17.4.09

O Caso do Xtreme

Na Páscoa me reuni com minhas duas irmãs queridas em BH. Trocamos muitos chocolates gostosos (incluindo bombons de Baileys de Bariloche e nhás-bentas da Copenhagen) e nos divertimos desenterrando jogos da adolescência. Só que, agora, como somos mais velhas e mais espertas, não jogamos normalmente: a gente joga a versão Xtreme.

É assim: no Master Xtreme, quem gritar a resposta primeiro – para qualquer pergunta –avança. No Imagem & Ação Xtreme, quem gritar a resposta primeiro – para qualquer mímica – avança. E no Memomímica Xtreme, ao invés de fazer cada ação de uma vez, tem que fazer todas ao mesmo tempo.

A gente gritou muito e riu muito. Eu perdi no Master mas ganhei no Imagem & Ação (no Memomímica todo muito empatou), então fiquei satisfeita (é, eu sou uma má perdedora). E comemos fondue (que a Dani fez) e tomamos drinques (que a Isa fez) e sujamos um monte de vasilhas (que a Lud juntou e o Leo lavou).

Ei, vamos fazer igual no próximo feriado? Vai ser o Tiradentes. Aí a gente pode brincar de Xtreme Forca.

8.4.09

O Caso das Aulas de Direito Administrativo

Hoje dei minha última aula para a galera.

Eu tendo a me empolgar e só perceber que a coisa é complicada depois que já me comprometi. Então, é claro que foi muito mais difícil do que eu imaginava. Teve suor e ranger de dentes. Teve estudo e seleção de materiais. Teve quadro-branco que não apagava e retroprojetor que não queria funcionar. Mas, no final, deu tudo certo.

Estou com a sensação de dever cumprido.

7.4.09

O Caso da Mala Menos Reduzida

No fim das contas, o intervalo entre o vôo que chega em NY e o que sai para Las Vegas vai ser de três horas. Temos vigiado no site da Infraero e o avião Brasil-States anda bem pontual. E os amigos que andaram por lá ultimamente garantiram que a imigração está liberando rápido.

Então, vamos desistir de duas malas reduzidíssimas que embarcariam conosco e faremos uma mala maiorzinha, ou duas, que serão despachadas. A grande vantagem dessa mudança não é poder levar mais roupa: é não vou ter que deixar para trás – e perder tempo comprando por lá – aqueles itens perigosíssimos que são proibidos a bordo : alicate (“Ó, seu piloto, pousa este avião agora ou eu dou fim às suas cutículas!”), tesourinha (“Ó, seu piloto, pousa este avião agora ou eu dou aparo suas unhas! E os fios compridos das suas sobrancelhas também!”), perfume, xampu, condicionador e hidratante (“Ó, seu piloto, pousa este avião agora ou eu te deixo limpo e cheiroso!”).

O pivô da decisão foram dois: primeiro, o fato de não ficarmos perto do WalMart (supermercado grandão e barato) ou similar em nenhuma das cidades; segundo, uma das malas de bordo que temos perdeu uma roda, foi para a garantia, não voltou ainda, e a mala que a loja (é a Le Postiche, e o atendimento é ótimo) emprestou é muito boa, mas bem grandinha.

Eu particularmente estou bem satisfeita. O paradigma da mala reduzidíssima continua valendo: a idéia é levar as malas meio vazias mesmo.

E enchê-las por lá.

6.4.09

O Caso do Fim do Surto Consumista

Pois é, passou. Voltei a achar mais legal ter dinheiro na conta do que roupas no armário.

É que descobri que ter montanhas de bens tira a diversão de improvisar combinações e usos novos para poucos e selecionados bens. Sem falar que ocupa um espaço danado. Sem contar que, quando você compra muito, acaba comprando algumas coisas não tão legais e termina tendo que se livrar delas – e aí já viu, prejuízo.

Uma coisa o surto do consumo serviu para me ensinar: já que eu vou ter poucos itens, então posso querer que eles sejam de qualidade. É claro que eu vou gastar mais do que se eu tiver poucas e baratas coisas, mas é menos do que eu gastaria se tivesse um monte de todos os preços. E vou ficar mais feliz.

Mas só porque eu estou disposta a adquirir bens de categoria não significa que eu topo deixar um olho na loja. A idéia é abrir a carteira, mas só um pouquinho. O jeito é aproveitar as “oportunidades” (uma de minhas palavras preferidas, junto com “desconto” e “aumento de salário”): bazares, outlets, liquidações e brechós. Tem muita oferta horrenda, mas de vez em quando salva alguma coisa.

3.4.09

O Caso do Aniversário da Mudança

Semana passada fiz cinco anos morando na minha casinha (o Leo vai demorar um pouco mais porque ele só veio morar mesmo comigo perto do casamento, três meses depois). E só tenho coisas boas a dizer a respeito dela.

É verdade que de vez em quando aparece um vazamento. Mas aí – uma das muitas vantagens de morar em apartamento alugado – a gente liga pro dono e ele providencia o conserto.

A nossa casinha é fofa. Ela não é muito grande (mais fácil de limpar!), e o espaço é bem distribuído (temos até quarto de hóspedes!). A gente é que escolheu todos os móveis e decorou como quis. Nela estão os presentes de casamento e as lembrancinhas que trazemos de viagem.

(Confesso queria guardar os presentes de casamento a sete chaves para a faxineira não tirar lasquinha deles, mas o Leo me convenceu que a gente tem que usá-los. A faxineira tira sim lasquinha deles, mas o Leo também me convenceu que, se fôssemos nós a limpá-los, tiraríamos muitas mais.)

Feliz aniversário, casinha!

2.4.09

O Caso do Dilema

Sabe quando tem uma coisa que vai ser muito boa para sua vida mas você está com preguiça de fazer? Quando racionalmente você tem perfeita consciência de que se trata de um sacrifício temporário que vai gerar benefícios constantes mas só consegue produzir um esforço meia-boca? Quando as condições de temperatura e pressão são excelentes para aquele objetivo como nunca foram e jamais voltarão a ser e mesmo assim... nhé?

Pois é. Estou numa situação dessas, e tendo altas conversas sérias comigo mesmo. Sem resultado algum, diga-se de passagem.

Estou pensando aqui que vou precisar me subornar.

* Obs: odeio ler postagens misteriosas nos blogues alheios. Hoje, estou me vingando.

1.4.09

O Caso da Mudança da Programação de Viagem

Acho muito bom programar tudinho com atencedência, como vocês bem sabem. Até a sobremesa (eu explico: o vulcão de chocolate foi indicação de uma amiga!). O único inconveniente nesse sistema é que o Leo não deixa de vasculhar a net em busca de promoções. E aí às vezes você acha uma oferta ainda melhor do que a que você tinha encontrado!

Aí você cancela aqui, reserva lá, fica aflito com a possibilidade de não devolverem seu dinheiro (até hoje nunca aconteceu, mas eu gosto de me afligir) e tem que fazer a programação de novo (porque sabemos até o preço do táxi que vai nos levar do aeroporto ao hotel).

Mas é por uma boa causa, né? E as novas acomodações vão nos deixar bem pertinho do vulcão de chocolate!


(a foto é emprestada do blogue http://www.memoriasbelas.blogspot.com/)

31.3.09

O Caso da Sala de Visitas

Minha mãe tem uma sala de visitas. Minha avó tem uma sala de visitas. Já eu não tenho uma sala de visitas! Será que é coisa da minha geração?

A sala de visita é um quarto separado, cheio de bibelôs, que só é usado, obviamente, pelas visitas. No resto do tempo, fica lá, vazio, sem serventia nenhuma (fora a exposição dos bibelôs).

Minha casa tem um daqueles ambientes conjugados nos quais ficam a sala de jantar e, supostamente, a sala de visitas. Também tem uns quartos pequenos lá para dentro. Se minha mãe morasse no meu apartamento, ela com certeza instalaria a tevê em um dos quartos pequenos, e deixaria intocada a área das visitas. Já eu, que sou uma pessoa moderrrna, ocupei o espaço com um sofá imenso e confortável e lasquei uma tevê grande de tela plana na parede.

É ótimo porque eu uso minha sala intensivamente, ao invés de deixar o espaço reservado para ocupantes ocasionais. Mas confesso que na minha sala também tem bibelôs.

27.3.09

O Caso do Aniversário Frustrado

Ontem minha irmã mais velha, que mora em outra cidade, fez aniversário. Fiz de tudo para ela passar aqui e almoçar comigo, ou dormir aqui e só ir para BH amanhã, mas ela tinha hora pra chegar lá e não rolou.

Nessas horas é especialmente ruim morar longe das pessoas que você gosta.

25.3.09

O Caso da Programação de Viagem

Eu e o Leo estamos à toda na programação da viagem para os States. Eu gosto de me organizar e deixar anotadinho tudo o que posso esquecer, então faço um roteiro mais ou menos assim:

25/04/09, SÁBADO: vôo BH-NY-Las Vegas. Chegada em Las Vegas: 23:59.
Hotel: Paris. Check-in do hotel pode ser feito no aeroporto enquanto esperam-se as malas no Terminal 1. Fazer o registro e pegar a chave; chegando ao hotel dá pra ir direto para o quarto. Transfer para o hotel: 2 opções. Opção 1, táxi:15 dólares com gorjeta. Perguntar o preço antes. Dizer ao motorista para não pegar a freeway. Opção 2, shuttle: 5 dólares por cabeça, mas pode gastar uma hora para chegar ao hotel.

26/04/09, DOMINGO:
09:00: acordar. Café-da-manhã no hotel. Buffet no La Village de 7 às 11 da manhã (depois passa a ser champagne brunch) ou café normal no Cafe Ile St Louis (24 h). Passear na Strip. Primeira parada: Bellagio. Ver o conservatório de plantas e as fontes musicais (toda meia-hora, começando no início da tarde; a partir de 8 da noite a cada 15 minutos. Não funciona quando está ventando muito). Em seguida, Monte Carlo, New York New York, Excalibur. Parar no Luxor para almoçar (praça de alimentação). Após, Mandalay, Four Seasons, MGM Grand (sobremesa: vulcão de chocolate no Rainforest Café) e Planet Hollywood. Estar de volta ao hotel às 19:00. Saída para o show do Cirque du Soleil: 20:30.

Fico muito feliz de saber direitinho o que fazer. Isso quer dizer que não perco nem um segundo de tempo quebrando a cabeça no meio da viagem. Às vezes, anoto as opções para decidir lá (táxi ou shuttle? Buffet ou café normal?), mas já saio daqui sabendo quais elas são.

E aí a viagem não fica engessada? Não, porque a gente não se importa em mudar os planos se surgir coisa melhor!

24.3.09

O Caso da Meia Década

É incrível como o tempo voa quando você está se divertindo. Os últimos cinco anos passaram rápidos como raios.

Sério, para mim parecem que foram no máximo dois e meio.

23.3.09

O Caso das Reclamações

É engraçado como os sentimentos negativos são contagiosos. Sabe quando você acha uma coisa até legal, mas tanta gente reclama que você começa a achar ruim também? Pois é.

Falar mal das coisas é uma maneira eficaz de confraternizar. As pessoas se sentem unidas quando arrumam um inimigo em comum. O negócio é que entrar na onda das lamentações só pra participar é a maior furada. Você acaba arrumando problemas que não tinha!

Ou seja: melhor resistir e mudar de assunto. Porque tentar convencer a turma que a situação não é tão negra assim não funciona (eu já tentei, mas ficaram me achando a) doida; b) cega e c) chata – nada pior do que uma pessoa satisfeita com uma situação que te deixa miserável).

Pretendo até evitar os reclamões, se não tiver outro jeito.

A felicidade é muito volátil pra gente dar mole assim.

20.3.09

O Caso do Trabalho

Trabalhar é muito bom. Cinco anos atrás, na época que eu tinha me formado na segunda faculdade e estava feito louca atirando pra tudo quanto é lado a procura de um emprego (mandando currículo, fazendo trainee, estudando pra concurso), eu desconfiava que trabalhar era uma boa (a independência financeira! O uso dos neurônios!), mas não tinha idéia que fosse tão legal.

A independência financeira conta milhões de pontos, é claro. Mas também é ótimo usar o cérebro para produzir. A quem acha que o serviço público não apresenta desafios ofereço meu cargo durante uma semana (mais não, que eu vou sentir saudades). Minha função, basicamente, é resolver problemas, e é problema atrás de problema, sendo que eles estão sempre mudando, junto com os sistemas!

Tem dias que eu fico nervosa, confesso. Às vezes junta um monte de abacaxis. Há momentos em que os sistemas se recusam a funcionar. Tem hora que os especialistas também não sabem a solução. Mas é fantástico ir pra casa ruminando uma questão e sonhar com a resposta!

Como é bom ser um membro produtivo da sociedade.

16.3.09

O Caso dos Casinhos

* As aulas que estou dando são para o pessoal que trabalha comigo e que vai fazer um concurso de segundo grau. Não estou ganhando nada por elas, só a simpatia da galera. E a experiência, é claro.

* O Leo se ofereceu para dar aulas de informática, que também cai no concurso. Não precisa nem dizer que a aula dele demorou mais que uma hora, e que ele ainda tinha muitas outras coisas pra falar. Nem que o pessoal adorou.

* Minha dieta está uma palhaçada: todo fim-de-semana tem um evento, e portanto uma razão pra sair da linha. O resultado é que dois meses e meio e muitas idas para a cama com fome depois perdi modestos três quilos (o que é melhor do que nada, eu concordo). O problema é que a Páscoa está chegando e com ela os deliciovos (para quem não sabe, é um “neolugismo” que significa “ovos deliciosos”).

* O Leo já me presenteou com um Talento vermelho novinho em folha. O jeito é comer um pouquinho a cada dia. O negócio é que chocolate é mesmo um vício: depois de algumas doses o efeito não é o mesmo e a gente precisa de quantidades cada vez maiores para atingir a felicidade...

* Ganhei uma Mafaldinha fofa para fazer companhia ao “Toda Mafalda” (coleção completa das tirinhas) que comprei em Buenos Aires na lua-de-mel. O legal é que o Júlio e a Verônica a trouxeram da lua-de-mel deles!

11.3.09

O Caso da Professora

Hoje dei minha primeira aula. Foi a maior emoção.

Sempre achei que eu tinha jeito para professora. Hoje, na prática, vi que a coisa é mais complicada do que parece.

Eu tinha uma hora para falar sobre direito. Depois de trinta minutos, o assunto que eu tinha preparado simplesmente acabou. Perguntei se eu estava falando muito rápido e a resposta foi não. É que planejei mal o tempo, mesmo.

O que me salvou é que ontem eu tinha dado uma olhadinho no clássico “Como passar em provas e concursos”, do Bill Douglas, e portanto deu para lascar na audiência vinte e cinco minutos de técnicas de estudo.

Já vi que tenho que me preparar muito melhor para a próxima aula.

Ficar com cara de tacho na frente dos alunos não dá.

10.3.09

"It is only shallow people who do not judge by appearances."

Oscar Wilde

6.3.09

O Caso das Histórias em Duo

Tenho percebido que eu e o Leo demos para contar histórias em dupla. É assim: quando a gente vai relatar um caso para alguém, vamos alternando as frases, um completando as idéias do outro.

Não sei se isso é bom para a audiência, porque a apresentação fica mais dinâmica, ou ruim, porque é um coisa mega "casalzinho fofo", que pode irritar profundamente pessoas solteiras ou casaizinhos não tão fofos.

Também fico pensando se isso é legal e indica que estamos em sintonia, ou se não é uma boa pois é sinal de que estamos nos fundindo numa entidade só.

4.3.09

O Caso da Academia Gente Boa

Na minha academia antiga, só podia deixar de ir – e ficar sem pagar – durante um mísero mês por ano, e até isso tinha que ser negociado – você tinha que praticamente provar que ia viajar e portanto seria fisicamente impossível continuar a freqüentá-la. A nova academia é muito mais legal: eles deixam você ficar sem ir – e sem pagar – durante o tempo que você quiser. Só tenho que fazer a avaliação física de novo se eu desaparecer por quatro meses, o que achei muito justo. E ainda resolvi tudo por telefone!

Falei com a secretária que eu só ia dar as caras de novo em maio, isto é, depois da viagem aos States. Mas estou sentindo tanta boa-vontade emanando da academia que se o calor melhorar por estas bandas eu volto antes. Juro que volto.

2.3.09

O Caso do Calor Horrível

Fui na academia direitinho até a sexta-feira antes do Carnaval. Voltei disposta a continuar na luta, mas aqui na cidade está fazendo um calor insuportável e na academia só tem uns ventiladores meia-boca. Como só de andar na rua a gente já começa a se sentir mal, semana passada fiquei em casa fazendo bicicleta ergométrica no ar-condicionado.

Aí, o Leo, no papel de diabinho, disse que o calor ia só piorar e que era para eu aproveitar que era fim do mês pra largar a academia de uma vez.

Estou tentadíssima.

Olha só se a idéia não tem seus méritos: mantenho a dieta saudável e daqui a dois meses, quando o tempo estiver mais fresco, volto para academia. Como no meio tempo terei perdido os 4% de gordura que estão sobrando no meu corpinho, poderei iniciar uma alimentação mais generosa e ganhar mais massa magra do que os ridículos 200 g da última vez!

É incrível o nível de racionalização a que eu chego para escapar da musculação.

27.2.09

O Caso da Domadora de Sapatos

Já sofri muito com sapatos que machucam o pé. Até sapatilhas, que têm a fama (imerecida) de confortáveis (e que eu insisto em comprar sei lá por que – deve ser síndrome de bailarina, já que eu não tenho nem um metro e sessenta e portanto devia preferir saltinho), produzem bolhas.

A partir de certo momento em minha vida, decidi que não ia mais comprar sapatos que já começassem a incomodar na loja, mesmo que a vendedora jurasse que iam ceder. Foi uma ótima resolução e a partir daí passei a sofrer muito menos. O diabo é que a gente não fica mais do que poucos minutos experimentando os danados, e portanto um par que parece decente no primeiro momento pode mastigar dedinhos sem dó depois de uma tarde no trabalho.

Aí vem o dilema: insistir ou largar mão? O melhor para a saúde é doar o sapato para alguém da família (ou para algum inimigo). Mas se eu acho o sapato bonito, eu insisto, piamente crente que ele vai se ajustar a meu pé depois que eu usá-lo algumas dúzias de vezes.

Às vezes funciona. Se o sapato não é de plástico ou de verniz, alguns passeios podem mostrar pra ele quem é que manda no pedaço. Infelizmente, na outra metade das vezes esse método não funciona, e aí ele fica relegado a jantares sentados e a idas ao cinema.

Ultimamente estou domando dois: sandálias estilo gladiador (sem fivela subindo pela perna e com salto, de modos que não, eu não fico parecendo um soldado romano quando as uso) e um par de sapatilhas pretas (eu sei, eu sei – mas essas têm fivelinha no tornozelo, então a parte de trás não fica cavando um buraco no meu calcanhar de Aquiles).

Estou confiante.

26.2.09

O Caso do Dilema

É possível ter glamour como funcionário público? Dá para ser chique morando no interior? Um mês na Europa compensa os outros onze? Adianta ter lido os clássicos se não tem ninguém pra discuti-los?

Dúvidas, dúvidas.

20.2.09

O Caso dos Bons Resultados

Ontem voltei à nutricionista, depois de um mês e meio, para apurar os resultados da dieta e dos exercícios, e eles foram ótimos. Perdi 2,1 kg na balança: 2,3 kg de gordura a menos e 200 g de massa magra a mais.

Nessa meu percentual de gordura corporal caiu de 28% para 25% (o ideal para a minha idade é 21). Não é bizarro que ¼ do meu corpo seja formado por óleos solidificados? Porque meu índice de massa corporal é 20, considerado saudável. Isso quer dizer que sou uma falsa magra, uma magra paraguaia!

Achei o aumento da massa magra uma porcaria (200 g? Fala sério! Eu estou me matando nos aparelhos de tortura da academia!), mas aí me lembrei que estou de dieta, e portanto não ter perdido já é uma vitória.

A nutri ficou surpreendida. Disse que não esperava um resultado tão bom, porque eu já estava na faixa da normalidade. Fiquei toda toda. E achando que eu merecia: tenho me esforçado pra caramba, ido na academia religiosamente e feito a dieta direitinho.

Agora é continuar até a gordura corporal chegar aos 21%.

Aí, é claro, chuto o balde total.

19.2.09

O Caso dos Aparelhos de Tortura

Eu estava bem feliz com a minha ficha de musculação, tendo finalmente aprendido a colocar os aparelhos nas posições certas, e até aumentado o peso em metade deles, quando decidiram mudar os exercícios.

A coisa boa na mudança é que no dia que você faz teste de carga você tem que fazer apenas uma série das três que te prescrevem. O resto é todo ruim.

O novo instrutor (o antigo sumiu, sabe-se lá por quê – e olha que ele tinha me conquistado com suas menções à literatura científica) é todo animadinho e parece decidido a me transformar em uma pessoa em forma. Ele me colocou para fazer um monte de exercícios complexos numas máquinas que eu nunca tinha visto mais gordas (elas, não eu). E já foi avisando que os pesos iam ser puxados mesmo.

O primeiro problema é que cada aparelho tem uma configuração especifíca para o tamanho do usuário. Eu passo uns bons treinos tentando reproduzir a maneira exata em que o instrutor os colocou. O segundo problema é que ele quer que eu corra a sete km/h na esteira por vinte minutos, e eu estava ainda me acostumando a correr a seis sem parar. Ah, e os abdominais que ele me botou fazendo dão a sensação de que os músculos da minha barriguinha vão arrebentar!

Por acaso alguém aí já experimentou aquela cama que faz exercícios para você?

14.2.09

O Caso da Escolha

Depois que me dei conta de que só tenho sombras neutras, decidi adquirir umas maquiagens de olho mais coloridas.

Já descobri que kits são uma ótima escolha: eles têm um monte de cores em pequenas quantidades, então dá para experimentar até resolver quais funcionam melhor em mim.

Só uma dúvida: qual das opções abaixo?

Esse tem sete cores e dois delineadores em pó (verde-escuro e azul-escuro). Os delineadores podem ser usados como sombras; além disso, as sombras podem ser misturadas, conforme instruções que vêm na caixa, para formar novas cores! Sem falar que praticamente todos as críticas que eu li eram elogiosas.

O kit é da Bare Escentuals e custa 48 dólares.Esse tem 64 sombras, 32 batons, sete blushes e um pó. Ou seja, mais opções! E ainda custa mais barato. O problema é que as cores, apesar de muitas, são beeem parecidas. Além disso, as críticas que eu li não era muito boas (sendo a reclamação mais constante a falta de pigmentação).

O kit é da Sephora e custa 30 dólares.

12.2.09

O Caso da Ginástica em Etapas

Aqui tá fazendo um calor daqueles subsaarianos. Na academia tem uns ventiladores na parede, mas eles não dão conta do recado, não. Então, para melhorar minha qualidade de vida, decidi que vou usar a academia só para musculação; o aeróbico faço em casa, na minha bicicleta ergométrica - juntinho do ar-condicionado!

É muito mais legal. Quando eu fazia esteira na academia eu ficava quase roxa de tão vermelha. Eu achava que era o esforço, mas descobri que é o calor, mesmo. Agora que me exercito em um clima mais agradável, fico apenas agradavelmente rosadinha.

E a bicicleta ainda fica do lado de uma cômoda, onde eu instalo diversas revistas, livros, um copo e uma garrafona de água gelada. Um conforto só!

11.2.09

O Caso da Hora-Aula

Resumindo, a escola de idiomas só tem aula de “françês” (vide post anterior) para iniciantes. A mim que já estou mais avançadinha restam aulas particulares ao custo de 55 reais a hora.

Sem condições. Prefiro pegar os 1.900 reais que o tal do Jaider calculou que vai me custar o semestre e comprar uma passagem para Paris. Enquanto isso, vou aprendendo a língua mais lindo do mundo pela internet no http://www.bbc.co.uk/languages/french/ .

Agora, uma vantagem das aulas pagas é que elas são um compromisso ao qual você não falta. Fazer aulas on-line “na hora que der” é receita para o fracasso. Para resolver esse problema, estou pensando em montar um calendário escolar para mim mesma: terças e quintas de cinco às seis da tarde, durante todo o semestre. Vou até fazer uma planilha no Excel.

E todo mês que eu completar o programa sem falhas ganho 440 reais =D.

9.2.09

O Caso da Escola Atrapalhada

Sábado vi um outdoor anunciando que a escola de idiomas a dois quarteirões da minha casa estava oferecendo aulas de francês. Fiquei muito animada, porque não é sempre que a oportunidade aparece aqui no Vale do Aço – costuma ter só inglês e espanhol na região. Liguei, confirmei que era verdade mesmo, fiquei sabendo que as aulas começariam em março, e fiquei de ir lá na segunda-feira me matricular.

Hoje encerrei o bate-papo pós-almoço mais cedo para me dedicar a isso. Cheguei na escola, esperei ser atendida, e não é que não consegui informação NENHUMA? A moça da secretaria disse que só um tal de Jaider sabia sobre as aulas de francês, e tal do Jaider estava no almoço.

Olhei para ela incrédula. Mas ela não tinha nem o horário das aulas? Nem o preço das aulas? Não, ela respondeu. Só o Jaider podia explicar.

Fui ficando brava, é claro. Ir pessoalmente a um curso de idiomas e não encontrar ninguém que possa te informar sobre as aulas é o fim da picada. Não é disso que eles vivem? E o que é que tem para explicar em horário e preço de aula? É daquele jeito e pronto.

Insisti em saber alguma coisa de útil, e aí para me apaziguar a moça me deu um papelzinho para preencher com o curso “que eu tinha intenção de fazer”.

Acho que nessa hora soltei faíscas de raiva. Como assim, o curso que eu tenho intenção de fazer? Isso não tem a menor importância – o importante é o curso que ELES oferecem! Posso querer fazer chinês mandarim o tanto que for – duvido que eles me arrumem uma aula!

Para completar, no papelzinho vinha escrito “Francês” assim: “Françês". Dá para acreditar?

Se eu não quisesse muito mesmo melhorar meu francês, nunca mais aparecia por lá.

6.2.09

O Caso do Fenômeno da Roupa Menos Feia

Por causa dessa minha nova onda consumista, tenho freqüentado mais lojas. Minha última aquisição foram duas blusinhas de tecido. Elas são bem fofas, mas depois de comprá-las eu fiquei meio na dúvida se foi um bom investimento. Tudo bem que elas estavam pela metade do preço, mas o valor inicial era alto, então elas não foram quase de graça. O que me intrigou é que geralmente eu só compro roupas que eu realmente gosto e as duas blusas não são exatamente meu estilo. O que será que aconteceu dessa vez?

Fiquei pensando e concluí que fui vítima de um acontecimento do consumo: o fenômeno da roupa menos feia. Funciona assim: você vai numa lojinha melhor (sim, uma das características da minha nova onda consumista é que eu dei um upgrade nos estabelecimentos que eu freqüento) e vê nos cabides um monte de peças com potencial para agradar. Você carrega um monte para o provador e experimenta todas. Umas ficam largas, outras ficam esquisitas, e aí quando você coloca uma que serve, comparativamente ela é tão melhor do que as outras que você decide comprá-la na hora! E aí termina com duas blusas que talvez não sejam bem sua cara.

Estou achando que a melhor maneira de contornar o problema é sair para fazer compras com uma roupa que eu goste muito. Aí dá pra comparar a peça nova com o que eu estou usando e ter uma idéia boa se a nova aquisição vale a pena... ou se é apenas o fenômeno da roupa menos feia.

5.2.09

O Caso da Alegria com as Temperaturas

Andei checando no http://br.weather.com/ as temperaturas e a duração do dia nas cidades onde estaremos no fim de abril e no começo de maio. Em Las Vegas vai fazer de 28 a 14º C; o sol vai nascer às 5:30 e se pôr às 19:30. Em Washington teremos de 17 a 6ºC; o dia vai começar antes das 7:00 e terminar às 19:30. Em NY fará de 19 a 14º C, o sol vai nascer antes das 6:00 e se pôr às 20:00.
Ou seja: para minha alegria, em todos esses lugares o clima vai estar agradável e os dias vão ser longos. Em Las Vegas rola usar vestido e arriscar um mergulho na piscina do Paris Paris; nas outras duas cidades vai fazer exatamente aquelas temperaturas amenas nas quais você consegue se vestir elegantemente (casaco e botas), mas não tão baixas que você vira uma cebola de tanta camada.
A única exceção vai ser o Grand Canyon, cujas temperaturas vão variar de 18 a (acreditem!) –1º C nos dois dias em que estaremos lá. Mas o Leo já encontrou a solução: roupa térmica! Elas são leves e finas e portanto ocuparão pouquinho espaço na mala reduzidíssima definitiva. Outra vantagem: se fizer um frio atípico na primavera americana (já que o clima anda louco mesmo), estamos garantidos.
Estou satisfeitíssima de escapar do calor exagerado e do frio congelante do meio e do fim do ano. Viajar no meio do semestre é o que há!

4.2.09

O Caso das Compras nos EUA

Então eu vou para os States e, desta vez, realmente pretendo fazer compras por lá. Geralmente quando viajo eu só trago lembrancinhas para os amigos e família e alguma coisinha típica para colocar na minha estante de souvenirs, mas dessa vez estou disposta a abrir a mão (e a carteira). Afinal, todo mundo sabe que os Estados Unidos são o centro mundial do consumo.

Isso não quer dizer que estou preparada para gastar fortunas. Ao contrário: quero aproveitar a crise e os conseqüentes descontos. Aliás, o desafio é não comprar absolutamente nada pelo preço integral, a não ser que custe menos de dez dólares (sim, essa exceção serve para eu me encher de produtinhos de beleza nas farmácias).

Além disso, a idéia não é consumir desenfreadamente, mas adquirir só o que vale a pena o trabalho de carregar na mala. Como tênis, por exemplo (muito mais barato do que aqui, mesmo sem desconto). Ou uma jaqueta de couro clássica. Ou uma bolsa de qualidade que no Brasil vendem por três vezes mais.

Será que voltarei chiquérrima, cheia de roupas de marca, ou o pão-durismo vai fincar o pé e decretar que uma bolsa Marc Jacobs pela metade do preço ainda custa um absurdo?

30.1.09

O Caso da Nutricionista 2009

A nutricionista da academia me passou o plano alimentar. Tinha muita coisa em comum com as instruções que a outra nutricionista me deu em 2007. Fiquei feliz: quer dizer que a nutrição tem, sim, contornos de ciência, e um cardápio equilibrado aqui é um cardápio equilibrado lá.

Ela disse que eu me alimento bem, mas que ela queria que eu variasse mais. Até a marca do pão integral e do cereal ela disse para ir trocando. Desse jeito, vou estar sempre dando coisas novas ao meu corpo e não acumulo toxinas. Achei que faz sentido.

O único problema é que eu odeio variar. Sou muito enjoada pra comer e, portanto, quando encontro algo que eu gosto, eu como aquilo por anos. Eu até experimento coisas, mas é com a maior má-vontade. Tomei sorvete só de chocolate até uns dez anos de idade (aí parti para o de flocos); strogonoff só provei aos doze. E nunca comi uma alcaparra: com esse nome, que lembra peixe (não dá perfeitamente para imaginar alguém gritando: “Alcaparras do Mediterrâneo! Alcaparras do Mediterrâneo fresquinhas!”) não pode ser bom. Não, eu não gosto de nada que nada (fora peixe frito).

Enfim, como paguei 40 mangos na consulta, acho que o mínimo que eu posso fazer é me esforçar um pouco. Alcaparra tem gosto de quê mesmo?

29.1.09

O Caso da Mala Reduzidíssima Definitiva

Próximo destino: Las Vegas, Washington e NY

Passagem: até NY, milhagem da TAM. Dali em diante, por conta própria.

Chegada: em Las Vegas, passando por NY.

O inconveniente: apenas duas horas e meia de intervalo entre a chegada em NY e o vôo para Las Vegas.

O problema: se o primeiro vôo atrasar, ou resolverem nos fazer muitas perguntas na imigração americana, a chance de perder o avião para Las Vegas é altíssima.

O paliativo: viajar com uma única mala de bordo.

A razão do paliativo: não gastar tempo resgatando a mala na esteira, nem despachando a bagagem no segundo vôo.

O inconveniente do paliativo: duas pessoas, duas semanas e uma única mala. Pequena.

A solução do inconveniente do paliativo: comprar um monte de roupas por lá, hohohoho. E uma segunda mala.

O segundo inconveniente do paliativo: é proibido colocar na mala que vai a bordo metais (adeus alicate e cortador de unhas) e líqüidos e pastosos (adeus perfume, xampu, condicionador, acetona e hidratante).

A solução do segundo inconveniente do paliativo: comprar tudo por lá, hohohoho. E uma terceira mala.

28.1.09

O Caso da Liqüidação

Aqui na cidade tem uma loja legal, que vende roupas, bolsas e sapatos de marcas bacanas. Quando ela faz liqüidação, ela reduz o preço de tudo à metade. A promoção começou hoje de manhã e chega a dar fila na porta.

Eu e duas amigas resolvemos conferir o evento na hora do almoço. Tinha fila, mas em 10 minutos conseguimos entrar na loja. Lá dentro, inferno na terra: um monte de mulheres (e alguns homens) se acotovelando na frente das estantes de sapatos. Pilhas de calças jeans sobre as mesas. Nenhuma vendedora à vista.

Depois de algum esforço, localizei três sapatos que me agradaram. Um deles era bonito, confortável e fresco, mas o pé esquerdo estava perdido nas entranhas da loja e depois de procurá-lo duas vezes, desisti. Os outros dois eram lindíssimos, mas tinham saltos muito altos, e portanto não serviriam para trabalhar, que é o que eu estou precisando.

Acabei saindo de mãos vazias, mas não fiquei triste. Ao contrário: estou feliz de perceber que minha nova resolução de gastar mais não me alejou do meu senso prático. Continuo me recusando a comprar coisas de que não preciso.

Mas amanhã volto lá pra paquerar as blusinhas.

27.1.09

O Caso da Diversão

Eu sempre fui muito sincera nos meus discursos a respeito da grande quantidade de tempo e do dinheiro gastos nos cuidados de beleza femininos. Juro que era do fundo do meu coração que eu achava que esses recursos podiam ser utilizados de maneira melhor. Só que, do alto do meu palanque, esqueci de levar em consideração um fato: cuidados de beleza são divertidíssimos!
Maquiagem é uma grande alegria: é como estar de volta ao jardim de infância e ter um monte de materiais para colorir. Fazer as unhas é ótimo: fico sentada igual a uma rainha, enquanto meus pés e mãos são massageados e pintados. Comprar roupa e sapatos é pura diversão: com a peça certa, você pode se transformar em uma bailarina, uma executiva ou uma parisiense!
Conclusão: cuidados de beleza femininos me deixam feliz. Logo, são um ótimo uso de tempo e dinheiro.

23.1.09

O Caso dos Filhinhos

Sim, eu e o Leo até escolhemos o nome dos gêmeos (Leomila e Ludnardo, né?), mas ainda não decidimos se vamos querer pequerruchos ou não. Para resolver a questão, saio perguntando pra galera a opinião de cada um, e saibam que esse é um ótimo puxador de conversa, porque todo mundo quer dar seu palpite.

A resposta generalizada é: “filho é muito bom, MAAAAAS dá muito trabalho.” Fico imaginando se essa resposta é um aviso velado que deve ser descodificado como “Fuja! Enquanto é tempo”. Afinal, pessoas integrantes da grande seita da maternidade foram reprogramadas, e portanto não tem permissão para dar uma resposta negativa direta. O máximo que eles podem fazer é dardejar olhares nervosos para o Pedrinho, que está destruindo os bibelôs da vovó mas não pode ser fisicamente reprimido porque a orientadora educacional proibiu. Dá pra desconfiar que o caso é aquele dos amigos que já pularam na piscina gelada e ficam gritando “Vem! Vem! A água tá ótima!”.

No ano passado, por um breve espaço de tempo, achei que filhos eram uma boa idéia. Em retrospectiva, percebo que a principal causa da decisão era estar meio à toa. Tipo: não estou fazendo nada, então que tal ter uns remelentos? Sim, preencher o tempo é uma péssima razão para reproduzir, e assim que comecei a gastar minhas horas livres planejando uma viagem para Nova York, o espírito maternal passou completamente.

A verdade é que toda vez que encontro meus sobrinhos (um de cinco, uma de um) fico pasma com a quantidade de tempo, energia e paciência que eles demandam. Eles são fofos, não nego, mas o fato de os familiares próximos ficaram completamente absorvidos pelas crianças faz com que seja muito difícil manter as conversações. É perturbador. Fico preocupada: se eu tiver filhos vou ficar assim? Que horror. Se não ficar assim quer dizer que sou uma mãe ruim? Que horror. Vocês percebem que é uma situação na qual eu não tenho como sair vencedora?



Por enquanto a vontade passou.

22.1.09

O Caso da Abominação

Acredite quem quiser, porque nem eu mesma estou acreditando, mas eu estou gostando da academia. Vindo de mim, é uma abominação, eu sei – só que, já que eu decidi entrar em forma, é melhor sofrer gostando, não é? Olha, talvez eu tenha um lado masoquista em mim.

Falando sério, acho que a minha alegria tem tudo a ver com os aparelhos novos na academia, que se movem suavemente (juro que eles têm amortecedor) e com um tocador de MP3 player no qual passa uma seleção muito melhor do que a música ambiente. E com o fato de eu já ter freqüentado academia, o que significa que eu já tenho roupas de ginástica e um monte de toalhinhas (uma preocupação a menos). E também com o outro fato de eu ter começado não faz três semanas e já estar achando que o meu corpo mudou.

É verdade que eu estou de dieta, o que ajuda. Também é verdade que o meu peso na balança não cai de jeito nenhum, mas o instrutor disse que isso ia acontecer mesmo, porque quem está sedentário e passa a fazer musculação ganha massa magra muito rápido.

A parte triste é que o instrutor falou disse que os resultados aparecem em quatro meses. Mas eu já me consultei com a nutricionista da academia, na semana que vem ela me passa as instruções, e eu acho que comendo direitinho os resultados vão surgir mais rápido.

Tomara. Porque estou animada e tals, mas quatro meses é uma eternidade. Se eu não vir mudanças drásticas antes disso, chuto o balde total.

16.1.09

O Caso dos Pincéis de Olho

Ah, como eu amo meus pincéis novos da MAC!

Comprei no free shop um conjunto de cinco pincéis para olho. Não trouxe maquiagem nenhuma nessa viagem (fora os rímeis da Lancôme, numa promoção no free shop do aeroporto de Heathrow, dois pelo preço de 1, 3), mas os pincéis renovaram totalmente minha relação com os produtos que eu já tinha. Antes eu possuía um único pincel de olho e com ele eu delineava, espalhava sombra, esfumaçava e fazia detalhe. Até que dava, mas é claro que não ficava lá essas coisas. Agora eu consigo, com perfeição:

1) aplicar sombra molhada como delineador;

2) cobrir toda a pálpebra ou só debaixo da sobrancelha de maneira uniforme;

3) passar sombra debaixo do olho bem fininha ou iluminar os cantos interiores;

4) colorir o côncavo;

5) esfumaçar sombras e marcar o canto exterior do olho.

Com essa riqueza de possibilidades, estou maquiando os olhos todo dia. Para minha surpresa, descobri que tenho pouquíssimas cores de sombra, só as básicas mesmo: branco, creme, marrom e grafite. Minha irmã mais velha me deu um conjuntinho fofo de sombras coloridas da Lancôme, mas no olho elas ficam superdelicadas e pastéis.

Isso quer dizer que descobri toda uma área nova da maquiagem na qual não tenho produtos!

Que alegria!


Informações técnicas:

O conjunto de pincéis Adoring Carmine é um lançamento de Natal 2008. Custa 49,50 dólares nos EUA (salvo promoções) e 53 dólares no free shop do Brasil. Os cabos são menores do que a coleção permanente da MAC e a cor é diferente (vermelha). Eles vêm dentro de um nécessaire vermelha cilíndrica e são protegidos por uma bolsinha de cetim vermelho.

Achei um bom negócio, porque cada pincel da MAC costuma custar em torno de 20 dólares. Como os pincéis são menores, são mais fáceis de guardar e transportar. Os puristas dizem que os pincéis da linha permanente são feitos a mão e os da linha de Natal, a máquina, mas eu, que não sou maquiadora profissional nem nada, achei a qualidade dos meus pinceizinhos muito da boa.

14.1.09

O Caso da Rendição

Ainda acho que fazer unha é gasto de tempo e dinheiro. Entretanto, depois de dura e prolongada luta, acabei me rendendo à ditadura dos salões.

Para começar, não fazer as unhas estava me dando um trabalho danado. Sempre tinha uma beirada lascada aqui, uma pele incomodando ali. E eu tinha de cortar as unhas duas vezes por semana, porque unha comprida sem esmalte é feio.

Para completar, fazer as unhas é um dos poucos tratamentos de beleza que dá resultado imediato e impressionante. Os pés e mãos da gente ficam tããão bonitinhos! E gastar tempo e dinheiro comigo mesma tem tudo a ver com essa minha nova fase consumista.
Estou conciliando minhas idas à manicure com os meus escrúpulos com as seguintes estratégias:
1) para minimizar a perda de tempo, marco pé e mão ao mesmo tempo;
2) para evitar ficar ouvindo fofoca, vou na terça-feira, dia em que o salão está tranqüilo;
3) para não sentir muita dor com o gasto, penso no valor social: fazer a unha é dar emprego!

Traí completamente o movimento.

13.1.09

O Caso do Horror à Academia

E não é que exercício de fato oxigena o cérebro? Enquanto eu trotava alegremente na esteira ontem, desenvolvi uma teoria sobre a razão de nós, “standard nerds!” (como diria o Mr. Reynholm, do seriado britânico The IT Crowd), odiarmos academia.

É porque estamos acostumados a ter a manha, povo. A pegar as coisas no ar, a deduzir tudo sozinhos e a não fazer perguntas. Ou a fazer perguntas inteligentes, embasadas e instigantes.

Só que, na academia, tudo é diferente. Na academia (fora a Brasileira de Letras, é claro), nosso conhecimento prévio não serve para nada. Somos obrigados a enfrentar um monte de aparelhos com nomes estranhamente parecidos, a fazer movimentos antes impensados e a conhecer uma etiqueta fora da nossa realidade. Ninguém conta que é pra levar uma toalhinha para não ficar encostando no suor dos outros. Ou que o peso de cinco quilos já vem no aparelho, então você tem é que tirar a carga. Ou que se a esteira não estiver com a chave ela não começa a funcionar. Ou qual é a configuração de cada instrumento de tortura para seu tamanho.

É que verdade que existe um professor que teoricamente serve para nos orientar. Infelizmente, ele passa um tempo absurdo conversando com a secretária, se admirando nos espelhos ou do outro lado do salão.

Em suma, a academia é um ambiente hostil, no qual as qualidades admiradas em uma pessoa não são sua inteligência e mordacidade, mas os músculos definidos e a capacidade de levantar seu próprio peso. Não existe a menor coerência nos programas: da outra vez que fiz academia, na minha ficha tinha 40 minutos de exercícios aeróbicos e oito exercícios com carga. Dessa vez, o objetivo é o mesmo, e me mandam fazer 20 minutos do primeiro e 12 tipos do segundo. Tem lógica?

Sim, freqüentar a academia é como viajar para um país inimigo. Só que, como já fui lá uma vez, conheço um pouco dos costumes locais. Então, confesso que estou sofrendo menos.


"Standard nerds!"

12.1.09

O Caso da Reforma Ortográfica

Sim, eu vou ser igual àqueles velhinhos que escrevem “pharmácia” e “objecto”. Ou seja, eu não vou adotar a reforma ortográfica.

Ok, é só por enquanto, até ter tempo de ler e estudar devidamente as novas regras. Porque é melhor escrever errado do jeito antigo do que escrever errado, ponto.

Eu queria muito malhar a reforma ortográfica, porque o que eu vi dela me deixou bem irritada. Se não for para padronizar (e arrancar fora as exceções, que a língua portuguesa tem muitas), para quê mexer?

Mas deixa quieto. Primeiro vou ler e estudar devidamente as novas regras; depois eu detono.

7.1.09

O Caso do Consumo

Lá em casa, nunca fomos grandes compradores. Minha mãe me ensinou a ser econômica e cautelosa. Na (rara) hora de adquirir qualquer coisa, o sistema era perguntar e pesquisar, ir a várias lojas, conversar com vários vendedores, julgar severamente a relação custo/benefício e, depois de um longo processo, finalmente abrir a bolsa.

Além disso, sempre fui uma ávida leitora, e a maioria absoluta dos livros de infância pregava o credo de que dinheiro não traz felicidade. O herói era sempre pobrezinho e lutava contra as adversidades. Justamente por causa de suas dificuldades, ele desenvolvia criatividade, persistência e coragem. O dinheiro era apanágio dos vilões: aqueles preguiçosos, mal-educados e ingratos que só se davam conta do que possui verdadeiro valor (amizade, lealdade, honra, amor) após prolongado contato com o herói

Quando passei de estagiária, que ganha um pouquinho só (pouquinho esse que eu guardava religiosamente, na renda fixa) para concursada, que ganha bem melhor, não perdi os hábitos econômicos. Minha grande alegria era guardar a maior parte do salário (na renda fixa). Eu via colegas torrando o salário inteiro em roupas ou financiando carros a juros altíssimos, e sinceramente não conseguia compreendê-los.

Eis que, para meu grande espanto – e de maneira contrária a todas as minhas crenças – e com 32 anos nas costas – descubro, na última viagem, que consumo traz felicidade, sim. A culpada de tudo foi a bolsa de crocodilo: eu a comprei e a carreguei comigo até voltarmos ao hotel. Volta e meia eu abria a sacola para espiar a bolsa e dava risadinhas de alegria ao ver que ela era mais bonita ainda do que eu me lembrava. A aquisição da bolsa me fez tão feliz!

A partir daí fui insensivelmente levada a um frenesi de compras – pelo menos pra mim, que sou tão recatada financeiramente. Riméis da Lancôme! Pincéis de olho da MAC! Relógio de pulso! Sandália da Schutz! Tudo caro, na minha opinião, e tudo merecedor do exaustivo sistema de perguntar e pesquisar. Mas eu não quis nem saber. Com o apoio do Leo, que não tem paciência para o sistema e acha que se você encontrou o que quer tem mais é que fechar negócio, fui em frente e adquiri uma montanha de coisas em pouquíssimo tempo.

Estou felicíssima.

6.1.09

O Caso da Academia 2009

Sim, eu sei que estou devendo posts de viagem. Sim, eu sei que já falei diversas vezes que odeio academia. Mas, para minha completa surpresa, hoje fui à academia e... gostei!

Decidi aproveitar a empolgação do começo do ano (ano novo, vida nova!) para me inscrever correndo. Também aproveitei o fato de que está chovendo muito em Fabri, e portanto a temperatura está agradável (não, não tem ar-condicionado na academia).

Então fui hoje fazer o exame físico. Quem me atendeu foi uma nutricionista simpáticíssima, que disse que eu parecia magra e que meu corpo estava ótimo para uma pessoa sendentária. Desnecessário dizer: me ganhou.

A boa notícia é que meu condicionamento é "médio" (da última vez estava "regular", que é a pior opção e na verdade quer dizer "ruim"). A má é que tenho 28,8% de porcentagem de gordura no corpo, sendo que o ideal para a minha idade é 21%. Mas também se estivesse 21% eu saía de lá para nunca mais voltar!

A academia é a mesma que eu ia antes, em 2006 - a um quarteirão da minha casa. Ela foi comprada por outro dono e renovada. Está muito melhor: os aparelhos são novos, acolchoados e mais confortáveis. Hoje fiz alongamento e uma série de 15 repetições de cada exercício. Amanhã começo de verdade, com 20 minutos de esteira na velocidade 6 (achei fraquinho; vamos ver) e três séries ao invés de uma.

A academia estava bem vazia, a música ambiente era legal, e eu sinceramente achei divertido usar os meus músculos de novo. Foi gostosinho, juro.

Estou animada. Quem sabe dessa vez me empolgo com a academia?

31.12.08

O Caso do Poder da Bolsa

Ganhei de presente de Natal do maridinho uma bolsa comprada em Viena. Ela é de croco vinho envernizado (sim, o crocodilo original devia ser motivo de galhofa de todos os coleguinhas) e é chique com força.

Não sou só eu que acho. Quando estive em BH precisei ir ao Diamond Mall trocar um outro presente de Natal que não serviu. Lá fui eu alegremente com minha bonita bolsa nova. Toda vez que eu parava na frente de uma vitrine para espiar, uma vendedora corria lá de dentro e vinha me abordar na frente da loja perguntando se eu estava interessada em alguma coisa!

Isso não me acontecia antes. A bolsa faz o povo achar que eu sou uma pessoa de posses.

* * *

Update: descobri o segredo do meu sucesso, quer dizer, do sucesso da bolsa. Ela é uma releitura (não é cópia, não!) da Birkin Bag, uma bolsa da marca francesa Hermès caríssima (e por caríssima quero dizer que custa vários mil dólares).

A minha tem duas alças mais compridas (dá pra pôr no ombro) e um zíper para abrir (a aba é só decorativa). Ou seja, é um aperfeiçoamento da original (por uma fração do preço)!

29.12.08

O Caso da Viagem à Suíça, Áustria e Praga

Foi uma delícia. O trem era fantástico, os hotéis eram perto das estações ferroviárias, as cidades eram fofas, os chuveiros eram quentíssimos, os chocolates eram divinos, o vinho da casa era barato, os restaurantes eram legais, a neve era linda, as feiras de Natal eram muitas e os companheiros de viagem eram ótimos.

Curtimos a valer. Pena que acabou.

Nos próximos posts, mais detalhes.
O Leo e eu na frente do Lago Leman, em Genebra, com a "Plume D'Eau" (o jato d'água).



12.12.08

O Caso da Áustria




Será que faz frio na Áustria no outono?

Basta olhar a vista da janela do nosso quarto em Innsbruck para ter uma idéia.



10.12.08

O Caso dos Chocolates Suíços


O Caso da Suíça

Gastamos mais de 24 horas em trânsito (variados vôos e aeroportos) e chegamos à Suíça. É um país bonito, pontual, organizado e... frio!
Ainda bem que temos nossas roupas térmicas, ou íamos morrer congelados. Eu estou igualzinha ao bonequinho Michelin (as temperaturas são tão baixas que não escapei das camadas). E agradeço à Thaís todo dia por ter descoberto a botinha forrada de lã. Não fosse ela e meus pezinhos teriam virado dois blocos de gelo.
Estamos visitando os belos centros históricos da cada cidade e nos entupindo de chocolate. Já comemos fondue, mas ainda não achei o relógio suíço que eu ambicionava. Só vejo nas vitrines peças extorsivas, em torno de trezentos francos suíços (mais ou menos equivalente ao dólar)!
Aliás, tudo por aqui é extorsivo, incluindo a internet nos hotéis. Então, os posts não serão freqüentes!

4.12.08

O Caso do Upgrade

Toda vez que eu viajo para o exterior, ajeito o cabelo com secador, passo batom, ponho uma roupa arrumadinha e vou pegar o avião toda pimpona.

É que meu sonho doirado é overbooking na classe econônima, com vagas na executiva ou na primeira. Aí o pessoal da companhia aérea vai dar aquela olhada em volta para decidir quem ganha o upgrade, me ver e pensar: essa sim, merece passar para a frente do avião.

Nunca aconteceu. Há uns tempos, me contaram que, na verdade, as chances aumentam proporcionalmente a quão mais velhinho e mais doente você é. Ainda não sou velhinha, mas estou andando com cinco remédios variados dentro da bolsa. Será que se eu despejá-los no balcão do check-in, assim como quem não quer nada, eu ganho pontos?

Também posso fazer uma grande produção ao aplicar Sorine e Afrin no nariz, com gemidos de dor e suspiros sentidíssimos. Melhor ainda: vou usar o Sorine antes de me apresentar no balcão, porque o Amoxil e o Loralerg deixaram meu nariz ótimo, mas depois de pingar Sorine fico fungando uns bons cinco minutos, como uma boa doente que se preze.

Se bem que aí eles podem achar que eu estou com um resfriado contagiosíssimo, e vão querer preservar os passageiros da primeira classe, que pagaram cinco vezes mais do que eu pela passagem.

Talvez o melhor seja dizer a verdade: olha, estou com uma sinusite horrível, tomando todos esses remédios, então se vocês pudessem me deixar mais confortável com um upgrade eu agradeceria muito.

Não é um plano sensato?

Exceto que estou viajando com o marido e dois amigos, e é claro que se me derem upgrade por causa de doença vai ser só pra mim, e eu vou ficar lá na frente sozinha com o champanhe que eu não posso tomar enquanto a galera se diverte às pampas lá atrás.

Humpf.

3.12.08

O Caso da Doencinha

*UPDATE 2

Como a cabeça melhorou, mas o nariz continuou chafarizando, e além disso minha mãe ficou preocupada com o anti-inflamatório que o médico do pronto-atendimento receitou (um tal de Celebra, fortíssimo), fui ao meu fiel otorrino de todo o sempre. Ele diagnosticou uma infecção prestes a se revelar, me lascou um antibiótico e um remédio para resolver o chanariz, mais um Sorine para lavar as vias respiratórias, mais umas gotinhas pra pingar uma hora antes do vôo, para a congestão nasal não me provocar uma dor lancinante nos pousos e decolagens.

Até que ele foi meu amigo, porque pensou no meu conforto durante a viagem, mas eu fiquei muito brava, porque:

1) gastei 60 reais nos remédios do outro médico e não vou poder usá-los. Ok, vou poder usar um deles se durante a viagem o nariz incomodar, mas o Celebra não, e vocês sabem que eu detesto gastar dinheiro. Até quando precisa. Imagina em coisas inúteis!

2) vou precisar de uma planilha computadorizada para controlar os remédios, porque tenho que dar um intervalo de 60 minutos entre os dois, e um tem que ser tomado de estômago vazio, e outro junto com os alimentos, e o Sorine é 3 vezes por dia, e a diferença de fuso horário entre nós e a Suíça vai avacalhar tudo.

3) minha primeira semana de viagem vai ser tomada pela preocupação de tomar tudo a tempo e a hora. E não vou poder beber!

Estou tentando ver o lado bom, que é eu ter ficado doente aqui, e não na Europa, mas no presente momento estou com uma fome danada, esperando passar um tempo após o remédio tomado em jejum, e portanto meu humor está amargo.

*UPDATE

Ao invés de melhorar sozinha, como eu queria, fui piorando cada vez mais. Só nesta manhã gastei uma caixa inteira de lenços de papel. Quando a região em torno dos olhos começou a doer fortemente, entreguei as pontas e baixei no pronto-atendimento.

O médico me lascou um analgésico na veia (que ardeu muito; eu cheguei a pedir pra tirar, porque estava doendo mais do que a cabeça, mas aí melhorou), mandou eu tomar uns comprimidos durante dois ou três dias e usar um spray no nariz (muito aflitivo: odeio líqüidos no meu nariz) até o frasco acabar.

É tanto remédio (labirintite, anti-inflamatório, spray, anticoncepcional, dramin) que vou ter que fazer uma planilha para me organizar.

Mas o importante é que estou me sentindo melhor.

* * *

Como não podia deixar de ser, é véspera de férias e eu estou mal. Arrumei uma alergia que me faz espirrar o tempo todo, e o meu nariz está parecendo um chafariz, como aquela música do Balão Mágico. Os olhos não param de lacrimejar. É a segunda noite que tenho que dormir (muito mal, por sinal) sentada. Um horror.

Sim, eu poderia tomar remédio, mas estou terminando o tratamento da última crise de labiritite e não quero misturar ativos farmacológicos. Amanhã eu tomo a última dose e pronto, posso me entupir de anti-alérgicos.

Isso se eu não me afogar nos meus próprios fluidos até lá.

1.12.08

O Caso da Pré-Mala e o Caso da Carteira

Aproveitamos o fim-de-semana para fazer uma pré-mala, separando tudo que vamos usar na viagem e colocando para lavar o que precisava. Montamos também as bagagens de mão (a minha é uma bolsa; a do Leo, uma mochila) que, como se esperava, ficaram estufadas de tanta coisa (pocket book de qualidade literária duvidosa para ler no vôo e jogar fora; pasta com todas as reservas e o comprovante de seguro para provar à alfândega que somos turistas de verdade e que não queremos ficar por lá; roupas térmicas para vestir quando pousarmos na Europa; gorros, luvas e cachecóis; protetor de ouvido, máscara para os olhos e travesseiro de bordo; escova e pasta de dente; lixa de unha; batom; hidratante; e, claro, chocolates).

Estou frustrada porque não consegui terminar a minha mala. É que os casacos, a meia grossa de lã e a calça preta nova estão em BH. As blusas e cachecóis que vão combinar com a botinha nova, também.

O que quer dizer que ainda vai rolar uma supersessão de experimentação de roupas quando eu chegar lá.

* * *

Eu sou muito certinha para as coisas (meu apelido é “sistema”), mas não é que andei dois meses dirigindo placidamente em Fabri com a carteira de motorista vencidíssima? A cartinha do Detran chegou na casa dos meus pais, eles colocaram no criado-mudo do meu quarto, eu tenho ido pouquíssimo a BH e quando fui nem olhei.

Acho que vou autorizar meus pais a violarem minha correspondência. Isso vai evitar telefones fúnebres do meu pai, que depois de dois meses resolveu abrir a tal cartinha e me ligou dizendo que como a carteira estava vencida há mais de 30 dias eu ter que tirar carteira de novo (pânico total).

A parte boa é que 1) não tem nada disso, é só fazer o exame médico; 2) fui hoje cedo ao Detran de Fabri (dois quarteirões do trabalho), transferiram minha carteira para cá na hora, fiz o exame médico numa clínica daqui na hora do almoço, o Leo foi ao banco pagar a taxa de renovação de carteira e pronto, é só esperar a carteira nova chegar ao meu endereço.

28.11.08

O Caso da Botinha

Olha como é bom viajar com os amigos: a Thaís está indo conosco e tanto procurou que descobriu uma botinha adequada para o inverno europeu – toda forrada de lã, com solado alto e leve e, para completar, bonitinha.

Experimentei e gostei tanto do conforto e do preço (metade do que custaria uma Timberland) que fui correndo comprar uma pra mim, já que a Thaís disse que não se importava. A idéia era transformá-la em preta, mas o moço da Sapataria Rápida disse que não ficava bom pintar camurça. Então ela vai ficar da cor original mesmo (um bege bem clarinho).

O que obriga a uma recomposição da mala. O meu guarda-roupa de viagem era todo em tons frios, mas agora estou pensando em levar umas blusas e um cachecol de cores quentes para combinar com a botinha.

Agora, de onde vão sair essas blusas e esse cachecol é que são elas. Quase verão não é época de comprar peças de inverno. Pensando bem, as minhas irmãs têm um monte de coisas guardadas na casa dos meus pais, e nenhuma das duas estará lá quando eu passar por BH para pegar o avião.

Hohohoho!

Botinha Bull Terrier, modelo Tuareg. Considerando o que existe no mercado, ela é lindíssima, vão por mim.

21.11.08

O Caso dos Mais Casos

Ontem ocorreu a atividade integradora (toda uma manhã disperdiçada!) e eu não gostei. Eu só me interesso quando rolam umas competições, porque aí posso mandar em todo mundo e me contorcer de impaciência quando os colegas não fazem o que eu quero, mas dessa vez a idéia era fortalecer a comunicação e o trabalho em equipe, sendo que eu odeio “trabalhar em equipe” (Até “trabalhar” eu gosto mais do que “trabalhar em equipe”.). Tive que que dar a mão para uma galera e, horror dos horrores, abraçar pessoas.

Nada se salvou. Até o chocolatinho Talento que ganhamos no final estava velho.

* * *

Fui à uma dermatologista estética há umas semanas. Não foi bom.

Os problemas que eu queria que ela resolvesse (olheiras profundas e vasinhos superficiais) ela disse que só melhorariam com laser, a sessões de centenas de reais. Para uso diário ela me receitou um produto La Roche-Posay caríssimo (um tal de Redermic), que após pesquisa se revelou “para rugas profundas e perda de firmeza”. Ok, eu não tenho mais dezesseis anos, mas rugas profundas? Eu mal tenho linhas perto dos olhos!

Acho que vou seguir os conselhos da dermatologista da Irmã Maior, cuja recomendação foi o Roche-Posay Vitamina C, que combate linhas finas e ainda pode ser usado na área dos olhos. A pele da minha irmã mais velha é diferente da minha, mas whatever. Pelo menos o Vitamina C não é grudento como a amostra grátis de Redermic que a derma me deu.

Ah, e tem mais uma: por alguma misteriosíssima e inexplicada razão, a dermatologista não quer que eu use o Redermic debaixo dos olhos e nos vincos (que eu ainda não tenho) entre nariz e boca . São justamente os lugares nos quais ela costuma aplicar Botox! Mera coincidência? É, também acho que não.

* * *

Numa nota mais alegre, cortei o cabelo de novo e ele voltou a seu atraente formato esférico. Eu gosto de mudar o visual, mas acho que terei esse cabelo por um longo tempo. É que eu sempre quis ter um rosto redondo e adorável, e agora tenho uma cabeça redonda! Superengana.

18.11.08

O Caso dos Casos

Sabe quando você descobre uma pessoa parecida com você? Uma pessoa da qual você gosta e com quem se imagina tendo longas e ótimas conversas?

Aí você decide ser amigo dessa pessoa. Você oferece caronas, puxa papos, empresta coisas, conta piadas, presta atenção no que ela fala... e nada!

Não é que ela não goste de você. Não, ela convive socialmente com você numa ótima. Ela simplesmente não está interessada em sua amiga.

Nem o método Karina de fazer amigos e influenciar pessoas (fazer muitas, muitos perguntas) funcionou. Não adianta fazer perguntas quando a pessoa não quer responder!

* * *

Quinta-feira teremos mais um evento integrador aqui no serviço. A idéia é fazer pessoas de todos os departamentos interagirem. Como vocês sabem, odeio ser interagida. Infelizmente não fomos convidados, mas convocados, então não tem jeito de escapar, a não ser com um ataque fulminante de labirintite (uma impossibilidade médica, já que estou tomando remédio para o último até hoje).

Para completar, as duas pessoas que trabalham diretamente comigo não estarão lá. Então, nem um amiguinho para as atividades em dupla eu vou ter. O que significa que vou sobrar, junto com alguma outra pessoa triste sem amiguinhos, e vou ter que fazer atividades com ela.

O pior é que já tem outro evento desses marcado para o ano que vem. Estou seriamente pensando em comandar uma rebelião, combinando com todos os colegas que também não querem ser integrados de ficarmos emburrados o tempo todo.

Talvez assim o chefe capte a mensagem.

17.11.08

O Caso do Trem

Quando sugeri que na viagem de inverno à Áustria e Suíça dispensássemos o carro e fizéssemos tudo de trem, eu estava pensando nos perigos de dirigir na neve, mas também na conforto e na tranqüilidade que teríamos. Sai a preocupação com rotas, saídas e pedágios e entra a comodidade de usar as melhores malhas ferroviárias do mundo, vendo belíssimas paisagens passar pela janelinha. Sem falar que a idéia era comprar um passe, e portanto nem o trabalho de adquirir a passagem antes de cada embarque íamos ter. Moleza, né?
Nem tanto. Primeiro você tem que cavucar a internet para descobrir o que é melhor financeiramente: comprar as passagens separadas ou o passe Eurail. No nosso caso, vamos comprar tíquetes unitários na Suíça e usar o passe na Áustria e na República Tcheca (não, não tem um passe para os três países). Aí você descobre que o melhor site de todos, aquele que tem todas as informações ferroviárias da Europa, é da Alemanha. Sim, tem a versão em inglês, mas de vez em quando ele dá a louca e passa para o alemão. Nisso você já sabe os nomes da cidades às quais quer ir em três línguas, pelo menos (e a versão em alemão é sempre a pior).
Então você compra o passe (tem que ser aqui no Brasil), espera que ele chegue em sua casa, acompanhado de folhetos explicativos, pelo correio e fica sabendo que:
- Você TEM que validar o passe antes de usá-lo! Se não, paga multa!
- Você TEM que escrever o dia em que vai usar o passe antes de entrar no trem! Se não, paga multa!
- Você TEM que escrever o dia em que vai usar o passe certo! Escreveu errado, dançou! Perde o dia! Ou paga multa!
- Você TEM que fazer reserva com antecedência! E paga por isso! Se não fizer, corre o risco de não ter lugar para você no trem! Mas não em todos os trens, só em alguns! E o único lugar que informa se é necessário fazer reserva é... o site alemão!
É verdade que reserva pode ser feita em qualquer estação de trem. Mas será que o atendente vai falar inglês? O meu francês é capenga e o meu alemão, inexistente. Para me garantir, imprimi em um papelzinho “Reserva” em inglês, francês e alemão, e debaixo coloquei as cidades e os horários que quero reservar. Aí descobri que não basta saber a cidade, tem que saber a estação também! É, de volta ao site alemão!
Ou seja: tudo é muito menos tranqüilo e relaxante do que eu imaginava.

13.11.08

O Caso da Dieta Pré-Viagem

É sempre uma boa idéia emagrecer um pouco antes de uma viagem que promete muitas delícias culinárias, já que é muito mais fácil fazer regime tendo pela frente uma meta recompensadora do que quando o passeio acabou e você tem que voltar ao trabalho. No meu caso, entretanto, a dieta tem um caráter mais urgente. Engordei um pouco nas últimas semanas (muita comida e nada de corrida, uma beleza) e agora estou cabendo em minhas calças de viagem sem um milímetro de folga. Problema um: como colocar uma meia de lã muito grossa por baixo de roupas justas? Problema dois: na viagem vou consumir muitos chocolates suíços e fondues de queijo, e aí é que as calças não vão servir mesmo, mesmo sem a meia de lã muito grossa.

As pessoas sensatas que lêem esse blogue devem estar pensando: por que ela simplesmente não compra calças um número maior? Mas aumentar as roupas não resolve o meu problema, pessoas. Eu uso as calças por dentro das botas de montaria, e calças de tamanho maior vão ficar largas na região do joelho, produzindo um visual “bombacha gaúcha”, que, da última vez que chequei, estava longe de ser o último grito da moda. E usar as calças por fora das botas de montaria não tem graça nenhuma.

O jeito é cortar os doces, sorvetes e pães-de-queijo que estavam alegrando tanto o meu dia-a-dia e voltar aos odiosos pães integrais, grãos de soja e saladas de folha. Afe.

12.11.08

O Caso do Trabalho

Ano passado eram seis pessoas fazendo os serviços X, Y e Z. No momento somos duas fazendo os mesmos X, Y e Z. O mais legal é que a pessoa que fazia X foi embora ANTES de me repassar decentemente o esquema. Então agora eu não só tenho uma montanha de serviço, como também não sei fazer pelo menos a metade da montanha de serviço.




Outro ponto alto da situação é que vai vir uma terceira pessoa para ajudar nos serviços X, Y e Z. Só que essa pessoa não sabe nada de X, nem de Y, nem de Z!




Estressada, eu? Imagina.




10.11.08

O Caso do Seguro-Saúde

Toda vez que viajamos para o exterior, compramos diligentemente um seguro de viagem para doenças e acidentes. A idéia é pagar, não usar, e achar bom. Nunca precisamos acioná-lo (minto: em Aruba, tive uma dor de estômago horrível que Pepto-Bismol nenhum - cedido gentilmente pelo hotel - dava jeito. Fui parar no hospital, me lascaram uma injeção, melhorei, e até hoje não sei o que tive. Mas o seguro cobriu a consulta e a espetadela.).


Há algum tempo, quando estávamos indo para a Nova Zelândia, descobrimos que quem tem um cartão de crédito mais metido a besta ganha o seguro de viagem se comprar a passagem com o cartão. Aí fomos investigar como funcionava.


Ah, a novela. Você liga para todos os telefones do site e ninguém sabe nada. Isso quando não duvidam do que você acabou de ler na página deles! E te mandam ligar para outro número. E outro. E mais outro. Aí perdemos a paciência, achamos que se bobear a cobertura não alcançava a Nova Zelândia, compramos diligentemente nosso seguro de viagem Budget (ou "Buguéti", como a moça da agência de viagem aqui gosta de falar) e lá nos fomos.


Este ano começamos o processo de novo. O Leo ligou, foi transferido um tanto de vezes, e finalmente conseguiu falar no internacional do cartão, que prometeu que mandaria um e-mail com o comprovante do seguro.


A moça do cartão disse que o e-mail chegaria uns três dias antes da viagem. Logo percebemos que isso era a maior furada, porque se ela tivesse anotado mal nosso e-mail ou se alguma coisa errada acontecesse, não ia mais dar tempo de comprar o "Buguéti"!


Então hoje cheguei em casa disposta a gastar horas resolvendo o problema. Nem foi: no primeiro número que eu liguei já me passaram para o internacional, que não conseguiu desenterrar o primeiro pedido, mas que se prontificou a fazer outro. Gastei legal o meu inglês, animada pelo sotaque da atendente. O mais difícil foi soletrar meu nome e o do Leo inteiros (eu tendo a misturar o E ("i") e o I ("ai") na hora do vamovê). Me solidarizei com o Leo, que teve que fazer a mesma coisa no pedido anterior. No fim das contas deu tudo certo: o e-mail chegou minutos depois, com os nossos nomes perfeitamente escritos (graças a deus nenhum deles tem acento).

Estou com a sensação de dever cumprido. E, agora que temos o seguro que o Tratado de Schengen exige, estamos prontos para colocar os pés em solo europeu.

4.11.08

O Caso da Gastronomia

Eu gosto de ir a blogues gastronômicos. Adoro fotos de pratos elaborados. Leio com prazer cardápios chiques. Acho a gastronomia uma área fascinante.

O problema é que, embora eu tenha grande prazer intelectual nessas atividades, acho pouca graça na hora do vamos ver, isto é, de comer. Eu sou (e o Leo também é) enjoada pra burro. Gosto é de batata frita e chocolate. Detesto frutos do mar, ervas exóticas, peixe cru, carnes raras ou champignons. Ou seja: qualquer receita mais refinada me faz torcer o nariz e ficar separando pedacinhos da comida no canto do prato.

É triste. Eu queria muito dar o devido valor ao mundo dos sabores diferentes, mas se dependesse de mim eu ia comer pizza pro resto da vida. Minha sorte é que minha irmã e o marido são gourmets e volta e meia me apresentam umas novidades que até mesmo meu paladar pedestre consegue apreciar, como vinhos bons e queijos franceses.

Depois de refletir profundamente sobre o assunto, decidi não deixar minha falta de sensibilidade alimentar me abater. Descobri a solução, e ela é ótima: vou exercitar a gastronomia na área dos chocolates! Ao invés de ir a restaurantes caros, freqüentarei confeitarias finas! Não é perfeito?





Guloseimas de Pierre Hermé, Paris


Créditos da foto: http://www.praquemquisermevisitar.com/mundoafora_herme.html, um blogue de dar água na boca.

30.10.08

O Caso dos Dois Beijinhos

No lugar onde eu trabalho tem mais ou menos o mesmo número de homens e mulheres. De vez em quando surgem uns eventos institucionais nos quais aparecem chefões e chefonas. A gente aproveita para fazer o meio de campo e perguntar bastante.

A estrutura é bastante informal e dá para abordar todo mundo. Quando eu sou apresentada a uma mulher, a gente se cumprimenta com um aperto de mão e pronto. No entanto, quando é um homem, eles me lascam dois beijinhos. Não tem razão. Afinal, os moços eles não brindam com beijocas.

Sei não, mas isso não é meio sexista?

29.10.08

O Caso dos Dinheiros da Viagem

A Natália (Prazer, Natália!) perguntou nos comentários se a crise não vai afetar a viagem e disse que está aflita. Pode ficar sossegada, Natália: estamos de olho. Você está certa: não vamos usar cartão de crédito, porque a conta pode vir salgada. Estamos atrás de
alternativas.

Primeiro fizemos a rapa nas gavetas da família, implorando por dólares e euros. Deu um dinheirinho bom, mas não o suficiente para cobrir toda a necessidade (estadia + gastos diários). Depois pensamos em apelar para um doleiro. Aí quem ficou aflita fui eu, porque comprar moeda no paralelo sempre me pareceu vagamente ilegal (e é mesmo, embora todo mundo faça e anunciem a taxa na tevê). Sem falar que nunca achei boa idéia ficar carregando cash por aí, com o risco de perda ou furto.

Então nos lembramos de que existe um tal de Visa Travel Money, um cartão que você carrega com os dólares/euros na cotação do dia e usa para sacar dinheiro na moeda local em caixas automáticos Visa no mundo todo. A cotação é pior do que a do doleiro, mas segurança e tranqüilidade não têm preço. Já fizemos o nosso por telefone, com o valor mínimo. Agora vamos ficar de olho no câmbio para colocar mais moeda quando ela estiver mais amigável. Por que dólar? Porque ele está se valorizando em relação ao dinheiro europeu, e a tendência é que os dólares que comprarmos agora comprarão mais euros no futuro.

Também temos a opção de sacar dinheiro lá com o cartão de crédito na função débito. Aí a cotação é a do dia. Essa alternativa só vai ser usada em uma emergência, porque, já que compramos o VTM, o jeito é gastar os dólares embutidos nele. Não adianta ficar economizando dólares comprados a 2,3 reais para gastar dólares mais baratos (se o câmbio cair).

No fim das contas, não vamos precisar dos dinheiros da família. O que é bom, porque moramos no interior e ia dar o maior trabalho repor os dólares e euros emprestados.

28.10.08

O Caso das Arrumações de Mala

Eu monto a minha mala de viagem com alguns meses de antecedência. Isso significa que eu experimento TODAS as roupas que vou levar, para ver se as cores, proporções e volumes combinam entre si. MAIS de uma vez, porque nesse meio tempo costumo comprar peças novas/descobrir roupas no armário/arrumar acessórios emprestados, e aí tenho que checar se a aquisição mais recente compõe um todo harmôrnico com o que já existe. Eu sei, eu sou meio doida e estou muito à toa. Mas eu me divirto.

A última novidade é que mandei pintar de preto minhas botas de montaria. Aí fiquei olhando pra elas e matutando que uma saia preta na altura dos joelhos lhes cairia muito bem. Inconveniente: a meia de lã grossa que eu tinha para usar por baixo era cinza. Experimentei, mas o pedaço de perna cinzenta aparecendo por debaixo da saia não ficou bonito, não. Então tive a idéia de colocar por cima da meia de lã uma meia-fina opaca preta. Deu muito certo. E, como debaixo dessas duas meias ainda vai a roupa térmica, o risco de congelar usando a saia cocota é zero.

Minha outra idéia transformadora foi pegar o gorro preto da Disney que tem na frente uns desenhos coloridos e lascar canetinha preta em cima. O bordado cheguei simplesmente desapareceu. E agora eu tenho um chapéu para usar em Viena!

Se essa viagem de fim-de-ano não chegar logo, nenhuma peça do meu guarda-roupa restará intocada.

23.10.08

O Caso da Foto Artística

Como seria bom ilustrar o casamento fofo do Júlio e da Verônica, e também me pediram foto do meu cabelo novo de mangá, vou aproveitar para, como dizia um amigo de Leomatar dois coelhos com uma caixa d’água só.


Adorei essa foto. Ela tá meio embaçada, o enquadramento tá bizarro, e por isso mesmo que ela é legal. É uma foto impressionista, gente.

22.10.08

O Caso de Onde Comprar Roupas Térmicas

Eu digo maravilhas das roupas térmicas que comprei na Nova Zelândia (blusa e calças justinhas para usar por cima da pele feitas de um tecido sintético que promete manter o calor do corpo), e as pessoas me perguntam onde podem arrumar umas iguais.

Para quem não sabe, as roupas térmicas esquentam mesmo e servem para acabar com o “efeito cebola” ou, mais romanticamente, o “efeito tulipa” (sim, a flor vem de um bulbo), que é a técnica de vestir uma pilha de roupas para não congelar quando em lugares realmente frios . Com a roupa térmica é suficiente colocar só mais uma blusa de lã fininha e um casaco por cima (ou seja, nada de usar uma segunda pele de meia fina, uma blusa de algodão, uma blusa de lã, um moletom e depois o casaco, o que tende a gerar uma grande semelhança com o bonequinho Michelin).

Essa é a teoria. Já usei a roupa térmica em um glaciar e fiquei quentinha, mas vou testá-la de verdade quando encarar o outono/inverno europeu em dezembro.

Enquanto isso, descobri uma loja que vende as tais roupas térmicas no Brasil: é a http://www.sadae.com.br/. O nome da linha é “Conforto Thermo Dry” e cada peça custa em torno de 90 reais. O preço é o mesmo na Nova Zelândia (com a diferença que a loja lá estava em promoção e dava 50% de desconto, então os nossos saíram pela metade disso).

Concordo que não é baratinho, mas acho que “não sentir frio” não tem preço. Além disso, você economiza cacunda carregando a mala, que vai mais leve porque você vai ter que levar menos roupa de frio; economiza tempo vestindo e desvestindo camadas; e ganha no quesito elegância, porque o bonequinho Michelin é um fofo, mas Cary Grant he ain’t.

Crédito: http://www.michelin.com/

20.10.08

O Caso do Evento

Lembram que eu estava eu resmungando que meus talentos estavam sendo desperdiçados no trabalho? Pois é: os céus escutaram e resolveram tomar providências. Fui convocada para participar da comissão da festa de comemoração de dez anos do escritório, para escrever e apresentar o histórico do mesmo na celebração e, para completar, ser a cerimonialista do evento.

Estou otimista. Comigo na jogada, a chance da cerimônia ser uma chatice insuportável diminui um bocadito.

15.10.08

O Caso do Casamento

No fim-de-semana fomos padrinhos do casamento fofo do Júlio e da Verônica. Tinha rosas vermelhas colombianas na decoração, espumante rosé com morangos para beber, e eu dancei até na pista estilo aquário (em um espaço separado para a música alta não atrapalhar a conversa, mas com uma grande janela de vidro integrando os ambientes).

Eu e o Leo fomos os primeiros a chegar, levando a noiva do hotel para o local do evento (foi ótimo, porque aí eu a vi antes de todo mundo) e os últimos a sair, levando os noivos do local de evento para o hotel quando a festa acabou (como bons padrinhos que se prezem). E curtimos o tempo todo.

Quando a festa é boa, meu lado camisolão desaparece.

9.10.08

O Caso da Viagem em Perigo

A economia mundial está em crise. O dólar e o euro dispararam e ninguém sabe onde eles vão parar. Por isso, nossa tão cuidadosamente planejada viagem para Suíça, Áustria e Praga está em sério risco. Afinal, não rola de pagar alegremente hotéis e refeições com cartão de crédito para um mês depois descobrir que o euro bateu em 4 reais.

Apesar disso, o Leo está animado. Ele acha que até o começo de dezembro o mercado já se estabilizou e o dólar terá voltado para um precinho mais razoável.

Hoje um casal de amigos, a quem convidamos para ir conosco em uma época em que a passagem estava barata e a cotação, amigável, disse que topa. Por um lado, fico superfeliz de ter a companhia deles. Por outro, e se o euro subir mais ainda, e eles, ao invés da oferecida viagem em conta, terminarem gastando uma fortuna?

7.10.08

O Caso das Decisões

A gente percebe que virou adulto quando enfrenta decisões importantes, do tipo que alteram a vida, e não corre para a mamãe ou o papai para eles palpitarem/ponderarem/decidirem.

Não, a gente corre é pros amigos.

Mas a decisão final é nossa mesmo.

* * *

Ando achando meu trabalho um bocado chato. Estou me sentindo disperdiçada, sem oportunidade de usar meus superpoderes,e isso tem me deixado triste, já que passo oito horas do meu dia no batente.

Hoje uma colega que veio na iniciativa privada me lembrou que, nesses tempos de crise, o povo das empresas particulares está arrancando os cabelos e sofrendo antecipadamente com a possibilidade de demissão. Aposto que esse pessoal não está se preocupando se seus trabalhos são chatos ou não. Estão se preocupando em manterem seus empregos.

Nada como um pouco de perspectiva.

6.10.08

O Caso da Mamma Mia

Ganhamos dois ingressos de cinema do cartão de crédito e eu votei para gastá-los assistindo a Mamma Mia, o musical baseado na obra do ABBA e estrelado pela Meryl Streep. Minha irmã e uma amiga já tinham visto e adorado. A amiga gostou tanto que falou que vai ver a peça na Broadway nas próximas férias! (Ok, talvez não tanto assim. Ela já estava indo para Nova York mesmo.)

O que eu achei? Médio. Estou tão acostumada a ver a Meryl em papéis profundos e sofridos que não consegui ser convencida por sua alegre e dinâmica dona de hotel na Grécia e seu macacão jeans. Acho que ela tem uma carinha triste (digna, mas triste). Além disso, o roteiro resolve vários problemas com soluções sem pé nem cabeça – coisa que me irrita sobremaneira em um filme. Eu sei, eu sei, é ficção, mas sou uma ferrenha defensora da lógica.

Não vou dizer que não me diverti. Mas o que me deixou mais feliz foi não ter gasto dinheiro no ingresso.

3.10.08

O Caso do Cabelo de Mangá 2 + O Caso da Reabilitação Manual

Eu e meu cabelo novo estamos nos dando superbem. O cabelo chanel antigo tinha que ser secado com uma escova gigante e ia se achatando toda vez que eu dormia, o que me obrigava a lavagens e secagens constantes. Com o cabelo novo é o contrário: quanto mais dias passam, mais bonito ele fica. Ao invés de amassar, ele reafirma sua forma arredondada!

Dormi com o cabelo meio molhado um dia desses e um lado ficou diferente do outro. Eu ia lavar de novo para corrigir, mas fiquei com preguiça e deixei pra lá. Dois dias depois ele estava totalmente recuperado!

Nunca mais quero ter outro corte de cabelo.

* * *

Achei que passar do estado “unhas feitas” para o estado “unhas não-feitas, mas bonitinhas e limpas” ia ser moleza, já que bastava fugir da manicure e pronto.

Ledo engano.

Ocorre que as manicures adoram cortar a pele dos lados das unhas, e quando você deixa de freqüentar as primeiras as segundas crescem de maneira desordenada e caótica e ficam te espetando. As cutículas também decidem te recordar da existência delas. Sem falar que todas as sujeirinhas do mundo resolvem se enfiar debaixo das suas unhas (principalmente porque agora, sem esmalte pra descascar, você pode usá-las como instrumentos e utensílios) e ficam aparecendo.

O jeito é passar por uma transição lenta e gradual até se libertar inteiramente dos efeitos colaterais das unhas feitas.

Passo 1) passar muito hidrantante nas mãos, para deixar peles e cutículas macias;
Passo 2) usar o alicate de maneira muito moderada, eliminando só os excessos;
Passo 3) usar o cortador/tesourinha com intensidade. Unha sem esmalte tem que ser curtinha mesmo.

Resolvido! Depois de umas duas semanas nesse esquema você estará pronta para deixar de fazer as unhas e começar a conquistar o mundo.

1.10.08

O Caso do Fim-de-Semana

Passamos um fim-de-semana de reis em Uberlândia, para onde fomos para o casamento do primo do Leo que é anestesista e conta ótimas histórias médicas de horror. Fomos levados para cima e para baixo de carro pelo noivo, pelo irmão do noivo e pela namorada do irmão do noivo (os quais estou tentando convencer a se mudar para o Canadá ou para a Austrália, já que eles são da área de informática, para que eu possa visitá-los). Todos foram superfofos e se mostraram felizes pela nossa presença, o que compensou a maratona Fabriciano-BH, BH-Uberlândia, Uberlândia-BH e BH-Fabriciano, os atrasos do avião e as horas de estrada.

A cerimônia foi curta, a festa foi chique e os noivos estavam lindos. Em suma, o fim-de-semana foi um sucesso total.

O único problema é que gostamos tanto da cidade e da companhia que agora a gente quer se mudar para Uberlândia.

26.9.08

O Caso da Declaração Feminista

Decidi mesmo: não faço mais a unha.

Acho bonito, sim. Mas também acho que é um gasto de tempo e de dinheiro que não acrescenta nada.

Vou manter as unhas curtinhas e limpas e está muito bom.

Homem não tem que fazer a unha. Sim, homens e mulheres são diferentes, mas as diferenças não justificam o domínio de um sexo sobre o outro, ou que as exigências sociais sejam muito maiores para elas do que para eles. Unhas feitas são mais um item da lista “Obrigação de estar bonita”, que é uma maneira de atingir os objetivos passivamente, agradando, ao invés de agir, conquistando.

Se alguém tiver a ousadia de me questionar (porque é o fim, né? Ficar examinando se a outra pessoa fez ou não fez a unha), aproveito para dizer que é meu manifesto feminista e para explicar minhas razões.

Talvez eu até consiga umas adeptas.

25.9.08

O Caso do Cabelo de Mangá

Na minha busca pela simplificação da beleza, decidi voltar ao salão. Eu achava lindo o corte chanel, mas gastava um bocado de tempo e trabalho secando o cabelo com uma escova do tamanho da minha cabeça toda vez que eu lavava. Sem falar que era só dormir ou prender para fazer exercícios que ele amassava e perdia sua bela forma sinóide. Então eu precisava de um corte menos high-maintenance, mas nada da escolha óbvia – cabelo curtinho –, porque agora decidi deixar crescer.

Antes de cortar o cabelo eu costumo fazer uma grande pesquisa na televisão, internet e revistas femininas. Chego ao salão com fotos e descrições envolventes. Dessa vez, no entanto, eu não tinha a menor idéia do que era possível fazer para mudar um corte chanel sem perder comprimento. Só sabia que estava cansada de ficar esquentando a cabeça (literal e figurativamente) para arrumar o dito-cujo.


Minha cabelereira me surpreendeu positivamente. Sim, ela já me deu o corte Javier Bardén, mas dessa vez ela repicou pra lá e pra cá e eu fiquei assim, sem a escova chegar nem perto do meu cabelo:




Quando a gente assistia a Ranma lá em casa, eu me identificava com a irmã do meio que gostava de dinheiro, a Nabiki. Mas estou parecendo mesmo é a Akane.

24.9.08

O Caso do Conflito

Estou em conflito com as exigências sociais sobre a mulher.

Acho um absurdo que eu, além de diversas outras coisas, seja obrigada a ser bonita. Os homens podem ser feios e ninguém liga. As mulheres gastam uma grande quantidade de tempo, dinheiro e energia com maquiagem, produtos de beleza, dieta, exercícios, tratamentos estéticos, roupas e acessórios. Eu sou uma pessoa pouco consumista e, mesmo assim, eu também gasto. Será que já foi feita uma planilha calculando quanto a mais custa ser mulher durante a vida? Aposto que deve dar uma grana violenta – dinheiro que poderia ser usado em viagens, cursos, aposentadoria...

Mas o mais absurdo é que eu me conforme com as exigências sociais e, mesmo que plenamente consciente delas, ainda QUEIRA ser bonita!

Porque a beleza tem suas vantagens. Pessoas bonitas são mais bem atendidas, recebem mais promoções, fazem até mais amigos. O ser humano é atraído pela beleza, isso é fato.

Fico pensando o que aconteceria se eu reduzisse meus cuidados estéticos a um mínimo (mantendo os higiênicos, é claro).

As unhas eu não faço mais.

18.9.08

O Caso da Descoberta

Sim, eu estava desanimada, mal-humorada, irritadiça e abatida.

Até marquei um médico para descobrir o que havia de errado comigo.

Aí descobri a razão: é que eu estava de regime (coisa odiosa, sô).

Sentir fome e não comer doces acaba com a alegria de qualquer um.

O jeito é voltar aos braços do chocolate, né (com moderação).

É um sacrifício, mas é por um bem maior =).

12.9.08

O Caso do Protetor Solar

Eu moro em uma cidade na qual faz sol e calor o ano inteiro. A gente nem tem inverno; tem é um “não-verão”, no qual a temperatura baixa um pouquinho, mas os dias continuam ensolarados.

Como eu sou branquelucha, o dermatologista recomendou que eu evitasse a exposição ao sol e usasse protetor solar todo dia (mesmo eu insistindo com ele que eu sou intrinsecamente morena). Só que os protetores solares costumam ser gordurosinhos, e minha pele é oleosa. Além disso, aqui faz um calor danado, o que não ajuda em nada.

Tentei o Episol em gel, e a impressão que eu tinha é que havia um filme plástico sobre o meu rosto. Mudei para a loção e minha pele passou a brilhar loucamente. Arrisquei até um bloqueador da Clinique, mas o danado também é pegajoso.

Eis então que uma colega de trabalho me apresenta o Roche Posay Fluide Extreme FPS 50. Ele é líqüido, espalha fácil e não tem cheiro. E, o mais importante, simplesmente desaparece na pele! Adeus, aspecto brilhoso irritante!

Minha colega comprou no aeroporto de Salvador por 51 reais. Aqui nestas bandas, ele custa 89. O jeito foi aproveitar que minha irmã viajou para os States e mandar entregar no endereço dela duas unidades por 50 dólares (comprei na Amazon). Barganha.

O único inconveniente do Fluide Extreme é que ele é tão sequinho que não serve como hidratante. Aquele descamadozinho típico de invernos secos continua igualzinho. Isso quer dizer que ele não vai servir para minha viagem de fim de ano, na qual vou pegar temperaturas próximas a zero.

Não tem problema. Aproveito para usar os protetores gordurosinhos.

10.9.08

O Caso de Salzburgo

Salzburgo, ou Salzburg

- é a cidade dourada do Alto Barroco
- é o lugar de nascimento de Mozart
- é onde foi filmado “A Noviça Rebelde”
O que vamos fazer lá:

- ver a vista da Fortaleza Hohensalzburg
- ir a um concerto
- conhecer a parte medieval da cidade
- experimentar Mozartkugeln, “bola do Mozart”, bombom recheado de marzipã de pistache e nougat e coberto de chocolate meio-amargo.

8.9.08

O Caso da Reabilitação Labiríntica

O otorrino mandou fazer um monte de exames, e os resultados foram normais. A estrutura do meu ouvido está ótima. Entretanto, como fico tendo ataques loucos de labirintinte, ele resolveu me receitar fisioterapia para o labirinto.

Não tenho nem idéia de como funciona. Só sei que terei uma sessão por semana durante dois meses. A notícia boa é que o consultório da fisio é na rua da minha casa. A ruim é que não há garantia de que eu jamais tenha um ataque de labirintite de novo. Vou estar apenas diminuindo as chances deles ocorrerem.

No entanto, considerando que a caixa do remédio que eu tomo inteira toda vez que tenho uma crise custa 50 reais, e que a fisioterapia o plano de saúde paga, parece-me que se trata de um bom negócio em termos financeiros. Em termos de bem-estar, também. Diminuir a quantidade de vezes por ano que minha cabeça fica rodando doudamente é uma ótima perspectiva.

Meu objetivo é NÃO ter uma crise de labirintite perto da próxima viagem. O otorrino está tão confiante na reabilitação que disse que até mesmo fazer os exercícios que vou aprender aos primeiros sinais de um ataque é suficiente para contê-lo.

Vamovê.

O labirinto mais bonito do Google Images.

5.9.08

O Caso do Desânimo

Ando meio desanimada ultimamente. Meio sem vontade fazer nada. Trabalho e estudo? Cansaço. Filmes? Preguiça. Tevê a cabo? Nhé. Até ler, que sempre foi minha paixão, não tem me atraído mais. Sim, eu tenho corrido, mas é mais porque já virou hábito.

À noite o Leo vai para a faculdade e eu fico totalmente à toa. O jeito é dormir para o dia seguinte
chegar.

Isso não tá bom, não.