “Imperdível” (com ênfase no “d”).

* * *

Eu quero muito muito fazer um bonito blogue de viagens, com fotos fofas e comentários pertinentes, mas está faltando... disposição. E o Blogger também não me ajuda.

2.6.08

O Caso dos Gêmeos

De repente, um monte de celebridades passou a ter gêmeos. Primeiro foi a Julia Roberts. Depois foram McDreamy de Gray’s Anatomy e a Bree de Desperate Housewifes. Seguiram a onda Jennifer Lopez e, por fim, até a Angelina Jolie. No Brasil, tem o Gugu, a Fátima Bernardes (trigêmeos) e a Fernanda Lima.

Será que ninguém antes prestava atenção aos filhos das estrelas ou esse povo todo deu pra fazer inseminação artificial? A chance de múltiplos na fertilização in vitro é grande, porque os médicos costumam implantar mais de um óvulo fecundado para aumentar as chances de um deles “pegar”.

Considerando que ninguém desse povo é muito novinho, faz sentido. Se você é uma celebridade, as regras das pessoas normais não se aplicam. Você quer ficar grávida e é agora, não daqui a não sei quantos meses, quando acontecer ou se acontecer.

Eu particularmente acho que ter gêmeos deve ser ótimo. Como eu tenho um par de tios gêmeos fraternos, acredito que tenho grandes chances.

30.5.08

O Caso do Creme Crocante

Dieta sem um agradinho não é dieta. Na segunda-feira comprei um pote de sorvete de Creme Crocante da Kibon. É daquela linha metida à besta, a “Carte D’Or”. E como é bom!

Ele é visivelmente inspirado no sorte Pralinés and Cream da Häagen-Dasz. A diferença é que, enquanto o sorvete importado tem pedaços gigantes de amêndoas caramelizadas, o nacional tem minúsculas quantidades de castanhas de caju de longe em longe.

Minha porção é de 30 g, equivalente a 60 calorias. Deve dar umas duas colheres de sopa.

Mas não há de ser nada. Dizem que as três primeiras colheradas é que são as mais gostosas mesmo.

28.5.08

O Caso do Adeus ao Azeite

Acrescentei duas colheres de sopa de azeite à minha alimentação durante dois dias. Hoje é o terceiro e já estou achando que foi uma idéia retardada.

Primeiro porque tuuudo ficou com gosto de azeite, até o café-da-manhã. Segundo porque eu não senti menos fome nada. E terceiro – golpe mortal! – é que eu engordei 100 g de ontem pra hoje.

A conclusão é que o que importa para emagrecer é a quantidade de calorias mesmo, e não a qualidade. Então vou gastá-las com brigadeiros, obrigada.

27.5.08

O Caso do Azeite

Decidi trocar meus dois brigadeiros diários e minhas mini-frituras do almoço (minha única alegria!), por duas colheres de sopa de azeite. Segundo a revista Boa Forma, se eu seguir uma dieta equilibrada (isto é, 1.200 calorias, contando as tais colheradas), vou perder dois quilos em uma semana, além de não passar fome, porque as gorduras “do bem” diminuem o apetite e regulam os hormônios que comandam o acúmulo da banha, principalmente na região abdominal.

Du-vi-de-o-dó. Porque a revista recomenda as duas colheres de azeite e a dieta de 1.200 calorias pra todo mundo, e eu 1) já estou comendo 1.200 calorias (na média) há três semanas; 2) já sou pequetita.

Enfim, vou fazer a experiência. Mal não faz, porque uma alimentação rica em azeite é benéfica para o sistema cardiovascular. E, se der certo, terei comprovado que não é só a quantidade de calorias que importa para esmagrecer: que a qualidade dos alimentos também conta.

O problema é que duas colheres de sopa é azeite pra caramba. Comecei o plano ontem, na hora do almoço, e a salada ficou com gosto de azeite, o sanduíche integral da noite ficou com gosto de azeite, e o ovo cozido do café-da-manhã também ficou com gosto de azeite. Eu gosto de azeite, mas assim também já é demais! Talvez a idéia seja deixar a pessoa enjoada de tanto azeite, e aí ela coma menos.

De ontem pra hoje perdi 200 g, mas acho que foi mais resultado do bom comportamento alimentar dos últimos dias do que efeito milagroso do azeite.

Aguardem os próximos capítulos.

26.5.08

O Caso da Terceira Semana de Dieta

Lembram da década perdida do Brasil? Pois é, essa foi nossa semana perdida. Ao invés de perder peso, ganhei 400 gramas. O Leo ganhou 100. E isso correndo todo dia, sentindo fome etc.

Para ser justa, não passei tanta fome assim. Em retrospectiva, vejo que o que aconteceu foi o seguinte: fiquei muito confiante com a perda de peso das duas primeiras semanas; fui correr com o freqüencímetro na segunda-feira e ele marcou o consumo de 540 calorias; aí fiquei achando eu podia comer por conta e acrescentei mais 200 calorias de bobagens à minha cota diária. Além disso, saímos da linha na quarta-feira (brigadeiros + pipoca) e na quinta (muito chocolate + muita pipoca no cinema).

Com todos esses poréns, não é de se espantar que a dieta não tenha ido muito bem. O problema é que estamos pianinho desde sexta-feira e, até hoje, a balança não se dignou a nos retornar ao peso do início da semana. Mas, como diriam os galináceos, o importante é não se deixar abater.

E não estou abatida mesmo não: afinal, minha pele está rosada de tanto exercício, e estou me sentindo estranhamente magra (estranhamente porque a balança não concorda, mas as calças já estão começando a ficar larguinhas).

O plano de ação para esta semana que começa é cortar os abusos (nada de pipoca!) e tentar dividir as calorias de bobagens por dois. Quanto à corrida, o Leo quer passá-la de diária para quatro vezes por semana, para os músculos descansarem e a gente render mais. Estou tentando convencê-lo a ir caminhar nos dias que sobram. Difícil vai ser estar na pista, de tênis, e resistir à vontade de dar ao menos uma corridinha.

23.5.08

O Caso do Dedinho

Caí na bobagem de deixar meu Nike Shox na área, a faxineira viu e, nhoct, lavou o coitado. Aí o jeito foi correr na segunda-feira com um Reebok antigo que eu tenho.

Resultado: todos os dedinhos do pé doendo. Durante a dia seguinte, eles se recuperaram, menos o segundo dedo do pé direito. Ele não está inchado nem roxo, mas quando eu dou uma passada, pronto, ele dói. Fiquei um dia em casa para ver se o repouso o ajudava, mas ele não melhorou em nada.

Então hoje saímos de manhã cedo pra correr, eu fingindo que a dor não era comigo. Porque se você não for correr cada vez que alguma coisa dói, meu amigo, você não corre nem um dia.

O engraçado é que, durante a corrida, o dedo parou de doer. Mas foi só chegar em casa e tomar banho que ele voltou a reclamar.

Acho que está viciado em corrida, o danado.

21.5.08

O Caso da Corrida II

Achei que eu estava inteira depois de correr os dois km, mas foi só pisar na pista ontem que tudo doeu. Fiz no total os quatro km de sempre, mas mal e mal consegui correr um quilometrozinho. Sobrou pulmão e faltou músculo! Até a caminhada foi no sacrifício.

O engraçado é que estou louca para ir de novo. Quero saber como meu corpinho vai se comportar hoje.

* * *

Na balança, ganhei 200 g ao invés de perder, mas a verdade é que eu estou comendo uns docinhos que não estão no esquema. A justificativa é que estou gastando muitas calorias correndo, mas acho que não funciona bem assim (e nem eu estou correndo tanto assim).

20.5.08

O Caso da Corrida

Ontem eu corri 16 minutos sem interrupção!

Para mim é uma vitória pessoal. Eu consigo caminhar muito rápido – tão rápido que o Leo quase não dá conta de acompanhar. Pra correr, no entento, é outra história: em pouquíssimo tempo fico sem fôlego. Músculo pra correr eu até acho que tenho; capacidade pulmonar é que falta.

Ontem deu certo porque o Leo saiu correndo e foi lá pra longe, e eu não precisei acompanhá-lo. Pude ir no meu ritmo devagar-quase-parando, prestando atenção na respiração. Quase morri, mas consegui correr dois quilômetros inteiros!

Correr é maneira de dizer, né. Trotar.

19.5.08

O Caso dos Resultados

A dieta está um sucesso total: além de comer pouco, estamos caminhando/correndo todos os dias – inclusive sábado e domingo! Resultado: em duas semanas, eu perdi 1,7 kg e o Leo perdeu 4, 5 (eu sei, é um escândalo, ele devia se envergonhar, assim não dá pra competir).

Para completar, no fim-de-semana descobrimos que os brigadeiros feitos pela irmã da dona do restaurante no qual a gente almoça, que são deliciosos e realmente matam a vontade de comer doce, têm apenas 40 calorias cada, o que quer dizer que dá pra papar dois por dia sem fazer estrago na dieta. O Leo teve a ótima idéia de comprarmos um cento deles e congelarmos. Aí tiramos da geladeira só a ração do dia. Então, mesmo que a gente resolva comer um monte de uma vez, não tem jeito!

Projeto Chocolate? Foi para o espaço. Mas o importante é esmagrecer com saúde, né?

16.5.08

O Caso do Método Karina

Tenho uma amiga muito legal chamada Karina. Ela é alegre, animada, gosta de todo mundo e se enturma com a maior facilidade.

Observandoo-a aprendi o que eu chamo de “Método Karina de Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”. Funciona, eu juro. Com ele você conhece pessoas, arruma amizades, sempre tem assunto, faz com que gostem de você em poucos minutos.

O método Karina é simples e brilhante. Ele se resume a um único mandamento: “Faça perguntas!”.

Mas não é qualquer tipo de pergunta, não. As perguntas têm de ser firmes, direcionadas, detalhistas. Se a pessoa cita o filho, você indaga como ele chama, que idade tem, se ele vai bem na escola. Se alude ao carro, você inquire qual é a marca, a cor, se é bom de dirigir. Pergunte mesmo, busque as minúcias, pesquise os pormenores. Faça até mesmo as perguntas que você não costuma ter coragem de fazer (“Mas então você não estava satisfeita com o relacionamento há quanto tempo?”).

Todo mundo gosta de falar sobre si mesmo. Existe um encanto peculiar naqueles que querem saber os detalhes de nossas vidas. Interessante é quem se interessa pela gente!

Minha amiga usa o método por puro instinto, porque ela gosta das pessoas. Eu uso de maneira calculada e fria, quando estou numa situação social.

É sucesso garantido.

O Caso do Reflexo

Estamos fazendo umas descobertas engraçadas. Depois de uma comilança, a balança acusa o aumento de peso do Leo no dia seguinte. O meu não; até emagreço. Dois dias depois, no entanto, mesmo passando a pão (integral) e água, ganho uns gramas.

Uma amiga já me disse que, segundo sua endocrinologista, o corpo demora três dias para metabolizar e incorporar aquilo que você come. Isto é: depois dos excessos, você teria essa janela de oportunidade para dar uma compensada. E seu peso de hoje corresponderia ao que você comeu três dias atrás.

Parece que funciona pra mim, mas não funciona para o Leo.

* * *

Quando fiz regime no ano passado, eu comia umas calorias de bobagens (um pouquinho de chocolate ou de sorvete à noite, mais umas mandioquinhas fritas no almoço) e mesmo assim esmagreci. Desta vez resolvi cortar essas perfumarias alimentícias, achando que ia ser uma grande vantagem. O resultado é que estou sentindo a maior falta, e mesmo assim não estou vendo grande diferença. O jeito é trazê-las de volta. Só assim eu agüento uns três meses dessa vida.

* * *

Ontem andamos/corremos e hoje não estamos doendo nada. Impressionante a velocidade com a qual o corpo se acostuma aos exercícios.

15.5.08

O Caso da Felicidade (Outro)

Após uma profunda introspecção, descobri que felicidade total pra mim é
Variável 1: morar em Paris
Variável 2: vivendo de escrever

Aí eu fico pensando se alguns sonhos são feitos para ser realizados mesmo. Axioma primeiro: o Leo não tem vontade de sair do país, e o Leo é essencial à minha felicidade. Acho que ele até iria me acompanhando, mas e se ele ficar infeliz por lá? Axioma segundo: uma coisa é morar em Paris num apartamentinho na Île Saint-Louis (como o Chico Buarque tem), e outra, bem diferente, é morar em Paris num studio num subúrbio, que é o que as economias do escritor iniciante dão conta de pagar. Axioma terceiro: viver de sua arte é muito bonito na teoria, mas passar fome ninguém quer.

Essa equação tem um resultado inesperado: é que eu quero é ser o Paulo Coelho. Afinal, ele é um escritor milionário e respeitado (embora não por mim) que tem um château na França.

Mas esse resultado não pode estar correto, porque eu abomino o Paulo Coelho. Conclusão: essa equação não tem solução.

14.5.08

O Caso do Aniversário

Hoje o Leo e eu estamos fazendo 15 anos de namoro!

Foram 11 anos de namoro mesmo, um de noivado e quatro de casamento. Sim, fui eu que enrolei o Leo enquanto fazia a segunda faculdade; sim, escutei muitas histórias de casais "que namoraram dez anos e puft, terminaram!"; não, eu não teria feito nada diferente.

Como eu fiz 32, daqui a pouco vou ter vivido mais anos com o Leo do que sem o Leo.

Mal posso esperar!

O Caso da Divisão Alimentar

Há algum tempo percebi que, quando a gente sai, não posso comer o mesmo tanto que o Leo, porque:
1) ele é homem;
2) ele é 30 cm mais alto do que eu.

Portanto, se a gente dividir a comida meio a meio,
1) ele vai ficar com fome;
2) eu vou virar uma bolota.

Então, passei a dividir os pratos em três e ficar só com um dos terços. É verdade que às vezes eu roubo e faço isso só com a segunda fatia de pizza, mas de maneira geral eu cumpro bonitinho.

A regra dos terços tem funcionado bem. Entretanto, ela não se aplica aos doces. Aí o negócio é meio a meio. Exijo cada farelinho de chocolate a que tenho direito.

Afinal, doce não é alimento. É diversão.

13.5.08

O Caso da Felicidade (Mais Um)

Às vezes eu fico pensando que tenho obrigação de ser feliz. Afinal, tenho emprego fixo, salário garantido no final do mês, um bom lugar pra morar, roupinhas bonitas no guarda-roupa, cabelo liso e, mais importante, alguém que eu amo e me ama de volta.

Um pensamento que já me ocorreu é que, daqui a 30 ou 40 anos, eu vou me lembrar dessa época da minha vida como um tempo em que eu era jovem, sem filhos e sem preocupações, e vou me amaldiçoar por não ter sido mais feliz.

Mas é felicidade é volátil e traiçoeira. Ela surge em momentos inesperados e desparece quando menos se imagina. Eu acho que eu devia ser perfeitamente feliz, mas não é o tempo todo que me sinto assim.

Talvez o problema é que eu confunda felicidade com êxtase. E não dá pra viver extasiada 24 horas por dia. Talvez a felicidade seja a ausência de miséria, de doença e de rancor. Nesse caso, eu sou uma pessoa muito feliz.

Uma vez li que felicidade é pular da cama todos os dias ansiando pelo que vai acontecer. Não, isso não acontece comigo, porque 1) meu trabalho é meio chato; 2) eu sou preguiçosa e preferia dormir mais.

Então talvez a minha felicidade esteja em 1) mudar de emprego ou de função; 2) fazer mais exercício para sentir menos sono.

12.5.08

O Caso do Balanço da Primeira Semana de Dieta

Foi positivo: eu perdi 700 g, o Leo perdeu 3 kg (!!!).

No fim-de-semana rolou pizza, vinho e chocolate, mas tudo em quantidade reduzida e compensado com caminha e corrida. Eu fui um dia só, e meu joelho começou a doer; o Leo foi dois dias, e hoje o corpo todo dele está doendo. Por outro lado, os resultados foram bons.

Nessa mesma época do ano passado, estávamos atléticos e felizes, correndo (trotando) mais de meia hora sem interrupção. Só no segundo semestre largamos mão da corrida. É impressionante como o corpo da gente se desacostuma a fazer esforço.

* * *

Projeto Chocolate

Lud 5, chocolate 3. O chocolate está diminuindo a diferença, mas como a idéia é ceder a ele um dia sim, um dia não, o placar pode até empatar que o Projeto Chocolate estará dando certo.

* * *

A primeira semana de dieta foi tranqüila; hoje estou sofrendo horrivelmente por saber que não tem doce no cardápio. O engraçado é que normalmente eu só como guloseimas à noite; pelo simples fato de estar de dieta, eu já queria um chocolatinho às 10 da manhã. É o paradoxo do regime: pensar muito mais na comida do que antes!

9.5.08

O Caso das Crianças

Após observer alguns eventos infantis com a objetividade de uma antropóloga, cheguei à conclusão que o problema não são as crianças pequenas: o problema são os adultos com crianças pequenas.

Os pais perdem todo interesse no mundo exterior. A conversa gira em torno das conquistas dos rebentos. Os encontros viram um momento de exibição do infante, coitadinho. E toca a cantar música do pintinho, do trenzinho, do carrinho e do coelhinho.

Sim, acho que se deve dar atenção e estímulo às crianças. Mas também acho que os pais devem lembrar que aqueles que não têm filhos possuem um limite de tolerância muito inferior àqueles que os têm. E que os amigos são seus, não dos seus filhos, e portanto estão muito mais interessados na sua vida do que na da deles.

Pronto, falei.

* * *

Perdi mais 200 g. O Leo perdeu o dobro. Continuamos animados e alegrinhos.

* * *

Projeto Chocolate (em dias):

Lud 4, chocolate 1. Papei meia trufa ontem, e ela estava óóótima! Resultado: não tive fome à noite, não comi carboidratos após as 18 horas, eles não retiveram 4 vezes seu peso em água, e eu esmagreci.

Lição de hoje: o chocolate é amigo da dieta!

* * *

Obs: o verbo “esmagrecer” é invenção da minha irmã Isabela. É uma mistura de “esmirrar” com “emagrecer” (ou pelo menos eu interpreto assim). Não é legal?

8.5.08

O Caso da Garrafa de Chá Verde

Estou trazendo uma garrafa inteira de chá verde para tomar no trabalho. Engana a fome que é uma beleza. Eu geralmente não sinto o estômago vazio de manhã, mas como estou comendo pouquíssimo no final do dia (isto é, não estou comendo), a fome ataca antes do lanchinho das 10 horas, que é uma singela maçã. Então bebo um copo de chá. Uma hora antes do almoço já estou esfomeada de novo, o que significa mais chá goela abaixo.

Não garanto que o chá verde aumente o metabolismo como dizem, mas sei que encher a barriguinha de líqüido quente é muito consolador.

Além disso, estou seguindo o exemplo dos japoneses, que tomam um litro de chá verde por dia. Diz a lenda médica que é por isso que a taxa de doenças cardiovasculares é tão baixa por lá.

O único inconveniente da tática é que minha mãe, quando esteve em minha casa, usou a garrafa térmica pra fazer café. Por incrível que pareça, o gosto grudou, e portanto o último copo de chá (que ficou na garrafa o dia todo) é praticamente uma xícara de café.

E não, eu não gosto de café.

* * *

Hoje eu ganhei de volta os 300 g que eu perdi ontem. Acho que deve ser o carboidrato (torradinhas integrais) que eu comi ontem depois das 18 horas. Científico, não? É que li em algum lugar que carboidrato retém quatro vezes seu peso em água. Mas se eu sentir menos fome hoje de manhã, tá valendo.

* * *

O Leo perdeu mais 200 g. Assim não dá pra competir!

* * *

Agora eu entendo porque nas dietas o povo se pesa uma vez por semana ao invés de todo dia. É para não estressar com as flutuações.

* * *

Projeto Chocolate (em dias):
Lud 4, chocolate 0.

O problema é que hoje eu convidei umas amigas a me visitarem para dar cabo de uns chocolates que estão por lá, e acho que não é educado oferecer e não comer. Fica parecendo que a comida tá envenenada, ou fora da validade, sei lá.

7.5.08

O Caso dos Filhos

Sim, eu e o Leo até escolhemos o nome dos gêmeos (Leomila e Ludnardo, né?), mas ainda não decidimos se vamos querer pequerruchos ou não. Para resolver a questão, saio perguntando pra galera a opinião de cada um, e saibam que esse é um ótimo puxador de conversa, porque todo mundo quer dar seu palpite.

A resposta generalizada é: “filho é muito bom, MAAAAAS dá muito trabalho.” Fico imaginando se essa resposta é um aviso velado que deve ser descodificado como “Fuja! Enquanto é tempo”. Afinal, pessoas integrantes da grande seita da maternidade foram reprogramadas, e portanto não tem permissão para dar uma resposta negativa direta. O máximo que eles podem fazer é dardejar olhares nervosos para o Pedrinho, que está destruindo os bibelôs da vovó mas não pode ser fisicamente reprimido porque a orientadora educacional proibiu. Dá pra desconfiar que o caso é aquele dos amigos que já pularam na piscina gelada e ficam gritando “Vem! Vem! A água tá ótima!”.

Enfim, o assunto está aberto à discussão.

* * *

Perdi mais 300 g desde ontem; o Leo perdeu o quádruplo. As coisas continuam indo bem.

* * *

Projeto Chocolate (em dias):
Lud 3, Chocolate 0

6.5.08

O Caso da Primeira Semana

A primeira semana de dieta é a pior. O corpo exige chocolates. A barriguinha ronca. A cabeça dói. O humor despenca.

Acho que a melhor maneira de enfrentar a primeira semana é não pensar muito nela. Focar a atenção em outras coisas. Já tenho um programa pra cada dia: psicóloga na segunda, dermatologista na terça, salão na quarta. Para quinta eu não tenho nada, mas arrumo alguma coisa, ainda que seja voltar ao salão.

O Leo, pobrezinho, não tem essa válvula de escape. Ele odeia médico, e também não vai a salão (felizmente!). Nossos livros de ficção-científica vencedores do prêmio Nébula já deviam ter chegado, mas estão parados na alfândega por causa da greve dos auditores. Então o jeito dele se distrair é fazer trabalhos de faculdades sobre a evolução dos computadores e os mecanismos de busca na internet.

Tenho fé que, após a primeira semana, tudo melhora. Se não melhorar, não vai ter dinheiro que chegue para o salão de beleza.

* * *

Perdi 500 g e o Leo, o dobro. As coisas vão bem.

* * *

Update do Projeto Chocolate (em dias):
Lud 2, Chocolate 0.

5.5.08

O Caso da Dieta Séria

Então eu e o Leo estamos de dieta até a véspera do aniversário dele, dia 19 de julho. Talvez fosse melhor não falar nada no blogue, e simplesmente aparecermos na festa fagueiros e esbeltos, mas a única coisa divertida numa dieta é reclamar da fome e comemorar cada 100 gramas perdidos (eu diria 50, mas esse pouco a minha balança não registra). Então, aguardem. Só prometo não fazer a lista das comidas do dia, porque aí também é demais.

Nossa dieta séria é séria mesmo. A gente anota tudo que consome numa bonita planilha do excel. Cortamos os doces, sorvetes, chocolates e frituras. Eliminamos as saídas gastronômicas. Quando animados, andamos e corremos. E ainda assistimos com alegria a programas do tipo “Você é o que você come” e “Perder para ganhar”.

Estou animadíssima. Já enchi a geladeira de gelatina light e o armário de chá verde. Além do mais, comemorei tanto meu aniversário (três tipos de brigadeiro! Quatro tipos de champanhe!) que não estou com vontade de comer nada mesmo.

30.4.08

O Caso do Aniversário

Todo ano eu dou uma festinha de aniversário em Beagá. É ótimo para rever os amigos e colocar as conversas em dia.

Este ano resolvi mudar a tática. Ao invés de um único evento, vou marcar vários encontros com os diversos amigos. Vai ser fantástico, porque: 1) poderei dar toda minha atenção a poucas pessoas de cada vez, ao invés de trocar duas palavras com cada um; 2) poderei conhecer novos e divertidos bares/restaurantes/cafés em Belo Horizonte, cidade na qual, atualmente, tudo é novidade para mim.

28.4.08

Update do Projeto Chocolate

O chocolate é maior e mais forte do que eu.

Blé.

25.4.08

O Caso do Equação Dinheiro/Felicidade

Afinal de contas, dinheiro traz felicidade? Ou manda buscar?

Acho que todo mundo concorda que o mínimo para a subsistência é necessário. A partir daí – quando as contas estão pagas e você tem dinheiro pra comprar remédio e ir ao cinema – um aumento de 100% na sua renda faz dobrar a sua felicidade? Ou essa é uma ilusão imposta pelo consumismo da nossa sociedade?

O bom-senso nos diz que a resposta está no meio do caminho. Talvez em alguns momentos não faça diferença – e em outros a grana realmente conte. No blogue www.happiness-project.com, há 8 sugestões de como usar o dinheiro para gerar felicidade. Segundo a autora do blogue, o segredo é gastar para atingir suas metas. Acho que faz muito sentido. Aí vão elas.

1. Fortaleça os laços com a família e amigos. Estudos mostram que ter relacionamentos íntimos é um dos elementos mais importantes de uma vida feliz. Visite sua irmã que mora em outra cidade ou dê uma festa de aniversário.

2. Dê fim aos conflitos conjugais. Se vocês estão sempre brigando porque o chuveiro queimou e o ralo entupiu, por que não contratar alguém para resolver o problema?

3. Faça um upgrade no exercício. Estudos mostram que um dos métodos mais rápidos e garantidos de melhorar o humor é esse exercitar. Se gastar dinheiro num iPod, numa academia mais perto da sua casa ou em tops novos vai te tirar do sofá, este é um bom investimento na felicidade.

4. Pense em diversão. Pergunte a si mesmo – e seja honesto – o que é divertido para você? Pescar, viajar, fazer experimentos culinários, montar álbum de fotografias? Seu calendário deve conter atividades que você faz puramente pela diversão. Em questão de felicidade, você tem melhores resultados usando o dinheiro para ter uma experiência legal do que possuindo objetos.

5. Serenidade e segurança. Paz de espírito é crítica para a felicidade, então use o dinheiro para pagar dívidas ou aumentar economias.

6. Coma melhor. Alimentos saudáveis se pagam a longo prazo, em termos de saúde e energia.

7. Gaste com alguém. Uma das melhores maneiras de se fazer feliz é fazer alguém feliz. Pense em maneira de gastar que façam uma grande diferença para outra pessoa – seja alguém que você conhece, ou uma causa que você apóia.

8. Pense nas SUAS propriedades. Só você sabe o que faz você feliz.

24.4.08

O Caso do Projeto Chocolate

Uma coisa que eu me lembro com saudades da época em que fiz dieta é da sensação de êxtase que eu tinha com um pedacinho de chocolate. Hoje em dia em como um montão, todo dia, e confesso que, estranhamente, a alegria é muito menor. Bem que a nutricionista disse que chocolate era um negócio meio viciante, e se eu o ingerisse diariamente ia logo querer porções maiores e maiores, e portanto o ideal era evitar chocolate com muita freqüência (dia sim, dia não pode. Já não é muita freqüência).

Então decidi que não vou comer chocolate todo dia. Primeiro para mostrar que eu sou maior e mais forte que ele (rárá). Segundo porque aí ele se tornará um capricho especial, um acontecimento exótico, uma alegria diferente, e eu me sentirei muito mais feliz.

Vão vê se eu güento uma semana disso.

22.4.08

O Caso do Runner’s High

Eu e o Leo corremos durante uns bons três meses, mas eu nunca cheguei a sentir o “barato do corredor”. Lembro que doía tudo, que meus pulmões quase explodiam, que meu rosto ficava praticamente roxo de tão vermelho. E que a grande alegria era terminar as quatro voltas, beber um monte de água e me jogar no carro para voltar pra casa.

Li ontem na revista Veja que para atingir o barato do corredor é necessário fazer exercício durante vários meses e que cada sessão de exercício deve ser intensa e prolongada (aproximadamente uma hora). Tá explicado porque eu nunca senti prazer físico – só psicológico – em correr.

Em compensação, minha bicicletinha ergométrica está de volta da assistência técnica. Ela não é mais silenciosa como era antes, mas pelo menos não faz os barulhos histéricos pré-conserto. Ontem fiz bicicleta alegremente vendo televisão e lendo revistas. E lá pelo minuto quarenta senti uma mega descarga de endorfina no meu corpinho!

Espero que seja muito viciante mesmo, e que eu passe a ter uma necessidade física de me exercitar todos os dias.

18.4.08

O Caso dos Cabelos Novos

Então meus cabelos novos foram lavados e passados duas vezes, e se comportaram muito bem. Isto é, se você os seca com uma escova redonda do tamanho da sua cabeça. Isto é, se você não faz exercícios e molha a raiz. Isto é, se você não dorme, porque aí o travesseiro amassa a parte de trás e...

Enfim, é um cabelo de madame.

17.4.08

O Caso da Dúvida

Como as pessoas conseguem ter objetivos fixos? Como é que elas não se distraem pelo caminho? Como é que não mudam de idéia? Como é que não são atraídas por novas possibilidades?

Eu sou uma pessoa de vastíssimos interesses. O lado bom é que estou sempre descobrindo novidades. A parte lado ruim é que nunca continuo numa mesma área tempo suficiente para me especializar e colher os frutos do trabalho contínuo.

Até quando me decido por uma rota fico saracoteando daqui pra lá. Começo a estudar para magistratura do trabalho, saltito para o concurso de auditor fiscal, alongo os olhos para os cargos no TCU. E acabo não me preparando adequadamente para nenhum.

Já combinei comigo mesma que ia escolher um rumo e ficar firme até o fim. Mas não consigo seguir por uma estrada sem olhar para as paisagens dos lados.

Que preguiça. Tem tanta gente com problema de verdade...

15.4.08

O Caso da Lista

Segue lista de coisas e pessoas que me irritam profundamente:

- tampinha de iogurte que rasga
- quem escreve em livros alheios (principalmente os de biblioteca)
- interpretações de novela
- entrevista em revista feminina (sempre termina com “e alguém duvida que ele vai conseguir?”)
- programa dublado
- unha lascada
- vou estar + gerúndio

Aviso: a lista pode ser atualizada a qualquer momento.

14.4.08

O Caso da Garota Fofoqueira

Descobri na tevê a cabo algo que muito me divertiu: o seriado Gossip Girl. Ele lembra o filme Ligações Perigosas e a releitura modernizada dele, o Segundas Intenções. Tem até seu próprio John Malkovich (o personagem mau que acha que fazer biquinho é uma grande arma de sedução).

No lugar dos nobres franceses do filme, entram os adolescentes ricos de Nova Iorque. Os conflitos são profundamente existenciais: quem é mais popular e mais gostosão(ona)? Quem vai conseguir o(a) gatinho(a) mais disputado? Quem é se veste melhor?

A história começa com a popular Serena - a loura boazinha - voltando à cidade depois de ter desaparecido misteriosamente por vários meses. Para grande surpresa dela, sua melhor amiga Blair - a morena malvadinha - está danada, porque Serena não deu nem tchau antes de sumir no mundo. Blair ainda tem outro motivo para ficar irritada: é porque seu próprio namoradinho bonitão e inexpressivo, com o qual ela namora desde o primário, Nate (que eu e o Leo chamamos de Gayte, por razões que logo se verá), sempre teve uma queda pela loura cabeluda.

O melhor amigo de Nate, Chuck, um moço pálido de cara amassada que é o John Malkovich da história, sabe porque Serena deu um perdido e quer usar a informação para forçá-la a se dobrar a seus encantos. Só que Serena não quer nada com ele (eu também não quereria). Ela acaba saindo com um colega bonzinho e pobrezinho, o Dan.

Durante os primeiros episódios, Blair, que é virgem, tenta dar para o namorado bonitão e inexpressivo TRÊS VEZES, sem sucesso (tá explicado o Gayte)? Para piorar, ele acaba confessando que Serena sumiu porque os dois ficaram bêbados em uma festa e transaram.

O que me fascina na história e que me obriga a continuar assistindo é que, embora Serena tenha tirado a virgindade do namorado da melhor amiga, abandonado a mesma quando ela passava pelo divórcio dos pais, e só saído com Dan para escapar de um programa pior, é ela a heroína da história. E a Blair, que sobrou igual jiló na janta, é a vilã!

Mal posso esperar para ver o que vai acontecer nos próximos capítulos.

11.4.08

O Caso do Corte

Então eu cortei meus cabeulos e eles ficaram assim:

Vamos ver se depois de lavar e passar eles mantêm sua beleza original.


8.4.08

O Caso da Falta de Posts

Porque eu estou trabalhando muito, estudando um pouco, sem livros divertidos pra ler porque já dei cabo dos últimos que chegaram e os próximos só daqui a 15 dias, detestando tudo que passa na tevê a cabo, com limpeza marcada porque um dente começou a doer e a minha amiga dentista disse que não era nada, mas que estava na hora de uma revisão, com uma psicóloga cujos preços aumentaram 50%, com uma bicicleta ergométrica que já foi e voltou da assistência técnica duas vezes e continua fazendo barulho.

A única coisa que me consola é que o Leo prometeu me dar o próprio peso em chocolate e está cumprindo.

31.3.08

O Caso da Razão e da Sensibilidade

Esse final de semana quase tive uma overdose de uma das minhas histórias preferidas da Jane Austen: Sense anda Sensibility. Reli o livro e assisti ao seriado da BBC. Só ficou faltando o filme, mas eu me lembro dele bem – tão bem que, no meio da leitura , cheguei a recordar que quem fazia o Mr. Palmer, um personagem muito secundário e bastante mal-humorado, era o Dr. House. Tudo a ver.

Achei o seriado uma ótima adaptação. Nele há diversas cenas que não constam do livro. Eu particularmente acho que, se for pra repetir exatamente o que está impresso, não precisava nem filmar. Minha imaginação dá conta, obrigada. A graça de passar uma história para outra mídia e explorar o que há de legal nela.

Também é uma boa dar uma leve modernizada. No livro não há um único beijo, e não acho que seja porque as pessoas não se beijavam na época. Acho que é porque não ficava bem para a sensibilidade de então descrever beijos nos livros. O seriado resolve o problema.

28.3.08

O Caso do Mistério dos Estudos

Uma discussão intensa na hora do almoço motivou a seguinte pergunta: dá para ter prazer estudando?


Eu sou da corrente que acha que sim. E mais: que tem um momento misterioso, depois que você já estudou muitos dias, quando tudo começa a fazer sentido e você acerta todos os exercícios, que é pura alegria.


É verdade que tem momentos em que até ver “E!True Hollywood Story” repetido parece melhor que enfiar a cara nos livros. Então eu acho que o prazer de estudar depende de:


1) primeiro de tudo, material bom. Em um nível que você entenda. Se os textos forem difíceis demais, e o esforço para compreendê-los demasiado, o freguês desanima e vai ver a história da Lara Flynn Boyle e sua suposta anorexia.


2) lugar adequado. Cadeira confortável, mesa na altura boa e, principalmente, silêncio. Ninguém dá conta de absorver conteúdo com a Lara Flynn Boyle afirmando ao fundo que nunca teve problemas de peso.


3) chocolatinhos. Auto-explicativo. Recomendados para você E para a Lara Flynn Boyle.

27.3.08

O Caso dos Estudos de 2008

Estou estudando de novo. Dessa vez, a idéia é ir devagar e sempre, ao invés de estudar quatro horas por dia e largar mão depois de duas semanas. Vou estudar umas duas horas só, ou uma e meia, só nos dias de semana, sem estresse. O objetivo é parar enquanto eu ainda estiver com vontade, o que garante o início dos estudos do dia seguinte com um mínimo de empolgação.

Pela primeira vez nessa vida, estou estudando antes de sair o edital do concurso. Ou seja, nada de correria, de afobação e de deixar partes da matéria para trás. A ambição é conseguir chegar ao dia da prova com o programa todo visto. Já passou da hora de parar de ficar fazendo concursos “pra ver se dá”.

É verdade que o concurso no qual eu passei foi feito nesse esquema. Sim, é melhor fazer “pra ver se dá” do que não fazer. Mas melhor ainda é fazer “pra passar”.

Espero que os meus 16 livros de ficção-científica vencedores do prêmio Nébula demorem muito, muito pra chegar.

26.3.08

O Caso dos Enfeites

Minha teoria sempre foi que as diferenças entre mulheres e homens não são fundamentalmente biológicas, mas sociais. Até hoje não conseguiram me convencer muito do contrário. Como minha psicanalista insiste que é mulheres e homens são, sim, diferentes, eu só tenho uma pergunta a fazer: por que o jeito das mulheres se fazerem diferentes (cabelo comprido, maquiagem, depilação, salto) é muito mais trabalhoso, mais dispendioso e mais restritivo (tenta correr de salto alto e saia justa, tenta)?

Não, não estou dizendo que mulheres e homens devem se vestir e se apresentar da mesma maneira. Só estou dizendo que do jeito que está não é justo.

25.3.08

O Caso da Bicicleta Ergométrica

Eu tenho uma bicicleta ergométrica há três anos. Ela é pequena, confortável e silenciosa, e eu a uso com freqüência. Seu único inconveniente é que todo ano ela dá defeito. Aí eu a mando para a assistência técnica e ela volta uns dias depois, recuperada.

Exceto que da última vez que isso aconteceu ninguém conseguiu resolver o problema. Ela já foi e já voltou da assistência duas vezes, e o barulho esquisito e alto que começa depois de 10 minutos de pedaladas continua lá.

A única explicação pra isso é que bicicletas ergométricas domésticas não são feitas para serem usadas, mas sim para servirem de cabide de roupa.

24.3.08

O Caso dos Livros

Adoro ler. Encaro qualquer fila de banco, qualquer espera de carona, qualquer demora de médico se tiver um livrinho nas mãos.

O meu problema é que eu leio com muita voracidade. Neste feriado de Páscoa, por exemplo, eu dei cabo de:
- I'll Take Manhattan, da Judith Krantz
- The Reckoning, do Jeff Long (meu novo autor favorito)
- Timeline, do Michael Crichton
- The Secret Pearl, da Mary Balogh (pela segunda vez)

Como consumo livros velozmente, estou sempre à cata de novas (e boas) obras. O que é mais difícil do que parece. A lista dos mais vendidos, por exemplo, é muito pouco confiável.

O jeito, então, é sair perguntando para os amigos o que eles têm lido de bom. E, achando um autor que eu goste, sair correndo atrás de tudo que ele já escreveu.

Ultimamente ando numa ótima fase de livros. Primeiro porque minha irmã me indicou um site americano que vende livros semi-novos, ou gentilmente usados, baratíssimos (sim, porque não dá pra matar a minha sede de leitura com livros novos. Se eu pagar 30 reais para cada volume que liqüido numa tarde ou duas, vou falir). Segundo porque tive a brilhante idéia de consultar a lista dos ganhadores do prêmio Nébula, que anualmente escolhe as melhores obras de ficção-científica. Cruzei a lista com os títulos disponíveis no http://www.betterworld.com/ a 3,48 dólares e saí de lá com 16 livros novinhos e promissores.

Devem durar pelo menos um mês.

20.3.08

O Caso da Tortura

Eu e o Leo vimos um filme no qual o personagem principal é acusado de terrorismo, preso, levado para o Egito e torturado. Como sempre, imaginei o que eu faria na mesma situação e cheguei às seguintes conclusões:

1) eu não ia resistir a mínima. Era encostar um dedo em mim que eu cantava como um passarinho;

2) se eu fosse inocente (como o moço do filme era), eu inventava uma história bem bonita, com muitos nomes fictícios, e pronto (como o moço do filme fez). Só que eu faria isso logo que me encostassem o dedo. O moço do filme passou dias ignorando os conselhos que eu gritava para a tevê.

19.3.08

O Caso do Caso

Embora eu seja eu seja uma feminista ferrenha, e pregue incessantemente a igualdade de direitos entre homens e mulheres, de vez em quando até mesmo eu dou umas escorregadas.

Lembro-me de um caso de dois colegas de faculdade que tinham uma amizade colorida que eu achava bastante bizarra. Os dois mal conversavam na sala de aula, mas tinham encontros sexuais freqüentes (a parte do “não conversar” é que eu achava esquisito). Segundo uma amiga, nenhum deles queria namorar (com o outro), mas ela garantia que isso era isso era coisa do moço, porque mulher “sempre quer namorar”.

Sempre aceitei a versão anti-feminista dessa amiga, e conseqüentemente ficava um pouco chateada pela moça, mas um dia desses me veio uma iluminação: o cara era bonito, mas bobão. Quem levava vantagem na história, na verdade, era a menina, que se aproveitava do corpinho dele sem ter que agüentar sua conversa péssima.

Um brinde retroativo a ela!

14.3.08

O Caso dos Países Nórdicos

Da Dinamarca pulei para Suécia, Noruega e Finlândia, e descobri muitas novidades encorajadoras: quase todo mundo fala inglês, o que facilita loucamente a nossa vida; os invernos não são tão rigorosos, por causa da corrente do golfo; os países são realmente pequenos, o que permite que a gente não perca tempo nos deslocamentos.

Aí o Leo leu na internet que os países nórdicos são ainda mais caros do que a Inglaterra, um lugar no qual a moeda (libra) vale quase 4 reais.

Ah, não! Se é assim, prefero conhecer Escócia, Irlanda e a própria Inglaterra, um destino que a gente ficava adiando por causa dos preços extorsivos. Até porque agora o Leo já sabe dirigir na mão inglesa!

13.3.08

O Caso do “The Secret”

Eu ia fazer um post longo e ácido sobre o livro "O Segredo", mas achei melhor deixar que ele falasse por si mesmo:

"Os alimentos não são responsáveis pelo aumento do peso. Seu pensamento de que a comida é responsável pelo aumento do peso é que, na verdade, faz com que a comida engorde." É, eu engordei na viagem porque acreditei que todos aqueles sorvetes e chocolates eram cheios de calorias. Que tola!

"Sim, a dívida está lá. Por quê? Porque você esperava que a dívida estivesse lá. Então ela se apresentou, porque a lei da atração sempre obedece aos seus pensamentos. Faça um favor a si mesmo - espere um cheque." É, as dívidas não tem nada a ver com o fato de você ficar gastando loucamente, mané.

"Einstein conhecia muito do Segredo, e dizia "Obrigado" centenas de vezes por dia”. Porque ele não tinha nada melhor pra fazer, tipo desenvolver a teoria da relatividade.

Fiz comentários porque foi simplesmente impossível me conter.

12.3.08

O Caso do Feminino II

Não, a psicanalista não me contou o que é a feminilidade. Só disse que ela é construída por cada um (ou uma, no caso).

Achei muito obscuro. Como é que eu vou trabalhar um negócio que não sei o que é?

Vou ter que olhar no Google.

11.3.08

O Caso dos Destinos

Quando vamos viajar, o que mais acontece é começarmos querendo ir para um lugar e terminarmos em outro. Já planejamos uma viagem para Nova York e acabamos na Disney. Já compramos os guias da Itália, trocamos por uma viagem de volta ao mundo, e por fim fomos à Nova Zelândia.

A questão é que, quando se fala em viajar, há literalmente um mundo de escolhas. Junte-se a isso a disponibilidade das férias, o clima de cada lugar a cada estação, o câmbio de cada moeda, e já viu. Sem falar que eu sou fã da tal da “oportunidade”: é me contarem que tem um pacote ótimo para lugar tal que já fico toda assanhada.

O jeito é a gente se organizar e fazer uma lista de objetivos. Para não ficar pipocando em países de interesse médio e bom custo/benefício e adiando os países que realmente nos interessam. Gosto é gosto, mas eu troco três Chiles por uma Escócia, e várias idas ao Nordeste do Brasil por duas semanas no interior da França.

E, ultimamente, tenho gostado muito da carinha da Dinamarca.

10.3.08

O Caso da Ioga II

Finalmente criei vergonha na cara e fui assistir a uma aula de ioga.

Fica a dois quarteirões da minha casa. O lugar é lindo, todo indiano. A professora é supersimpática. A música é uma delícia. A aula é ótima.

Dito isso, ioga não tem nada a ver comigo.

Pra vocês terem uma idéia, a sessão termina com meditação. Todo mundo concentrado, o mantra rolando à toda, e eu morrendo de vontade de dançar.

7.3.08

O Caso do Feminino

A psicanalista disse que eu tinha que trabalhar melhor a minha feminilidade, mas a sessão acabou antes que ela me contasse como. Então, até semana que vem, vou ficar divagando sobre que diabos feminilidade significa.

Não pode ser lavar, passar e cozinhar: muito superficial. Não é sinônimo de maternidade, porque a mulher que não pode ter filhos continua sendo mulher. E quem disser que a resposta é delicadeza e sensibilidade leva uma botinada.

É usar batom? É ver novela? É colecionar sapatos? É ler romances?

Cara, não é à toa que eu estou precisando trabalhar melhor a minha feminilidade. Eu não sei nem o que ela é!

6.3.08

O Caso dos Sintomas

Um efeito colateral de assistir a muitos episódios de House, M. D., é que eu fico mega hipocondríaca. É o dedão do pé doer para eu ter certeza que estou com um problema neurológico. Ou sarcoidose.

O principal problema desse quadro é que não existe um House para diagnosticar minha doença auto-imune. Por outro lado, ele adora uma punção lombar, um exame no qual se enfia uma agulha enorme na medula da pessoa pela costas, e que deve ser uma das coisas mais doloridas do mundo.

Então, ao invés de apelar para o Vicodin, troco o sapato e fica tudo bem.

3.3.08

O Caso da Ioga

Li na revista Veja que um dos remédios comprovados para sintomas psicossomáticos (isto é, os problemas de saúde que eu ando tendo e os médicos dizem que é emocional) é a meditação. Perto da minha casa tem uma moça que dá aulas de ioga, e me contaram que parte da aula se dedica justamente a esse objetivo. Então o jeito é encarar, embora minha personalidade cética ocidental nunca tenha botado muita fé em ensinamentos transcendentais.

O pior é que eu ando dura feito uma porta, sem flexibilidade alguma, e pelo que eu sei a ioga tem tudo a ver com posturas corporais elaboradas. Já sei, já sei, vão dizer que com a ioga eu vou ficar mais elástica, mas aposto que isso vai demorar meses, e até lá eu serei a colega coitada que não consegue dar um nó simples no próprio corpo. E eu odeio não ser a melhor aluna da sala.

Talvez a meditação me ensine a parar com essas bobagens.

29.2.08

O Caso do Chilique

Eu achava que a convivência com o Leo estava me tornando uma pessoa melhor. Hoje cheguei à conclusão que meu gênio continua ruim como sempre, só que conviver com o Leo elimina a maior parte dos aborrecimentos dessa vida. Essa manhã tive um (caiu maquiagem no tapete branco) e eu bufei, fui lavar o tapete para não manchar, joguei o sabão longe, espirrei água, e guinchei tão indignadamente que o Leo veio ver se tinha acontecido algum acidente.

Ou seja, continuo uma peste. Mas uma peste com poucas oportunidades para se manifestar.

28.2.08

O Caso das Preferências

Gosto muito de passear por blogues alheios. Entretanto, há coisas que me irritam profundamente:

- erros de português;
- palavrões desnecessários;
- deformações da língua do tipo “naum”, “kbeça”;
- letras coloridas;
- diagramação excessiva e confusa;
- posts enigmáticos;
- poesia ruim;
- pseudo-literatura.

Ou seja, é dificílimo achar um blogue que eu goste.

Mas quando acho, que alegria.

27.2.08

O Caso do Seriado Médico

Então estamos vendo House. Como conseguimos os DVDs das primeiras temporadas, estamos numa orgia de episódios. Garanto que a série é muito mais legal quando se acompanha os capítulos: quando eu via só de vez em quando na tevê, não conseguia achar muita graça.

Para quem não sabe, o House é inspirado no Sherlock Holmes. Até o nome tem a ver: segundo um site aê, pronuncia-se o sobrenome do detetive como “Homes”. Daí pra “House” fica fácil (apesar de que por essa lógica deveria ser “Houses”, né?). E o amigo oncologista Wilson é, obviamente, a personificação do meu caro Watson.

House, além de inteligentíssimo, é cínico, sarcástico, amargo e malvado. Eu o adoro.

Quero ser igual a ele quando eu crescer.

26.2.08

O Caso das Ações

Agora todo mundo põe dinheiro em ações. Tem gente que se associa a um homebroker e aplica sozinho; tem os que fazem grupos e deixam uma corretora decidir os investimentos. E volta e meia sai uma capa de revista mostrando um fulano que ficou milionário da noite para o dia.

Só que muita gente não se lembra que o mercado de ações é um sistema fechado. Isto é, para alguém ganhar, alguém tem que perder. E quem vocês acham que vai perder: o profissional do assunto, que fica o dia por conta, ou quem acabou de chegar e checa as cotações no intervalo do almoço?

Eu queria muito um investimento melhor que a renda fixa. Mas ainda acho que ações não são a resposta.

21.2.08

O Caso do Francês

Acho francês a língua mais linda do mundo. Já fiz um ano de aulas e portanto sei o básico, mas é o básico mesmo (o único tempo verbal que eu domino é o presente). Até tentei voltar às aulas, só que aqui no interior tá difícil. Além do mais, estou precisando gastar meu tempo livre é com Direito do Trabalho, não com línguas estrangeiras.

Ainda assim, decidi dar uma turbinada no francês de maneira prática e divertida. Vou assinar uma revista feminina francesa. Custa 48 euros por ano (12 euros é o preço da assinatura, o resto é correio) e vai me expandir meu vocabulário de montão. A idéia é, mesmo ignorando um tanto de palavras, ir lendo alegremente. Depois de ver a mesma palavra duas, três e quatro vezes, a ficha vai acabar caindo e entenderei o que ela significa.

Confesso que pretendo usar o Google para, depois de alguns meses, compreender melhor os tempos verbais. Mas tenho completa fé no meu método. Afinal, os bebês aprendem línguas escutando, não é mesmo? Pois meu sistema é muito superior.

20.2.08

O Caso da Glicose

Sempre achei que a melhor maneira de estudar era mastigando uns chocolates, chupando umas balas ou mascando uns chicletes. Eis que minha teoria tem comprovação científica: descobri que o cérebro se alimenta exclusivamente de glicose. Ora, doce é uma fonte rápida e direta de glicose. Logo, doces e estudos são a combinação ideal.

O problema é que, se os estudos durarem vários meses, o chocolatinho, a balinha e o chicletinho vão se somando e adeus alimentação saudável. Porque, além de serem loucamente calóricos, os doces têm alto índice glicêmico, o que faz com que a fome aumente.

O jeito, como diz minha irmã, é tomar Clight de morango. Só que, como Clight quase não tem calorias, desconfio que a falta de glicose irá prejudicar os estudos...

19.2.08

O Caso da Chuva

De quando em quando, o sol daqui some e no lugar dele aparece uma chuva que começa, pára um pouco e continua. O céu fica fechado o dia inteiro, a temperatura cai e a luminosidade baixa. As ruas empoçam, o cabelo arrepia e as pessoas reclamam.

De fato, um clima desses é de desanimar. Entretanto, nada melhor do que um pouco de tempo ruim para a gente dar valor às coisas boas: casinha acolhedora, sofá macio, caminha gostosa, chá quentinho, um chocolatinho...

É, eu sou uma pessoa de muita sorte.

18.2.08

O Caso da Nova Perspectiva

Até hoje, eu sempre viajei de maneira séria e profissional, indo a todas as atrações, castelos, museus, torres e pontos turísticos em geral, vendo o máximo possível no pouco (sempre é pouco) tempo disponível. E chegando ao hotel no fim do dia cansadésima, louca para tomar banho, botar as pernas pra cima e dormir até o dia seguinte.

Ultimamente tenho pensado se esse jeito de viajar, embora válido, não seja o único possível. Que dá para unir atrações turísticas selecionadíssimas com almoços sossegados e saidinhas à noite. Aí não dá para acordar tão cedo no dia seguinte, nem ser o primeiro na fila da Sainte-Chapelle. Mas dá para descobrir um lado das cidades que a gente não está acostumado a explorar.

Junto com essa perspectiva vem chegando a idéia que talvez a primeira das minhas regras sagradas (que eu só desobedeço para Paris), a que não se deve viajar para lugares repetidos, talvez deva ser desconsiderada. Afinal, se você vai explorar a cidade por outro ângulo, porque não voltar lá? Com a vantagem que você já matou os pontos turísticos principais e só vai voltar nos que você amou.

Se é que vai voltar.

14.2.08

O Caso da Fome

Estou no quarto dia de dieta e a fome tá brava. Tanto que tenho usado as 100 calorias que seriam alocadas a guloseimas para consumir comida de verdade. Como me alimento de três em três horas, não chego a ficar fraca, mas que a barriguinha ronca, ronca.

A notícia boa é que já me livrei de um quilo. A notícia ruim é que início de dieta é assim mesmo: a gente perde um monte de água, e o peso diminui que é uma beleza, mas dali a uns dias a coisa estabiliza e passo a eliminar meio quilo por semana, no máximo. O que, se pensarmos bem, é bom, porque é recomendável que as dietas tenham resultado lento e gradual.

Daqui a uns dois meses, volto pra academia, porque dietas detonam massa magra e isso faz o metabolismo cair. Ganhando músculos poderei comer mais e ser mais feliz. Não vai ser agora porque, segundo andei pesquisando, para perder peso você precisa gastar mais calorias do que ingere; para ganhar músculos você precisa ingerir mais calorias do que gasta. Ou seja, levantar peso comendo pouco é um paradoxo.

Além do mais, fazer academia passando fome ninguém merece.

12.2.08

O Caso da Dieta Pós-Viagem

Não tem jeito: é só eu viajar que eu deixo para trás toda a minha filosofia da alimentação saudável e consumo uma quantidade impressionante de sorvete, chocolate e batatas fritas (até agora, o único prato realmente universal). Desse pulo à Nova Zelândia, trago gratíssimas recordaçõs do Mars (um Milkybar com muito caramelo), do sorvete da Lick (sorveteria chique de Queenstown) e do fish and chips (filé de peixe branquinho e sem espinhos e batatinhas, ambos profundamente fritos).

De volta à vida real, o jeito é fazer um regiminho básico para me livrar do excesso de bagagem. Sim, já houve uma época em que eu deixava isso a cargo do meu metabolismo e da comida brasileira, mas nessa época eu estava na casa dos vinte anos e viajava com bem menos freqüência.

Fiz minha primeira dieta no começo do ano passado, mas já me considero uma profissional do assunto: e só baixar o consumo diário para 1.200 calorias (de alimentos muito saudáveis, mas com 100 calorias alocadas para guloseimas, porque também ninguém é de ferro), tomar um monte de chá verde, e dormir com fome durante toda a primeira semana, que eu volto ao peso pré-viagem em menos de dois meses.

O que não é dá é deixar os quilinhos de uma viagem se acumularem até a próxima. Porque se isso acontecer minhas roupas térmicas novas, que são superjustas, não vão servir mais!

7.2.08

O Caso das Rosas na Parede

Eu tenho um monte de gravuras de flores, bem bonitas, que eu resolvi colocar para enfeitar minha sala. De uma lado, só rosas, combinando com o futuro campestre inglês. No outro, flores do campo.

O negócio é que eu não queria gastar muito mandando enquadrar essas figuras, nem sujar minha sala toda fazendo buracos na parede para pendurar os quadros. Solução: colar as gravuras em em um cartão grosso, que funciona como margem e moldura, e grudá-las na parede usando fita adesiva dupla-face.

Eu sei que soa tosco, mas juro que não é. Esse cartão é o material que usam pra fazer passe-partout de quadros. Ele é bonito e tem uns bons três milímetros de espessura. A idéia é do irmão do Leo: ele montou um monte de fotos sobre cartão preto, e ficou atraente e moderno.

Aí toca a fazer simulações. Grudei as figuras em um papel mais largo que elas para ter uma idéia de como vai ficar, botei quatro, cinco e seis na parede, mudei a ordem, mudei a altura, colori o papel pra ver se ficava mais bonito, fiz margem em preto... e nada ficava realmente bom.

O que me salvou é que minha irmã veio me visitar no carnaval e ela viu de cara qual era o problema: as margens estavam muito pequenas. Fizemos uma nova simulação com mega-margens e aí a coisa deu certo!

Não vai ficar baratinho, porque o tal cartão custa caro e a fita adesiva também, mas vai ficar bonitão. E muito higiênico.

1.2.08

O Caso do Kit Inverno

Já viajei para diversos lugares frios, com temperaturas próximas ou abaixo de zero, e sempre me defendi bem. A técnica: camadas e camadas de roupas, duas meias-finas, cachecol tricotado pela vovó do Leo, chapeuzinho de pele da mamãe. Funciona, mas você precisa de vários minutos a mais de manhã para organizar a ordem dos níveis de tecido. E, toda vez que você entra em um ambiente aquecido, precisa de um tempinho para se livrar do excesso de pano.

Portanto, aproveitei a viagem à Nova Zelândia para me profissionalizar no negócio. Finalmente adquiri as famosas roupas de baixo térmicas – blusa de mangas compridas e calça justa que prometem substituir as camadas de camadas. Também adquiri cachecol e luvas de fleece (aquela flanelinha que esquenta pra burro, é leve, fina, e, principalmente, não solta fiapos, como as peças de lã adoram fazer). Some-se a isso as botas de montaria e agora sim, estou equipada.

Falta só a viagem para o lugar frio.

31.1.08

O Caso dos Albergues

Toda vez que viajo, fico em hotéis. Com a ajuda do ótimo site www.tripadvisor.com , Leo e eu pesquisamos à exaustão as melhores opções custo/benefício em hotéis bem-localizados. Às vezes pagamos um pouco mais para ter um luxinho (como ficar no Hilton à sombra da Catedral em Antuérpia); às vezes caímos na armadilha de reservar acomodações na capital com o mesmo preço das acomodações no interior, e aí acabamos em hotéis piorzinhos (como em Lisboa, Madrid e Wellington). Mas mesmo os hotéis menos memoráveis têm as vantagens da limpeza, segurança e privacidade.

Ainda assim, ando intrigada com a idéia dos albergues. Minha irmã vai passar o Carnaval na Europa e vai ficar em albergues pagando 20 euros a noite. A passagem também não saiu tão cara, porque é baixa temporada. O que me fez pensar se, talvez, não fosse o caso de fazer mais viagens gastando menos.

Na Nova Zelândia, vimos famílias inteiras ficando em albergues, cada um com sua própria mochila e mala de mão (até a filhinha de 5 anos). Na Europa a gente sabe que o povo viaja muito e fica nos hostels sem frescura. Será que estou perdendo alguma coisa ao ignorar os albergues?

Sugeri ao Leo que a gente experimentasse o hostel-way-of-life na próxima viagem. Ele geralmente é aberto a novas idéias, mas, dessa vez, morreu de rir. Disse que eu vou estressar total. Que vou ficar aflita com o banheiro comunitário, com a falta de cofre para guardar o passaporte, com o barulho causado pelos hóspedes festeiros. Que eu não tenho o menor perfil de alberguista.

Vou ter que esperar minha irmã voltar de viagem para decidir a discussão.

29.1.08

O Caso da Sala

Resolvi mudar a decoração da sala. De maneira econômica, é claro. Isso significa que vou trocar as almofadas e alguns objetos de decoração. Acho que vai funcionar porque meus móveis são neutros e modernos. E porque vou pedir umas peças emprestadas para minha mãe.

O novo tema é campestre inglês, inspirado num bule de chá de porcelana redondo que comprei na viagem. Isto é, verde, rosa, listrado e florais. Como sou democrática, antes de começar a transformação perguntei ao Leo se ele importaria caso a sala ficasse muito feminina. E ele respondeu... que não ligava a mínima.

Uma vez que o eleitorado votou a favor da mudança (ou, melhor dizendo, absteve-se), parti para manobras agressivas. Infelizmente, no momento a reforma está sendo obstaculizada pela falta de tecidos para revestir as almofadas. Fui à loja em BH, escolhi os que eu queria e fiquei de confirmar as medidas por telefone. Desde que voltei pra casa, tenho gasto uma fortuna em interurbanos, mas a diaba da vendedora que me atendeu não liga de volta.

Assim fica difícil. O pior é que já mudei os enfeites da sala, então ela está num híbrido de modernoXcampestre inglês, vermelhoXverde que tá danado.

28.1.08

O Caso das Botas de Montaria

Arrisquei e fiz os três vôos até a Nova Zelândia usando minhas botas de montaria. Deu muitíssimo certo: ninguém da checagem de segurança mandou que eu as tirasse, e elas se mostraram confortáveis e quentinhas. Nem precisei fazer malabarismo nos estreitos dominínios do avião para tirá-las para dormir. Dormi com elas mesmo, e não senti frio nos pés, nem nas pernas.

Sem contar que eu estava elegantíssima.

Vou guardar essas botas como uma relíquia e só usá-las em viagens internacionais para lugares frios.

Paris, me aguarde!

24.1.08

O Caso do Ex-Iogurte

O Leo e eu compramos diversos iogurtes light e gostamos de todos, mas sempre achei o Corpus da Danone especialmente bom. Qual não foi minha surpresa ao experimentá-lo após quase um mês de férias e descobrir que ele tinha virado um líqüido ralo.

Comentei com o Leo, que quis me convencer que a diferença era produto da minha imaginação, provocada pelo fato de que os iogurtes neozelandeses serem ultra grossinhos e cremosos. Teimei que eu estava com a razão, e no dia seguinte tive a confirmação: li no rótulo que o Corpus, por razões que a razão desconhece, se transformou em Corpus Mais, deixando de ser iogurte para se tornar “leite fermentado com polpa de fruta”! Já o preço... continua o mesmo.

Não bastava o potinho ter diminuído em 20% algum tempo atrás? Fiquem de olho porque daqui a pouco esse Corpus vira um dedal de água...